Livro de Katie Ashley. Adaptado por JehSanti para o universo Naruto que, juntamente com seus personagens, pertencem a Masashi Kishimoto.
Classificação: M (+18)
xxx
Capítulo Sete
Uma hora mais tarde, Sakura calçava suas sandálias, enquanto Sasuke prendia o nó de sua capa.
- O que você quer comer? - ele perguntou, enquanto saia da varanda.
- Hmm, que tal o tradicional? Eu estou com desejos de tsukemono, peixe grelhado, sunomono e chá verde.
- Então será o tradicional.
Enquanto abria o portão, o telefone de Sasuke tocou. Ele olhou para o identificador de chamadas e fez uma careta.
- É Yasuhiko-sama.
- Você não falou com ele desde que voltou?
- Não.
Sakura sacudiu a cabeça.
- Eu não posso acreditar que você não o avisou que estava em casa são e salvo. Aposto que ele está preocupado por noticias.
- Obrigado por me fazer sentir culpado. - Sasuke refletiu.
Ela mostrou a língua para ele brincando, quando ele respondeu ao telefone.
- Ei, Yasu-san... Sim, eu cheguei na noite passada. Desculpe não ligar. Eu estava um pouco cansado.
Sakura bufou com sua mentira. Ele não estava muito cansado para ter uma rodada de sexo com ela.
Quando ela encontrou o olhar de Sasuke, ele mostrou a língua para ela, que riu.
- Estou pensando em ir ver você. - Ele fez uma pausa. - Eu sei que você realmente está trabalhando duro em seu jardim de rosas, mas agora não é na verdade, o melhor momento.
Sakura limpou a garganta, e Sasuke olhou para ela.
- Me leve de volta para casa e vá ver o seu mestre. - ela murmurou. Ele balançou a cabeça. - Sim, ele sente falta de você e –
- Yasu-san, eu fico feliz em ver você, desde que você não se importe que eu leve uma amiga comigo.
Espere, o que? Ele foi, na verdade, vai levá-la ao encontro de seu mestre?
Isso era um nível de compromisso, que ela nunca imaginou dele. Sasuke deve ter registrado sua surpresa, porque ele sussurrou:
- Você não se importa?
Ela balançou a cabeça, e ele sorriu.
- Tudo bem. Nos veremos em dez minutos. - Depois que ele desligou o telefone, ele virou-se para Sakura. - Você tem certeza de que está tudo bem com isso?
- Por que eu me importaria?
Sasuke deu de ombros.
- Eu não sei. Yasu-san é ... bem, ele é um trabalhador braçal, camponês, ex-shinobi que ama arrumar seu jardim e brincar com seus netos.
Sakura sorriu para o seu relatório.
- Considerando que a maioria da família da minha mãe são trabalhadores braçais, acho que vai ficar bem. Além disso, ele é avô do meu filho.
- Eu só não queria perder meu sábado escutando-o trabalhar e falar sobre suas diferentes espécies de rosas ou histórias de guerra.
- Eu acho que parece divertido.
- Você precisa sair mais, querida.
Sakura experimentou o aperto familiar em seu peito com sua atitude irreverente. Seu sorriso desapareceu.
- Eu acho que, no fundo, você realmente não quer me apresentar a ele.
Sasuke desviou o olhar da rua para olhar para ela.
- O quê? Por quê?
- Você não quer ter que explicar nada a ele sobre o que nós não somos. Sem mencionar que você não vai ter de fingir que sou sua namorada.
- Bem, eu realmente não tinha planejado apresentá-la como minha namorada. Eu ia mentir e dizer que estávamos trabalhando em um projeto juntos para o Hokage.
- Oh. - Sakura murmurou.
- Você não achou que eu estava indo para como quem não quer nada e soltar a bomba nele sobre o bebê, não é? Eu acho que iria assustá-lo um pouco.
- Você está pensando em dizer exatamente o que para ele?
- E o que eu posso dizer? Ei Yasu-san, esta é a menina que me perguntou se eu poderia engravidá-la, porque seu relógio biológico estava passando. Talvez uma vez e outra, ela me deixe ver a criança, se ela quiser, porque eu assinei um contrato onde eu não tenho que ter quaisquer obrigações parentais ou financeiras.
Sakura sacudiu a cabeça.
- Você sabe que esta parte do contrato já existia antes, por causa do Ren. Além disso, eu nunca iria manteria o bebê longe de seu avô... Ou seu pai.
Sasuke olhou para ela com surpresa.
- Quer dizer que você não faria objeção que eu tenha uma maior participação na vida do bebê?
Coração de Sakura bateu tão forte no peito que ela tinha certeza que Sasuke iria ouvir. Ela lutou para encontrar sua voz.
- É claro que eu não me importaria. Eu quero que você faça o que te fizer confortável.
Sasuke permaneceu em silêncio por alguns segundos. Então, ele suspirou.
- Eu quero deixar uma coisa bem clara. Ter uma parte maior não significa que eu vou ser um típico pai e ajudá-lo a se levantar de manhã. E eu tenho certeza como o inferno que não vou trocar fraldas ou me levantar no meio da noite para alimentá-lo ou qualquer coisa assim.
Sakura mordeu o lábio para não sorrir. Ela continuava afastando pouco a pouco seu verniz endurecido. Era um pequeno passo, mas ela tomaria o que ele podia dar.
