Capítulo 6
Sirius se levantou rapidamente. Ele e Marlene estavam sentados á mesa do clube.
-Lene? Lene! –Sirius balançou a garota.
-Não!-Ela gritou em reação.
-Calma, calma, calma!
Ela se levantou e correu para o outro lado da sala.
-Isso está sendo muito dejavú. Você me acordando e...
-Nós sendo seqüestrados. Sim isso aconteceu.
Ela corou e olhou para os pés.
Sirius se lembrou do que ela disse: "Eu o amo sim! Era isso que queria?"
E deu um sorriso enorme.
-Marlene? Nós resolveremos nossa situação depois, mas nesse momento temos que denunciar aquele homem à polícia. –Ele correu até ela e segurou-lhe as mãos. –Eu lhe prometo que resolveremos definitivamente a nossa situação.
Ele sorriu de leve e deu um beijo nos lábios dela. Ele normalmente esperaria uma reação mais violenta dela, mas nunca tudo isso que ela teve. A não ser que agarrar o pescoço dele e imprensar os lábios nos dele até sentir gosto de sangue seja violento... Ela reagiu normalmente.
Ele abraçou a sua cintura e sem querer, no ato de andar, esbarrou contra a mesa deixando muitas coisas serem derrubadas.
-Droga... –Falou Marlene. –É melhor irmos... Temos que ir a polícia ainda. –Ela deu um sorriso malicioso.
-Que se dane a polícia! –Falou Sirius avançando de novo.
-Nananinanão! Você disse agora cumpra. Vamos. –Ela o empurrou e correu para a porta. -Mas Sirius... Como vamos denunciá-lo se nem sabemos onde ele nos prendeu?
-Você pode não se lembrar, mas eu reconheço aquele lugar. Aquele depósito. Bons tempos os meus. Do Sirius e do James brincando de Indiana Jones...
Ela o olhou com certa curiosidade disfarçada de incredulidade.
-Eu era uma criança feliz... Vamos.
...
James puxou as correntes e de nada adiantou. Estava preso. Mas continuou a puxar.
-O que você vai conseguir além de muitos machucados são um braço fraturado e um belo gesso depois, agora pare. –Lily falou sentada em frente ao rapaz.
-Quem não arrisca não petisca Lily. –James respondeu entre dentes. –Como viemos parar aqui?
-O que me lembro é de alguém tapar a minha respiração e te ver desmaiado no chão. –Lily virou o rosto. –Isso só pode ser coisa dele... –Lily sussurrou.
-Você falou alguma coisa? –James puxou a corrente novamente.
-Não. Eu não disse nada.
-Então vocês acordaram. –O magrelo disse aparecendo ao lado de Lily.
-Por que nos prendeu aqui? –Falou James.
-James! Seja mais gentil com o rapaz.
James não entendeu. O magrelo olhou para Lily com curiosidade. Ela deu um sorriso de ironia.
-Desgraçado por que nos prendeu aqui? –Ela gritou. –É melhor nos tirar daqui ou vai se arrepender até o seu último testículo!
O magrelo começou a gargalhar.
-Gostei dela. –Ele falou para James. –Você faz me lembrar muito a Vivi. Enfim, vamos começar os choques.
Ele andou até o meio deles dois.
-Primeiro irei dizer as regras do jogo. 1- Se mentir o seu parceiro leva um choque. 2- a cada mentira sua eu aumento a potencia dos choques.
Ele pegou o controle.
-James... Algo a dizer?
-Morra. –O magrelo riu.
-Lily... Algo a dizer?
-Queime no inferno.
-Vocês são perfeitos um para outro sabia? Eu amei vocês dois.
-Que amável. –Lily disse.
-Cale a boca. –O magrelo disse. –Já estou perdendo a paciência.
-Sério? E eu é que pensava que você era paciente.
-James. –O magrelo suspirou. –Me dê um motivo para não tostar essa garota.
-Aqui vai um. Eu vou te caçar até aonde Judas Perdeu as Botas.
-Não é o suficiente. Me de um motivo para não tostar esse garoto, Lily.
-Eu não vou até onde Judas perdeu as botas para te caçar. Eu mato logo a Luiza, a Sora e o Gabriel... Sr. Lucas.
-Como sabe o meu nome se eu nunca mencionei... Você andou-me investigando?
-Rua Industrial João Bento, nº 502. Apartamento 401, prédio São Lucas. Preciso dizer seu RG também?
