Como havia prometido para seu pai, Uruha depois do colégio foi direto para sua casa, a fim de cuidar da mercearia.

- Cheguei pai - avisa o garoto entrando na loja e colocando a mochila atrás do balcão.

O garoto sai à procura do pai pela loja, geralmente ele não deixa o estabelecimento sem ninguém para olhar. Ouve então alguém chegando, e seu coração falha uma batida ao ver que era Aoi.

- Aoi?! O que está fazendo aqui? – Pergunta assustado o garoto, enquanto se aproximava do moreno.

- Eu disse que dava um jeito de te ver hoje.

Uruha sorri com a resposta de Aoi, e tem vontade de beijá-lo, coisa totalmente fora de cogitação.

- Hei, vem cá – Chama Aoi o guiando para os fundos da loja.

Uruha não tendo tempo de responder segue o moreno. Quando se vêem nos fundos, o moreno o abraça e lhe dá um beijo cheio de saudade e paixão.

- Aoi, não podemos aqui... – sussurra baixinho o garoto.

- Mas eu to com saudade e seu pai pelo visto não está aqui... – Tenta argumentar o moreno fazendo bico.

Uruha com um suspiro se separa de um Aoi relutante.

- Aqui na loja não, é perigoso!

- Uruha?! Cadê você?

O garoto empalidece ao ouvir a voz de seu pai o chamando.

- E agora? – Pergunta o loirinho mordendo os lábios.

- Vai até lá oras, não estamos fazendo nada de mais – Explica calmo Aoi – Você está apenas me mostrando onde fica o café.

Uruha não teve tempo de falar mais nada, pois seu pai aparece nos fundos e ao ver Aoi, ele faz uma cara de dar medo aos olhos de Uruha. Mas Aoi permaneceu calmo encarando o pai do garoto que gostava.

- Boa tarde – cumprimenta Aoi.

- Boa tarde – responde o Sr Takashima. – Uruha, vá para o caixa.

- Sim senhor – Acata o garoto, dando um último olhar para Aoi e indo para o caixa.

- Encontrou o que queria senhor...?

- Aoi, pode me chamar de Aoi – Fala educado o moreno – Eu encontrei sim, seu filho tratou de me ajudar.

E dando um último aceno vai até o caixa e paga pelo café instantâneo, indo embora da mercearia, não antes sem dar uma piscadela discreta na direção de Uruha.

XxXxXxXxX

Ruki estudava com afinco na biblioteca do colégio após a aula.

Sentiu então seu celular vibrar dentro do bolso da calça. Ao ver o visor, viu que era um número desconhecido.

Com o celular vibrando em sua mão, se retira da biblioteca e o atende intrigado.

- Alô?!

- Pequeno! Onde você está?!

Ruki sem perceber sorriu e sentiu um frio na barriga ao imediatamente reconhecer a voz de Reita.

- Como conseguiu o meu número? – Pergunta Ruki ignorando a pergunta feita por Reita.

- Eu liguei pro Aoi, que me deu o número do Uruha, que me deu o seu número – Explica Reita – Ta vendo o que eu faço por você?!

Ruki sorri com o esforço do rapaz para conseguir o seu número.

- Pequeno, onde você está heim?! Não foi pro colégio hoje? – Pergunta Reita preocupado.

- Eu fui ao colégio...

- Então porque não te vi saindo? – fala Reita parecendo angustiado.

- Você ta aonde?! – Pergunta Ruki.

- Eu tô na frente do seu colégio, faz mais de meia hora.

Ruki ouvindo a resposta do rapaz vai até a janela que dava para o estacionamento do colégio. Abriu um sorriso ao ver Reita sentado de lado na moto olhando para o portão do colégio à sua procura.

- Você não me viu saindo, porque eu não saí ainda baka. – Explica Ruki.

- Então vem cá, eu tô te esperando! – Fala Reita, mais animado encerrando a ligação.

Ruki mais que depressa volta à biblioteca e guarda suas coisas, indo ao encontro de Reita.

O rapaz mais velho abre um enorme sorriso ao ver Ruki vindo na sua direção.

- Devia ter pegado o seu número antes... – Fala Reita, passando a mão no rosto de Ruki numa caricia rápida.

- È devia... Mas você não pediu lá no cinema ontem... – Falou o baixinho dando de ombros.

- Porque ontem fazíamos coisa melhor. – Responde com um meio sorriso o rapaz.

Ruki cora com a resposta dada por Reita.

- Você já almoçou?

