N.A.: Pessoas fofas, coisas lindas, cá estou com mais um capítulo da minha insanidade mais adorável. Bom, vou dar aquele aviso não tão legal antes de agradecer. Eu comecei faculdade de Letras essa semana, estou super empolgada, porém, já percebi que minhas fics vão sofrer um pouco com isso. Talvez essa nem tanto, por hora, já que tenho alguns capítulos escritos, mas nunca se sabe, não? Então quero avisá-las que a fic pode demorar mais tempo para ser postada, mas nunca mais do que três semanas, ok?

Agradecendo: Samara, AB, Myara, Cora e Estrela, vocês são lindas. Demais...

Cora, amo-te por betar e ainda comentar na fic. *-*

Boa leitura, geral!


Capítulo 7

Estremeceu sob a língua dele, deixando que ele acariciasse a sua. Draco sorriu durante o processo, os músculos fazendo Potter lhe olhar fixamente nos olhos. Era como se Draco soubesse exatamente do que ele gostava. Nunca tinham feito algo assim, nunca tinham ficado tanto tempo conversando, se olhando. Draco segurou o moreno pelos braços, puxando-o para mais perto de si.

Estavam parados do lado de fora do bar que entraram horas antes, a lua estava alta no céu, a rua parcialmente iluminada pelos postes de eletricidade. Draco sabia que Potter resistiria até o último fio de cabelo antes de deixar isso continuar, mas estava tão envolvido no beijo, que a última coisa que pensava era no moreno tentando lhe dizer não no começo. Subiu as mãos pelo pescoço dele, segurando-o pelos cabelos, aprofundando o beijo.

Harry estremeceu conforme Draco parecia se apossar de seu corpo, como o corpo dele o pressionava, como a boca dele se moldava de forma tão perfeita na sua. E sucumbiu, deixou que sua mente se desligasse de qualquer coisa que pudesse atrapalhar o momento, qualquer coisa que desviasse sua atenção de Malfoy.

Beijou, extravasando tudo que guardara até ali, todos os sentimentos que não entendia que sentia pelo loiro escapar por seus poros. Tinha que tê-lo mais perto, mais junto de si. O abraçou, forçando seu corpo contra o dele, sugando seu lábio inferior, segurando seus cabelos loiros e querendo demais que Malfoy não parasse com aquilo, nem mesmo se alguém aparecesse.

- Potter? – Draco chamou quando conseguiu descolar sua boca da do moreno, sorrindo ao vê-lo respirando rapidamente. – Deveríamos sair daqui.

Harry pensou seriamente no que ele estava falando. Era difícil raciocinar depois de vários minutos beijando e pressionando o corpo do outro contra o seu, querendo mais. Mas ele estava certo, eles deveriam sair dali. Mas ele realmente queria ir em frente agora? Já queria dar outro passo?

- Ah Potter, se eu não te conhecesse, diria que está com medo. – sorriu e soltou-se devagar do outro, vendo-o ficar envergonhado. – Mas como te conheço, acho que seria melhor deixar para outro momento.

- Olha, Malfoy...

- Não, não vai dizer nada. – o loiro arrumou a roupa, vendo Potter lhe fitar sério com esse corte. – Aconteceu. Era para acontecer. Deixa ver o que acontece. Porque quando você começa a analisar as coisas, me lembra vividamente a Granger.

Ambos riram, e Malfoy viu que Harry estava calmo, seguro. Aquilo era bom, não queria que o moreno começasse a analisar e passasse a ver que aquilo fora um erro, e que eles eram inimigos na Guerra, e que eles não podiam ficar juntos, e todo aquele blá blá blá que as pessoas que racionalizam demais costumam fazer.

- Vou embora. – disse, vendo Harry lhe olhar parecendo um filhote perdido. Riu disso e aproximou-se, pegando o rosto dele entre as mãos, puxando-o devagar em sua direção. – Nada de olhos brilhantes para o meu lado, Potter. – beijou o moreno mais uma vez e afastou-se, aparatando logo em seguida.

Harry viu o loiro sumir e suspirou. Definitivamente tinha que contar isso a alguém, e estava quase certo de que morreria de ansiedade até a manhã seguinte, para contar a Hermione sobre o que aconteceu.


Pansy acordou sentindo-se bem. Não estava satisfeita, com a felicidade plena correndo por suas veias, mas estava feliz. Feliz por ter dois homens a desejando. Dois homens que eram os gêmeos Weasley, mas que eram bons no que faziam, e que jogavam tão bem quanto ela.

Aquela situação não deveria mexer com seu ego como estava mexendo, mas era praticamente impossível não se sentir desejada, não se sentir superior às outras mulheres. Era praticamente impossível ignorar os olhares de Fred sobre seu corpo, os toques possessivos de George sobre seus cabelos. Sorriu. A vida talvez não pudesse estar melhor nesse momento, mas lembrou-se de algo que melhoraria sua manhã: Potter e Malfoy.

