Muitíssimo perdão pela demora de mais de oito meses! Céus, foi uma correria danada na minha rotina que eu realmente não pude atualizar as fics. Juro que não era a minha intenção... Enfim, espero que tenham uma boa leitura!


Para Thaths & Kahli Hime

O plano

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Capítulo VI

Estranhas propostas

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Não fazia parte de seu plano que Sakura e Kakashi iniciassem um relacionamento ou fingissem, ou o que é que estejam fazendo. Ele só queria mostrar que estava certo, mas inacreditavelmente aconteceu algo inesperado. Bom, não que seus movimentos fossem friamente calculados, porém não era bem esse o resultado que esperava. Tudo o que imaginara era, que depois da confusão, Kakashi e Sakura passassem a se odiar – não muito, mas o suficiente –, e por consequência notassem o qual genial ele era. Como isso não aconteceu? É claro que ele sabia que contratempos acontecem, mas não desse jeito.

Céus, como as coisas chegaram a tal ponto?

Para muitos ele poderia até estar exagerando, todavia ninguém sabe o quanto Naruto sofreu para executar o seu plano de vingança. Se já não bastou ser abandonado por seus "amigos" (que são piores do que inimigos), ainda teve de pedir a ajuda de uma recepcionista tarada. E não, ela não era apenas pervertida, pois a criatura era bem pior do que a maioria poderia imaginar. Não eram apenas os seus pensamentos depravados e sórdidos que a desumanizava – pois sim, ela não era humana, era um tipo ogro que se acha sensual –, suas ações eram bem piores do que as pessoas achavam. Ah, se fosse apenas o vício de chupar uma chupeta de caramelo, de maneira bastante estranha, ah, seria tão simples! Mas não, ela tem que ser um acidente da natureza que o atacou diversas vezes.

Para prosseguir com o O plano, o Uzumaki praticamente vendeu a alma para o diabo. Não, ele fez coisa pior do que isso, se aliou à Sensual seduction. E obviamente ela desejava algo em troca. Bom, para o loiro uma mão lava a outra, no entanto, no caso da balofa, bem, era mais para um chute no saco levasse à um outro. E, sério, teria sido bem melhor ter levado um pontapé nas bolas do que ter de beijá-la. A boca dela tinha um estranho gosto doce, enjoativo, e ele teve a impressão de sentir um pedaço de amendoim descer-lhe goela abaixo depois de uma das tormentas em que foi submetido. Ela o apalpava incansavelmente e parecia ter uma séria tara pela sua bunda. O que havia demais na sua bunda? A Hinata nunca havia se interessado tanto em seu traseiro.

Hm, Hinata...

Droga, ela não merecia isso. Não merecia o belo par de chifres que recebeu. Por mais que nunca fora de sua vontade permitir tal. Será que a Hyuuga compreenderia que não foi exatamente uma traição? Será que Neji entenderia isso? Ah, ele já era um cara morto. E pior! Deflorado! Não que ele tenha chegada ao ato com a Seduction, mas esteve bem próximo disso. Por sorte o teme e o transparente apareceram, para o seu grandíssimo alívio. Todavia, de qualquer forma, tecnicamente Hinata foi traída, e pior, ele não apreciou nem um pouco o que fez. E ainda mais pior, sim, mais pior, ele não foi bem sucedido em seu plano. Isso só podia ser um castigo de Kami, estava certo disso.

Ah, mas esse não seria o único castigo de Kami, não, obviamente que não. Afinal, não era preciso ser muito esperto para perceber que aquela balofa desgraçada, apertadora de bumbuns alheios, estava planejando algo. E com certeza era algo tão feio quanto ela, estava certo disso.

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Kakashi já havia passado as coordenadas da missão, todavia os shinobis estavam apenas esperando o momento certo para partir. Quando os fogos iniciassem, marcando o inicio do festival, o time se separaria respectivamente da maneira em que o mascarado explanou, e, enfim, iniciariam a missão. E, enquanto isso, poderiam apenas ficar ali, no restaurante da pousada, sem fazer nada. Sentados a mesa, apenas fitando um ao outro, ou melhor, Naruto, Sasuke e Sai fitando Sakura e Kakashi, enquanto estes apenas fingiam não notar. E não eram olhares muito amigáveis, afinal, para Sakura, até um pit bull conseguira ter um olhar mais doce do que os meninos.

Contudo, bem, também não era como se ela fosse inocente. Está certo, ela foi vítima de uma ridícula armação de Naruto, e não, ela não ficou nada feliz com isso. Ela tinha todo o direito de se vingar, sim, com certeza, mas será que estava fazendo a coisa certa? Sakura jamais se vingou de alguém, bom, não oficialmente. Certa vez, quando quase adolescente, Ino voltou a chamá-la de testa de marquise, e, oh!, como ela odiou isso! As pessoas já tinham até se esquecido de tal apelido! Então, como vingança, espalhou que a loira tinha certos hábitos nada higiênicos, do tipo: colar caquinha na parede, cheirar a meia fedorenta de chulé e apreciar o cheiro de seus puns. Evidentemente não era algo que Ino fazia aos doze anos, mas fazia aos oito. Contudo qual era diferença? Desde então a loira passou a ser conhecida como porca, e Sakura vibrava por seu triunfo.

