Capitulo 7: Um castigo para o anjo.
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Os meninos estavam em férias do colégio pelas festas natalinas e os pais decidiram que o passariam em sua antiga Mansão, localizada estrategicamente nos frios lugares ao norte dos Estados Unidos, onde a Rainha Akasha e seu esposo o Rei Enkil, descansaram dantes de que ela acordasse para cometer aquelas loucuras, querendo arrastar a papi Let consigo.
Louis não estava muito de acordo com eles, tampouco vó Maharet, mas como os demais pensavam que o perigo já estava erradicado, conseguiram os convencer de que isso era o melhor para todos. Deviam enfrentar o passado se é que queriam que as feridas sanassem.
Neville já estava acostumado a sua nova vida como filho de Armand e Daniel, de vez em quando, até se atrevia a fazer travessuras junto com seu priminho, sempre instados por Lestat, há que aclarar. No entanto, estas não passavam a ser muito graves, como esconder os livros do Vovô, trancar o ataúde(caixão) de tia Jesse com ela adentro, que conquanto se lhes fazia raro que dormisse ali, não lhes preocupava; ou bem se limitar a brincar com suas pinturas, barro ou neve e ficar completamente sujos e irreconhecíveis.
-Papi, que há por trás da porta que esta debaixo das escadas do corredor alumiado com fogo? –Harry perguntou, depois de engolir seu pedaço de frango asado.
Daniel e Louis trocaram uma mirada de seriedade. Os meninos estavam almoçando, depois de brincar por várias horas percorrendo os amplos corredores e visitando a cada resquício da Mansão. Neville pareceu interessado na resposta, já que levantou sua cabecinha para posar seus castanhos olhos em seu tio Lou.
-Nada que te interesse. –inspirou ao notar que sua voz tinha saído com algo de dureza. –Ali não há nada, bebê. Só coisas velhas que já não usamos. Por isso te proíbo que desça, de acordo?
-Sim, papi.
-Isso também vale para ti, filho.
-Ok, papai. Não vamos descer. –sorriu fazendo derreter o coração de Daniel.
-"Harry…"
O moreninho levantou a cabeça e olhou através do corredor. Piscou olhando para um determinado ponto. Neville estava ao lado dele franzindo a testa, enquanto pintava o pato tentando não ficar fora das linhas pretas. Sentiu Harry se levantar, mas não prestou muita atenção.
Harry caminhou até a porta que dava para as escadas que levam para o porão, estava prestes a tirar a maçaneta da porta quando ...
-Que faz, pequeno? –sorriu ao ver respingar ao menino olhando-a surpreendido.
-Tia! –gritou lançando a seus braços. –Faz muito que não te via!
-É que a tia Pandora tinha muitas coisas que fazer, mas vim a te visitar e para conhecer a meu novo sobrinho. –revolveu seu cabelo. -Que estava por fazer, Harry? –sua voz soava algo preocupada.
-Nada, só queria saber o que há lá embaixo. –assinalou a porta. –Embora a porta, disse, papi Lou diz que há somente coisas antigas ... certeza que é só isso –duvidoso.
-Sim, Harry, não há nada lá que pode lhe interessar. Você deve obedecer o seu pai e nunca tentar descer, certo?
- Sim, tia. Será que vamos apresentá-lo a Neville?
-Vamos.
Dias depois.
Os meninos corriam tratando de perder de vista a seu perseguidor, Khayman tinha chegado bastante alegre e ansioso para jogar, assim que ele propôs para crianças brincar de "esconde-esconde". Então, agora tanto à procura de um bom esconderijo. No entanto, a busca de um bom lugar para escondê-los levado a um lugar onde não deveria ter entrado.
Harry deteve seu pressuroso e alegre correria ao ver que a misteriosa porta estava entreaberta. Era de cor escura, já que estava feita de um aço irrompível que se tinha enegrecido com os anos, para os meninos os desenhos que tinha eram "raros", mas em realidade, se tratavam de Runas Antigas que falavam do grande tesouro que se escondia escadas abaixo. Sua curiosidade se denotou e um sorriso formou-se em seu rosto e deteve a seu amigo de um braço.
