N/A: Ola meus amores ^^
Sei que eu demorei muito, mas esse capítulo ficou enorme, então espero que vocês me perdoem ^^
Lohh Malvour: Então pode esperar muito mais deles por ai ^^
Taiis Fernandes: Nós nem começamos a esquentar ainda ;)
Maria Lua: É só o começo flor ;)
Gabi F: Pode se preparar pq esse capítulo esta recheado de Remus safado ;)
XxX
Capítulo 5: ...mentem
James sentou-se em sua cama e olhou em volta. Os cortinados das camas dos outros amigos estavam puxados ainda, então eles deveriam estar dormindo. Graças a Merlin as aulas da manhã haviam sido canceladas, ou ele teria um sério problema agora. Foi ai que ele reparou que a cama de Sirius estava vazia e arrumada. O cachorro não dormira ali... James deu uma risada baixa. Sirius não prestava pra nada mesmo...
Mal ele pensou isso Sirius entrou no dormitório, carregando sua capa, e casaco numa mão e duas máscaras na outra. Ele parecia morto de sono por um lado e não muito feliz por outro.
-Eu devia perguntar o que aconteceu? –James perguntou cuidadoso.
-Em duas horas. –Sirius resmungou antes de se jogar na própria cama e adormecer rapidamente.
James deu de ombros. Certas coisas sobre Sirius eram melhores serem ignoradas...
XxX
-Como foi a noite de vocês? –Lucianne perguntou espreguiçando-se.
As quatro amigas monitoras estavam passando a manhã juntas no dormitório de Monitoras Chefes que elas continuavam a não usar. Elas apenas decidiram ir para la porque era o único lugar onde elas poderiam ter um pouco de privacidade para conversarem.
-Confusa. –Lily falou colocando a mão nas têmporas –Eu acho que eu bebi demais daquele ponche batizado.
-Ah eu ouvi falar. –Lucianne falou solidária –Já cedo tinha gente indo parar na enfermaria por causa disso...
-Mas você não se lembra de nada do que aconteceu? –Evangeline perguntou chocada.
-Lembro de uns flashes. –a ruiva falou dando de ombros –Aliás eu lembro de ter discutido com o Potter...
Elizabeth revirou os olhos.
-Conta qual foi a novidade agora?
-Ei! –Lily reclamou rindo –Não é culpa minha que ele é um...
-Arrogante, metido, teimoso e idiota. –Lucianne e Elizabeth falaram ao mesmo tempo.
-Nós já sabemos disso, Lily. –Elizabeth lembrou tranqüila.
-Hilário, senhorita Ester. –Lily falou irônica –E o que você fez noite passada?
-Fiquei com um cara. –ela respondeu dando de ombros –Nós dançamos um pouco e depois nós acabamos indo parar naquela sala do sétimo andar que nós encontramos um tempo atrás.
-Opa para tudo! –Evangeline falou surpresa –Você e esse cara...
-Transamos? –a outra morena ajudou, sem se alterar –Foi.
-Elizabeth! –Lucianne falou em choque –Como você fala se fosse assim tão fácil?
-Porque é? –Elizabeth sugeriu irônica –Você que é encanada demais nesse assunto, Lucianne. Qualquer outra pessoa menos neurótica sabe que sexo não é nada demais.
-Mas não é tão pouco importante quanto você faz parecer. –Lily lembrou séria.
-Na sua opinião pode não ser. –Elizabeth retrucou, ainda calma.
-Você tinha que parar com essa mania de usar sexo como válvula de escape. Porque você não faz uma coisa mais normal da nossa idade, tipo se drogar? –Evangeline falou irônica.
-Drogas atrapalhariam meu rendimento na escola, sexo não atrapalha. –Elizabeth falou com um sorriso de canto de lábio.
As outras amigas reviraram os olhos.
-Você pelo menos sabe quem era o infeliz? –Evangeline perguntou irônica.
-Claro que eu sei. –a morena revirou os olhos –Mas isso não quer dizer que vocês vão saber quem era.
As meninas reviraram os olhos de novo. Típico...
-E você, Evy? O que você fez? –Lucianne perguntou.
A morena corou fortemente de uma só vez.
-Meu deus, acho que vamos ter que repetir a conversa que tivemos com a Elizabeth... –Lily falou maldosa.
-Não é pra tanto! –Evangeline falou agitada –Eu só fiquei com um menino! É que...
-O que foi? –Elizabeth perguntou curiosa.
-Bom, só depois eu descobri que era o Lupin. –ela falou baixinho, mas alto o bastante para as meninas ouvirem.
-AH! –Lucianne gritou –Você pegou o Lupin? DE NOVO?
Evangeline corou ainda mais.
-Dá pra não ficar me lembrando que isso foi um repeteco? –ela pediu desconfortável.
-Com tanto homem naquele salão e você foi direto no Lupin? –Elizabeth perguntou maliciosa.
-Ele que veio em mim! –Evangeline respondeu nervosa, só pra se arrepender, assim que viu os enormes sorrisos maldosos das amigas.
-Isso sim, é uma atração fatal. –Lily comentou divertida.
-Não me encham! Isso é sério! Eu não posso ficar com o Lupin por ai!
-Por que não? –Elizabeth perguntou.
-Porque ele é um maroto! –Evangeline falou como se fosse óbvio e as amigas que fossem muito lerdas por não perceberem.
-Se você diz... –Elizabeth falou dando de ombros.
-Que seja... –Lily revirou os olhos –E você, Lu? O que você fez?
-Nada. –a resposta veio automaticamente na boca de Lucianne só pra ela se arrepender depois.
Fazia tanto tempo que ela mentia para as amigas que não havia sido nada difícil passar a automaticamente classificar o namorado como "Nada". Mas Peter não era nada. Ele era seu namorado e ela o amava. Se era para sempre ela já não podia dizer, mas no momento ela o amava e não era pouco.
Ela puxou o ar, antes de falar.
-Na verdade... Eu passei a noite com o meu namorado. –ela falou bem baixinho.
Todas as outras meninas pararam ao mesmo tempo. Evangeline tinha levado as mãos aos cabelos para prendê-los parou com os braços a meio caminho, Elizabeth que estava dando um gole na sua xícara de chá também parou com a porcelana próxima a boca, Lily que tinha esticado o braço para espreguiçar também parou com os braços no ar.
-O que? –todas perguntaram ao mesmo tempo, choque claro no rosto das três.
Lucianne respirou fundo. Agora ela teria que ir até o fim, não tinha como voltar atrás.
-Eu passei a noite com meu namorado. –ela repetiu mais alto dessa vez.
-Que namorado? –Lily perguntou, arqueando a sobrancelha.
-O Peter...
-Que Peter? –Evangeline interrompeu –Peter Dame? Aquele monitor, sextanista?
-Não. –Lucianne fez uma careta –Peter Pettigrew, o Maroto.
XxX
James observou seus amigos enquanto eles se preparavam para descer para o café da manhã. Ele podia apostar sua melhor vassoura que todos tinham tido uma noite agitada de algum jeito. Dava pra ver isso escrito na testa deles. No jeito calado de Sirius, no ar pensativo de Remus e no nervosismo estabanado de Peter. Ele só não saberia dizer o que tinha acontecido. E ele sabia que se ela queria ficar sabendo ele teria que ser o primeiro a falar.
-A Lily me beijou ontem. –ele falou de repente.
Todos os amigos pararam a meio caminho do que estavam fazendo e lhe lançaram olhares incrédulos.
-Você tomou muito daquele ponche batizado ontem, Pontas? –Sirius perguntou divertido.
James revirou os olhos.
-Eu não tomei nem uma gota daquilo. –ele falou enfático –A Lily por outro lado...
-Ta explicado, então. –Sirius cortou malicioso.
James lançou um olhar assassino ao amigo.
-Você se aproveitou que a Lily estava bêbada, James? –Remus perguntou em choque.
-Claro que não! –James respondeu, ultrajado que o amigo considerasse a idéia –Ela tentou me beijar e eu falei que não era uma boa idéia. Mas acredite: não foi anda fácil ter essa força de vontade toda.
-Mas você teve, James. –Remus falou orgulhoso –Você está de parabéns.
-Obrigado, Aluado... –James falou num suspiro triste.
-Você não parece feliz. –Remus observou.
-Difícil ficar quando eu penso que ela só me beijou porque ela não estava no juízo perfeito dela. –ele respondeu cabisbaixo.
-Eu sei que não é animador, James, mas você tem que pensar pelo lado bom. –Remus falou tranqüilo.
-Isso existe? –Sirius perguntou irônico.
-Você a respeitou. –Remus falou ignorando o outro –Você podia ter se aproveitado dos cinco minutos de bebedeira dela e não fez. Ela vai ter que levar isso em conta. E ela vai começar a ver o quanto você realmente gosta dela.
-Você acha mesmo isso? –James perguntou desconfiado.
-Eu tenho certeza. –Remus respondeu seguro.
-Ta... Mas, mudando de assunto... –ele falou como quem não queria nada –Como foi a noite de vocês?
Sirius bufou, mas não respondeu.
-Qual o seu problema, cachorrão? –James provocou –Como você não passou a noite aqui eu achei que você tinha tido uma noitada.
-Eu tive uma noitada. –Sirius falou tranqüilo, sem encarar o amigo.
-Então por que o mau humor? –James perguntou confuso.
-Simplesmente porque minha muito atraente companhia desapareceu, sem deixar nome, nem nada, a não ser a máscara que ela estava usando. –Sirius falou, indicando a dita máscara, que estava em seu criado mudo.
-E qual o problema? –Peter perguntou tranqüilo –Você mesmo vive desaparecendo depois de ficar com as meninas.
-É diferente! –Sirius insistiu –Elas sempre sabem quem eu sou e que eu vou sumir. Essa menina não me disse nem o nome dela!
-E mesmo assim vocês passaram a noite juntos? –Remus perguntou em choque –Sirius, isso é absurdo demais até para os seus padrões.
-Obrigado pela parte que me toca, Aluado. –Sirius falou revirando os olhos –Mas eu só fiquei com ela desse jeito, porque eu tinha certeza que depois eu ia conseguir descobrir quem ela era, nem que fosse de manhã, enquanto ela ainda dormia...
-Aparentemente ela é bem mais esperta do que você, totó... –James falou espreguiçando-se –Não que isso seja muito difícil.
James abaixou bem a tempo de evitar ser atingido pelo travesseiro que Sirius lançou.
-Ah deixa isso pra la, Sirius. –Peter falou dando de ombros.
-Ah não deixo mesmo! –o moreno teimou –Eu quero saber quem ela era!
-E pra que Sirius? –Remus falou revirando os olhos –Por acaso você apaixonou foi? –ele provocou.
-Pra sua informação, Aluado, uma mulher vai precisar mais do que ser boa de cama pra me amarrar. –ele respondeu por entre os dentes –Eu só... Preciso saber quem ela era!
-Bom, nós podemos te ajudar. –Remus falou dando de ombros –O que você sabe dela?
-Nada. Ela não quis conversar, sempre que eu tentava ela não respondia.
-Ótimo, ela quer mesmo se manter anônima... –James respondeu revirando os olhos.
-Ok, vamos pular essa parte e nos prender ao que sabemos. –Remus falou conciliador -Ela tem que ser do quinto ano em diante, o que já corta muito as opções. Vamos presumir que ela não usou nenhum feitiço para alterar a própria aparência.
