Walking down the street
(Caminhando pela rua)
Distant memories
(Recordações distantes)
Are buried in the past forever
(Estão enterradas no passado, para sempre)
I follow the Moskva
(Eu sigo o Moskva)
Down to Gorky Park
(Até o Parque Gorki)
Listening to the wind of change
(Escutando o vento da mudança)
"Wind Of Change - Scorpions"
O silêncio e a escuridão eram as únicas coisas presentes. Lily não tinha idéia alguma de onde poderia estar, se estava sozinha ou o que poderia encontrar. De repente, uma pequena luz se fez presente, uma Lua, que tomava conta de uma larga rua. Alguns prédios e casas abandonadas e em ruinas a cercavam e um ar fantasmagórico predominava.
- Vamos lá, Lily.- a ruiva sussurrou, segurando firme a sua varinha e dando os primeiros e confiantes passos. Um vento começou a bater forte e levantar poeira, fazendo os olhos verdes lacrimejarem um pouco.
A porta de uma das casas se abriu com um leve ranger e Lily parou no meio da rua, encarando o lugar. Devido as luzes apagadas da casa, ela mal avistou se havia algo ou alguém parado perto da porta. Ficou na dúvida de entrar e seguir seu caminho.
- Pode ser uma armadilha! Mas pode não ser também.- ela sussurrou.- Se concentra no seu objetivo, o objetivo.
Ela deu uma úlima olhada para o local e seguiu o seu trajeto. A luz da Lua agora mostrava sinais de luta e sangue pelo meio do caminho e Lily sentiu seu coração disparar. Em seguida, ouviu um barulho vindo de um dos becos à sua direita e sem um intervalo, um outro barulho vindo de um dos prédios à sua esquerda. Um estrondo e uma sombra fora ouvido e vista mais a frente e considerando a hipótese de que estava sendo cercada, Lily pegou fôlego e correu em direção da sombra e do barulho e aquela atitude pareceu provocar tudo a sua volta: o vento aumentou, os barulhos de lata de lixo sendo revirados e portas sendo escancaradas. Apertou mais a corrida que chegou a sentir pontadas nas coxas.
Viu a sombra entrar por uma porta de uma pequena casa mais a frente e tomou coragem para segui-la. O pequeno hall estava completamente coberto por poeira e ela parou por alguns instantes, hesitando, sem saber para onde seguir até que viu as pegadas... então ela não estava mesmo delirando. Apurou os ouvidos e percebeu leves rangeres no andar de cima e por alguns instantes pensou se poderia viver daquele jeito, à caça de bruxos das Trevas.
Começou a subir as escadas devagar para que a madeira não alertasse quem que estivesse por ali e se viu entre o corredor da parte direita e o corredor ao seu lado esquerdo.
"Droga"
Mas ela não teve tempo para pensar qual escolher, pois a sombra apareceu em sua frente de repente, vindo do lado esquerdo e apontando a varinha para ela e já com as palavras ao meio. Ela só pensou em uma única coisa: se jogar.
Ela se jogou para trás, caindo vários lances da escada, sentindo o feitiço passar raspando pela sua cabeça enquanto dava cambalhotas até chegar ao chão do hall. Levantou-se rapidamente, mesmo sentindo dores fortes nas costas e na perna e apontou a varinha para sombra, que agora descia as escadas em tropeços por causa da escuridão.
- Expelliarmus!- as duas vozes ecoaram por todo o local e ambas as varinhas voaram.
A ruiva ficou encarando a silhueta a sua frente, sem saber a reação que deveria tomar diante daquilo: partiria para cima da pessoa, lutando como uma "não bruxa" (algo que não poderia negar ser) ou simplesmente esperaria a ação vir do outro lado.
Mas tudo ficou escuro novamente e ela sentiu que tudo ao seu redor parecia rodar em alta velocidade, até que um clarão a fez tampar os olhos por estar acostumada com a escuridão. Após esfregar os olhos, se viu parada na sala em que se preparava minutos antes para as aulas práticas e tinha Hans em sua frente, sorrindo.
- Muito bem, Lily, é um ótimo começo. - disse ele indo até a varinha da ruiva no chão e entregando para ela. – Eu pensei que conseguiria me desarmar naquela hora, mas aquela sua queda na escada deve ter te deixado um pouco zonza. Você está bem?
- Estou, mas dizer que fiquei "um pouco zonza" seria bondade sua. Mas eu gostaria de ter conseguido.
- Mas você foi ótima! Uma das poucas que conseguiu escapar daquela minha azaração na escada, muitos não tiveram muitas idéias para fugir. Um deles pulou o corrimão e caiu seis metros abaixo, machucando a perna e recebendo a azaração lá de cima, confesso que fiquei surpreso em te ver rolando e deixou bem difícil se ter uma mira, meus parabéns.
- Obrigada!
Lily sorriu e foi até a porta da sala de treinamento e saiu orgulhosa da sua atuação, mesmo não tão contente como gostaria.
- E então? Como foi?- Jessie perguntou quando viu a ruiva chegando até ela, no corredor.
- Fui bem até, mas nós dois nos desarmamos.
- Isso é muito bom, oras. Pelo menos não levou a azaração.