-Filha da mãe! –Ele avançou e agarrou o pescoço dela.
-Lily! – Gritou James.
Lucas apertou mais ainda o aperto. Ele estranhou, pois os olhos dela ficaram vermelhos e algo certou a cabeça dele fazendo-o cambalear para cima de James e por acidente apertou o botão do choque.
James urrou de dor. Lucas parou de apertar o botão. James desmaiou.
-Você vai pagar por isso! –Gritou Lily.
Ele olhou novamente para a garota. O cabelo dela começara a mudar de cor drasticamente até se tornar preto.
-Hello Lucas. –Vih falou.
-Vivi? –Lucas engasgou.
-Antigos apelidos huh? Você está morto. –Ela arrancou as correntes do braço.
-Eu não vou te matar... Porque alguém precisa mandar uma mensagem para Riddle. Acredite, ele está morto.
-Vih... Eu lhe imploro... Poupe-me!
-Tchau Lucas. –Vih levantou uma mão. –Você sabe que o meu poder especial é os dos 4 elementos, não sabe? Se não, eu te mostro agora.
...
-Você matou o cara? –Falou Sirius.
-Não, eu não matei! Ele está vivo! Só inconsciente!
A polícia havia chegado e invadido o local. Prendeu o cara que estava inconsciente com o rosto em uma poça de água.
James havia ido para o hospital e eles estavam em um quarto com ele.
-Marlene! Como você agüenta isso? –Falou Lily.
-Muito bem eu posso dizer. –Marlene sorriu.
-Ela me ama. –Falou Sirius.
-Para de ser convencido! –Falou Lily.
-Na verdade ele não está sendo. –Falo Marlene.
-Espere um pouco... Vocês... ? -Lily parou de falar.
-Surpresa? –Falou Marlene.
-Acostume-se. –Falou Sirius.
-Vocês podem calar a boca só um minutinho? Eu to tentando dormir. –Falou James.
-Desculpe. –Falaram os três.
James suspirou.
-Bom, eu já vou. Eu volto amanhã, James. –Lily se levantou e deu um beijo na testa de James.
-Ok. Obrigada.
-Nós também já vamos. –Marlene e Sirius levantaram.
-Tchau. –James ouviu a porta abrir e fechar. Estava com os olhos pesados e fechados já há algum tempo. Ou viu a porta se abrir.
-O que esqueceram aqui agora?
-Precisamos conversar. –James abriu os olhos.
-Preciso me apresentar novamente? Então aqui vai. Sou Tom Riddle agora cale a boca e escute.
-Tom Riddle? O que ainda quer aqui? Já não bastou destruir minha vida em milhares de pedaços?
Riddle gargalhou. James o fuzilava com os olhos o quanto podia ou o quanto seu estado físico e mental permitia.
-Sabe, eu nunca esqueci aquela sua frase quando disseram que os seus pais tinha morrido: "Para onde eu vou agora?" Eu ainda me divirto tanto com isso.
-Desgraçado... –James tossiu.
-Você precisa aumentar seu vocabulário Senhor Potter. Os seus xingamentos não são nada originais. Já me chamaram de coisa bem pior.
Ele sorriu.
-Enfermeira! –James gritou. Ele se esticou para pegar o aparelho que chama as enfermeiras, mas Riddle o pegou primeiro.
-Ainda não terminamos de nos falar Senhor Potter.
-Saia daqui. –James falou rispidamente.
-Primeiro. –Riddle sentou-se novamente. –Preciso dar-lhe alguns avisos.
-Saia! –James gritou.
-Não se aproxime de Vih. Ela é como um vírus. Ela te infecta e depois espera que a doença evolua até que, finalmente, ela possa se apossar do seu corpo.
-Você... Você a conhece?
-Claro que sim! Ela viu potencial em mim e me deu um Geass que nem você e seus amigos. E além do mais, quando ela sair da garota que ela está possuindo e passar para mim, farei questão de prender essa garota para... prazeres pessoais. Não me leve a mal, mas essa garota é única e difícil de encontrar. Como uma esmeralda no fundo do mar e em um navio naufragado.
-Seu maníaco desprezível! Como pode ser tão sujo?
-Apenas sendo. –Ele levantou. –E a propósito, essa sua amiga Lily também é uma esmeralda no fundo do mar e em um navio naufragado. Espero que tenha se despedido dela quando ela passou por essas portas, porque foi a última vez que a viu. Eu garantirei que ela venha comigo. –Ele deu um sorriso e saiu pela porta.
