Titulo original: Where I Belong
Autor(a): Hic Iacet Mori
Tradutora: Srta. Kinomoto
Disclaimer: Nada aqui me pertence, nem os personagens, nem a história, os quais pertencem a seus criadores, produtores e a autora.
Sumário: TRADUÇÃO. Estava sendo perseguido por um sonho que não parava de se repetir e um novo colega de classe se recusava a reconhecer sua existência. Sabia que as aparências enganavam, sabia que haviam mais mistérios na vida do que podia sonhar, mas havia um limite para tudo - certo? AU
Capítulo 6
Ele tinha passado o resto da manhã e a tarde dormindo no quarto de outra pessoa, mas Uzumaki Naruto nunca tinha se sentido tão drenado em toda a sua vida.
E foi apenas seu primeiro dia na escola.
Ele ignorou olhares de um grupo de estudantes usando verde - calouros, sua mente forneceu - e desceu ao primeiro andar. Os professores levantaram as sobrancelhas de curiosidade sobre sua aparência descuidada e roupas civis, enquanto outros alunos em diferentes uniformes coloridos não tiravam os olhos dele. Naruto não podia exatamente culpá-los - em sua camisa laranja e calcas pretas, ele não estava realmente se misturando com o verde, azul, vermelho e preto dos uniformes dos estudantes.
Konoha Gakuen tinha atribuído uniformes de cores diferentes para alunos de cada nível. Calouros usavam verde, segundo ano azul, terceiro no vermelho e seniores em preto. Entretanto o estilo permanecia o mesmo para todos os uniformes - um paletó da cor do ano do aluno sobre uma camisa branca para os meninos, com gravata preta e calcas pretas; para as mulheres, terno feminino com a cor do ano sobre uma blusa branca, com um lenço preto no pescoço e uma saia de linho uma polegada abaixo do joelho da mesma cor também. Um par de sapatos pretos era o padrão para ambos os sexos, e não houve restrições com penteados, piercings e tatuagens.
A insígnia prata de Konoha estava na gravata dos homens e no lenço das meninas.
Naruto não tinha idéia de quando seu uniforme ia chegar e tanto quanto ele estava preocupado não precisava nem vir. Ele nunca tinha usado nada remotamente semelhante aquilo e parecia tão formal e sufocado que ele preferia se enforcar com a gravata. Mas ele sabia que teria que usar - tinha prometido a oba-chan, e Uzumaki Naruto nunca volta em sua palavra.
Uma das quais era que ele nunca mais chegaria tarde ao trabalho.
Olhou rapidamente pro seu relógio enquanto corria para longe do prédio da escola. Passou pelo ginásio, o auditório, o prédio administrativo, as áreas de dormitório, o aviário, a estufa e os jardins, correndo até que ele avistou os impressionantes portões de Konoha Gakuen. Apressou-se para tirar um cartão do bolso e colocou no leito de cartões em uma porta lateral que abriu e lhe permitiu sair.
Olhou em volta se certificando de que ninguém podia vê-lo. Satisfeito, ele caiu de joelhos e num movimento gracioso, saltou de onde ele estava.
Uzumaki Naruto tinha ido embora.
"Ah Naruto, graças a Deus você está aqui!" Ayame exclamou, sorrindo para o jovem loiro que limpava o brilho do suor de seu rosto com a camisa. Ela olhou para o relógio e deu um tapinha nas costas de Naruto - ele tinha chegado 6 segundos mais cedo para o trabalho.
Naruto inspirou profundamente e expirou, e em seguida abriu um sorriso ensolarado. "Eu não estou atrasado, Ayame-neechan!"
Ayame acenou alegremente. Naruto pulou o balcão e pegou seu avental azul que servia como seu traje de trabalho, e ela o ajudou a amarrar as cordas nas costas. Ele tirou um lenço dobrou-o em retângulos, finalmente amarrando-o na testa para tirar sua franja ligeiramente longa de seus olhos azuis. Acabado com seu "uniforme", Naruto sorriu e deu um polegar para cima.
