É demorei, eu sei, Mel má muito má (diz a autora batendo na cabeça com um abajur.).Mas compensa, o clima esquenta... E Draco tirando a máscara... ops, I did it again... eu não consegui parar com os comentários.


Miss Sonserina.

Dor e Prazer.

No capítulo anterior.

"Se me lembro o trabalho era sobre os principais métodos de identificar venenos por meio de seus ingredientes básicos." Disse Draco.

"É claro..." ´Vamos ver que veneno eu uso que cause sufocamento antes da morte...'

Olhou a mão direita e sorriu de leve para Bullstrode que ainda se entretinha em passar um esmalte mágico na sua outra mão... isso em retribuição ao seu grande favor de ter repassado sua redação de DCAT.

Isso era sonserina, e sabe, não era tão ruim... era pacífico a seu modo. Claro, havia muito de intriga, mas não era o ninho de cobras que imaginava... por exemplo, no segundo ano havia achado estranho alguém como Malfoy se apoderar de um bem alheio... e viu isso de novo certa noite, havia um pequeno peso de papéis verde-jade sobre o sofá, onde Draco ia sentar-se acompanhando Crabbe e Goyle, Malfoy o olhou e colocou-o no bolso sem cerimônia alguma.(1)

Chegou a esquecer-se disso decorando alguns padrões de decantação de essências, afinal sua parceira de poções Catherine, era uma vadia de primeira(2)e não queria dar motivos para mais nenhuma detenção com seu amado tio, que até se surpreendeu quando um dos meninos do segundo ano quase virou a sala desesperado pelo objeto, que na verdade era um porta bico-de-pena seja lá o que aquilo fosse. Em resumo, Draco esperou até o outro sentar e olhar desolado para a lareira apagada... só então estendeu o objeto.

O que se seguiu foi o maior sermão sobre responsabilidade, oportunidade para magia negra e chantagem por favores que já tinha visto. Quer dizer, se fizessem aquilo com Neville... talvez ele nunca mais esquecesse nada.(3)

Era bom saber que objetos pessoais podiam ser usados em magia negra... sempre achara que magia vodoo era coisa de filme trouxa...

Era fácil ser inteligente na sonserina, astúcia era a melhor moeda de troca... não era um cuidando da vida do outro, mas... se precisa de algo, procure quem sabe, e faça um favor a essa pessoa depois...e, ah, claro, tente levar uma vantagem... era incrível perceber que apesar de tudo... Crabbe e Goyle pensavam... nunca mais iria substimá-los. Claro que não era coisa pra se temer...

Na verdade passado algum tempo, se via, não em casa, mas comodamente instalada na sonserina...

Agora Bullstrode olhava criticamente para suas unhas.

"Você tem uma mão tão pequenininha..."

Engraçado é que achava que ninguém estava reparando.

"Você não viu os pézinhos dela..." Gritou Lina escandalosamente puxando seu pé, fazendo-a cair numa posição ingrata na cama.

"Raven... quem diria... é vermelha!"(4)

'As francesas são todas taradas!' Pensou soltando um grito enquanto puxava a saia.

"Hum... ficou vermelhinha... Até parece virgem!" disse Catherine.

"O que tem de errado nisso?" resmungou, ainda lembrava das caras abobadas de Hermione e Gina pra sua bunda!

O silêncio caiu no dormitório das sextanistas da sonserina... então sentiu-se corar um pouco mais.

Foi Bullstrode que se inclinou na sua direção.

"Isso não é de verdade é? Você não é nem um pouco de se jogar fora..."

'Tô começando a pensar que Mila deveria ter nascido homem...' (5)

"Em que momento cresceu uma segunda cabeça no meu ombro!" disse ferinamente se pondo de pé ajeitando a saia.

"Qual é Ren..." Pansy que olhava criticamente um artigo daquele semanário das bruxas imbecil que ela cultuava como se fosse um oráculo divino,e disse sorrindo. "Fale a verdade..."

Passou instintivamente os dedos pela cicatriz que ninguém podia ver em sua mão 'Não devo contar mentiras' disfarçada pelo mesmo Glamour que sua cicatriz mais famosa.

"Isso não lhes interessa..."