- Fiz um lanche rápido na cantina do colégio... – fala Ruki.

- Então coloca o capacete e sobe na moto, que vamos almoçar de verdade agora.

Ruki então faz o que o rapaz lhe pede e num tom de súplica fala:

- Só não vai muito rápido...

- Tudo bem – Acata Reita sorrindo.

XxXxXxXxX

Uruha agora se encontrava sozinho na mercearia, olhando para o nada.

Estava com medo do que seu pai poderia fazer se descobrisse à verdade sobre ele e Aoi.

Mas não sabia o que fez para o seu pai desconfiar tanto assim. Nunca demonstrou a ele gostar de garotos e tudo o mais...

"Cacete!" – Murmura Uruha.

Então finalmente a ficha caiu. E tudo parece se encaixar. È justamente por isso que seu pai nunca desconfiara de nada antes de conhecer Aoi. Por que nunca demonstrou interesse em nenhum outro cara que desse em cima dele. E isso era comum acontecer, ali mesmo na mercearia. Já fora "cantado" na frente de seu pai e tudo o mais, porém Uruha sempre dava um fora no homem em questão. E seu pai ficava feliz com isso. Mas com Aoi foi diferente, ele nem mesmo o cantou e já estava todo sorrisos para o moreno mais velho. E ainda tem os encontros com Aoi e tudo o mais.

"Tenho que ser mais cuidadoso" pensa o garoto.

Estava totalmente fora de cogitação contar aos seus pais agora sua opção.

O celular vibra em seu bolso, tirando Uruha de seus devaneios.

- Alô? – Atende o garoto sem olhar o identificador.

- Uru?

- Aoi?!

Então Uruha ouve uma risada de Aoi na linha, e acaba sorrindo junto.

- Está tudo bem? – Pergunta Aoi. – Seu pai brigou com você ou algo do tipo?

- Não, não... Ta tudo bem.

- Hoje é quarta, então eu só tô ligando pra saber se você vai jogar...

- Ah, sim claro! – Responde Uruha animado – Você vai lá me ver?

- È claro meu lindo!

Uruha cora com o apelido.

- Então ta combinado, a gente se vê lá!

- Até logo...

E com um suspiro Uruha desliga o celular e volta a olhar para o nada e dessa vez começar pensar sobre coisas nada puras com Aoi.

XxXxXxXxX

- Você não comeu nada chibi... – Comenta Reita olhando para o prato de Ruki.

- Reita eu já disse que já tinha feito um lanche. – Fala Ruki dando de ombros.

- Ta bom então – Reita olha para Ruki e dando um de seus sorrisos de lado pergunta – Vamos pra outro lugar então?

Ruki nota o olhar malicioso de Reita e se sente um pouco envergonhado. Sabia o que o loiro queria e tinha que admitir que queria muito beijar Reita também, sem ninguém para atrapalhar.

- Vamos – concorda o garoto se levantando animado, esperando Reita fazer o mesmo antes de deixar umas notas encima da mesa e ir junto com Ruki.

Já fora do restaurante, Ruki se vira para olhar Reita e pergunta:

- Pra onde vamos?

- Não sei ainda, só sei que estou louco pra cobrar o beijo que não recebi ontem...

Ruki sorri subindo na moto e se segurando na cintura de Reita, desta vez fazendo um carinho gostoso com os polegares na cintura do loiro, fazendo este dar um suspiro longo de satisfação.

Após rodarem um pouco pela cidade, Reita acaba parando em frente à praça da cidade.

- Vem pequeno – Chama Reita enquanto o puxava pela mão, mais para os fundos da praça.

Ruki se deixa guiar pelo mais velho, e parando em frente a um banco Reita se senta puxando Ruki para sentar-se em seu colo.

- Reita, não sei se esse é um bom lugar - Comenta o garoto olhando para os lados.

- Estamos bem escondidos por essas árvores – Fala Reita enquanto dava uma mordidinha no pescoço de Ruki, fazendo este se arrepiar.

- Talvez você tenha razão - Admite Ruki se virando para Reita e lhe dando um beijo na boca, o enlaçando pelo pescoço.

Reita corresponde o beijo com paixão, e faz um carinho nas coxas de Ruki, que estava sentado de lado em seu colo.

Ruki gostando do carinho feito por Reita, resolve retribuir de alguma forma. Querendo sentir mais da pele do loiro, o garoto lentamente desce uma de suas mãos antes no pescoço de Reita, para o peito dele e sendo mais ousado começa a acariciá-lo por debaixo da camisa, fazendo o mais velho gemer em seu ouvido.

