Sábado.
Andava devagar. As muletas tanto ajudavam como atrapalhavam. Aquele gesso parecia ter uns dez quilos, e aquele ser observando cada passo que dava era simplesmente irritante. "Cadê o cara super romântico e fofo?" Kagome, ao saber que ele era o marido de Kikyou, estranhou bastante. Pelas expressões e pelo jeito, nunca iria conseguir imaginar ele sendo fofo, romântico, ou ao menos normal. Parecia que ele vivia emburrado e sempre odiando a situação.
Inuyasha se sentia um tanto culpado. Mas também não foi culpa dele e nem dela. Mas ele queria dizer que a culpa era mais dela do que dele, mas isso não diminuía nem um pouco o sentimento de culpa que ele tinha, ao vê-la de muletas. E não se perdoaria se talvez, tivesse acontecido algo pior. Fora que adorava o fato de olhar Kagome e ver Kikyou nela. Mas nunca admitiria nenhuma das duas coisas.
Chegando ao carro, ele abriu a porta traseira e ajudou-a a sentar.
- Arigatou... – ela murmurou ao sentar-se. Ele rapidamente guardou as muletas e entrou no carro.
Dirigiram-se para casa, e Nana os esperava. Obviamente Nana só saiu do hospital por insistência de Kagome, e porque deveria cuidar de alguns afazeres da casa.
Durante todo o percurso, nenhum dos dois proferiu uma palavra.
"Interessante, essa garota quase não fala"... Kikyou falava pelos cotovelos. Quando estava triste, porém não abria a boca. Mas nos momentos felizes e no dia-a-dia sempre havia assunto para ela.
Ao passar por uma rua, onde havia várias e grandes árvores de sakuras, por pequeno instante Inuyasha fechou os olhos e inspirou o perfume, que era um tanto inebriante. Isso não passou despercebido para a garota.
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Lembranças. Aquela casa não mudou muito desde a última vez em que ele esteve ali. Mas as lembranças eram fortes.
Não que ele não gostasse das lembranças, as amava. Porém como diz o ditado, tudo que é demais faz mal. E essa casa... Aquela garota... Já era demais para o coração dele.
- Sente-se aqui minha filha. – disse Nana. – Você também Inuyasha, vou passar um café para vocês.
- Não será necessário, eu já estou indo. – disse Inuyasha voltando para a porta.
- Inuyasha, fique. – o tom de Nana foi baixo, calmo, mas totalmente autoritário. Inuyasha não deveria contrária-la. Era para o seu próprio bem.
- Está bem, você me convenceu. – sentou-se em uma poltrona bem a frente de Kagome. Nana foi para a cozinha.
Kagome olhava o seu gesso. Aquilo era estranho para quem nunca fraturou um osso. Mas deveria acostumar-se, pois ficaria com aquele gesso por algum tempo.
Inuyasha cruzou os braços no peito e pôs-se a admirar o pequeno vasinho de plantas que havia na mesinha de centro. Parecia tão interessante...
Kagome, já impaciente por ficar sentada esperando resolveu levantar, mas o simples movimento na tentativa de levantar-se, fez Inuyasha falar e ela sentar novamente assustada.
- Não se levante. – ele disse, sem parar de olhar para o vasinho de plantas. O tom era sério e parecia ameaçador.
"Nossa, ta todo mundo assustador hoje..." Pensou Kagome.
Alguns minutos depois Nana chega com uma bandeja.
- Aqui está. – colocou a bandeja a frente de Inuyasha oferecendo um café, ele pegou e murmurou um agradecimento.
Kagome já servida, vendo a mãe sentar-se na outra poltrona disse:
- É, acho que perdi alguns dias na faculdade... Logo no início do ano... – voltou a falar depois de uma pausa – Não vai ser muito legal pegar ônibus com essas muletas e esse gesso. Mas não tenho escolha...
- Tem sim querida. Inuyasha vai levá-la enquanto precisar. – disse Nana calma, tomando seu cafezinho.
- O QUÊ? – disseram os dois ao mesmo tempo.
- Eu disse que o Inuyasha vai levar você, querida. – tomou mais um gole do café e voltou a falar. – Não foi ele que te atropelou? Devia pelo menos ajudá-la. E vocês também estudam na mesma faculdade, estou enganada Inuyasha?
- Er... não. – disse, por fim largando-se no sofá.