O que vira na noite passada fora interessante. Lembrava-se daqueles olhares que Malfoy lançara para Potter na noite passada. Lembrava-se daqueles olhares direcionados a si, tantos anos atrás. Sentia na pele os olhos cinza dele descendo por seu corpo, queimando de prazer. Sentia o prazer de estar com ele, apenas olhando-o de longe.

Vira na noite anterior, todos aqueles olhares queimando nos olhos de Draco, e todos eram direcionados a Potter. Pansy conseguia entender o porquê de Draco estar a fazer aquilo, mas não conseguia entender o porquê de estar a fazer aquilo com Potter. Era quase como se ele... Sentou na cama como se tivesse sido acertada no estômago, seus olhos fitando o nada. Não seria possível que ela estivesse certa, seria?

Levantou da cama, andando ao lado dessa, em círculos. Sua cabeça criava imagens de Draco a beijar Potter, e isso fez seu corpo se arrepiar, mas fez sua boca deixar um sorriso escapar. Um sorriso diferente, um pouco vingativo. Sua mente trabalhou rapidamente, em como poderia usar aquilo a seu favor. Mas a resposta fez o sorriso morrer em seu rosto de uma só vez. Não havia nada que pudesse usar.

Conhecia Draco o suficiente para saber que se ele quisesse esconder, desmentir e ainda fazer Pansy ficar mal falada por inventar histórias como aquela, ele faria. Sabia que para Potter não seria nada também, a carreira do Menino-Que-Sobreviveu-Duas-Vezes nunca seria abalada, nem mesmo se ela fosse dançarina de Striptease.

Irritou-se. Tinha que haver um jeito de estar mais perto, de poder ver a situação acontecer, pois aí veria uma brecha, aí poderia ver a fraqueza, o ponto em que poderia atacar um ou outro. E quando eles menos esperassem, ela atacaria, faria com que ambos caíssem. Pois se Draco realmente a havia deixado pelo Potter, ela tinha que ao menos se vingar disso. Para dizer o mínimo.

Sentou-se na cama, olhando para a janela, as idéias montando-se em sua mente. Precisaria de oportunidade para ver esse 'relacionamento' de perto, e saindo com Fred e George, poderia ter. Riu, jogando-se de costas no colchão, por cima dos lençóis desarrumados. Seriam dois hipogrifos com um feitiço só. Teria a satisfação que queria com os ruivos, e teria uma arma contra Potter e Malfoy.

Pensou algumas possibilidades para o final de semana que incluía dois ruivos e poucas palavras! Riu outra vez, estava começando a andar tudo em seus trilhos!


- Dê um jeito de arrumar meu cabelo e pare de sonhar. – Hermione gritou com George, que estava sentado na mesa da cozinha, parecendo que havia chegado há minutos.

- Posso perceber onde estou? – George perguntou, gracejando com ares de sonhador. Hermione cruzou os braços, seu roupão apertando-se contra seu corpo com esse movimento. – Ok, aparentemente não.

George entregou para a morena um frasco do antídoto, e a viu virar o frasco na boca sem nem ao menos ver e verificar se era realmente o antídoto. Riu disso e recostou-se na cadeira, vendo as madeixas da morena deixarem de ser loiras lisas para voltarem a ser cachos castanhos. Viu que ela parecia estar com belas olheiras arroxeadas debaixo dos olhos.

- Me esperou a noite toda?

- Você dormiu na loja, George, não me perturbe. – foi para perto da pia, vendo que Molly estava no quintal, mexendo em um arbusto. Sorriu, parecia que a matriarca nunca dormia; sempre presente, sempre fazendo algo para a família, para a casa. – E sim, eu fiquei a maldita noite inteira te esperando.

George fitou Hermione perto da pia olhando para o lado de fora, ela estava com o rosto um pouco inchado, os cabelos – cacheados – bagunçados como sempre, o pijama parecia intacto, como se ela tivesse tirado da gaveta agora e o vestido. O roupão estava velho, mas isso era o de menos. Porém, aquilo parecia mais normal do que sentia vindo dela. A morena se virou, cruzando os braços e o fitando. E foi naquele olhar que George soube que o algo mais que incomodava Hermione, era quase o mesmo motivo que o fizera ficar para 'limpar' a loja após a festa.

- Não foi esperando por mim, Mione. – George disse com um sorriso malicioso, isso fez os olhos da morena se tornarem duas fendas, esbanjando raiva. – Fale como for, mas não é melhor que eu e Fred. Sabe bem disso. – disse levantando-se e inclinando-se, reverenciando a morena e saindo da cozinha.