-Por que nós vamos presumir isso? –Peter perguntou confuso.
-Pra não complicar ainda mais as nossas vidas. –Remus falou como se fosse óbvio –O que você pode falar com certeza da aparência dela, Sirius?
-Ela tinha por volta de 1,65 de altura. E um corpo fenomenal... Cabelos negros e longos e olhos azuis, absurdamente azuis. E a pele dela era bem branquinha, clara mesmo.
-Bom, esse não é um padrão muito raro aqui... –James falou num suspiro.
-Pior que é verdade... –Remus falou num suspiro –Eu já consigo pensar em umas seis meninas assim, se bem que duas já ficam de fora porque não tem seu padrão de corpo...
-Sabe quem me vem na cabeça com essa descrição? –James perguntou com um sorriso maroto.
-Quem? –os outros perguntaram curiosos.
-A sua queridinha, Sirius. –James falou, com um sorriso de provocação.
-A Ester? –Remus e Peter falaram ao mesmo tempo.
-Muito engraçado, Pontas. –Sirius falou sarcástico –Não tem chance de ser a Ester.
-Posso saber como você tem tanta certeza? –James provocou.
-Porque a Ester não é tudo isso de bonita. –ele respondeu como se fosse óbvio.
-Desculpa ai, Sirius, mas eu vou ser obrigado a discordar. –Remus falou –A Ester pode não ser a menina mais doce da escola, mas ela é muito...
-Gostosa. –James ajudou.
Remus revirou os olhos.
-Obrigado pela palavra, James. –ele falou irônico.
-De nada. –James respondeu tranqüilo.
-O que eu quero dizer é que a Ester é sim uma opção a ser considerada, afinal, ela se encaixa na descrição. –Remus falou de forma razoável.
-Não, não e não! –Sirius teimou –A Ester não é uma opção a ser considerada e ponto final!
-Que seja, Sirius. –Remus falou revirando os olhos.
-E você, Aluado, pegou alguém ontem? –James perguntou mudando de assunto.
Remus revirou os olhos.
-Não que isso seja da sua conta, mas sim, eu fiquei com a Lionel ontem. –ele respondeu tranqüilo.
-Para tudo! –Sirius pediu, em choque –Você pegou a Lionel, ontem? De novo?
-Foi. –Remus respondeu paciente.
-Aê, Aluado hein. –James falou com um sorriso maldoso –Quem diria que a monitora osso duro ia se render hein...
-Na verdade assim que ela percebeu quem eu era ela saiu dali correndo.
-Como assim? –os outros perguntaram confusos.
-Eu estava insistindo a noite inteira pra ela me falar quem era, mas ela se recusava e daí de repente tudo juntou e eu me toquei quem ela era, só que ela também se tocou de quem eu era. E acho que ela não gostou muito...
-Bobagem, Aluado. –Sirius falou tranqüilo –Se fosse pra não gostar ela teria não gostado no começo. A Lionel só tava querendo se fazer de intragável pra variar, por isso ela vazou a hora que vocês se descobriram...
-Será? –Remus comentou pensativo.
-Eu tenho certeza. Mas quer fazer um teste? –Sirius propôs maldoso.
-Que teste? –Remus ficou interessado.
-Ignora ela. Faz de conta que você não se importa de quem era ou não que estava ali com você. –Sirius falou –E vamos ver quanto firme essa menina é...
Parecia maldade, Remus pensou, mas também parecia divertido...
-Boa idéia. Eu aceito.
-Assim que se fala, Aluado! –Sirius comemorou –E você Rabicho? Pegou alguém.
-Sim, uma menina da Lufa-Lufa. Mas eu não lembro o nome dela. –Bom, pelo menos a parte que ele era uma Lufa era verdade...
-É assim que se fala, Aluado. –Sirius falou orgulhoso –Afinal quem liga pra detalhes né?
-Falou o cara que vai perseguir uma menina sem nome... –Remus falo revirando os olhos, no que Sirius o ignorou totalmente, enquanto saia do quarto a caminho do café da manhã.
XxX
-O que você disse? –Evangeline perguntou em choque.
-Que eu estou namorando o Peter Pettigrew, o Maroto. –ela falou agora um pouco mais confiante –Já vai fazer dois anos.
As meninas ficaram em silêncio por mais um minuto, antes de Lily soltar um suspiro de alivio.
-Finalmente você admitiu, eu me perguntava até quando você ia esconder isso da gente. –a ruiva falou tranqüila.
-Você sabia? –Evangeline perguntou em choque.
-Bom, ficar de namoricos na porta da sala comunal da Grifinória em plena madrugada não foi a idéia mais brilhante de vocês dois. –a ruiva falou dando de ombros –A Mulher Gorda reclamou para mim no dia seguinte. –ela concluiu tranqüila –Só foi uma questão de observação depois...
-Eu sempre desconfiei que você tinha algum namorado escondido... –Elizabeth falou pensativa –Só não imaginava quem.
-Vocês não estão bravas? –Lucianne perguntou em choque.
-Claro que estamos! –Evangeline falou irritada –Como você pôde esconder uma coisa tão séria dessas da gente? Lu, você tem um namorado há quase dois anos!
-Não! –ela cortou –Eu digo, vocês não estão bravas por eu namorar um maroto?
As amigas olharam para ela como se ela fosse louca.
-Claro que não, Lucianne. –Lily falou como se a idéia fosse absurda –Claro que namorar qualquer um daqueles quatro é um mau gosto terrível, mas se você gosta do Pettigrew o que a gente vai fazer?
-O que não muda o fato de que você escondeu isso da gente. –Elizabeth ponderou –E isso não foi nada legal, Lucianne. Por que você não confiou na gente?
Lucianne ficou sem graça.
-É que vocês odiavam tanto eles... A Evangeline vivia falando pra Lily ficar longe do James e a Lily concordava. Então eu só achei que era... Um tipo de regra não falada que a gente tinha que ficar longe deles. –ela admitiu sem constrangida.
-Não fale absurdos, Lucianne! –Evangeline falou inconformada –Ficar longe de um deles é apenas questão de bom senso, mas de jeito nenhum seria uma regra. Ninguém tem o direito de mandar ninguém ficar longe de quem gosta.
-Se eu aceito o que a Evangeline fala sobre o Potter, Lu, é porque eu concordo com ela. –Lily falou tranqüila –Não porque é uma regra entre nós.
Lucianne corou.
-Eu dei maior bobeira né? –ela perguntou sem graça.
As meninas riram.
-Deu sim, mas a gente te perdoa. –Elizabeth falou.
-É, perdoamos se você contar pra gente agora, em detalhes, como foi que vocês começaram a namorar. –Lily falou animada.
Lucianne sorriu contente. Ela devia ter sabido antes que tinha as melhores amigas do mundo...
XxX
Depois de vinte minutos olhando para todos os lados do salão principal James teve certeza de que Lily não ia descer para o café da manhã. Será que ela estava passando mal? Talvez ela estivesse com uma terrível ressaca e sem ninguém para ajudá-la, já que ela não tinha amigas em seu dormitório e suas amigas eram de outra casa. E se ela tivesse desmaiado no banheiro e batido a cabeça na pia? Ela podia estar inconsciente nesse exato minuto, com a cabeça sangrando e...
-Potter?
James olhou assustado na direção da voz para confirmar que não estava sonhando. E ele não estava. Lily Evans estava ali, do lado dele, falando com ele. E ela não estava com a cabeça machucada! Bom, pelo menos não aparentemente...
Ele se levantou em um pulo.
-Lily! Você está bem? –ele perguntou preocupado, olhando o rosto dela, procurando por qualquer sinal de uma batida.
-Eu estou ótima, Potter. Eu me perguntou se você esta bem. –ela falou, olhando para ele como se ele fosse louco.
Foi ai que ele reparou que todo o salão principal parecia olhar para ele como se ele fosse louco, inclusive seus amigos.
Ele deu uma risada sem graça.
-Claro, eu estou ótimo. –ele falou com um sorriso nervoso.
Lily revirou os olhos.
-Bom dia, Remus, Black. –ela cumprimentou educada, então virou-se para Peter –Bom dia Peter.
O queixo dos quatro marotos pareceu desabar ao mesmo tempo.
Lily por outro lado parecia tranqüila quando ela virou-se mais uma vez para James.
-Eu só queria te agradecer por ontem a noite, Potter. –ela falou tranqüila.
-Como assim? –James perguntou confuso.
-Eu sei que passei da conta na bebida e devo ter sido muito chata com você. –ela falou num suspiro –Eu só lembro de alguns flashes da noite passada, mas eu lembro que você esteve a noite toda tentando me impedir de fazer alguma coisa idiota e que você me acompanhou até a torre depois.
-É... Você só lembra disso? –James falou levemente desanimado.
-Por que? –Lily parecia preocupada –Eu fiz alguma coisa?
-Na verdade... –ele parou –Não, você não fez nada. –ele concluiu num suspiro –Além, dos elogios usuais que você tem pra mim, não teve nada de novo.
Lily corou levemente.
-Me desculpe mesmo, Potter. Eu retiro tudo de ruim que eu falei sobre você. Bom, pelo menos na noite passada. –ela completou com um sorriso maroto.
James sorriu também.
-Já é um começo... –ele falou fingindo pensar.
-Certo, certo... –ela revirou os olhos –Se você me da licença agora, Potter...
-James. –ele falou de repente.
-O que? –ela perguntou confusa.
-Já que você esta sabendo que eu não sou uma pessoa assim tão terrível e tal... –ele falou, inseguro –Que tal você me chamar de James? –ele perguntou esperançoso.
Lily pareceu pensar por um segundo.
-Até depois... James. –ela falou se afastando.
O sorriso de James pareceu aumentar de intensidade. Ele tinha certeza de que naquele momento ele era o homem mais feliz da face da terra.
XxX
Lily caminhou até onde as amigas esperavam por ela, na mesa da Lufa-Lufa.
-Você viu o tamanho do sorriso do Potter? –Lucianne perguntou em choque quando a ruiva se aproximou –O que você falou pra ele?
-Nada demais. –a ruiva deu de ombros –Eu só agradeci por ele ter me agüentado bêbada noite passada.
Elizabeth e Evangeline lançaram olhares desconfiados a amiga.
-Só isso? –Evangeline perguntou, descrença clara em sua voz.
-Só. –Lily respondeu revirando os olhos.
-Como se vocês não conhecessem o Potter. –Lucianne falou animada –Só de a Lily ter conversado dois minutos com ele sem gritar já o deixaria feliz, imagina ela agradecendo?
-No mínimo o Potter teve um orgasmo de felicidade... –Elizabeth falou com um sorriso de canto de boca.
-Ah cala a boca, Elizabeth. –Lily falou corada.
-Ah que bonitinha. Ela corou. –Lucianne provocou.
-Deixem ela em paz. –Evangeline pediu revirando os olhos.
-Por falar em deixar em paz... –Elizabeth falou pensativa –O que você vai fazer em relação ao Lupin? –ela perguntou olhando diretamente para a outra morena.
Evangeline corou.
-Eu não vou fazer nada! –ela falou como se fosse óbvio –Eu acho que ele não me reconheceu, então eu posso muito bem fingir que nada aconteceu.
-Negação. –Elizabeth concluiu num suspiro –Que coisa madura... –ela acrescentou irônica.