Óbvio que ele queria ela perto, e óbvio também que queria ela longe. Queria perto porque ela lembrava Kikyou, e longe pelo mesmo motivo.
Ela pensou parecido. Queria e não queria ele perto, mesmo que fosse só o trajeto de casa para faculdade e vice-versa. Ela queria conhecê-lo melhor, pois quando soube a história dele e de Kikyou, ela ficou um tanto impressionada com o amor que ele tinha por Kikyou. E aquela história era como um conto de fadas triste, onde não existia um "felizes para sempre", mas aparentemente existia um príncipe.
Que a partir do momento que o viu, estava transformando-se em um sapo.
- Feh, já que não tem jeito... – disse Inuyasha ao levantar-se. – Estou indo – Andou até a porta, mas parou e virou-se para dizer:
- Hey, garota. – ela o encarou, um tanto irritada pela forma dele a chamar. – Seis e meia. Esteja pronta. - virou-se para Nana. – Até mais Nana.
E saiu batendo a porta.
- Ora... Para quê tão cedo?... – murmurou Kagome para o vento.
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Segunda-feira.
"Pontual.. Interessante." Pensou Inuyasha ao ver Kagome sentada na calçadinha do prédio. Segurava as muletas e a mochila, que... "Parece um carnaval com tantos chaveirinhos...".
Ela, logo que viu o carro parado, tratou de levantar-se. Encaixou as muletas embaixo do braço e logo se xingou mentalmente, ao ver que havia se esquecido de colocar a mochila nas costas. Logo Inuyasha já estava do seu lado, pegando a sua mochila e dirigindo-se ao carro.
Com o carro já em movimento, Inuyasha olhou rapidamente para o pequeno aparelho de som no carro e lembrou-se de ouvir alguma coisa. "Provavelmente vou irritá-la com a música, já que essas garotas de hoje em dia só gostam dessas músicas românticas, apesar de que esse rock aqui é um tanto romântico.. Ah deixa pra lá.. Vamos ver o que ela vai fazer..".
Ligou o som e fitou a garota ao seu lado, esperando, talvez, alguma coisa que ela fizesse que demonstrasse seu desagrado. Esperava que acontecesse o mesmo, pois ele adoraria um Deja vu.
- Ah, Inuyasha, desliga logo essa música! – disse Kikyou, ainda com os olhos na estrada e mãos no volante. – Esse rock romântico é muito meloso, não que eu não goste de coisas românticas, mas essa rockzinho é chato...
- Feh... – desligou o som e cruzou os braços.
Ela parou o carro quando o sinal fechou, e inclinou-se para dar um beijo apaixonado nele...
Assustou-se um pouco, quando ela ainda olhava a paisagem que passava pela janela, tranqüila, enquanto rolava apenas o início da música, o solo de guitarra. Faz quanto tempo mesmo que ele não ouvia tais rocks românticos? Ah, sim. Faz uns seis anos...
Assustou-se mais ainda, ao perceber que além de distraída, a garota começou a mexer os lábios, juntamente com o início da voz do cantor, provando que ela conhecia a letra...
Então ela fazia parte o pequeno grupo que gostava daquele tipo de rock...
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Quarta-feira.
"Maldição, maldição, mil vezes maldição...". Pensou Inuyasha quando o professor lhe fez uma pergunta, da qual ele, sinceramente, não fazia idéia do que se tratava.
Ele apenas continuou mudo, encarando o professor. Não demorou muito para o professor perceber, que o jovem não sabia a resposta, e logo procurou o próximo alvo.
- Aposto que essa você não tinha idéia do que era... Hanyou. – ouviu, ao longe, -essas palavras em tom baixo- apenas para ele ouvir; do outro canto da sala. "Maldito Naraku...". Aquela maneira chula de tratar um meio-youkai já não chegava aos ouvidos há tempos.
Ele já havia se esquecido disso, mas sempre tinha alguém para lembrá-lo. Ele era um Hanyou. Embora já houvesse leis, que puniam os que usavam de preconceito, ele teria de mover vários processos, porque não eram poucos os que o tratavam daquela forma. Então melhor esquecer. Talvez nunca estivesse acostumado com isso...
Algumas horas depois...
- Itaii... – reclamou Kagome, ao bater a perna engessada na porta do carro.
- Garota idiota, Kikyou não era tão desastrada. – disse ele, sem notar que estava comparando Kagome com Kikyou.
No segundo depois ela parou de se mexer, ficou imóvel, apenas seu rosto se virou em direção a ele. O rosto dela, sempre alegre, tornou-se frio e distante.
