Voltei com a D.V pessoinhas, mas não prometo um fluxo seguro de atualizações de capitulos, por isso paciencia, mas o importante é que a inspiração voltou e espero que seja para ficar... ;)
FIC SEM BETAGEM - por isso mais paciencia ainda. ( Dei uma lida e corrigi tudo que achei fora do padrão, mas nunca se sabe ^^)
REVIEWS se acharem necessário e um bom final de semana para todos! ^^
Obs: FIC SLASH E SEM NENHUM FIM LUCRATIVOS...
Capitulo dedicado a uma pessoinha linda que me pediu para não abandonar essa fic Bruninha é pra tu linda ;) Espero que goste. ^^
Capitulo 7. Os sentimentos de um vampiro.
Tudo estava planejado para ele faltar as duas primeiras aulas. Draco precisava caçar, pois sentia seu sistema pedindo por sua heroína, por sua droga de uma cor vermelho rubro e de um sabor de decadência.
Draco deveria já está acostumado com todo aquele sangue escorrendo pela sua boca e mãos, mas às vezes não é tão fácil assim, principalmente agora. Algo havia mudado, mas pensar nisso vazia tudo mil vezes pior. Então era melhor ele permanecer, indiferente às mudanças.
Estava caminhando para fora do castelo, quando sentiu uma mão tocar-lhe o ombro. Os olhos cinza miraram orbes castanhos.
_ Prof. Victor. – cumprimentou Draco surpreso.
_ Sr. Malfoy, o que faz aqui? Não deveria estar em minha sala para assistir a minha aula? – inqueriu o professor Victor com seu semblante sério.
Malfoy assentiu.
_ Desculpe.
_ Então me acompanhe até lá. – E Draco voltou a assentir.
Isso não era bom, pois Draco sentia que estava chegando ao seu limite. Chegar ao limite era perder a razão; e perder a razão era deixar que o animal tomasse conta de suas ações. E isso não podia acontecer jamais.
oOo
Por um minuto em meu café da manha eu pensei que Draco poderia não estar bem e como já estava ficando rotineiro, desejei pela enésima vez que chegasse logo o jantar. Pois talvez Malfoy concordasse em voar novamente ou apenas conversar.
E foi com expressão um pouco apagada de Malfoy em minha mente, que segui para minha primeira aula. Talvez só fosse cansaço. – pensei unicamente para me acalmar, pois em nenhum momento acreditei nisso.
Mas como previ nada estava bem, mas eu nunca pensei nem por um minuto que poderia estar tão mal.
Quando a segunda aula acabou corri de forma desesperada com Rony e Hermione em meu encalço para a primeira aula de Poções. Estávamos atrasados, mas graças a McGonagall tínhamos uma carta explicando o atraso. Respirei fundo me apoiando na parede, cansado.
_ Companheiro, nós precisamos ir, Snape vai nos esfolar vivo e colocar nossos restos em uma poção macabra qualquer. - disse Rony de forma suplicante.
_ Oh deixe Harry respirar Rony, por mais que eu concorde com você em relação ao Snape. – falou Hermione.
Puxei o ar com mais forças para os pulmões e sorri para acalma-los.
_ Acho que consigo continuar, vamos.
Mas quando meus olhos caíram perante os semblantes de meus amigos, soube pelos olhos arregalados de Hermione e pelas orelhas vermelhas de Rony que algo não estava certo, por um segundo pensei que o problema fosse eu, mas como eu não queria estar enganado.
Com uma letargia sobrenatural me virei seguindo o olhar de Hermione, que parecia se fixar em um ponto as minhas costas e quando minhas íris esverdeadas captaram a imagem a minha frente levei as mãos a boca.
_ Malfoy. – por incrível que pareça esse sussurro veio de um ponto atrás de mim, acredito que seja de Rony pelo tom grosso em sua voz e pelo tom de pânico também.
_ Harry... – chamou-me Hermione.
Mas eu não conseguia captar o que ela queria que eu fizesse, pois naquele momento meus olhos estavam vidrados no semblante pálido, até doentio de Malfoy. E eu sentia como se tivesse sendo tomado por uma força maior que minha vontade de lutar contra ela, de caminhar até Malfoy e...