-Ah deixem isso pra la. –Lily falou fazendo um gesto de dispensa –Vamos logo tomar café da manhã... Se bem que pelo horário isto esta mais para almoço...
-Nós temos que falar com o diretor depois. –Evangeline lembrou –Parece que ele está tentando acalmar a professora McGonagall a manhã inteira por causa do ponche batizado...
-Essa escola esta totalmente virada... –Lily falou suspirando –Como pode uma professora estar mais brava que o diretor por causa de bebida alcoólica?
-Dumbledore é uma pessoa razoável e calma. –Elizabeth deu de ombros –Ele sabe que enlouquecer de irritação não leva a lugar nenhum.
-Além do que é um perigo na idade dele. –Lucianne falou tranqüila.
-Lucianne! –as amigas falaram ao mesmo tempo.
-O que? É verdade. Quantos anos o homem tem? Duzentos?
As meninas riram e sentaram-se para comer. E o dia estava apenas começando...
XxX
-Senhoritas, vocês tem alguma idéia de quem poderia ter feito essa brincadeira? –o diretor perguntou calmamente.
-Nós desconfiamos de um grupo de corvinais, professor. –Evangeline comentou –Havia boatos correndo pela sala comunal da casa, mas todos achavam que eram brincadeiras sem fundamento.
-James Potter comentou que uns "caras" da Corvinal tinham perguntado a ele onde comprar whisky de fogo. –Lily informou.
-E ele ajudou? –McGonagall perguntou em choque.
-Como se a professora não conhecesse o Potter... –Lily falou revirando os olhos.
McGonagall suspirou.
-O senhor Potter é apenas um colega atencioso que deu informação a colegas. –Dumbledore falou despreocupado –Mas creio que ele terá que vir até aqui nos contar o que sabe. Eu não sou um velho entediante que não gosta de brincadeiras, mas colocar bebida alcoólica num ponche não é uma brincadeira saudável, já que muitos alunos passaram mal. E é isso que me deixa entristecido.
-Nós mandaremos Potter vir falar com o senhor imediatamente. –Elizabeth falou.
-Ótimo. Estão dispensadas minhas caras.
As meninas fizeram gestos leves de agradecimento e se dirigiram para a saída. Todas elas saíram com a exceção de Evangeline, que parou a porta.
-Professor? –ela chamou insegura.
-Sim? –ele perguntou olhando-a com curiosidade.
-Eu gostaria de me desculpar. –ela falou de cabeça baixa.
-Por que, senhorita Lionel?
-Foram alunos da minha casa que fizeram essa confusão. –ela falou, finalmente olhando para ele –E eu ouvi os boatos, mas não dei a devida atenção a eles. Eu devia ter sido mais cuidadosa.
O diretor deu um sorriso gentil, antes de levantar de sua cadeira.
-Você não tem pelo que se desculpar, senhorita Lionel. A não ser que você mesma tenha colocado bebida naquele ponche. –ele falou tranqüilo, se aproximando dela.
-Nunca, professor! –ela falou alarmada –Eu jamais faria uma coisa dessas.
-Eu sei que não. –ele afirmou tranqüilo –Você não tem com o que se preocupar minha jovem. Eu não considero nada disso de sua responsabilidade, então você mesma não tem que considerar.
-Mas...
Ele colocou a mão sobre a cabeça dela.
-Você se leva a sério em exagero, senhorita Lionel. –ele falou gentilmente –Claro que a posição em que eu coloquei você e suas amigas é algo sério, mas a senhorita tem que aprender a dosar. Não pode se culpar por coisas que não são sua responsabilidade.
-Mas eles eram da minha casa! –ela protestou fracamente.
-Assim como o senhor Potter e os amigos são da casa de senhorita Lily e você não vê ela se culpando por cada loucura que eles fazem nessa escola. –ele lembrou calmamente –Você não deve tomar responsabilidades que não são suas, senhorita Lionel. Cada cabeça um guia. Eu confio na sua, a senhorita devia confiar nela também. –ele completou com um sorriso bondoso.
Evangeline olhou nos gentis olhos azuis do bruxo mais velho, antes de soltar um suspiro.
-Muito obrigada, senhor. Eu acho que exagerei um pouco... –ela falou tímida.
-Não se preocupe, minha cara. –ele falou dando um tapinha amigável no ombro dela –Apesar de já ter uns duzentos anos, ou por volta disso de acordo com a senhorita Lutter, eu sou um bom homem, a senhorita não acha? –ele perguntou com um pequeno sorriso divertido.
-Como o senhor sabe que...
-Não há nada aqui que eu não saiba minha cara senhorita Lionel. –ele falou sorrindo –Agora é melhor você ir, antes que se atrase para suas aulas.
XxX
As meninas haviam esperado por Evangeline e logo seguiram juntas para as respectivas aulas. Lucianne e Evangeline teriam DCAT juntas agora, enquanto Lily e Elizabeth teriam que enfrentar mais uma aula de Poções, com o clima tenso que sempre tomava qualquer sala onde havia Grifinórios e Sonserinos juntos.
Nesse momento Elizabeth e Lily estavam caminhando pelos corredores mal iluminados das masmorras, a caminha da aula.
Havia alguns alunos perdidos por ali, ou fazendo hora antes que eles tivessem que realmente entrar na sala. As duas mal haviam se aproximando quando uma pessoa fechou o caminho de Elizabeth.
-Ola, Ester.
Elizabeth olhou um tanto entediada para a pessoa diante de si. Aquela era Bellatrix Black, praticamente realeza Sonserina, considerada uma das mais belas garotas da escola. Morena, de cabelos negros e pele muito clara, com frios olhos azuis e um belo corpo, ela era de cair o queixo.
-Xi, olha la, sua prima querida, Sirius. –James falou chamando a atenção do amigo.
Os Marotos estavam parados na porta da sala, olhando o movimento do corredor, até que o encontro das duas sonserinas despertou a atenção deles.
-Com quem ela esta encrencando dessa vez? –Sirius perguntou olhando para a direção que James indicara.
-Com a Ester. –Remus respondeu.
-Duas cobras não brigam. –Sirius falou dando de ombros.
-Bom, essas brigam. –Peter falou –Dizem por ai que a Bellatrix detesta a Ester.
-Verdade? –Sirius perguntou curioso –Por que?
Peter engoliu em seco. Ele falara demais. Ele não podia falar disso para os amigos.
-Deve ser porque a Elizabeth já pegou o noivo da sua prima. –James falou.
Peter respirou aliviado.
-É por isso. –ele falou rapidamente –Dizem por ai que o Lestrange nunca esqueceu a Ester e que ele só ta com a Black, porque ela não quer ele de volta, porque se ela quisesse...
-Mas esse não era o boato que falavam do Malfoy? –Remus perguntou confuso.
-Bom, ache um cara que a Ester não tenha pego na Sonserina e ganhe um prêmio. –James falou irônico –Ela deve ter ficado com todos os setimanistas se ela não ficou com os sextanistas também.
-Bom, ela ficou com o Lestrange mais novo. –Peter comentou.
-Pelo amor de Merlin. O que esses caras vêem nessa menina? –Sirius perguntou frustrado.
-O que você quer, Black? –Elizabeth perguntou fria.
-Isso são modos, Ester? –Bellatrix perguntou com falsa doçura –Ou você tem convivido tanto com essa corja que se esqueceu de como portar-se? –ela perguntou lançando um olhar venenoso a Lily.
-Eu não tenho obrigação de ter modos com você, Black. –ela falou tranqüila –Você tem muito menos classe do que pensa que tem. Eu não sou obrigada a gastar minha educação com uma criança mimada como você. –ela falou fria –Agora se você me dá licença, eu tenho mais o que fazer. –ela falou passando por Bellatrix como se ela sequer estivesse la.
Bellatrix levou a mão ao bolso de sua capa para pegar sua varinha, mas uma de suas acompanhantes a impediu e parecendo muito nervosa disse algo na orelha da morena, que a fez desistir do ataque que provavelmente tinha em mente.
Elizabeth e Lily andaram calmamente até onde os meninos estavam.
-Potter. –Elizabeth parou bem diante de James e encarou com seus intensos olhos –O diretor quer falar com você. –ela avisou –Assim que você puder, dirija-se a sala dele. –e sem falar mais nada, ela e Lily saíram dali.
-Caramba... –James falou balançando a cabeça –Acabei de descobrir o que os idiotas da Sonserina vêem nela.
-Como assim? –Peter perguntou confuso.
-Vocês alguma vez já viram os olhos dessa menina? –ele falou espantado –São lindos. Bom, certamente não mais do que os olhos da minha ruivinha, mas certamente são uma visão...
-Bom, a Ester inteira é uma visão, eu tenho que admitir... –Remus falou pensativo –Aliás... Ela e a Black... –ele pareceu pensativo –Vocês repararam como elas são parecidas?
Os outros marotos pareceram confusos.
-Elas têm mais ou menos o mesmo tipo de corpo e altura, além da mesma cor de pele, cabelos e olhos...
-Xi... Isso põe a Bellinha na lista de suspeitas... –James falou com um sorriso maroto –Será que você pegou a priminha, Sirius? –ele provocou.
-Duvido. –Sirius falou tranqüilo.
-Por que? –os outros perguntaram curiosos.
-A Bellatrix é tão fria e insensível que ela deve dormir enquanto transa. Ou seja, não era ela. –Sirius falou como se isso resolvesse tudo.
-Sirius, pelo meu próprio bem... Eu vou fingir que não ouvi isso. –Remus falou dando as costas pro amigo e saindo dali.
-O que eu fiz dessa vez? –Sirius perguntou confuso.
James e Peter trocaram um olhar e reviraram os olhos e também saíram dali.
-Ou, espera ai! O que eu fiz?
XxX
No fim da tarde os Marotos estavam se dirigindo ao salão comunal Grifinório quando Lucianne os alcançou.
-Pettigrew! –ela chamou, a garota parecia séria –Eu preciso falar com você.
Os amigos trocaram olhares entre si.
-O que você fez Peter? –Remus perguntou baixinho.
-Nada. –Peter falou em tom de defesa –Pelo menos não que eu me lembre...
-Acho bom você ir falar com ela. –Sirius falou se espreguiçando –Pela cara da pequena polegar você está encrencado.
-Sirius, não fala assim dela! –Peter falou irritado.
-Que seja... –Sirius deu de ombros.
Peter bufou e foi na direção em que Lucianne estava esperando por ele. Os amigos dele saíram logo depois.
-O que foi Lu? –ele perguntou preocupado.
-Nada. –ela falou com um sorriso brilhante –Eu só precisava falar com você longe dos seus amigos.
Ele suspirou aliviado.
-Você me assustou.
-Eu sei. –ela riu –Você devia ter visto a cara dos seus amigos.
Peter revirou os olhos.
-Aconteceu alguma coisa? –ele perguntou desconfiado.
-Eu contei tudo para as meninas. –ela falou de uma vez.
-O que? –Peter perguntou em choque.
-Eu contei tudo para as meninas. –ela repetiu mais devagar –Sobre o nosso namoro, sobre há quanto tempo a gente está junto... Tudo.
-Mas...
-Eu sei! –ela falou animada, com um sorriso enorme –Eu era a pessoa que não queria contar ainda, fui eu quem ficou enrolando e tal! –ela parecia realmente animada –Mas fui eu que do nada resolvi contar! La estava eu ouvindo a Evangeline contar como tinha beijado o Remus de novo e...
