Capítulo 6

Wolseley

Viramos a esquina para uma avenida movimentada. Milhões de carros com seus motorista dirigindo no lado contrário, pedestres, os famosos táxis ingleses e os ônibus de dois andares vermelhos, passando com pressa por nós. Na esquina, logo vi uma placa alta com o nome Piccadilly escrito. Achei o máximo! Agora me sentia realmente em Londres, ou em um sonho muito real ou em algum set de filmagens muito grande. Caminhamos pela frente algumas lojas até Rosalie parar em um prédio de fachada branca, com janelas decoradas em dourado e com ar de tão tradicional quanto a família real podia ser. Definitivamente, a minha velha calça jeans e o meu All Star sujo não eram muito a cara do lugar.

Antes que pudéssemos entrar, houve um movimento rápido perto de nós, um ou dois flashes dispararam próximo da calçada e logo se distanciaram. Fiquei zonza e cega, senti alguém me puxar pelo braço para dentro do restaurante. Ouvi a voz de Esme e Alice distante, como se eles estivessem reclamando de algo, indignada por alguma coisa. Quando abri os olhos, lá estava ele. Jacob. Sempre pronto para me salvar de qualquer coisa em qualquer momento. Sorri para ele e tentei não parecer uma boba enquanto sentia sua pele quente na minha. Foi tão bom aqueles míseros segundos!

-Você está bem, Ness? – Ele perguntou perto demais de mim.

Ai meu Deus! acho que minhas pernas sumiram.

-Ehm... tô. – Minha mente ainda estava lenta.

Minha nova família ainda não o conhecia e Rosalie parecia extremamente incomoda com ele.

-Ei garoto, dá pra largar ela. –Ela me puxou para longe dele e acabando com a minha festa.

-Eu sou amigo dela. – Jacob já estava serrando os punhos com raiva.

-Rosalie! Ele é meu amigo, lá de Forks. Tá tudo bem.

Tentei apartar, mas a trégua foi muito superficial. Rosalie perecia não ter engolido a presença de Jake na mesa com a gente, enquanto Esme e Alice pareciam interessadas nas nossas vidas lá em Forks. Elas contaram que tinham ouvido falar dele, mas que a ficaram surpresas quando ele contou como ele veio parar em Londres comigo, claro! omitindo a parte em que minha mãe não sabia de nada, a outra parte em que eu fiz o Peter falsificar um documento e a outra parte em que eu falsifiquei a assinatura da minha mãe para viajar. Bem, ele acabou contando uma história bem curta que acabou antes de terminarmos o prato principal. Depois disso, foi só curiosidade sobre o que nós fazíamos em Forks para se divertir, Jacob se gabando que tinha me ensinado a nadar e foi por isso que eu ganhei a última competição de natação pela escola, como eu era uma boa aluna e estava torcendo para ficar em alguma faculdade da costa oeste e mais uma vez, Jacob se gabando por ser a minha voz da razão.

-Eu fico feliz que você tenha vindo com Renesme até aqui. – Esme declarou enquanto saboreava a sobremesa.

-Eu não podia deixa-la sozinha... – ele começou a falar aquilo e eu olhei para ele, tentando entender o que ele queria dizer com aquilo. – Nesta cidade. Poderia ser perigoso.

Meus olhos se estreitaram para ele, como um desafio.

-Você tem toda a razão. – Alice apoiou e eu vi um sorrisinho cúmplice dela para mim. – E seria ótimo se você fosse a Festa Pós Desfile que vamos fazer no jardim de casa. Eu sei que você vai adorar, conhecer gente antenada em moda de Londres, carinhas lindos... estrelas do cinema, todo mundo de quem todo mundo está falando vai estar lá. Não é o máximo?!

Toda a animação estava com Alice. Eu poderia reconhecer esse tipo de animação a quilômetros de distancia por causa de Charlotte, ela tinha essa mania quando alguma festa estava se aproximando. Eu tinha certeza que ela teria uma colapso nervoso na última festa de boas vindas, e essa foi sua maior crise: vestido longo e cabelo preso ou vestido curto e cabelo solto. Eu apenas ficava ouvindo as crises dela ao telefone - porque ela se achava feia demais para sair na rua - porque as suas amigas líderes não tinham paciência com ela. E eu entendia Alice, mas Jacob apenas teve que dizer sim e sorrir sem graça pra mim. Pelo menos eu não estava sozinha nisso tudo, tinha alguém no meu apoio.