- Tudo bem. Eu não espero que você faça nada disso. Eu só queria que ele ou ela soubesse ao menos quem é seu pai.
- Isto está ótimo para mim.
Sasuke parou na entrada de uma casa de tijolo modesto. Assim como em sua casa, o quintal era de tirar o fôlego.
- Você não estava brincando quando disse que Yasu-san tinha dedo verde. - ela meditou enquanto observava o jardim florido. Sasuke sorriu.
- Espere até que ele mostre o seu jardim de rosas.
- Ele tem um jardim apenas de rosas?
- Sim, com diversas espécies.
- Isso é incrível. Talvez ele esteja disposto a me dar algumas dicas de jardinagem. Eu adoraria ter mais flores crescendo na janela do quarto do bebê.
- Eu tenho certeza que ele estaria mais do que feliz em ajudar.
Quando Sakura fez seu caminho até a entrada da garagem, ela tropeçou. Sasuke serpenteou um braço em volta da cintura para estabilizá-la.
- Você está bem?
- Eu tenho tido um pouco de tontura recentemente. Outro efeito colateral maravilhoso do inicio da gravidez.
- Fico feliz em ouvir que não foram nossos esforços na última noite que deixou você assim. - Ele respondeu com um sorriso.
Ela bateu em seu braço de brincadeira.
- Você é terrível.
- Bem, olá, olá! - Um homem grisalho os chamou ao lado da casa.
Surpresa inundou Sakura quando Sasuke não deixou cair o braço de sua cintura.
- Ei, velhote.
- É bom ver você, meu filho. - O mestre de Sasuke respondeu com um sorriso. Ele protegeu os olhos do sol e olhou para Sakura. - E quem é essa moça bonita?
- Esta é Haruno Sakura. Minha antiga colega de time. Nós trabalhamos juntos. - Sakura estendeu a mão e sorriu.
- É um prazer conhecê-lo Yasuhiko-sama.
- Por favor, me chame de Yasu. - ele respondeu, sacudindo a mão. - Você gosta de rosas, Sakura?
- Sim, eu gosto. Eu estava admirando todas estas lindas flores bonitas.
- Venha então. Deixe-me lhe mostrar o meu jardim de rosas. Ele estendeu o braço como um cavalheiro do passado, e Sakura deslizou seus braços por ele. Eles passeavam pelo jardim da frente, enquanto Sasuke os seguia atrás. Quando eles viraram a esquina, Sakura engasgou com o arco-íris de cores.
- Ah, é de tirar o fôlego!
- Obrigado. Eu estou trabalhando para integrar novas espécies.
O telefone de Sasuke tocou. Depois que ele pegou do bolso, ele gemeu. Yasuhiko e Sakura olharam para ele.
- É do trabalho. É melhor eu atender. - Sasuke andou até o canto da casa.
- Vá em frente, filho. As rosas ainda estarão aqui quando terminar.
Yasuhiko respondeu, bem-humorado.
Sakura delicadamente apontou uma rosa vermelha, antes de se abaixar para sentir o cheiro. A inebriante fragrância perfumou seus sentidos, e ela suspirou de prazer.
- Estas são tão bonitas.
Yasuhiko sorriu com orgulho.
- Essas são Don Juan. Elas também são conhecidos como rosas escalada, porque elas crescem bem em eixos e laterais como de edifícios. A coisa agradável sobre elas é que são tão resistentes, não precisam serem podadas, para voltar ano após ano.
Yasuhiko traçou o seu dedo sobre um dos espinhos.
- Minha esposa já falecida, na verdade, que plantou estas. Eu trouxe da minha antiga vila.
O coração de Sakura doeu com sua expressão triste. Ela estendeu a mão e esfregou o braço de Yasuhiko com ternura.
- Sasuke me contou sobre seu falecimento. Sinto muito pela sua perda. De certa forma, eu sei o que se sente ao perder alguém que é seu mundo inteiro.
- Você sabe? - Yasuhiko perguntou baixinho.
- Minha mãe morreu de câncer há dois anos. Ela era tudo para mim, especialmente depois que meu pai morreu no fim da guerra. - Ela deu-lhe um sorriso triste. - Às vezes parece que eu nunca vou superar isso, como apenas vou ter esse buraco no meu coração para o resto da minha vida.
Yasuhiko balançou a cabeça.
- Sim, é exatamente como me sinto. - Ele levou sua mão ao peito e apertou com força. - Obrigado por compartilhar isso comigo.
O silêncio pairou em torno deles, enquanto Sakura admirava o jardim de Yasuhiko. Ela tinha acabado de inalar, o que ela imaginava ser uma rosa amarela do deserto quando Yasuhiko a assustou.
- Então, você e meu filho trabalham juntos?
- Nós dois estamos no mesmo prédio, mas ele realmente trabalha alguns andares acima de mim, na ala da polícia especializada.
- Eu entendo.
Sakura olhou por cima da rosa que estava admirando, e encontrou Yasuhiko dando-lhe um olhar astuto.
- E vocês dois esperam que eu acredite que não há nada entre vocês, mas que vocês apenas trabalham junto? - Ele perguntou, com um sorriso.
Sakura corou.