-Então ela contou isso pra vocês? –Peter perguntou curioso.
-Claro que contou. –Lucianne falou como se não fosse nada –Mas voltando ao assunto...
-Isso, voltando ao assunto! –Peter pediu animado.
-Eu contei para as minhas amigas e elas quiseram saber cada detalhe! –ela falou saltitando animada –Elas não ficaram bravas!
-Foi por isso que a Evans me chamou pelo nome hoje... –ele pensou alto.
-A Lily te chamou pelo nome? –Lucianne falou, quase explodindo de animação –Eu não acredito.
-Nem eu. –ele admitiu –Então isso quer dizer que...
-Você pode contar para os seus amigos. –ela falou sorrindo.
-E a gente pode assumir pra escola? –ele perguntou esperançoso.
-NÃO! –Lucianne falou de repente.
-Por que? –ele perguntou confuso.
-Porque eu não quero a escola inteira vendo a gente junto, sabendo que nossos amigos não se suportam! –ela falou como se fosse óbvio.
-O que isso quer dizer? –Peter perguntou ainda mais confuso.
-Que nós temos uma nova missão até o Natal!
-Que seria...?
-Juntar nossos amigos. –ela falou como se fosse óbvio.
-Que tal alguma coisa mais fácil? Ou digamos assim... Alguma coisa humanamente possível? –Peter perguntou inquieto.
-Ora, não seja bobo Peter. –Lucianne falou tranqüila –Claro que é possível. A Evangeline e o Remus já estão se pegando, e a Lily e o James se amam. O que há de difícil nisso?
-Onde fica a parte em que o Sirius e a Ester se odeiam? –Peter perguntou irônico.
-A Elizabeth não odeia o Sirius! –Lucianne protestou –Ela só... Acha que ele é um babaca com o qual não se vale a pena perder o tempo...
Peter revirou os olhos.
-Grande consolo. –ele falou irônico.
-Olha, nós não podemos nos prender a detalhes agora. –Lucianne falou tranqüila –Vamos ao que nós temos de concreto.
-Que seria? –Peter perguntou irônico.
-A Evangeline e o Lupin se gostam. Bom... Pelo menos eles gostam de se pegar. Não é possível que eles não consigam se dar bem de algum jeito. –ela falou frustrada.
-Lucy, sua amiga é uma pentelha que adora pegar no pé do Aluado. –Peter falou como se Lucianne não estivesse vendo o óbvio –Eu tenho certeza que se ela não fosse tão chata com ele o Remus não teria problema nenhum com ela.
Lucianne bufou frustrada.
-Ok. A Evy precisa largar a mão de ser chata. O que mais?
-A Evans também...
-Peter!
-Bom, é verdade e você sabe. –ele falou na defensiva.
Lucianne revirou os olhos.
-Ok, ok... Bom, eu cuido delas e você cuida dos seus amigos.
-O que eles precisam? –Peter perguntou ofendido.
-Largarem a mão de serem babacas. –Lucianne falou como se fosse óbvio –Não o Lupin, porque ele é um anjo, mas o Potter e o Black precisam virar seres humanos.
Peter revirou os olhos.
-Pode ser que você tenha razão... –ele cedeu.
-Não pode ser. Eu tenho. –ela piscou para ele –Agora vai la contar as novidades para os seus amigos. Eu tenho certeza que eles estão loucos de curiosidade.
Peter abriu um enorme sorriso.
-Eu vou. Te vejo depois. –ele olhou para se certificar que não vinha ninguém, antes de se inclinar para frente e dar um rápido beijo na namorada –Te amo.
-Também te amo. –ela falou sorrindo.
Peter saiu correndo a toda velocidade pelo corredor. Ele mal podia esperar para contar tudo aos amigos!
XxX
-Elizabeth!
Elizabeth virou-se para ver quem a estava chamando e deparou-se com Regulus Black vindo em sua direção.
Regulus tinha muito em comum com seu irmão mais velho, Sirius. O rosto dos dois era muito parecido, apesar de que Sirius tinha uma beleza de homem maduro e Regulus ainda parecia muito um garoto. Ele tinha os cabelos negros curtos e intensos olhos cinza-azulados. Era aluno Sonserino do sexto ano, apanhador do time de quadribol da Casa. Era um bom menino, quando não estava tentando desesperadamente agradar a família.
-Ola Regulus. –Elizabeth deu um sorriso educado –O que aconteceu?
Regulus pareceu desconfortável. Ele olhou para os lados de forma nervosa, antes de finalmente encarar Elizabeth.
-Eu estou preocupado com você. –ele admitiu –Eles estão... Nas reuniões eles já estão planejando como vão se livrar de você, Elizabeth! –ele falou incomodado –Severus tem segurado eles até agora, mas o medo que eles têm de você não vai te proteger para sempre. Lucius está a um passo de convencê-los de que se você for atacada em grupo nem seus dons serão capazes de te salvar... –ele falou.
Elizabeth suspirou entediada.
-O que você quer que eu faça, Regulus? –ela perguntou impaciente.
-Abaixa a bola, Elizabeth, por favor. –ele praticamente implorou –Caía nas boas graças deles, pelo menos por enquanto. Só até terminar a escola.
-E depois o que? –ela perguntou, já mais calma –Eu vou viver o resto da minha vida olhando por cima do meu ombro esperando o dia em que eles irão vir e me matar? –ela sorriu suavemente dessa vez –Eu não vou abaixar a cabeça para eles, Regulus. Você devia me conhecer melhor do que isso.
Regulus abaixou a cabeça, encarando os próprios pés.
-Você me conhece muito bem, Elizabeth. Você esta debaixo da minha pele. Eu não sei nada de você. –ele lembrou.
Elizabeth sorriu suavemente.
-Sorte a sua. –ela falou, então estendeu a mão e tocou o rosto dele –Você vale mais do que você pensa Regulus. –ela deslizou o dedo indicador até o queixo dele e levantou-o, fazendo Regulus a encarar –Se eles resolverem vir de uma vez eu só espero que você não esteja no meio. –ela falou, a frieza de sua voz chegando a ser uma sensação física –Porque eu não vou querer saber em quem eu vou estar atirando.
Antes que Regulus tivesse chance de responder ela saiu dali, deixando o garoto assustado e com a sensação de que toda aquela situação ainda iria acabar muito mal.
XxX
-E ai? Como foi?
Peter pulou de susto. Mal ele entrara no quarto ele encontrar os três amigos sentados na cama de Remus e encarando a porta. Era como se eles simplesmente estivessem ficado ali sentados olhando para a porta só esperando ele entrar. Bom, do jeito que ele conhecia os amigos era o que provavelmente tinha acontecido.
-Nada de mais. –Peter falou revirando os olhos –Ela não me deu uma bronca, se é isso que vocês estão perguntando.
Os olhares que os amigos lhe lançaram mostrava claramente que eles não acreditavam nele.
-É sério. –Peter insistiu.
-Se ela não queria encher o seu saco o que ela queria? –Remus perguntou, tentando ser o razoável entre eles.
-Ela só veio me falar que eu podia contar pra vocês sobre o nosso namoro. –Peter falou o mais tranqüilo que pôde.
Os outros três marotos ficaram completamente calados pelo o que pareceram os minutos mais longos da vida de Peter.
-Isso é alguma piada de mau gosto? –Sirius perguntou de repente.
Remus acertou uma cotovelada no amigo.
-Ei! –o moreno reclamou.
-Cala a boca, Sirius. –Remus bronqueou, então ele olhou para Peter –Você e a Lutter são mesmo...
-Namorados? –Peter completou –Sim, desde o Natal do quinto ano. –ele explicou calmamente.
-Epa! Pára tudo! –James falou se levantando –Vocês namoram faz quase DOIS anos e você nunca contou pra gente?
Peter engoliu em seco.
-É... –ele admitiu.
-Eu não acredito! –James falou indignado –O que aconteceu com lealdade entre amigos e a parte de contar tudo um ao outro? –ele perguntou.
Remus revirou os olhos.
-James, menos. –ele pediu –Deixem o Peter explicar, eu tenho certeza que se ele não contou pra gente ele tinha um bom motivo.
-Obrigado, Aluado. –Peter respirou aliviado –E eu tive sim um motivo pra não contar nada pra vocês antes. E eu sei que pra alguns de vocês... –ele lançou um olhar direto a Sirius –não vai parecer um motivo bom o bastante, mas para mim foi o suficiente.
-E esse motivo seria...? –Sirius encorajou, entediado.
-Ela me pediu. –Peter respondeu simplesmente.
Os outros marotos arquearam a sobrancelha simultaneamente.
-Você esta dizendo que quando vocês começaram a namorar ela pediu pra você não contar pra ninguém? –Remus perguntou.
-Sim. –Peter confirmou.
-Nem pra gente. –James pareceu checar.
-Sim. –ele confirmou de novo.
-E você aceitou. –Sirius falou cuidadoso.
-Sim. –ele confirmou mais uma vez.
-Faz sentido. –James e Remus falaram ao mesmo tempo.
-O que? –Sirius perguntou em choque –Como assim faz sentido? Ela pediu pra ele esconder alguma coisa dos amigos e ele escondeu! E vocês acham que esta tudo bem?
-Bom, eu tenho certeza que a Lutter teve os motivos dela para pedir, assim como o Peter teve os dele para aceitar... –Remus falou tranqüilo –E de qualquer jeito ele esta contando pra gente agora. –ele concluiu calmo.
-É. Eu sei como um cara pode agir que nem um mané por causa de uma garota... –James falou tranqüilo. –James falou de forma reconfortante.
-Não, James, você não sabe. O Peter deve agir como um mané, você age como um débil mental. –Sirius falou tranqüilamente.
James lançou um olhar assassino a Sirius.
-Ok, ok, crianças já chega. –Remus falou tranqüilamente como se realmente falasse com crianças.
-É, vamos ao que interessa... –Sirius falou solene –Detalhes!
-O que? –Peter perguntou confuso.
-Como assim "o que"? –James perguntou revirando os olhos –Pode começar a falar ratinho! Queremos saber como isso tudo começou e como tem sido!
Peter sorriu feliz. Ele sabia que podia contar com os amigos.
-Tem sido a coisa mais maravilhosa que já aconteceu na minha vida.
XxX
Remus ficara realmente feliz pelas noticias que tinha recebido de Peter. Era bom ver o amigo tão animado e ele sabia que Lucianne era uma ótima menina. Ela era cheia de vida e animada, o que fazia ainda mais injusto o jeito como algumas pessoas a tratavam dentro de Hogwarts...
Ele estava agora se encaminhando para a sala de monitoria, onde eles teriam a reunião semanal com todos os monitores. Era a primeira vez que ele veria Evangeline desde a festa de máscaras. Ele se sentia meio incomodado. Não sabia se levaria a idéia de Sirius adiante ou não.
Tudo bem que Evangeline era muito bonita e que ela beijava como nenhuma outra garota que ele já conhecera, mas não era como se ele gostasse dela. Quer dizer, não desse jeito pelo menos. Ta bom que ele sentia atração por ela, já tinha um tempo aliás, mas daí a gostar pra valer... Ele sequer tinha o direito de gostar de alguém. Não com a sua situação.
Quando ele chegou a sala de reunião as quatro Monitoras-Chefe já estavam ali e mais alguns monitores de outros anos também.