- Você fala isso porque conseguiu desarma-lo. - ela disse recostando-se na parede e cruzando os braços, cansada. Jessie deu uma pequena risadinha
- Bem, eu acho que ele não esperava que eu fosse preferir entrar pela janela do próprio cômodo que ele estava do que entrar pela porta.
- Bem engenhoso da sua parte. - Lily disse sorrindo, imaginando a morena se agarrando aos tijolos soltos da parede e pegando Hans de surpresa enquanto estava à espera dela pela porta.
- É, mas ele não sabe que eu só fui por ali, porque eu estava girando a minha varinha e ela saiu rolando pelo beco ao lado da janela, porque acho que não sairia com uns "parabéns" da sala.
A ruiva e a morena começaram a rir.
- Como você conseguiu estar girando a varinha naquele momento?
- Oras, eu tinha que relaxar de algum jeito: uns cantam, outros se desesperam e outros giram varinhas.- Jessie disse finalizando com um sorriso e arrumando seus óculos no nariz.
Poucos minutos depois, enquanto ainda estavam encostadas no corredor da sala, a porta se abriu e Andrew e Hans saíram da sala. Hans estava coberto por uma textura estranha preta por metade do corpo, mas deixando seus dentes brancos destacarem com o seu sorriso. As pessoas que estavam na espera, se viraram para ele.
- Estou contente, muito contente com o resultado de vocês, mesmo alguns não terem conseguido me desarmar. Foi um ótimo "primeiro treinamento". Eu só os mandei para a sala de treinamento tão cedo, pois gostaria de ver o quanto vocês estão preparados e fico feliz que estejam tão bem assim. Pelo cansaço de todos, por hoje é só, mas segunda eu espero ter vocês aqui em um longo dia de aulas teóricas sobre desarmamento. É uma aula chata, mas uma das mais importantes. Estão dispensados. - Hans terminou seu discurso e muitos se movimentaram, indo a direção dos elevadores.
Andrew foi até as duas garotas e guardou sua varinha.
- E então?- Lily perguntou
- Bem, eu o desarmei, mas levei um puxão de orelha. - ele disse sorrindo desconcertado
- E por quê?- as duas perguntaram ao mesmo tempo.
- Porque quando eu entrei na casa, eu fui até a cozinha ver se era tão real o treinamento e ver se tinha algo na geladeira para eu enganar um pouco a fome.
- Você está brincando, não é?- Jessie perguntou erguendo uma das sobrancelhas
- Er, não! E quando ele veio atrás de mim, ver o que havia acontecido, eu o vi passando pelo hall da cozinha e o desarmei... disse que em um ataque verdadeiro eu não poderia me preocupar com a fome, mas mesmo assim recebi cumprimentos.
- Uma entra pela janela, outro vai até a cozinha ver se tem comida... onde eu fui parar?
- E você? Simplesmente subiu as escadas, acertou o corredor e o desarmou?- perguntou Andrew com um tom de desafio enquanto chegavam perto do elevador.
- Se eu tivesse chegado até o fim das escadas, quem sabe, mas eu a rolei antes.
- Rolou?
- Sim, achei legal dar umas cambalhotas por ela enquanto ele tentava me azarar.
- Vejo que você não anda podendo falar muito sobre os nossos métodos. – Jessie disse apertando o botão para o hall.
Desde que os conheceu nos primeiros dias de Academia, a ruiva podia falar que ganhara amigos. Andrew e Jessie estavam sempre por perto, fosse para lhe fazer rir, para estudarem, para alguns almoços pelo centro ou para trocarem experiências ou até mesmo caronas.
- A gente se vê amanhã, pessoal... vou aproveitar que consegui sair mais cedo hoje e acompanhar a Emy até o aeroporto.
- Ela passou tanto tempo por aí, mas só conseguimos encontrar com ela apenas um dia. Mande lembranças. - Andrew disse saindo do elevador com as duas.
- Estivemos um pouco ocupados esse dias e me sinto até meio mal por quase não poder dar atenção para a minha hóspede, mas ela disse adorar vocês dois.
- Esperamos que ela volte, pois eu consegui uma lista de lugares ótimos para sairmos à noite. E mande um beijo por mim – Jessie sorriu marota
- Ela vai adorar isso. Então, até amanhã. - ela cumprimentou os amigos e seguiu caminho diferente dos dois. Mas mal alcançou a esquina, alguém a segurou pelo braço. Era Jacob, que arfava muito.
- Consegui te encontrar antes.
- Aconteceu alguma coisa?- a ruiva perguntou preocupada.
- Não, não... eu apenas queria te... – ele respirou fundo novamente, recuperando o fôlego. - Me desculpe, mas eu vim correndo. Bom, eu queria te convidar para jantar hoje.
- Jantar?
- Sim. Eu não te agradeci direito por ter me hospedado na sua casa e como as coisas por aqui andam muito corridas, eu não pude fazer o convite antes. Aceita?
- Por que não?- ela sorriu e ele sorriu mais ainda. Um grupo de mulheres que passaram por eles soltou risinhos com Jacob e o moreno corou e ficou sem graça. - Por que a vergonha?- Lily perguntou divertida com a vergonha dele. – Impossível me dizer que não se acostumou com isso.
Ele deu de ombro e preferiu não responder. Lily meneou a cabeça rindo
- Bem, então as oito eu posso estar passando na sua casa?