- Bem, não, eu quero dizer, é complicado.
- O amor não é sempre complicado?
- Eu-eu acho que sim. Mas nós nos conhecemos há anos, de modo que ele não está apaixonado por mim, quero dizer, nós não estamos apaixonados.
Yasuhiko apertou os lábios.
- Você vê esta rosa?
Sakura assentiu.
- Ela não parece que vai florescer, não é?
Inclinando a cabeça, Sakura olhou para o botão fechado.
- Não, não parece.
- Ah, mas é aí que as aparências enganam. Por vezes, aquelas que florescem mais rápido, desaparecem rapidamente. É nestas, que é difícil o desabrochar, que saem algumas das flores mais belas.
Ele cortou um longo caule da Don Juan e entregou a Sakura.
- Você pode me dizer que você e Sasuke não estão apaixonados, mas as aparências enganam.
Ela engasgou e quase deixou cair a rosa. Ela abriu a boca para discutir com Yasuhiko, mas Sasuke retornou neste momento.
- Desculpe por isso.
- Está tudo bem, filho. Eu estava gostando de conhecer Sakura melhor. - Yasuhiko respondeu. Sakura abaixou a cabeça para evitar seu olhar intenso. - Vocês dois ficam comigo para o almoço?
- Eu estava realmente a caminho do café da manhã, quando você ligou.
- Psh, quem quer café da manhã fora, quando você pode ter uma refeição caseira? Tenho tortas de carne.
Sakura observou como os olhos de Sasuke se iluminaram, e ela sabia que podia renunciar seu desejo de peixe frito.
- Isso soa delicioso. - ela disse.
Sasuke ergueu as sobrancelhas interrogativamente, e ela balançou a cabeça.
- Ok, então, nós vamos ficar.
- Maravilhoso! - Yasuhiko exclamou, apontando-os para a porta dos fundos.
Sakura sorriu.
- Eu tenho que admitir que estou muito impressionada com as habilidades culinárias de vocês.
Yasuhiko olhou para Sasuke sobre seu ombro.
- Oh, você já cozinhou para Sakura?
Ela lutou contra o impulso de rir com o que parecia uma vermelhidão rastejando através das bochechas pálidas de Sasuke.
- Sim, só alguns camarões. Nada empolgante.
- Ele está sendo modesto. Estava delicioso.
Yasuhiko segurou a porta aberta para eles.
- Eu acho que nós, lobos solitários, fomos forçados a aprender a cozinhar pela nossa situação, eu por ser um viúvo e Sasuke por ser um orfão solteirão convicto.
- Tenho certeza que o que você tem preparado vai estar delicioso. - Sakura disse.
Yasuhiko pegou uma luva de forno.
- Sasuke, por que você não leva Sakura para a sala de jantar e coloca outro prato na mesa, enquanto eu pego a comida?
- Posso te ajudar? - Sakura ofereceu.
Ele sorriu.
- Isso seria maravilhoso.
Depois que tudo estava na mesa, todos se sentaram. Yasuhiko pegou suas mãos.
- Sasuke, você pode agradecer?
A boca de Sakura se abriu em choque. Nunca em um milhão de anos, ela teria atrelado Sasuke a qualquer coisa remotamente perto de religiosa, muito menos ser confiado a ele dizer a benção.
Quando lhe estendeu a mão, ele piscou.
- Feche a sua boca, Sakura. Você vai pegar uma mosca assim.
Ela beliscou os lábios e lhe lançou um olhar assassino.
Mas quando ele pegou a mão dela e roçou os dedos carinhosamente sobre os nós dos dedos, sua raiva evaporou.
- Caro Senhor, por aquilo que estamos prestes a receber nos somos verdadeiramente agradecidos. Amém.
Quando eles levantaram a cabeça, Yasuhiko repetiu:
- Amém.
Sakura deu Sasuke um sorriso tímido e murmurou.
- Curto e doce. - Ele apenas riu e colocou o guardanapo no colo.
No momento que Yasuhiko tirou a tampa da panela, o estômago de Sakura retorceu. Ah, não, agora não. Por favor, agora não! Ela silenciosamente implorou. À medida que o aroma de carne invadia suas narinas, as náuseas a alcançaram. A bile subiu em sua garganta, e ela segurou a mão sobre sua boca.
- Desculpem. - ela murmurou antes de pular da mesa, derrubando sua cadeira na processo.
xxx
Sasuke lançou um olhar nervoso a seu mestre. Ele engoliu em seco, enquanto Yasuhiko encarava a retirada abrupta de Sakura. Ao som do porta do banheiro batendo, Yasuhiko levantou uma sobrancelha em expectativa.
Sua mente girava qual a melhor forma de tentar arrumar uma possível explicação sobre o comportamento de Sakura e ainda manter seu segredo. Ele finalmente sorriu desculpando-se.
- Eu deveria ter mencionado que ela era vegetariana, e que o cheiro de carne a faz passar mal.
- Não fale merda para mim.
- Perdão? - Sasuke perguntou, inclinando-se em sua cadeira. Esta certamente não era a resposta que ele esperava. Sua mentira parecia muito plausível para ele.
Bem, exceto pelo pequeno fato que Sakura tinha ficado feliz ao aceitar o convite para um almoço de torta de carne a menos de dez minutos atrás. Yasuhiko balançou a cabeça.
