Hey, guys! Aqui vai o Capítulo 7 (que ficou até maiorzinho). O Capítulo 8 vai surgir ainda hoje como Parte 2 deste capítulo, certo? Espero que gostem! Beijos.

PS: não sou dona de Glee, nem de nenhum dos personagens citados, apenas da história.


Fanfiction – Will/Rachel

(PV do Will)

Eu era um homem de sorte. A Terri tinha a opção de ter acabado com o pouquinho de reputação que eu tinha, deixando que todos soubessem da minha relação com a Rachel.

Procurar um apartamento não era fácil. Divórcios também não eram nada fáceis. Mas tudo poderia ser pior. Muito pior.

# Sétimo Capítulo – Longe (Parte 1) #

_ Está vendo alguém conhecido, Rach? – eu disse, após tomar o último gole do suco de uva.

_ Não, Will. Estamos seguros. – ria.

_ E então? O que eu ganho em troca? Realizei seu desejo... Estamos tendo um encontro no Breadstix. – falei baixo.

_ O que ganha em troca? Bem, tenho uma ideia. Porém... – provocava, dando um sorriso malicioso.

_ Rachel! – fingi que a repreendia.

_ Está bem. O fato é que eu tenho a ideia, mas só você pode fazê-la virar realidade.

_ Certo, acho que posso aceitar isso. – brinquei. - O que você sugere, senhorita? – sorria.

_ Seu carro... está "nos trinques"?

...

_ Só eu mesmo pra concordar com essas suas ideias malucas, Rach. – falei, com as mãos no volante. De vez em quando eu desviava minha atenção da estrada para a Rachel. O sorriso que se destacava em seu rosto me animava.

_ Ah, qual é! Um piquenique entre as árvores, escutando o cantar dos pássaros, longe de tudo e de todos... Não parece perfeito, Will?

_ Não parece, Rach. É perfeito.

Os olhos da Rachel ganharam um brilho extra após meu comentário. Senti sua mão esquerda fazer um cafuné em meu cabelo. Sorri para ela em resposta.

_ Sabe, Rach, você me faz o homem mais feliz desse mundo.

Neste momento, a Rachel ficou vermelha. Literalmente vermelha. Era impressionante o quando ela era adorável.

_ Você também me faz extremamente feliz, Will. – quando novamente desviei o olhar da estrada para vê-la, meu coração se contorceu. Uma pequena lágrima descia em sua bochecha.

_ Rach...

_ Está tudo bem. Estou chorando de felicidade. – sorriu. – Ei, acho que estamos perto! – apontava o dedo em direção às árvores verdes que apareciam à frente.

...

_ Você tem certeza que sabe pra onde está nos levando? – falei, enquanto pisava em galhos secos caídos no chão.

_ Absoluta. Eu costumava vir aqui com meus pais quando era mais nova. Sei o caminho. – olhou para mim, dando um sorriso.

_ Tudo bem. – ri, olhando para cima. Vi pequenas aves voando por entre as altas árvores.

_ É um lugar tão bonito, não é? – comentava a Rachel enquanto andava com cuidado para não tropeçar em pedras.

_ Tenho de concordar. – eu a seguia logo atrás, imitando seus passos. Estava carregando a cesta para o piquenique.

Rachel, de repente, parou de andar. Virou para trás lentamente, estendendo sua mão para mim.

_ Me dê sua mão, Will.

Fiz o que pediu, estendendo aquela que estava livre. De mãos dadas, caminhamos até um campo enorme. As árvores lá atrás funcionavam como um muro que escondia o lugar. A grama era de um verde médio. O Sol iluminava o ambiente de um jeito inacreditável.

Aquele lugar parecia realmente o que precisávamos: um refúgio, um paraíso secreto.

_ Uau. – eu estava impressionado. Rachel riu.

_ Legal, não é? Poderíamos vir aqui todos os domingos. – aproximava-se de mim. – Posso? – apontava para a cesta em minha mão.