Por fim, no entanto, a vingança de Naruto era muito pior! Como ele pode deixá-la nua com o Kakashi-sensei? Era um absurdo! E só por causa de uma porcaria de fonte termal? Mas ela tinha que admitir que não sabia exatamente como se vingar dele. Ela estava fingindo apreciar a obra (idiota) de Naruto, sim, certo, mas e depois? O que deveria fazer? Não estava nem um pouco animada de voltar para Konoha e continuar fingindo gostar de Kakashi, até porque seria demais para ele, que pouco parecia se importar com as coisas. Hm. Mas Sakura sabia que devia fazer algo antes de qualquer coisa. E seria agora!

— Sasuke-kun. – falou baixo, notando como seus olhos frios a fitaram. — Podemos conversar?

— Hn.

Entretanto, isso não era a resposta que a rosada esperava ouvir.

— Podemos conversar, agora, e em particular? – olhou-o curiosa, notando que sem pensar duas vezes ele já se levantava. E olhando os demais companheiros do time, a garota mandou-lhes um sorriso amarelo. — Com licença.


Andou apenas alguns passos, chegando, enfim, próxima ao Uchiha. Não estavam muito distantes do restante do time, afinal, ainda conseguia vê-los perfeitamente – e notar que estavam olhando-os indiscretamente –, entretanto, muito provavelmente, nada do que fosse dito seria capaz de ser ouvido. Sasuke cruzou os braços, arqueando uma sobrancelha. E não era para menos, já fazia meses desde que realmente pararam para conversar. A última vez foi por causa de uma planta que Sakura havia dado ao moreno enquanto namoravam e, quando terminaram, qui-la de volta. Não era como se o Uchiha gostasse de jardinagem, mas a plantinha tinha ganhado o seu apreço.

— E então? – o moreno indagou.

— Me desculpe. – falou, deixando os ombros caírem. E suspirando, continuou: — Me desculpe por ter dito aquelas coisas, hoje mais cedo. – olhou para o chão, embaraçada, prendendo uma mecha atrás da orelha. — Você não merecia escutar aqueles desaforos.

— Hn.

— Eu realmente não estava de muito bom humor. – ponderou um pouco. — Bom, na verdade eu estava, até vocês invadirem o nosso quarto...

Nosso quarto? – interrompeu-a, questionando aquilo que soou com um completo disparate, em sua opinião.

— Sim, o nosso... – espreitou os olhos, irritada. — O quê foi? – cruzou os braços. — Existe algo de errado no qual eu desconheça?

Sasuke revirou os olhos, prevendo o temperamento volúvel da ex-namorada.

— Não. – contudo ela continuou o fitando, e ele não ficaria surpreso se de seus olhos verdes começasse a sair raios lasers. — Era só isso que tinha a me dizer?

— Bom, sim. – coçou a nuca, um pouco confusa. — Só não quero que o meu mau humor tenha te ofendido, não foi a minha intenção.

— Hn.

— Era só isso, então. – já começava a se afastar, quando sentiu seu pulso sendo capturado.

— Espere. – olhos verdes jaziam confusos, fitando-o ambiguamente. — Pare com essa mentira estúpida.

— Mentira estúpida?

— Sobre você e o Kakashi.

Ah, essa mentira estúpida.

— Não é uma mentira. – ele continuava agnóstico, apesar da negação da garota. — Eu realmente... Realmente estou apaixonada por ele.

— Desde quando?

Hm, desde quando?

— Desde... – ponderou um pouco, olhando para todos os lados. Pense, Sakura, pense! — Ah! Desde que eu comecei a olhar o bumbum dele!

— Para a bunda do Kakashi? – o Uchiha indagou, ainda descrente.

— Sim, bem, não apenas por causa da bunda dele, sabe? Mas foi o ponto inicial. – deu de ombros, indiferente. — É claro que agora eu adoro tudo nele, até aqueles olhos de peixe morto.

— Gosta de tudo?

— Err... Sim.

Sasuke parecia digerir a ideia, fazendo a garota pensar que finalmente havia o convencido. Todavia...

— Eu não acredito em uma única palavra que está saindo da sua boca. – Sasuke falou, aproximando-se da rosada, perigosamente. Segurou em seus ombros de maneira firme, fitando-a inteiramente. — Agora diga, olhando nos meus olhos, a verdade.

Droga! Por que ele tinha que pressionar tanto?, a kunoichi se perguntou.

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Não era como se o seu objetivo fosse passar a noite toda fitando o ex-casal vinte de Konoha, no entanto não era sua culpa que Sakura e Sasuke resolveram discutir bem a sua frente. Obviamente que o conteúdo da conversa não era de seu interesse, mas a tensão que havia no casal era palpável. A garota cruzava os braços e olhava ameaçadoramente, enquanto o moreno apenas jazia em sua pose indiferente. A distância entre os dois era cada vez menor, e Kakashi não deixou de notar os olhares curiosos das pessoas que passavam por eles e, também, dos demais companheiros de equipe.