"Aqui está um ramen para você", disse Ayame, colocando uma tigela de ramen de miso sobre o balcão. "Tousan não estará aqui ate mais tarde, e ele queria ter certeza de que você tem pelo menos uma tigela. Temos que nos certificar que nosso menino de entregas esta contente, né?"
"Ramen!" Naruto aplaudiu. Ele pulou sobre o contador, mais uma vez e se sentou em um banquinho, devorando o prato em menos de um minuto. Ayame lhe deu outra tigela e ele terminou com o mesmo entusiasmo. Enquanto os olhos dele absorviam a maravilha não tão saudável, seus pensamentos viajaram.
Uzumaki Naruto tinha sido um estranho quando tinha chegado em Konohagakure - sua chegada foi puramente acidental e ele não queria nada mais do que voltar para onde ele deveria estar. Várias coisas em Konoha o surpreenderam e o assustaram inicialmente, a principal delas foram os carros - que pareciam estar em toda parte e eles se moviam mais rápido que qualquer transporte que ele já tinha visto. Então havia os trens, que não eram apenas mais rápidos, mas mais assustadores, e uma vez ele tinha olhado para cima e tinha visto um estranho pássaro branco voando no ar. Ayame lhe disse que era um avião, e quanto mais ela explicou, mais surpreso ele ficava - ele não podia acreditar que aquilo poderia levar um monte de gente.
Mas com suas surpresas e confusões, um monte de coisas em Konoha eram familiares a ele. As árvores, a floresta, as colinas, as montanhas, as terras, e - Naruto fez uma careta - as pessoas.
Ele foi além de feliz quando ele encontrou alguns deles em seu primeiro mês. Ao chegar em Konoha, ele descobriu que não possuía meios para sobreviver - não tinha um lugar para viver, nenhuma roupa para trocar e nenhuma comida para comer. Tinha sido durante seus espasmos de fome que Umino Iruka o tinha encontrado enrolando em si mesmo, em uma árvore que ele tinha feito de casa e, percebendo sua situação, o tinha levado a força para o Ichiraku, onde ele foi alimentado com oito tigelas de miso ramen. Naruto rapidamente ganhou a afeição de Teuchi e Ayame com seu otimismo sem limites e charme natural e eles deram a ele um emprego como entregador para que ele pudesse ganhar o bastante para viver por conta própria.
Eles tinham oferecido gentilmente sua casa como um lugar para ficar - mesmo Iruka tinha sido inflexível que Naruto ficasse com ele - mas ele tinha insisto que estava acostumado a ficar por conta própria. Desde então, ele estava trabalhando no Ichiraku. Teuchi tinha dado a ele um mês de salário adiantado então ele podia alugar um apartamento, e o apartamento que ele podia pagar era a vários quarteirões do Ichiraku. O próprio Ichiraku ficava à uma hora da escola, e duas horas a pé de seu apartamento.
"Como foi seu primeiro dia, Naruto?" Ayame perguntou. Naruto se impediu de fazer uma careta e sorriu largamente, se inclinando para trás enquanto colocava as mãos atrás da cabeça. Ayame colocou uma terceira tigela de ramen diante dele.
"Foi muito surpreendente", ele disse depois de um breve silêncio, o sorriso em seu rosto. "Mais do que eu tinha esperado."
Ayame assentiu com um pequeno sorriso, embora seus olhos mostrassem preocupação na reação do loiro. No pouco tempo que ela tinha o conhecido, Ayame tinha vindo a entender seus muitos sorrisos. E esse sorriso em particular era mostrado quando ele queria assegurar outra pessoa de que ele estava bem. Era o sorriso não-se-preocupe-comigo e ela tinha aprendido a não gostar desse sorriso.
Uma criança como ele não deveria estar sorrindo assim, na opinião de Ayame. Era como se ele estivesse assegurando a si mesmo que estava bem - porque nunca tinha tido nenhuma outra pessoa para fazer isso por ele.
O telefone tocou e Ayame atendeu. Naruto voltou para sua bacia e a terminou, mesmo que já tivesse perdido seu apetite. Descrever seu primeiro dia como surpreendente era a maior atenuação que ele já tinha dito - isso vindo do rei das atenuações.