-Boa noite, Remus. –Lily cumprimentou sorrindo quando viu ele entrar.
-Ola Lily. –ele sorriu também –Como você está?
-Bem. E você?
-Bem. Como foi a sua festa ontem? –ele perguntou com um sorriso maroto.
-Ah não se faça de inocente, Lupin. –Lily revirou os olhos –Eu tenho certeza que a essa hora o James já contou o mico que eu paguei, ficando bêbada.
Remus riu.
-Já sim. Mas sabia que ele está muito feliz?
-Por que? –ela perguntou confusa.
-Porque isso deu a ele a chance de ficar cuidando de você a noite inteira.
Lily corou e desviou o olhar do de Remus mexendo em alguns papéis.
-E a sua noite? Como foi? –ela perguntou mudando de assunto.
Remus olhou pelo canto dos olhos e viu que Evangeline estava sentada ali ao lado. Aparentemente ela lia, mas Remus tinha certeza absoluta que ela estava prestando atenção na conversa. Ele não conseguiu resistir.
-Normal. –ele deu de ombros –Nada de realmente interessante aconteceu.
A expressão de Lily foi impagável. Ela sabia de alguma coisa.
-Nada interessante mesmo? –ela insistiu, tentando soar discreta.
Remus quase riu. Quase.
-Bom... –ele falou, sorrindo maroto –Eu acho que isso também já é mais particular... –ele acrescentou sorrindo ainda mais.
-Remus! –Lily falou rindo –Olha só, ta ficando todo saidinho...
-É, mas você tem que guardar o segredo. –ele falou falsamente sério –Afinal, meu charme ainda é ser supostamente um bom menino...
-Vamos começar a reunião! –Evangeline anunciou levantando-se de repente.
Remus foi para o seu lugar, um sorriso satisfeito pendurado em seus lábios.
XxX
A reunião durara quarenta minutos e já acabara há dez minutos quando Remus percebeu que ele estava sozinho com as quatro monitoras. Ele estivera conversando com Kassio Minch, monitor setimanista Corvinal de quem ele era amigo, e não percebera todos saindo. Só depois que o colega saíra é que ele se dera conta.
Lily, Elizabeth e Lucianne estavam arrumando os papéis que haviam ficado espalhados pela mesa, mas Evangeline estava olhando pela janela. Primeiro Remus não entendeu porque, mas depois ele viu que o olhar dela parecia desfocado e distante, como se ela estivesse vendo além do que ele via pela janela.
-Vai cair uma tempestade. –ela falou de repente.
As meninas pararam imediatamente de fazer o que estavam fazendo e viraram-se para ela. Ainda olhava hipnotizada para a janela. Então ela balançou a cabeça e olhou para as amigas.
-Esta noite. –ela completou.
-Eu vou procurar o Filch e falar para ele se preparar. –Elizabeth falou saindo da sala.
-Eu vou com você. –Lucianne falou –Hagrid provavelmente vai ficar agradecido de saber disso com antecedência.
As duas meninas saíram da sala juntas.
Remus olhou pela janela. A noite estava clara e não havia sinais de tempestade em lugar nenhum do céu.
-Você tem certeza? –ele perguntou.
-Tenho. –Evangeline respondeu simplesmente, antes de deixar a sala.
Remus olhou confuso para Lily.
-Acho bom você fechar a janela do seu quarto. –foi tudo o que a ruiva disse antes de também sair da sala.
XxX
A tempestade atingiu o castelo antes que Remus sequer chegasse a sala comunal Grifinória. Quando ele entrou em seu dormitório os ventos já castigavam com força todo o prédio da escola.
-Meu deus... Que chuva é essa? –Sirius perguntou espantado, olhando pela janela fechada do quarto –De onde veio tudo isso?
-Nem me pergunte. –James falou também olhando a chuva –Não tinha sinal nenhum de chuva no céu.
-Tem alguma coisa errada ai. –Remus falou –A Lionel sabia que ia chover.
-Sua princesa mau-humorada? –Sirius perguntou arqueando a sobrancelha –Como assim?
-Nós estávamos na sala de monitoria e de repente ela falou que ia cair uma tempestade. –Remus falou.
-Espera! –James pediu com um sorriso maroto –Vocês dois estavam fazendo o que na sala de monitoria?
Remus revirou os olhos.
-Que tal tendo uma reunião? –ele sugeriu irônico –As outras meninas também estavam la. E vocês precisavam ver a cara que elas fizeram quando a Lionel falou que ia ter uma tempestade. Todas começaram a se movimentar e a tomar providencias. Elas já sabiam que ia realmente cair uma tempestade.
James pareceu pensativo por um minuto.
-A mãe da Lionel é Jaus, não é? –ele falou de repente.
Os amigos olharam confusos para James.
-O sobrenome dela, eu digo. –James se explicou melhor –O sobrenome de solteira dela é Jaus, não é?
-Pontas... –Sirius revirou os olhos –Como você quer que a gente...
-É sim. –Remus respondeu –Madeleine Jaus.
Sirius e Peter olharam em choque para Remus.
-Como você sabe? –Peter perguntou.
-Está escrito na ficha dela como monitora. Eu li todas as fichas, eu sei o nome de um monte de gente. –Remus falou dando de ombros.
-Para que cargas d'água você precisa saber disso? –Sirius perguntou confuso.
-Nunca se sabe quando a informação pode ser necessária. –Remus deu de ombros mais uma vez.
-Eu me lembrava de uma vez ter ouvido meus pais falarem que uma das mulheres da família Jaus tinha se casado com um Lionel, eu só não sabia que essa era a família da monitora pentelha... –James falou pensativo.
-E o que isso tem a ver? –Sirius perguntou entediado.
-Os Jaus sempre foram conhecidos por supostos talentos como videntes, apesar de que pouquíssimas pessoas no mundo bruxo acreditam em adivinhação e vidência e por isso a maior parte das pessoas simplesmente achavam que eles eram charlatões. –James explicou –Mas se for verdade é uma explicação bem razoável para o que a Lionel fez.
-Faz bastante sentido. –Remus admitiu após pensar um pouco.
-Também explica porque ela odeia as aulas de Adivinhação. –Peter falou pensativo.
-Como você sabe que ela odeia as aulas de adivinhação? –Sirius perguntou arqueando a sobrancelha.
-A Lucianne adora as aulas de adivinhação. –ele explicou –E as aulas da Lufa-Lufa eram com a Corvinal no sexto ano. A Lu sempre reclamou que tinha que agüentar a Lionel reclamando por odiar as aulas.
-É bem a cara da Lionel negar um talento desse né? –Sirius falou pensativo –Preocupada com o que as pessoas pensariam ao invés de deixar rolar...
-É, é a cara dela... –Remus falou pensativo.
XxX
Uma semana passou desde a tempestade. Os estragos no castelo não haviam sido grandes, afinal aquilo era uma muralha de pedra, mas duas arvores haviam sido derrubadas e a casa de Hagrid havia sido destelhada. Mas graças ao aviso das meninas ele não estivera la durante a tempestade. E todos os estragos já haviam sido reparados.
Também durante essa uma semana Remus não olhara na direção de Evangeline uma única vez. Isso a estava deixando louca! Qual era a dele? A primeira vez que eles se beijaram ele ficou encarando-a por dias. Então beijar supostamente outra menina na festa tinha feito ele esquecer fácil assim? Ele provavelmente sequer sabia que era ela quem...
-Evangeline?
Evangeline levantou os olhos do pergaminho no qual ela não escrevera sequer uma palavra desde que chegara a biblioteca para se deparar com Kassio Minch olhando para ela.
Kassio não era exatamente um menino bonito. Pelo menos não com aquela beleza óbvia que tipos como Potter e Black tinham. Ele era bonito, se você olhasse com cuidado. Alguns de seus traços eram delicados demais para serem masculinos, mas seus olhos eram verdes como os de Lily e seus cabelos castanho claro eram ondulados e encantadores, mesmo que por vezes isso o fizesse parecer mais novo.
-Ola Kassio. –ela sorriu –Em que posso ajudá-lo?
-É rápido, eu prometo. –ele falou –Eu não queria te atrapalhar, mas eu não encontrei nenhuma das outras monitoras.
-Não tem problema. –ela sorriu mais uma vez –O que houve?
-Nós precisamos da data da próxima visita a Hogsmeade. –ele falou.
Evangeline bufou. Droga, elas tinham esquecido completamente disso.
-Eu me esqueci. –ela falou, desculpando-se –Eu vou providenciar isso o mais rápido possível. –ela completou.
Kassio sorriu para ela.
-Obrigado, Evangeline. A professora McGonagall quer a data o mais cedo possível. –ele completou, então ele pareceu examiná-la cuidadosamente –Tem um cílio caído no seu rosto. –ele informou.
-Onde? –Evangeline perguntou.
-Aqui. –Kassio esticou a mão e tocou a bochecha dela, logo mostrando o cílio caído a ela –Quer fazer um pedido? –ele propôs.
Evangeline revirou os olhos.
-Nós não estamos um pouco crescidinhos demais para esse tipo de coisa? –ela perguntou, sorrindo levemente.
-Não seja tão mau-humorada, Evangeline. –Kassio sorriu para ela, então debruçou-se sobre a mesa, ficando mais perto e oferecendo o dedo indicador para ela –Um pedido não vai matar você.
Evangeline sorriu involuntariamente e também se debruçou mais sobre a mesa, ficando bem próxima de Kassio.
-Juro que se você contar isso pra alguém eu te mato. –ela falou sorrindo.
-Entendido.
Evangeline colocou seu dedo indicador sobre o indicador dele que carregava o cílio negro e fechou os olhos.
-Faça um pedido. –Kassio cochichou, num tom de segredo que a fez sorrir.
-Eu estou pensando. –ela falou no mesmo tom sem abrir os olhos –"Eu quero que comece a nevar logo..." –ela pensou para si mesma.
Foi quando eles ouviram alguém limpar a garganta perto deles. Evangeline abriu os olhos imediatamente e se deparou com Remus Lupin ali parado, olhando para os dois com a sobrancelha arqueada.
Evangeline ajeitou-se rapidamente na cadeira.
-Lupin, posso ajudar? –ela perguntou inquieta.
-Nós temos um pequeno problema. –ele informou.
-O que aconteceu? –ela perguntou, tentado se acalmar.
-Alguém explodiu o banheiro... –ele falou –De novo. –ele concluiu num suspiro.
Evangeline revirou os olhos.
-Mais essa agora... –ela suspirou –Kassio diga a McGonagall que assim que eu resolver isso eu irei providenciar Hogsmeade. – Kassio acenou com a cabeça e saiu dali –E os banheiros?
-Bom... A Lutter já esta falando com os responsáveis, mas ela pediu pra te chamar. –Remus informou.
-OK. –Evangeline concluiu respirando fundo –Vamos la.
XxX
Quando Evangeline e Remus chegaram ao local, a frente de um banheiro masculino do terceiro andar, Lucianne já estava dando uma bronca em quatro meninos mais novos, todos usando as cores da Grifinória.
-Eu podia estar agora fazendo minhas unhas, mas nãããão. Vocês tinham que me vir com uma dessa... –ela falou irritada para eles.
Remus reparou que ela tinha as unhas de uma mão pintadas com esmalte rosa, enquanto a outra mão dela estava sem esmalte e teve que suprimir a risada.