- Combinado, às oito.
Jacob sorriu e deu um beijo na bochecha da ruiva antes de voltar para o Ministério.
- SIRIUS BLACK!- o moreno deu um pulo de sua cadeira e quase se viu jogado no chão, se não tivesse se segurado na mesa. Olhou para os lados e viu os olhos de Moody faiscando da porta.
- Eu acho que esse sou eu.
- Com qual intenção eu te dei aquele papel ali? – Moody apontou para o próprio em cima da mesa que Sirius ocupava.
- Tentar descobrir qual o próximo ponto atacado?!- ele disse coçando a nuca e segurando um bocejo
- E o que estava fazendo?
- Descansando?!
- Por acaso eu tenho cara de babá para te fazer dormir, Black?
- Err, bem, olha...
- Eu não quero ouvir as suas brincadeirinhas nesse exato momento! Termine logo isso, entregue na minha mesa corretamente e será dispensado para dormir. Isso é complicado de se fazer?
- Eu não sei, porque eu ainda não li o papel.
Sirius podia jurar que vira uma fumaça sair da cabeça de Moody e resolveu se ajeitar na cadeira e se curvar para o papel antes que fosse estuporado. Só conseguiu ouvir a porta bater com muita força atrás dele.
- Droga, eu não quero ficar lendo e pensando, eu já fiz isso muito em Hogwarts. - Sirius reclamou em sussurros enquanto lia o conteúdo. – Eu quero sair para pegar esses caras, mas que droga.
Ele ouviu muitas conversas no corredor e não conseguia se concentrar direito.
- Mas que coisa, custa ficarem quietos como estavam antes? Tem gente raciocinando aqui. - ele se levantou e foi até a porta, a abrindo e esticando o pescoço para fora da sala, vendo um grupo de Aurores, incluindo o pai de James.
- Quando isso?- um loiro com óbvios cabelos brancos se perdendo pela cabeça perguntou.
- Ontem de noite e houve mortes de Aurores. – o senhor Potter respondeu
- Você -Sabe- Quem anda recrutando no exterior também?- um moreno alto e jovem perguntou, cruzando os braços em sinal de grande espanto.
- Sim e isso não é de hoje. Já foram vistos Comensais à procura de gigantes e humanos não são os únicos na lista, até comentários sobre Dementadores, mas ainda não conseguimos confirmar isso. As pessoas não estão tendo a noção da grande Era que estamos enfrentando, imaginam apenas um maluco que conhece um pouco de Artes das Trevas, mas ele está provando que é muito mais do que isso. – o senhor Potter disse, suspirando fundo e passando as mãos pelos cabelos em sinal de nervosismo.
Sirius olhou para o outro extremo do corredor e viu que Moody estava vindo naquela direção e se jogou contra a parede da sala, ainda querendo ouvir o resto da conversa. Pela sorte dele, Moody passou reto e se juntou ao grupo.
- Convocarão os Avery para interrogatório!- ele disse
- Eu tenho quase certeza absoluta que a família é aliada, estava esperando esse interrogatório faz um tempo. - o loiro disse sorrindo. - Finalmente resolveram ouvir as minhas denúncias.
- E você terá que estar presente amanhã... às nove horas da manhã.
- Obrigado, Alastor.
- Pois bem, estavam falando sobre o ataque na Alemanha?- Moody perguntou
Sirius sentiu o estômago despencar de repente e sentiu suar frio. Mas não teve mais tempo para ouvir o resto da conversa.
- Black, eu terei que lançar um Imperius em você para poder terminar aquilo?- Moody disse de costas para o moreno ainda e os outros no grupo olharam para a porta da sala.
Sem responder, o moreno entrou na sala novamente e fechou a porta.
Meia hora depois, o maroto estava sentado em uma das mesinhas na ala de refeição do Ministério, com o pensamento longe, nem percebendo a chegada dos dois amigos.
- Sirius?- Frank chamou pela segunda vez e Sirius se virou para ele e Alice. – Está tão preocupado assim? – e os dois se sentaram junto a ele.
- É, um pouco preocupado, um pouco confiante. – ele balançou a cabeça e comeu outro pedaço da panqueca.
- O que aconteceu?- Alice perguntou enquanto pegava o cardápio ao lado do maroto. Sirius olhou em volta antes de responder.
- Eu ouvi uma conversa de alguns Aurores e houve um ataque ontem.
- Ataques estão sendo freqüentes, cara.
- Frank, o ataque foi na Alemanha!
- Lily!- Alice disse alarmada, soltando o cardápio na mesa e encarando Sirius.
- Exatamente!
- Gente, calma aí. A Alemanha não é uma cidade interiorana, isso pode ter acontecido em qualquer lugar do país. – Frank disse
- Por isso que eu disse que estou um pouco confiante, embora preocupado.
- Vou mandar uma coruja para ela agora. – Alice fez menção de se levantar, mas Frank a segurou.
- Vamos comer primeiro, Lice. Não entra em pânico, notícia ruim chega rápido.
Ela pareceu não ser da mesma opinião do namorado, mas não levantou e ficou encarando a mesa.
- Eu gostaria de pedir uma coisa para vocês. - Sirius disse depois de olhar ao redor de novo. – Se encontrarem com o James por aí, não comentem nada.