Ele tinha estado muito cansado quando tinha chegado em sua nova escola de manhã cedo. Sua atenção tinha sido pouca e nem mesmo um grito de alarme no fundo de sua mente o tinha impedido de andar na linha de fogo - nesse caso, na linha da tinta.
Os calouros do segundo andar ficaram horrorizados quando descobriram seu erro, e ele só acenou com um sorriso, assegurando que ele não se importava e não, o novo estudante não ia caçá-los e seus descendentes. Coisas assim aconteciam para quem andava debaixo de janelas, Naruto supôs - não que ele estava feliz com isso, mas ele não iria se queixar de algo que sabia que não tinha sido feito intencionalmente para machucá-lo ou chateá-lo. Tudo que ele queria fazer era tomar um banho, mas não podia se limpar completamente - estava quase atrasado, e a oba-chan teria sua cabeça se ela ouvisse que ele estava atrasado no seu primeiro dia de aula.
Não que ela fosse mutilá-lo tanto assim. A mulher até que gostava dele e Naruto sabia disso.
Tendo Iruka como seu professor não foi uma surpresa- Naruto tinha sentido ele atrás da porta - mas quando ele levantou a cabeça para seus colegas de classe, o dia tinha ficado simplesmente terrível.
"Temos uma entrega nesse endereço, Naruto", Ayame cortou seus pensamentos. A testa dela estava franzida. "É um pouco longe daqui".
Naruto sabia o que Ayame queria dizer por esse comentário. Ela estava sugerindo sutilmente que ele usasse a bicicleta, uma engenhoca que era nova para ele, mas com a qual ele tinha se tornado familiar. Entretanto, ele quase nunca usava a bicicleta de Ayame, preferindo entregar o ramen a pé. Ele gostava da bicicleta, mas só quando ele queria relaxar.
Teuchi e Ayame normalmente se maravilhavam com a velocidade que Naruto fazia as entregas. Eles nunca tinham visto alguém viajar tão rápido como ele e os clientes gostavam de ligar de volta com elogios sobre o quão rápido ele entregava. O ramen deles sempre chegava como se tivesse acabado de ser feito e eles sentiam como se estivessem comendo no próprio restaurante.
Entrega não costumava ser parte do serviço do Ichiraku. Teuchi meramente queria dar a Naruto um meio pelo qual ele podia ganhar seu dinheiro, e ele sabia que o jovem nunca aceitaria caridade. Entretanto, eles não tinham esperado o sucesso da entrega em casa, e Ichiraku tinha testemunhado um aumento de 40 % só nas primeiras três semanas. Tinha começado com umas poucas entregas para alguns clientes leais de Teuchi, e a noticia do novo serviço tinha se espalhado como um incêndio. O menino de entrega loiro, carismático, alegre e bonito tinha gerado muito interesse entre os moradores de Konoha, e o telefone não parava de tocar desde então. Ichiraku só tinha um garoto de entrega e não haveria outro tão cedo - não se Naruto, e os moradores pudessem evitar.
"Aqui esta, três bacias de ramen de frango", Ayame disse. Ela colocou as bacias em três contêineres de metais separados e os levou um a um para o balcão. Naruto lhe deu um sorriso brilhante e os levantou cuidadosamente pela alça, encontrando um equilíbrio onde podia carregar as três bacias em ambas as mãos sem derramar. O modo como Naruto movia suas mãos era outra coisa que Ayame achava admirável nele.
Com um adeus, o loiro sorriu e desapareceu em um borrão brilhante de amarelo e azul.
Quando ele voltou dez minutos depois a entrega da noite começou. O telefone estava fora do gancho de cinco em cinco minutos e Naruto começou a entregar do Ichiraku para qualquer ponto em Konoha. Teuchi chegou 20 minutos depois da terceira entrega do loiro e tinha assumido o lugar de Ayame que ficou encarregada de atender ao telefone e ter certeza de que os clientes que apareciam no Ichiraku também eram bem atendidos. Naruto iria conversar com alguns dos outros clientes regulares enquanto ele esperava as entregas ficarem prontas, perguntando sobre o dia deles e se a esposa de Takano já tinha tido o bebê ou quando a pequena Suzume iria voltar para visitar Naruto-oniichan
Ayame gostava de observar Naruto durante esses momentos - era aparente pelo modo como seus olhos brilhavam que ele amava muito essas pessoas, e Ayame ficava se perguntando sobre isso de vez em quando. Esses clientes gostavam de provocar ele sobre seu cabelo brilhante, as cicatrizes em suas bochechas ou como ele sempre esbarrou no terceiro banco quando se inclinava no balcão, mas Naruto nunca se importava. Era como se ele já tivesse aceitado que essas palavras eram o modo deles demonstrarem afeição, e Naruto retornava essa afeição em seu modo típico.