-Não... Não! –James tentou se levantar e caiu no chão. Pelo o que tinha notado a bolsa que estava com ele tinha o que ele precisava. A roupa do arqueiro verde.
Uma enfermeira passava pelo quarto ao ouvir um barulho estranho. Abriu a porta e assustou-se. O quarto vazio e as cortinas balançando pelo vento que vinha das janelas abertas.
Lily olhou a rua onde andava. Estava realmente muito deserto e escuro. Diria até que é anormal.
"Eu me pergunto... Se eu me comparo ao uma Lily com raiva." Vih riu.
-Cala boca. –Lily sussurrou. –Eu só tinha te chamado porque era uma emergência. E até parece que você não tava louca pra sair e ajudá-lo.
Lily assustou-se com o som de um carro derrapando no começo da rua.
"Cuidado" Falou Vih.
O carro parou o lado dela. Homens saíram do carro e avançaram para cima dela.
-Droga. –Lily saiu correndo. E correu rápido. E eles atrás.
"Lily eu não posso sair agora. Eu já sai hoje e usei meus poderes e se eu sair de novo eu vou consumir o resto da sua força vital"
-Então estamos mortas. –Lily tropeçou e caiu no chão. Fechou os olhos esperando que a pegassem.
Sentiu algo pegar sua cintura e o chão sumir.
-Vai ficar de olhos fechados até quando?
Ela abriu os olhos.
-Arqueiro verde! –Eles estavam na arvore. Ele a abraçava. –O que faz aqui? Largue-me!
-Então você os prefere a mim? –Ele deu uma risada e se colocou na frente dela.
-Claro que sim! –Ela o abraçou pelas costas.
-Desçam daí! –Gritou um.
James pegou uma flecha pequena e jogou em um deles um pouco acima do coração fazendo que o mesmo desmaiasse.
-Oh, Meu Deus! Você o matou? –Inquiriu Lily.
-Claro que não. Eu não mato pessoas. Ele apenas ficou paralisado e daqui a alguns minutos voltará ao normal.
-Então faça isso com o outro, porque ele está subindo!
James largou Lily e pulou em cima do homem o jogando no chão. O nocauteou antes mesmo de Lily piscar.
Ele se colocou em pé e virou-se para cima
-Não vai descer?
-Claro que vou é só que… É alto demais. Não sei como você me puxou.
-Vamos lá. Nem é tão alto assim!
-Você é praticamente um macaco! Não conta.
-Quer ajuda ou não?
-Eu desço sozinha. –Ela parou avaliando a queda. Antes que ela percebesse ele se pendurou e parou ao lado dela.
-Vamos.
-Hã? –Ele a colocou no colo. –Não! Espera! Coloque-me no chão. Não preciso de sua ajuda, arqueiro.
Ele revirou os olhos.
-Sim, senhorita. Eu a colocarei no chão. –Ele deu um pulo em direção ao chão. Vacilou um pouco. Ele havia esquecido que ainda estava machucado e principalmente que ela não sabia quem ele era.
Mas tudo indicava que ela não havia notado nada. Nada mesmo.
Ele riu ao olhá-la. Parecia uma gata assustada. Encolheu-se toda e cravou suas unhas em seus ombros.
-Você está bem? Senhorita Evans?
-Eu estou… - Mas ela ainda não havia saído daquela posição.
Ele a movimentou e a colocou em suas costas. "Escalou" a parede e começou a andar por cima das casas.
-O que…? Como assim? Você não tem nenhum carro ou outra coisa que não envolva altura…? –Ela olhou para baixo e quase vomitou. Então afundou seu rosto na nuca dele. Isso lhe causou arrepios na nuca. Ele apenas sorriu e continuou a andar.
Em poucos minutos já estavam na varanda da casa dela.
-Já pode descer. Estamos a salvo.
-Não consigo… - A voz dela saiu abafada e chorosa.
Ele suspirou (Para não ter um ataque de risos, aliás, onde estava a menina "invencível" ?)
Ele abriu a porta de vidro e a colocou na cama. Estava prestes a siar antes que ela começasse a fazer perguntas, mas havia se esforçado demais. Dali ele não conseguiria sair sem desmaiar. A questão era: Seria melhor ela descobrir ou qualquer um descobrir?
-Droga… -Ele suspirou ainda tonto e sentou-se ao lado dela na cama.
