O dia ensolarado não espelhava os ânimos no castelo. O sol brilhava no lago e o calor esquentava a pele de todos os casais felizes em torno dele. Seria um dia perfeito se uma nuvem angustiante não pairasse nas cabeças dos que se viam obrigados a adiantarem seus planos de futuro tão precocemente. Rony um dia se casaria com Hermione, como Harry um dia se casaria com Gina e isso certamente era incontestável. Um dia após estarem estruturados, um dia após decidirem com calma e talvez os noivos fizessem os pedidos aos pais das noivas e tudo fosse como num conto de fadas. Um dia... bem diferente do agora que tinham que enfrentar.

Hermione acordou cedo e mandou uma coruja ao seus pais, depois de esperar um tempo irritante ao esperar o descongestionamento do corujal. Muitos tiveram a mesma idéia ou se viam tão desesperados quanto ela.

Neville se sentou junto aos quatro, sobre a grama seca do jardim. Seu rosto não carregava as feições leves do garoto tranqüilo de outrora.

- Minha avó disse que após passar esse rebuliço todo, as coisas devem se acalmar e talvez não sigam adiante com essa lei. – O garoto deu de ombros como se todos precisassem saber disso para se sentirem melhor, mas tinham medo de que não fosse verdade.

Rony falou no mesmo tom de conformidade.

- Meu pai disse que a decisão do ministro foi para acalmar o ministro trouxa. – Hermione ia protestar quando Rony continuou. – Tiveram muitos problemas após a guerra. Eles temem que algo como aquilo se repita. Sangue puros e essas coisas.

- Mas os trouxas... - Rony levantou os ombros como se também não entendesse e prosseguir.

- Parece que já tiveram guerras baseadas no preconceito também, sei lá. Só sei que ele estava sendo muito pressionado e por isso surgiu essa lei. Como se nós fossemos os exemplos de que não acontecera de novo.

- Isso é muita baboseira, existem varias maneiras de declarar paz. – Hermione estava exasperada e não conseguia engolir sua indignação por muito tempo. Rony colocou os braços sobre o ombro da garota e a puxou pra perto, mais perto; e ela não questionou mais. Rony entendia a indignação dela, talvez por que fosse de todos, mas as vezes não conseguia não se chatear. A idéia de adiantarem o casamento não era tão insuportável pra ele quanto parecia ser para ela. Mesmo ela às vezes abraçando ele com mais força, num recado mudo de que ela o amava também.

Uma coruja solitária rondou o céu mansamente. Algumas cabeças levantaram distraídas para olhá-la, era comum noticias urgentes ou atrasadas para alguns alunos. A coruja continuou o vôo e dirigiu-se para onde eles estavam. Harry parou para recebê-la e olhou interessado quando ela pousou na frente de Rony. Gina se endireitou para ver se tinha alguma coisa para ela também, enquanto Rony desenrolava a carta. Olhou intrigado para todos enquanto a coruja voltava a levantar vôo e pousava numa das torres da escola.

Hermione percebeu o assombro de Rony assim como os outros. Ele amassou a carta antes que alguém visse e se adiantou.

- Papai está vindo para falar comigo, deve ser algo sobre a lei. – Deu de ombros e levantou-se.

- Mas ele deve querer falar comigo também. – Harry fez menção de levantar-se quando Rony o impediu. Estava visivelmente atordoado.

- Não Harry, acho... é só... eu já volto. – Saiu apressado, deixando todos preocupados e Hermione intrigada. Será que acontecera algo com alguns dos Wesleys e eles não queriam assustar Ginna?


- Draco, já acertou com quem vai se casar? – O loiro olhou estranhamente para o moreno alto que falava com ele. Alias, dera-se conta que não ouvira uma palavra do que os sonserinos falavam a um bom tempo. Talvez por que o assunto sobre a lei o irritava, talvez por que pensasse que não fazia a mínima idéia do que iria fazer. Talvez por que não quisesse pensar.

- Você já sabe Zabini? – Falou mais irritado do que gostaria. O moreno fez uma careta diante da quase ofensiva e resolveu ignorar. A idéia também o irritava.