E o que? Oferecer meu sangue?
Mas sendo assim viraria o mesmo que ele virou não é? Simplesmente não podia. Mas então por que essa vontade louca de sentir seus dentes cravar em minha jugular?
Loucura. Isso, loucura. Estava louco e isso explicava tudo.
Então o que eu tinha que fazer? Ficar e ajudar Malfoy mesmo correndo o risco de ser mordido ou ajudar Rony e Hermione a sair dali, antes que Malfoy pudesse usa-los como almoço adiantado?
Fechei os olhos e respirei fundo. Só tinha uma coisa a ser feita.
_ Hermione tire Rony daqui sem questionar, diga ao professor Snape que eu tive algo bem mais importante a fazer do que assistir sua aula inútil. – disse sem nem ao menos olha-la e com os olhos cravados em Malfoy vi seus lábios sorri minimamente.
_ Claro Harry. Vamos Rony.
E o silencio que seguiu daquelas palavras era somente cortado pelo som abafado dos sapatos de meus amigos batendo no chão em um toc, toc ritmado.
_ É melhor ir com eles Potter se não quiser que eu sugue todo seu sangue. – avisou Malfoy com a voz rouca e entrecortada, como se sua garganta estivesse seca demais.
Dei um passo à frente e estendi a mão para ele sorrindo.
_ De uma forma bem maluca eu confio em você, então confia em mim. Vou tomar cuidado eu prometo. – disse confiante.
Malfoy sorriu meneando a cabeça. Mas como num passe de magica seu semblante se apagou e no momento seguinte eu já sabia que não era mais Malfoy ali. A face antes aristocrática, agora se contorcera de forma animalesca. As mãos antes quase delicadas agora não passavam de uma arma para caçar com suas unhas afiadas. Não era uma mudança física e sim expressiva, mas mesmo assim fez meus pelos se arrepiarem em excitação.
_ Malfoy... – chamei.
Olhos cinza vidrados me ignoraram se voltando para o corredor que levava em direção ao hall de entrada. Um sorriso doentio se formou nos lábios vermelhos demais para alguém tão pálido e Malfoy aspirou o ar como se tivesse sentindo o perfume mais alucinógeno de todos e correu.
Fazia um ano que não praticava um exercício e seguir um vampiro em boa forma por um corredor não era nada fácil e por culpa de minha lerdeza eu consegui perder Malfoy de vista. Parei no meio do hall indeciso entre subir as escadas ou ir em direção ao jardim. Mas meu dilema fora respondido pelo grito de um menino, assustado, que o vento trazia até a mim pelos portões principais.
Malfoy estava no jardim e eu só desejava chegar a tempo de impedir algo que Malfoy jamais se perdoaria.
Corri de forma errante pelos gramados e meus olhos varriam cada milímetro que podia da extensão do terreno ali exposto. E foi com olhos arregalados e após um tombo que avistei Malfoy em pé com um garotinho do primeiro ano em seus braços e uma das mãos forçando o pequeno pescoço a se inclinar para o lado, deixando-o assim exposto para um ataque.
_ MALFOY, NÃO FAÇA ISSO. – gritei o mais alto que consegui e de forma desengonçada me coloquei de pé quando vi o vampiro vacilar em seu ataque.
Os olhos cinza miraram cada pedaço de meu corpo e com um sorriso demoníaco libertou o menino e eu que já tinha a minha varinha em mãos ainda conseguir fazer um oblivite que desejei com anseio ter saído de forma decente. Aquela criança não precisava se lembrar daquilo, tanto para o bem dela quanto para o de Malfoy.
Voltei minha atenção para o Malfoy-vampiro a minha frente e sorri. Caminhei com letargia até ele, mas a cada passo que dava mais nervoso Malfoy ficava.
_ Não se aproxime. – a voz dele nada mais era do que um sopro de inverno. Fria e agoniante.
_ Sou eu, o Potter. – disse tentando passar-lhe segurança.