- Por quê?- eles perguntaram ao mesmo tempo.
- Eu sei que ele vai ficar falando muito, que ela pensava que lá era mais seguro e estão ocorrendo ataques por lá e muito mais e não vai acabar dando certo. Não quero o meu amigo esquentando a cabeça com isso, ele pensa nela o suficiente sem esse tipo de notícia.
- Quando ele vai parar de besteira e se desculpar com ela...?
- Ca-ham.
Alice foi interrompida e eles viram James atrás deles. Sirius respirou fundo pelo amigo ter chegado apenas naquela parte da conversa.
- Conversando sobre alguém conhecido? – James perguntou puxando a cadeira ao lado do amigo e se sentando.
- Não, não, era sobre um cara que você não conhece. - ela disse rápido.
- Hm, eu imagino que era.
- E então, cara, teve que penar muito para resolver aquele teste do Moody?- Sirius perguntou querendo mudar de conversa.
- Não muito. – James respondeu de imediato. Pegou o cardápio que Alice tinha soltado segundos antes e passava os olhos, entediado, por ele.
Os outros três se entreolharam e continuaram a fazer o seu grande "nada", vez ou outra dando olhadas para o moreno recém chegado.
- Sobre o que vocês falavam sobre mim?- James perguntou sem tirar os olhos do cardápio.
- Por que acha que era sobre você?- Sirius deu um grande gole de suco.
- Bem, vocês sabem, não é? Ultimamente, entre os meus amigos, eu sou o cara que "não se desculpa com ela...". – ele tirou os olhos do cardápio e encarou um por um por cima dos óculos e vendo que Sirius engolira em seco, Frank desviou o olhar e Alice foi a única que ficara indiferente e o encarando. - Alice?
- Talvez você ache que era sobre você, porque sabe mesmo que é isso o que tem que fazer. Poderíamos estar falando de qualquer um, pois acho que você não é o único que deve desculpas a alguém.
James largou o cardápio, acertou os óculos no nariz, se curvou mais para mesa e cruzou as mãos sobre ela, enquanto Alice demonstrava ironia.
- Quem disse que devo desculpas para alguém?
- Não seja tão cara de pau, James! Eu adoro você e sempre gostei do fato de você e da Lily ficarem juntos, mas acho desnecessário...
- O que acha desnecessário, Alice? Ela ter ido para a Alemanha e ter me deixado aqui, com cara de idiota, depois de pedi-la em casamento? Eu devo desculpas para ela por isso?
- Você já fez tanto por ela, já passou por tanta coisa, muitas piores do que isso... já se sacrificou tantas vezes e por que essa foi diferente?
- Você ouviu bem o que eu disse agora e prestou atenção nas fofocas? Até quando vou ter que ficar me matando por ela? Você disse certo, eu já fiz muito por ela... não acha que mesmo eu, James Potter, aquele que matava para ter Lily Evans, não cansa também? Talvez ela tenha ficado mal acostumada.
- Não fale assim dela, James! Ela não está fazendo isso por ser "mal acostumada"... você já parou para pensar na situação dela? Pensar seriamente? Sobre o risco de vida não só dela, mas da família?
- Eu nunca a deixaria correr perigo, Alice. A gente casaria e eu enfrentaria isso com ela...
- A questão é que, como eu bem a conheço, a Lily não fez isso por ela, mas pela família dela. Tenha certeza que se não fosse por isso, hoje estaríamos aqui debatendo sobre as flores do casamento e não sobre isso.
- E eu não faria tudo isso só por ela, mas pela família dela também.
- Os Cannons venceram ontem!- James, Alice e Frank olharam intrigados para Sirius. - Er, é só para lembrá-los de que ainda estamos aqui, ok? E não somos enfeites da mesa. - Sirius disse apontando para si e para Frank.
- Eu acho melhor não falarmos mais sobre isso... ahnn... as pessoas estão começando a olhar. – Frank propôs.
- E você ficou ai, quieto, nem para me ajudar ou me defender, Frank Longbotton. – Alice deu um tapa no ombro de Frank que arregalou os olhos de susto.
- Amor, eu conheço o James há muito tempo e sei que ele tem a cabeça dura e você sabe que eu apoio você.
- Céus!- James sussurrou e pegou o cardápio novamente.
- Ok, vamos falar sobre coisas felizes: hoje temos uma pequena "reunião"! James e eu terminamos de arrumar o apartamento e vocês estão convidados.
- Interessante, um tanto quanto interessante esse fato de vocês dois irem morar juntos. – Frank disse pensativo
- E por quê?
- Bem, Sirius, isso claramente dará em alguma mer...
- Frank Longbotton! Por favor! – Alice o repreendeu.
- Desculpem... bem, isso claramente dará em uma grande... er... Alice, não tem outro adjetivo para isso a não ser...
- Eles já entenderam o recado, querido.
- Já moramos sozinhos por sete anos. Digo, não era bem sozinhos, né, mas...
- E mesmo com o Remus, um dos mais ajuizados de vocês, vão me dizer que eram "os marotos" por falta de criatividade?
- Ah, Hogwarts é outra história.
