Capítulo 7

As pessoas falavam com ela, mas Ana-Lucia não estava realmente escutando o que diziam. Tinha acabado de entregar um bilhete para Sawyer pedindo para encontrá-la nas pedras. Depois que recebera o último poema dele e de ter experimentando seus beijos ela sentiu muita vontade de ficar com ele. Mesmo assim estava nervosa, pensando se tinha feito a coisa certa.

Ela o observou de canto de olho quando ele abriu o papel discretamente e começou a ler. Foi nesse momento que ela deixou a fogueira. Não podia ter certeza se ele aceitaria o convite dela ou não, mas algo dentro de si lhe dizia que sim, que ele a encontraria.

De repente sentiu-se pouco atraente usando seu jeans e o top preto de alcinhas de sempre. Resolveu que deveria usar algo diferente. Algo que definitivamente chamasse a atenção dele para ela. Sabia que não tinha nada em sua barraca que pudesse usar para esse intento, mas uma ideia ocorreu-lhe. Libby! Sua amiga certamente teria algo interessante que ela pudesse usar para seu primeiro encontro com o cowboy.

Ela foi até a barraca de Libby e pediu timidamente por uma roupa mais feminina que pudesse usar naquela noite. Libby ficou curiosa com o pedido dela.

- Por que precisa disso?- ela provocou. – Não é você quem sempre diz que jeans e meias são suficientes para sobreviver nessa ilha?

Ana-Lucia deu um suspiro resignado.

- Eu preciso disso porque tenho um encontro.- revelou.

- Um encontro?- retrucou Libby, sorridente. – Com quem? É o Michael?

Ana franziu o cenho.

- Por que eu teria um encontro com o Michael?

- Então...ai, meu Deus! É o doutor! O Jack!

- Não.- ela balançou a cabeça negativamente. – Você sabe muito bem que ele só tem olhos pra Kate.

Libby concordou. Ela disse mais alguns nomes tentando adivinhar quem era o pretendente de Ana-Lucia afinal, mas em nenhum momento ela mencionou Sawyer. Provavelmente porque achava que seria muito surpreendente se soubesse que era ele por conta do que acontecera do outro lado da ilha.

- Está bem, se não quer me contar, não vou insistir. Mas acho que tenho o que você precisa.

Ana-Lucia entrou na tenda de Libby com ela e retirou um vestido branco de dentro de uma caixa de madeira, estendo-o em sua cama improvisada para que Ana o visse. Usou uma lanterna para iluminar a peça.

- O que acha?

Ana-Lucia tocou o vestido e disse:

- Você não acha que é um pouco demais?

- Não.- respondeu Libby. – Acho perfeito para um encontro e tenho certeza que ficaria lindo em você. Eu experimentei quando o encontrei em uma das malas abandonadas, mas achei um pouco curto pra mim.

Ela olhou novamente para o vestido. Não tinha muito tempo, pensou. Se Sawyer fosse encontrá-la, ele provavelmente estaria a caminho em alguns minutos.

- Eu vou usá-lo.- disse Ana. – Obrigada.

- Pelo menos me conta depois como foi o encontro.- Libby pediu.

- Talvez.- Ana respondeu enigmática, deixando a barraca dela.

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Sawyer se olhou no espelho, uma, duas, três vezes. Enfiou os dedos nos cabelos e arrumou-os o melhor que pôde. Agradeceu à Kate em pensamento por ter cortado as pontas deles há alguns dias atrás e não estar se parecendo com um espantalho.

Resolveu trocar de camisa pela terceira vez, optando por uma camiseta branca básica que Kate uma vez dissera que ficava bem nele. O toque final foram algumas gotas de perfume nos pulsos, atrás das orelhas e na nuca.

"Pronto", pensou e sentiu-se um pouco estúpido. Não se sentia nervoso sobre uma garota assim desde a oitava série. No mais, ele sempre fora bastante confiante sobre a própria aparência, entretanto Ana-Lucia lhe era uma incógnita e ele realmente não sabia o que esperar daquele encontro com ela na praia.

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Ana colocou o vestido e imaginou que havia um espelho diante dela já que não podia realmente se ver. O vestido podia ser curto para Libby mas para ela era perfeito, um pouco acima dos joelhos. O decote era redondo e revelava parte dos seios dela. Por baixo do vestido ela usava apenas uma calcinha branca com um lacinho cor de rosa no cós. A lingerie mais sexy que ela encontrara em suas coisas. Não sabia muito bem o que esperar daquele encontro, mas seu corpo e sua mente ansiavam por uma noite de paixão. No entanto havia uma parte dela que pensava que isso tudo era um erro muito grande e que ela se arrependeria depois. Mas naquela noite, Ana-Lucia não escutou aquela voz.

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Trilha Sonora: Love on the Brain/Rihanna.

Sawyer caminhou ansioso em direção às pedras. Ele havia trazido sua lanterna mas a lua estava tão cheia que nem precisou usá-la. Ana-Lucia chegou no local do encontro primeiro, alguns minutos antes dele e questionou-se mentalmente se Sawyer iria mesmo aparecer quando avistou -o vindo em sua direção. O luar deu-lhe uma bela visão dele usando uma camisa branca e jeans que denileavam o corpo bem feito dele. Ela suspirou e sorriu consigo mesma antes de subir nas pedras e soltar os cabelos.