- Ela está grávida, não é? - O próprio estômago de Sasuke agitou, e ele lutou contra o impulso de fugir da mesa junto com Sakura.
- O que levaria você a pensar isso? - Ele resmungou. Ele com certeza esperava que Sakura não tivesse mencionado algo a Yasuhiko, enquanto eles estavam olhando as rosas. Se alguém ia soltar a bomba sobre sua paternidade, este alguém era ele.
- Por causa de minha falecida esposa. Ela não poderia ficar no mesmo ambiente com carne quando ela estava grávida de meu falecido filho. Mesmo o mais fraco cheiro era suficiente para mandá-la ao banheiro. O pior foi quando estávamos na cidade e passou um carrinho de cachorro quente.
Yasuhiko sorriu melancolicamente.
- Eu nunca mais vi ninguém ter esse tipo de reação, desde minha Kaede, nem mesmo Karin ou Ayuki.
Sasuke lançou um olhar para o corredor.
- Sakura está gravida só de seis semanas. Mas o enjoo matinal, ou eu acho que eu deveria dizer náuseas, está com força total nela.
- Eu suponho que a criança é sua?
- Claro que é. - Sasuke rosnou.
- Certamente você pode ver por que eu iria questioná-lo. Afinal, você apresentou-a como uma amiga do trabalho e agora você está me dizendo que ela está grávida de seu filho.
- Eu não sabia muito bem como te apresentar.
- Você está pensando em se casar com ela?
- Não é tão simples assim.
As sobrancelhas de Yasuhiko arquearam com surpresa.
- Não é? Eu pensei que quando você tem uma mulher grávida, você faz a coisa honrosa e se oferece para casar com ela. Por que diabos você estava dormindo com ela, se você não a ama ou vê um futuro com ela? Ou você ainda teima em ser o idiota que usa as mulheres para seus próprios propósitos egoístas?
Sasuke estreitou os olhos e agarrou a borda do laço da toalha de mesa.
- Por Kami, Yasu-san, não precisava ter falado deste jeito. Eu não imaginava que você pensava assim a meu respeito!
- Sinto muito, mas você esta com vinte e nove anos de idade. Você não teve nenhum relacionamento desde que você terminou com Ami.
Yasuhiko sacudiu a cabeça tristemente.
- Se eu posso ser completamente honesto, eu poderia dizer que Ami e Sakura se parecem muito uma com a outra. Eu certamente não quero ver Sakura se machucar, como aconteceu com Ami, especialmente se ela está carregando meu neto.
- Olha, pode parar de me fazer como o vilão da historia. Sakura queria um bebê, então eu concordei em ajudá-la.
Yasuhiko abriu e fechou a boca como um peixe fora d'água. Uma vez que entendeu a noticia, um sorriso divertido curvou em seus lábios.
- Ah, você é como um cavalo garanhão ou algo assim?
- Não é engraçado.
- Desculpe, filho. Eu não pude resistir. - Ele afagou o braço de Sasuke.
-Bem! Piadas à parte, eu só quero que você pense muito sobre o que você está fazendo. Eu posso ver que você se importa profundamente com Sakura, e ela com você.
Sasuke se mexeu na cadeira e olhou para suas mãos.
- Eu não sei como me sinto.
- Você sabe o que Kaede diria, não é?
Com estas palavras de seu mestre, Sasuke levantou rapidamente de sua cadeira e foi servir uma bebida. Ele puxou uma garrafa de saquê do armário.
- Não a traga para isso. Ela já me atormentou o suficiente. Sempre perguntando por que eu parti o coração de Ami, ou por que eu não podia me estabelecer, casar-me com uma garota legal e religiosa, e fazer um monte de crianças. - Ele convenientemente deixou de fora a parte sobre como ela o tinha feito prometer em seu leito de morte ter filhos um dia.
- Você não percebe que ela sabia que um filho iria realmente fazer você feliz.
Sasuke fez uma careta.
- Mas ela nunca viu o meu verdadeiro eu, ela só acreditava nas partes boas. Se ela realmente tivesse parado para pensar sobre isso, ela teria percebido que eu nunca quis ficar amarrado ou preso com a mesma mulher dia após dia.
Mágoa irradiava nos olhos de Yasuhiko.
- É isso que você pensa dos quarenta e cinco anos que eu estive com Kaede?
Sasuke jogou a cabeça para trás e olhou para a mancha de água do jantar no teto da sala. Ele desejou que ele nunca tivesse atendido seu telefone ou concordado em vir. Acima de tudo, ele desejou nunca, nunca ter imaginado que trazer Sakura com ele seria uma boa ideia. Ela tinha razão quando antecipou os problemas que sua presença traria.
Sasuke suspirou e olhou para Yasuhiko.
- Não, não, Yasu-san, não é isto que penso do seu relacionamento. Mas nós somos pessoas diferentes.
- Sakura pode ser a melhor coisa que já aconteceu com você. - Um bufo irrompeu dos lábios de Sasuke.
- Como diabos você poderia saber disso? Você esteve com ela apenas uma hora!
