Para Lola. Feliz aniversário atrasado.


E com você, o que aconteceu?

Fugiu do meu controle,

Enquanto a chama acendeu.

Ó, estúpido coração

Que não é mais meu.

Rukia estava extremamente constrangida com a situação. Nunca vivenciara algo do tipo, mas já lera sobre. O primeiro beijo. Era sempre algo bem mágico. O tocar das línguas, dos lábios. O ritmo perfeito e sincronizado das bocas e corações. Sentiu o hálito quente e pôde até sentir o gosto doce de sua boca, de tão próximo que estavam.

Ichigo mirava veemente os olhos de Rukia. Perdeu-se num raio de cinqüenta metros, do lugar onde estava e de onde deveria estar. Tentou gravar o caminho, para poder voltar são, mas era impossível. Toda sanidade se fora, quando ele realmente percebeu o quão bêbado era, para poder perceber aqueles olhos de ressaca. Moveu a mão do queixo dela até a bochecha, acariciando-a ternamente. O que estava acontecendo, afinal? Reclinou-se um pouco, até que sua esta se encostasse com a dela. Rukia apenas continuava parada, estática. Não estava acreditando no que acontecia. Seria esse, então? O tal primeiro beijo, com o tal especial. Só de pensar naquilo, correu-lhe um frio na espinha. Seus joelhos tremeram e, instintivamente segurou-se na camisa que Kurosaki vestia. Estavam próximos.

Próximos demais.

Ela podia ouvir a respiração sôfrega dele. Ele podia sentir toda a inquietação dentro de si impulsioná-lo para ela. Moveu novamente sua mão até a nuca dela, enquanto a outra tratavam de encontrar sua cintura. Enlaçou-a.


— Hei, hei, HEI! Agatha, espere um instante!

O que foi, Yoruichi? Não devia me atrapalhar assim.

— Eu entendo a oportunidade que é, mas, não acha que pode fazer melhor?

Como assim? Acho que está perfeitamente ótimo para um primeiro beijo.

— Pense novamente. Acho que, nessa situação, ficaria muito estranho o beijo. Imagine só, com a viagem após e enfrentando os amigos. Você pode fazer melhor, narradora. Interfira !

Por mais que odeie admitir, Yoruichi está certa.

Sinto desapontá-lo, leitor, mas tudo em sua devida hora.


Rukia finalmente conseguiu se mexer, movendo uma mão até os lábios de Kurosaki. Tocou-os e o rapaz sorriu em resposta.

Rochas. Lembravam-na rochas.

Ichigo não entendeu e apenas apertou-a mais contra si.

— Ichigo...

A voz de Kuchiki se confundiu com um sussurro.

Foi quando o celular que Urahara dera à Rukia para emergências (subentende-se: hollows), tocou.

Ambos sentiram um ardor subir em seus corpos. O que estavam pensando, afinal? O ruivo soltou-a, muito envergonhado com toda a situação, enquanto a morena tratava de procurar o celular, tomando o cuidado para não fitá-lo.

Ai ai, Yoruichi. Espero que tenha noção do que me fez fazer. Desta vez não haverá volta. Não há mais volta. Pelo menos, os dois entenderam que sentem atração um pelo outro. Finalmente. E eu, obviamente, usarei isso a meu favor.


Apesar de achar que ninguém mais lê isso aqui, tenho o prazer de informar que planejo, no próximo capítulo, dar vida à tão esperada viagem !

IP IP, UHA !

Enfim, agradeço a todos que "favoritaram" esta história e continuam a lê-la.

Agradeço também àqueles que me adicinaram como escritora favorita. Não mereço tanto, sério.

Agradecimentos especiais à Mili Black e Ephe-chan.

Ah, e, sobre o capítulo... Não ficou tão ruim. Achei que ficaria pior. Só preciso de um pouco mais de sintonia.

Review it.

Agatha C

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