-Olha, Nev, esta aberta. –sussurrou emocionado.
-Oh…- Neville olhou ansioso para ambos lados, sabia que tinham proibido entrar ali, mas o brilho nos olhos verdes lhe dizia que estava por faltar a essa regra.
-Vamos dar uma olhada?
-Não sei, Haddy. Seu papi e o meu não quer que descemos.
-Mas eles dizem que só há coisas velhas. –franziu o cenho. –Acho que estão mentindo…
-Por que fariam isso…? –olhou a porta com apreensão, um estranho frio saía dela. –Acha que há outra coisa ali?
Harry olhou indeciso a seu amigo, como se estivesse por revelar um grande segredo.
-Sim, eu…
-Neville, onde está você?!- escutou-se a voz de Daniel. –É a hora de teu banho!
-Já vou, papi! –gritou em resposta. Girou-se para olhar ao moreninho. –O que vai fazer?
-Eu quero ver o que há. –disse emocionado.
-Ok, eu me vou tomar banho. –Neville encolheu-se de ombros. Após tudo, se tinha algo perigoso nesse lugar, seus papis lhe tivessem dito.
Horas mais tarde.
Daniel sorria encantador enquanto penteava o cabelo de seu filho. O banho tinha durado bem mais do que deveria. Mas é que a seu menino lhe encantava tanto a água, que o moreno não se via capaz de tirar ele de lá e o deixava brincar a seu gosto, sem lhe molestar o fato de que terminava tão empapado como o pequeno.
Seu sorriso bobo desapareceu de seu rosto ao ver como Louis entrava com a cara desfigurada pela preocupação, nem sequer o olhou, se dirigiu diretamente a Neville.
-Neville, sabe onde esta Harry? –sua voz soava ansiosa.
-Haddy? –franziu o cenho pensativo, sorriu olhando ao papi de seu amigo. –Estávamos brincando quando papi me chamou para tomar banho.
-Onde o viu por última vez?
-Em frente à porta de desenhos raros, ele me disse que queria ir ver que tinha lá abaixo…
Louis não esperou a escutar mais e saiu como alma que leva o diabo para o lugar, não se importou atropelar a um preocupado Khayman pelo caminho, nem muito menos que seu namorado tentasse o deter para saber se já tinha encontrado a seu filho.
Respirando agitadamente, pela preocupação, sob as escadas e pôde escutar uma vozinha que cantava em sussurros…
Sua respiração foi cortada completamente quando seu filho estava sentado no trono de pedra que pertencia à Rainha dos Vampiros. Harry era o único que cantava enquanto balançando as pernas para trás e para frente.
-Harry! –gritou chegando apressadamente para o menino. O pequeno levantou a vista e sorriu a sua papi enquanto deixava que o tomasse em braços. No entanto, o estranho que não o abraçasse, nem beijara, seu papi Lou estava muito sério, como nunca antes o tinha visto. –Não te tinha dito que tinha proibido a descer este lugar? –não pôde reprimir a frialdade de sua voz, é que o enojo ao se saber desobedecido e a preocupação de saber que seu anjinho estava nesse lugar, o tinham transtornado.
-Queria ver que tinha. –sorriu inseguro, sem saber como tratar com esta faceta desconhecida para ele de sua papi.
-Nenhum que tinha, Harry. –disse deixando no andar, não se agachou como outras vezes para ficar a sua altura, senão que se pôs de pé e cruzou seus braços, luzindo ameaçante. –Disse-te que estava terminantemente proibido descer a este lugar e me tem desobedecido. Deveria pensar no que te ordena teu pai antes de querer satisfazer tua curiosidade.
-Papi, eu…- Harry fez beicinho incapaz de se aguentar a vontade de chorar. Esta era a primeira vez que via a sua papi dessa maneira.
- Não quero desculpas, você está de castigo. Siga-me.
Louis virou reprimindo a vontade de consolar seu filho. Doeu vê-lo assim, mas tinha certeza de que se ele não agiu como deveria agir no passado com que pouco, seu filho nunca vai respeitá-lo e faria o que ele queria.