-Lucianne. –Evangeline chamou revirando os olhos.
-De qualquer jeito... –a Lufa-Lufa falou limpando a garganta –Espero que vocês estejam realmente arrependidos. E se vocês não tiverem eu tenho certeza que dois meses de detenção com o Filch vai ser o bastante pra mudar a cabeça oca de vocês quatro!
Evangeline limpou a garganta de novo e Lucianne respirou fundo, tentando se acalmar.
-De qualquer jeito vocês são esperados na sala do professor Dumbledore. –ela completou –Sumam daqui.
Os quatro meninos saíram rapidamente.
-Aparentemente nossa presença foi desnecessária. –Remus comentou tranqüilamente –A Lutter já controlou a situação.
Lucianne virou para ele os olhos brilhando em fúria.
-A culpa é toda sua! –ela acusou.
-Minha? –ele falou totalmente confuso.
-Sua e daquele bando de amigos idiotas que você tem. –ela continuou –Quem foi que deu essa idéia brilhante para os outros alunos? Quem foi o quarteto de manés que virou lenda na escola justamente por explodir um banheiro?
Remus engoliu em seco.
-Ok, fomos nós. –ele admitiu –Mas isso foi no nosso primeiro ano! –ele protestou.
-E daí? Foi por isso que vocês ficaram famosos e agora todos esses meninos tontos acham que se fizerem a mesma coisa...
-Lucianne já chega. –Evangeline pediu entediada –Se acalma ou você vai ter um ataque.
A Lufa-Lufa respirou fundo algumas vezes e então pareceu se acalmar.
-Cadê o Peter? –ela perguntou para Remus.
-Se eu responder você vai machucar ele ou me machucar? –Remus perguntou cuidadoso.
-Nenhum do dois. –ela respondeu como se fosse óbvio.
-Cozinha. –Remus informou.
-Obrigada. –ela respondeu sorrindo, então saiu saltitando pelo corredor.
-A Lutter me dá medo as vezes. –Remus admitiu.
-Eu e a Elizabeth achamos que temperamento é relacionado a tamanho. –Evangeline falou tranqüila –Isso explicaria porque a Lily e Lucy sendo do tamanho que são se irritam tão facilmente.
-E aparentemente se acalmam mais facilmente ainda... –Remus falou pensativo.
-Na verdade só a Lucianne se acalma assim fácil. A Lily pode ficar irritada por horas.
-É nessas horas que eu tenho dó do Pontas... –Remus pensou alto.
-Você não tem que ter pena do Potter, Lupin. –Evangeline falou fria –Ele não tem nada a ver com a Lily. –ela completou antes de dar as costas para ele e sair dali.
Remus respirou fundo ou ele era capaz de fazer uma loucura. Por mais que ele se orgulhasse de seu auto-controle Evangeline era a única pessoa no mundo capaz de fazê-lo perder a calma. Por vezes ele tinha vontade de brigar com ela. Brigar mesmo. Gritar, discutir, ver se ele colocava alguma coisa na cabeça dela.
Remus sabia que o dia que ele tivesse a oportunidade essa seria a primeira coisa que ele faria. Ou talvez a segunda...
XxX
-Eu descobri uma coisa interessante.
Sirius olhou para cima de seu prato e deparou-se com James olhando para ele. Então ele olhou de um lado para o outro antes de arquear a sobrancelha.
-É comigo a conversa? –ele perguntou.
James revirou os olhos.
-Ta vendo algum outro idiota aqui que eu chamo de melhor amigo? –ele perguntou.
-O que você descobriu? –Sirius perguntou ignorando a outra parte da conversa.
-Umas coisas sobre a Ester. –James falou sentando-se diante do amigo e se servindo.
-Por que você ainda está pensando nisso? –Sirius perguntou revirando os olhos.
-Eu não estou. –James assegurou –O Clark me mandou uma carta perguntando da Ester e com ela vieram algumas coisas muito interessantes.
-Seu primo ainda está pensando nela? –Sirius perguntou em choque –Não existem outras mulheres nesse mundo não?
-Aparentemente nenhuma como ela. –James falou –E eu não estou sendo irônico.
-O que você quer dizer com isso? –Sirius perguntou um pouco mais interessado.
-Eu descobri o que ela ganhou por denunciar os pais pro Ministério.
-Eu sabia! –Sirius comemorou –Ela tinha que ter algum interesse.
-Ela ganhou a guarda do irmão caçula. –James informou.
-Hã? –Sirius ficou confuso.
-A Ester tem uma pá de irmãos. Cinco pra ser mais preciso. Dois deles foram presos no dia em que ela mandou o Ministério pra casa dos pais, uma outra irmã dela ja é casada com algum puro sangue cheio da nota ai. Também tem mais um irmão mais velho que é dos piores. O Ministério tem fixação pra por as mãos nele, mas até agora eles não conseguiram. E por fim ela tem um irmãozinho de três anos. –James contou –Ela era a caçula da família até o nascimento dele. Ela disse que se o Ministério garantisse a guarda do moleque pra ela então ela entregaria o encontro dos Comensais. –ele concluiu dando de ombros.
-Fácil assim? –Sirius perguntou em choque.
-Claro que não. –James falou revirando os olhos –O irmão e a irmã dela estão loucos da vida e fazendo o maior escarcéu para terem a guarda do pivete, mas com o Ministério do lado dela eles não têm muita chance...
-E onde o pirralho fica enquanto ela ta aqui em Hogwarts?
-Na casa da Lionel. –James falou arqueando a sobrancelha.
-Sério? –Sirius perguntou em choque.
-Sim. Eu não acho nem tão estranho... Aquela pai da Lionel é outro maluco, isso sim. Ele deve ter adorado a chance de esfregar isso na cara da família Ester.
-Esses bruxos sangues-puros são todos uns nojentos ambiciosos. –Sirius falou com desprezo cobrindo sua voz –Eles fazem tudo por prestigio.
-É, mas você tem noção que a minha mãe quis levar o moleque pra nossa casa? –James falou abismado.
Sirius riu.
-Olha a Giulia... Ta com saudade de ter um nenê? –Sirius provocou.
-Também. –James admitiu –Mas ela também não queria que ele ficasse com a família da Lionel. Ela não suporta nem o chefão nem a esposa dele... E também parece que o menino é muito bonito... Sabe como mulheres são com bebês... –ele completou revirando os olhos.
-Isso sim é uma coisa que eu não esperaria da Ester... –Sirius admitiu.
-E nem era essa a coisa interessante que eu tinha pra te contar. –James informou.
-Então o que era? –Sirius perguntou agora realmente curioso.
-A Ester, por algum motivo que eu ainda vou descobrir, tem um registro no Ministério da Magia. Mais especificamente no Departamento de Mistérios.
Sirius arregalou os olhos.
-Um registro?
-É. –James confirmou –O Clark contou que estava procurando todos os documentos dela pra ajudar na parada da guarda do moleque.
-Seu primo ta querendo fazer moral com ela assim? –Sirius zombou –Eu achei que os Potters sabiam como cuidar de uma mulher, Pontas. –ele provocou.
-Cada um joga do jeito que pode, Almofadinhas. –James falou por entre os dentes –Quer saber o restou ou não?
-Fala logo.
-Bom, ele estava reunindo os tais documentos e esse documento veio por acidente no meio. Acho que quem estava recolhendo os documentos nem viu que tinha colocado um arquivo confidencial no meio. Só que todos os documentos do Departamento de Mistério são magicamente selados e só os Inomináveis conseguem abri-los. Ele sequer sabe como aquilo foi parar na mesa dele. Só que estava escrito o nome dela e informava que era um registro, ele só não sabe de que. –James relatou.
-Eu hein... Ter registro no Departamento de Mistérios é coisa séria, hein Pontas? –Sirius falou cuidadoso.
-Pode ter certeza que é. –o moreno confirmou –Ninguém é registrado no DM só por ser. Se ela tem um registro você pode ter certeza que tem um motivo forte por trás disso.
-A questão é: qual.
Os dois ficaram em silêncio por um minuto. Foi nessa hora que Elizabeth entrou no salão, seguida de Lily.
Sirius podia não saber qual era o problema dela, mas aparentemente toda a mesa Sonserina sabia. Eles pareciam congelar cada vez que ela entrava no salão, como se eles esperassem que ela fosse atacá-los ali mesmo. Aliás ela parecia estar se encaminhando para a mesa da Grifinória com Lily agora. Sirius sabia que se eles pudessem, nesse momento os Sonserinos teriam lançado alguma Maldição Imperdoável nela.
-Ei Ester! –James chamou de repente.
Para Sirius pareceu que todo o salão parara diante da cena. Elizabeth olhou para James e apenas arqueou a sobrancelha.
-O que foi, Potter? –ela perguntou tranqüila.
-Eu tenho uma coisa pra você. –ele falou chacoalhando um envelope pardo em uma das mãos.
Elizabeth caminhou calmamente até James e pegou e envelope. Parecia que ninguém no salão respirava.
-Obrigada, Potter. –ela falou, antes de, sem sequer dar um segundo olhar ao envelope, enfiá-lo no bolso de sua capa e sair de perto deles.
-James, você me mata de vergonha. –Sirius falou balançando a cabeça.
-Eu faço o que posso. –James respondeu com um sorriso maroto.
XxX
Assim que as meninas deixaram o salão depois do jantar Lily não suportou a curiosidade.
-O que o Potter te entregou? –ela quis saber.
-Curiosa Lily? –Elizabeth provocou –Seria ciúme?
-Não. –Lily falou revirando os olhos –Eu não tenho ciúme de você com o Potter. –ela falou como se fosse óbvio.
-De onde vem essa segurança toda? –Lucianne perguntou espantada.
-Porque o Potter dá em cima de mim desde que eu entrei nessa escola. –Lily explicou tranqüila –Pra que ele ia por tudo a perder dando em cima da minha amiga?
-Olha só... –Elizabeth falou sorrindo levemente –Que madura...
-Alguém tem que ser né? –Lily falou, provocando as amigas.
-Que seja... –Evangeline falou revirando os olhos –O que o Potter te entregou?
Elizabeth tirou o envelope de seu bolso e leu o remetente.
-Ah é uma carta do primo dele. Aquele que estava comigo no dia que... Que eu saí de casa. –ela falou rapidamente.
-O tal Clark Potter? –Lucianne perguntou curiosa –Eu ouvi falar que o cara é um pedaço de mau caminho.
-Na verdade ele é o mau caminho inteiro... –Elizabeth comentou distraidamente enquanto abria o envelope.
-Ah pelo amor de Merlin, não me diga que você já pegou o menino? –Evangeline perguntou em choque.
Elizabeth revirou os olhos.
-As vezes você faz parecer que eu durmo com qualquer um, Evangeline. –ela falou impaciente –E não, eu não tive nada com ele, apesar de ele ter dado em cima de mim descaradamente.
-Ué, por que você não foi então? –Lucianne quis saber.
-Não sei. –ela deu de ombros, enquanto os olhos vagavam pela carta –Eu não estava no clima. Sabe como é, minha mãe e meus irmãos sendo presos e tal... –ela falou irônica.
-Opa... –Lucianne falou sem graça.
-Mas pelo jeito ele não desistiu né? –Lily falou indicando a carta.
-É, ele não desistiu. –ela dobrou a carta e guardou de volta no bolso –Ele disse que pensa muito em mim e que quer me ver de novo.