- Eu posso ser um homem velho, mas não sou cego. Ela é o pacote completo, filho. Ela é tão bonita por dentro como é por fora. Como você pode não se surpreender com o tanto que esta jovem mulher é especial? Porque se eu fosse da sua idade, eu estaria fazendo tudo em meu poder para fazê-la especialmente minha, principalmente se ela estivesse levando meu filho.
Sasuke abriu a boca para argumentar, mas ao ouvir o som da porta do banheiro ranger, ele fechou.
- Nem uma palavra. - ele sussurrou para Yasuhiko. Quando Sakura apareceu, seu rosto estava positivamente fantasmagórico, exceto pelo rubor de constrangimento em suas bochechas. Ela sentou-se em sua cadeira e timidamente olhou através da mesa para Sasuke.
- Você está bem? - ele perguntou.
Ela deu um sorriso fraco.
- Eu estou bem. - Ela virou-se para Yasuhiko. - Yasuhiko-san, eu sinto muito por estragar seu almoço assim.
Ele levantou seu dedo indicador para silenciá-la.
- Você não fez tal coisa. - Ele chegou do outro lado da mesa para apertar sua mão. - Além disso, fez muito feliz o coração deste homem velho ouvir que ele vai ser avô de novo.
- Merda, velho, eu pedi para não dizer uma palavra! - Sasuke exclamou, enquanto os olhos de Sakura alargavam tão grande como pires.
- Você disse a ele? - Ela exigiu.
Yasuhiko balançou a cabeça.
- Agora, não fique chateada com ele. Eu que adivinhei. Quando a minha falecida esposa estava grávida de nosso filho, ela sofreu terrivelmente com os enjôos matinais, bem, nós jocosamente chamávamos da doença do dia todo, porque não era apenas pelas manhãs. E cheiro a incomodava terrivelmente.
Sakura agarrou seu abdômen.
- É horrível.
- Se eu fosse de apostar, eu ia colocar um bom dinheiro que você está carregando um menino. Afinal, minha esposa apenas experimentou isto com nosso filho.
Sakura deu um sorriso sonhador.
- Um menino seria maravilhoso, mas eu vou ficar feliz também com uma menina, contanto que ele ou ela sejam saudáveis, é tudo o que importa.
Yasuhiko afagou-lhe a mão.
- Ah, mas você precisa de um menino. Dessa forma, o nome da família Uchiha vai continuar.
Ele virou-se para Sasuke.
- Você vai dar ao bebê seu sobrenome, não é?
- Kami-sama, velho! Dá um tempo!
- Eu sou um legitimo religioso japonês, filho, eu não vou aliviar em cima da legitimidade do meu neto.
Sasuke sentiu o sangue fugir de seu rosto. Ele imediatamente pegou seu copo e virou o resto do saquê. Com o contínuo escrutínio do seu mestre, ele mudou de posição na cadeira.
- Bem, Sakura e eu não discutimos isso.
- Você não quer carregar no nome dessa família? - Yasuhiko virou seu olhar intenso em Sakura. - Você sabe que Sasuke é o último da linhagem.
- Ah, vamos, Yasu-san, não é como se eu me importasse com isso. - Sasuke argumentou.
Yasuhiko cruzou os braços sobre o peito, em um acesso de raiva.
- Tudo bem então. Se você não vai dar ao bebê o seu nome, eu vou dar-lhe o meu!
Quando Sakura chiou em frente a ele, Sasuke sabia que ela estava chateada com a tensão expressa entre os dois homens de temperamento forte que se enfrentavam.
- Você poderia por favor parar com isso? Você está deixando ela assustada.
A expressão de Yasuhiko imediatamente suavizou.
- Sakura, eu sinto muito se ofendi ou perturbei você. Eu sou ferozmente protetor de minha família, e agora que você está carregando meu neto, você é uma parte disso.
Sasuke viu como a expressão de Sakura passou de apreensão para positivamente radiante.
- Isso é muito gentil de sua parte se importar tanto. Meu bebê vai ter muita sorte de ter você como um avô. - Ela deu um respiração. - Mas antes de eu engravidar, Sasuke e eu definimos claramente alguns parâmetros sobre qual seria seu papel.
- Então você tem alguma objeção do bebê ter o nome de Sasuke? - Yasuhiko exigia.
- Bem, não... Quer dizer, eu não me importaria. - Antes que Sasuke pudesse se controlar, ele olhou com raiva sobre a mesa para Sakura. Ela rapidamente balançou a cabeça. - Mas eu não quero pressionar Sasuke em nada. Sem ofensa, Yasuhiko, mas ele não é o tipo que se obriga a algo. Eu não quero que Sasuke se sinta desconfortável.
Yasuhiko pigarreou e recostou-se na cadeira.
- Tudo bem então. Eu não passo de um velho antiquado, fora da realidade, ultrapassado! - Sakura riu.
- Ah, não, você não é. Na verdade, você me lembra muito o pai de minha mãe. Ele realmente foi mais que uma figura paterna para mim depois que meu pai morreu. Meu avô é muito tradicional. E não é muito fácil quando mexe com a sua família.
- Ele soa como o meu tipo de homem.
- Eu acho que vocês dois vão se dar muito bem. Ele compartilhou as mesmas questões e preocupações quando soube que eu estava solteira e grávida. - Sakura torceu o guardanapo no colo. - Na verdade, ele tinha algumas poucas palavras escolhidas a dedo para mim.
