A noite caiu, escura como breu. Por sorte, Major Nelson e Major Healey haviam conseguido voltar antes que já não fosse possível enxergar mais nada.
Tudo transcorreu como na noite anterior... Os dois tomaram banho de caneca, se vestiram... Mas encontraram o jantar pronto e bem quentinho! Isso tudo era muito estranho e tinha que ter uma explicação lógica... Ou então, mágica.
Porém naquela noite, os dois estavam tão cansados e famintos que mal perderam tempo com conjecturas... Atacaram o jantar e enquanto comiam, conversaram sobre o trabalho. Logo depois se recolheram, com a diferença de que agora, misteriosamente, cada um tinha a sua própria barraca.
Ainda um pouco confuso com o que havia acontecido pela manhã, Major Nelson dormiu pensando em Jeannie.
Durante a noite, ele sentiu um calor por baixo dos lençóis, semelhante ao que sentia quando dormia abraçadinho com a Jeannie. Também estava sentindo o cheiro dela, de sua pele, de seus cabelos... Era tão bom!
E em meio a todo aquele vórtice de sensações inebriantes, ele sentiu sua cueca sendo puxada para baixo. O que havia acontecido com a calça e também a camisa, não fazia a mínima ideia. Porém o sono estava tão forte que ele mal abriu os olhos, mesmo quando sentiu lábios quentes como os da Jeannie de encontro aos seus. Major Nelson correspondeu com paixão, apertando-a ainda mais contra o corpo dele, pele contra pele.
Ele sentia-se um pouco tonto, fora de si... Aquilo tudo era uma loucura! Mas era algo do qual ele realmente gostava.
— Mmm... Amo...
Jeannie! Era a voz da Jeannie! Sentia tanto a falta dela que estava até mesmo ouvindo sua voz e fazendo amor sozinho.
— Jeannie... É você mesmo?
— Sim Amo, sou eu!
— Mmmmmmm... Aahhh! —gemeu, ao sentir a mão dela se fechando em seu equipamento. Em troca, apertou o traseiro dela bem forte, fazendo com que ela também soltasse um gemido.
Sentindo que o próprio coração ia explodir, afastou as pernas dela, que estava nua e colocou a mão em sua região mais íntima. Estava tão úmida quanto ele mesmo. Aquele era o sonho mais real que já havia tido em toda a sua vida.
Beijando-se, o Major Nelson se encaixou dentro dela e se moveu em um ritmo frenético, alcançando o orgasmo rapidamente e tateando todo aquele corpo curvilíneo, como se quisesse ter a certeza de que ele era mesmo real.
— Jeannie... Jeannie... JEANNIE!
— Ei Tony, acorde! O que há com você?
Roger estava do lado de fora da barraca, com uma expressão confusa. Major Nelson tocou o próprio cabelo e sentiu as roupas colando em sua pele, molhadas. Havia suado muito durante a noite, mas ao contrário de seu sonho, estava vestido.
— Roger... Eu estava... Eu estava sonhando com a Jeannie!
— Sonhando? Você parece mais ter tido um pesadelo, isso sim! Estava gritando o nome dela, desesperado.
— Mas foi tão real... Ela... Ela parece ter realmente estado aqui.
— Cara, estamos no fim do mundo! Quando saímos da sua casa, Jeannie estava furiosa e sem nenhuma intenção de te seguir. Não tem como ela ter vindo até aqui, se nem sabe onde estamos.
— Sim, com a diferença de que ela é um gênio!
— É, mas se ela não souber onde estamos, não tem como nos encontrar! Não lembra de quando o Pomfrey tomou o seu lugar na sua casa? Nenhum de nós sabíamos onde você estava, por isso ela não conseguiu te trazer de volta.
— Sim, tem razão. — Major Nelson precisou reconhecer. Sua esposa era uma gênia poderosa, mas claro que haviam algumas limitações, como aquela por exemplo. Ela precisava saber onde estavam para se piscar até ali e ele não havia lhe dito para onde iriam, apenas que se tratava de uma ilha. A menos que... A menos que ela o tivesse seguido! Aquilo explicava tudo, a barraca a mais, as refeições prontas, a sensação de tê-la por perto, de sentir seu cheiro... E aquele sonho... Não havia sido um sonho! Tinha mesmo feito amor com ela!
Mas o que ela pretendia com aquilo, afinal? Se vingar dele? Fazê-lo pagar por algo? Deixá-lo transtornado, maluco?
— Roger...
— O que foi?
Era melhor não contar suas suspeitas ao Roger. Se Jeannie estivesse escondida em algum lugar por ali, acabaria ouvindo ou ela poderia aparecer e tentar arrancar o que ele sabia. Não seria a primeira vez e não podia arriscar revelar o que descobrira. Além do mais, tinha um plano e de cunho... Íntimo.
— Não, nada... Já fez o café da manhã?
— Não, acabei de acordar também.
— Então vamos porque temos muito trabalho por hoje.
Continua...