"Ah!" Lina exclamou segurando seu braço." É sérrio? Vamos arranjar alguém parra rresolver seu prroblema! AGORRA!" (6)

"QUÊ!" Exclamou abobalhada.

"Hum... sabe tem um carinha gracinha na corvinal... qual o nome dele? Corner... perguntou de você..."

"Miguel Corner! Nem morto!" (7)Exclamou indignada.

"Tem razão... ele é duas estrelas..." Disse Pansy.

Lina a olhou longamente. Pansy deu de ombros.

"Hum... sinceramente..."Disse Catherine "Material não falta..."

'Vadia...' Pensou até sentir que Bullstrode lhe havia colocado sentada novamente na cama.

"Quero saber quem disse que eu tenho um problema?"

"Se você é virgem aos dezesseis... tem um problema sim!" disse Catherine (9)

"Ah... tem um... na grifinória que é bem interessante..." Sorriu Emanuelle.

'Essa eu quero ver...'

"Fofinho..." ronronou a sonserina.

Bullstrode e Parkinson olhavam-na do mesmo modo reprovador que os elfos da cozinha do colégio olhavam Dobby quando ele defendia sua liberdade.

"QUEM!" Perguntou Catherine.

Então a garota, a mais calada das sonserinas olhou em volta como se desse conta da gafe, mas disse com uma certa coragem cínica.

"Longbotton..."

Pansy e Emília apenas rolaram os olhos.

"duas e meia..."

"Ele não é pobre..." disse a sonserina. "merecia uma promoção para quatro..."

'Se eu contar que Neville tem uma fã na sonserina... esquece... ninguém vai acreditar.'(9)

"Vocês podem me contar o que é essa promoção por estrelinhas?" Perguntou Catherine.

"Isso parrece ser interressante."

Pansy, Mila, Emanuelle e mais duas outras sonserinas "originais" se olharam e desafinaram animadamente os versinho ensaiados. Cujas palavras saíam da ponta da varinha de uma sétimanista e brilhavam no ar.

"Para eles há uma classificação...

Garota, tenha muito cuidado de escolher a certa graduação:

Uma estrela, azaração...

Duas estrelas, criancinha...

Três estrelas, pobretão...

Quatro estrelas,uma gracinha...

cinco estrelas... que tesão!" (10)

Enquanto meio quarto ria, Raven ficou olhando de modo no mínimo abestado.

Era isso que as garotas pensavam ao... escolher? Na sonserina?

Pansy sorriu e mostrou dedo a dedo o que significava o que tinha ouvido...

"Um... é feio, dois é muito moleque, três é pobre, quatro é aceitável... mas cinco..."

"Perfeiçon" Disse Lina sorrindo.

"Oh, sim..."disse sem se controlar "e vocês acretitam mesmo que exista garoto perfeito..."não tinha menor idéia de onde vinha sua revolta...

"Draco!"A resposta veio em coro seguido de risadinhas e comentários indecentes.

'Diabos!'

"Bem que dizem que a unanimidade é burra..."(11)

E deixou o quarto, seguido de um "hum..." generalizado.


'Me diz se existe coisa mais idiota, burra e ignorante que ficar pensando...'

Ouch. Sentiu o impacto ao entrar no corredor dos monitores, se desequilibrou e sentiu uma pegada forte por suas costas.

"Cuidado... última coisa que iríamos querer é seu corpinho caído no fim da escada..."Disse Zabini.

Ergueu uma sobrancelha e empurrou devagar o braço de seu corpo.

"Duvido muito que fosse uma queda fatal Zabini."


Por um segundo Draco se perguntou como Zabini tinha parado na sonserina se era capaz de passar uma cantada tão ruim quanto aquela...(12) então percebeu que a garota olhou ambos e se desvencilhou de Blaise.

"Com licença"

Raven estava descalça e sem as vestes negras... Draco nunca tinha visto uma garota descalça na sonserina... nunca... ela andava graciosamente... como uma ninfa.

"Hum... vamos falar a verdade... Raven tem um belo traseiro..."

Draco encarou o outro que definitivamente devorou a garota com os olhos de modo torpe até ela fechar a porta.

"É o auge da sua percepção." Disse de modo frio.

"Oh... será que estou incomodando?" disse o outro maldoso.

"Com certeza ela ficou incomodada, agora não seria mais prudente não incomodar da sobrinha do diretor da nossa casa?"