Harry abaixou a cabeça e seguiu seu pai. Ocasionalmente, deixou escapar um soluço e enxugou suas lágrimas com seu suéter de lã quente.
-Onde estava?- perguntou Lestat ao encontrá-los fosse do aquele lugar. Levantou uma sobrancelha ao ver o semblante sério e entristecido de seu amour e a figura chorosa que era sua filho.
-Depois conto-te, Let. Agora devo castigar a Harry.
Se essas palavras pareceram-lhe estranhas a Lestat, não comentou nada. Só assentiu em sua direção. Ainda que, sentiu-se doído por ver como Harry tremia tentando afogar seu pranto, mas se Louis tinha chegado à extrema decisão de castigar era porque Harry tinha feito algo muito grave.
Caminharam outro trecho até chegar até a habitação do menino. Ambos entraram e o menino caminhou até se sentar na poltrona.
-Olhe para mim, Harry. –pediu com dureza. Engoliu saliva ao ver a confusão, tristeza e arrependimento nesses olhos verdes esmeraldas. Não sucumbas, Louis, é o melhor. –Estou muito desagradado contigo, me desobedeceste e por isso merece este castigo. Ficará na habitação até que te busque para jantar. –inspirou fundo e caminhou até a porta. –Espero que te sirva de lição. –murmurou sem olhá-lo, saiu a passo decidido e deu volta à chave.
- Você vai me dizer o que aconteceu agora?
O moreno não aguentou e se lançou aos braços de seu parceiro, permitiu que as lágrimas longamente contidas deixassem seus olhos. Lestat sorriu de lado e acariciou sua cabeça com ternura, murmurando palavras de apoio e amor.
-Estava tão preocupado...- sussurrou Louis. –e quando o encontrei o vejo todo tranquilo e cantando uma canção, isso sem contar que estava em um lugar onde lhe tinha proibido entrar.
-Onde…?
-Vamos encontrar os outros e dizer-lhe. –Disse resolutamente olhando olhos de seu parceiro.
Os vampiros que se encontravam nesse dia na casa se apressaram a chegar ao Salão principal do lugar intrigados por saber o que era o que sucedia. O semblante sério do casal que eram pais do menino-que-viveu surpreendeu à maioria.
-Que passa? Onde estava Harry?- Khayman foi o primeiro em perguntar.
-Meu filho estava no porão. –disse Louis seriamente. –E o que quero saber é… Como é que pôde aceder a esse lugar?
A surpresa no rosto dos demais vampiros era bastante.
-Isso é impossível, Lou. Eu mesmo me encarreguei de selar esse lugar, ele não pôde ter aberto. –disse Marius luzindo estranhado e surpreendido.
-Pois ali é onde o encontrou faz uns minutos. –disse Lestat.
-Eu lhe perguntei a meu filho ao respeito. –murmurou Daniel contrariado. –Disse-me que quando estavam brincando com Khayman passaram por ali e viram que a porta estava… entreaberta.
-Que?! Mas isso é impossível! –Maharet luzia horrorizada.
-Isso é o que me disse, e que Harry tenha sido encontrado lá abaixo demonstra que Neville não me mentiu.
-Quem a deixou aberta? –a voz de Louis soava dura.
-Ninguém tem baixado a esse lugar desde que passou o que passou, Louis. –disse Marius tranquilamente. –Não busque culpado entre nós.
-Tenho castigado a meu filho pela primeira vez desde que o tenho comigo. E vou encontrar ao culpado de que o tenha tentado para que me desobedecera. –murmurou antes de abandonar o lugar.
-Castigou-o?- surpresa.
-Sim, Armand. –suspirou Lestat. –E acho que o fato dói-lhe mais a meu amour que ao petit chateau. Quero que averiguem porque essa porta estava aberta. –ordenou olhando ao resto.