— Hey, Kakashi-sensei. – ouviu a voz baixa do Uzumaki, que se apoiava na mesa, aproximando-se. O mascarado se afastou, arqueando uma sobrancelha ao aluno. — Não é por nada não, mas não acha que está havendo um flashback ali? – olharam para o casal que, cada vez mais, estavam próximos, enquanto a discussão parecia ir cessando. Não havia razão de tal proximidade, havia?, Kakashi se perguntou. — E, tipo assim, você não fica com ciúmes? Afinal, se ela é a sua namorada e ele é o ex dela...

— Não. – respondeu, voltando a fitar seu livro.

O silêncio voltou a pairar sob a mesa, fazendo aquele tão corriqueiro desconforto passear pelos ninjas. Naruto começou a tamborilar os dedos na mesa, resmungando coisas ilegíveis. Kakashi continuou lendo o seu livro, enquanto Sai tentava espiar o conteúdo deste. Para o ninja desenhista, era um absurdo o capitão do time ler um livro cujo segredos não poderiam ser revelados a mais ninguém. Bom, ele poderia muito bem ir até a livraria da esquina e comprar a coleção toda, mas algo dentro de si clamava pelo desafio de ler os livros de Kakashi, embora Naruto e Sakura dissessem que fosse nojento. Mas Sai não compreendia a ideia dos colegas, afinal quantos livros ele já não pegou emprestado na biblioteca e nunca foi nojento, em sua opinião.

— Certa vez li em um livro... – o branquelo começou a falar, notando o desinteresse dos colegas. — Que um amor não morre, assim, tão de repente. Alguns podem até compará-lo a uma chama, mas nem sempre é assim. – fitou o ex-casal que conversava, assim como o loiro e prateado fizeram. — Sabe, uma garoa não pode acabar com um incêndio, assim como uma briga não acaba com um amor.

O Hatake e o Uzumaki se entreolharam, de certa forma, apenas tentando interpretar o que Sai havia dito.

— Você quer dizer que o teme e a Sakura-chan ainda se amam? – o loiro falou baixou, ora fitando o casal ora fitando o amigo palmito.

— Não, eu só estava divagando sobre uma coisa que li. – deu de ombros. — O que os dois têm a ver com isso?

O Uzumaki espreitou os olhos, mandando um olhar raivoso a Sai. Enquanto Kakashi, despreocupadamente voltava a ler o seu livro, embora as palavras ditas pelo aluno soassem bastante coerentes, em sua opinião. Bom, ele realmente não sabia o que fez o casal terminar o relacionamento que tinham – e também nem era da sua conta, diga-se de passagem –, todavia, era estranho que tenha sido justamente Sakura quem tenha terminado o namoro, que, segundo Naruto, foi exatamente um dia após o seu aniversário de dezoito anos. Fitou a garota, curioso. O que teria a feito virar a cabeça de tal forma?

Os fogos, enfim, soaram, chamando a atenção dos cinco ninjas. O ex-casal aproximou-se da mesa, trazendo consigo um estranho olhar ambíguo. Sem muito alarde, a equipe trocou olhares consentíeis, enquanto Sai se levantava rumo à saída, e não muito depois, Naruto e Sasuke faziam o mesmo. Sakura sentou-se ao lado de Kakashi, tomando uma de suas mãos. Sorriu, como deveria sorrir, e fingiu um típico embaraço. Sim, as coisas estavam friamente calculadas, e fingir ser um casal de noivos apaixonados também fazia parte do disfarce.

— O incesto não é bem visto pela sociedade. – o mascarado comentou, virando uma página do livro, indiferentemente.

— Incesto? – a rosada indagou, olhando-o curiosamente. — Do que você está falando?

— Você e o seu irmão pareciam um casal bastante volúvel, hm? – deslizou seus olhos pelas linhas, não deixando de sorrir por conta de certa passagem. — Irmãos não têm esse tipo de comportamento.

— Hum... – a garota ponderou um pouco, fitando o prateado, divertida. — Ciúmes?

Ele a olhou, espreitando seus olhos escuros.

— Não. – respondeu, completando. — Uma constatação.

A garota sorriu, recordando-se de já ter usado essa mesma "desculpa".

Não, não era uma desculpa, de fato era uma constatação, pelo menos da parte dela.

— Certo. – chamou a atenção do "noivo". — Que tal irmos de uma vez ao festival?

Ele sorriu, levantando-se. E antes que ela pudesse fazer o mesmo, notou uma mão estendida. Pegando-a calorosamente, fitou os orbes negros a sua frente, que, ao contrário dos de Sasuke, eram bastante afáveis e cordiais. E como um casal apaixonado, partiram para o festival.

Não notando uma grotesca presença que os seguia.