- Justamente, James... agora que estarão sozinhos mesmo, eu não acho que sairá algo de produtivo nisso. – Alice arqueou uma das sobrancelhas. – Mas talvez essa liberdade façam vocês criarem juízo, já que terão que lavar suas roupas, fazer a comida, limpar, arrumar sem a ajuda de mãe ou de elfos.
- Não fale assim que eu acabo percebendo que não é uma boa idéia e desisto. Bem, vocês estão confirmados?- Sirius perguntou se levantando. Frank e Alice assentiram. – Então estaremos esperando vocês, o James passará o endereço, porque agora eu vou ir comprar o resto das coisas para a reunião. Até a noite.
O moreno acenou e os outros três se despediram dele.
- Não esqueceu nada?- Lily perguntou ajudando a amiga levar a mala até a sala.
- Eu acho que não. Qualquer coisa você vai até lá levar para mim, não?!- Emy disse sorrindo.
- Claro, claro. – a ruiva respondeu ironicamente.
- Alguma hora você terá que ir para lá.
Lily depositou a mala da amiga no chão e suspirou fundo.
- Eu também acho, porque a minha mãe não melhorou em nada, só piora a cada dia.
- Não pensa assim... você voltará para lá não para isso. Qual é, Lils, sua mãe é forte e vai sair dessa.
- Eu só não gosto de pensar na idéia dela estar sofrendo. Mas pelo o que eu fiquei sabendo, ela está feliz, ajudando a Petúnia nos preparos do casamento.
- Seu convite já chegou?
- Não e nem sei se ele chegará, sabe? Se chegar, será a minha mãe ou o meu pai que mandará ou irão obrigá-la mandar. Mas não sei se vou, evito lugares que não sou bem vinda.
- Não pense que não será convidada para ir ao casamento da sua irmã, mas sim que será a madrinha do casamento de Emily Collen, coisa que acho bem mais importante e interessante, se me permite dizer.
- E irá casar quando?
- Quando arrumar um noivo! – Lily riu e abriu a porta do apartamento.
Alguns minutos depois, o táxi chegava ao aeroporto. Um pouco atrasada, as duas correram entre a multidão.
- Eu estou ficando perita nisso, da última vez eu não consegui te alcançar... espero que eu alcance dessa vez o meu destino.
Chegaram até o balcão de check in que já estava vazio e fizeram o funcionário voar com tudo para poderem correr até o portão de embarque.
- Eu nem preciso te dizer o quanto estou super agradecida por você ter vindo, né?!
- Se você for dizer, é bom falar antes de fecharem o portão comigo para fora.
Lily sorriu e abraçou a amiga.
- Obrigada por te vindo, fez uma grande diferença, grande mesmo.
- E obrigada por não me enxotar da sua casa e me desculpar.
Elas se separaram e esboçaram sorrisos. Emy passou a mão pelo cabelo da amiga e apertou a bochecha.
- Eu tenho certeza que nos veremos em breve.
- Claro que sim! Passei sete anos amarrada com você e não será muito fácil ficar longe agora. - Lily deu um último beijo no rosto da amiga e se afastou.
- Se cuida, ruiva.
Emy acenou e passou pelo portão de embarque, junto com mais um grupo de turistas atrasados.
Lily voltou para o táxi e foi até em casa, mirando as ruas, mas com o pensamento longe, exatamente na Inglaterra. Entrou no apartamento um pouco chateada, sabendo que ficaria sozinha de novo, que quando chegasse da Academia, não teria mais alguém que viesse até ela e falasse que havia explodido a panela.
Se jogou no sofá e ficou ali por longos minutos, tentando passar o tempo de algum jeito. Ainda estava muito cedo para se arrumar para o jantar com Jacob, provavelmente Emy chegaria primeiro na Inglaterra até. Resolveu ir para o quarto e ler um pouco, o que acabou fazendo a ruiva cair no sono.
Acordou por volta das seis horas e foi tomar um banho relaxante. Ficou no chuveiro durante meia hora, sentindo a água cair pelo corpo, se livrando um pouco do calor e do cansaço. Chegou ao quarto e foi até o guarda roupa.
- Ele não me disse que tipo de restaurante iríamos. - ela disse passando a mão pelos vestidos. Acabou escolhendo um azul de frente única e sandálias brancas. Arrumou os cabelos soltos e passou uma leva maquiagem nos olhos, destacando-os e um brilho nos lábios.
Após passar um perfume delicado, voltou para a sala e foi até a sacada, vendo as luzes já dominarem a cidade e o trânsito se formando lá embaixo. Faltando dez minutos para as oito horas, a campainha soou e ela foi até a porta. Verificou primeiro se era mesmo Jacob para depois abrir a porta.
- Boa noite!- ela disse para um Jacob de calça e sapatos sociais e uma camisa preta com algumas listras brancas.
- Boa noite. Você está linda!- ele disse sorrindo e dando um beijo no rosto da ruiva.
- Obrigada, você também!
- Está pronta?
- Sim, sim. Já podemos ir.
Fechando o apartamento, os dois desceram até o saguão em silêncio, apenas se olhando de vez em quando e sorrindo sem graça. Lily chegou a pensar que parecia seu primeiro encontro. Jacob abriu a porta do seu esportivo e a ruiva entrou.
- E então? Para onde irá me levar?- ela perguntou quando ele entrou no carro também.