"Hum... estamos, interessados mesmo não?"

"Ao contrário de você Blaise, eu tenho encontros regulares com Snape." Disse o olhando de modo frio.

"Oh, entendi, entendi..." Sorriu o outro deboxado saindo do corredor.


Foi estranho, pensou entrando no quarto e sentando-se... ficara tão irritado á toa.

Olhou a tapeçaria com o unicórnio, que havia na parede da porta... o animal bebia agora no pequeno lago naquele anoitecer e havia fadinhas voando brilhantes.

O unicórnio pareceu lhe encarar.

Que saudade...

Saudade de falar com Hagrid... mas como sonserina não podia, e como ele não sabia quem era, acharam melhor não contar para ele, não podia compartilhar das conversas que ele tinha com Rony e Hermione.

Que saudade...

Faltava tanto tempo...

Puxou os pés para cima e encostou a cabeça na poltrona, olhos vidrados na tapeçaria.

O unicórnio galopou para fora dela deixando um enorme vazio com brilho de fadinhas...

Sim, sentia um enorme vazio de saudade.

Então sentiu um adorável arrepio, nunca tinha sentido algo assim, mas se forçou a olhar para cima.

"Estava tão concentrada..." Ele sorriu. "Que eu poderia ter cortado sua garganta... e você nem perceberia."disse a voz arrastada.

"Não... você usaria um Avada... muito mais elegante e sem a sujeira do sangue." disse encarando os olhos azuis prateados.

"Mas o vermelho cairia bem na sua pele branca..." disse ele baixo.

Só então percebeu que Malfoy estivera acariciando seus cabelos, e descera a mão até sua nuca.

Nunca sentira tal vulnerabilidade... nem aquele estranho arrepio que parecia ter vindo lá de dentro, no fundo da barriga.

"O que diabos está fazendo nesse quarto Malfoy?" disse se endireitando no sofá fazendo a mão do sonserino pender no vazio.

Draco soltou um suspiro afetado e com um trejeito de varinha convocou um pufe onde sentou ao seu lado, cotovelos no braço do sofá e queixo apoiado na mão. Tinha que admitir que tinha sido uma magia perfeita...

"Você parecia aborrecida... porque está aborrecida Raven?"

"O que lhe interessa Malfoy?"

"Draco..."

"Como?"

"Me chame de Draco... por favor?"(13)

"Porque acha que estou aborrecida Draco Malfoy?"

"Só Draco... parece que estamos numa aula..."

"Agora você está me aborrecendo..."

"Mil Perdões... embora eu ache que pessoas não sorriem assim quando aborrecidas..." Ele disse abrindo um belo sorriso.

E tinha que admitir que quando ele começou a lhe importunar, acabou sorrindo... aquilo era tão natural, como se sua velha vida estivesse de volta... aborrecer-se com Malfoy...

"Oras..." Murmurou desviando o olhar.

"Eu realmente gostaria de saber porque está aborrecida..."

Suspirou e o encarou, Porque Draco tinha que parecer um completo inocente quando queria? Dissimulado dos infernos!

"Só estou com saudade de casa..."

"Ah... entendi." Disse o sonserino." Entendi..."

Foi como se o céu nublasse, o brilho dos olhos prateados sumiu, deixando-os um azul profundo... chumbo.

"er...Draco?"

"Saudade é uma merda mesmo."Disse ele desviando o olhar para a tapeçaria.

OOOAAAA! Parem o mundo porque Draco Malfoy falou um palavrão... e de forma espontânea.

Então ele lhe encarou profundamente.

"Você sente falta de seus pais?"

Ele não sabia da verdade, não sabia como essa pergunta machucava... afinal nunca os conhecera... mas Raven tinha pais...

"Sim... muita."

"É..." Draco suspirou e afastou seu cabelo do rosto. " Pais são importantes, por mais que nos irritemos com eles... mas eles não precisam saber disso não é?"

Houve uma tentativa de sorriso.

"Você também sente falta..." Murmurou em súbita revelação e se conteve.

"Engraçado não é?" Draco disse como se não houvesse importância.

O Silêncio se tornou incomodo... ambos pensando, Draco perdido realmente em pensamentos, Raven... perdida na expressão do outro.

"Seu pai..." Perguntou "Está preso... você...tem notícias?"