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Coçou a nuca, preguiçosamente, pouco se concentrando na missão. Havia um turbilhão de coisas se passando em sua mente, fazendo-o despreocupar-se com um bando de contraventores que aplicavam golpes em cassinos. Suspirou, pesadamente. Céus, ele sabia muito bem que, assim que botasse os pés na vila, suas bolas seriam arrancadas impetuosamente por um Hyuuga extremamente protetor. Talvez ele até merecesse uma punição, mas não queria perder os seus tão queridos testículos. Suspirou novamente. Droga, ele nunca deveria ter seguido com o seu plano, O plano. Não que fosse de um completo absurdo, longe disso, na verdade era genial, estava certo disso. Todavia, ele poderia ter mudado a trilha a ser seguida. Se aliar com uma recepcionista pervertida não foi uma sábia decisão.

Olhando para o lado, notou uma barraquinha vazia, que exalava um encantador cheiro de ramen. Seu estômago roncou ruidosamente, chamando a atenção do Uchiha. Não se importando com a missão, caminhou em direção a sua cobiça, sentando em um banquinho qualquer. Apreciou mais uma vez o cheiro delicioso, pedindo uma grande porção da especialidade da casa, fazendo a sua barriga roncar de tamanha agitação. Ah, ele precisava aliviar a sua tensão, e nada melhor do que comer para resolver o seu problema.

— O que foi, dobe? – O Uchiha indagou, sentando-se ao lado do loiro.

— Eu preciso aliviar a minha tensão. – olhou para o moreno, notando como este arqueou as sobrancelhas. — Você sabe, não há maneira melhor de se aliviar a tensão do que comendo ramen.

Na verdade havia, na opinião do Uchiha, mas ele não estava a fim de falar sobre isso.

— E você pretende passar a missão toda comendo? – indagou, desinteressadamente.

— Se eu continuar tenso, sim. – respondeu, fitando a tigela recheada de ramen e outros ingredientes seletos. — Itadakimasu!

— Hn.

Sasuke olhou para os lados, perguntando-se o que fazer com o companheiro retardado de time. Poderia simplesmente deixá-lo ali, comendo a noite toda. Ou tentar entrar em contato com Kakashi, avisando-o sobre o comportamento de Naruto, ou, simplesmente, afundar a cabeça daquele acéfalo na tigela. E, bem, por questões puramente pessoais, o Uchiha via-se cada vez mais inclinado a fazer a terceira opção. Hn, talvez não fosse uma má escolha, pensou. Já estava com a mão bastante próxima da cabeça do loiro, quando este se virou de boca cheia, choramingando.

— E-ra-i-a-i-a-ta-an!

Alguns pedaços de comida caíram sobre o Uchiha – principalmente em seu rosto –, e ele suspirou audivelmente, se limpando. Fitou o loiro que abaixou a sua cabeça sobre o balcão, num choro ruidoso. Ele até pensou em sair e deixá-lo sozinho, todavia, algo lhe dizia que seria muito pior abandoná-lo. Continuou parado, apenas observando a maneira estranha como Naruto lidava com seus problemas. Quando incomodado, Sasuke apenas se sentava, entrelaçava os dedos e ponderava. Não havia nada de atípico nisso, além do mais, era a sua maneira de se concentrar e se livrar de certos demônios que o incomodava. Mas, obviamente, Naruto tinha o seu jeito ninja e estranho de lidar com os problemas.

— Dobe.

O loiro fungou alto, levantando a cabeça.

— Eu... – fungou novamente. — Eu traí a Hinata-chaaaan... – choramingou, chamando a atenção do cozinheiro. — Eu traí a Hinata-chan, teme.

— Hn.

— Mas eu a amo! – gritou, fazendo o moreno revirar os olhos. — Maldita Sensual seduction! – Sasuke continuou o fitando, sem nenhuma emoção. — Eu juro, teme. – anelou. — Eu juro pelo tempero secreto e delicioso do Ichiraku – pois o que acabara de comer não chegava à unha do mindinho do pé do ramen de Konoha. —, que eu a amo. E se fiz o que fiz, foi por causa do O plano.

— Do O plano?

— Sim! – bateu na mesa, chamando a atenção de algumas pessoas. — E se soubesse que aqueles dois iriam apreciar a maldade que eu havia planejada, ah!, eu nunca teria feito nada, tô certo.

— Eles não estão juntos, se é o que te preocupa. – falou, retirando um último pedaço de macarrão de seus cabelos.

— Não é apenas isso que me preocupa, teme. – ele ainda pensava no futuro fatídico de seus testículos. — Mas como você sabe disso? Ela te contou?

— Não. – respondeu. — Mas eu sei.

Naruto franziu o cenho, um tanto descrente na declaração do amigo. Sim, o Uchiha era um esquisitão com um corte de cabelo ainda mais estranho, mas será que ele tinha o poder de saber das coisas, assim, do nada? Será que o sharingan o possibilitava de prever o futuro? Talvez fosse um dom muito produtivo, pensou. Talvez pudesse até prever o futuro dos outros. E, principalmente, talvez pudesse prever qual seria o futuro das bolas de Naruto, afinal, Neji não parecia ser um cara muito piedoso. Fitou o moreno por mais um tempo, pensando nas maneiras de tirar proveito do dom do Uchiha.