- Um restaurante no centro de Berlin! Lá tem as melhores massas que já tive o prazer de comer, espero que goste de massas.
Ela assentiu e Jacob deu a partida. Não demoraram muito para chegar, mas o lugar parecia muito cheio. Deixaram o carro nas mãos do manobrista e adentraram no lugar.
Ele era enfeitado com velas e tinha um clima gostoso, e muito romântico, Lily percebeu. Viu Jacob falando com a recepcionista e esta checar o nome da lista de reservas e segundos depois estavam sentando em uma mesa no meio do restaurante, com uma linda vela colorida no meio da mesa, dando um ar mais romântico ainda. Ela sentiu um frio no estômago: estar em um restaurante com aquele clima e uma pessoa que a lembrava tanto James estava mexendo com ela.
- Gostou?- o moreno perguntou acordando Lily de seus devaneios. Ela sorriu.
- Demais, uma ótima escolha!
- Eu sempre quis voltar aqui, mas queria que fosse com alguém que valesse a pena. - ele disse recebendo o cardápio do garçom. Ela agradeceu mentalmente, pois com certeza corara.
Consultava o cardápio, mas nada daquilo lhe parecia muito familiar. Estava tudo em alemão. Depois de muito escolher, fizeram o pedido e o garçom se retirou.
- Então a Emy foi embora, huh?
- Sim. Agora a casa não ficará tão alegre como era com ela.
- Morar sozinho é um pouco solitário no começo, mas depois você acostuma.
- É bom porque se tem muita privacidade, mas é ruim por não ter ninguém com quem dividir as coisas do dia a dia.
- Você poderia arranjar alguém para dividi-lo ou... um marido.
Ambos coraram: Lily disfarçou e arrumou o cabelo e Jacob voltou seu olhar para a mesa.
- Hm... – ela resmungou sem saber o que responder.
- Tem tido contato com o meu primo? Alguma carta?
- Não!- ela respondeu depressa e Jacob percebeu o desconforto com o assunto.
- Imaginei. Bem, e... eu fiquei sabendo que você teve um treinamento hoje, como se saiu?
- Você disse que seria apenas uma reunião!- Remus disse tomando um gole de uma cerveja amanteigada, olhando em volta, por todo o apartamento, já mobiliado.
- Mas é só uma reunião!- Sirius disse
- Cara, eu não conheço nem a metade. - James disse vendo o lugar lotado, com a música alta e muita gente já ficando bem alegre.
- Ah, vocês sabem, eu sou muito famoso e sou um cara simpático, que arruma amizade um pouco fácil.
- Qual o nome daquela morena de vermelho ali no canto?- Remus perguntou e os dois morenos se viraram para ver a tal mulher. Sirius enrugou a testa e pareceu analisar.
- Olha, o nome eu não sei, mas sei que é do barzinho perto do Ministério onde eu tomo café da manhã às vezes.
- Por que não chamou o cozinheiro também?- Remus disse com incredulidade.
- Ah, eu só o vi umas duas vezes e eu prefiro convidar as mulheres, se é que me entende. Por Mérlin, Mooney, você queria que fossem só os amigos?
James e Remus o encararam não acreditando nas palavras do amigo.
- Meio óbvio, não?! Era apenas uma reunião e você convidou o país inteiro.
- Como você está chato, lobisomem.
- Fala baixo, Sirius!
- A maioria bebeu demais para reparar no que eu disse. Você tem que se arriscar mais, Remus John Lupin.
O maroto começou a rir descontroladamente e James e Sirius se entreolharam confusos.
- Acho que você bebeu além da conta, Mooney.
- Prongs, você ouviu bem o que ele disse? Que EU não me arrisco muito... você só pode estar brincando comigo, Sirius Black.
- Virar lobisomem todo mês não é uma coisa que se diga "nooossa, como ele se arrisca". – Remus ficou boquiaberto e James meneou a cabeça, com as mãos no rosto.
- Desculpe então, Senhor Arrisca-Tudo. A partir de hoje, vou correr pela casa com uma tesoura na mão e atravessar a rua olhando só para um lado, talvez isso seja arriscado demais e você aprove. - Remus revirou os olhos e saiu de perto dos amigos, indo até Frank sentado no sofá.
- Ele sabe que eu estou apenas brincando, não sabe?
- Sabe e sabe também que você extrapola sempre.
- Só de vez em quando, para quebrar o gelo.
Lily deu mais uma colherada em sua taça de mousse de chocolate e se deliciou com a sobremesa. Jacob tomava um gole do vinho e observava a ruiva.
- Sobre aquele ataque que teve ali perto de casa, o que foi descoberto?- ela perguntou, ficando séria por um momento e vendo Jacob depositar a taça de vinho na mesa, suspirando fundo.
- Nada de que não soubéssemos: estão recrutando bruxos de tudo quanto é lugar. O exército dele está crescendo.
- Mas como as pessoas conseguem se envolver com um tipo de coisa como essa? Não pode ser possível que existam tantos idiotas assim.
- São os modos como eles estão sendo recrutados, Lily. – Jacob se aproximou mais dela para que a conversa não fosse ouvida. – Estão usando Imperius para poderosos que se recusam e chantagens para poderosos que tem alguma coisa a esconder.