Sasuke experimentou uma pontada de protecionismo com o desconforto de Sakura.
- Você não me contou isso.
- Tudo está bem agora. Na verdade, ele é muito criativo quando se trata de madeira, e ele está esculpindo para o bebê um cavalo de balanço.
- Essa é uma boa maneira de fazer as pazes. - Yasuhiko refletiu.
Sakura sorriu.
- Sim, é.
Yasuhiko apareceu pensativo. Então ele se levantou.
- Venha, Sakura, há algo que eu gostaria que você e o bebê tenham. Ele estendeu a mão, e Sakura sorriu, deslizando a dela na sua. Sasuke viu quando ele a tirou da cadeira de sala de jantar e levou-a pelo corredor. Ele sentou-se atordoado, ainda incrédulo com o efeito que Sakura tinha em Yasuhiko. Sasuke não o tinha visto tão animado em meses. Era como se ela tivesse trazido um pedaço dele que estava morto de volta à vida, algo que nem mesmo ele ou os outros do time Taka tinham sido capazes de fazer.
A curiosidade levou-o a levantar-se da cadeira e procurá-los. Ele os encontrou no quarto de Yasuhiko. Sakura estava no meio do quarto, olhando fixamente para o closet. Barulhos vinham lá de dentro, e Sasuke ouviu o velho praguejar baixinho. Finalmente, Yasuhiko apareceu com uma caixa amarelada, desvanecida pelo tempo, e um sorriso radiante em seu rosto.
- Para o meu neto. - disse ele, entregando a Sakura a caixa. Ela passou a mão livre para seu quadril e desafiou:
- E se for uma menina?
- Confie em mim. - Quando Sakura bufou em protesto, Yasuhiko riu. - Tudo bem, tudo bem. Ele vai funcionar para minha neta muito bem também.
Sakura abriu a tampa da caixa. Sasuke se inclinou para a frente quando ela gentilmente tirou para fora o papel de seda. Um pequeno grito escapou de seus lábios. Gentilmente, ela tirou um vestido de bebê branco com rendas intrincadas e pérolas.
- É lindo.
- É a roupa de batismo do meu primeiro filho. - disse Yasuhiko. Sasuke respirou fundo. As palavras de seu mestre juntamente com Sakura segurando um pedaço do passado o fazia sentir como se tivesse levado um soco no estômago.
Se havia alguma dúvida de como Yasuhiko se sentia por Sakura e seu filho, foi cimentada pela roupa minúscula em suas mãos. Ele tinha certeza absoluta, de que estava pronto para este nível de emoção e comprometimento.
- Yasu-san, Sakura nem é católica. - Sasuke protestou.
Sem tirar os olhos de Sakura, Yasuhiko balançou a cabeça.
- Ela poderia me fazer feliz e batizar o bebê .
Sakura mordiscou o lábio inferior.
- A verdade é que eu sou budista. - Com a ingestão aguda da respiração de Yasuhiko, ela ergueu a mão.
- Mas, considerando que você e Sasuke são católicos e que o bebê vai ser meio católico, eu suponho que eu possa fazer isto. Se isso o fizer feliz.
Um largo sorriso apareceu no rosto de Yasuhiko.
- Com certeza me faria.
- Então, eu ficaria honrada.
- Obrigado, querida. - disse Yasuhiko abraçando Sakura muito apertado.
- Obrigado acima de tudo por ser uma luz tão linda do mundo... E na vida de Sasuke.
Sasuke olhou para Yasuhiko em horror. Será que ele tinha perdido a cabeça? Sakura não era uma luz em sua vida... Ela era? Ele tentou ignorar as lágrimas deslizando nos olhos verdes de Sakura quando ela saiu dos braços de Yasuhiko. Ela beijou-o ternamente na bochecha.
- Obrigada por querer ser uma parte da minha vida e na do bebê.
A troca contínua de emoções entre Yasuhiko e Sakura fez sentir como se todo o ar na sala tivesse sido sugado para fora. Bastava respirar para dentro e fora, que sentia como se um lutador de sumô estivesse sobre ele. "Uma bela luz na vida do meu filho" ficava repetindo uma e outra vez em sua mente. No fundo dele, uma pequena voz concordou com seu mestre. Sakura o fazia queimar com o desejo em um minuto e diverti-lo no próximo. A maneira como ela interagiu com Kiichi e seus sobrinhos bateu fundo em seu coração.
Ela era o tipo de mulher que se tivesse fisicamente doente, ela estaria lá para cuidar dele, e se ele caísse em tempos difíceis emocionalmente, ela seria sua rocha. Como ele tinha sido tão fodidamente cego? O olhar de Sasuke descontrolado esquadrinhava o quarto.
Não, ele só precisava sair do quarto de Yasuhiko, da casa de Yasuhiko, e então talvez ele fosse capaz de pensar. Ele limpou a garganta.
- Eu odeio ser um desmancha-prazeres, mas realmente preciso ir. Eu tenho um monte de coisas para cuidar após ficar fora o último mês.
Yasuhiko balançou a cabeça.
- Eu entendo, filho. Estou tão feliz que você veio.
Ele sorriu para Sakura.
- Que você também veio.
Demorou um momento antes que Sasuke conseguisse responder:
- Eu também.
