N\A: Espero que gostem, suspense, romance e alguns assassinatos.
Capítulo 07
Chave
03 de outubro de 2007
Sakura – Diretoria do colégio Kitagawa às 09h07min
Eu já disse diversas vezes que ser uma aluna perfeita e querida pelos professores tem suas vantagens, no entanto, obviamente, existem suas muitas e chatas desvantagens. Nesse exato momento eu estou diante de uma delas.
Tsunade-sama é uma mulher incrível, alem de médica é a diretora de Kitagawa. Não pergunte como ou por que.
Nessa manhã eu fui solicitada para comparecer no seu escritório, provavelmente para realizar qualquer tipo de favor. Sempre acontece já que sou representante da minha turma e ainda representante de todo 3º ano.
- Pode entrar Sakura-chan. – Shizune me disse com um sorriso e contribui em um ato quase mecânico. Entrando no escritório, um amplo e elegante aposento, vi Tsunade sentada em sua mesa e ao seu lado um garoto de cabelos loiros e bagunçados. Ele sorria para mim como um idiota. Intuitivamente eu posso dizer que gostei dele, afinal pessoas como ele, demasiadas simpáticas e aparentemente idiotas, são bem fáceis de lidar.
- Olá Sakura. – Sim, a diretora me chama pelo primeiro – Esse é Uzumaki Naruto, ele entrou na escola hoje e eu quero que você o oriente.
Mas um favor do tipo, por alguma razão eles sempre me pedem isso, mesmo que essa não seja minha função. Como eu disse, existem suas desvantagens.
- Claro será um prazer. – eu sorri, o meu terceiro sorriso, o que era gentil e fofo. Sim, eu já treinei sorrisos em frente ao espelho. – Sou Haruno Sakura, me chame de Sakura-chan se assim quiser. – sorri, dessa vez meu sorriso número quatro.
Ele levantou uma sobrancelha, aparentemente confuso, mas logo no segundo seguinte ele sorriu, um imenso sorriso de dentes brancos. Seguimos para fora do escritório de Tsunade e longe dos olhos dela eu soltei um longo suspiro.
- Está tudo bem, Sakura-chan?
Já me chamando pelo primeiro nome? Ele é bem espaçoso mesmo.
- Estou só um pouco cansada. – disse tentando ser simpática. – Eu fico um pouco nervosa na frente de Tsunade-sama.
-Ela parece meio tirana mesmo. – ele disse despreocupado.
- Não é exatamente isso... – ele me olhou com as sobrancelhas levantadas aparentemente confuso e logo depois sorriu. – Digo... – tentei um sorriso – Não que ela seja..
- Por onde começamos? Tsunade-sama disse que estudaríamos juntos. - Me interrompeu e eu espero que ele não tenha percebido que se estivéssemos em um anime ele poderia ver perfeitamente uma veia latejante em minha testa.
Desde ontem estou um pouco estressada e eventualmente minhas habilidade sociais ficam um pouco perturbadas.
- Provavelmente sim, por que não começamos de fora para dentro? – perguntei e ele sorriu, novamente aquele sorriso estupidamente ofuscante.
Descemos a longa rampa que cruzava todos os andares até o térreo, em seguida mostrei a biblioteca, logo depois indiquei que o último corredor do primeiro andar estava destinado às disciplinas das artes orientais.
- Existe um grupo de Chanoyo e Ikebana no colégio, normalmente há apenas... – eu comecei a falar enquanto atravessávamos o corredor, mas o Uzumaki parecia mais interessado em alguma outra coisa dentro da sala de Ikebana.
- Ela está bem? – ele parecia ingenuamente interessado. Aproximei-me da porta e pude ver pela janela de vidro uma garota loira sentada no chão de tatame e o professor de química a abraçando. – Ela está chorando. – Naruto comentou logo atrás de mim. Demorei um pouco para entender a cena, mas se tratava de Ino e Asuma. Qualquer pessoa interpretaria aquela cena como uma história de amor impossível de shoujou entre professor e aluna, mas se tratava de Ino e o recém casado professor de química.
Certo, talvez eles tenham algum relacionamento proibido. Mas isso não tem nada a ver comigo.
