De Agora em Diante

Capítulo 6

Zell gemeu no meio do beijo. Ele precisava admitir, Seifer era muito bom nisso. Sua boca se movia não muito devagar e nem muito rápido e ele aplicava a quantidade certa de pressão para não ser nem excessivamente gentil ou muito brusco. Era simplesmente perfeito e o loirinho sentia como se estivesse completamente tomado por ele. O corpo bem trabalhado sobre ele também ajudava o loiro tatuado a aproveitar ainda mais a sensação.

- Cara, você nunca se cansa... – Seifer disse enquanto sentia uma mão insistente sobre seu sexo.

- Quê? – Zell deu um sorrisinho, mostrando seus caninos afiados. – Acha que não pode comigo? Tá dando para trás?

- Eu nunca faço isso.

- Então por que você não se aproveita de mim de uma vez!

Foi a vez de Seifer sorrir. – Eu não sei... só tendo certeza de que você realmente me queria...

Como? Esse desgraçado quer que eu implore?

Zell fez sua mão trabalhar com mais vontade, tentando fazer Seifer entender a mensagem, mas tudo o que o loiro alto fez foi aproveitar a sensação.

- Tá bom, o que você quer que eu faça?

Eu não vou implorar, eu não vou pedir, só estou negociando.

Seifer passou sua boca pelo pescoço de Zell e mordeu sua orelha lentamente. – Só me mostra... – A voz provocante causando arrepios.

Droga, por que era tão fácil para o loiro malvado deixar ele excitado.

De repente, Zell sentiu falta do calor do corpo de Seifer junto ao dele. – Bom... digamos que eu aprecio um pouco um estimulo visual, se é que me entende.

- Você é um desgraçado de um voyeur pervertido, eu sabia.

- Quem não é?

Se você acha que eu sou seu brinquedinho querendo mostrar um showzinho para você, você está totalmente...

Minutos depois, Zell estava com suas pernas bem afastadas, dois dos seus dedos lubrificados trabalhavam em si, enquanto ele se masturbava em frente ao olhar faminto do outro loiro.

- Eu tô te dizendo... essa é a última vez... que eu... faço algo assim para... você.

- Você não está me convencendo que não gosta. – Seifer notou uma ereção bem proeminente no loiro mais novo.

- Eu nunca disse que eu... não gostava... é só que... eu não quero fazer você pensar que eu... faço qualquer coisa... por você...

- O quê? Você não vai implorar para que eu coma você?

- Não...

- Então por que você tá fazendo isso?

- Por que você fica me... atormentando? – Zell estava ficando frustrado, ele não queria esperar mais.

- Você quer que eu ajude? – Seifer prestou bastante atenção no jeito que o olhar azul se fixava em seu membro.

-...

- Eu não escutei.

- Por favor... – Zell suspirou.

- Por favor o quê? – Seifer se aproximou um pouco. – Você quer que eu toque você?

- Hum... sim.

- Onde? – Seifer apertou a coxa direita de Zell.

- Em todo lugar.

- Ah... bom garoto. – Não era a resposta que ele estava esperando ouvir, mas funcionou do mesmo jeito. No momento seguinte, Zell percebeu que ele havia sido virado de quatro e os de dos de Seifer substituíram os dele. Três, pelo amor de Shiva, e ele tinha dedos longos. Eles o abriam bem e Zell adorava tanto isso, apesar do desconforto anterior.

- Você quer algo mais? – Seifer perguntou num tom perigoso.

- Sim...

O mais novo sentiu os dedos se retirando e a ponta da ereção de Seifer encostando. Zell esperou pacientemente até que o sentiu pressionar um pouco, mas sem entrar.

- Maldito...

- O quê? – Seifer sorriu. – Ansioso, não?

Mas finalmente o loiro malvado ficou com pena do seu companheiro e o penetrou.

Zell sentiu o membro indo até o fim e quando ele conseguiu preenchê-lo por completo, ele achou que não conseguiria resistir por mais tempo. Era tão bom. Ele se encaixava tão bem que quando ele começou a se retirar, Zell quis parar o movimento. Felizmente ele retornou rapidamente. E foi ainda melhor.

Seifer se divertiu imensamente movendo-se dentro de Zell. Ele tinha um corpo tão bom, e as mãos de Seifer adoravam viajar sobre a pele. E o jeito que ele se sentia por dentro... a pressão sobre o seu membro, a forte contração sobre si. O corpo de Zell deixando ele se mover apenas para que ele pudesse retornar com força. Ninguém nunca fora tão bom.

O mais velho se inclinou sobre o corpo menor e lambeu a orelha de Zell lentamente, fazendo com que um arrepio percorresse seu corpo enquanto ele ouvia a vibração dos gemidos roucos e as obscenidades de Seifer. Zell tinha certeza de que ele não conseguiria durar muito, então ele fez um pedido em voz baixa.