- Ah Ruki, você quer me enlouquecer? – Pergunta Reita, a voz saindo num tom baixo e rouco, excitando Ruki ainda mais.

- Você é forte Rei-chan – Constata Ruki irônico, esbarrando os dedos de propósito nos mamilos de Reita.

Reita não agüentado mais, faz Ruki se sentar com uma perna de cada lado de sua cintura o beijando de forma selvagem. Esquecendo-se completamente de onde estava, mas Ruki não parecia se importar com isso também.

- Hum, Reita – Geme Ruki enquanto o outro beijava e lambia seu pescoço.

O mais velho olhando para Ruki, mexe os quadris contra Ruki, fazendo o garoto sentir o quanto estava excitado e murmura no ouvido de Ruki:

- Ta sentindo pequeno? – Reita se empurra mais uma vez contra Ruki, fazendo este ofegar – Tô assim por sua causa.

Ruki geme ajudando Reita a se esfregar mais em si, ondulando os quadris e recebendo beijos cada vez mais quentes de Reita.

Porém, barulhos de passos o fazem se separar e quando Ruki acabava de se sentar corretamente no banco, um casal passa por eles.

- Essa foi por pouco – Fala Ruki se virando para fitar Reita, ainda corado e parecendo um tanto frustrado.

- Sim, por pouco – Concorda o loiro – Mas eu tenho que ir pequeno, te deixo na sua casa e de lá vou direto para o meu estágio.

- Ta bom – Diz Ruki parecendo um pouco decepcionado – Mas Reita, você vai vir no jogo essa noite?

Reita beija Ruki mais uma vez na boca, o achando extremamente lindo fazendo aquele bico de preocupação.

- È claro que vou meu amor...

Ruki arregala os olhos pelo modo como fora chamado, e com uma sensação gostosa no peito abraça Reita retribuindo com gestos o que não conseguia dizer.

- Você vem me buscar lá em casa? – Pergunta Ruki corado.

- Sim.

Reita não sabia se havia feito certo deixar o garoto saber já, que o que nutria por ele era muito mais que carinho, mas sim amor... Tinha medo de assustá-lo, mas ao que parecia, Ruki correspondia com a mesma intensidade seus sentimentos.

-Então vamos, vou te deixar em casa – Fala Reita se levantando e ajudando Ruki a fazer o mesmo.

XxXxXxXxX

Já era fim de tarde e Uruha esperava paciente seu pai chegar para que pudesse se aprontar para o jogo. Perguntava-se o quanto ainda teria que esperar quando seu pai aparece.

- Pai, hum...

O Sr Takashima sorrindo internamente percebia a ansiedade do filho para saber se podia ir jogar, sabia que provavelmente aquele tal de Aoi estaria lá... Mas não conseguia proibir seu filho de fazer o que mais gostava.

- Tudo bem Uruha, vá jogar!

- Obrigado pai! – Agradece o garoto indo direto para seu quarto.

Uruha procurava tudo o que iria usar no jogo e ia socando tudo dentro da mochila. Não via hora de ver Aoi e de jogar também...

Lembrando-se de algo pega o celular e disca o número de Ruki.

- Alô Ru-chan?

- Até que enfim resolveu se lembrar que eu existo né?! – Fala Ruki fingindo-se magoado.

- Não faz drama Ru... Meu pai quem me fez vir direto pra casa e não deu tempo de te avisar.

- Ah ta tudo bem – Ruki, então num tom preocupado pergunta – Você vai vir jogar né?!

- Claro! Tô te ligando justamente pra perguntar se você vai vir aqui pra gente ir junto...

- Ah, foi mau Uru... Mas o Reita vai me levar... – Comenta Ruki se sentindo mal, por ter esquecido desse pequeno detalhe.

- Ah tudo bem Ruki! – Fala o garoto realmente sem se magoar. – Mas então a coisa está ficando séria entre você e o Reita?!

- P-pois é... – gagueja Ruki.

- Então a gente se vê lá na quadra! – Exclama Uruha sem dar tempo de Ruki continuar.

- Até – despede-se o amigo encerrando a ligação.

Chegando na quadra, Uruha avista ao longe Ruki e Reita conversando na companhia de Kai.

- Oi galera! – Cumprimenta Uruha apertando a mão de todos e logo em seguida olhando para os lados.