"Poucas..." Draco disse baixo. "Bom... é óbvio que não permitiriam que o visitássemos..." Draco se levantou.

"Aonde vai? Ah, desculpe se fui enxerida..."

Agora era a vez de Draco se surpreender... ninguém nunca pediria desculpas por isso na sonserina.

"Raven... você é estranha..."

"Porquê?"

"Esqueça... esqueça..." Disse indo para a porta.

"Draco..."

Ele se virou.

"Se quiser... conversar... com uma amiga..."

Draco deu um leve sorriso e disse olhando o quarto.

"Raven... não leve nada á sério... envelhece."


Draco saiu com as mãos nos bolsos... quem diria que um dia sairia assim do quarto de uma garota... Raven tinha um estranho poder...

Não recebera nenhuma notícia de seu pai, pensou fechando a porta de seu quarto... mesmo que sua mãe as tivesse, não passaria a ele, achava perigoso.

Sentou-se em sua poltrona, fechou os olhos afastando a franja comprida...

Gostaria de fingir que a melancolia que sentia era saudade...

Não era como se fosse.

Não sentia exatamente falta... Lúcio nunca fora um pai negligente, mas também não era amoroso.

Talvez fosse mesmo uma dor de ego.

Doesse só pela aparência arranhada.

Duas mãos pequenas apertaram seus ombros.

"Você vai envelhecer... nem fechou a porta..."

"O que foi Raven?"

Ela suspirara, então foi a vez dela conjurar um pufe, de veludo verde, onde sentou-se o encarando.

"Porque... não desabafa comigo?"

"Desabafar? Com você?"

"Dizem que as garotas gostam de ouvir..."

"Dizem também que são fofoqueiras..."

"É, algumas realmente são..."

Ele esperava que ela tivesse ficado furiosa, perguntado se ele a achava fofoqueira, podia-se contar com Raven para ser imprevisível... na verdade deveria saber que ela ficava furiosa com as coisas mais banais.

"Posso ter a doce ilusão de que você está interessada em mim?" perguntou pegando a pequena mão e dando um leve beijo.

"Mas eu estou interessada em você..." Ela disse com calma. "Como amiga."

Manipuladora de frases... pensou estreitando os olhos para a garota.

"Me diga Draco... o que houve..."

"Não vale a pena Raven... não quer fazer algo melhor?" disse com um tom cheio de quintas intenções.

"Solte minha mão, Malfoy."

"Raven..."

"Estou falando sério."

"Certo mulher má, só não me bata."

Observou-a parar de boca aberta... Então sorrir. Então, começar a rir.

"O que há de tão engraçado, mulher má?"

"Você consegue ser... idiota."

"Você é muito sensível... eu só sugerir uma partida..."

"xadrez?"

"Cartas... você joga cartas?"

"Nunca joguei..." Disse vendo-o puxar uma pequena mesa com um aceno de varinha e convocar uma pequena caixa.

"Vamos jogar strip Poker..."

"Malfoy, eu nunca joguei mais sei o que significa..."

"E não é um jogo interessante?"

"Nem pense."

"Então... joga 21?"

"Esse eu conheço..."

"Draco..." Disse com um doce sorriso.

"Certo... mas eu embaralho essas cartas..."

"É claro... mulher má que não confia em mim..."

E Draco passou chamá-la de mulher má.

E Raven voltou a chama-lo de Draco.


Isso incomodava dois grifinórios, não era o fato de seu amigo...a... estar longe... nem na sonserina.

"O deprimente é vê-lo pendurada no MALFOY!" disse Rony entre os dentes em uma insossa aula de história. "Tá certo que a doninha albina não desgruda, mas ele nem faz cara de infeliz mais... quer dizer... Mione. Cê tá me entendendo?

Hermione Granger já tinha mandado algumas corujas e recebia respostas vagas, e na última, que nem mostrara para Rony porque não estava com cabeça para revoluções, Harry escrevera.

"Vocês estão fazendo um escândalo á toa... eu tenho que ficar aqui, porque eu deveria ficar em pé de guerra com Draco?

Dividimos lições de Adivinhação e Herbologia... não posso evitar.

Além do mais, ele me ensinou a jogar Poker... e é divertido.

Não há o que se preocupar.

Com saudades. HP."

