Chapter Six: The Devil Inside
So what if you can see the darkest side of me?
Os dois se encontravam no quarto de Cuddy após Jacob insistir que eles fossem para um cômodo com mais privacidade. Agora ela estava sentada na cama esperando que ele explicasse o que exatamente ele queria dela.
"Do you remember when I said that I work selecting people?", perguntou ele, finalmente.
"Yeah, so?", perguntou ela, sem entender.
"These people I'm selecting... well, they have something I need.", respondeu, cauteloso. "But they won't give to me, so… I need you to take it from them."
"You want me to steal for you?", perguntou, erguendo as sobrancelhas.
"In a way of speaking.", respondeu ele, evasivo, com um meio sorriso apreensivo. "And I already have the first person you need to visit."
"What? Need another authorization for a brain biopsy?", perguntou Cuddy, sem erguer os olhos, assim que House entrou na sala.
"No. The last one was conclusive enough.", respondeu ele, sentando-se na cadeira à frente dela. "I heard about your nonexistent boyfriend."
"Look, if you came check on me, don't worry, I'm fine…"
"I know you're fine. I saw him.", declarou.
"You saw Jacob?", perguntou ela, surpresa.
"Yeah. We had a nice chat in the parking lot the other day.", disse ele, irônico. "Now, what intrigues me, is the fact that Wilson can't see him. You wouldn't have any explanation for that, would you?"
Ela considerou por um momento contar toda a verdade pra ele. Decidiu pelo contrário, pois sabia que ele nunca acreditaria nela.
"No... I have no idea. Maybe it's Wilson that need some tests…", mentiu, dando um sorriso forçado.
"Yeah… Maybe…", disse ele, com um olhar preocupado.
"Hey, gorgeous. Ready for tonight?", perguntou Jacob, entrando na sala de Cuddy.
"I guess so.", respondeu ela, fazendo uma pausa antes de continuar. "Por que você não me disse que o House pode te ver?"
"I didn't think that it was important.", respondeu, franzindo o cenho. "Você não contou pra ele sobre a nossa conversa, contou?"
"No. He wouldn't believe me anyway."
"Good. So… let's go."
"What now?", sussurrou Cuddy para Jacob após eles invadirem a casa de alguma velhinha chamada Cristina.
"You take her.", respondeu ele, simplesmente.
"Her?", perguntou ela, com um olhar desconfiado.
"Yes."
"What exactly does she have that you need?", perguntou, temendo a resposta.
"Her life.", respondeu com um longo suspiro.
"What? You're not saying that I'm gonna..."
"Have to kill her.", completou ele.
"I won't do this. No way.", disse ela, balançando a cabeça veemente. "I'm getting out of here."
Jacob deu um suspiro de irritação. Ele sabia que era muito cedo para ela ter descoberto tudo.
"Lisa, me desculpa por isso, mas você não me deixa escolha.", disse ele, com mais calma do que realmente tinha. "Deixe-me colocar dessa forma: se você não matá-la, eu vou fazer com que sua filha, sua irmã, sua mãe e qualquer um com quem você se importe seja morto."
"Você não faria..."
"I did one of your nurses kill that Smithson guy just because I needed to be in that room with you and I couldn't talk to him myself.", cortou ele, encarando-a de um jeito ameaçador.
"How?"
"Eu tenho certo efeito de manipulação em pessoas que conseguem apenas me ouvir.", respondeu, dando de ombros. "So, do we have an agreement?"
"As if I had a choice.", respondeu ela com repugnância.
"There's always a choice. You just have to decide what is more important.", disse ele, com um olhar triste e pensativo.
"What do I do now?", perguntou ela, após terminar de cavar uma cova. Eles estavam em um bosque afastado da cidade.
"There's a gun in the glove compartment.", disse ele. "Tire ela do porta malas, faça-a se ajoelhar ao lado da cova e tire a venda."
Cuddy obedeceu e parou em pé, em frente à mulher, com a arma apontada para ela. Suas mãos tremiam e suavam, seu coração batia acelerado. Ela estava aterrorizada diante da perspectiva de matar. Fechou os olhos com força; não queria ver os olhos suplicantes da mulher.
"Don't worry. I'm here.", disse Jacob, colocando a mão sobre as delas. "Just pull the trigger."
E assim ela o fez.
"Let's go? We got work to do.", disse Jacob, assim que Cuddy atendeu a porta. Ela apenas lhe lançou um olhar irritado. "É realmente muito bom o jeito como você finge não gostar disso."
"Excuse me?", perguntou, indignada.
"Você é uma mulher que gosta de poder. O que poderia proporcionar uma sensação de poder e controle mais forte do que saber que a vida de alguém está em suas mãos? Se você parar pra pensar, esta situação é a mesma do dia a dia de um médico.", explicou ele, erguendo as sobrancelhas. "É só porque aqui você escolhe o lado mais sombrio do poder."
"Shut up.", disse ela, engolindo em seco, enquanto entravam no carro.
Um, dois, três. Quatro, cinco, seis. Sete, oito, nove. Dez, onze, doze. Três semanas se passaram desde que começaram os assassinatos. E lá estava ela, parada em frente a sua décima terceira vítima. Suas mãos não mais tremiam e suavam; seu coração ainda batia acelerado, mas não estava aterrorizada. E era isso o que a assustava; o fato de que matar não tinha mais nenhum efeito sobre ela além da adrenalina. Tinha medo que Jacob estivesse certo e ela tivesse começado a gostar disso. Puxou o gatilho. Enterrou o corpo.
"I want to ask you something.", disse ela, enquanto guardava a pá no carro. "Why them? Why here?"
"15 de outubro de 1996. Foi o dia em que isso aconteceu comigo. Também foi o dia em que algo muito importante aconteceu na vida deles. Algo que mudou a vida deles de alguma forma. Como isso mudou a minha. Uma vida para cada ano em que eu fiquei sem a minha. Este lugar porque foi aqui que aconteceu.", explicou ele com um olhar triste. "Agora vamos. Amanhã é o último."
"Último? Mas amanhã seria a décima quarta. Não era um pra cada ano?", perguntou ela, franzindo as sobrancelhas.
"The last one you won't have to kill or anything. He's… mine.", respondeu ele, com um sorriso consolador.
"Oh... and who's gonna be the 14?", perguntou Cuddy e ele lhe lançou um olhar hesitante antes de responder.
"House."
Música: Animal I Have Become - Three Days Grace