- Não me chame de garota, muito menos de idiota. E desculpe-me por bater minha perna no seu carro. – Ela não mencionou o fato dele ter comparado-a com Kikyou.
O dia dela também não tinha sido fácil, várias vezes durante a conversa com Sangô e Miroku, eles, "sem querer" a chamaram de Kikyou. E sempre tentavam comparar os atos dela com o da falecida irmã. Kagome já estava de saco cheio daquilo, não agüentava mais ser comparada com outra pessoa a todo instante.
Quando enfim, ele estacionou o carro, pôde sentir o cheiro salgado das lágrimas da garota. Porém antes de fazer qualquer coisa, ela já tinha descido do carro...
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Olá!
Aqui estou eu de novo, gomen ne a demora!
Por isso fiz um capítulo maiorzinho. E quero agora a opinião de vocês em duas coisinhas:
Vocês querem capítulos maiores ou menores?
E agora a mais importante:
Eu to com um projeto de uma nova fic, baseada na novela Duas Caras, alguém lembra?
Mas é só baseada no golpe do Ferraço, em que ele leva todo o dinheiro da família da Maria Paula, mas ai eu usarei nossos queridos personagens, Rin&Sesshoumaru!
Mas ai fica a critério de vocês, se quiserem que eu poste a fic ainda nesse mês, haverá uma certa demora a cada capitulo. Se eu posta no outro mês, ou ainda no próximo, eu não vou demorar tanto porque já terei escrito vários capítulos.
Então o que me dizem?
Vamos as reviews.
Quero agradecer o carinho de todas, e sempre que puder vou responder todas as reviews.
Bibi: Obrigada, ta ai mais um capítulo Beijão!
May-chan: Oii ! que bom que gostou do capítulo! É querida, parece que teremos várias emoções durante o tempo em que ele levar a Kah pra faculdade, quem sabe numa dessas eles se beijam? Ihhhh falei demais.. Beijos da autora que tumen te adora \õ.
Rei Eve Kovik: Primeiro encontro estranho ne? Haha, digno de K&I não acha? xD Obrigada pelos elogios, eu to tentando manter a fic nos eixos... Espero que continue gostando Beijos!
Miih. : Oii Miih querida! Então, você riu com eles? Haha, confesso que quando escrevi eu não ri, mas depois revisando eu ri, hahah. Magina alguém liga te dizendo "Atropelei a sua filha" Você tem um ataque do coração! Eu pelo menos teria u.ú. Mas como você verá nesse capitulo que eu to postando agora, a Nana não é uma mãe normal o.o!
Ahn e a reação da Kah, bom, foi normalzinho sabe, só que ela tipo, fico idealizando ele como um cara muito romântico, fofo(coisa que ele é, só que por enquanto ele acha que ainda ama a Kikyou), pq querendo ou não ele casou com a Kikyou mesmo sabendo que ela ia morrer.
Ah e os pernelongos? Cheirinho de queimado? MENINA FAZ UM CHURRAS DE PERNELONGO PRA NÓS, eu prefiro bem passado \õ
Mereço não, quem merece é você querida, tão simpática e fofa, podia até se achar por escrever tão bem, mas nem é,
Por isso eu amo você, minha ficwritter predileta =)
Beijão e pls, favorzinho pra Gege, da sua opinião nas perguntinhas ali de cima. Sua opinião vai conta muito na minha decisão. Cuide-se =*
Fernanda: Que bom que gostou! Vai ter continuação sim querida, ainda vai rolar muita coisa. Beijão.
Sayra-sama: Espero que continue acompanhando, ta ai mais um capítulo, Beijão!
Sanetoki-san: Oii querida! Agora quem não pode mais fala nada do braço lá da sua fic sou eu u.ú.
Ahn tu riu? Hahaha, eu sempre tento por humor neles.
Gomen demora, mas ta ai mais um capitulo, beijão querida e cuide-se!
Sra. Taaisho: Oii, que bom que está gostando, eu cada vez estou gostando mais de escrever, quando eu sei que tem queridas leitoras como você! Beijão e até o próximo capítulo
É isso pessoal, quanto mais reviews, mais vontade eu tenho de escrever, então se mandarem várias reviews eu vou escrever cada vez mais!
Gente, nesse carnaval, usem camisinha e deixem uma reviewzinha pra Gege onegai?
Beijão
GUps.