- Minha mãe está tratando disso. – Os outros viraram para encará-lo e ele continuou arrogante. – Isso não passa de um negocio. Se tenho que me unir a uma bruxa, que seja proveitoso então.

Alguns se entreolharam e Draco fez uma expressão interessante. Tantos viam tudo isso com tal desespero, que esqueciam-se de serem práticos. A mãe do moreno se caSarah tantas vezes que entendia muito bem de "negócios". Blasio estava certo. Alias certíssimo. E talvez alguma família de mestiços não se importariam de terem seu nome ligado aos dos Malfoys. Sentiu raiva pelo pensamento momentâneo. Antigamente qualquer família se sentiria honrada com essa proposta. Maldita guerra.

Mesmo a idéia o enojando, as vezes preferia que o Lord das trevas tivesse vencido. Retirou o pensamento imediato e virou-se para um grupinho sentado ao longe. Olhou entediado e levantou-se para sair. Nenhum lugar era interessante, nem ninguém.


Quando Rony voltou para o salão comum, já era noite e a maioria dos que ainda estavam acordados reparara na face ainda mais pálida e cansada do ruivo. Rony ia passando direto quando ouviu a voz indignada de Hermione.

- Rony?

Ele apenas balançou a cabeça num ato de derrota e Harry foi até ele, mais rápido que os outros.

- O que houve? – Sussurrou visivelmente preocupado e se fosse algo com os Wesleys, tinha que saber para apoiar Gina. Rony indicou com a cabeça para subirem e antes que as garotas protestassem mais; Harry fez uma mímica engraçada para dizer que voltaria logo.

Hermione estava furiosa agora. Qualquer que fosse o assunto ela deveria ser a primeira pessoa que o namorado, ou melhor; futuro marido deveria contar. Seriam uma família e ele a ignorava no primeiro sinal de problema. Sentiu-se abandonada como quando procuravam as Horcruxes e ele os deixou. Afastou o pensamento tão rápido quanto pode, odiava as sensações depressivas que a lembrança a trazia.

Quando amanheceu, Hermione foi a primeira a deixar o dormitório. Embora uma pontada de lógica zunia em seu cérebro, avisando que para Harry não ter voltado a noite; o assunto deveria ser grave. Saiu e se encaminhou para o único lugar que ninguém a incomodaria. Arrumar papéis no fim e semana era uma excelente forma de fazer o dia passar mais rápido. Não ficaria correndo atrás de Rony para que ele confiasse nela o suficiente para contar-lhe o ocorrido, e se fosse algo com a família; Ginna teria sido avisada também.

A sala da biblioteca estava semi iluminada e o costumeiro odor de pergaminho velho e mofo estavam misturados levemente com algo gostoso e matinal. Iluminou mais a sala e viu quando Draco fechou os olhos, evitando a claridade repentina. A castanha avaliou a cena incomum e concluiu que pela hora e pelo estado desalinhado, Malfoy dormira ali.

Os lábios tremeram um pouco diante da surpresa pelo que via. O garoto mimado estava dormindo numa poltrona pouco confortável ao invés da cama quentinha que tanto devia apreciar. Aquilo era no mínimo estranho pra não dizer inacreditável. Quando Draco reconheceu quem o incomodava, tornou a sorver a xícara fumegante a sua frente e sibilou antes que ela ousasse dizer algo.

- Não lhe devo explicações e de preferência vá tomar seu café em outro lugar.

Hermione olhou-o ainda atordoada e virou-se para sair. Olhou para porta e sentiu suas emoções a flor da pele. Não iria a lugar nenhum, uma vez que não queria estar em outro lugar a não ser ali. Não com ele, lógico; mas se não tivesse opção. Seu segundo pensamento foi no diário. Seria ótimo desfocar seus problemas.

- Não vou sair Malfoy, se quiser saia você.

E sentou-se na outra poltrona, recolhendo o diário e abrindo-o com força na ultima pagina lida. Começou a ler como uma pirraça e Draco a ignorou. Continuou o que estava fazendo com a raiva fervilhando dentro dele. Não tinha mais paz em lugar nenhum e queria muito mandar todos para o inferno.

...