Reita notando o olhar de angustia de Uruha fala:

- O Aoi teve que resolver uns pepinos lá com o pessoal do estágio, mas daqui à pouco ele chega – Explica o rapaz.

- Ah, sim o-obrigado – Agradece o garoto envergonhado por esta tão na cara o motivo de sua angústia.

Kai olha de Uruha para Reita parecendo tentar entender algo, e arregala os olhos quando finalmente parece fazer uma leve idéia do que estava rolando.

- Você e aquele cara de piercing na boca estão... – Começa Kai, ficando corado com a pergunta.

- Sim estamos... – Responde Uruha sem esperar o final da pergunta.

- Oh, puxa... Parabéns! – Fala Kai encabulado enquanto coçava a nuca, num gesto muito seu.

Os únicos que sabiam de sua opção eram: Ruki e Kai. E não via problema nenhum em Kai saber que, ele estava saindo com Aoi.

- Então vamos jogar galera! – Fala Kai,

O jogo começa e nada de Aoi aparecer. Toda vez que olhava em direção as arquibancadas via apenas Reita, que dessa vez ficou de fora do time, observando como se não fosse de se esperar Ruki.

Mais um chute contra o gol adversário e mais uma vez ele defende. Ouve Ruki gritando pedindo mais concentração da equipe. Uruha dá um suspiro... Porque ele não vinha logo?

XxXxXxX

Finalmente fim de jogo e termina empatado. Todos se cumprimentam amigavelmente e indo logo em seguida cada um para seu canto. Uruha se dirigi para as arquibancadas indo pegar seus pertences e ir embora.

- Já vai embora?

Uruha se arrepia com a voz que ouve, e um sorriso brota em seu rosto ao ver Aoi, parado à sua frente de braços cruzados.

- Pensei que você não fosse vir mais. – Fala o garoto indo até Aoi e o abraçando não se importando se alguém estava olhando ou não.

- Me desculpa, é que tive uns problemas no estágio e ...

- Tudo bem, o Reita me falou. – Ronrona Uruha contra o pescoço de Aoi dando um beijo discreto no pescoço deste e se afastando.

- Vamos beber algo num barzinho aqui perto? Podemos chamar o Reita e o Ruki.

- Claro!

E animados foram até o outro casal que conversava animado, quase um no colo do outro.

Já no barzinho que Aoi sugeriu. Todos conversavam animados. Aoi e Reita com suas cervejas e os garotos muito a contra gosto com seus refrigerantes.

- Por que não podemos beber "bebida de verdade" que nem vocês? – Pergunta Ruki emburrado, fitando a lata de refrigerante à sua frente.

- Porque os garçons idiotas não quiseram liberar pra vocês – Explica Reita imitando o bico de Ruki, o vendo fazer uma cara feia com imitação.

- Vamos ter outras oportunidades – Fala Uruha levantando sua lata no ar e brindando com Ruki, fazendo os outros dois rapazes sorrirem.

Então no céu dá um clarão forte sendo seguido de uma trovoada.

- È vai chover – constata Reita olhando para Ruki – Temos que ir Chibi, é perigoso andar de moto na chuva e não trouxe capa de chuva.

- Certo – concorda o garoto se levantando e despedindo-se de Aoi e Uruha.

- Até! – Fala o garoto, enquanto Reita já subia dando a partida na moto.

O casal ainda na mesinha do bar, acenou vendo Reita e Ruki sumirem pela estrada.

- È melhor irmos também – Fala Aoi, retirando dinheiro e pagando a bebida. – Vamos?

- Vamos – Concorda o garoto, correndo junto com aoi até o carro, pois a chuva já havia começado.

Já dentro do veículo e a caminho da casa de Uruha, o garoto dá um suspiro na intenção de chamar a atenção do mais velho.

- O que foi Uru? Ta tudo bem? – Pergunta o moreno segurando uma de suas mãos.

- Ta... Só tô um pouco preocupado com o meu pai.

Aoi olha angustiado para o garoto ao seu lado. Sabia que ele devia estar no mínimo com medo se seu pai descobrisse tudo.

- Uma hora ele vai saber, mas se você acha que ainda não é a hora, o melhor que você tem a fazer é agir naturalmente.

Uruha suspira e olha a chuva lá fora. È talvez Aoi tivesse razão.

- Aoi, não para muito na frente de casa? – Pede o garoto.

Aoi entendendo o motivo acata o pedido do garoto,parando alguns metros antes da casa de Uruha.