-Você vai responder a carta? –Lily perguntou, curiosa.
-Talvez depois, se eu me lembrar. –Elizabeth falou dando de ombros.
-Ah Elizabeth! Você não podia perder uma chance nem um bofe desses. –Lucianne protestou.
-Ele acha que eu sou um anjo, Lucianne. –ela falou tranqüila –Ele não tem idéia da verdade.
Evangeline revirou os olhos.
-Você nem é tão durona quanto você se faz, Elizabeth. –ela falou tranqüila.
Os olhos de Elizabeth fuzilaram Evangeline.
-Quer pagar pra ver? –ela ameaçou.
Evangeline não pareceu se preocupar.
-Não, obrigada. –ela falou irônica –Eu só estou falando que se você fosse tão má assim você seria uma Comensal agora, Elizabeth, não alguém que luta contra tudo isso.
-Eu não sou tão boa assim. –Elizabeth falou por entre os dentes –Se eu fosse eu não estaria na Sonserina.
Sem falar mais nada ela saiu na direção oposta das amigas.
-Depois eu que sou a maluca complicada... –Lily falou suspirando pesadamente.
-Você é a maluca complicada, Lily. –Lucianne falou tranqüila –A Elizabeth é uma psicopata complexada e a Evy é a perfeccionista esquisita.
Lily e Evangeline lançaram olhares descrentes a amiga.
-E isso faz de você o que? –Lily perguntou cruzando os braços.
-A única de nós que pensa da forma apropriada. –ela respondeu como se fosse óbvio.
-E que forma seria essa? –Evangeline desafiou.
-Com o coração. –ela falou dando uma piscadela para as amigas.
XxX
-Você não acha que esta um tanto frio demais para um começo de novembro? –Kassio perguntou enquanto olhava para o céu cinzento através da janela da sala de monitoria.
-O inverno vai chegar mais cedo esse ano. –Evangeline respondeu sem levantar os olhos da folha que preenchia.
A professora McGonagall havia pedido no dia anterior que elas definissem a data da próxima viagem a Hogsmeade. Depois de pensar bastante e não chegarem a um consenso foi uma visão de Evangeline que tomou a decisão por elas.
-Como você sabe? –Kassio perguntou curioso.
-Jornais trouxas trazem a previsão do tempo. –ela respondeu dando de ombros –Foi o que eles previram para esse ano.
-Você lê jornais trouxas? –Kassio perguntou curioso.
-Leio. -ela confirmou –Se você prestar atenção nas matérias você acha coisas que estão relacionadas ao nosso mundo também.
-Uau... Você é mesmo incrível, Evangeline. –Kassio falou sorrindo –Só você pra se preocupar com esse tipo de detalhe.
-Bom, de acordo com a Lucianne eu sou uma perfeccionista esquisita, então acho que é normal eu me preocupar com esse tipo de coisa. –ela respondeu irônica.
-A Lucianne falou isso? –Kassio riu –Nem quero imaginar do que ela chamou a Ester então...
-É, não queira. –ela falou se levantando –Eu vou levar isso para a professora McGonagall.
-Certo.
Evangeline deixou a sala e começou a caminhar pelos corredores em direção à sala da professora de Transfiguração.
-Ei Lionel!
Evangeline olhou para a pessoa que a chamou e então piscou, esperando que ele desaparecesse, mas quando ela abriu os olhos Sirius Black ainda estava ali. É, não devia ser uma ilusão.
-Posso ajudar, Black? –ela perguntou arqueando a sobrancelha.
-Viu o Aluado por ai? –ele perguntou.
-Quem? –ela falou, fingindo não entender.
-O Remus. –Sirius falou impaciente –Eu preciso falar com ele.
-Eu não sei onde o Lupin está, Black. –ela falou revirando os olhos –O que te faz pensar que eu saberia onde ele está?
-É que como ele sumiu desde manhã eu imaginei se vocês dois não poderiam estar se pegando em algum canto por ai. –Sirius falou de forma despreocupada, dando de ombros.
-O que? –Evangeline falou entre ultrajada e irritada –Posso saber do que você esta falando?
-Ah desculpa. –Sirius falou revirando os olhos –Eu não sabia que era pra ser segredo. –foi quando ele viu uma cena que chamou sua atenção. Atrás de Evangeline ele viu Elizabeth andando acompanhada de Regulus –Bom, já que vocês dois obviamente não estão se pegando e você não sabe onde ele está eu vou indo. –ele falou já se preparando para ir atrás do irmão e de Ester.
-Black, espera! –mas Sirius já tinha saído –Cara estranho... –Evangeline falou dando de ombros e voltando a fazer o seu caminho.
XxX
-Ei Remus!
Remus parou de andar e esperou Lily alcançá-lo.
-Oi Lily. –ele sorriu para a ruiva –Aconteceu alguma coisa?
-Na verdade não. –ela falou –É que o Black esta andando a escola inteira atrás de você. –ela informou.
-Hum... Eu estive na biblioteca o tempo todo, mas o Sirius aparentemente tem medo de livros. Sabe como é... Todas aquelas coisas inteligentes... Vai que elas afetam a mentalidade dele... –ele brincou com um sorriso maldoso.
-Isso porque ele é seu amigo. –Lily riu.
-Você sabe onde ele está agora?
-Não. Eu acho que ele tinha dito que ia te procurar na sala dos monitores. –a ruiva deu de ombros.
-Bom, eventualmente ele me acha. –Remus deu de ombros.
-Você tem certeza que vocês são amigos? –Lily perguntou irônica.
Remus pareceu pensar por um minuto.
-Acho que sim. –ele respondeu por fim, fazendo a ruiva rir de novo.
Então Lily calou-se e pareceu estranhamente acanhada.
-Aconteceu alguma coisa, Lily? –Remus perguntou, percebendo a mudança da ruiva.
-Remus... –ela começou com cuidado –Você e seus amigos... Vocês contam tudo um para o outro né?
-É. Provavelmente do mesmo jeito que você e as suas amigas. –ele falou, tentando soar confortador. Ela provavelmente queria chegar a algum lugar com aquela pergunta e parecia estar com problemas nisso.
-Então o Potter... Ele contou para vocês que eu beijei ele na festa de máscaras. –ela falou, coma voz apenas num volume suficiente para Remus ouvir.
Remus imaginou que seu queixo devia ter desabado. Ele não sabia o que Lily ia falar, mas essa com certeza era a última coisa que ele esperava.
-O que? –ele perguntou em choque.
-Você não sabia? –a ruiva pareceu alarmada.
-Não, não, eu sabia! –ele se apressou em explicar –Mas eu achei... Achei que você não sabia, ou não lembrava!
-Eu não lembro de tudo o que aconteceu naquela noite. –Lily admitiu –Quando eu acordei na manhã seguinte eu me lembrei de um beijo, mas parecia tão surreal que eu achei que tinha sido um sonho, mesmo porque a memória não era muito clara e eu sabia que eu tinha beijado o Potter, apesar de que eu ainda não tenho certeza o que a gente estava conversando antes disso que me levou a fazer isso... –ela admitiu extremamente corada.
-E como agora você teve certeza do que aconteceu?
-Depois de uns dias a memória começou a voltar mais clara, até que eu tive certeza que não tinha sido um sonho. –ela explicou.
-E por que só agora você está me perguntando sobre isso? –Remus perguntou confuso.
-Bom, eu tive que reunir coragem por um lado. –ela falou dando um sorriso sem graça –E também porque... É que eu realmente achei que o Potter ia ser mais persistente agora, que ele ia aproveitar a primeira oportunidade que tivesse pra jogar isso na minha cara, mas ele não falou nada.
-E você esta decepcionada? –Remus perguntou arqueando a sobrancelha de forma divertida.
-NÃO! –Lily falou rápido demais para depois se acalmar –Não. –ela respirou fundo.
-Lily... –Remus falou muito gentilmente –O James idolatra o chão que você pisa. Ele te ama de verdade, não importa que você, ou alguém... –ele falou um pouco irônico a última parte –esteja tentando convencer o mundo do contrário. Ele sabia que você não estava bem naquele dia e foi justamente por isso que ele te afastou e não deixou você continuar beijando ele.
-O Potter fez isso? –Lily perguntou em choque.
-Fez. –Remus falou com um sorriso gentil –Apesar de você não ter idéia do quanto difícil pra ele foi. –ele deu uma risadinha –Ele não queria que você se arrependesse depois e também não queria se aproveitar da situação. Ele gosta muito de você. –Remus reforçou.
Lily ficou calada por um minuto.
-No que você esta pensando? –Remus quis saber.
-Nada... –ela falou mais para si mesma –Obrigada, Remus.
-Ei, onde você vai? –ele perguntou.
-Eu preciso pensar um pouco. –ela falou dando de ombros –A gente se vê por ai.
Remus sorriu ao ver a ruiva se afastar. Será que finalmente as coisas iriam dar certo pro amigo?
XxX
Sirius queria se chutar. Até agora ele não entedia porque cargas d'água ele tinha seguido seu irmão e Elizabeth. Mas assim que ele viu os dois andando juntos sua curiosidade foi muito maior e quando ele percebeu já estava seguindo os dois.
Elizabeth e Regulus andaram lado a lado, mas em silêncio, até entrarem em uma das salas de aula. Sirius ficou parado a porta, esperando que fosse o suficiente para ouvir a conversa deles.
-Aconteceu alguma coisa, Regulus? –Elizabeth perguntou tranqüila.
-Eles tomaram uma decisão. –Regulus informou.
Elizabeth bufou entediada.
-Eu não poderia me importar menos pelas coisas que eles se decidem. –ela falou.
-Eles vão matar você.
Elizabeth riu seca.
-Dentro de Hogwarts? –ela perguntou sarcástica. Sirius não ouviu a resposta de Remus, que provavelmente havia sido apenas um aceno de cabeça, mas logo a garota falou de novo –Eu já falei que eles podem vir, Regulus. Eu não ligo.
-Mas eu ligo!
A voz de Regulus foi tão sofrida que obrigou Sirius a se arriscar olhar para dentro da sala. Ele só rezava para que nenhum dos dois percebesse ele ali.
Regulus estava a poucos passos de Elizabeth e parecia extremamente abalado, enquanto ela estava tranqüilamente encostada contra uma mesa. Nem parecia que ele tinha acabado de dizer que alguém queria matá-la.
-Regulus... –ela suspirou –Por que você foi entrar nisso? Você sabia que isso ia acontecer e que você não ia agüentar.
-Eu não imaginei que viria tão cedo. –ele admitiu –Não imaginei que eu teria que saber assim.
Elizabeth deu um passo para frente, ficando ainda mais próxima ao garoto. Ela estendeu a mão e tocou o rosto do menino num jeito que mesmo estando longe de ser um carinho meloso ainda parecia doce demais vindo dela.
-Você é um menino de ouro, Regulus. –ela falou, olhando nos olhos dele –Não deixe nunca que alguém te convença do contrário.
O queixo de Sirius desabou. Regulus? Um menino de ouro? O que essa menina andava fumando?
Regulus tocou suavemente a mão de Elizabeth que tocava seu rosto.
-E você é maravilhosa. Pare de tentar convencer o mundo do contrário. –ele falou sorrindo levemente.
Elizabeth revirou os olhos.