"Sarah deixou de ler, com uma mão no pescoço e uma dor de cabeça esquecida. Valentín a convidava a ir até seu escritório e lhe fazer o amor, ou só era uma fantasia agradável para entretê-la?"

Deixou cair o livro sobre a cama como se lhe queimasse e caminhou de um lado a outro pelo tapete. O sentido comum e a prudência lhe ditavam que deveria sentir-se ofendida pela proposta. Não deveria supor que se sentiria cômoda ao aparecer nua e disposta em qualquer outro lugar que não fosse sua cama, em especial depois de seu recente descuido para com ela.

Enquanto caminhava, seu corpo despertava e um inchaço crescia em seus seios e entre suas pernas. Deteve-se para olhar fixamente o espelho. Seus olhos estavam selvagens e com indecisão, ela apertou seus mamilos através da seda da camisola. Apesar de sua batalha mental, seu corpo se preparava para o sexo.

O livro jazia com a capa para cima sobre a cama onde o tinha deixado e Sarah voltou a ler as palavras provocadoras de Valentin, mas logo fechou o livro e o escondeu debaixo do travesseiro.

Valentínestava reclinado em sua cadeira e estirava os músculos cansados de seus ombros. Uma só vela iluminava as fileiras escuras de livros que o rodeavam e o aroma de couro velho, fumaça e brandy se impregnavam nas paredes revestidas em carvalho. Quando menino, ele freqüentemente fugia de sua babá e se metia de maneira furtiva ali dentro e o mordomo de seu pai lhe dava torrões de açúcar e lhe mostrava alguns dos livros de notas encadernados em couro. Seu pai raramente visitava esse lugar, o que possivelmente fosse outra das razões pelas quais ele se sentia tão cômodo.

Apesar de sua capacidade para relaxar ali, estava contente de ter que retornar à cidade em dois dias. Diferente da maioria dos aristocratas, os interesses de seus negócios lhe exigiam uma quantidade destacada de seu tempo e uma semana sem lhes dedicar toda sua atenção provocou sérios problemas que só ele podia resolver.

Suspirou lentamente e então se lembrou de Sarah. Devido às emergências, ele a tinha deixado a seu livre-arbítrio nos últimos dois dias. Apesar dos intentos dela de não parecer afetada pelo descuido dele, sabia que ela não estava contente. Na realidade, ele se arrependia, preferiria passar o dia na cama junto a ela que estar sentado detrás de uma mesa de escritório.

Olhou para o relógio, será que ela já teria descoberto seu presente? E, mais importante, a sua fantasia a teria intrigado, ou a teria horrorizado? Ele sorriu interessado e um pequeno ruído fez com que levantasse o olhar. Sarah estava de pé diante de seu escritório, com uma expressão desafiante no rosto.

Usava um comprido penhoar carmesim, seu cabelo estava solto sobre os ombros e suas bochechas de um colorido que combinava. O pênis dele...

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Hermione parou de ler e olhou para Draco totalmente sem graça. Suas bochechas esquentaram e sentiu os olhos marejarem. Em nenhum momento do semestre desde que descobriram os diários ela sentira com tamanha força a vergonha que sentia agora. Parecia como se tomasse pela primeira vez, consciência das palavras indecentes que lia em voz alta na frente dele. A intensidade que os olhos claros a estudavam tornou a situação ainda pior. Desejava intensamente que o chão da sala se abrisse e ela se afundasse dentro para sempre. Que mais ela teria lido sem ter noção?

Um rápido olhar foi dirigido ao livro de capa vermelha que descansava na caixa. Não sabia o que fazer e pigarreou e sentou-se ereta, respirando fundo. Olhou tentando não demonstrar seu nervosismo. Iria se levantar e sair dali digna. Olhou para Draco e estreitou os olhos. Ele a fuzilava com um misto de malicia, desafio e diversão. E ela odiou.

Ele olhou dela para o diário que ainda segurava, desafiando a continuar. Ele estava se divertindo as custas dela. Divertindo-se muito. Com o desconforto, com a vergonha e ela queria matá-lo por isso. Idiota.