_ Eu sei idiota, mas você está sangrando nos joelhos e no cotovelo esquerdo. – avisou Malfoy fechando os olhos, tentando talvez se controlar com esse ato.
Olhei para os locais indicados e sorri.
_ Desculpe, mas não posso ir e te deixar solto assim, quase atacou um menino do primeiro... – nem terminei de falar e tive que correr para amparar Malfoy antes que ele caísse. – Quanto tempo está sem caçar? – perguntei preocupado.
_ Isso não importa, eu só preciso que saia daqui e me deixe ir para a floresta proibida. – falou ele tentando se sustentar sozinho, mas falhando e me fazendo assim abraça-lo ainda mais forte. - Não Potter, isso é muito perigoso. Eu perdi o controle minutos atrás e posso perder mais uma vez. Eu vou perder e se você ficar aqui vai esta colocando sua vida em risco.
_ Ouça, só lute mais um pouco. Deixarei você perto da orla da floresta e logo depois eu corro e me escondo na cabana do Hagrid. Eu não vou deixa-lo sozinho, se aparecer alguém eu posso muito bem estupora-lo. – disse de forma segura e não dando brecha para receber um não como resposta.
_ Ok, mas fique com a varinha pronta.
_ Ela esta. – disse sorrindo e ajudando Malfoy a passar o braço pelo meu pescoço, se apoiando em mim para que começássemos a andar.
Percorremos o caminho a beira do lago, onde seria improvável encontrar mais algum aluno perdido ou tentando chegar a alguma aula. Fazíamos o percurso em silencio. Silencio esse que era preenchido somente pelo vento e por nossas respirações ofegantes.
_ Tem certeza que vai conseguir caçar assim, se quiser eu... – disse assim que chegamos à orla da floresta.
Malfoy se soltou de forma brusca de meus braços e olhos cinza frios me encararam com raiva.
_ Nem pense em me seguir, pois saberei. E nunca mais insinue isso novamente. Onde já se viu... – reclamou ele.
Concordei abaixando a cabeça, afinal não tinha como não ficar preocupado com ele.
_ Vai... Quero dizer, você vai... Você sabe... Ficar bem? – perguntei corando levemente.
Os olhos cinza se fixaram em meu pescoço e os lábios vermelhos foram contornados por uma língua sedenta e eu senti meu corpo pegar fogo de uma forma que jamais havia sentido.
_ Dizem que o sangue de cada pessoa tem um cheiro, que cheiro tem o meu? – perguntei sem entender por que estava fazendo isso.
Sabia que estava me deixando levar por aquela onda de sensações que somente Malfoy produzia em mim, mas não tinha como evitar.
Malfoy deu um passo à frente e dedos gélidos tocaram meu pescoço desenhando formas abstratas. E quando ele me respondeu foi como sentir meu corpo sendo preenchido pelo som mais doce que poderia existir.
E eu sabia que isso me viciaria, mas dessa droga chamada Malfoy, talvez, só talvez não quisesse uma cura.
_ Seu sangue é o aroma mais instigante que já sentir. Um aroma que me faz querer tomar até a última gota, mas também que me faz pensar que talvez sem esse aroma eu não possa viver. Seu cheiro, sua essência é contraditória para mim. Um furacão de aromas e desejos.
Senti meus pelos se arrepiarem e me aproximei mais dele quando os dedos libertinos subiram para percorrer as extensões dos meus lábios. Mas os olhos cinza antes anuviados de forma alucinógena foram tomados por uma nuvem preta que fez Malfoy dar um passo para trás e em seguida correr floresta a dentro.
E por um segundo pensei em segui-lo, mas não podia dançar em cima de brasas e esperar nunca me queimar. E Malfoy não era somente brasa, mas um fogo puro e perigoso. Caminhei perdido em meus pensamentos para a cabana de Hagrid. Lá ficaria a espera de Malfoy o tempo que fosse necessário.
oOo
As presas se salientaram contra os lábios carmesins, na mente confusa, imagens se enfrentavam em busca por controle. Entre elas se podiam distinguir o rosto rubro e olhos de um verde esmeralda e imagens de seres mágicos banhados de sangue. A boca rígida encheu d'agua perante tais imagens. Todas eram tentadoramente insana, possuidoras de um sabor agridoce. Daqueles que o preço é bem maior que a sensação de contentamento.