- E por que "poderosos"?
- Você- Sabe- Quem é um preconceituoso dos grandes e ele não recrutaria trouxas ou mestiços. É de certo que não só humanos estão sendo recrutados.
- Pelo menos sei que ele nunca virá atrás de mim.
- Pior do que ser perseguida para recrutamento é ser perseguida por ser quem é. Por isso, não dê muito mole, Lily, eles não andam perdoando nenhum mestiço que apareça.
- É, eu sei. - ela disse desistindo do mousse e afastando a taça pela mesa.
- Mas não viemos jantar para falarmos sobre isso, porque nada de ruim vai acontecer com você e não vamos deixar você ficar pensando nisso, Lieb.
Após meia hora conversando sobre banalidades, como os tempos de escola de ambos, eles resolveram ir embora. Agora uma chuva forte de verão caia por toda Berlin e assim foram até o apartamento de Lily, apenas acompanhados pela chuva e ouvindo música, sem trocar palavras. Ela não sabia o motivo, mas parecia que ambos estavam sem graça com aquela situação, parecia que queria demonstrar que era apenas um encontro entre amigos, mas fazia pouco tempo que a ruiva percebia certo interesse vindo de Jacob. Talvez esse fato se misturar com o de Jacob lembrar muito James mexesse um pouco com ela. Era uma coisa muito idiota comparar os dois, ao mesmo tempo em que eram tão parecidos, havia diferenças gritantes, era tudo muito estranho e ela não podia saber se estava começando a se sentir balançada pelos galanteios do alemão ou a saudade por James era forte demais para fazê-la querer estar perto de Jacob apenas por serem parecidos.
O carro parou em frente do prédio e Jacob desceu do carro com um guarda-chuva (evitando usar magia, caso algum trouxa estivesse por perto) e abriu a porta para a ruiva e acompanha-la até a porta. Entraram no saguão evitando o vento que os molhavam e pararam em frente do elevador. Jacob, achando que seria inconveniente e que Lily interpretasse com segundas intenções, resolveu não subir.
- Eu vou ficando por aqui, Lieb.
Ela pensou que ele subiria também, em questões de segurança, mas não questionou.
- Ok, Jacob. Muito obrigada pelo jantar. – ela sorriu. – Deveríamos repetir outro dia.
Os olhos azuis claros de Jacob brilharam instantaneamente e um sorriso terno se formou em seus lábios.
- Deveríamos sim.
Eles se encararam por alguns segundos e desviaram ao mesmo tempo.
- Então eu acho que é isso... bem, er... eu acho que vou subir. – ela disse quando o elevador se abriu.
- Sim, sim, subir. Bom, então até mais, já que amanhã é Sábado e você não irá para a Academia.
- Sim, até mais! Se quiser passar por aqui amanhã ou a gente combinar algo... você é quem sabe.
- Pode ser que eu apareça.
Ele foi até ela e beijou a bochecha da ruiva, mas os lábios continuaram parados nela, como se ele houvesse adormecido daquele jeito. Lily sentiu que ele não havia dormido em pé quando as mãos de Jacob subiram até os braços dela e os acariciaram levemente. Ela suspirou fundo e sentiu o coração acelerar... fazia muito tempo que não sentia o frio na barriga de ter alguém tão perto de beija-la.
Lily fechou os olhos quando percebeu que Jacob virava o rosto vagarosamente. Parecia uma sessão de tortura.
Até que ela fechou os olhos quando sentiu a respiração dele, hortelã, bater em sua boca. Engoliu em seco sentindo uma das mãos dele subindo até a sua nuca e já sabendo o que iria acontecer e, por mais estranho que fosse para Lily, ela não estava se importando.
Jacob encostou os lábios nos dela de leve, como se cada movimento tivesse que ser perfeito e já começou a sorrir internamente por finalmente poder beijar Lily, coisa que desejara por muito tempo. Botou mais pressão no beijo e segurou a ruiva firmemente pela cintura e pela nuca, sentindo os braços dela se entrelaçarem em seu pescoço.
Segundos depois, sem nem ao menos aprofundar o beijo, o moreno o cessou levemente e continuou com os olhos fechados, enquanto a ruiva o mirava.
- Me desculpe! – ele sussurrou. – Juro que sei pelo o que está passando, mas eu não...
- Não precisa se desculpar, Jacob, pois você não me beijou, nós nos beijamos.
- Boa noite, Lieb!
Jacob deu um rápido beijo nela e foi andando com passos largos até o portão e entrou no carro, indo embora o mais rápido possível, deixando a ruiva confusa e estancada no meio do saguão do prédio.
- Acho que esse papel era meu!
James, Sirius, Remus, Frank, Alice e Marlene (sentada bem longe de Remus) estavam acomodados na sala, entre os dois sofás de três lugares, enquanto a reunião-festa de Sirius rolava ao redor deles. Os amigos gargalhavam com as histórias de Hogwarts...
- Foi um desastre! Frank pegou uma semana de detenção e perdeu o teste de Quadribol, nunca vou esquecer os xingos que tive que escutar meses seguidos. – Remus disse, enquanto os outros tentavam recuperar o fôlego.
- Não foi muito legal da sua parte lembrar disso, Remus!
