Desculpem todos mas, eu não sei responder review! ou melhor nem sei se existe essa possibilidade então aproveitando... obrigado a todos que estão lendo e Filipe-san não se preocupe eu coloquei todos os personagens da Akatsuki mas eles irão aparecer com o tempo... bjus!
O Naruto não é meu e blá, blá, blá...
Batidas na porta eu estava dormindo e fui acordada o motivo não faço idéia olhei a hora 3 da tarde, eu havia dormido o dia inteiro também com um treinamento daqueles.
- Otohime! – a voz suave de Konan falava do outro lado.
- Sim? – indaguei.
- Pein está chamando na sala dele. – avisou.
- Obrigado vou tomar um banho e vou – agradeci.
Entrei no banheiro ainda sonolenta tomei um banho de água fria para terminar de acordar, coloquei uma calça típica da Akatsuki, uma blusa preta, olhei-me no espelho nem parecia uma garota de oito anos ou parecia? Ao sair do quarto a primeira pessoa que vejo o Sasori era bom acordar e ver alguém bonito.
- Pensei que iria dormir para sempre – ele disse-me.
- Boa tarde para você também Sasori-sama – revidei ele sorriu.
Andei até a sala do Pein e esperava que ele estivesse de bom humor hoje, bati na porta e ele me deu permissão para entrar.
- Você tem uma missão. – eu gelei naquele momento iria ser minha primeira missão.
- Com quem? – perguntei esperava que não fosse com Zetsu ou Orochimaru.
- Só. Quero que roube um pergaminho na aldeia da areia – ir acompanhada já era assustador e ir só era pior.
Ele abriu um mapa em cima da mesa e me mostrou o caminho e onde ficava o templo que pergaminho estava, onde teriam possíveis junnins e finalmente ele olhou para mim.
- Certo? – perguntou desinteressado ele sabia que eu tinha entendido.
- Hai! – respondi.
- Eu lhe ensinei luta com Katana e você é boa de mira então não vai ser um problema, se conseguir o manto da Akatsuki será seu – explicou-me eu sorri o manto da Akatsuki era um sinal que você pertencia a organização. – saindo daqui agora você chegara lá ao anoitecer pode se retirar. – encerrou fechando o mapa.
Sai da sala talvez com medo ou somente na expectativa de tudo dar certo passei pela sala ficaram me olhando estava Orochimaru lendo, Itachi olhando para o nada e Sasori me olhando, Kisame estava parado na entrada do corredor do meu quarto passei por ele e ele nada disse.
Fui ao meu quarto peguei minha Katana, minhas kunais, algumas bombas de fumaça, respirei fundo guardei as bombas e as jurikens em uma bolsa e a coloquei na minha cintura sai do quarto com a espada na mão era um presente de Pein quando eu tinha feito quatro anos.
- Vai treinar? – perguntou-me o dono dos olhos amarelados.
- Missão em Suna, Orochimaru-sama – expliquei ele desviou o olhar do livro e olhou interrogativo para mim.
Coloquei a espada nas costas olhei para Sasori como se pedisse sorte.
- Suna? – o Akasuna perguntou.
- É – afirmei.
- Bem, boa sorte – ele me desejou era o que eu precisava.
Eu abri a entrada e sai da sede rumo a minha primeira missão.
- Não seria melhor mandar Zetsu observa-la? – perguntou Konan olhando Pein que estava pensativo.
- Você se esquece de quem ela é filha. – explicou.
- Entendo, ela vai conseguir – Konan teve que concordar.
- Missão? Ela treinou ontem e já saiu em missão? – Orochimaru perguntou confuso aos demais que estavam na sala.
- Preocupado Orochimaru? – Kisame estava doido para irritar alguém.
- Para mim não faz a menor diferença se ela existe ou deixa de existir – o sannin mentiu voltando a ler o livro, ou melhor tentar ler.
- Não parece – Kisame falou divertido.
- Chega Kisame – Itachi cortou a conversa antes que Orochimaru se irritasse.
- É a primeira missão dela – Sasori comentou.
- Como será que ela vai se sair? – perguntou Itachi olhando o ruivo.
- Quando ela chegar se ela chegar veremos – Sasori respondeu com um olhar cúmplice jogado ao Uchiha.