Antes da minha última colherada no meu crème brûlée,o celular de Alice tocou.

-Oi Ed. – Ela me deu uma olhada e passou o celular para mim. – Ele quer falar com você.

Eu peguei o celular desconfiada e pensando, que talvez "Ed" seria o Lorde Edward ou mais conhecido como meu pai, ultimamente. O que ele poderia querer comigo antes de chegar em casa? Por um segundo pensei que talvez minha mãe tivesse descoberto tudo e estava na frente dele. Mas lembrei de algo quase idiota: era a primeira vez que eu conversava com ele. Só eu e ele. Quantas vezes sonhei em receber um telefonema dele ou que ele simplismente aparecesse na frente da escola para me buscar. Sorri, anciosa, e tomei coragem para falar.

-Alô?

-Resnesmee? – ele parecia sem jeito enquanto falava. – não sabia seu célula, então liguei para Alice.

-É que... Eu não tenho celular. – Eu podia ver a cara de espanto das outras pessoas da mesa.

-Preciso resolver isso pra você. – Ele falou como se fosse para ele e voltou. – Na verdade... eu queria falar com você quando chegar.

-Nós já terminamos de alm... – ele me interrompeu.

-Eu sei, vocês estão almoçando no Wolseley.

-Como sabe que... – de novo, não me deixou terminar.

-Vi nos sites de tablóides há uns vinte minutos. – Ele fez uma pausa – Eles ainda não sabem quem você é, mas isso não vai demorar pelo menos vinte e quatro horas para descobrirem. Na Amostra de Moda eles vão ter certeza sobre quem você é. – Ele pausou tentando falar com cautela – Espero não estar assustando você.

-Mm... eu só preciso me acostumar. Ainda sou nova nisso. – tentei passar segurança para ele, não queria que pensasse que eu estava morrendo de medo de tudo aqui.

Ele riu aliviado do outro lado e suspirou.

-É bom saber. Eu preciso ir, te vejo em casa.

-Ok. Tchau.

-Tchau.

Eu tinha falado pouco com meu pai, mas aquele pouco de conversa pareceu surreal pra mim. Quase sempre eu imaginava ele me telefonando, perguntando como eu estava e o que estava acontecendo de novo comigo, mas nunca acontecia. Hoje, eu estava sentada em um mega restaurante VIP - eu juro que eu vi a Kate Moss em uma mesa do outro lado do salão! - conversando com a minha família e o meu melhor – amor-não-tão-secreto – amigo e simplesmente tenho uma conversinha rápida com o meu pai. Acho que está bom por hoje.

Mesmo assim, terminamos a sobremesa. Alice e Rosalie não paravam de conversar sobre as festas que estavam para acontecer e Esme finalizava seu interrogatório com Jacob depois de pagar a conta.

Quando finalmente esperávamos pelo manobrista com o carro, Jacob começou a conversar sussurrando.

-Achei que nunca terminaria. – Ele falou bem perto de mim.

Me fez arrepiar, mas eu acho que ele notou isso.

-O quê?

-O interrogatório da sua "nova" avó. – Jake arqueou as sobrancelhas de forma esperta. Eu quase ri.

-Você sobreviveu. – Fingi que nada estava acontecendo entre a gente (e não está mesmo!)

Ele suspirou e eu senti em meu pescoço.

-Ela quis saber se a gente... – ele hesitou – se eu e você... estávamos namorando.

Aquilo me deixou chateada, porque eu sabia que NADA estava acontecendo, apenas esse joguinho interminável dele.

-Bem, você não precisa ficar chateado, nada está acontecendo entre a gente. – olhei indiferente pra ele.

-Nada? – ele falou indignado. – nada não é a palavra que define a gente.

-Ah é? E qual seria a palavra que defini a gente?

Para a sorte dele e meu azar, o manobrista chegou e todos entraram no carro. Alice não parava de conversar sobre a festa pós-desfile que ela estava organizando e eu parecia estar incluída nos preparativos.

Alice se recusou a deixar Jacob no albergue e todos seguiram para a residência. Eu tinha minhas dúvidas sobre o quanto minha "tia" Alice desconfiava sobre a minha amizade com ele, mas agora eu estava ansiosa demais para voltar à casa dos Cullen e conversar com Edward.

Assim que o carro parou em frente a porta, eu corri para dentro e perguntar onde estava ele.

-Pra que a pressa menina. – Esme sorriu pela minha ansiedade – vai apagar algum incêndio?

Ela riu e eu só pude olhar pra ela com um sorriso ansioso.