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Eu não acredito em uma única palavra que está saindo da sua boca. – Sasuke falou, aproximando-se da rosada, perigosamente. Segurou em seus ombros de maneira firme, fitando-a inteiramente. — Agora diga, olhando nos meus olhos, a verdade.

Droga! Por que ele tinha que pressionar tanto?, a kunoichi se perguntou.

Eu... – começou a falar, olhando profundamente em seus olhos escuros. — Eu estou completamente apaixonada pelo Kakashi-sensei. – ele espreitou os olhos, numa forma de descrença. — Não posso fazer nada. – deu de ombros.

Prove.

Como é?

Quero que prove.

Eu não preciso provar nada. – comentou. — Além do mais, a minha palavra já é o suficiente.

Você também havia dito que a Tikara era minha.

O caso dela é diferente, você sabe disso. – a garota se justificou, recordando-se da maneira desleixada em que Sasuke cuidava da pobre planta.

Não. – respondeu frio, e continuou. — E eu quero uma prova mais concreta.

Olha, eu disse que estou apaixonada pelo Kakashi, mas não posso forçá-lo a nada.

Pensei que estavam em algum tipo de relacionamento.

E estamos. – suspirou. — Mas acho que ele não quer expor nada, compreende? – comentou, e aproximou-se dele. — Relações entre professores e alunos ainda é muito mal visto.

Hn.

Então, embora estejamos juntos, é melhor manter a descrição.

Hn. – o Uchiha parecia convencido, trazendo um grande alívio para Sakura. Mas não por muito tempo. — Eu ainda quero que você prove.

Eu não vou provar nada pra você.

Certo, então eu continuarei a acreditar que você está apenas arranjando uma maneira de afrontar o Naruto.

Ela até pensou em dizer mais alguma coisa, todavia, os fogos anunciaram o inicio do festival e da missão. E antes que pudesse dizer alguma coisa, terminando a conversa por definitivo, Sasuke simplesmente saiu, deixando-a para trás. E, droga!, ela realmente necessitava provar (a mentira) à Sasuke por uma questão de honra, custe o que custasse.

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Olhou para Kakashi que caminhava calmamente ao seu lado, entrelaçado ao seu braço. A movimentação de pessoas era bastante típica para um festival, e ela não encontrava nenhum vestígio da tão procurada quadrilha. E, sério, ela já estava de saco cheio de toda essa missão e as confusões que vieram junto dela. As coisas não poderiam ficar piores, poderia?

— Está tudo bem com você? – a voz masculina chamou-lhe a atenção, fazendo-a parar, assim como ele.

— Sim. – respondeu incerta. — Por quê?

— Bom, você está um pouco mais calada do que o costume. – falou, com o seu tom de barítono. — Além do mais, parece bastante distraída.

— Não é nada. – justificou.

— Mn.

Talvez fosse paranoia da garota, mas ela tinha que provar à Sasuke e aos demais garotos de que sim, ela estava apaixonada por Kakashi, e sim!, eles estavam tendo um relacionamento graças ao plano estúpido deles. É claro que a ideia só pode ter vindo da mente loira de Naruto, mas aqueles outros dois também estavam envolvidos. E o que mais a revoltava era saber que tudo aconteceu por causa de uma porcaria de fonte termal! Tsc. Se ela pudesse voltar no tempo, com certeza teria feito a mesma coisa! Jamais dividiria espaço numa fonte termal com um homem! Bem, apesar de que teve de dividir com Kakashi, porém não foi por sua escolha. Além do mais, por incrível que pudesse parecer, ele também foi uma vítima! Hm, talvez por essa razão ele aceitasse ajudá-la. Mas como?

Sentaram-se próximos a uma barraquinha de bebidas, permanecendo com o disfarce de casal. A garota olhou profundamente para o mascarado a sua frente que lhe devolveu um olhar morto e desanimado. Ele sorriu, na tentativa de reconfortá-la, todavia, ainda havia um brilho estranho naqueles orbes verdes. E, definitivamente, não tinha nada relacionado com a missão. Fitando-os profundamente, notou a maneira estranha como a menina corou, desviando o olhar. Havia algo ali cujo mistério não conseguia desvendar.

— Kakashi-sensei... – ela começou a falar, botando uma mecha rosada atrás da orelha. — Posso te perguntar uma coisa?

— Já está perguntando, Sakura. – respondeu, notando alguma coisa grande se esconder por entre as sombras.

— Bom, err... – esfregou as mãos desajeitadamente na barra do vestido, fazendo com o que o mascarado arqueasse uma sobrancelha. — Você, err... Bem, você sabe... Hm... – olhou, forçando um sorriso amarelo, desviando de seus olhos. Suspirou, tomando coragem. — Vocêmedariaumbeijo?

— Como é? – é claro que ele não havia escutado direito, não é mesmo?