Sentiu como se todo sangue do corpo subisse para cabeça e deixava-a pesada, quente, irada. Draco deu um sorriso soprado pelo canto dos lábios como se dizendo o quão estúpida e covarde ela era. E ela odiou-o ainda mais.

Empertigou-se na cadeira e voltou a ler, com a voz dois tons mais baixa. Quase um sussurro.

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... endureceu de um puxão doloroso e ameaçou escapar de suas calças.

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Forçou a visão que embaralhava e sentiu-se com mais raiva. McGonnagal apontou em sua mente e ela quis chorar. Feitiço injusto aquele, pigarreou de novo e continuou com a voz um tom mais alto. Sentia os olhos cinzentos sobre si e continuou mesmo sabendo que seu rosto deveria estar com manchas vermelhas horríveis.

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Ela deslizou entre ele e a mesa para ficar de pé entre suas coxas. A suave seda de seu penhoar roçava seus punhos apertados e ele a olhava fascinado enquanto ela tirava a roupa e deixava exposta sua nudez.

Valentín olhava o delicioso corpo, a pele dela brilhava sob a tênue luz da vela como a mais fina porcelana. Lambeu seus lábios e imaginou sugar seu mamilo e colocá-lo dentro de sua boca. Sem pensar de maneira consciente, ele inclinou-se para frente e com a ponta da língua tocou seu umbigo. O aroma da excitação dela atraía seus sentidos. Reprimiu um desejo de lambê-la mais embaixo, até seu sexo e colocar a língua na profundidade de seu canal. Para seu assombro, ela o excitava mais que qualquer das mulheres mais peritas que tinha tido como amantes.

Com um controle delicioso - era sua esposa, maldição, não qualquer estranha cadela voraz – ele a levou até seu colo para que se sentasse escarranchada. Beijou-a ligeiramente na boca.

- Eu precisava de uma distração. Como te ocorreu vir me visitar? - Ela sorria, sua esplêndida boca se curvava em um convite inconsciente.

- Estava aborrecida. Não estou acostumada a que me deixem sozinha. Se não necessita minha ajuda em seus negócios, talvez possa te aliviar de outra maneira. – Ela vacilou. - Seu recado me interessou.

Isso era o que ele amava nela, a maneira em que reagia ante suas perguntas, de maneira frontal, com uma honestidade perspicaz. Ela não tinha idéia de quão reparador era isso para um cínico enfastiado como ele. Sua inocência o fazia sentir-se limpo, dava-lhe uma leve esperança de que nem todos os seres humanos eram corruptos.

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Acastanha deu um sorriso mínimo. Queria tanto que Sarah tivesse sabido disso. Adorava como ela respondia a altura as provocações do marido. Era um balsamo em seu orgulho. Hermione sentia-se orgulhosa dela e não sabia explicar. Talvez por que gostava da sensação de igualdade. O mínimo sorriso não passou despercebido pelo loiro que ainda a olhava. Mais do que gostaria, reparar em Granger não era uma das suas atividades preferidas. O movimento dos lábios úmidos, somados a serenidade do seu rosto era odiosamente belo. Pra não dizer irritante. Irritava por que ele estava cheio de problemas e ficava horas reparando nessa intragável. E aquela voz insuportável entrava em seu cérebro e mexia com sua capacidade de lógica. Granger era insuportável e estava ali apenas pelo diário.

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- Você é uma mimada, milady. Espera muito de minha atenção. - Ela enrugou o sobrecenho. - Agora pareces como uma garotinha a ponto de dar pisar em alguém. Ela levantou o queixo.

- Não sou uma menina. - Ele se inclinou para frente e lambeu seu mamilo tenso.

- Já me dou conta disso. - Ela estremeceu com delicadeza em seus braços. - Mas ainda estou tentado de te pôr sobre meu joelho e açoitar suas nádegas.

Ele ficou atento à reação dela ante sua meio brincadeira. Não sabia quanto desfrutaria ao lhe dar tapas nas nádegas, nem se ela também o desfrutaria. O despertar repentino dessa prática sexual lhe resultava intrigante. Já tinha deixado uma mancha úmida em suas calças de camurça.

Ela mordeu o lábio.