Hermione respirou fundo. Sabia que George queria provocá-la, deixá-la de cabeça quente já logo cedo. Mas sabia o que ele estava falando, estava tentando provocá-la sobre a situação em que ela e Bill ficaram ontem. Ele estava perto, ele vira ou ouvira a pequena conversa deles, e isso agora seria usado contra ela.

Deu de ombros, tirando o roupão e o jogando na cadeira mais próxima. Iria começar o café da manhã, como fazia todo dia com Molly. Elas acordavam cedo, faziam o café e conversavam com os outros quando esses decidiam que era uma boa idéia descerem. Iria tirar aquilo da cabeça, não deixaria que Fred ou George lhe irritasse logo cedo. Ela não dormira pensando nas palavras e ações de Bill, mas isso não queria dizer que ela necessariamente estivera acordada só por isso.

Pegou o pó de café e a água começando a preparar o café para quando Molly entrasse, elas começassem a fazer o suco, separarem os pães, bolos e doces que serviriam. Ouviu passos na escada e quase teve um enfarte ao ver que era Fred descendo os degraus, sonolento, esfregando a cara com ambas as mãos.

O ruivo entrou na cozinha, quase tropeçando nos próprios pés, vendo que Hermione já estava fazendo café, e que os cabelos estavam normais. Sorriu e se sentou, vendo-a inclinada na pia, olhando pela janela para o céu.

- O que há? – sua frase terminou com um bocejo.

- Quero ver se o céu está pegando fogo ou algo assim. – continuou a fitar o céu preocupada, seus olhos fitando o azul imenso.

- Por quê?

- Você de pé antes dos outros. – riu maliciosa e retornou a fazer suas coisas. Viu que Molly ainda mexia no arbusto, recolhendo algumas coisas, mas de onde estava não conseguia divisar bem o que era.

- Engraçada. Deveria deixar de trabalhar no Ministério e virar comediante. – sorriu para ela, recostando-se na cadeira, bocejando outra vez. – Mas o George resolveu que seria uma boa idéia pular em mim e fraturar uma de minhas costelas.

Hermione riu e virou-se para ele, olhando-o para ver se realmente existia um ferimento ou se o ruivo estava exagerando. Viu que os cabelos pareciam ter sido puxados para cima, o rosto estava vermelho e marcado de travesseiro, a calça e a blusa do pijama eram da época da Guerra de tão antigos, mas ferimentos não se viam nenhum.

- Ele apenas está com a empolgação de ontem. – Hermione disse terminando de fazer o café e colocando em um recipiente que parecia com uma garrafa térmica. – Parkinson deve ter tomado conta da mente dele.

Fred ficou sério, lembrando-se como fora difícil deitar e dormir após vê-la abraçada a George. Sabia que o irmão tivera as mesmas oportunidades que ele, se não tivera mais. Mas já sabia – porque fora a primeira coisa que George falara após pular nele na cama – que Pansy sabia que eles dois estavam realmente no jogo. Aquilo o fizera acordar ainda mais depois do pulo.

- Ela sabe o que está fazendo. – disse, sua voz séria. Hermione colocou o recipiente com café na mesa, e continuou seus afazeres pegando os pratos na prateleira do alto.

- Não disse que não sabia. – deu de ombros, sabia que aquela conversa era uma batalha perdida. Entretanto, sua mente era Gryffindor demais para não apontar para ele os erros e falhas que esse jogo teria, e que eles poderiam se dar mal. – Apenas acho que é muito arriscado jogar com ela.

- Você não entenderia. – sorriu ao vê-la se virar, apertando os pratos com as mãos, vendo a porcelana batendo devagar uma na outra, enquanto ela ficava irritada. Adorava vê-la assim logo cedo.

- Como eu não entenderia?

- Mione, você é um amor. A querida ex-namorada de nosso Roniquinho. – gracejou vendo que o rosto dela se tornava mais vermelho a cada instante. – Você não entenderia o que é um jogo nem se estivesse esparramado em um pergaminho.

- Eu sei jogar. – rebateu, odiando o modo como Fred a achava uma menininha. Odiava quando as pessoas usavam esses termos com ela.

- Não, querida. Não sabe. – Fred se levantou, colocando café em uma xícara. O aroma parecendo lhe despertar todas as áreas do corpo que ainda estavam acordando. Sorriu e bebeu um gole, vendo que a morena lhe fitava séria.

- Sei sim. – Hermione bateu a porcelana na mesa, quase a quebrando. – Por que acha que só vocês e a Parkinson sabem jogar?

- Você é certinha, é politicamente correta. – zombou, levantando uma sobrancelha e sentando-se novamente na mesma cadeira. – Não sai da linha, não joga sujo, não corre atrás de uma noite cheia de gemidos. Hermione, encare, você é uma típica Sabe Tudo.