- Acho que essa vida de "gente grande" é um pouco parada, se compararmos com Hogwarts. – Sirius disse tomando um grande gole de cerveja amanteigada.
- O que anda acontecendo ultimamente não está sendo agitado o bastante para você?- Marlene perguntou.
- Para o Sirius Black, tudo é parado demais, sem ânimo demais, arriscado de menos... ai quando passa, ele fala que aquela época era melhor.
- Qual é, Mooney, não é isso. Em Hogwarts acontecia de tudo, cara... isso aqui está precisando de um BUM!
Logo em seguida, um crack fora ouvido logo na frente deles, fazendo-os se assustarem. Era Emy aparatando em cima da mesa de centro.
- Oh, em cima da mesa, me desculpem!- ela disse sorrindo sem graça e descendo.
- Você é maluca? Tem trouxas aqui! – Sirius disse se levantando do sofá e olhando em volta percebendo que ninguém vira.
- A minha viagem foi ótima e estou maravilhosamente bem e você? – ela perguntou dando tapinhas nas costas do moreno.
- É, é... maluca! – ele disse se jogando no sofá de novo. Todos a cumprimentaram e ela se sentou ao lado de Marlene, no braço do sofá.
- E como foi a viagem?- Alice perguntou.
- Foi ótima! Eu estava com saudade daquela ruiva, sabem? Não dá para ficar sem ela e aproveitei bastante a estadia, muitas compras e tudo mais. Conheci os amigos dela da Academia e são uns amores. Cheguei a pouco e fiquei sabendo pela Senhora Potter que vocês se mudaram e estavam dando uma reunião por aqui, só não imaginava encontrar uma festa desse jeito.
- Amigos? – James perguntou encarando a unha para se fazer de desinteressado.
- Amigos?!- ela perguntou de volta
- Sim, da Lily, você disse algo sobre amigos...
- Andrew e Jessie! Meninas, aquele Andrew é de se matar para ter: loiro, alto, másculo, bronzeado e olhos verdes maravilhosos e um sotaque australiano perfeito.
- Legal você falar assim com a minha namorada, Emy!
- Ah, Frank, estou apenas comentando. Almoçamos fora e nos divertimos muito, foi muito bom.
- E o Jacob? – Remus perguntou.
- Bem, ele apareceu algumas vezes por lá. – a morena arregalou os olhos de repente e olhou em volta. – Vocês ficaram sabendo?
Sirius, que estava indo pegar mais cerveja amanteigada parou no meio do caminho, atrás do sofá onde estava James, Frank e Alice e se virou para Emy.
- Do que?- Marlene perguntou.
- Sobre o ataque!
Sirius bateu a mão na testa e começou a gesticular para a morena, mas Emy não olhava.
- Qual ataque, Emy? – James perguntou agora se mostrando completo interessado na conversa.
- Não chegou aqui a notícia? Que estranho... houve um ataque na Alemanha.
- Não fiquei sabendo sobre isso. – Remus disse olhando entre os amigos e os únicos que pareciam não saber era ele, James e Marlene. Ele se virou para Frank e Alice. – Vocês sabiam?
- Mas como assim "ataque"? Conta isso direito. – James disse
- Bem, estávamos quase dormindo já quando o Jacob apareceu todo desesperado lá, sujo e um pouco machucado. Tinha acabado de voltar do tal ataque, que foi a poucos quarteirões de onde estávamos. Ficou tudo escuro no local, eu não sei direito sobre o ataque em si, mas estavam "recrutando" em uma rua com grande quantidade bruxa, como a rua da Lily, e encontraram represálias pelo meio do caminho e... – Emy parou de falar quando vira que Sirius e Alice gesticulavam para ela parar de falar. Sirius passava o dedo pelo pescoço. -... o que foi, galera?
Todos se viraram para Sirius e Alice e viram que eles pararam de fazer alguma coisa. James se levantou rápido do sofá.
- Você sabia e não me contou? – ele apontou para Sirius.
O moreno se virou para trás, procurando por alguém.
- Quem sabia? A parede? – disse apontando para a própria em suas costas.
- Eu não acredito!
James saiu da sala como um foguete e foi indo em direção dos quartos. Todos se levantaram e decidiram que seria mais seguro ir atrás do amigo.
- O segurem antes que se jogue da janela!- Sirius gritou passando com dificuldade pelas pessoas e apontando para James.
Os amigos entraram no quarto vendo James pegar uma mala que estava feita (provavelmente não havia desfeito desde cedo) e conjurou um pergaminho e uma pena.
- O que você está fazendo, cara? – Frank perguntou, mas James se aproximou de Emy e entregou o pergaminho e a pena.
- O que eu faço com isso? – ela perguntou tão confusa quanto os outros.
- Escrever o endereço da Lily... eu estou indo para a Alemanha!
N/A: UoW! Um capítulo que gerará duplos sentimentos: ódio e alegria! uahuahauhauh Ódio pelo Jacob, alegria pelo James! Essa notinha será curta e as respostas irão por e-mail novamente xD Aah, por pedido de uma queridíííssima leitora, agora as musicas/trechos/poesias/etc terão o autor/cantor divulgados.
É isso e eu espero reviewwws, pessoal! Façam uma Fê feliz!! Pleeease
Beijooos!