-Eu não sou maravilhosa. Pelo menos não tanto quanto vocês querem acreditar.
-É o bastante para estar dentro de mim. –Regulus falou suavemente.
-Você andou ouvindo Frank Sinatra, Regulus? –ela provocou.
-Quem? –Regulus perguntou confuso.
-Esse cantor trouxa chamado Frank Sinatra tem uma música que se chama "I've got you under my skin". –Elizabeth explicou –Eu tenho você embaixo da minha pele...
-Essa deve ser a minha música. –Regulus sorriu suavemente –Porque eu tenho você embaixo da minha pele.
-Bom, então você é tão bobo quanto o cantor dessa música. –ela falou revirando os olhos.
Regulus riu suavemente.
-Você não é nada romântica, Elizabeth.
-E você é mais do que deveria. –ela falou tranqüila –Você acha que gosta de mim, Regulus, mas na verdade só está confundindo sentimentos. Você só se sente assim porque eu fui especial de algum jeito pra você.
Aquela indireta devia ter sido o bastante para Sirius entender o que ela estava insinuando, mas ele realmente quis ignorar o que ela estava querendo dizer, mas não adiantou muito.
-Bom, eles dizem que a virgindade é uma porta na nossa vida. –Regulus deu de ombros –Eu gostei de atravessar essa porta e ver você do outro lado.
Elizabeth riu suavemente.
-Sempre tão doce... Arrume uma namorada, Regulus. Se divirta um pouco. –ela deu de ombros –Assim você me esquece mais rápido.
-E se eu não quiser te esquecer? –Regulus perguntou tristemente.
-Então você vai ter que se conformar com sofrer meu caro... –ela disse friamente, dando de ombros antes de se dirigir para a porta.
Sirius percebeu que ela ia deixar a sala e saiu rapidamente da porta, se escondendo dentro da sala ao lado.
Isso era o que poderia ser chamado de ter informação demais! Agora ele ia ter pesadelos pelo resto da vida! Por merlin! O que Regulus tinha na cabeça pra se apaixonar por uma mulher louca e fria como aquela? Aliás ele e o resto dos homens malucos que ficavam atrás dela. Como ela conseguia fazer todos esses caras ficarem de quatro por ela ele nunca entenderia.
Mas agora havia coisas mais sérias a pensar, porque se ele tivesse entendido bem a conversa havia um grupo de malucos, possivelmente Comensais da Morte que pretendiam matar uma pessoa dentro de Hogwarts.
Ele desejava a Merlin que ele estivesse errado, mas se fosse isso mesmo alguém precisava fazer alguma coisa. E logo.
XxX
-É, você realmente é louca. –Lucianne falou balançando a cabeça –Que surto te deu agora?
Lily balançou a cabeça e se afundou mais na confortável poltrona da sala comunal dos dormitórios de monitores chefes.
As quatro amigas continuavam a não usarem o dormitório para nada mais do que conversas e tardes de estudo, mas cada dia mais elas se sentiam atraídas pelo lugar.
-O Potter... –ela falou baixinho, antes de colocar mais uma colher do sorvete na boca.
-Voltou a ser Potter? –Lucianne arqueou a sobrancelha –Não era James até algumas horas atrás.
-Não me enche. –Lily respondeu mau-humorada –Eu estou passando por uma crise.
-Me conta uma novidade... –Lucianne falou irônica –Ok, ok... –ela se corrigiu ao ver o olhar que Lily lhe lançava –Dá pra você me explicar direito o que esta acontecendo?
-Eu beijei o Potter na noite do dia das bruxas! Mas eu estava bêbada e esqueci!
-VOCÊ O QUE? –Lucianne perguntou chocada.
-Ah nem pergunte. –a ruiva resmungou –E eu não vou te contar nada até as outras meninas chegarem, ou eu vou ter que me repetir...
-Ah Merlin, espero que elas cheguem logo, porque eu não vou agüentar de curiosidade...
XxX
-Pontas! Pontas!
-Calma Lessie! –James falou se espreguiçando tranqüilamente –O que aconteceu?
-Não é hora para isso, James. –Sirius falou sério, dando um tapa na cabeça do amigo –Aconteceu algo realmente sério.
-O que? –James perguntou já mais sério.
-Eu acho que tem um grupo de Comensais da Morte aqui na escola e eles estão a ponto de matar um aluno. –Sirius falou de uma vez só.
James ficou um minuto em silêncio...
-O QUE?
-Ok, calma la viadinho!
-Calma o escambau Sirius! Da pra você explicar direito que história louca é essa?
-É que eu ouvi uma conversa do infeliz do meu irmão com a esquisita da Ester...
-Espera ai... –James falou com um sorriso divertido –Você andou bisbilhotando as conversas da Ester?
-Não é nada disso. –na verdade era isso mesmo, mas ele morreria antes de admitir –Eu estava passando por acaso e ouvi... A questão não é essa! A questão é que o Regulus falou pra Ester que tem um pessoalzinho querendo matá-la! E eu não acho que isso seja mentira.
James pareceu refletir por um minuto.
-Eu não acho impossivel. –ele admitiu –Ela entregou legal a turma das trevas. Eu estaria puto da vida se fosse um deles.
-Mas matar alguém James? Dentro de Hogwarts? –Sirius insistiu –Eles seriam tão extremistas assim por causa de uma traição? Eu acho que tem mais nessa história do que nós estamos vendo. Eu acho, que por algum motivo ainda não claro, eles têm muito medo da Ester, e é por isso que eles vão matá-la.
-Sabe, eu acho que você tem razão. –James falou pensativo –Se eles sabem mais do que a gente sabe sobre a Ester pode ser que eles saibam o que seria que a faz ter um registro no DM.
-O que a gente faz?
-Nós ficamos de olhos. –James falou, tentando soar razoável –Não vamos contar nem ao Remus, nem ao Peter. Vamos usar o Mapa do Maroto para ficar de olho e ver no que dá...
-Você acha que é o bastante? –Sirius perguntou preocupado.
-Eu não tenho certeza. Eu estou na verdade esperando que eles vejam o quanto idiota é a idéia e desistam dela...
É, Sirius também esperava isso...
XxX
-Ah meu deus... –Evangeline falou em choque.
-Bom, eu sabia que isso ia acabar acontecendo. –Elizabeth falou tranqüila –Mas tinha que ser bêbada, Lily?
-Elizabeth, você não esta ajudando. –Lily falou por entre os dentes.
-Lily, fala sério. Esquecendo toda a parte de que o Potter é um mega partido que te persegue só faz seis anos, quanto tempo faz que você não sai com ninguém? –Elizabeth perguntou séria.
Assim que Elizabeth e Evangeline entraram pelo retrato que levava a sala do dormitório Lucianne puxou as duas para o sofá e obrigou Lily a contar o mais rápido possível (mas sem deixar de fora um único detalhe) o que acontecera no Halloween.
-O que isso tem a ver, Elizabeth? –Evangeline perguntou revirando os olhos.
-Bom, tem a ver que vocês ficam tempo demais sem ficar com ninguém e depois fazem esse tipo de besteira. Beijar bêbada um idiota... –ela lançou um olhar para Lily –Ou beijar um monitor... Duas vezes. –ela acrescentou irônica olhando para Evangeline.
Evangeline fuzilou a amiga com o olhar.
-Você sugere o que então? –Lily falou irônica –Que eu também saia com qualquer cara disponível no próximo baile de máscaras?
-Se você quiser... –Elizabeth deu de ombros indiferente –Eu estava mais pensando em você largar de frescura e ficar logo com o Potter.
-Eu não tenho tempo para perder com namoricos. –Lily falou como se fosse óbvio –Muito menos tempo para perder com o Potter.
-Mas Lily, agora você vai ter que dar o braço a torcer, meu anjo. –Lucianne falou, com fingida paciência –O cara podia muito bem ter se aproveitado de você e não se aproveitou! Ele gosta mesmo de você.
-Isso não muda nada! –Lily insistiu teimosa.
-Ah que seja. –Elizabeth falou impaciente –Eu não to nem ai se você vai ficar ou não com o Potter, porque eu não entrei nesse bolão.
-Esse bolão ainda existe? –Evangeline perguntou curiosa.
-Claro que existe. –Lucianne falou como se fosse óbvio –Ainda tem o pessoal que apostou que eles se acertavam no último ano, na última noite e quem apostou que eles saíam de Hogwarts separados.
Lily revirou os olhos.
-Isso é um absurdo. Ficarem apostando na minha vida particular. –ela reclamou.
-Ah mas quem acertar agora vai ganhar muita grana, sabia? –Lucianne falou animada.
-Esse negócio ta mega acumulado, eu ouvi falar. –Evangeline palpitou.
-Pior que ta...
-Ah já chega! –Lily reclamou –Não quero saber desse bolão inútil. Eu quero saber o que eu faço com o Potter agora.
-Acho que você já sabe a resposta, queridinha. Ou você precisa de mais umas doses de whisky de fogo pra entender? –Lucianne provocou.
-Ah me erra. –a ruiva resmungou antes de afundar-se na poltrona.
As amigas trocaram olhares em silêncio. Quando elas achavam que tudo ia melhorar... Aparecia trabalho em dobro pela frente.
XxX
Remus olhou em volta em toda a sala comunal, antes de localizar Sirius e James debruçados sobre um pedaço de pergaminho velho. O Mapa do Maroto muito provavelmente.
-Você estava me procurando, Sirius? –Remus perguntou se aproximando e sentando-se ao lado dos amigos.
-Ah estava. –Sirius falou levantando o olho do mapa –Eu só queria saber se está tudo certo para daqui a duas noites.
A lua-cheia... Remus odiava pensar nisso.
-Está sim. A professora McGonagall também já veio falar comigo sobre isso. –Remus falou desanimado –E eu já deixei uma troca de roupas la na Casa dos Gritos.
-Bom. –James falou de forma distraída –Agora é só esperar mais uns dias... Você esta bem, Remus?
Remus suspirou.
-Tanto quanto eu poderia nessa situação. –o amigo falou com um sorriso fraco.
-Cuidado então para não se encontrar com a Lionel. –Sirius provocou –Vai que você resolve se consolar com ela, daí já viu...
-Sirius, eu não sei do que você esta falando. –Remus afirmou tranqüilo.
-Bom, do jeito que ela corou quando eu sugeri que vocês podiam estar juntos ela parece saber do que eu estou falando. –o moreno provocou, com um sorriso maldoso.
-Como assim? –Remus perguntou curioso.
Sirius contou a Remus o que tinha acontecido mais cedo no corredor quando ele se encontrar com Evangeline.
-Sirius você não presta! –Remus falou rindo.
-Como assim? –Sirius falou com falso ultraje –Você que agarra a menina pelos corredores e eu que não presto? Ah nem vem lobinho...
-Cara, ela deve estar louca da vida. –Remus pensou alto –Quero ver o que eu vou fazer quando ver ela de novo.
-Ah finge que você nem sabe de nada. –Sirius de ombros –É a política dela pelo jeito...
-É, eu sei. –Remus pareceu pensativo –Deixa comigo. Eu já sei o que fazer.
-E isso seria...? –James perguntou curioso.
-Segredo. Assim que eu tiver a chance de por em prática vocês vão ver. –ele falou com um sorriso maroto que certamente indicava problemas. Para alguém...
XxX
N/A: Agora começa a esquentar!!!
Reviews?
B-jão