-Edward quer falar comigo. – Falei alto enquanto caminhava sem olhar para onde ia.

-Então pergunte para o Charles se ele já chegou em casa.

Assim que voltei a olhar para o meu caminho, esbarrei com a figura franzina de Irina.

Ela devia ter a minha idade, mas suas roupas refinadas a deixavam mais velha em pelo menos uns dois anos. Ainda no chão, ela rosnava entre seus dentes impecavelmente brancos e sacudia suas mechas loiras platinadas de tanta raiva que estava. Enquanto ela avaliava os danos eu estendi a mão para ajudar a se levantar.

-Me desculpe. – Eu estava sem saber o que dizer, então "desculpas" era o melhor na ocasião – Eu não estava vendo para onde ia, não te vi ai, desculpa mesmo.

Ela se levantou olhando horrorizada com um rasgo na barra da saia delicada dela.

-Olhe só o que você fez! – a voz fina da garota parecia irritar os meus ouvidos.

-O que foi que eu fiz?

-Isso! – Ela apontou para o pequeno furo na barra da saia dela como se fosse o próprio vírus Ébola. – Você destruiu meu Marc Jacobs!

-Quem? – Eu já tinha ouvido esse nome, talvez Sophia tivesse me falado dele, mas não conseguia me lembrar.

-Você é mesmo uma selvagem. – Irina me olhou com nojo – Eu devia imaginar que você não saberia distinguir um pedaço de pano de uma obra de arte.

-Eu não sou burra. – eu quase gritei, quase para me convencer disso.

-Não parece. – Os olhos dela estavam como uma fenda e havia algo nela que gritava para não confiar naquela garota. – Você deve ser burra o suficiente para acreditar que Lorde Cullen está esperando por você. – Ela balançou a cabeça com pena para mim. – Vai esperando. Minha mãe mal consegue falar com ele, quanto mais você.

As palavras tinham sumido da minha mente, eu não queria acreditar, mas acreditava ao mesmo tempo. Ele era um homem ocupado e tinha coisas importantes a decidir e cuidar, não teria tempo para jogar conversa fora comigo. Eu só não sabia que a sorte estava do meu lado.

Charles, o mordomo, se aproximou apressado de mim e tratou de me puxar pela mão.

-A senhorita está atrasada. – Ele me soltou e me olhou sério. – Lorde Cullen está a sua espera.

Não tinha como não olhar para a cara furiosa da Irina, estava a ponto de explodir de tanta raiva. Charles me chamou a atenção e fui logo acompanhá-lo, atravessamos os grandes corredores e ele abriu a porta de carvalho vermelho que dava acesso ao que seria o escritório do Lorde. Olhei para os lados reconhecendo o lugar, mas era uma versão reduzida da biblioteca e mesmo assim era grande. Havia três sofás à esquerda – ao estilo chesterfield- junto aos janelões e uma mesinha de chá, que parecia ter sido usada recentemente. Do lado oposto estava uma parede revestida de prateleiras de livros, uma poltrona ao mesmo estilo dos sofás e um abajur de pé. De frente para a porta estava ele.

O lorde me olhou com um sorriso e deu a volta em sua grande mesa de madeira maciça, para me observar melhor.

-Espero que tenha gostado do almoço. – As mãos do lorde estavam para trás, mas eu acredito que ele estava sem jeito, não tanto quanto eu estava. – Sei que a comida daqui nem sempre é agradável.

-Não, eu gostei. – Tentei ser educada, mesmo sabendo que não havia comido a comida tradicional.

Ele deu um sorriso, como se desconfiasse do que eu estava dizendo.

-Então você não comeu o prato tradicional daqui. – Ele riu, mostrando seus dentes brancos impecáveis. – Sua mãe odiava a comida daqui.

Era estranho ele falar da minha mãe, mas eu era uma lembrança viva dela na frente dele. Seria impossível não tocarmos nesse assunto.

-Ela realmente odeia.

-Ela sempre me dizia que waffles não eram panquecas. – Ele falou com nostalgia, o sorriso estava sumindo dos lábios e ficando sério.

-E ainda fala. – eu emendei.

-Por falar nela, - ele se apoiou na mesa do escritório e cruzou os braços. – ela sabe que está aqui?

-Bem... – eu tinha que enrolar o máximo que podia. – Ela é minha mãe, não é uma irresponsável.

-Você não respondeu a minha pergunta. – ele me olhava sério e parecia ver através dos meus olhos, como se lesse a minha mente. – Mas eu quero outras respostas, quando ela te contou que eu era seu pai?