"O que aconteceu com você, Kite? Você tá terrível, cara!" ele exclamou. Sobrancelhas se moveram divertidamente enquanto Naruto apontava para uma mulher de idade baixa, muscular e usando uma peruca. "A esposa bateu em você de novo?"
Os outros clientes começaram a rir enquanto Kite rosnou. "Cala boca pirralho raposa!" O homem ergueu um braço muscular e acertou o loiro no topo da cabeça, que Naruto aceitou com um choramingo e depois deu a língua insolentemente.
Eles têm até apelidos para ele, Ayame pensou carinhosamente. Os nomes iam de provocações amigáveis aos verdadeiramente insultuosos, tudo baseado na aparência exótica de Naruto. Baka kitsune era um favorito, como seu sorriso e suas cicatrizes lembravam uma raposa, e porque às vezes Naruto era um gênio em esbarrar em qualquer coisa - ou estúpido, de acordo com os clientes. O jovem sempre dizia um insulto carinho de volta - Uzumaki Naruto tinha um dos vocabulários mais coloridos que alguém já tinha visto e isso só adicionava ao seu apelo peculiar.
Como nicotina, como um cliente bêbado tinha anunciado, quando Naruto estava fazendo uma entrega e ele tinha se tornado novamente o tópico da conversa. Entretanto, um outro cliente tinha se pronunciado dizendo que Naruto era "Como merda. Você gostaria de se livrar dele, mas ele fica crescendo em você. Mesmo quando você quer que ele se vá, você faz de tudo para ele voltar".
Isso foi seguido por um cliente dizendo que ele era como carne, e que pedaço bom era aquele. E as metáforas só tinham se tornado piores e mais empolgadas - Naruto é como um projeto, você quer levar pra casa - fazendo Teuchi proibir idiotas bêbedos em seu restaurante. Essa tinha sido a ultima vez que Ayame tinha visto bêbados tão divertidos.
"É hora de limpar", uma voz familiar disse atrás dela. Ayame se virou surpresa para seu pai, finalmente percebendo que só tinham eles três ali agora. Na frente dela, Naruto estava sorrindo com seus braços atrás de sua cabeça.
"Wow, eu tenho tentado chamar sua atenção por 25,000 anos", o jovem riu. "Isso que era uma viagem. Onde você estava, em Kumo? Tem bastante nevoa lá e as pessoas ficam perdidas com bastante freqüência."
"Naruto". Ayame riu, sua mão batendo na cabeça do loiro. "Então você já esteve em Kumo?"
Na pergunta, Naruto começou a olhar desconfortável. Ayame foi lembrada que embora ele se encaixasse perfeitamente em Konoha, eles não sabiam de nada substancial de seu passado. "Eu estive".
A jovem simplesmente acenou, aceitando a resposta pelo que era. Ela olhou de relance para seu relógio e suspirou. Já eram dez para meia noite.
"Naruto, eu te disse que você não tem que ficar aqui até depois da meia noite", Teuchi disse, ligeiramente desaprovador. "Você tem escola agora e não é saudável para um estudante ter só algumas horas de sono".
O loiro evitou seus olhos, olhando tímido. "Eu estou acostumado, Ojiisan. E é egoísta deixar você e Ayame-neechan com todo o trabalho".
Teuchi tinha um sorriso em seu rosto quando ele respondeu. "Escola é importante, pirralho. Agora vá para casa. Você precisa descansar." Ele franziu as sobrancelhas quando Naruto tentou abrir a boca. "Sem mas. Vá para casa agora." Teuchi sorriu novamente, bagunçando o cabelo loiro. "Nós podemos lidar."