Só uma hora tinha passado desde que o pequeno Harry fosse encerrado em sua habitação, castigado e Louis já parecia uma alma em pena. Ninguém se atrevia a lhe falar sequer, por temor de que lhe rosnar ou, simplesmente, que se largara a chorar. O castigo parecia-lhes demasiado, mas o moreno era seu papai após tudo e ele era quem deveria de opinar essas coisas. No entanto, todo um dia encerrado para alguém tão hiperativo como Harry, poderia ser devastador para o menino.
-Acha que estou-me passando?
Maharet levantou a mirada de seu livro e olhou com ternura ao jovem vampiro.
-Tem-te desobedecido. –disse tranquilamente. –No entanto, acho que foste muito duro, já que nunca antes o tinha castigado. Tivesses-lhe posto um menor e lhe advertir que seria pior se te desobedecia em outra ocasião.
-Então devo levantar-lhe o castigo?
-Não Louis, se for agora e lhe dizer que seu castigo termina te estará contradizendo. Deve cumprir com este e, Deus não queira, se volta a ocorrer que te desobedeça aí se lhe dá um menor. Dependendo da gravidade, claro está.
-Sou um mau pai. –gemeu enterrando seu rosto em ambas mãos. –Cri morrer quando me olhou com seus olhos cheios de lágrimas e assustado por me ver tão distante com ele.
-Isso foi só a preocupação, Louis. –a mulher acercou-se para palmear seu braço. –Harry entenderá. E, se tudo sai bem, talvez isto lhe faça pensar duas vezes dantes de desobedecer-te.
-Isso espero. –murmurou.
Maharet sorriu-lhe tentando dar-lhe ânimos com o gesto. Pessoalmente, pensava que já faz bastante tempo que tanto Harry como Louis precisavam uma prova como essa. Uma prova de vontades, para ver quem era o mais forte, já que o menino sempre costumava se sair com a sua, porque Louis se via impossibilitado de lhe negar nada.
-Onde está Haddy, papi?
Armand torceu a boca e suspirou sonoramente. Encontrava-se dando-lhe de merendar a Neville enquanto Daniel ia de compras para a Natal junto com Khayman. Em realidade, ele achava que tinha escapado para não ter que explicar a seu filho que Harry estava castigado. Uma grande tolice, já que Neville também deveria de saber que não devia baixar aquele lugar, senão queria ter o mesmo destino. Supunha que esperava que ele auspiciara o papel de mau, lhe pondo seus limites ao menino.
-Harry esta encerrado em sua habitação até a noite, Neville. Sabes por que? –o castanho negou, seus olhos estavam abertos como pratos depois de escutar a primeira oração. –Porque seu papi lhe disse que não baixasse ao porão e teu priminho o desobedeceu.
-Haddy abriu a porta de desenhos raros?
-Sim, Neville e depois baixou sendo que, como te disse, não tinha permissão para fazê-lo. Por isso agora tem um merecido castigo. –olhou a cara surpreendida do menino. –e se tu fazes o mesmo receberás também um castigo como esse, está claro?
Neville estremeceu em seu assento e assentiu ferventemente com a cabeça.
Era noite e o nervosismo de Louis cresceu aos trancos e barrancos. Ele andou para trás e para a frente enviando olhares nervosos para o corredor que leva ao quarto de seu filho. Desde que ele transmitiu a punição não ouvi um único som que fora do lugar. Nada mostraram que ela estava chorando ou se você quiser jogar sozinho. Apenas silêncio ... e que aumentou a angústia de seu pai.
-Bom… ainda falta para o jantar, mas primeiro tenho que banha-lo. –murmurou ansioso. –Vou buscá-lo.
Caminho até ficar enfrente da porta, que tinha umas letras azuis que diziam: "quarto de Harry, se queres entrar… traz um doce", especialmente comprado por seu papi Let. Apoiou uma de suas orelhas para poder escutar, mas nada, nem o som de seus pequenos passos lhe dava indício de que tinha alguém no lugar. Alarmado, abriu a porta sem chamar, buscou freneticamente com a mirada e pôde ver o pequeno corpo de Harry na cama.
