As voltas do amor
Cap.6 – Gatas
Ginny encontrava-se sentada sob a sombra de um grande pinheiro, atordoada pela conversa com o ex-namorado.
/\/\/\ FLASHBACK /\/\/\
- Ginny…
- Harry…
- Preciso de falar contigo.
- E eu contigo.
- Deixa-me ser eu primeiro. É importante.
- Também o que eu te quero dizer é importante! – exclamara a ruiva.
- Não me interrompas – pedira Harry, sem qualquer delicadeza.
Ginny calara-se, baixara a cabeça e dera consentimento ao ainda namorado para começar a falar. Este aclarara a garganta e principiara, num sussurro:
- Ginny, desculpa-me. Antes de tudo o que te quero dizer, a coisa mais importante é pedir-te desculpa. Magoar-te é a coisa que menos quero. Mas eu… eu já não aguento mais. Estou confuso, mais confuso… do que alguma vez estive.
- Pára de enrolar e diz-me! – guinchara a ruiva, preocupadíssima. Começara já a imaginar as piores cenas: doenças incuráveis, mortes, …
- Não me interrompas – repetira o moreno, muito baixinho. Começava a ficar casado. – O que eu te quero dizer é que já não te amo. Ou melhor, que nunca te amei realmente. O que eu sinto por ti sempre foi apenas amizade ou, no máximo, uma forte ligação fraternal. – Levantara o olhar, esperando ver a ruiva com os olhos molhados, mas enganara-se. Esta sorria, um belo sorriso compreensivo que deixou Harry completamente desnorteado.
Ginny, ao compreender a estupefacção do ex-namorado, que parecia ter sido Atordoado, não conseguira deixar de sorrir ainda mais. Mas depois explicou:
- Harry, podes não acreditar, mas eu vinha aqui dizer-te exactamente a mesma coisa. Também eu descobri que o que sinto por ti não é amor. E acho que o melhor é separarmo-nos.
O rapaz-que-sobreviveu assentira e os dois abraçaram-se, terminando, assim, a conversa e o namoro.
/\/\/\ FIM DO FLASHBACK /\/\/\
Ginny suspirou e abriu os olhos, dando de caras com a última pessoa que queria ver naquele momento.
- O QUE É QUE ESTÁS AQUI A FAZER, MALFOY?! – gritou, furiosa.
- Vim admirar a tua beleza – ironizou o loiro, com o seu habitual sorriso malicioso nos lábios.
- Vai passear.
- Só se vieres comigo.
Ginny tirou a varinha do manto, com uma expressão muito assustadora. Draco assustou-se e deu um salto para trás. mas a ruiva foi mais rápida e lançou-lhe um feitiço do Morcego. O loiro ficou subitamente envolto em pares de asas negras e, numa tentativa de escapar da multidão das criaturas noctívagas, atirou-se para cima de Ginny. Rebolaram pelo chão, enrolados em morcegos. Quando, com muito custo, Ginny desfez o feitiço, Draco estava em cima dela com o rosto colado… ao peito dela.
- SEU PERVERTIDO! – vociferou a ruiva, pregando um estaladão ao loiro, que ficou com a cara vermelha.
- P'ra que foi isso? Tu gostaste!
- Isso querias tu!
- Pois queria – admitiu o loiro.
Ginny ficou espantada com esta afirmação.
- Ei, Malfoy, a Parkinson deixou-te? Foi isso? É por isso que andas tão desesperadamente à procura de rapariga? Olha, comigo não vais ter sorte. porque não vais tentar o Zabini? Sempre tinhas mais sorte, são os dois do mesmo dormitório e tudo…
O loiro rugiu, levantou-se à pressa e saiu dali sem mais uma palavra, com o rosto muito vermelho. Ginny deixou-se ficar deitada na relva fofa, observando as nuvens brancas a passearem pelo céu.
Subitamente, sentiu uma sombra a pairar sobre ela. Ginny encarou o dono da sombra e descobriu a professora McGonagall. E esta trazia Draco Malfoy por uma orelha. O loiro soltava gemidos de dor e tentava, em vão, soltar-se.