- Obrigada. È melhor assim. – Fala o garoto fazendo menção de descer do veículo.

- Hei Uru, ainda é cedo. – Diz Aoi num tom de pedido, enquanto segurava Uruha pelo braço – Fica aqui comigo um pouco.

Uruha sorri divertido com a cara de pidão que Aoi fizera. Decide ficar mais um pouco e fecha a porta do veículo de volta, conseguindo com o gesto, um sorriso lindo de Aoi.

- E porque você quer que eu fique Aoi-chan? – Pergunta Uruha brincalhão.

-Porque eu quero namorar um pouquinho com você – Responde o moreno dando um beijo no pescoço de Uruha e o puxando para se sentar com uma perna de cada lado do seu corpo.

- Namorar? – Pergunta o garoto sentindo o rosto corar.

- Sim, namorar... È o que somos não é? Namorados? – Indaga Aoi olhando sério para Uruha.

Uruha não conseguindo se conter de tanta alegria beija Aoi com paixão o enlaçando pelo pescoço.

- Sim, somos namorados – Sussurra o garoto feliz no ouvido de seu namorado.

Aoi então lhe beija, porém de uma forma diferente. Um beijo quente. Chupando a língua de Uruha e mordendo seus lábios carnudos, quase querendo o engolir por inteiro, fazendo Uruha gemer de satisfação dentro do beijo.

- Nossa – Exclama Uruha ofegante ao término do beijo.

Aoi sorri com a reação do garoto, e volta dessa vez a beijar o pescoço dele, o puxando para mais perto em seu colo, fazendo o garoto gemer ao sentir o volume embaixo de si.

O casal fica assim durante um tempo, apenas aos beijos. Vez ou outra Uruha dando pequenos gemidos e se agarrando mais forte em Aoi.

- Está excitado Uru?

- S-sim – Responde Uruha, corado parte pela excitação, parte pela vergonha com a pergunta feita por Aoi.

Sem avisar Aoi acaricia sua ereção, mas não como ele havia feito aquele dia no cinema, Desta vez ele a acaricia com muito mais vontade, querendo ver uruha perder o controle.

- È gostoso Uru?

- È – Sussurra o garoto, inconscientemente acompanhando com os quadris os movimentos da mão de Aoi em seu membro por cima da calça.

- Quer que fique melhor ainda? – Pergunta numa voz rouca o namorado.

- Como?

Aoi então lhe beija, passando a língua por seus lábios e logo em seguida invadindo o interior da boca de Uruha, e devagar começa a desabotoar a calça do mais novo, deixando aos poucos o membro do rapaz aparecer totalmente excitado.

O garoto se sente um pouco envergonhado, mas a excitação era maior e geme ao sentir Aoi o masturbando com mais força.

- Isso é muito bom – Ofega o garoto com o rosto escondido na curva do pescoço de Aoi.

O mais velho sorri, e sussurra no ouvido de Uruha:

- Faz em mim também?

O garoto então olha nos olhos do mais velho, na espera de ver se ele estava falando sério. Mas tudo o que indicava é que sim ele falava sério, pois Aoi já tratava de desafivelar o próprio cinto, deixando à mostra apenas sua boxer preta com um volume nada pequeno.

- Não tem o porquê de se envergonhar meu lindo... – Explica Aoi pegando a mão de Uruha e a colocando sobre a sua ereção.

Uruha então tomando coragem, retira o membro de Aoi de dentro da boxer. Sente a quentura vindo dele e como estava excitado.

Aoi geme ao ver Uruha num gesto inconsciente passar a língua pelos lábios ao segurar seu membro e começar a estimulá-lo.

- Oh, isso Uruha – Incentiva Aoi, enquanto ele também masturbava o mais novo em seu colo.

Ambos já estavam ofegantes e suados. A chuva lá fora caia cada vez mais forte, e os vidros do carro já estavam embaçados. Aoi sentindo que estava próximo do orgasmo e vendo que para Uruha a situação não era muito diferente, segura a mão do mais novo o fazendo parar de masturbá-lo e parando de estimular Uruha também.

- O que foi? – Pergunta Uruha intrigado.

- Deixa que eu faço... – Murmura Aoi em seu ouvido.

O moreno então puxa Uruha mais perto se si, fazendo as ereções se tocarem, arrancando um gemido rouco de Uruha, que se agarra com mais força em Aoi.

Aoi respirando pesadamente segura as duas ereções juntas em uma de suas mãos, e começa a masturbá-las juntas, gemendo junto com Uruha.