Se fosse possível ver a culpa aumentou a criança dormir, fez uma bola e com vestígios de lágrimas em seu rosto. Ele sentou-se na cama com a garganta seca e acariciou o cabelo desgrenhado preto.
Harry abriu os olhos devagar e visão focada. Um sorriso estava se formando em seus lábios, mas ele parou, seu rosto mostrou compreensão súbita, como se lembrando de algo, então ele sentou-se e olhou para o pai.
-Já não estou castigado? - murmurou.
-Não, teu castigo tem terminado, Harry. –disse doído por ver a atitude taciturna do menino. –Vamos tomar banho antes de que descemos para o jantar.
-Ok. –assentiu baixando da cama e caminhado até o banho.
Uma vez ali permitiu que sua papi Lou o desvestira sem trocar nem uma palavra no transcurso. Normalmente, Harry mostrava-se muito entusiasmado e falador antes de tomar banho, pedindo-lhe a seu papi que lhe deixasse meter na banheira todos aqueles brinquedos que se pudessem molhar. No entanto, hoje era diferente. Harry estava muito inseguro a respeito do humor de seu papi e tinha medo de pedir-lhe qualquer coisa por temor a enfadá-lo mais do que já o tinha feito.
Por outro lado, Louis estava mal interpretando o mutismo de Harry achando que guardava-lhe rancor por tê-lo castigado. Por isso também não se atrevia a falar, temendo que seu filho lhe reprovara o castigo tão severo que lhe tinha imposto. Ele não ia suportar tal coisa.
Evidentemente, o banho não foi divertido como em outras ocasiões. Ambos estavam obstinadamente calados e Louis só se ocupava de ensaboar ao menino, Harry lançava olhadas de soslaio a seu papito de brinquedo, sem se atrever a lhe pedir a seu papi que lhe atingisse, mas, após tudo, não se sentia com vontades de brincar. Terminado o banho o seco, vestiu-o e parou-se junto a seu filho esperando que este tomasse sua mão para ir juntos à cozinha, mas quão grande foi sua decepção ao ver como Harry saía caminhando pressuroso sem sequer o olhar. É que Harry tinha fome e até ali chegava o cheiro da comida que a Vó Mekare preparava.
Quando entraram ao salão todos os presentes puderam sentir a tensão que tinha entre pai e filho. Santino tinha chegado de visita e em seguida foi informado do estranho acontecimento que ocorreu nesse lugar, por isso se tinha aguentado as vontades de brincar com os meninos, já que Neville, ao saber que seu amiguinho estava encerrado, também não tinha muitas ânimos para brincar.
-Olá, Harry.
-Olá, tio Santino. –sorriso de lado.
Reprimindo as vontades de abraçar a seu pequeno, Louis apressou o passo até a mesa e instou a Harry para que se sentasse. Minutos mais tarde Neville uniu-se a eles, quando já a comida estava por ser servida. O moreno apressou-se a cortar a comida de seu filho e apartou-se do lugar, estava seguro que se permanecia uns minutos mais cerca de Harry se ia ajoelhar pedindo seu perdão.
-Está bem? –perguntou Neville um tanto inseguro.
Harry olhou-o e depois varreu com seus olhos o lugar. Os adultos estavam bastante afastados deles, de modo que se animou a responder à pergunta de seu amigo.
-Sim, papi castigo-me porque o desobedeci, mas já me deixo sair do quarto.
-Sim –o castanho assentiu compreensivo. –isso me disse meu papai Armand. O que você fez o dia todo?
-Eh…- Harry olhou novamente de soslaio em direção dos adultos. Eles se encontravam aparentemente atentos a suas coisas. O aparentavam muito bem, tendo em conta que escutavam a cada palavra que saía da boca dos meninos, graças a seus poderes vampirizes. –Quando meu papi fechou com chave me deram muitas vontades de chorar...- admitiu fazendo um beicinho. –então deitei-me em minha cama e chorei. Não tinha muitas vontades de brincar, mas me pus a colorir meu livro novo. Em seguida, agarrou-me com fome e eu estava na porta, mas como meu papi não veio para mim, eu peguei um pouco de água do banheiro e, em seguida, agarrou-me muito sono e dormi.