Aquelas palavras pareceram ferver dentro da morena, os olhos dela pegavam fogo de ódio. Fred sorriu disso, bebendo mais um gole de café quente. Claro, sabia que a morena se irritaria com isso, e essa era sua intenção. Pois, se ela gostaria de ver o circo pegando fogo de seu lado, ele amaria ver o circo dela vir abaixo. Sorriu mais uma vez ao ver sua mãe entrar, vendo-a lhe olhar surpresa e virar-se para a porta aberta, fitando o céu.

- Justo hoje você me resolve acordar cedo, querido, queria deixar algumas tortas na janela. – Molly gracejou, fazendo tanto Fred quanto Mione darem risada. Mas Hermione passou por Molly e parou perto de Fred, falando baixo para a matriarca Weasley não ouvir.

- Dite as regras, Fred.

Fred bebeu mais um gole de café vendo a morena se afastar. Sorriu e piscou para ela, quando essa o olhou. Bolaria regras interessantes para o jogo dela.


Deu risada o sentir o corpo dele arquear contra o seu, vendo os cabelos vermelhos espalhados por seus seios, cobrindo-os. Estava sentada no chão da sala de seu apartamento, George às suas costas, acariciando seu corpo, sem pressa, aproveitando as sensações. Fred estava entre suas pernas, olhando-a malicioso enquanto descia a boca por sua barriga, fazendo-a rir e tentar afastá-lo sem realmente querer.

George mordiscou sua orelha, respirando fundo ao encaixar com perfeição as duas mãos em seus seios, segurando-os como se fossem peças raras de alguma coleção. Pansy arqueou ao sentir Fred beijando-lhe, a língua a deslizar por seu corpo, por entre suas pernas. Suas mãos arranhavam as costas dele, segurando os cabelos na nuca, rindo quando ele arqueava.

Fechou os olhos, jogando o corpo para trás, fazendo com que George se recostasse no sofá. Somente a luz da lua iluminava a sala, e a pele de Pansy parecia ainda mais clara do que realmente era. Pele alva, quente, macia. Fred gemeu ao ver o quadril dela se mover para frente, para junto de seu rosto, como que pedindo por mais.

George sorriu passando a língua pelo lóbulo da orelha dela, pelo pescoço, sugando a pele da curva do pescoço até deixar marcado. Uma marca arroxeada começou a aparecer, enquanto a loira tentava escapar. Segurou-a, apertando mais os seios contra seus dedos, vendo o irmão se deliciar com a loira. Pansy arqueou uma, duas, três vezes, e na quarta um grito estrangulado escapou de sua garganta. Os olhos se fecharam com força e ela sorria como se soubesse bem que ambos estavam a observá-la.

O corpo todo voltou a relaxar, encostada em George, sentindo que ele estava mais excitado que antes, se fosse possível. Fred fazia o caminho de volta, beijando sua barriga, os seios por cima das mãos do irmão, o pescoço, toda a linha do maxilar começando perto da orelha. O queixo, os lábios, com força, forçando sua língua dentro da boca dela, deixando-a sentir o próprio gosto. Pansy deu risada, talvez sua idéia naquela tarde fora a melhor coisa que fizera.

- Caro irmão, hoje será interessante. – Fred dissera para George, acertando-o com o cotovelo nas costelas. George seguiu o olhar do irmão, depois de lhe dar um soco no braço.

A loja rendera muitos Galeões, crianças entrando e saindo a todo o momento. Adultos também. Fecharam quase onze horas da noite, e agora contabilizavam os gastos, lucros e arrumavam as mercadorias para o dia seguinte. Fred fora o primeiro a ver pelo vidro da porta de entrada, alguém parado na calçada. O grosso casaco cobria boa parte da loira do lado de fora, mas deixava suas pernas e seu rosto à vista.

George foi até a porta, abrindo-a e deixando que a loira passasse. Ela entrou sorrindo, olhando para os lados, vendo que a loja estava levemente bagunçada. Pansy estava feliz com seu plano. Era visível no rosto dos gêmeos que eles realmente não esperavam que ela aparecesse, e que a surpresa lhe dera alguns pontos. Pontos que logo mais ela iria cobrar.

- Até tarde, senhores? – sorriu para Fred, sentindo George parado atrás de si. Desviou-se do ruivo, rindo ao vê-lo rir.

- Alguém tem que trabalhar. – George respondeu voltando para trás do balcão. Ambos tiraram os aventais rapidamente. Pansy sabia bem que agora poderia brincar com eles à vontade, eles fariam o que ela quisesse.

- Oh, mas que homens trabalhadores. – disse em deboche, aproximando-se do balcão. Espalmou as mãos nele, inclinando levemente seu corpo, aproximando seu rosto do rosto de Fred. – Devem ser recompensados.

Fred e George assentiram avidamente. Pansy sorriu pelo canto da boca, virando-se e começando a sair da loja. Os ruivos a seguiram.


Continua...