- Eu vi tudo, a vossa briga – informou a professora num tom severo. – Acho que merecem ser castigados, não posso tolerar comportamentos violentos nesta escola, embora devo admitir que aquele feitiço foi realmente bem mandado, Miss Weasley.
Ginny riu-se para a professora, mas esta não demonstrava qualquer indício de ser branda com os dois.
- Detenção para os dois no meu gabinete às 20 horas de amanhã – declarou a Professora McGonagall, perante o olhar horrorizado de um loiro e de uma ruiva.
E, dito isto, a professora dirigiu-se para o castelo, deixando os dois alunos especados a olharem um para o outro.
/\/\/\/\/\/\/\
Marya e Myara cochichavam a um canto da sala comum de Gryffindor, entretidas. Estavam debruçadas sobre um pedaço de pergaminho muito rabiscado, e escondiam-no de cada vez que alguém se aproximava.
- Então fica assim combinado – murmurou Marya, entre risadas.
A irmã riu-se e piscou-lhe o olho.
/\/\/\/\/\/\/\
As duas irmãs loiras separaram-se quando o corredor bifurcou. Estavam vestidas exactamente da mesma maneira – ninguém as poderia distinguir.
Marya sabia o que tinha de fazer. Entrou para dentro de um armário de vassouras e levou um pequeno apito que trazia pendurado numa corrente ao pescoço à boca. Soprou, mas, para qualquer humano, o som era inaudível. Embora não se pudesse dizer o mesmo para os felinos.
/\/\/\/\/\/\/\
Nesse momento, no gabinete de Argus Filch, Miss Norris eriçou o pêlo, alertando o seu dono para que algo não corria bem.
- São outra vez aqueles Weasleys nojentos, não são, minha querida Miss Norris? – inquiriu Filch, mas a gata não lhe respondeu. Ela apenas saltou da secretária do homem e saiu pela portinhola para gatos.
/\/\/\/\/\/\/\
Quando a gata chegou à bifurcação do corredor, pareceu confusa. Olhou, com os grandes olhos âmbares, para o dono. Filch encolheu os ombros e decidiu-se pelo caminho da direita. O caminho que Myara tomara.
Quando chegou a meio do corredor, arregalou os olhos. Uma gata igualzinha à Miss Norris passeava-se pelo corredor, com a cauda levantada.
- Mas que diabo…
Myara observava a cena, escondida por um forte Feitiço Desilusório, lançado por uma Ravenclaw amiga das gémeas. Com um ténue movimento de varinha, transfigurou os pequenos feijões da Bertie Bott que estavam espalhados pelo chão em mais gatas iguais à Miss Norris.
Os olhos de Argus Filch estavam tão grandes como duas bolas de golfe, de tão arregalados. Mil Miss Norris apareciam mesmo à sua frente. Suores frios corriam da testa do homem, que estava tão confuso quanto aterrorizado. Mas quando as gatas se atiraram em direcção a ele, bem sincronizadas, aí sim foi a gota de água. Filch virou costas e desatou a correr, gritando de medo.
Quando os gritos já não se ouviam no corredor, Myara desfez o Feitiço Desilusório que a protegia e desatou a rir.
- Gravaste tudo? – perguntou, para um rapaz loiro que acabara de desfazer o seu próprio Feitiço Desilusório.
- Claro – respondeu Colin Creevey, segurando numa máquina de filmar de Muggles.
- Então, vai já para ao pé da minha irmã. O Filch ainda vai andar perdido por algum tempo, mas depois irá para lá – ordenou Myara, ainda a rir da partida.
Colin acenou e saiu dali.
/\/\/\/\/\/\/\
Marya esperava, entediada, dentro do armário de vassouras. Quando, de repente, a porta do armário se abriu, ela assustou-se, mas logo viu que era o Colin.
- Chegaste tarde, uh? E com a Myara, correu tudo bem?
- Optimamente bem – respondeu o loiro com a máquina de filmar em riste.