- Ela perdeu recentemente o namorado. – comentei.
Ou talvez tivesse já que se tratava da ex-namorada de Inuzuka Kiba. Talvez eu devesse conversar com ela e perguntar sobre como entrar no grupo de ikebana... Sabe... Só para ficar mais informada. Posso adicionar também que sei do seu relacionamento proibido com o recém casado professor de química e arrancar todo tipo de informação que ela possa me dá...
Ok, talvez eu esteja sendo fria demais. Ela havia acabado de perder o namorado e nem sabia por que.
- Acho melhor a gente ir. Não é como se pudéssemos ajudá-la.
Uzumaki comentou. O fitei por um momento, ele parecia realmente interessado com a situação. Perguntei-me se aquele comportamento era falsidade, mas não havia nenhum indicio disso.
Concordei com a cabeça e ele sorriu para mim. Existem pessoas realmente muito peculiares por ai e tenho a sensação que acabei de conhecer uma.
Continuamos a andar pelo colégio, primeiramente passamos na quadra de beisebol , o campo de futebol e por último o pátio do colégio.
- Só há duas entradas. A principal. – apontei para o grande portão – E o muro naquela lateral.
- Ah entendo... Acho que vou ser o tipo de estudante que vai entrar sempre pela lateral – disse e riu. Soltei uma risada. Quando me dei conta ele me fitava com um sorriso muito discreto nos lábios.
- Por fim, uma risada verdadeira Sakura-chan.
O fitei um pouca atônica e logo depois me senti constrangida. Ele não disse nada, apenas enfiou as mãos no bolso e seguiu em direção a entrada. O segui, chegamos aos armários da entrada, aproveitaria para mostrar o ginásio, mas tive que mudar meus planos quando vi uma figura de costas para mim, exatamente em frente à escadaria. Ruivo, vestindo o uniforme preto e vinho do meu colégio e conversando com um chinês... Já comentei que ele estava vestido o uniforme do meu colégio? Sim, do meu colégio.
Droga, droga, droga... Gaara estuda na mesma escola que eu.
Não preciso nem citar que estou imensamente constrangida com a cena ridícula de ontem que eu fiz, certo? Eu poderia fazer um imenso discurso explicando aquele comportamento de primário, mas no momento estou mais preocupada em evitá-lo.
Puxei o Uzumaki pelo braço e o arrastei para um corredor em direção oposta, provavelmente ele está atônico, mas não importa. Já estávamos quase saindo do edifício quando me senti sendo puxada para trás e mesmo antes de vê-lo eu já sabia que de quem se tratava.
Gaara.
- Tudo bem Gaara? – o amigo dele com cara de chinês perguntou, mas ele não dizia nada, só me fitava, indiferente. Irritantemente indiferente.
- Seu amigo Sakura-chan? – Naruto perguntou, mas eu não respondi. Sinceramente o que eu poderia responder diante daquela situação? Que eu o conheci enquanto perseguíamos um pseudo-traficante-assassino-pedófilo e atualmente estávamos resolvendo um caso de assassinato? Ou talvez eu possa ser bem simplista...
- Somo conhecidos...
- A chave. – Gaara me interrompeu. Logo depois largou meu braço e continuou me fitando indiferente.
Ele realmente parecia chateado com o comportamento bizarro que eu tive ontem a noite; ou provavelmente ele não sente absolutamente nada e estava apenas interessado na chave do apartamento de Hiromi que eu havia carregado comigo. Não sei por que, mas essa última possibilidade me irrita.
- Conversamos mais tarde, no momento estou ocupada mostrando o colégio para Uzumaki-san.
Gaara fitou o loiro ao meu lado que sorria, logo depois fez uma reverência. O Sabaku era realmente muito educado.
- Me encontre hoje no intervalo, em minha sala. – ele disse impassível. – 3ºD.
Terminou, deu outra reverência para Naruto e me deu as costas seguindo reto. O chinês sorriu para mim e eu não entendi por que, mas não me importei, logo depois ele foi atrás de Gaara me deixando apenas com o Uzumaki naquele longo corredor.
- Vocês estão saindo?
Me virei imediatamente para Naruto que me fitava com um sorriso divertido nos lábios.