_ Ah, claro. – entreguei-a.

...

_ Devemos sair daqui antes do anoitecer, certo? – avisei-a.

_ Certo. – disse ao pegar mais um sanduíche natural na cesta.

_ Percebo que está com uma baita fome. – observei.

_ Nem tanto, é que meus sanduíches são muito bons. – seus lábios se esticaram num sorriso.

_ E como são. Acho que comi três. – tomei mais um gole do refrigerante.

_ Eu estava aqui pensando, Will... Vai se sentir bem dormindo sob o mesmo teto que a Terri hoje?

_ Não muito, Rach. Mas não tenho outra opção. Enquanto não resolvermos essa história de divórcio ou enquanto procuro um apartamento pra morar, precisarei ficar com ela.

_ Entendo. – seu rosto era um pouco triste.

_ Olha, Rach. Um dia, quando você terminar o colégio, vamos poder ter uma vida juntos. Uma vida de verdade. Já pensou? Poderíamos ir para Nova Iorque... Seríamos estrelas da Broadway. – ri com a minha própria ideia maluca.

_ Adoro como sonha alto. – sentou-se do meu lado e deu um leve beijo em meu ombro. Olhei em seus olhos e acariciei devagar seu rosto jovem. Sorri.

_ Sabia que tem covinhas muito fofas, Will? – seu olhar estava focado em minha boca. Quando fui responder, em vão, senti os lábios macios da Rachel nos meus. Depois, empurrei-a cuidadosamente em direção ao chão, de modo que deitasse sobre a toalha xadrez do nosso piquenique. Apesar de estar praticamente em cima dela, meu corpo mal encostava no seu.

Percebi que ela levantava minha camisa, pois sentia a ponta dos seus dedos quentes em minha pele. Subiam pelas minhas costas. Uma onda de calafrios surgia a cada segundo. Minha consciência gritava, repreendendo-me. Sabia que devíamos parar.

Despistadamente, interrompi o beijo, ficando apenas com o olhar em seus olhos.

_ Acho que devemos parar, Rach. Temo que isso tome outros rumos...

_ Não precisa temer nada. Tenho tudo sob controle. – sua boca avançou sob a minha novamente.

_ Como sabe disso? – interrompi mais uma vez, impertinente.

_ Apenas sei. – ali estava aquele sorriso malicioso de novo.

Foi minha vez de iniciar o beijo.

Os lábios da Rachel eram molhados. Talvez ela usasse aqueles típicos brilhos labiais com sabor de frutas, porque o gosto que tinham me lembrava o da maçã, às vezes morango, às vezes pêssego. Seus dedos haviam deixado as minhas costas e passaram a explorar meu cabelo. Apesar disso, ela não era uma garota vulgar, descontrolada, na verdade, Rachel era delicada em todas as suas ações, em todos os seus movimentos.

Por uma fração de segundo, meus olhos decidiram olhar para cima. O céu havia escurecido.

_ Rach, temos que ir. A noite vai chegar daqui há algumas horas.

_ Tudo bem. – suspirou.

Levantei-me. Em seguida, ofereci-a uma mão para que ela levantasse sem muito esforço.

...

Não demoramos muito até a casa da Rachel. A volta era sempre mais rápida que a ida, independente do lugar.

Estacionei o carro, observando que havia algo peculiar naquela casa.

A porta se abriu, aparecendo duas silhuetas masculinas que nos encaravam, desconfiadas.

_ Meus pais chegaram. – fez careta. _ Vou indo, então. Terei de explicar muita coisa para eles.

_ Eu sei. – assenti, sorrindo.

Quando estava quase abrindo a porta, cutuquei seu braço, fazendo-a virar o rosto, confusa.

_ Vai ficar me devendo um beijo amanhã. – brinquei.

_ Engraçadinho. – riu.

Observei a Rachel caminhar até seus pais, saltitante. Com certeza, ela teria de explicar muita coisa para os dois.


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