- A-Aoi eu vou...

- Goza pra mim Uru... – Pede Aoi, aumentando a velocidade.

Uruha não se segurando mais goza na mão de Aoi, melando a ereção de ambos. O moreno por sua vez, se excitando ainda mais com visão que tinha de Uruha gozando, acaba se derretendo também misturando seus fluídos ao do garoto.

XxXxXxXx

- Nossa quanta chuva – Exclama Reita se protegendo como podia num ponto de ônibus na frente da casa de Ruki.

- Ainda bem que chegamos à tempo – Comenta Ruki olhando para a chuva.

- È melhor você entrar chibi – fala Reita passando a mão pelo rosto de Ruki – Já está tarde e não quero que fique gripado.

- Ta bom – Concorda Ruki relutante.

- Ei, não faz essa cara, amanhã eu te vejo ta bom?! – E Reita, aproveitando a proteção do ponto de ônibus beija Ruki nos lábios.

- Então até amanhã... – fala Ruki se preparando para correr até em casa.

- Até!

Reita vê Ruki correndo até o portão de sua casa. Dá um suspiro cansado se sentando no banco e constatando que era melhor esperar a chuva estiar um pouco. Olha na direção da casa de Ruki e o avista no andar de cima na janela lateral o observando.

- Aquele deve ser o quarto dele – Fala Reita consigo mesmo, e uma idéia lhe surge, fazendo um sorriso aparecer em seus lábios.

Ruki dá uma última olhada pela janela e vê Reita ainda no ponto, provavelmente esperando a chuva passar. Com um suspiro fecha a janela e resolve ir tomar um banho.

Passado algum tempo, Ruki volta caminhando tranqüilo do banheiro indo de volta para seu quarto. E quase dá um grito com o susto que leva ao ver Reita deitado em sua cama.

- O quê? C-como? – Tenta falar Ruki, ainda branco fechando a porta atrás de si.

Reita apenas sorri com a cara espantada de seu pequeno e se levantando da cama vai até Ruki e o enlaça pela cintura.

- Gostou da surpresa amor? – Pergunta Reita baixinho em seu ouvido. – Subi pela calha que passa do lado da sua janela.

- Reita, você podia ter se machucado! – Repreende Ruki – E olha só pra você, ta todo molhado.

- Ah, chibi não reclama...

- Vem tira essa camisa molhada. – Pede Ruki, já tratando de tirar a peça de roupa molhada de Reita.

Ruki tenta, mas não consegue disfarçar o olhar faminto que lança ao corpo de Reita. E cora ao ver que o loiro notou o seu olhar.

-Pode olhar pequeno, por que isso aqui – fala alisando o próprio abdômen – È tudo só seu.

Ruki sorri e abraça Reita erguendo o rosto num pedido mudo por um beijo, sendo atendido prontamente.

Reita o beija com volúpia, afundando suas mãos na cintura do pequeno, enquanto Ruki apenas gemia e passava as mãos sem pudor algum pelo peito desnudo do mais velho.

- Vamos deitar na cama? È mais confortável – Sugere Reita.

Ruki arregala os olhos diante da proposta feita por Reita, não sabia se iria conseguir se segurar com Reita na mesma cama que ele.

- Não vou fazer nada que você não queira pequeno... – Alerta suave Reita fazendo um carinho gostoso na nuca do mais novo.

- Vem... – Chama Ruki decidindo-se, puxando Reita pela mão em direção à sua cama.

Reita sorri satisfeito e deita primeiro, fazendo Ruki deitar de lado encostando a cabeça em seu peito. Ficaram apenas assim, sentindo a presença um do outro e escutando a chuva forte que fazia do lado de fora.

Mas Ruki não consegue ficar muito tempo parado, e num gesto lento se põe a fazer um carinho no peito de Reita, vez ou outra arranhando levemente a pele com suas unhas curtas, não percebendo Reita semi cerrar os olhos com o carinho.

Ruki então sobe mais o rosto e beija Reita com carinho, o carinho ainda sendo feito. Reita não se segurando mais vira o corpo deixando Ruki por baixo, encaixando-se entre as pernas do menor e friccionando os membros.

- Hum... Reita – Murmura Ruki em seu ouvido, apertando sua nuca com força.

Reita não diz nada, apenas beija todo o pescoço de Ruki, gostando de ouvir os gemidos baixinhos em resposta se excitando cada vez mais com isso.

Reita então se empurra com mais força contra Ruki, fazendo o pequeno ofegar e abrir os olhos arfando.

