Capitulo 7 - O Segredo de Lambo

Hibari tinha acabado de localizar o seu novo alvo. Lambo, ao ver que o outro menino não parava de olhar na sua direção, aproximou-se.

― Estou a ver que foste cativado pelo grande Lambo-san, como tal vou fazer-te meu subordinado ― disse o bovino, para concluir com uma sonora e exagerada gargalhada.

Hibari encolheu os ombros e decidiu deixar a vaca pensar o que quisesse, visto que dessa forma poderia segui-lo à vontade e como tal ficaria um passo mais perto de descobrir o segredo do pequeno Guardião do Trovão.

O moreno seguiu Lambo durante três dias exatos e dessa forma, a segunda semana chegou ao fim. Ao não ter conseguido nem uma pista, por mínima que fosse, Hibari decidiu que era necessária uma mudança de estratégia.

Como quem não quer a coisa, o pequeno aproximou-se às suas vítimas anteriores, para procurar apoio tático. Quando a pequena ave, que o saudara no dia em que chegara, se pousou num dos ombros.

― Vejo que o teu amiguinho regressou, Kyoya. ― Yamamoto sorriu e tentou tocar na bochecha do menino, mas Hibird picou-lhe o dedo. ― E ao que parece quer passar tempo contigo e não pretende que haja interferências.

A ave soltou um melodioso canto e empreendeu voo em torno do seu dono.

― O que é que queres fedelho? ― questionou um ainda furioso Gokudera, pela vez que o menor o deixara em vergonha na frente do seu amado Décimo.

― Já não sei o que fazer para descobrir o segredo de Lambo! ― A pequena ave voltou a pousar sobre Hibari, desta vez no dedo, que a criança erguera para esse propósito. Hibari olhou fixamente para o animal e acariciou a diminuta cabeça amarela. ― Queria saber se me podiam dar alguma ideia…

Tsuna logo se dispôs a ajudá-lo, mas Gokudera não se encontrava muito feliz com a tarefa, com um pouco de paciência e muita chantagem, as restantes vítimas lá o conseguiram convencer a cooperar.

Elaboraram um plano e colocaram-no em ação.

Lambo estava a brincar com uma dinamite que roubara a Gokudera, quando este entrou e o viu. Ruborizado com um tom vermelho brilhante, que faria concorrência a um tomate, o maior pegou no pequeno Bovino sem que este se apercebesse e tirou-lhe a dinamite da mão, para depois jogá-la fora.

Uma explosão soou, seguida de um sermão.

― Estás louco? Quantas vezes temos de te dizer para não brincares com armas?

― Lambo-san não estava a brincar. Lambo-san é um hitman e sabe o que faz. Lá porque Bakadera Cabeça de Polvo não saiba o que faz, não significa que Lambo-san não o saiba.

A criança fazia caretas, colocando a língua para fora, enquanto esperneava e tentava soltar-se sem êxito.

Gokudera levou a criança para o quarto de Tsuna, onde este já os esperava junto a Yamamoto, Hibari e o seu pequeno acompanhante, Hibird. Yamamoto pegou no menino ao colo e colocou-o gentilmente em cima da mesa de estudos, assegurando-se de que estava confortável.

No entanto, Gokudera ainda estava chateado pelo que acontecera e discordou do trato que Yamamoto dispensava para com Lambo.

― Se queremos averiguar qual é o segredo da Vaca Tonta, temos de fazer com que nos tema e não tratá-lo como se fosse feito de delicado cristal.

Gokudera apagou as luzes e acendeu apenas o candeeiro que repousava num dos cantos da secretária. A luz foi virada abruptamente e direcionada sobre os olhos do Bovino, cegando-o momentaneamente.

O ambiente escuro, apenas iluminado por uma luz fraca, foi interrompido por uma voz grossa e rouca, que deu inicio ao interrogatório. A vaca tremia de medo e rapidamente começou a chorar entre insultos dirigidos a Bakadera.

Tsuna preocupado, correu em direção à porta, que fora fechada no momento em que entraram, mas tropeçou com a sua mochila escolar e caiu de cara no chão. Sentou-se entre caretas e esfregou o rosto, tentando aliviar a dor. Com cuidado de não voltar a cair, levantou-se e ligou a luz, para de seguida abrir a porta. Detrás da porta, surgiu uma misteriosa sombra, que passou despercebida para os presentes, menos para Hibird que levantou voo e empreendeu na sua direção.

Tsuna sentou-se na cadeira, que descansava em frente da secretária e colocou Lambo sobre as suas pernas, enquanto se desculpava, para depois abraçá-lo, tentado consolá-lo. Tudo isto, sob a atenta vista da misteriosa sombra, que trocava olhares desconfiados com a avezinha.

― A vaquinha tem medo do escuro? ― Uma voz em tom de gozo, escutou-se ao lado da mesa, que os presentes reconheceram como pertencente a Reborn, olharam para baixo e viram-no sentado tranquilamente, com uma expressão sádica no seu rosto infantil e Hibird pousado na ponta da sua arma.

Reborn começou a picar o Guardião do Trovão e gozar com ele por ser chorão. Tais palavras afetaram muito a criança, mas ninguém tirando Hibari pareceu dar-se conta disso, pelo que decidiu observar atentamente as reações de Lambo.

― Lambo, acaso o teu maior segredo é… que desejas, não é que Reborn te reconheça como rival, mas que te veja como um amigo? ― Hibari tentou perguntar com o maior tato possível.

A sua mãe sempre lhe ensinara a ter em conta os sentimentos das pessoas e a não magoar esses sentimentos, principalmente aqueles que as pessoas tentam esconder muito bem no fundo dos seus corações.

O silêncio tomou conta do quarto de Tsuna, sendo apenas possível escutar os soluços afogados de Lambo. A vaca assentiu e as lágrimas corriam pela sua face corada pelo esforço do pranto. Reborn apanhado pela surpresa, apenas disse que Hibari tinha passado a prova e que ficavam apenas três segredos por desvendar.


Nota da autora:

Fica aqui um presentinho de Natal.

Eu sei, este capitulo foi fraquinho! Mas o que é que esperavam do segredo de uma criança? Não tinha muito por onde pegar para fazer um "grande" e misterioso segredo. O próximo é melhor. Espero eu!

Deixem reviews, please. É Natal! Façam a vossa boa ação do dia e ajudem esta pobrezinha a conseguir comentários. HOHOHO Feliz Natal!