Ele mal podia acreditar no que via. Ana-Lucia estava de pé nas pedras usando um vestido branco na altura de seus joelhos, os cabelos estavam soltos e esvoaçantes pelo vento. A expressão dela era serena mas quando ele se aproximou dela, tornou-se incrivelmente sedutora e sua voz acariciou-lhe os ouvidos quando disse:

- Quer dar um mergulho, cowboy?

Sawyer observou a maré, estava cheia mas calma e a temperatura aquela noite certamente combinava mutio bem com um banho de mar. Ele sorriu para ela exibindo suas covinhas.

- Uau!- ele disse medindo-a dos pés à cabeça. – Eu tenho que admitir, Lucy, você é a coisa mais linda que eu já vi nesta ilha.

- Não respondeu à minha pergunta.- ela disse ignorando o comentário dele, mas a verdade é que ela se sentiu envaidecida.

- Se eu quero dar um mergulho?- indagou Sawyer segurando delicadamente a mão dela e beijando-a antes de erguer os braços e tirar a camisa.

Ana mordeu o lábio inferior e admirou o peito nu dele.

- Só se for agora.- ele acrescentou puxando-a para si e beijando-lhe a boca.

Ela suspirou, surpresa, mas correspondeu ao beijo dele. O cenário era perfeito. Os dois se beijavam no alto das pedras com a lua cheia por detrás deles. Era uma visão quase idílica. Entretanto, Sawyer e Ana-Lucia não estavam tão sozinhos quanto pensavam. Hurley e Charlie caminhavam perto das pedras segurando redes de pesca.

- Dude, tem certeza de que é aqui?- Hurley perguntou apontando para as pedras.

- Tenho sim.- respondeu Charlie. – Foi aqui que o Jin disse que dá pra armar as redes e pegar uns carangueijos. A Claire anda com desejo de comer carangueijos.

- Será que ela não está grávida de novo, dude?

Charlie ergueu uma sobrancelha.

"Hurley, cê acha mesmo que...?

Foi nesse momento que Hurley os viu. Sawyer e Ana-Lucia se beijando no topo das pedras, abraçados.

- Caraca!- ele exclamou sorrindo de orelha a orelha.

- O que?- retrucou Charlie e Hurley virou o rosto dele na direção do casal.

"Bloody hell!"- Charlie exclamou. – Você conseguiu Hurley!

- Eu te disse que eu ia conseguir! Agora bora sair daqui depressa antes que eles nos vejam.

Sawyer e Ana estavam tão perdidos um no outro que não perceberam a presença de Charlie e Hurley. Eles desceram das pedras juntos, de mãos dadas e caminharam para as ondas. Sawyer dobrou sua camisa e a colocou na areia . Tirou então os sapatos e a calça jeans, ficando apenas com a cueca boxer preta.

- Acho que esse vestido não está muito adequado para nadar, morena.- ele disse com a voz provocante.

- Eu sei.- respondeu Ana-Lucia erguendo o vestido diante dos olhos cheios de desejo dele e o tirando por cima da cabeça.

Agora era a vez dele de admirar o corpo dela. Ela usava apenas uma calcinha branca que mal cobria o necessário. Os pequenos seios dela estavam expostos, os mamilos endurecidos diante do olhar dele.

- Vamos!- ela disse estendendo a mão para ele.

Sawyer tomou a mão dela na dele tentando não tremer de desejo, mas seu sexo estava alerta e isso ele não tinha como esconder. Ana-Lucia sentiu seu interior arder. Estava muito excitada mas queria prolongar o momento o máximo possível antes que o inevitável acontecesse entre eles.

Os dois entraram na água que estava um pouco fria. Ana estremeceu ao contato do líquido gelado sob a sua pele. Sawyer a abraçou dentro da água tentando aquecê-la.

- Está com frio, baby?

Ela assentiu e ele a apertou contra seu peito sentindo os seios dela tocando seu corpo. Eles se beijaram demoradamente e depois nadaram juntos, jogando água um no outro, brincando, se abraçando até que Sawyer a carregou para fora da água.

- Te peguei, sereia.- ele disse completamente encantado por ela.

Quando eles chegaram na areia, se sentaram lado a lado e Sawyer voltou a beijá-la.

- A gente vai transar aqui cowboy ou você tem algo melhor para oferecer a uma garota?- Ana-Lucia perguntou.

Ele deu um beijo selinho nos lábios dela e disse:

- Apenas para a garota mais bonita desta praia inteira.

Ana sorriu de volta. Eles se vestiram depressa e seguiram para a barraca dele. Vez por outra paravam e se beijavam. Quando chegaram ao acampamento, Sawyer a agarrou e beijou na frente da tenda dele. Ana-Lucia agarrou o bumbum dele.

Algumas barracas mais adiante, Jack e Kate assistiam a troca de carinho entre os dois de boca aberta.

- Você viu o que eu acabei de ver?- Jack perguntou.