A rosada suspirou, tomando mais um pouco de coragem.

— Eu perguntei se por acaso você-me-daria-um-beijo?

O Hatake a observou ponderativamente.

Um beijo, hm?

Bom, não era uma coisa tão difícil assim, na verdade era mais fácil do que muitos possam imaginar. Curvando na direção da aluna, aproximou-se de seu rosto, erguendo o queixo da garota que fechou os olhos rapidamente. Sem abaixar a máscara, roçou seus lábios encobertos na pele suave da menina que abriu os olhos, desapontada. Beijou a testa de Sakura, sem deixar de notar uma estranha careta se formar no pequeno rosto.

— Bom – falou, coçando a nuca. —, já te dei um beijo. – sorriu, ignorando a expressão incrédula da kunoichi. — Acredito que a sua pergunta já foi respondida.

— Não. – fazendo uma carranca, comentou exasperada. — Não era esse tipo de beijo que estou falando.

— Não?

— Não. – cruzou os braços, fitando a rua movimentada. — É um outro tipo de beijo, em outro lugar.

Pois ele deveria usar a língua e ser na boca, a garota ajuizava.

— Outro tipo? – Kakashi coçou o queixo, pensativo. Um outro tipo de beijo? Bom, ele havia beijado a sua testa, como um adulto daria numa criança, contudo, aparentemente, não era o suficiente. Ele já havia dado inúmeros beijos em toda a sua vida, mas não sabia onde a aluna queria chegar. Pelo visto não deveria ser em seu rosto, e sem a máscara. Hm, se não for ao rosto, onde mais poderia ser? Nos braços? No pescoço? Nas pernas? Na va... — Oh!

— O que foi? – a garota questionou, aproximando-se do sensei que, abruptamente, se afastou. — Isso te ofende?

— Bom, é uma proposta tentadora. – suspirou. — Mas não é algo muito correto de se fazer.

— Só precisa fazer uma vez, se quiser. – suplicou, pegando em uma de suas mãos. — Mas tem que ser na frente dos garotos!

— Na frente deles? Isso me parece um pouco indecente. – comentou.

— Você é o maior pervertido de Konoha, sensei. Não me diga que acha isso indecente?

— Bom, eu acho. – deu de ombros. — Mas a sós não... Quer dizer, ter um público até que seria interessante, mas não é algo que eu gostaria de expor... Estando com você.

— Acha mais fácil entre quatro paredes?

— Sim, de certa forma.

— Bom, talvez eles pudessem "sem querer" nos flagrar, o que acha?

Não, aquela não era a garota que por mais de sete anos nunca insinuou nenhum tipo de leviandade para o seu lado. Hm, mas ela mesma quer ser tratada como adulta agora, será que era somente para isso? Será que depois de um relacionamento sério com o Uchiha, Sakura desejava um tipo de amizade com benefícios? Com ele? Ela é uma garota bonita, tinha um corpo legal e uns peitinhos agradáveis, hm...

— É melhor não. – respondeu, aceitando a amostra de uma bebida verde e amarga.

Sakura o olhou, se perguntando por que, diabos, Kakashi não achava certo apenas dar um beijo nela? Não poderia ser tão difícil assim, poderia? Bom, é claro que ela não justificou a razão para tal pedido repentino. Será que ele ficaria ofendido se soubesse que tudo isso é apenas para provar que estão num relacionamento (embora não estejam)? Talvez ele seja muito conservador, ainda que um grande pervertido. Talvez a sua ética ninja o impedisse de cometer certos atos. Hm, talvez, mas e se ela o induzisse? Pegou um pouco da bebida verde a sua frente, degustando o gosto horrível e amargo. O que Ino lhe diria nesse exato momento?

"O brilho exagerado da sua testa está ofuscando a minha concentração, Testão!"

Certo, é bem provável que ela diria isso, mas depois, obviamente, falaria para Sakura tentar seduzir o mascarado. Afinal, não seria a primeira vez que a loira porca havia lhe dado tal conselho. Segundo ela, seria uma ótima maneira de poder apertar o bumbum do mascarado e, quem sabe, se tornar a sua dona, oficialmente. Dona do bumbum e do prateado, claro. Hm, será que daria certo usar aquela velha tática clichê de uma aluna apaixonada pelo professor? Mas isso é errado, pois não era de sua intenção enganar Kakashi, embora assim ela pudesse provar a Sasuke que não estava mentindo...

— Kaka-sensei... – aproximou-se do mascarado, ignorando o olhar adverso que ele lhe mandou. — Por favor. – suspirou, imaginando ser uma daquelas lolitas que tanto maldisse. — Me ensine, por favor...

Ela o fitou profundamente, não deixando de notar a maneira como seus orbes escuros oscilaram. Ah, ele era um pervertido nato, como não iria cair nesse velho truquinho?

— Sakura... – o Copy Ninja se aproximou, olhando-a seriamente. — Se quer aprender esse tipo de coisa te aconselho a consultar um Kama Sutra, ou algo do tipo.

— Como é?

