Disclaimer: Twilight e seus personagens não são meus. Pertencem a Stephanie Meyer, Intrínseca e a Summit Entertainment. Estou apenas me divertindo.


LIGHTS WILL GUIDE YOU HOME
Capitulo 7
O Dinossauro não Extinto

Forks, Washington, 13 de Setembro de 2010

-Algo cheira bem. – a voz de Charlie ecoou pela casa e eu sorri ouvindo suas botas contra o assoalho de madeira. – Ah, Bells... você não deveria cozinhar hoje.

Dei de ombros, me voltando para as cenouras que estava picando.

-Eu não me incomodo em cozinhar, pai. – ele bufou, mas não resistiu a curiosidade e se esticou para ver o que eu estava preparando.

-Ainda acho que deveríamos sair para jantar. – eu ri baixinho com o fato de que ele praticamente salivava em cima das panelas. – Me sinto culpado por não comemorarmos.

-O senhor sabe que eu não gosto de atenção. – ele suspirou, derrotado, abrindo a geladeira e pegando uma cerveja. – E provavelmente a cidade inteira ficaria sabendo que é meu aniversário assim que puséssemos os pés fora de casa.

-Certo. – ele parou apenas por um momento, me olhando daquele jeito tímido e desconfortável que eu herdei, e se aproximou de mim o suficiente para colocar um beijo no topo da minha cabeça. – Feliz aniversário, Bella.

Eu corei minimamente, murmurando um baixo 'obrigada' e ele se afastou, levando sua cerveja até a sala de estar. Ouvi enquanto ele tirava suas botas e o ruído da TV sendo ligada. Ele zapeou pelos canais da TV a cabo e a voz animada de um homem preencheu meus ouvidos, narrando as ultimas noticias no mundo do futebol.

Eu amava o fato de que nós, Charlie e eu, éramos tão parecidos. Sabíamos exatamente como nos portar um com o outro e conhecíamos a hora exata em que deveríamos falar ou dar ao outro alguma privacidade. Sempre seria grata pela forma como ele demonstrou o amor que sentia por mim, de sua maneira, depois que Renée foi embora. Ele nunca me deixou sentir saudades a ponto de ficar triste e não permitiu que eu fizesse uma imagem distorcida, criando qualquer tipo de mágoa por ela. Eu sabia do que eles tiveram que abrir mão quando casaram, e eu não a culpava por ter decidido ir atrás do que ela sempre quis.

O som do telefone tocando me tirou do meu momento de torpor e por poucos milímetros eu quase arranquei um pedaço do meu dedo.

-Pai, o senhor pode atender? – gritei alto o bastante para que ele ouvisse e me ocupei em jogar as cenouras dentro da panela borbulhante com caldo de carne. Ouvi Charlie resmungar algo sobre suas costas e em seguida o seu 'alô' rouco e gutural.

-É pra você, querida! – ele gritou depois de ter saudado efusivamente a pessoa do outro lado da linha e eu deixei um pouco de água correr em minhas mãos, secando-as desajeitadamente em minha camiseta velha, enquanto corria até o telefone.

-Alô?

-Achou que eu tinha esquecido? – um enorme sorriso surgiu em meu rosto no momento em que a voz baixa e risonha soou, fazendo um carinho invisível em minha pele.

-Esquecido? Não. Ignorado? Talvez. – respondi, rindo tolamente, e pela visão periférica vi Charlie revirar os olhos. Do outro lado da linha, Edward bufou ruidosamente, falsamente ofendido e eu voltei para a cozinha.

-Assim você me faz parecer um idiota qualquer que esquece do aniversário da melhor amiga. – uma risada silenciosa vibrou pelo meu corpo com o seu falso drama e aquela frase estupidamente longa.

-Obrigada por ter ligado, de qualquer forma. – murmurei e ele riu mais uma vez. Eu amava o som de sua risada. Desliguei as panelas, sem verificar se estava tudo pronto, e corri tão rápido quanto pude sem rolar os degraus da escada até meu quarto.

-Como foi seu dia? – eu sorri com o tom afável em sua voz, fechando a porta com o pé, e me ocupei em ligar meu velho computador. Me joguei em minha cama enquanto esperava aquele velho dinossauro ligar.

-Foi bom. Fui até Port Angeles com Angela e comemos uma pizza havaiana inteira. Sem mencionar nos montes de batata frita com queijo que devoramos depois. – eu bufei, me lembrando do quão animada ela estava e dos donuts que ela me fez comprar. – Me sinto gorda, Edward.

Ele riu, murmurando algo parecido com 'como se isso fosse possível' por sob sua respiração.

-Agora, você vai ligar o computador para que eu possa te dar os parabéns corretamente, ou não? – eu mostrei a língua pro telefone infantilmente, mesmo sabendo que ele não podia me ver, e tive alguns minutos difíceis para conectar a internet.

Edward ficava a todo o tempo resmungando do outro lado da linha que eu deveria arranjar um computador decente e ajustei minha webcam, quando finalmente consegui fazer o meu login no skype.

-Ah, aí está você! – eu sorri, acenando timidamente para a câmera, quando a imagem borrada de Edward surgiu, se ajustando aos poucos e revelando o seu lindo rosto e um sorriso ofuscante.

No dia seguinte a sua chegada na UW*, Edward e eu tivemos o que foi, provavelmente, nossa conversa telefônica mais longa. Quase cinco horas de conversas sem sentido, risos e pausas em que tudo o que podíamos ouvir era nossa respiração. E tão certo quanto era divertido e reconfortante ouvir o som de sua voz, não parecia suficiente. Ele me convenceu de que deveríamos começar a conversar por vídeo chamada e mesmo que eu tivesse dito que iria até Port Angeles no fim de semana para comprar uma webcam, não foi o bastante pra ele. No dia seguinte eu recebi um pacote do Fedex com uma webcam novinha em folha.

-Pronta pra cantar parabéns? – ele perguntou, sorrindo misteriosamente pra mim, e antes que eu pudesse perguntar o que ele estava aprontando, um cupcake rosa surgiu em frente à câmera. Uma única e minúscula vela azul fincada ali, que Edward prontamente se apressou em acender.

Eu ri, em meio a lágrimas de felicidade e saudade, enquanto ele cantava 'parabéns pra você', porque aquele gesto bobo, mas significativo, era exatamente o tipo de coisa que eu deveria esperar dele.

-Faça um pedido, Bella.

Fechei os olhos, sem me importar em parecer boba, e desejei que ele estivesse ali.


N/A: UW - Universidade de Washington, localizada na cidade de Seattle.

Esse capitulo tem, exatamente, mil palavras (:

Agradecimentos à: Lília, Bmasen, brubs, Gabi, Sild-San, Shaune Cole, bee e Lady vampie. Sintam-se beijados e apertados.
Me deixem saber se gostaram desse capítulo, lindos. E aos meus oitenta leitores fantasmas: apareçam, eu não mordo! haha
Tenham um ótimo inicio de semana, queridos.

Ja ne, Sam.