- O quê... Zell? – O que você disse...? – Seifer provocou.

- Por favor... mais...

Seifer parou. – Mais o quê?

Zell respirou fundo. – Mais forte... Seifer... Eu quero...

Então Seifer abriu seu sorriso característico e começou a se mover lentamente outra vez, sentindo Zell se contorcer levemente sob ele, pedindo com seu corpo e palavras e gemidos. Embora o ritmo tenha aumentado lentamente, logo ele o penetrava com força... Ele havia implorado por aquilo. E pelo jeito que ele estava gozando, ele adorava.

Seifer continuou se movendo, aproveitando os últimos momentos do seu prazer até que ele chegou ao seu clímax também, com força, preenchendo Zell, fazendo seu sêmen deslizar pelas coxas do loiro.

Bom, aquilo definitivamente esgotou as energias do loiro tatuado, porque quando tudo terminou, ele se entregou à cama e esteve perdido para o mundo por um longo tempo...

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A manhã estava estranhamente cinza, mas Squall agradeceu que a luz lá fora não feria seus olhos. Laguna não podia ser visto em lugar algum, o que o deixou feliz. Não era como se estivesse evitando a presença do homem, mas ele sentiu que precisava ficar um tempo sozinho. Ele ainda estava deitado na cama espaçosa da suíte principal, sem roupa, protegido do frio da manhã por lençóis macios. Parecia o lugar mais perfeito para se estar, deitado naquele colchão pecaminosamente confortável, sentindo o cheiro do xampu que Laguna usava sobre os travesseiros.

Squall estava se lembrando das cenas do dia anterior em sua mente quando escutou a porta se abrindo lentamente. Ele estava aliviado ao descobrir que era Laguna com uma bandeja de comida. O garoto tinha a impressão de que o homem se esquecia de trancar a porta muitas vezes e, horror dos horrores, Selphie podia entrar no quarto numa dessas ocasiões.

- Bom dia – Laguna disse timidamente. Ele caminhou até a cama e deixou a bandeja em cima de uma mesa próxima. Sem saber ao certo onde beijar seu filho, ele escolheu a testa, tão confuso estava sobre papel que estava desempenhando. Mas logo ele mudou de ideia e beijou os lábios do garoto também.

Squall se deixou ser beijado nas duas vezes e ficou desapontado quando Laguna se afastou.

- Eu lembrei que você gosta de torta de baunilha.

Como...?

- Por causa do primeiro dia que nós nos encontramos. Eu tentei memorizar cada detalhe, tudo que você mencionava e parecia gostar e todas as suas feições... até que a sua imagem estivesse gravada na minha memória... Deus, você é tão lindo. – O peito de Laguna se contraiu de dor. – Por que você me deixou fazer isso com você...

Squall pôs uma de suas mãos sobre o braço do seu pai. – O que mais você me trouxe? Café?

- Café, sim! – Laguna tomou a mão de seu filho com a sua e entrelaçou seus dedos. -...Posso dar comida na sua boca? – O homem perguntou timidamente.

- Não.

- Por que não?

- Eu não sou criança. – Squall tomou um gole de café e pegou um pedaço de torrada, decidindo deixar a torta para o final.

- Tuuudo bem. – Laguna suspirou e se levantou. – Eu vou deixar você sozinho agora... – Ele disse relutantemente.

- Você tomou café-da-manhã?

- Ainda não.

- Fique... e coma.

- Tá bom. – Laguna sentou-se na cama e pousou sua cabeça no colo de Squall. – Agora você está tomando conta de mim?

O garoto deslizou seus dedos nos longos cabelos do homem. – E eu tenho escolha?

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Mais um dia e o garoto não havia sido visto. Por que todo mundo parecia tão calmo? No começo Rinoa estava com medo de que Squall havia se perdido na floresta, mas houve palavras sussurradas de que o garoto aparecia aqui e ali e então desaparecia... como se você algum tipo de aparição.

Essa casa é estranha...

Rinoa andou pelos corredores. Às vezes ela sentia como se o lugar era escuro demais, mesmo na luz do dia. A viagem não parecia mais ser divertida. Estava tão silencioso para uma casa cheia de adolescentes.

-...Rinoa?

Ahhhhhhhhhhhhhh.

A garota quase pulou de susto com o sussurro.

- Ah... Nida, o que você tá fazendo aqui?

- Hum... Eu não sei, só passando.

- Você viu... bom, alguém?

- Parece que estão todos no quarto deles...

O Squall com certeza não está no dele.

- Entendo... – A garota caminhou para o andar de baixo com tristeza.