- Pequeno você quer? – Pergunta Reita com os olhos brilhando de expectativa.

Ruki sente um frio subir por sua espinha diante da proposta feita por Reita. Mas sabia que mesmo se lhe desse uma resposta negativa, o loiro não ficaria brabo, talvez decepcionado, mas não brabo.

- R-Rei-chan, eu quero. Mas... E-eu nunca...

- Eu sei... eu não vou te machucar eu não quero... – Murmura Reita roucamente em seu ouvido, logo em seguida lambendo o lóbulo.

Ruki suspira pesado ao sentir Reita o beijando pelo pescoço e o fazendo retirar sua camiseta, beijando todo o peito agora nu e descendo os beijos em direção ao seu baixo ventre, encontrado a calça larga de seu pijama. Reita olha interrogativamente para Ruki, como se lhe perguntasse mais uma vez se estava tudo bem, e Ruki apenas lhe dá um sorriso o incentivando. Era a resposta de que Reita precisava.

Fazendo Ruki erguer os quadris, o mais velho retira as calças do pequeno o deixando apenas com sua roupa intima e céus podia muito bem ver que ele não era o único excitado ali.

- Está bem duro, não é Ru-chan – Comenta Reita sacana, massageando a ereção de Ruki ainda por cima do tecido.

- Reita não provoca... – Murmura Ruki fechando os olhos e afundando a cabeça nos travesseiros.

Reita sorri com a reação do pequeno e com um gesto rápido retira a última peça de Ruki o deixando completamente nu e Reita não resistindo afunda o membro de Ruki em sua boca, sentindo todo o gosto do pequeno. Ruki morde a própria mão tentando conter um gemido, pois ainda estava no seu quarto e não queria acordar seus pais, com seus gemidos.

Ruki ergue o rosto para ver o que Reita fazia consigo.

"Céus! Ele está mesmo me chupando!" Pensa Ruki zonzo de tanto prazer, voltando a deitar a cabeça no travesseiro.

Reita então abandona o membro de Ruki e passa a beijar toda a área ao redor voltando para cima e beijando a boca do pequeno com vontade.

- È bom pequeno? – Pergunta Reita, enquanto acariciava a parte interna das coxas de Ruki.

- S-sim, mas Rei-chan, não vai tirar suas calças? – Pergunta Ruki de forma inocente, fazendo Reita sorrir.

- Por que você não as tira pra mim amor?

Ruki se sentindo desafiado de alguma forma se levanta completamente nu e excitado, não se importando com isso e adorando os olhares famintos de Reita sob si, o faz deitar na cama, logo em seguida se agachando entre as pernas de Reita e retirando as calças do loiro, deixando apenas suas boxers brancas aparecerem.

Reita puxa Ruki para cima de si e o beija deixando os membros excitados se tocarem.

- Ru-cham, você não tem lubrificante não é?! – Indaga o mais velho mesmo já imaginando a resposta.

- N-não. – Murmura Ruki de repente parando de se esfregar em Reita. – Ta tudo bem? Pergunta Ruki vendo a expressão levemente preocupada no rosto bonito de Reita.

- Ta sim amor – Fala Reita abraçando Ruki e o beijando enquanto descia uma de suas mãos até a ereção deste o estimulando.

-R-Reita eu v-vou – Murmura Ruki contra o pescoço do mais velho.

Mas não consegue terminar a frase, acaba gozando na mão de Reita.

Reita vendo seu pequeno mais relaxado e respirando ainda forte, aproveita o gozo de Ruki e com cuidado guia um de seus dedos melados até a entrada virgem de Ruki, fazendo este se retesar imediatamente diante do toque mais intimo.

- Relaxa amor... – Murmura Reita rouco – Vai ser gostoso.

Ruki ouvindo as palavras de seu amante abre mais as pernas, deixando Reita o invadir aos poucos com seu dedo médio.

O menor afunda o rosto no travesseiro, doía. Mas não era tão dolorido assim. Muda completamente de opinião ao sentir Reita adicionar um segundo dedo, sendo seguido por um terceiro.

- R-Rei-chan ah... – Geme Ruki quase sem voz, com a dor que sentia.

Reita ainda com seus dedos no interior de Ruki, começa a distribuir beijos por todo o abdômen do pequeno aos poucos descendo até seu membro e o chupando de forma lenta e provocante.