Sakura agarrou o vestido de batizado junto a seu peito, enquanto ela arrastava Yasuhiko para fora do quarto. Sasuke seguindo de perto em seus calcanhares.
- Agora que estamos familiarizados, não há nenhuma razão para você ser uma estranha. Você sabe onde eu moro, então você não precisa esperar Sasuke te trazer.
Kami, duas horas com a menina, e Yasuhiko já estava dando Sakura acesso completo para vir sempre que quisesse. Por tudo o que sabia, seu mestre iria descer todos os álbuns de fotografias de sua família ou os álbuns recuperados do distrito Uchiha de sua infância para entreter Sakura. O que seria um pesadelo.
Yasuhiko deu a Sakura um último abraço antes de girar para Sasuke.
- Não suma.
- Eu vou tentar.
Quando Sakura começou a descer os degraus da varanda, Yasuhiko pegou o braço de Sasuke.
- Você vai pelo menos tentar considerar algumas das coisas que nós falamos hoje? - Ele perguntou, em um sussurro abafado.
- Eu vou tentar, Yasu-san. Eu realmente vou tentar. - Yasuhiko sorriu.
- Ótimo. Fico feliz em ouvir isso.
Sakura subiu em um telhado, enquanto Sasuke seguia em sua direção. Quando ele aterrizou ao lado dela, exalou uma longa e irregular respiração. Sakura virou-se e lhe deu um sorriso hesitante.
- Isso foi... Interessante.
- É verdade. - ele respondeu, começando a caminhar.
Depois que ele se afastou alguns metros, ele olhou para ver Sakura correndo os dedos sobre o tecido da roupa de batismo.
- Eu aposto que você teria ficado adorável vestindo isso. - ela comentou.
- Não, eu vesti algo igual. Tenho as fotos. Eu parecia um amor perfeito gordinho usando um vestido.
- Você nunca poderia ser confundido como um amor perfeito. - ela brincou.
Sasuke grunhiu em resposta. Olhando à frente, ele apertou os punhos mais apertado, tentando desesperadamente manter o controle dos sentimentos de fúria dentro dele. Eles não se falaram por alguns minutos, enquanto seguiam por entre os telhados de Konoha.
Quando Sakura finalmente o fez, sua voz era tensa.
- Eu sinto muito por hoje.
Sasuke desviou o olhar para olhar para ela.
- O que você está falando?
- Conhecendo o seu mestre. Era muita pressão e compromisso para você. Eu posso dizer.
- Não, não foi.
- Oh, por favor. Você estava prestes a hiperventilar sob o estresse quando estávamos no quarto de seu mestre. - Sakura sacudiu a cabeça. - Eu estava começando seriamente a me preocupar se você ia ter um acidente vascular cerebral ou alguma coisa.
- Não foi tão ruim.
A pele do seu rosto chamuscou com o olhar afiado que Sakura estava lhe dando.
- Pelo menos seja honesto sobre a situação, Sasuke.
Um rosnado baixo irrompeu na parte de trás de sua garganta.
- Tudo bem. Isso foi uma porcaria mental total e completa para mim, ok?
- Assim é melhor. - Ela falou
- Sim, certo.
- Estou falando sério. Eu sempre quero que você seja honesto comigo, especialmente sobre como você se sente.
- As mulheres sempre dizem isto, para você lhes dizer sempre como as coisas são, e se você fala, elas começam a te atacar verbal ou fisicamente como uma cadela.
Silêncio ecoou entre eles por alguns minutos. Finalmente, Sakura falou.
- Olha, eu não tenho que manter a roupa. Você pode devolver para Yasuhiko e explicar-lhe que só concordou em dar o seu DNA, não a si mesmo.
Ele parou abruptamente e olhou para a kunoichi com os olhos escarlates.
- Merda Sakura! Não é disto que eu estou falando!
Atravessando duas ruas, ele levou Sakura a segui-lo até um beco sem movimento. Depois de parar mais a frente, respirou fundo. Quando ele se virou para o rosto de Sakura, seus olhos estavam arregalados, e ela se apertava entre os braços e o mais longe possível dele.
- Quando eu disse que hoje foi uma bosta para minha cabeça, foi em mais de um sentido. Vendo você com o meu mestre a maneira como ele reagiu a você, me fez ficar desequilibrado. Mas não na maneira que você esta pensando.
- Ah?
Ele balançou a cabeça.
- Quando eu te reencontrei, minha vida estava exatamente como eu queria que fosse. Então, eu só estava pensando com o meu pau, quando eu pensei que você poderia ficar grávida e ir embora. E agora... É tudo tão fodidamente complicado! Eu não sei qual é o melhor caminho a seguir.
- Eu sinto muito. Eu não queria causar problemas para você ou ser um fardo.
Sasuke revirou os olhos.
- Por Deus, Sakura, como você pode até pensar isso?
Suas sobrancelhas franziram.
- Porque você disse.
Com um grunhido frustrado, ele passou as mãos pelos cabelos.
- Droga, eu não sou bom nisso. Eu estou dizendo e fazendo tudo errado.
- Eu não entendo. - ela murmurou.
- No fundo, eu ainda sou a mesma pessoa que era quando nós começamos tudo isso, nenhum casamento, nenhum compromisso importante, nada de relações a longo prazo. - Ele suspirou. - Mas... Eu quero tentar ter mais com você.