O problema foi... Draco Malfoy ensinando gratuitamente algo a alguém? Que não fosse alguma maldade para Crabbe e Goyle?

E o pior... DRACO? Desde quando Harry se referia a Malfoy como Draco?

Hermione nem sabia do pior...


"Raven, você está uma desgraça!" Exclamou Lina quando ela entrou.

Apenas grunhiu e foi direto para o quarto tomar um banho... pegar detenção com a professora Sprout... por culpa do Draco!

Estavam tratando de papoulas rendadas (cujo veneno nos espinhos causa paralisia e alucinações e por isso é um ingrediente comum em poções.) Quando Draco achou engraçado fazer um comentário a Zabini.

Zabini que estava do seu outro lado, e como era irritante te-lo sempre por perto, ele e Draco seus dois guarda-lados.(14)

Bom, Draco se debruçara na sua frente... Zabini se aproximou...

Não viu com bons olhos quando meia estufa parou para olhar...

"O que vocês dois pensam que estão fazendo?" Sibilou.

"Nada..." Draco disse num suave tom falsamente inocente.

"Não se preocupe... não é sobre você querida..." Disse Zabine lhe segurando pela cintura.

Bom, aí a coisa saiu de controle. Sprout já estava chamando atenção de Zabini, Draco que fizera uma expressão estranha também chamara atenção de Zabini, que num ato de rebeldia infantil a abraçou.

E recebeu uma vasada na cabeça.

Sprout ficou furiosa, e quando Draco deu uma resposta no mínimo fria e arrogante em defesa dela... bom.

Ganharam uma detenção.

Os três.

A sonserina perdeu dez pontos.

Cada um.

E Severo os chamou.

E deu outra detenção para o dia seguinte.

Que merda...

O fato é que tinha bosta de dragão nos cabelos porque uma detenção com dois caras imaturos dá nisso, estavam adubando a estufa três... quer dizer, aquela planta vermelha com espinhos da estufa três, quando Draco e Blásio resolveram discutir por motivo ignorado(15)... como estava fazendo a sua parte o mais longe deles, 'Putz, caras conseguiam mesmo ser babacas ás vezes' (16), nos segundos em que se distraíra algo simplesmente caiu fedido e gosmento no seu cabelo.

Perdeu a cabeça.

Se virou parecendo um basilisco homicida.

"Vocês dois... jogaram bosta de Dragão em mim! Porque se jogaram... eu vou conjurar um dragão de verdade para jogar em cima de vocês dois... o que tem na cabeça? Não basta não prestarem pra droga de herbologia! Ainda por cima me jogam BOSTA DE DRAGÃO! Ou foi o conteúdo dessas cabeças moles que vazou pelas orelhas e me acertou? E tire esse sorriso bobo da cara Draco! "

"Renzinha..." Disse Blásio.

Um enorme erro...

Enquanto Raven subia em busca de um chuveiro, Draco Malfoy e Blás Zabini entravam na sonserina com caras assassinas.

Ninguém se atreveria a mexer com eles.

Mesmo ambos estando cobertos por terra, adubo e folhas... e trocando imperdoáveis visuais.


Teve que trocar a água da banheira duas vezes para tirar o cheiro e a impressão de estar com bosta de dragão no cabelo...'

Devia ter deixado' disse uma voz suicida na sua cabeça 'ficaria ainda mais parecida com o tiozinho Sev...' (17)

Apesar de ter-se passado praticamente um mês e pouco quase dois, em um corpo feminino, não se acostumava a se olhar e se tocar... mas pela primeira vez quando saiu da banheira e se olhou no espelho antes de se enxugar sentiu-se bem.

Sorriu para o espelho.

"Ah, finalmente alguém parece estar se sentindo bonita..." disse a imagem com enfado. " É cansativo servir á alguém que foge do espelho como vampiro do alho..."

Ficou encarando o espelho.

"Não diga nada a ninguém querida... mas esse seu cabelo precisa de um cuidado."

"É naturalmente arrepiado, não tem jeito..." murmurou perplexa.

"Estou falando de uma hidratação sabe... um cortezinho..."

"Que diabos eu estou fazendo?" pensou balançando a cabeça."Só posso estar maluco." Disse pra si mesma.

O espelho a encarou e disse dignamente.