-Ela me contava histórias sobre reis, rainhas, princesas quando eu era criança, quando fui crescendo eu vi que a mesma história que ela contava era muito parecida com a minha vida, então, no meu aniversário de cinco anos eu disse à ela que queria o meu pai de presente. – Eu tentei segurar o choro e peguei a única foto que eu tinha dele. – E ela me deu essa foto sua, a que mostrei quando cheguei aqui. Ela me contou como vocês eram diferentes e como sua família não a aceitou, por ser uma estrangeira e uma plebéia. Então ela foi embora e quando chegou em Forks, descobriu que estava grávida. Meus avós imploraram para ela dizer sobre a gravidez para você, mas não queria atrapalhar sua vida. – meti a mão novamente na bolsa e tirei o meu álbum com fotos da minha infância. – Ela sempre me contava coisas boas sobre você, nunca quis atrapalhar seus planos.

Ele olhou para minhas mãos e ficou curioso sobre o álbum.

-São suas fotos? – Ele falou.

-São, eu trouxe porque achei que talvez quisesse ver algumas fotos minhas quando criança. – Estiquei meu braço e entreguei para ele.

Parecia estar encantado com o álbum. Sentou na poltrona ao lado do abajur de pé e ficou absorto.

-Bem... – tentei falar, mas estava sem graça com a situação. – Eu vou deixar o senhor com as fotos.

Ele levantou a cabeça, mas conseguiu dar um sorriso.

-Renesmee, pode me chamar de Edward.

-Então... pode me chamar de Nessie. – Eu ri para ele e sai do escritório.

Eu passava a maioria das minhas tardes em Forks com Jacob, mas estar do outro lado do oceano, na casa do meu pai, era muito diferente. Nós caminhamos pelo jardim, e quase fui empurrada por ele na piscina, ficamos observando Alice e Esme darem ordens para os montadores da festa e ficamos impressionados como aquilo seria grande. Mas nem Jacob escapou de dar uma mãozinha da decoração, Esme parecia ter conseguido envolvê-lo de verdade. Eu, por outro lado, fui espiar meu novo pai. Ele continuava no escritório, com as portas trancadas e eu ficava passando de um lado para o outro, tomando coragem para bater na porta e entrar.

-Você está tentando arruinar meu o piso?

A voz autoritária me fez pular do lugar onde eu estava. Quando consegui respirar e olhei pra o homem. Era o pai de Edward, estava um pouco carrancudo, mas extremamente bonito como sempre. Estava na cara que ele não gostava da idéia de me ter aqui. Não aceitava que eu fosse neta dele.

-Eu estou esperando Edw... – Eu corrigi, antes que ele ficasse furioso. – Eh... o Lorde Cullen.

Os olhos de águia dele me filmaram. Ele não precisava me aceitar como neta, mas poderia ser educado ou poderia me ignorar.

-Você é igual a ela. – Ele falou num tom baixo e ameaçador.

-Ela?

-A americana. – ele acusou, como se fosse um xingamento. – Igual a ela... – então eu o vi me observar e seus olhos suavizaram para mim. – mas às vezes você me lembra...

-Quem? – Fiquei curiosa.

Ele balançou a cabeça tentando espantar a idéia.

-Ninguém. – O senhor fechou a cara e reclamou. – O que está fazendo ai? Está espiando meu filho?

-Não! – Falei de imediato. – não, não! –Eu me aprumei e estiquei a mão para comprimentá-lo – O senhor é o Conde Carlisle Cullen, não é? Eu sou Renes...

-Eu sei quem você é. – ele rosnou. – E sei muito bem o que você quer.

-E-eu só queria falar com o lorde.

-Ele deve estar muito ocupado, se a porta está trancada. – Ele acenou me despachando.

Eu teria ficado ofendida em outra ocasião, mas ele era tão charmoso que o gesto passou despercebido.

-Acho que não. – falei pensativa.

-É claro que deve ser algo importante. – O conde falou indignado.

Eu dei de ombro.

-Não acho que o meu álbum de infância seja algo muito importante.

Alguns segundos se passaram e o senhor me olhava intrigado. Eu tive mais tempo de ver seus traços, o nariz fino e elegante e as marcas de expressão pelos anos vividos. Era mais alto que meu pai, de aparência forte, de postura firme e autoritária. Finalmente, a expressão dele estava suave e pensativa para mim e eu fiquei até aliviada por aquilo.