— Além do mais, pensei que o seu relacionamento com o Sasuke já teria te feito aprender sobre isso.

— Oi?

— E, por favor, não fique me pedindo para te fazer um sexo oral. – a garota piscou, pausadamente, e algo dentro dele fez o seu estômago esfriar. Diabos. — Não era disso que você estava falando? – ela negou com a cabeça, e ele bebeu mais um copo de bebida que desta vez tinha um tom escarlate, sob a máscara. — Mn.


Céus, ele era um pervertido, e Kami, de onde ele tirou essa história de sexo oral? Em momento algum ela falou disso, então porque ele pensou sobre isso? Será que era de seu desejo? Droga, ela só almeja um beijo para provar não estar mentindo! Certo, é melhor ela abstrair essa última conversa (ou seria confusão?) e seguir em frente com seu plano.

— Err... Ok. – ela começou a falar, bebendo um pouco de uma bebida amarela. — Vou tentar ser mais clara, desta vez. – suspirou. — Hm... Você poderia me dar um beijo? Na boca? E de língua?

Aguardou a resposta do mascarado, que surgiu depois de um arfar cansado.

— E é essa a sua maneira delicada de me cantar? – questionou divertido, notando a carranca emburrada da aluna. — Perguntar não ofende, sabia?

— Isso é um sim ou um não? – questionou sem rodeios.

— Ainda não dei nenhuma resposta. – ela tentou argumentar algo, mas ele a interrompeu. — Primeiramente me diga a razão de desejar isso e em seguida o que eu ganho.

— Bom... – ponderou um pouco, a fim de reunir todas as ideias de maneira plausível. — Primeiramente, eu ainda quero provar aos garotos que estamos em um relacionamento.

— Mas não estamos.

— Não. E eles não sabem disso. – deu de ombros. — Então eu preciso da sua colaboração, e também de uma prova mais concreta do que meras palavras.

— Eles não confiam nas nossas palavras?

— O Naruto e o Sai sim, mas não o Sasuke-kun. – suspirou, deixando os seus ombros caírem. — E por isso quero que me beije na frente deles.

— Principalmente na frente do Sasuke.

— Sim.

— Somente para fazer ciúmes.

— Mas é claro que não! – bateu na mesa, fazendo com que um atendente achasse que ela desejava mais bebida. E antes que a garota pudesse se justificar, a mesa já estava cheia de copos. O mascarado não pôde conter o riso por conta da confusão cometida pela aluna. — Err, como eu ia dizendo, não é por ele que desejo fazer isso. É por nós!

— Nós?

— Sim. – pegou um copo qualquer, sentindo a bebida descer, rasgando-lhe a garganta pelo caminho. Mas que porcaria era aquela?, se perguntou, procurando o fio da meada que havia perdido. Ah! — Eles armaram aquela cena contra nós, nas termas, merecem ser punidos! – pegou mais um copo, não se importando com a ardência em sua garganta.

— Falando dessa maneira, está até parecendo o Naruto. – comentou, roubando o copo da mão da aluna. — Além do mais, não vejo razão de fazer isso. – deu de ombros.

— Bom, você havia me perguntado o que ganharia com isso. – olhou para a bebida rosada a sua frente, e antes que pudesse pegar, Kakashi já o tinha feito. — Talvez você realmente não ganhe nada com isso, especificamente. Mas eu faço tudo o que você quiser.

— O que você quer dizer com "tudo"? – arqueando uma sobrancelha, ele indagou.

Tudo. – respondeu.

Ele balançou a cabeça, ponderando sobre a estranha proposta. Entrementes, Sakura fazia o mesmo, apenas se convencendo de não estranhar, muito menos chiar, por qualquer coisa atípica que ele lhe pedisse. Ela não era mais uma garotinha virgem, no final das contas, e, bem, talvez não fosse tão ruim se ele lhe pedisse algo sexual em troca. Não que fosse isso que ela desejasse, mas os homens têm por hábito pensar com a cabeça debaixo, então ela não ficaria surpresa por qualquer pedido de teor sexual.

— Certo, eu já sei o que quero. – falou, chamando a atenção da garota.

— O quê? – perguntou ansiosa.

— Uma faxina na minha casa.

— Nani?

Bom, talvez uma faxina pudesse ser melhor do que algo sexual com o Hatake, mas então porque ela ficou desapontada? Ah, sim, a bebida não estava fazendo bem a ela, era isso, com certeza.

Pelo menos era o que queria acreditar.

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Saiu do estabelecimento escuro, trazendo consigo um homem amarrado. Aparentemente, o cara era um dos laranjas da quadrilha, e bem, não foi nenhum um pouco difícil capturar o idiota. Certa vez leu em um livro que a escória costuma ser muito fraca, mas esta, no entanto, era pior do que podia imaginar. Ele apenas desenhou um pássaro qualquer e pronto, o sujeito já havia sido derrotado e prometia colaborar com tudo o que fosse necessário. Hm, talvez os demais companheiros tenham feito um avanço ainda maior.