- Ah... Rinoa?

- O que é? – A garota virou sua cabeça lentamente.

- Você quer dar uma volta... comigo?

- Bom... – A garota levou um tempo considerando a ideia. – Sim, por que não? – Ela esperou o garoto até que ele estivesse ao seu lado e ela colocou seu braço no dele. – Vamos.

O garoto sorriu. – Aonde?

- Ah... você quem teve a ideia, eu pensava que você sabia.

- Ah... então... por que a gente não dá uma volta no jardim atrás do quintal?

- Parece uma boa ideia.

Eles caminharam lentamente pela casa silenciosa e alcançaram a porta do quintal. O ar ainda estava úmido pela chuva e as nuvens ainda encobriam o sol. Havia uma fragrância onipresente de capim molhado e flores; o local parecia bem tranquilo. A dupla caminhou silenciosamente, apenas apreciando a vista.

- Você tá com frio? – Nida perguntou.

- Na verdade, não. – Rinoa sorriu.

- Ah... olha aquela ali. – O garoto apontou para um lírio solitário. – É tão lindo.

- Eu não sabia que você gostava tanto de flores. – Rinoa riu docemente.

- Algo de errado nisso?

- Não! Claro que não... É só que... não é comum achar caras que gostam dessas coisas.

Nida enrubesceu... – Bem... Eu meio que gosto... mas... não muito.

- Ah... vai, tá tudo bem, eu acho muito fofo você gostar de flores.

Nida repentinamente se afastou de Rinoa e a garota sentiu a falta do calor do corpo dele, mas logo o garoto retornou com uma flor em sua mão. – Bom, eu acho que ela vai ficar feliz com você...

- Ah... mas ele precisa ficar no jardim...

- Mas olha, ela estava sozinha...

- Entendi. – Rinoa sorriu. – Obrigada.

Nida sentiu um calor agradável, apesar do tempo frio. – De nada.

- Nida...?

- O quê?

- Você ouviu aquilo?

- Aquilo o quê?

- Parece um cachorro latindo.

Nida tentou se concentrar, mas mesmo assim, não conseguiu ouvir nada.

- Bom... não.

- Mas... olha.

- Ah...

- Eu não estou louca.

- Eu nunca pensei que você estava! – E então ele ouviu, em algum lugar distante. – Ah... Parece que eu escutei alguma coisa.

- O que um cachorro está fazendo na floresta?

- Talvez ele se perdeu...

- Lugar estranho para se perder... a cidade fica longe.

- Cachorros percorrem longas distâncias... Sabe aquelas histórias de cachorros que atravessam quilômetros e quilômetros até acharem os donos deles?

- É... Tem muitas delas. – Rinoa suspirou. – Eu sinto falta da Angelo... Eu queria que ela estivesse aqui.

- Talvez seja ela.

- Você acha?

- Não, só brincadeira... A gente tá em outro continente, lembra?

- Ah... é verdade, que idiotice a minha.

- Você não é idiota. Você é adorável.

Rinoa ficou vermelha de vergonha. – Você é sempre tão gentil...

- Obrigado...

- Você é o que uma garota gostaria num namorado.

- Você acha?

- Sim... Eu tenho certeza que tem um monte de menina querendo ficar perto de você.

- Acho que não...

- Só que você não percebe.

- Só tem uma que eu quero.

- Sortuda. – Rinoa sorriu.

- Rinoa...? – Nida começou.

- Você gosta de cachorros?

O garoto ficou meio surpreso com a pergunta.

- Eu amo eles.

E o sorriso da Rinoa aumentou.

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Era quase meio-dia. Só algumas vezes Squall se permitiu ficar na cama até essa hora... Aqueles dias eram exceções, o garoto pensou. A casa estava estranhamente silenciosa outra vez. Graças aos céus que ele não havia encontrado ninguém no seu caminho até a cozinha. Ele deixou a bandeja na pia e começou a fazer seu caminho de volta até ser impedido abruptamente.

Squall percebeu que estava em um local escuro e ele podia ouvir sua própria respiração ecoando pelo cômodo. Lentamente uma luz débil foi surgindo e ele conseguiu ver que estava em algum tipo de porão. Como ele parou ali... Espera, quem é que estava tentando beijá-lo? Squall empurrou o corpo a sua frente e ouviu um garoto cair sobre algumas caixas.

- Droga. – Irvine tentou se levantar e encarou Squall. – Eu não conseguia achar você em lugar nenhum!

- O que você acha que tá fazendo? – A raiva do garoto foi aumentando.

- Tentando terminar o que você começou – Irvine simplesmente disse.

-...- Squall estava sem palavras. Por que, de repente, o outro garoto queria tanto ficar mais íntimo?