De longe pude avistar a aldeia da arei de longe parecia imponente os últimos raios de sol iluminavam o céu de um lado e o manto da noite já estava começando a cobrir o céu do lado oposto faltavam alguns quilômetros para alcançar meu objetivo como Pein disse eu chegaria ao anoitecer.
- Até que é uma vila com uma entrada bonitinha, mas sem a mínima graça – comentei quando cheguei perto.
Observei eu teria que passar por dois ninjas provavelmente junnins para entrar na vila olhei para o céu a lua cheia seria minha única companhia naquela missão, voltei a me concentrar, retirei duas kunais eu não estava subestimando os junnins eu apenas confiava em mim. Me aproximei, escondi meu chackra respirei fundo e ataquei levei um pequeno corte no braço e matei os dois.
Eu não sei o motivo, mas eu fiquei por um instante, observando os dois mortos no chão, as primeiras pessoas, que eu havia matado, respirei mais fundo e entrei na vila fazendo de tudo para não ser vista, notei que não havia quase ninguém nas ruas ao sentir um calafrio e uma sombra, olhei para cima e um garoto ruivo me olhava ele sumiu de repente e parou na minha frente eu já estava com outra kunai em mãos.
- Você não é da vila – ele comentou como se fosse normal sua voz baixa e controlada.
- Não, não sou – confirmei olhando-o profundamente sem conseguir ver nenhum sentimento da parte dele.
- Veio matar alguém? – me perguntou.
- Não vim roubar um pergaminho e você por acaso vai me deter? – sorri ao perguntar.
Ele colocou a mão sobre uma tatuagem na sua testa fechou os olhos e notei que ele estava tranqüilo.
- Não – respondeu.
Eu apenas segui em frente indo em direção ao templo que eu tinha que pegar o pergaminho. Ao ver o templo, me escondi observando a movimentação dentro dele, havia um ninja na entrada e vi a sombra de dois em cada lado nos corredores, presumi que haviam mais cinco ou oito dentro, tirei duas kunais e deixei uma bomba de fumaça preparada para ser tirada, fui ao ataque.
Matei o da porta joguei a bomba entre os dois corredores e desandei a correr por um deles matando mais dois ninjas, puxei a katana e matei mais dois que protegiam alguns pergaminhos dentre eles o que eu precisava o peguei coloquei na bolsa e sai do templo o mais rápido que pude sentindo minha mão arder, matei mais um ninja na saída, quando estava fora do templo percebi o corte na minha mão.
Continuei correndo para fora da vila, mas quando eu estava saindo olhei para onde o garoto estava me observando ao longe ele desviou o olhar de mim e olhou para a lua continuei correndo quando estava quase fora matei mais um e dali segui para o deserto.
A alguns quilômetros da aldeia da areia uma tempestade de areia estava se formando então, parei em algumas pedras e fiquei em baixo dela para descansas e ver meus machucados.
- É um belo corte – comentei olhando para minha mão havia mais três pequenos no braço e pensei que se minha blusa tivesse manga seria mais fácil não ter me cortado tanto, cortei um pedaço da barra da minha blusa que era um pouco grande e enrolei na mão para estancar o sangue, fechei os olhos lembrando da minha infância.
POV ON
- Otohime deste jeito você não dura um minuto – Pein susurrou no meu ouvido enquanto segurava uma kunai na minha coluna.
- Você é rápido demais – tentei justificar.
- Treine para ser mais rápida – explicou-me se afastando e recomeçando a série de golpes.
Eu cai no chão e ele se abaixou por cima de mim colocando uma kunai no meu pescoço sorriu e deu-me um beijo na testa.
- Ela só tem quatro anos Pein – Konan falou aparecendo.
- Vai fazer cinco em um mês e com oito já será de nível junnin – ele explicou a garota de cabelos azuis. - Vá tomar um banho já é o bastante por hoje – falou saindo de cima de mim.
Aquele não foi o único treinamento depois que eu havia ido para a Akatsuki eu e Pein sempre voltamos à aldeia da chuva para treinarmos juntos.
POV OFF
- Ah é melhor eu ir logo – murmurei vendo que tinha acabado a tempestade.