- Vocês possuem o mesmo cheiro.
Droga. O Uzumaki estava me falando que eu cheirava a uma chaminé? Ele sabe o quão cuidadosa eu sou com meus cigarros?
- Mas tudo bem Sakura-chan... Eu não revelo para ninguém que você fuma por ai, com o ruivo estranho do colégio. – ele riu. E eu fiquei séria. Absolutamente séria. – Estou brincando, ele parece ser um cara legal.
Naruto não disse mais nada, apenas continuou na minha frente, andando em direção as escadas.
- É por aqui que devemos ir?
Eu não disse absolutamente nada, estava ainda surpresa pela possibilidade de estar saindo com Gaara. Mentira. Estou surpresa por que um semi-desconhecido com cara de idiota sabe que sou fumante apenas pelo meu cheiro... Talvez ele não seja tão estúpido como eu imaginei.
Gaara, Terraço do Colégio Kitagawa às 8h41min
Não sou exatamente sociável. Sempre soube disse e nunca me importei de fato. No entanto, isso nunca pareceu incomodar Rock Lee. Meu jeito, sério, calado e vezes ríspido nunca foram citados pelo chinês barulhento que está sentado ao meu lado.
Hoje não está tão frio, e me sinto particularmente sortudo. Além do clima, achei uma carteira de cigarro pela metade debaixo da minha cama, meus irmãos pareciam mais civilizados no café da manhã e não precisei arrombar a porta do terraço do colégio.
- Pega, esqueci de te entregar ontem. – Rock Lee tirou do bolso a minha chave do apartamento. – Você esqueceu ontem no restaurante.
Ontem? Nem me lembrava que eu havia saído com ele ontem... Calma. Chaves. Droga.
Com quem estava as chaves do apartamento da Uehara? Se não estavam comigo, só poderiam estar com a Haruno.
- Droga.
- Que foi Gaara?
- Nada. – respondi de maneira mecânica. Lee não poderia saber de nada que eu estava fazendo, já bastava a Haruno estranha perseguindo os mesmos fatos que eu. – Eu esqueci onde?
- No restaurante... – ele me olhava confuso. – Como eu te falei há dois segundo...
Estou meio distraído, e isso é uma droga.
- Ta tudo bem Gaara?
Eu gosto de Rock Lee. Ele provavelmente é meu único amigo nos últimos três anos, mas eu realmente desgosto da idéia de que ele me conhece tempo suficiente para saber meu estado de humor.
- Sim, tudo bem.
Ele não disse mais nada, voltou sua atenção para seu mangá e vezes e outra narrava empolgado o que estava acontecendo com o protagonista da série, mesmo que eu não demonstrasse nenhum interesse. Em uma cena em especial, onde o mocinho invadia uma casa para roubar o computador – era um shonnen que misturava sobrenatural e mistério policial – me ocorreu a idéia de perguntar:
- Se você tivesse que colocar a senha em seu computador privado... Que senha você colocaria?
- Uma padrão... Mas dependendo do conteúdo guardado no computador eu criaria logicamente uma própria. – ele me respondia ainda com os olhos vibrados no mangá.
- Uma data...
- Uma data é complicado... Qualquer pessoa íntima saberia. – Rock Lee ficava realmente sério quando se tratava de assuntos do gênero – Mas por quê?
- Queria descobrir a senha do computador do meu pai... Já tentei todas as datas possíveis.
- Você pode está se esquecendo de alguma. Se tratando do seu pai também é complicado... Sei lá... Qual é o aniversário da sua mãe?
Não sei por que, mas a possibilidade do meu pai colocar o aniversário da minha mãe me pareceu cômica e estúpida. Não... Meu pai nunca faria isso.
- Acho improvável, meu pai nunca citou a respeito da minha mãe.
- Entendi. Sei lá... Seu pai é estranho.
Me levantei e acendi um cigarro. Tabaco sempre me ajudava a pensar melhor. Não que eu precisasse pensar mais que o normal para consegui raciocinar a respeito de qualquer coisa. Mas desde ontem, depois daquela cena na loja de inconveniência, eu não conseguia pensar direito a respeito de nada. Depois que presenciei a Haruno quase entrando em choque e ficando indignada comigo por que eu havia a chamado indiretamente de inútil - não que eu quisesse de fato tê-la chamada de inútil – eu estava mais ciente da situação que estava me colocando.