Draco sabia que fora por pouco que não mordera e sugara todo o sangue do corpo de Potter. Sabia a resposta, porem não queria aceita-la. Reconhece-la seria pior que ter sugado o sangue daquele menino.
Aquele menino... Como fora tão idiota ao ponto de colocar a vida de um ser igual ao dele em risco? O pior não era isso... Deus era apenas uma criança...! Apenas uma pequena criança...
O corpo trêmulo caiu no chão lamacento da floresta e se encostou ao tronco da arvore. Draco se sentia doente. Como pode ter chegado tão longe? Como deixara depois de tanto tempo perder o controle a tal ponto?
Potter...
Potter teve garra suficiente para impedi-lo de fazer a maior besteira da sua vida. Lutara tanto tempo contra o sangue humano... Manteve-se na promessa que fez a sua mãe por tanto tempo... Como fora tão fraco em quase quebra-la? Se Potter não tivesse aparecido Draco nem queria pensar no que se tornaria sua vida.
Draco sentiu a fera rugindo dentro de si, mas se sentia tão miserável que ignora-la parecia fácil demais. Sabia que tinha que se levantar e caçar. Mas sua mente não estava pronta para tal ato.
As pessoas às vezes pensam que ao ser mordido por um vampiro, o ser humano que habita seu corpo é absorvido pelo veneno e só existe a fera e a vontade insana por sangue, mas isso realmente pode acontecer. Mas essa opção nunca existiu para Draco, não quando tinha uma mãe para proteger e para isso o loiro sabia que tinha que se manter racional.
E para isso conseguira a informação que se nunca bebesse uma gota de sangue humano conseguiria se mantiver entre eles. A princípio pareceu infundado, mas não se arriscou para ter certeza.
Seus lábios sorriram de forma arrogante e perversa, quando seu nariz de olfato aguçado sentiu o cheiro de uma presa há pelo menos oito metros de distancia. Seus sentidos também sabia que a presa, um centauro, estava sozinho. Presa fácil.
A fera faminta tomou conta de sua mente finalmente e sem mais querer lutar contra a vontade de sua própria natureza, deixou que a fera comandasse de forma tranquila todo o ataque. Um ataque rápido e quase indolor. O liquido rubro e denso desceu quente por sua garganta, tomando conta de seu sistema e invadindo suas veias.
Era hipocrisia pensar isso, mas não podia se impedir de se sentir vivo. Draco se deixou levar por essa sensação de bem estar e a ficha do que fez só o atacou quando seus lábios já não conseguia mais sugar uma gota se quer dos dois buracos na jugular do animal em suas mãos.
E como todas às vezes, ele enterrou o corpo oco na terra ali mesmo e se limpou com um feitiço. Mesmo assim precisava de um banho.
Suas pernas agora mais firmes o levaram em direção ao castelo. Faltaria no restante das aulas daquele dia. Encarar Potter não estava em suas prioridades naquele restante de dia. E se pudesse mataria aquele maldito professor Victor.
oOo
Fazia pelo menos uma hora que eu estava à espera de Malfoy. Nunca pensei que caçar podia ser tão demorado, já sentia minha mente se esgotando e foi quase impossível segurar as imagens de Malfoy atacando aquele garotinho horas atrás. E naquele momento desejei novamente que o feitiço que lancei tenha sido satisfatório.
Malfoy já tinha me falado antes que se ele mordesse um ser humano sua vida já não teria volta, penso que talvez seja em relação a sua sanidade, mas Malfoy nunca deixou claro o sentido dessas palavras. Mas uma coisa que eu sei é que jamais gostaria de saber que ele matou algum ser humano para matar sua própria fome.
Respirei fundo e olhei pela milionésima vez a floresta pela janela suja e empoeirada de Hagrid. Nada. Absolutamente nada.