— Pintinho? – conectou o rádio comunicador. Mas só encontrou o silêncio, tornando a repetir o chamado. — Pintinho? – notou que o loiro não responderia tão cedo, então optou por chamar o outro companheiro. — Sasuke-san?

Hn. – o rádio chiou em resposta.

— O que houve com o Pintinho?

Está passando mal.

— Sério? – chutou o bandido que começava a cochilar. — E por quê?

Havia algum molho no ramen que não o fez bem.

— Hm. – nada de atípico. — E sobre a missão?

Nada.

— E sobre o Kakashi-san e a feiosa?

Nada.

— Estranho. – comentou, pensativo. — Preciso falar com o Kakashi-san, acho que irei conseguir pistas sobre a quadrilha.

Hn.

— Bom, vou tentar me conectar com eles.

O comunicador permaneceu mudo, evidenciando que Sasuke já o havia desligado. Sem se importar, tentou chamar por Kakashi e Sakura, porém também fora recebido pelo silêncio, estranhamente. Dando de ombros, arrastou o homem para um canto escuro, a fim de iniciar o interrogatório. Estralando os dedos e o pescoço, deu inicio ao interrogatório que aprendera na Raiz.

Para o infortúnio do quadrilheiro.

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Os passos errantes anunciavam que a garota havia bebido muito mais do que deveria. E a bebedeira não lhe trazia boas lembranças, pois da última vez em que o fez teve o pior sexo de toda a sua vida! Tropeçou, segurando-se no braço do sensei, ignorando o arfar exasperado do mascarado. Ah, qual é? Ela só havia bebido uma dose ou meia dúzia a mais que ele, não havia razão de ficar tão bravo. Hm, além do mais, não era sua culpa que o movimento de rotação parecia ter aumentado. Oh, a Terra parecia estar girando tão rápido!

— Talvez a quadrilha ande pelos lados oeste da região. – o homem comentou, olhando para os lados.

— Não é por ali que estão o Naruto e o Sasuke-kun? – a garota indagou, passando a mão pelo braço do sensei, no qual observou-a curioso.

— Sim. – respondeu, vendo a garota esfregar a cabeça em seu braço, aproximando-se de seu ombro. — Você está bem?

— Oh, sim. – esfregou-se mais, ronronando.

Droga, ela estava bêbada. E, com certeza, a Hokage o puniria por ter permitido que isso acontecesse.

— Você realmente acredita estar bem?

— Acho que não, sensei. – ela comentou, deixando cada pé fazer o seu caminho. Rindo de sua própria trapalhada, gargalhou baixo. — Avise aos garotos onde estamos, pois acho que não daremos conta de continuar... Hiccup! – soluçou.

— Vamos voltar para a pousada. – o mascarado declarou, vendo como um sorriso maroto era estampado na face da aluna. — O que foi?

— Você vai me dar aquele sexo oral? – questionou, esfregando as mãos no peito do homem. Ah, e era muito mais musculoso do que o de Sasuke, sorriu com a constatação.

— Não. – tirou as mãos insolentes da garota de cima de si.

— Por que não? – fitou, fazendo beicinho.

Ele suspirou, tentando manter a calma.

— Porque não, agora...

Ele parou de falar, fazendo uma cara estranha, na opinião da kunoichi. Seus olhos se escureceram e ele começou a jogar o seu peso em cima dela.

— Kakashi-sensei, o que houve? O quê... – parou de falar, quando sentiu uma das mãos masculinas segurarem em seu seio, e posteriormente apertando-o. — Mudou de ideia? Eu... – antes que pudesse continuar falando, sentiu-o deslizando ao chão desacordado. Confusa, abaixou-se na direção do sensei, que jazia entorpecido. — Kakashi-sensei, o que houve? – fitou o corpo dele, notando um dardo em seu pescoço.

E assim que levou as mãos para contatar os garotos pelo comunicador, sentiu algo perfurando o seu pescoço. Também um dardo, deduziu, e começou a perder os sentidos, repousando-se sobre o corpo do Hatake. Aos poucos a sua cabeça ia pesando e a sensação era ainda pior por causa da bebida. As pessoas caminhavam num ritmo que seus olhos não podiam acompanhar e a sua visão começava a ficar embaçada. E antes que perdesse a consciência teve a sensação de ver a recepcionista lhe olhar, com um sorriso de puro escárnio. Mas sem poder fazer qualquer coisa, deixou-se embalar na escuridão silenciosa que também abrigava Kakashi.


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:: Próximo Capítulo: Escolha certa ::

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N/A: Pessoas, novamente, perdão. Estive estudando até o dia 6 deste mês, porém tive provas até o dia 14. Realmente não deu para aparecer aqui no decorrer do ano, e ainda estou meio cansada... O jeito é apenas esperar os resultados. Gostaria também de pedir perdão aos que eu disse que ia atualizar em julho. Também não deu. :/

Logo atualizarei Afável, que aliás, acho que só falta dois ou três capítulos para acabar.

Enfim, comentários são mais do que bem-vindos e apreciados! :D