Louis engasgou quando percebeu o que tinha sido cruel. Em nenhum momento entrou em sua cabeça que tinha pulado o almoço para o filho. Lestat sentiu a dar um aperto no ombro como um sinal de apoio, mas isso não ajuda a levantar seus espíritos.
-"Sou um péssimo, pai."
-"Não, nã não vou permitir que pense tal coisa"- sua voz mental soava dura- "Você fez o que achava que era melhor para ele nessas circunstâncias. Você não pode culpá-lo por isso. "
-"Mas deixei-o sem comer! Preocupando-me somente por minha dor ao saber-me decepcionado!"
-"Só se perdeu o lanche, Louis. Também não é tão grave."
-"Nada do que diga vai fazer que me sinta melhor. De modo que não o tente Lestat de Lioncurt."
-"Se você diz…"
- Neville? –O pequeno olhou enquanto mastigava os seus legumes. Harry notou que agitou sua comida, é que, de repente, ele se foi o apetite. –Você acha que o meu pai me odeia?
Louis estremeceu em seu assento e levantou-se de um salto, mais um sinal de Marius deteve-lhe.
-Não creio… - disse duvidoso. –Quando os garotos se portavam mal no orfanato as cuidadoras os castigavam e depois tudo voltava a ser como antes. Nunca ninguém falou de ódio por desobedecer a uma ordem.
-Mas eu nunca antes tinha feito algo que meu papi Lou me tinha proibido. –sussurrou com os olhos cristalizados.
-Oh… então… Por que foi, Haddy?
O moreninho olhou alarmado a seu amigo e foi ali quando ao fim seus olhos soltaram uma torrente de lágrimas e soluçou audivelmente. Desta vez ninguém pôde deter a Louis quem se apressou a chegar até o menino para encerrar em um abraço.
-Por Deus, Harry, não chore, não posso te ver, nem te ouvir o fazer. –gemeu. –Eu não te odeio meu amor, te amo mais que a minha própria vida e não estou tão enojado porque me tenha desobedecido…
-Eu não queria, papi. –chorou abraçando-se com forças ao corpo do adulto. –Mas ela me chamava e me chamava e me dizia que descesse. Dizia que queria me conhecer… "vêem com Akasha" dizia sempre.
-A-Akasha dizes? –arqueou Maharet com um fio de voz.
O resto dos vampiros estavam rígidos, nem sequer pestanejavam, só Daniel se apressou a chegar junto a Neville que também ameaçava com se pôr a chorar ao ver tão triste a seu priminho.
-Sim. –soluçou Harry sorvendo seus choros. –desde que chegamos que escuto sua voz em minha cabeça. Eu não queria baixar papi Lou. –admitiu olhando a seu papi com olhos arrependidos. –mas ela sempre me fazia questão de que queria me conhecer e que descesse. Por isso desci. –soluço. –Quando cheguei abaixo todas as luzes se acenderam e sua voz me disse que me sentasse nesse cadeirão de pedra, então…
-Então o que…? –os olhos de Lestat estavam entrecerrados e sua mandíbula apertava em sinal de clara raiva.
- Quando me sentei, senti algo frio e eu não podia sair, era como se eu estivesse preso. Então eu fiquei entediado e comecei a cantar a música que me ensinou Tia Jesse até que papai me encontrou. –Voltou a enterrar a cabeça no pescoço de seu pai como lágrimas caíram copiosamente.
-Já não chores pequeno, tudo está bem. –tranquilizou Louis antes de trocar uma mirada com seu parceiro.
Sem perder tempo, Lestat lançou uma mirada significante a Khayman, Marius e Maharet e os quatro caminharam rumo à saída do salão.
-Nos faremos cargo, mon amour. –murmurou Lestat beijando a bochecha de Louis e revolvendo o cabelo de seu filho.