-Você trouxe um álbum de fotos para ele?

-Trouxe. – Falei, jogando meus ombros mais uma vez.

Sem dizer mais nada ele sorriu, mas um sorriso de quem havia descoberto o maior mentiroso do mundo. Aquilo estava me afetando, me deixando culpada de algo que eu nem sei que tinha feito.

-Eu sei o que está tentando fazer. – Ele declarou.

-Eu?! – Tentei entender a acusação.

-Sim! Você, sua pequena dissimuladora. – ele apontou seu dedo indicador para mim. – Você é igualzinha a ela. Está tentando seduzir meu filho e todos nessa casa, mas não à mim. Eu sei o que você quer e não vai conseguir.

O que aquele homem estava dizendo!? Ele achava que eu queria algum tipo de dinheiro, fama ou poder? Ele estava completamente louco. Mas era compreensível porquê ele não me conhecia.

-Eu não quero nada. – Eu me forcei para não gaguejar com nervosismo – Eu só queria conhecer o meu pai. Saber como ele é.

-Pronto! Agora que você já o viu, pode ir. – O homem gesticulou maldosamente com a mão, tentando se livrar de mim.

Antes que eu pudesse não cumprir com o que minha mãe sempre me pedia – respeitar os mais velhos – Edward abriu a porta do escritório. E olhava para nós dois.

-O que está acontecendo aqui? – lorde Edward perguntou, olhando suspeito para o pai.

-Eu preciso conversar com você, filho. – o conde falou, endurecendo a voz para ele.

-E eu queria falar com você também. – Eu disse, parecendo uma criança mimada disputando o brinquedo novo.

Não era justo, aquele homem horroroso, que me odiava, iria entrar no escritório e despejaria seu veneno sobre mim para meu pai.

-Meu assunto é urgente Edward. Não temos tempo a perder com bobagens de adolescentes.

As sobrancelhas de Edward se encontraram de tão contraídas que estavam e sua boca se tornou uma linha de tão fina. Eu já tinha visto essa expressão, com certeza ele estava com raiva.

-Eu não posso ficar mediando às brigas entre vocês, mas quero que lembre-se disso pai; Renesmée é minha filha. – Ele olhou pra mim e sua expressão suavizou com um sorriso no canto da sua boca. – disso eu tenho certeza.

Eu sorri, aliviada e louca pra dar um abraço nele, mas tinha que me conter. Ainda não era a hora desse tipo de coisa.

-Obrigada. – eu sussurrei para ele.

-Agora, se me der licença, - o lorde voltou a abrir a porta do escritório e deu passagem para o conde. – Preciso falar com o conde.

O conde passou, me ignorado completamente. Ele me lembrava muito as líderes de torcida da escola, e mais uma vez eu tive que segurar o riso, pressionado meus lábios.

-Vejo você mais tarde. – Então, ele era Edward de novo. Falando despreocupado e piscando o olho para mim. O lorde tinha esse jeito. Uma hora ele era o homem mais rígido e impecável que já existiu. No outro segundo, ele podia abrir um sorri e piscar como qualquer pai poderia fazer. Ele me mantinha nessa corda bamba, cheia de emoções. Lembrei da foto dele que minha mãe me deu, ele era aquele homem na praia de camiseta e óculos escuros, com os cabelos bagunçados e um sorriso de lado. Eu só desejava que ele fosse sempre assim.


Nota das Autoras

Ao contrário que os nossos inimigos acreditam... NÃO! Nós não morremos, esquecemos, desistimos ou fomos engolidas pela terra. Não!

O nosso inimigo é outro, ele se chama internet (eu deveria dizer o nome da empresa, mas eu acredito que depois de muita reclamação eles devem estar nos monitorando). Agora mesmo, eu( ) estou escrevendo do trabalho, já que a minha internet e a da (que está há milhões de quilômetros de distancia de moi) também resolveu não funcionar. Culpem os atentados terroristas ou o que quiser, mas não desistam de ler.

Hoje estou postando a Capítulo 6, que foi muito engraçado de escrever porque algumas partes aconteceram com a . E eu não vou dizer o que foi.

O melhor de tudo desse capítulo, é o final. Nessie sempre vai ver o pai como aquele cara da foto, o caro que sua mãe vivia suspirando quando falava dele ou contava alguma história da época em que se conheceram. Eu amo isso, mas você vão amar mais a nossa nova-mega-diva na Amostra de Design . rsrs.

Abração, meus queridos.

Obrigada por lerem!

& .