_ Seu sangue é o aroma mais instigante que já sentir. Um aroma que me faz querer tomar até a última gota, mas também que me faz pensar que talvez sem esse aroma eu não possa viver. Seu cheiro, sua essência é contraditória para mim. Um furacão de aromas e desejos.
Não conseguia entender aquelas palavras. Não conseguia compreender a intensão de Malfoy em dizê-las para mim. Tinha consciência que meu cheiro, assim como o de todos nessa escola era um desafio para ele. Mas se meu cheiro era contraditório para Malfoy, então suas palavras também eram para mim.
O sol já estava alto no céu quando Malfoy apareceu perto da encosta do lago. Sua melhora era visível mesmo de tão longe. Sai da cabana e corri em direção a ele. Malfoy parecia aéreo e o que me confirmou isso foi o susto que ele levou a me ver ao seu lado. E por um minuto eu podia jurar que vi novamente suas presas nos dentes que normalmente era tão alinhado. Mas afastei essa ideia na mesma hora que ele voltou a andar, depois de me dispensar um olhar frio.
Olhar que poderia ter feito muitos se afastarem, mas naquele momento minha preocupação era maior que meu bom senso.
_ É bom ter o velho Malfoy de volta, já estava começando a sentir saudades... – falei tentando soar zombeteiro, mas só consegui um tom de preocupação.
Malfoy nem ao menos, me encarou, somente continuou a andar.
_ Volte para a aula Potter, não preciso de você. – meus olhos se arregalaram surpresos por um segundo para em seguida eu voltar a fecha-los, suspirando.
Segurei seu braço o impedindo de andar a diante e com dois pequenos passos me coloquei em sua frente, bloqueando lhe o caminho e o obrigando assim a me encarar.
_ Eu não me importo. – disse em um fio de voz, deixando as imagens de Malfoy com o garotinho correrem soltas em minha mente. – Eu confio em você.
Malfoy riu.
_ Eu sempre achei você meio burro só não sabia que você era patético e idiota também. – seu tom era afiado, irônico, mas eu sabia o que ele estava tentando fazer. Eu sabia tão bem, pois eu era conhecedor e usuário de tais ações e palavras. Palavras que só queria dizer: Estou só te protegendo.
Sorri. Um sorriso doce. O mesmo sorriso que Hermione sempre fazia para que eu soubesse que ela tinha conhecimento de meus reais pensamentos. E naquele momento Malfoy tinha que saber isso, que eu tinha também esse conhecimento e que não me importava com o que aconteceu.
_ Eu confio em você. Sei que você jamais me faria nenhum mal. – disse-lhe em um sussurro.
E a única reação de Malfoy foi se sentar ali mesmo no chão. Observei com o semblante sereno Malfoy juntar as pernas e abraça-las fixando seu olhar muito além do lago a sua frente. E sem cerimonia me sentei ao seu lado, com nossos ombros quase se batendo um no outro.
Malfoy suspirou e pela primeira vez aquela manha, sorriu.
_ Já te disseram o quanto você é estranho? – brincou ele me fazendo rir.
Assenti.
_ Sim, mas de uma maneira toda adorável. – completei e Malfoy gargalhou, para em seguida cravar aquelas cotas mercúrios em meu rosto e a profundidade que vi ali, me fez sentir acuado, constrangido e foi com o toque de sua mão em meu rosto que senti minhas bochechas pegar fogo ao seu toque. – O que... O que você esta fazendo? – perguntei inseguro.
Malfoy sorriu e balançou a cabeça em sinal negativo.
_ Nada. Você mudou muito. – rindo ele afastou a mão de meu rosto e voltou a encarar o lago. – Sei que a guerra pode mudar as pessoas, nós somos exemplos vivos disso. Mas de todos que passaram por ela, você é o que mais mudou.
_ Malfoy, eu não entendo o que você está falando. – avisei ainda fitando o perfil de Malfoy e vi um sorriso tomar seus lábios.
_ Você sabe. Pois assim como eu você se olha no espelho... – seus olhos se fixaram nos meus e ele continuou. – e quando você se olha você vê a diferença, você vê a mudança, a falta de algumas coisas ali.