O de olhos verdes tão só assentiu apertando o abraço do pequeno corpo. Seus olhos mostraram uma frialdade pouco conhecida nele. Sua ira era imensa não só ante essa maldita que voltava a fazer das suas, senão para ele mesmo por não escutar as razões que seu bebê teve para desobedece-lo. Essa louca esteve-o chamando-o! Claro que ia sentir curiosidade se é que uma voz se metia em sua inocente cabecinha para o instar a descer! E ele não quis saber, só lhe pôs esse cruel castigo e o fez pensar que o odiava.
-Eu te amo, Harry. –sussurrou aconchegando em seus braços. –Que nada nem ninguém te faça duvidar disso. –Você acredita em mim?
-Sim, papi Lou. Perdoa-me. –murmurou.
-Não há nada que perdoar, meu céu. –sorriu secando as bochechas empapadas. -Você não tiveste a culpa de que te tenham pedido pra descer. Seguimos com o jantar?
-Sim! –o menino sorriu bastante animado ao saber que seu papi favorito não o odiava.
-O que foi o que aconteceu? –perguntou bruscamente Louis aos reunidos no Salão da casa. Vinha de deitar a seu pequeno em sua cama, porque esta noite dormiria com ele e Lestat. Tinha a necessidade de tê-lo perto após a cruel separação à que o submeteu em todo o dia.
-Não é nada muito grave, Louis. –tranquilizou Marius. –Só que esta casa ainda conserva sua essência, algo bem como um espírito.
-Sim, só isso. Porque ela se foi para não regressar, quero que todos entendam isso. –disse Maharet muito séria.
-Mas, após tanto tempo. Por que justo agora? Por que Harry? –quis saber Jesse.
-Não o sabemos. –admitiu Marius. –Talvez seja porque Harry é um mago poderoso e quis o conhecer ou porque soube que Harry é filho de Lestat e Louis, que todos o amamos e tentou nos incomodar através dele.
-Maldita, zorra. -grunhiu Louis. –Já se desfizeram dela?
-Sua essência esta por toda a casa, Lou. Seria impossível libertar a cada rincão em uma só noite. Precisamos mais tempo. –falou Khayman.
-Então levo-me a meu filho. Não o vou deixar aqui sabendo que essa pode o convencer de fazer algo pior que só descer ao porão.
-É o mais prudente. –assentiu Santino.
-E devem levar-se a Neville também, só por se talvez.- disse Maharet olhando a Armand.
-Disso não te caiba dúvida. –contestou seriamente. Daniel estava na habitação de seu filho, acompanhando-o até que se dormisse. Ainda que, o ruivo já se imaginava que lhes ia a encontrar na que compartilhavam ele e seu Dan. Seu namorado também estava assustado pelas confissões de Harry a respeito de seu encontro com Akasha.
-Possiamo ir tutti a minha casa, então. É grande como per alloggiarsi a tutti nós. –ofereceu Santino.
-Isso me parece correto, amanhã mesmo nos vamos. –murmurou Louis abandonado a habitação. Morria de vontades por estreitar a seu bebê em seus braços!
Continuasse…
Próximo capitulo: um anjo perdido
Notas tradutor... deixei no máximo apresentável no português brasileiro, se não estiver de acordo, peço que me perdoem, mas esse programa duma figa... ¬¬'
Bom enfim o capitulo esta ai, vamos comentar?
Ate a próxima!
*******************ToT******************
N/A: Kya! Essa maldita Akasha! Por sua culpa nosso anjo tem sofrido ¬¬*** Só quero lhes dizer que a personagem de Akasha vai servir para este chap, unicamente, não tenho pensado a usar mais adiante nem para que se uma a Voldy ou uns longos etcéteras. Como já disseram os tios de Haddy, era só seu esencia fastidiosa ¬¬
Poshito o peque! Papi Lou deve medir-se em pôr castigos ao menino… quase rompe-se-me o coração ao vê-lo chorar assim… e isso que eu mesma escrevi a cena ò.ou
Bem, a todas aquelas que leiam Outra vida nos vemos manhã com o final dos finais ToT
Lemos-nos dentro de uma semana… se Merlín quer ¬¬´
Atte: Uko-chan!