- Akatsuki este é o novo membro Hidan – falou Pein ao entrar na sede com um homem ao seu lado. – ele será o novo parceiro de Kakuzu e espero que não tenha problemas não é? Kakuzu! – o líder enfatizou o nome de Kakuzu no final.
- Claro que não líder-sama – Kakuzu respondeu.
- Bem, se conheçam Kakuzu mostre o quarto dele e quando Otohime chegar diga a ela que estou esperando na minha sala. – o líder estava preocupado mesmo não querendo demonstrar.
- Que Jashin cuide de vocês – falou Hidan para todos.
- Quem? – perguntou Kakuzu.
- O meu Deus Jashin – explicou o novo membro.
- Ah! Aquele é Orochimaru, o Sasori, Kisame, Zetsu, Itachi e o outro membro é a Otohime que você conhecerá depois. – Kakuzu falou mostrando cada um dos membros.
- Otohime não é um membro se ela não voltar – enfatizou Orochimaru.
- Você deve estar muito preocupado Orochimaru, pois desde a hora que ela saiu você não sai daí. – Kisame não tinha a mínima noção de perigo.
- Já são onze da noite e ninguém foi dormir e nem você Kisame e acho que todos pelo mesmo motivo – explicou Itachi.
- É a primeira missão dela, todos ajudamos a treiná-la então, estamos esperando para ver como ela se saiu – completou o lado branco de Zetsu.
- Se é que ela teve coragem de pelo menos entrar em Suna – riu Kisame.
- Kisame vá nos fazer um café – mandou Itachi.
- Mas Itachi-san – Kisame falou.
- Agora! – no mesmo momento que Itachi falou Kisame foi fazer.
Todos ficaram observando Kisame ir para a cozinha de cabeça baixa, muitos mandavam Kisame se calar, mas ele só escutava o Itachi.
Já eram quase uma hora da manhã quando Otohime estava chegando à sede da Akatsuki, parei em frente à entrada, coloquei a mão na bolsa e peguei o pergaminho e o fiquei fitando, haviam sido nove pessoas para consegui-lo, nove pessoas para conseguir meu direito na Akatsuki.
Guardei o pergaminho e abri a entrada, quando entrei eu não imaginava que estariam todos me esperando, menos o líder e a Konan, todos me olharam enquanto eu fechava a entrada.
- Estes cortes você ganhou de quem? – como o Kisame tinha um humor distorcido.
- Esqueci de perguntar o nome deles – respondi com um sorriso.
- Eles estão vivos para eu perguntar? – Kisame estava brincando comigo logo percebi.
- Não, mas se eu soubesse que você queria saber tinha trazido eles aqui – ele calou logo a boca eu sorri mais ainda ao perceber que ele não iria falar mais nada.
Pude observar que Orochimaru me olhava por cima do livro, como eu queria saber se ele se orgulhou de mim por ter conseguido.
- Este é nosso novo membro Hidan – Kakuzu falou.
- Que Jashin te proteja – ele sorriu e eu fiquei com aquele olhar de quem não entendeu nada.
- É o Deus dele – me explicou Itachi.
- É eu vou dormir – anunciou Sasori e quase todos começaram a levantar.
- Agora ela é um membro Orochimaru – avisou Kisame e eu não entendi o motivo.
- Pein está te chamando na sala dele – Orochimaru avisou ao passar por mim indo rumo à biblioteca.
- Hai! – eu simplesmente sai para a sala do líder.
Bati na porta ele mandou entrar, eu tirei o pergaminho da minha bolsa e entreguei a ele.
- Amanhã me entregue o relatório da missão – ele falou com a voz autoritária.
- Hai! Líder-sama – falei virando de costas pronta para sair.
- Otohime, tem um kit de primeiros socorros no deposito, tome um banho e estou orgulhoso de você – falou com a voz doce – pode ir.
Eu sai da sala muito feliz fui ao deposito peguei o kit minha mão estava doendo muito, fui para o quarto, coloquei minhas armas na mesa e sentei-me no chão para cuidar de minhas feridas quando alguém bateu na porta.
- Pode entrar – falei sem ao menos olhar quem era.