"Não sou um espelho maluco, mocinha, e tenha a decência de passar pelo menos um batom... essas meninas de hoje..."

Raven enrolou a toalha na cabeça para conter os cabelos longos, que nunca paravam de crescer e vestiu o básico calcinha e sutiã... entrara tão desesperada por um banho que esquecera de pegar uma roupa, nada que uma toalha não resolvesse... afinal o quarto era privado.

Ou seria se a comissão anual de piranhas da sonserina (18) não estivesse ali.

"UAu!" Exclamou Lina. " É prreta!"(19)

"Posso saber o que estão fazendo aqui?" Retrucou indo até o gaveteiro ignorando, ou tentando, já que a francesa lhe encarava maldosamente.

"É meu quarto também, lembra?" Disse Pansy friamente.

"Estamos esperrando a Catherrine..." disse Lina.

"Que seja." disse tirando a toalha, e já procurava uma camisola confortável.

"Rraven... você estava no meio de dois garrotos a detenção inteirra..."

"E daí?" disse soltando a toalha dos cabelos que insistia em cair na sua cara, e começou revirar uma gaveta atrás da maldita camisola que não achava.

"Rraven... rresolveu o seu prroblema?"

Arregalou os olhos, será que alguém mais... oh, caramba... então ficou furiosa com a insinuação.

"O que está insinuando Lina? Que eu ando me esfregando com Zabine, Malfoy e um saco de esterco de Dragão? Muito erótico... aqueles tentáculos espinhentos tornam tudo muito aconchegante... devia experimentar..."

"Se você está dizendo..." disse Pansy maldosamente.

"Deixa eu enrolar aquele arbusto no seu pescocinho então?"

"Ah, Rraven... não sabia que você currtia sadomasoquismo..." Riu Lina. "hum, é uma bela imagem, dois carras daquele tamanho amarrados em espinhos... aí, sem as camisas..."

"Ora cala a boca." murmurou tentando bloquear a imagem mental.

"Sabe Raven... lhe faltam atributos para chamar atenção de Draco." Disse Pansy com desdém.

"Quais por exemplo?" Disse se virando e pondo as mãos na cintura.

"Ela tem rrazão Pan... tô vendo pelo menos dois grrandes atrributos..."disse Lina rindo.

"Vão pro inferno as duas."

Estava tão furiosa que quando escutou a batida na porta, pensou em atender com uma cara homicida e calar a boca de Catherine antes que ela se embalasse também, abriu a porta rápido com um olhar frio.

Ele pareceu parar de respirar.

E se encararam .

Bom, então ele desceu um olhar um tanto abobalhado.

E ela arregalou os olhos...

Ainda estava de calcinha e sutiã!

"AH!"

Raven fechou a porta com força.

"Ai!"

E em seguida um som estranho de algo no chão.

"Oh, não..." Disse e abriu a porta de novo. "Draco!"

Ele estava no chão com a mão no rosto.

"Oh! Você matou ele!" Berrou Pansy histéricamente.

"DRACO... você está bem?" perguntou nervosamente indo pra cima do rapaz e segurando as mãos dele, afastando-as do rosto dele.

"Naom tchoca."ele murmurou.

"Ah, Raven... acho que você quebrou o nariz dele."

"AH! SUA ASSASSINA!" Berrou Pansy.

"Naom berrqua Par inxon." Draco fez uma careta.

"CALA BOCA PARKINSON!"Disse encarando a outra.


Certo... pensara consigo mesmo, iria convida-la para um joguinho relaxante, iria falar mal de Zabini e "pedir desculpas" pelo comportamento.

Zabini iria se ver com ele... depois.

Porquê faria isso? Pensou indo até o outro dormitório.

Porque... era divertido falar com Raven... ou ainda tinha que se vingar dela... ou... bem, porque não queria aquela mulher má de mau-humor...

Ou porque reconhecia que gostava de quando estavam de bem... bateu na porta.

Raven era uma das poucas com quem conseguia relaxar e conversar...

Só conversar...

Ela abriu... olhos verdes brilharam frios como um Avada.

Mas...

OOOOAAAAHHH!

Estava sonhando não? Raven tinha aberto a porta... uau... e... nossa... era Raven? Não um sonho... tinha sentado no sofá cansado da detenção e estava sonhando...