Malfoy suspirou e eu corri de seu olhar fixando o meu na margem do lago.
_ Quando essa maldita poção acabar eu quero que você se afaste, quero que fique longe de mim, pois vai chegar o dia que você se apaixonara por mim.
Olhei para ele com olhos arregalados.
_ Malfoy, somos homens. – constatei o obvio e ri por um segundo, antes de vê-lo se pôr de pé e com um sorriso gentil, Malfoy me estendeu a mão ao qual aceitei e com sua ajuda me coloquei de pé.
Com apenas um puxão Malfoy me inçou para cima e colou nossos corpos, circulando minha cintura com posse. Senti meu coração acelerar no peito e sabia que estava corado. A única reação que tive diante disso foi ficar estático em seus braços.
Com o semblante sério, Malfoy aproximou a boca de meu pescoço e com a ponta do nariz traçou um caminho até sua boca se colar em minha orelha e com a mesma voz de semanas atrás, Malfoy sussurro em meu ouvido de forma doce e alucinógena:
_ Mesmo eu sendo Homem, eu te atraio, assim como todos nessa escola. Pois a minha natureza te instiga a isso. Faz parte do que eu sou. – Malfoy riu de forma travessa e com o mesmo tom voltou a falar. – Só que de todos você foi o único a me desafiar, você foi o único a não se importar e por conta disso você se torna fraco para mim.
_ Malfoy me solta... – engoli em seco quando senti sua língua traçar um circulo em meu pescoço.
_ Você se tornou uma presa fácil para mim, pois ao não me temer, você também se esquece de se precaver contra mim. O medo é um sinal de alerta e por você não possui-lo perante a mim, eu fico livre para ataca-lo quando eu bem entender, pois você não vai se afastar, pois você não conseguira me atacar a tempo.
Malfoy segurou meu rosto com ambas às mãos, liberando minha cintura, e aproximando o rosto do meu, ele voltou a falar.
_ Só que eu jamais me perdoaria se um dia eu te machucasse. Quem um dia pensaria que eu me importaria tanto com alguém além de mim mesmo? E ainda mais que me importaria com você?
_ Isso também é surpreendente para mim... – Com um sorriso simples em seus lábios Malfoy soltou meu rosto e abanou a própria roupa retirando algo inexistente dela.
_ Então você tem certeza que não se apaixonara por mim? – perguntou Malfoy assim que começamos a andar em direção ao castelo.
Encarei seu perfil e dali só vi um rosto inexpressivo.
Dei de ombros.
_ Você não faz meu tipo. – Mesmo com todo meu desconforto naquele assunto tentei soar matreiro. Pelo sorriso que se desenhou naqueles lábios rosados achei que havia conseguido meu intento.
_ Havia me esquecido que você gosta de pessoas ruivas.
Mostrei-lhe a língua de forma infantil e ainda revirei os olhos ultrajados.
_ Poupe-me já te falei tudo sobre a Gina e eu.
Entramos no hall de entrada e sem pensar segurei-lhe o braço.
_ Não posso te prometer que nunca sentirei medo de você, mas eu quero ser seu amigo, Draco. Eu confio em você e gostaria muito que você também confiasse em mim, mesmo depois que esse trabalho em dupla terminar. – disse assim que aqueles orbes cinza me fitaram me dando sua total atenção.
Draco sorriu puxando seu braço de meu contato.
_ Você e essas suas atitudes grifinórias. No fundo você não mudou em nada, Potter. – disse ele com seu tom frio e arrastado.
Dei de ombros.
_ Mas mudei o suficiente para ser seu amigo, você querendo ou não. – eu pisquei coquete para ele e comecei a me afastar em direção as escadas que me levaria para o salão comunal da Grifinória. – Então até o almoço Draco.
Antes de lhe dar as costas ainda pude vislumbrar a surpresa de Draco em ouvir seu próprio nome se desprender de meus lábios. Sorri. Aquele ano valeria muito a pena.
oOo
continua...
Bjokas e um abraço de urso
Jessy
s2