- Vi, mas não acredito.- respondeu Kate.

Eles finalmente entraram na barraca dele. Sawyer conduziu Ana-Lucia para sua cama.

- Eu gosto do seu apartamento.- ela gracejou.

Ele riu e tomou-lhe a boca novamente.

- Eu te quero, Ana-Lucia Cortez.

- Então você sabe o meu nome completo, Sawyer?- perguntou Ana, surpresa.

- Eu sei mais do que você pensa, amor.

Eles se beijaram novamente.

- Me chama de James.- ele pediu.

- James?- Ana retrucou.

- Sim.- ele respondeu. – Esse é o meu verdadeiro nome.

- James...- ela sussurrou abraçando-o antes de erguer a barra da camisa dele.

Sawyer a ajudou retirando a camisa depressa.

- Eu te quero nua, morena linda...- ele pediu e Ana-Lucia despiu-se do vestido.

Ela puxou os quadris dele para si e abriu-lhe a calça. Sawyer desceu o tecido pelas pernas e o jogou de lado, removendo a boxer em seguida.

- Bom menino!- Ana-Lucia disse com malícia gostando de vê-lo nu. Ele era definitivamente um espécime masculino único.

Ele se colocou entre as pernas dela e beijou-lhe os lábios antes de descer beijando-lhe o pescoço; de lá desceu para os seios, abocanhando um por um. Ana se ergueu de joelhos na cama ficando a frente com ele. Os dois voltaram a se beijar com intensidade. Ela acariciou o membro ereto dele devagar com sua mão. Sawyer beijou-lhe o pescoço, chupando a pele dela e deixando-a toda arrepiada. Ele continuou com os chupões no pescoço dela enquanto a mão dele acariciava-lhe a feminilidade por cima da calcinha.

Ana-Lucia deslizou a língua pelo peito dele e sugou-lhe os mamilos. Sawyer puxou o rosto dela delicadamente para cima, olhou-a nos olhos e voltou a beijar-lhe a boca. Dessa vez as duas mãos dele desceram pelas costas dela e apalparam-lhe o bumbum, amassando e beliscando a maciez da carne dela. Ele a puxou para si fazendo com que seus sexos se encontrassme enquanto ele ainda apertava o bumbum dela.

- Ai, James... – Ana gemeu.

- Baby... – ele gemeu no ouvido dela, mordiscando o lóbulo da orelha.

Ele abaixou o rosto e voltou a sugar o seio dela, alternando com lambidas nos mamilos eretos. Ana-Lucia entrelaçou seus dedos com os dele sentindo que ia explodir de tanta paixão. Sawyer colocou a mão novamente no sexo dela, esfregando o dedo entre os lábios, saboreando os gemidos dela em seu ouvido.

- Ahhhhhhh... – ela gritou sentindo que um orgasmo etava próximo.

Ele colocou a mão dentro da calcinha dela e brincou com o clitóris.

- Ohhhhhhhh...eu não...ahhhhhh...

- Isso, baby, assim... – ele dizia.

Sawyer fez com que ela se deitasse na cama e tirou-lhe a calcinha. Ana-Lucia ergueu as pernas para cima e ele se abaixou diante dela lambendo-lhe o sexo com vagar. Ela gritou sentindo o orgasmo tomá-la. Ele continuou saboreando-a até que ela o empurrou na cama e tomou seu membro com a boca. Sawyer gemeu. Ela o chupou displicentemente, sem pressa, olhando nos olhos dele enquanto o fazia.

- Eu quero te tomar, Lucy. Quero me enterrar dentro de você.

Ela se levantou e eles trocaram um beijo molhando na boca antes dele virá-la na cama e ficar por cima dela, penetrando-a. Ana gritou ao sentir-se invadida por ele. Mais um beijo veio enquanto ele se movimentava ora depressa, ora devagar dentro dela.

- Isso é pra você nunca esquecer morena...que sou quem estou te fazendo gritar... – ele disse arrogante.

Ana-Lucia prendeu as pernas nos quadris dele e massageou-lhe o pênis com seus músculos internos.

- Isso, cowboy é pra você não esquecer que eu sou a única mulher que nessa ilha que pode te fazer perder o controle.

Ele deu um gemido longo sentindo seu corpo pressionando-o para gozar, mas antes que isso acontecesse, Sawyer se empurrou com força dentro dela e beliscou-lhe os mamilos fazendo com que outro orgasmo a atingisse, um orgasmo ainda mais poderoso que o primeiro.

- Dios!- ela gemeu sentindo que ele gozava dentro dela.

Quando tudo acabou eles estavam cobertos de suor, o coração de ambos aos pulos. Os olhos deles se encontraram e de repente não sabiam o que dizer um ao outro.

Continua...

No penúltimo capítulo:

Ana-Lucia olhou para Sawyer com fúria nos olhos e disse com voz firme: - Eu não preciso de nada de você, James Ford!

- Mentirosa!- ele disse olhando profundamente nos olhos dela.

Meninas, quero desejar a vocês um feliz ano novo cheio de paz, felicidade e muito sucesso para todas! Obrigada por lerem as minhas historias. Um grande abraço!