Raven Snape na porta em trajes íntimos?

'Estou sonhando alguém me belisca.'

BLAM!

Não houve beliscão... a porta lhe dera um beijinho na ponta de seu perfeito e aristocrático nariz.

Isso dói.

Sentiu o mundo apagar por um segundo.

Então suas costas e cabeça também doíam. (20)

'O mundo é cruel... ó deuses, não sejam tão severos com minha luxúria... foi só um segundinho." Pensou olhando o teto da masmorra e colocando a mão no rosto.

Havia algo úmido.

E doía pra caramba.

Então escutou a porta se abrir.

Pansy havia gritado estridente como sempre.

Mas isso, não importava, Raven estava... valia a pena, podia doer... ah, não é sempre que se tem uma garota em trajes mínimos sobre si com uma carinha daquelas de preocupação.

Mesmo que você seja Draco Malfoy e já tenha visto muitas garotas com menos roupa ainda.

Se a Parkinson calasse a matraca... seria perfeito... Raven tinha passado uma perna de cada lado de seu corpo esse inclinado em sua direção, estava com a varinha em mãos.

Uma garota com sutiã preto com uma varinha nas mãos... quantas idéias. (21)

"Acho que ele está desmaiando."

"Putz, Draco... você é um maricas pra sangue."

"Eu não precisava escutar isso por último... podia ser... oh, Draco meu amor não morra?"

"Nem quebrou seu maricas." Disse a morena lhe dando um beliscão.

Draco estreitou os olhos.

"Bocê no mínigo dessigurou beu rosto."

"Oh, não se preocupe... o sangue combina com sua pele branquinha..." Disse ela cínica com as mãos na cintura.

"Desgue bocê continue sendadinha em cima de mim..." disse e deu dois tapinhas nas coxas nuas.

"ORA SEU!"

Plaft!

"Rraven... acho que você matou ele..." Disse Lina.

"Draquinho... querido, diz algo..."

"ESSE BASTADO! QUE MORRA DE MODO DOLOROSO!" Raven voltou a bater a porta.

"Essa guria tem uma esquerda..." Draco murmurou.

"Eu te levo na enfermaria Draquinho..."


observações, se bem que depois desse soco.

1-Falem a verdade... ela ficou reparando nele! Ficou olhando!

2-Quanta sinceridade...

3-Isso se chama tratamento de choque...

4-Alguém descobre do que elas estão falando? Aonde Raven conseguiu uma dessa cor?

5-Muita gente tem essa opinião porquê? Será porque ela deu uma chave de braço na Mione no segundo ano?

6-É só eu que acho, ou a Lina tá tentando empurrar a "Ren" pra qualquer um?

7-Acho que é fato... Corner? E nem Morto... Harry falando...

8-A autora não é responsável pela fala da personagem... as pessoas tem o direito de ficarem virgens até encontrar a pessoa certa... Catherine é mesmo uma vad...

9- Ninguém mesmo... nem eu...

10-Eu imagino um bando de garotas de pijama e bob's no cabelo se acabando de rir... porquê? Não faço a mínima idéia... alguém chuta a classificação do Harry? (que será discutida em outra ocasião.)

11- E a inveja mata! Admita Harry! Ficou mordido por não ser citado!

12- Nós também nos perguntamos.

13-Por favor? Aí tem não é? Draco pedindo por favor... sei.

14-Porque não dá para ter dois guarda-costas... todos tem um traseiro e dois lados... af, bem o fato é que Raven não gosta de Zabini por perto... não afirmou nada sobre Draco né... tamo sabendo dona Raven!

15-Ignorado? Eu acho que não é tão ignorado assim.

16-Pensamento feminino aflorando.

17-Não adianta, uma vez filho de Potter, afilhado de Sirius e aluno de Lupin, eternamente Maroto júnior.

18-Mau humor?

19-Eu fico imaginando se Gina e os gêmeos não trocaram todas as peças cor de rosa que Molly havia comprado.

20-Isso doeu até na gente...

21-Draco... que imaginação... até nessas horas...


Beirando o amor e o ódio...mas Draco tirou uma bela casquinha não?

No próximo, conversas, quadribol e beijo. ISSO! Comentários inseridos e diálogos no modo brasileiro (quer dizer, com travessão! ISSA!