Perseguir um desconhecido, invadir um necrotério, entrar em uma cena de crime, falsificar um documento... Eu tinha que ser mais cuidadoso, pensar melhor a respeito do que seria feito, do contrário...
Calma ai, aquele ponto rosa seria Haruno Sakura?
Do térreo eu podia ver todo o pátio principal onde a maioria dos alunos passava para entrar no colégio. No meio de alguns alunos, estava ela, com o uniforme vermelho e preto do colégio, conversando com outro estudante de cabelos loiros
Certo. Era coincidência ou sorte demais – ou azar dependendo da situação ontem – que estudássemos no mesmo colégio. Mas no momento não é isso que importa. Peguei minha mochila e sem dizer nada desci as escadarias em direção ao térreo. Rock Lee vinha logo atrás de mim, sem entender nada.
- O que foi Gaara?
Ele perguntou enquanto descíamos as escadarias.
- Você conhece alguma estudante de cabelos rosas?
- Rosas...? – ele pareceu pensar por um momento e logo depois sorriu levantando um dedo. – Claro, a representante do terceiro ano, não? Haruno alguma coisa.
Então realmente era ela. Quem diria, representante? Por alguma razão combina perfeitamente bem com ela. Mas isso não importa, o importante agora era achá-la e consequentemente achar a chave.
- Mas por que...
Não tive tempo de escutar o que Rock Lee dizia, olhando para trás pude ver uma cabeleira loira sendo puxada por alguém que sumia em um corredor. Corri até lá e pude vê-la andando apressada em direção oposta... Muito estranho. A alcancei e logo depois a puxei pelo braço – isso está se tornando quase um hábito.
Havia algo de estranho na expressão dela. Não estava irritada, como sempre ficava quando eu fazia isso, e nem indicava nada senão um constrangimento calado.
- Tudo bem Gaara? – Rock Lee perguntou, mas eu não prestei atenção. Estava mais interessado no que significava aquele constrangimento disfarçado.
- Seu amigo Sakura-chan?
O loiro perguntou e pela primeira vez ela se moveu. O encarava confusa, ma logo em seguida com a voz neutra respondeu:
- Somo conhecidos...
Conhecidos? Sim... Conhecidos.
- A chave. – a interrompi, não estava interessado em saber o que significava aquele constrangimento, seu relacionamento com o loiro ou mesmo qual era o nosso vinculo – ou melhor, a ausência dele. O importante era a chave, e, a conhecendo o pouco que conheço, se eu não fosse direto ao ponto ela arranjaria um modo de esquivar do assunto.
- Conversamos mais tarde, no momento estou ocupada mostrando o colégio para Naruto.
Observei o garoto loiro ao meu lado que sorria. Por hábito fiz uma reverência e logo depois voltei em direção a Haruno.
- Me encontre hoje no intervalo, em minha sala. –disse impassível. – 3ºD.
Dei as costas, Rock Lee ficou para trás. Logo depois quando subia as escadarias ele apareceu ao meu lado, não precisei nem olhar para ele para saber que ele tinha um sorriso imenso em sua cara.
- Vocês estão saindo?
Minha expressão não mudou, mas isso nunca foi interferência para Rock Lee entender o que eu estava pensando.
- Não estão... Mas você está interessado nela?
- Sim, logicamente que sim.
Por qual outra razão eu sairia atrás dela? Ela tinha algo que me pertencia. Certo, não pertencia, mas eu queria.
- Eu não disse nesse sentido. Você sabe.
Nesse sentindo? Em que sentido... Ah claro, nesse sentido.
- Não, não estou.
Rock Lee sorriu ainda mais e parou bem na minha frente.
- Me apresente. Vamos a um karaokê, aposto que ela dirá sim.
Eu parei de andar. Pisquei algumas vezes e sem expressão algum eu o encarei.
- Não, não vou te apresentar ninguém.
E continuei andando, ele ficou para trás por um momento e logo depois ficou no meu ouvido falando em um tom choroso.