Sakura ofegou.
- Você quer?
Ele olhou para ela atentamente.
- Mesmo que eu odeie admitir isso, eu realmente senti saudade de você enquanto eu estava fora.
- Tem certeza de que não era apenas falta do sexo?
Ele franziu o cenho.
- Sim, eu tenho certeza.
Ela deu a ele um sorriso hesitante.
- Então isso é muito lisonjeiro.
- Foda-se, eu não acredito que você fez eu me abrir totalmente para isto.
- Perdão?
- Eu pensei... - Ele balançou a cabeça. - Eu pensei mesmo que você queria mais, assim como eu.
- Eu quero. - ela respondeu suavemente.
- Você tem um belo jeito de mostrar isso.
Ela olhou para ele.
- Bem, você não estava jogando realmente justo. Você tem sido gentil e atencioso, mas absolutamente, sem se envolver. O tempo todo que nós estávamos tentando conceber, ainda que você constantemente me mantivesse no comprimento do braço, toda vez que eu pensava que você poderia estar interessado em mim, você se fechava completamente. E agora você espera que eu salte, com o fato de que você pode querer mais, quando eu sou um hormônio em desastre emocional.
- Que diferença isso faz?
- Tudo! - Ela apontou para a rua na direção de um garoto adolescente que coletava carrinhos de compras. - Estou tão maluca com os hormônios agora, que aquele garoto poderia me pedir para casar com ele, e eu diria que sim.
- Isso é foda. - ponderou Sasuke.
- Sim, ele é chamado estrogênio, e está trabalhando horas extras agora. Se você quer saber como parece, é tipo uma dose maciça de testosterona, bombeando através de você, alimenta a cabeça abaixo de sua cintura, e dirige a maioria de suas decisões.
Sasuke jogou a cabeça para trás e riu.
- Você está tentando me dizer que eu só penso com o meu pau?
- Eu não acho que eu estaria grávida agora, se você não fizesse. - disse Sakura suavemente.
Sua expressão escureceu.
- Devo assumir que é o estrógeno falando ou você está apenas tentando me cortar?
Sakura abaixou a cabeça.
- Sim e não. É que tudo é tão emocionalmente esmagador agora. O encontro com Yasuhiko hoje... - Ela mordeu o lábio e olhou para o vão entre os telhados dos prédios. - Sei que ficamos apenas por um tempo pequeno juntos, mas desde o momento em que eu o conheci, eu senti uma conexão com algo que eu não tive em muito, muito tempo, que é um amor de pai. Eu só senti isso antes com o meu avô, e ele é o meu próprio sangue.
O peito de Sasuke apertou com a dor visível em Sakura. Ele estendeu a mão e tomou a sua.
- Sakura…
Ela se virou para ele com lágrimas nos olhos.
- Você acha que esta tentando me proteger? Bem, eu também! Tanto quanto eu quero dizer sim para você Sasuke, eu tenho que me proteger e ao bebê.
- O bebê? Você honestamente acha que eu faria algo para machucá-lo?
- Não intencionalmente. Mas eu não posso deixar você investir em nossas vidas se você pode pular fora há qualquer momento, quando alguma mulher com uma saia curta e seios enormes mexer com sua cabeça.
- Isso foi um golpe fodidamente baixo. - ele rosnou.
Ela enxugou os olhos.
- Sinto muito, mas você sabe, em algum nível fundamental, que é a verdade. Você mesmo disse um milhão de vezes que você não quer ter relacionamentos a longo prazo.
- Sim, bem, as pessoas podem mudar você sabe.
- Você não pode imaginar o quanto eu quero acreditar nisto. - ela sussurrou.
Sasuke suspirou, tamborilando os dedos na bainha da kusanagi.
- Olha, este telefonema que recebi do trabalho, era sobre uma viagem que tenho que fazer para Amegakure na terça-feira. Eu vou ficar fora por alguns dias. Será que você pode pensar sobre isso enquanto eu estou fora?
- Eu vou, se você quiser.
- O que isso significa?
- Isso significa que eu quero que você compreenda plenamente o que você está perguntando a mim e a si mesmo. E eu quero que você tenha uma imagem muito clara do que este "mais" significa para você.
- Tudo bem. - Ele deu-lhe um olhar penetrante.
- Eu vou, se você quiser.
Os cantos de sua boca se curvaram em um sorriso.
- É um acordo.
CONTINUA
.
.
.
Então gente, esse capítulo foi MUITO difícil de adaptar. Se encontrarem algum erro ou algo que não se encaixa no universo Naruto, não se esqueçam de me avisar! Fico muito grata à todos que me avisam quando tem algo fora do lugar!
Quero avisá-los que estou postando segunda-feira porque eu mudei meu quadro de postagens. Agora vou postar todas as segundas, quartas e sextas. Essa fic será postada somente às segundas, se atingir um bom número de comentários eu posto outro na sexta. Dia sim, dia não, postarei outra fic menor que, no momento, é Sedução.
Espero que gostem desse esquema. Como tenho vida social, postar aos finais de semana estava bem difícil pra mim, por isso resolvi que será melhor assim, ok?
O que acharam desse capítulo? Não deixem de comentar!
Beijo e até o próximo!
#JehSanti