- Não estou acostumada a ficar sem fazer nada. Quando aceitei casar com você, esperava que minha vida mudasse para melhor, não que se tornasse ainda mais aborrecida.

Valentín evitou sorrir.

- Eu a aborreço? - Cavou a palma da mão em seu púbis. - Isto a aborrece? - Sarah rebolou contra seus dedos exploradores com um olhar desaprovador.

- Há mais coisas na vida que isso. – Ele a interrompeu.

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O sorriso de Hermione ainda estava colado em seus lábios e ela mais uma vez esquecera de quem estava na mesma sala que ela.

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- Em nossa lua de mel? Sem dúvida isso é tudo o que se supõe que façamos. - Valentín deslizou um dedo dentro dela. - dentro de dois dias partimos para a cidade. Sem dúvida, em algumas semanas estará te queixando de estar muito ocupada para te deitar comigo.

Ela abriu a boca e Valentín pôs um dedo sobre seus lábios.

- Minha fantasia não incluía discutir contigo. Se a recordar, era sobre fazer amor contigo. - Rodeou sua cintura e a sentou na beira da mesa com as pernas bem abertas, então empurrou a cadeira para trás e desabotoou as calças com cuidado, botão a botão, aliviando um pouco seu pênis dolorido.

Ele agarrou sua ereção com uma mão e ficou de pé. Ela respirou forte quando sentiu a ponta de seu pênis roçar contra seu sexo umedecido. - Vou entrar em ti com força e rapidez e você acolherá tudo. Mesmo se uma das criadas entrar e vê-la aqui nua sobre minha mesa, não irá querer que me detenha, rogará para gozar.

Valentín observava a expressão aturdida de Sarah enquanto continuava fazendo círculos em seus clitóris com a ponta de seu pênis. Duvidava que ela notasse se alguém os interrompesse, tinha a mesma intensidade para o sexo que ele. Sua idéia sobre o Livro Vermelho parecia ter funcionado e seus pensamentos davam voltas para outros lugares públicos, outros encontros secretos nas que desfrutaria transar com ela.

Com um grunhido, deslizou-se em seu interior, desfrutava da estreiteza de sua vagina e o aumento da deliciosa pressão. Insistiu até que seu pênis ficou completamente cercado e logo, com lentidão, o retirou. - Olhe meu pênis, Sarah, olhe como te deixo louca...


Passava das duas da tarde quando Hermione voltou para o salão comum. Não olhara para p loiro quando se retirou e na verdade não estava nem um pouco interessada nele agora, estava decidida. Estava frustrada e queria desafiar Rony. Assim como Sarah fazia. Sentia-se revigorada e motivada pelo atrevimento de sua ancestral. Era uma Granger, e uma Granger com o sangue muito quente.

Olhou ao redor dos poucos alunos que liam, já que a maioria estava em algum lugar no sol lá fora. Rony não. Rony parecia esperá-la e ela estreitou os olhos em avaliação. Tinha voltado para se trocar e ir procurá-lo, mas encontrá-lo aparentemente a esperando despontou uma pontada de apreensão em seu peito.

O rosto dele parecia levemente inchado e cansado. Que merda teria acontecido para abalá-lo tanto. Oh Merlin!

- Rony? – A voz soou um tanto insegura e baixa, mas o suficiente para atrair a atenção dele. Os olhos azuis e límpidos brilharam.

- Eu... estou te esperando. – Ele se acomodou no sofá em que estava e os ombros pareceram tencionar com o movimento. Hermione se sentou na frente dele preparando-se para suportar o que quer que o estivesse afligindo. Sentiu-se egoísta por ter sentido raiva anteriormente. Ele estava tão preocupado e triste.

- Ron, o que está acontecendo com... – Ele suspirou alto e a encarou fazendo-a se calar pelo desespero que ele parecia sentir.

- Eu vou me casar com a Lavander. – Os olhos azuis deixaram escapar algumas lágrimas enquanto os castanhos se arregalavam em perplexidade.

Continua...

N/A - Obrigado a todos que deixaram reviews, amodoro cada uma e a todos que favoritaram e colocaram no alerta... vcs me deixam muito feliz. Bjx e até o próximo. Surprise, surprise.