- Sabes o que tens a fazer, não é? Então vai.
O rapaz escondeu-se atrás de um pilar, tentando apanhar o melhor ângulo sobre o armário das vassouras. Passados alguns minutos, Filch apareceu no princípio do corredor, já recomposto do susto anterior. Colin assobiou, o sinal que combinara com Marya. Esta, dentro do armário, abriu um cantil e bebeu uma poção. Em seguida, murmurou:
- Densaugeo.
Os dentes que enchiam a sua boca começaram a aumentar, até assumirem a forma de presas assustadoras. Porque os dentes de Marya já não eram os seus dentes, mas sim os dentes de um felino. Quando soou o segundo assobio, ela saltou para fora do armário, apanhando Filch de surpresa. Este, que não estava nada à espera de ver um gato gigante a saltar dum armário, recuou apressado e deu um berro desesperado, ainda mais desesperado do que o que dera com os mil gatos. Mais uma vez, desatou a correr, desaparecendo de vista, e deixando o enorme gato a rebolar-se agarrado à barriga, sem conseguir parar de rir.
/\/\/\/\/\/\/\
Colin foi eficiente e, no dia seguinte, já tinha o vídeo pronto. Quando o mostrou á gémeas, estas desataram a rir. Fizeram cópias do vídeo e começaram a espalhá-las pelos Gryffindors, que se partiam a rir.
Mandaram também uma para o gabinete de Filch.
E mostraram a sua partida genial aos gémeos Weasleys, que, depois de se partirem a rir, disseram:
- Vocês são geniais. Mas não pensem que são melhores que nós, a semana ainda não acabou. – disse George.
- Mas, para apimentar mais um pouco as coisas, fazemos assim: se nós ganharmos, vocês saem connosco. A Marya comigo e a Myara com o George.
As gémeas arquearam uma sobrancelha cada uma, e depois Marya disse:
- Está bem. Mas, se nós ganharmos, vocês… dizem a toda a gente que nós somos as melhores a pregar partidas.
Os gémeos torceram o nariz, mas não tinham alternativa. E assim ficou combinado.
/\/\/\/\/\/\/\
N.A:
O capítulo ficou bom? Eu sei que só dei atenção às gémeas, mas, eh pá, apeteceu-me. Enfim, vá-se lá entender a minha mente maluca xP
Agora respondendo às reviews:
Srta. J. Malfoy: Obrigado pelo onselho, cm pode ver, vou utilizá-lo! E ainda bem que está gostando da fic e mandando reviews! Muito obrigado!
Ireth Hollow: Hehe, então tas a gostar? Ainda bem! Aqui está outro capítulo! Beijos…
Hannah Guimarães: Leitora nova? Uau! Ainda bem que gosto de blaise e Luna! Espero mais reviews suas! Beijos e Obrigada!
Thaty: Obrigado pela review! Ainda bem que gostou dese capítulo, e espero que goste deste também!
EuDy: Ainda bem que voltou! Senti a sua falta sabia:) Obrigado pela review! E, neste capítulo, o Draquinho lindo já aparece, não é mesmo? Beijos!
No próximo capítulo:
- Temo que vocês vão cumprir a detenção com a Miss Weasley e Mr. Malfoy – anunciou Albus Dumbledore, olhando os rostos à sua frente, iguais dois a dois.
- Mas, senhor… - reclamou Marya, mas o director mandou-a calar-se.
- As meninas e os Weasleys merecem ser castigados, pobre de Mr. Filch. Ele exigiu que vos castigasse.
Os quatro amigos suspiraram, desconsolados.
------
- Vou ter que cumprir um castigo com três Weasleys e duas loiras malucas?! – exclamou o loiro, revirando os olhos para o amigo moreno.
- Como se tu te importasses realmente… - resmungou Blaise.
------
E muito mais. Descubram, lendo o próximo capítulo!
(PS: Obrigado à Srta. J. Malfoy, por esta ideia de pôr partes de capítulo seguinte!)
Beijos,
LyRa