Quando olhei para a porta Orochimaru estava em pé ele me olhou e fechou a porta e ficou parado eu desviei meu olhar e tirei o pano que estava na minha mão e não demorou para o sangue voltar a sair.
- É um belo corte – comentou Orochimaru parecia que ele estava com medo de se aproximar.
- É eu nem ao menos percebi quando foi feito – falei pegando o álcool.
- Eu te ajudo – ele se aproximou lentamente e sentou na minha frente.
- Obrigado – falei estendendo minha mão.
Ele limpou o corte com o álcool, ardeu estava doendo muito eu apenas apertei minha outra mão com força na minha perna tentando esquecer a dor, ele estava fazendo o curativo quando ouvi sua voz.
- Quantos matou? – ele perguntou eu olhei para ele estava concentrado no curativo.
- Nove – minha voz saiu baixa.
- O que sentiu? – o curativo havia sido terminado ele me olhou.
- Não sei explicar – respondi olhando nos olhos dele.
- Gostou ou não? – Orochimaru nunca havia falado tanto comigo.
- Acho que sim – respondi eu não conseguia mentir por algum motivo.
Ele sorriu eu não entendi o motivo do sorriso.
- Você deve estar com fome – ele murmurou quase inaudível.
- Estou – respondi eu realmente estava.
- Tome banho, te espero na cozinha – ele falou como se mandasse.
Ele se levantou e saiu do meu quarto fiquei estática, mas fui logo fazer o que ele havia pedido. Meu banho ocorreu quase tranqüilo os cortes no meu braço arderam um pouco, mas logo estava bem não eram profundos, sai do banheiro e vesti uma blusa preta e um short branco, em seguida fui para a cozinha. Ao entrar na cozinha Orochimaru estava colocando o suco em cima da mesa e um prato de lamem a minha espera.
- Coma logo ou vai esfriar – ele disse ao me ver.
- Obrigado – agradeci e comecei a comer estava ótimo nem eu faria melhor.
Ele se sentou na minha frente e tomou um gole de suco, ficou a me observar enquanto eu comia, eu queria saber o que se passava na mente dele e descobrir o que ele sentia.
- Está bom? – ele me perguntou depois de muito tempo, e eu apenas confirmei com a cabeça.
- Que livro você estava lendo quando cheguei? – perguntei ao terminar de comer.
- Sinceramente eu não sei, não estava conseguindo ler com aquele monte de gente falando – ele respondeu depois de pensar um pouco.
- Hun – murmurei.
Lavamos a louça que havíamos sujado e fomos para a biblioteca levando sanduíches que Orochimaru havia preparado.
- A biblioteca de Konoha tem mais livros que esta – ele comentou enquanto procurava um livro para ler.
- Na aldeia da chuva não tem nenhuma, eu só lia os livros que Pein me dava – falei quase sem pensar.
- Você é da família do Pein? – ele perguntou eu gelei na mesma hora. - Eu não gosto de mentiras – olhei para ele que continuava procurando um livro.
- Não eu não tenho nenhuma relação de parentesco com ele – respondi.
- Quem são seus pais? – ele perguntou-me o que me fez gelar novamente.
- N...não sei – minha voz saiu baixo mas o suficiente para ele escutar.
- Desde quando conhece Pein? – perguntas atrás de perguntas.
- Desde que me lembro – ri baixo.
Ele finalmente havia parado com as perguntas ele pegou um livro e se sentou numa poltrona eu passei alguns minutos procurando um e quando achei me sentei no tapete bem perto dele encostando minha cabeça no estofado da poltrona onde ele estava, pensei que ele fosse sair, mas ele continuou lá, não sei quando ou como acabei adormecendo.
Pein andava pelos corredores de sua sede quando viu Orochimaru passar com Otohime nos braços, o líder se escondeu e ficou observando o que o moreno ia fazer. O sannin abriu a porta do quarto da menina e a colocou na cama cobrindo-a com um lençol e ficou olhando-a por um tempo.
- Vejo as pessoas como objetos para serem usados, mas porque com você não pode ser assim? – murmurou Orochimaru e virou-se para sair do quarto.
O líder da Akatsuki sorriu ao ouvir aquela pergunta – " porque ela é parte de você" – Pein respondeu em pensamentos.