Finalmente ela recobrou a consciência e percebeu algo… Estava sozinha com o Arqueiro Verde no quarto dela.
-Saia. –Ela se virou para ele ainda sem sair da cama.
-Importa-se se eu ficar? Tive um dia muito cheio hoje e um acidente. E depois de tudo tive que ir te salvar.
-Espera. Como sabia meu nome, meu endereço e que eu ia ser atacada?
-Eu… -A voz dele falhou. Estava quase desmaiando. –Eu sinto muito, Lils.
E caiu em seu colo.
-Lils…? –Então tudo veio com um estalo em sua mente.
Era por isso que Vih sempre ficava quieta e sem fazer enxame de perigo perto dele. Por isso que tentava, mas não conseguia ter raiva desse arqueiro.
Ele era James.
O colocou deitado na cama. Tirou a blusa de couro e viu os ferimentos causados hoje.
-Oh, James…
E finalmente tirou os óculos escuros. Era sim o James.
-Lily?
Ela ouviu sua mãe chamar da cozinha.
Correu para o quarto do pai e pegou uma calça de moletom dele e um casaco. Não se importavam de vê-lo ali com ela, mas não poderiam ver a roupa de arqueiro.
Ela teria fechado os olhos, mas não havia tempo. O trocou rápido e apenas olhando de relance seu corpo.
O deitou novamente na cama. E correu lá para a cozinha.
-Filha! Eu nem vi que tinha chegado. Voltamos hospital quase agora. Vocês tinham sido seqüestrados. Que história é essa?
-Você esta bem? –Seu pai o abraçou.
-Sim, eu estou. Mas meu amigo foi o qual se machucou mais. Eletrocutado. Não havia ninguém na casa dele então eu o trouxe para descansar aqui. Importam-se? Ele está no meu quarto.
-Claro que não. Mas tenham juízo. Estou a um passo do quarto de vocês.
-Sim, papai.
Ela correu de volta para o quarto. Ele dormia feito um anjo. Parecia até um.
Eu também gosto dele. Mais do que imagina, Lily.
Vih? –Perguntou Lily em voz alta.
Gosto tanto dele que… Dei-lhe um presente.
-Não. –Ela o virou e olhou em sua nuca. A marca do Geass.
-Por quê? Por que ele? Justamente ele?
Você sabe que o hospedeiro, ou seja, você tem que ter uma criança cada vez mais esplêndida. Você é minha hospedeira por ser filha de sua mãe. Ela não conseguia me ouvir ou ser controlada, mas com o gene especifico do seu pai você foi capaz disso. Então dessa vez eu escolherei o seu parceiro para que sua filha, minha próxima hospedeira seja completamente capaz de tudo que eu possa oferecer.
-Então é genético? E o que ele tem haver com isso?
Sim. Eu fui morta uma vez e para me salvar, meu marido transportou minha alma para a mulher mais próxima. Sua tataravó. E James será o escolhido para ter essa criança.
-E o que vai acontecer com essa garota?
Ser meu novo corpo.
Lily paralisou. Isso não aconteceria.
É inevitável. Você seria a escolhida, mas não provou muita coisa. Na hora que conseguir tirar o Geass de alguém sem estar na minha forma ai eu saberei que você é quem eu procuro.
Esquecendo-se de seus pais deitou-se no peito de James e chorou.
-Dane-se.
Ela ligou para Sirius e pediu o numero da casa do James e ligou para os tios dele e pediu que viessem buscá-lo.
James acordou às 6 da manhã confuso. Lembrava-se de estar na casa da Lily.
Chegou no colégio ainda confuso. Não encontrava a roupa do arqueiro.
-James?
Ele se virou encontrando Lily. Ficou calado.
Ela olhou para os lados e o empurrou para o depósito do colégio. Escuro demais… Ele pensou. Quando se virou novamente ela se jogou em seus braços.
-Por que não me contou? Você era o arqueiro esse tempo todo e ficou calado me ouvindo falar coisas horríveis dele… -Ela começou a chorar.
-E você não me odeia mais?
-Não, porque eu sei que o objetivo dele é bom que ele é a pessoa mais honesta e fofa que eu conheci em toda minha vida.
-Fofa?
Ela corou furiosamente.
-Me desculpa. –Ela roubou-lhe um beijo.
Gente desculpa a demora to super ocupada!
Tentei postar ontem mas saiu errado
Então ai está
bjin