Ruki não sabia agora decifrar o que sentia ao ver Reita o chupando e sendo estimulado com os dedos do loiro dentro de si. Era um misto de dor e prazer e aquilo não parecia ruim.

- Chupa mais forte Reita – Pede Ruki num sussurro, sabendo que teria vergonha mais tarde do pedido que fazia.

Reita vendo que Ruki não estava mais tão nervoso e sim excitado volta a mexer os dedos no interior de Ruki, sorrindo quando o pequeno deu um gemidinho baixo de prazer com os movimentos. O loiro enquanto massageava Ruki com seus dedos, começa a se masturbar com a mão livre, se excitando com a visão de Ruki totalmente entregue de pernas abertas naquela cama.

- R-Reita vem logo – praticamente implora Ruki.

Reita sem esperar outra chamada se ajoelha entre as pernas de Ruki e cuidadosamente retira os dedos de dentro do pequeno. Guiando seu próprio membro na entrada de Ruki.

Ruki dá um gemido baixo quando Reita coloca apenas a glande em seu interior, mas aos poucos ele vai invadindo Ruki, estimulando o membro do pequeno para fazê-lo esquecer um pouco a dor.

Quando Reita se vê completamente dentro de Ruki dá um suspiro de satisfação, agachando na direção de Ruki e o beijando com carinho.

- Ta tudo bem amor? – Pergunta carinhoso Reita.

- Uhum – Assente o pequeno completamente corado, se mexendo embaixo de Reita em busca de mais contato.

Reita então dá uma estocada leve, apenas para ver se Ruki reclamaria. Mas o pequeno apenas gemeu em resposta. O mais velho dá uma investida um pouco mais forte, recebendo outro gemido de Ruki. Reita sorri se ajeitando melhor sobre o pequeno e o estocando seguidas vezes, gemendo junto com Ruki e o estimulando ao mesmo tempo.

Ouve Ruki dar um gemido alto e arquear as costas no momento em Reita soube que o tocou no seu ponto mais sensível.

- M-mais rápido – Ordena Ruki ofegante, querendo sentir mais daquilo.

O mais velho atende ao pedido, já se sentindo próximo do orgasmo, sentindo Ruki quase estrangular seu membro de tão apertado que era. Reita numa última estocada mais forte derrama seu gozo no interior de Ruki, sentindo sua mão melada com os fluídos do pequeno.

Ambos ficam apenas deitados lado à lado exaustos e ofegantes. Mas voltam à realidade, quando ouvem batidas na porta.

- Ruki? Filho? Ta tudo bem? Abre a porta para a sua mãe...

Ruki ainda corado gela ao ouvir a voz de sua mãe. Olha para e vê Reita estático ainda na cama semi nu.

- Reita o que eu faço?! – Sussurra o garoto desesperado.

- Vai lá e fala com ela, eu me escondo embaixo da cama.

Ruki concorda enquanto veste seu pijama amassado e observa Reita se esconder embaixo de sua cama. Rapidamente vai até a porta e vê sua mãe de robe rosa o observando preocupada da porta.

- Ta tudo bem filho? Você está suando! – Começa a mãe do garoto verificando a temperatura do menor com a mão em sua testa.

- Mãe, ta tudo bem... E-eu só tive um pesadelo...

- Mas eu ouvi gritos e...

- Mãe, foi só o susto que levei, mas agora já passou – Tenta explicar o garoto, não deixando sua mãe espiar para dentro do quarto – Volte a dormir mãe que eu já estava fazendo o mesmo.

A mãe de Ruki o olha mais uma vez, tentando decifrar a cara do filho. Mas acaba se convencendo da desculpa do garoto e dando um beijo na testa de Ruki volta para o quarto.

Ruki solta o ar que não lembrava de ter prendido, e trancando mais uma vez a porta fala:

- Pode sair Reita.

Reita sai de seu esconderijo rindo baixinho, apenas com suas boxers brancas.

- Estamos abusando da sorte, não é pequeno?

Ruki apenas concorda com a cabeça e se joga nos braços de Reita o fazendo cair com ele deitado na cama.

- Rei-chan, você vai ficar mais um pouco né? – Pergunta Ruki com um olhar pidão.

- Vou sim, meu amor.

Reita lança um olhar preocupado para Ruki e pergunta:

- Ta doendo muito?

- Um pouco – Responde o garoto corado – Mais é normal não é Rei-chan?

- Sim, é normal amor.

E com o barulho gostoso da chuva lá fora e aconchegado nos braços de seu namorado Ruki acaba pegando no sono.