Naruto sorriu grato e tirou seu avental azul. Ayame lhe deu três bacias de ramen para ele levar.
"Oyasumi, Teuchi-jiisan, Ayame-neechan. Ja!"
Naruto sabia que estava tarde. Ele ainda tinha algumas horas de caminhada à frente e estava em um estado de espírito pensativo, e decidiu colocar o tempo em um bom uso. Ninguém sabia onde ele vivia e ele preferia que ficasse assim - Teuchi, Ayame e principalmente Iruka ficariam muito preocupados quando eles descobrissem. Não porque era muito longe do restaurante e da escola, mas porque era localizado numa das piores partes de Konoha.
Todas as manhas, Naruto esperava que sua presença em Konoha fosse um sonho. Ele sabia que já fazia quase três meses, mas Naruto faltava terrivelmente sua casa e ele queria ceder a vontade de se ondular em algum lugar e chorar. Entretanto, ele nunca tinha feito isso, Naruto temia que se começasse, ele nunca, nunca poderia parar.
E o seu primeiro dia em Konoha Gakuen tinha sido um lembrete brutal do que ele tinha tido e do que - o que ele temia, temia mais do que qualquer coisa na sua vida - tinha perdido. Ainda podia sentir a ansiedade, o choque, a dor, e Naruto teve que piscar as lágrimas traiçoeiras que tinham se formado em seus olhos. Não podia ceder a sua fraqueza, ou tudo que ele tinha trabalhado nesses últimos três meses seria perdido.
Foda-se, não é como se eu planejo ficar aqui para sempre, ele pensou para si mesmo, um punho se erguendo para esfregar em seu olho traiçoeiro. Essa merda vai passar e tudo vai voltar ao que era.
Ele repetiu aquelas palavras para si mesmo todos os dias, até que tinha se tornado um mantra pessoal, e essa noite, no seu caminho para casa depois do dia mais exaustante, chocante e cruel de sua vida, Uzumaki Naruto agarrou-se desesperadamente a essa crença como um homem desejando em suas horas finais escapar da agonia da dor e da doença. Porque era assim que ele se sentia - como se estivesse morrendo, mas ainda vivo, e ele ansiava pela doce libertação que só o sono eterno podia dar.
Não seria tão doloroso, Naruto sabia, se ele não tivesse visto ele.
Balançou a cabeça, a clareando veementemente desse pensamento. Algumas coisas legais tinham acontecido. Ele tinha encontrado com Neji enquanto se escondia no telhado. Ele também tinha encontrado Itachi - e ferrado legal ali, pensou secamente para si mesmo. Balbuciando daquele jeito...o Uchiha devia ter achado ele um idiota. Não seria a primeira vez.
Tenho que me desculpar ao cara de tubarão amanhã, Naruto disse a si mesmo. Cobriu os olhos com uma mão, ainda não acreditando na sua perda de controle. Ele tinha desmaiado como algum tipo de princesa, e na frente de Itachi!
Era assim que acabava sua tentativa de parecer legal.
Ainda sim, um pequeno sorriso brincou em seus lábios, Eu estou feliz que ele está vivo. Fechou os olhos contra a subta reunião de calor por detrás deles. Pelo menos Sa- ele não vai sofrer mais. Essa é uma preocupação a menos nas minhas costas.
Sua cabeça se moveu rapidamente e ele congelou, todos os seus sentidos alertas. Seus olhos fizeram um rápido balanço do mundo ao seu redor - árvores o cercavam de ambos os lados e uma estrada vazia se estendia diante dele, mas Naruto sabia que tinha sentido alguma coisa.
Algo familiar.
Estreitou seus olhos subitamente escuros, seus ouvidos se esforçando para pegar o menor som. Ergueu seu nariz no ar e cheirou. Ali estava, esse cheio horrível. Seu punho apertou. E lá estava. Aquela onda de energia.
Naruto sorriu sombriamente. Se esconder é inútil, bastardo. Não quando você está fazendo isso. Imbecil estúpido sempre me mantendo acordado a noite.
Seus olhos brilharam predatóriamente. Talvez ele tenha sorte e finalmente pegue sua presa essa noite.
Hora da caça, filhote.