- Então, não era o que você queria? – E logo Irvine estava perigosamente próximo, seu corpo a meros centímetros de distância.

Squall teve medo de olhar para cima, então ele ficou encarando a corrente em volta do pescoço do rapaz.

Irvine inspirou profundamente.

Cara, o que eu tô fazendo?

Então ele abaixou a cabeça e encostou seus lábios no pescoço do moreno. – Ah, agora eu lembro... foi nesse lugar que você começou...

O que diabos estava acontecendo no mundo? Algo devia estar terrivelmente errado para ele ter feito sexo com seu próprio pai e logo depois ser perseguido pelo seu amor de infância. Alguém estava com certeza brincando com a sua cabeça. Era insano demais para ser real.

Squall saiu apressado do porão e foi em direção ao seu quarto. Não podia ser verdade, Irvine estava com certeza brincando com ele. Ele só o magoaria... de novo.

- Me deixa entrar.

- Vai embora. – Squall estava cansado daquilo tudo.

- Eu preciso falar com você.

Squall esperou a porta se abrir.

Vamos encarar isso então.

Irvine entrou silenciosamente e fechou a porta.

- Você não me quer mais? – ele perguntou em volume de voz baixo.

Squall se odiou ao perceber que ele não era daqueles que poderiam dispensar Irvine, mas em vez de responder, ele permaneceu em silêncio.

- Eu só preciso saber... Eu estava pensando... se eu perder essa oportunidade, eu não vou saber o que poderia ser – Irvine disse com sinceridade.

...Se eu perder essa oportunidade... Squall pensou. O garoto caminhou na direção do outro e ficou tão próximo que seus corpos quase se tocavam. Sentindo que Irvine não o afastaria ele repousou sua cabeça no peito dele. – O que você quer de mim?

Irvine respirou fundo.

Squall levou sua mão até o cós da calça do outro e então apalpou o membro coberto.

Aquilo Irvine não estava esperando.

- Você está brincando comigo? – Squall perguntou ao fazer pressão sobre o local, sentindo o membro endurecer.

Irvine não conseguia responder. Ele só sabia que parecia gostar do que Squall estava fazendo. Um arrepio se espalhou pelo seu corpo quando o moreno conseguiu libertar o seu membro da prisão das suas calças. E ele gemeu sem ter vergonha quando a mão de Squall começou a se mover sobre ele. Irvine estava quase pedindo para que o moreno não parasse quando ele sentiu a falta do calor daquela mão muito depressa. – Não... – Mas logo que seu pedido começou, ele foi interrompido, quando Irvine olhou para baixo e viu Squall de joelhos. Ele pensou que aquela posição era muito estranha para o seu amigo estar. Havia algo definitivamente errado com o jeito que ele estava agindo, mas Irvine não podia fazer mais nada além de ficar ali e esperar. Ele estava com medo de que Squall fosse parar no meio e deixar ele naquele estado. Mas seu maior receio ainda era ver o garoto abandoná-lo e nunca mais ficar perto dele, e nunca mais tocá-lo. Ele precisava tanto...

Squall umedeceu a extremidade lentamente com seus lábios molhados e depois a beijou. Ele lambeu da base até a ponta e então distribuiu mais lambidas sobre a parte de cima. O garoto fechou seus olhos e passou seu rosto sobre o órgão com adoração. Ele sonhava com aquilo por tanto tempo.

Irvine não sabia se era por causa do longo tempo sem se dar bem ou era esse novo lado de Squall que o excitava tanto, mas ele estava tão perto do seu ápice que doía. Ele ainda tentou se conter quando Squall começou a sugá-lo, languidamente. Seus punhos estavam ficando pálidos com a pressão que ele aplicava ao segurar a extremidade da mesa em que estava apoiado. Irvine não queria se entregar ainda, mas ele cometera o erro de abrir seus olhos e olhar para baixo. Quando seu olhar azul profundo se fixou no outro, ele atingiu seu clímax no mesmo momento.

Squall sentiu o líquido preencher sua boca e o resto dele escorrer pelo seu rosto quando ele se afastou.

- Oh, Deus... – Irvine sentiu uma tontura.

O moreno estava incerto ao engolir, mas novamente ele optou por isso. Não era tão agradável assim, mas ele poderia viver depois disso. Ele então limpou seu rosto com seus dedos e os lambeu. Ah... pelos sons que o Irvine fez, parecia que ele gostava da cena.

Cara, de todos os resultados que ele imaginou possível na sua tentativa de ultrapassar a linha da amizade com o Squall, aquele não era um que ele estava esperando...

Porém, o que eles realmente não esperavam era ouvir o som de uma porta se abrindo.

Por favor, que não seja Rinoa.

- Ah... aí estão vocês...

Era ainda pior.

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Continua...