- Mas você disse que não estava interessado nela.
- Não somos amigo, Lee, peça para outra pessoa.
Ele parou por um momento e soltou um suspiro. Ele havia desistindo. Não exatamente, Rock Lee nunca desistia de nada, mas por enquanto ele não tocaria no assunto.
Seguimos até a nossa sala de aula. Sentei ao lado da janela; o professor estava em sala de aula, mas não se deu o trabalho nem de olhar para trás, como sempre acontecia. Meia hora depois o intervalo tocou.
Sakura apareceu sem nenhum grande dilema, no horário marcado e parecendo mais simpática que o normal. Logo notei que aquele era o tipo de comportamento que ela tinha em ambiente escolar, junto com ela tinha uma garota morena que conversava distraidamente com Rock Lee como se já fossem amigos íntimos.
Achei aquilo estranho, nunca havia notado que Rock Lee tinha outros amigos alem de mim... Digo... obviamente ele tinha, mas raramente eu os via quando estávamos juntos. Mas isso não importa agora, o importante era que Sakura estava na minha frente, sentada na cadeira desocupada e com dois sucos em mãos, sendo que um era oferecido para mim.
- O suco que você me pediu. – ela falou sorrindo docemente. Achei aquilo estranho: primeiro eu não havia pedido nada, segundo aquele sorriso poderia ser tudo, menos verdadeiro.
- Obrigado. – agradeci e me levantei, ela me seguiu e eu senti olhares sobre nos dois. Percebi com isso que ela era conhecida pela maioria dos estudantes dali e me senti ainda mais anti-social por nunca ter me dado conta de sua existência até ela roubar meus cigarros no hospital.
- A chave. – ela começou. – Não está comigo agora. – eu abri a boca para responder, mas ela me interrompeu. – e não pretendo dá-la para você.
Levantei uma sobrancelha.
- Você ainda não desistiu disso?
- O que há para desistir, Sabaku? Não sabemos de nada, nem sabemos por que estamos fazendo isso, não há nada para desistir.
Não disse nada, apenas continuei a fitando. Ela suspirou por um momento e se apoiou no parapeito da janela que ficava no longo corredor que estranhamente naquele horário estava com pouco movimento. Ela tinha uma expressão calma no rosto, o vento bagunçava seus cabelos curtos e por alguma razão parecia uma tranqüilidade verdadeira.
- Me desculpe por antes. Fui infantil , admito. – ela dizia sem me encarar. – Mas não pretendo desistir disso, estou imensamente curiosa. – em seguida ela voltou-se em minha direção e com um sorriso mínimo ela continuou. – eu vou continuar e vou ficar com a chave.
Me aproximei e me apoiei no parapeito da janela também
- Não vou estar lá, já te disse.
Ela soltou uma risada baixa.
- E isso importa mesmo?
- Não sei, quem me ligou pedindo ajuda foi você.
Eu imaginei que esse comentário de alguma maneira a irritaria, mas ela não falou nada por um longo momento, só continuava com o rosto na mesma direção fitando qualquer coisa no meio daquelas nuvens.
- Essa sua mania de não expressar nada realmente me irrita. – ela comentou repentinamente. Eu já sabia disso, não que fosse algo exclusivo dela, mas todos que conheço se sentem incomodados com isso.
- Eu sei.
Ela voltou-se para mim sorrindo. Um daqueles sorriso travessos, maliciosos que combinava perfeitamente com ela. Não aquele sorriso com as covinhas que tremiam, falso e infantil.
- Você realmente é irritante.
- Também sei disso.
- Todos acham é?
- Não... Mas eu sei que você acha isso. – afirmei e me afastei da janela. Não iríamos discutir hoje, pelo menos não agora. – E eu quero a chave, do contrário... Isso é cheiro de cigarro?
Ela arregalou os olhos e logo depois olhou para os dois lados verificando se ninguém tinha escutado a minha pergunta tendenciosa. Sorri, pois ela voltou-se para mim com os olhos estreitos.
Ela havia entendido minha mensagem. E amanhã, sem dúvida, eu teria aquela chave em minhas mãos.
N/A: Eu realmente amo esse Gaara. Eu sei que ele a chantageando realmente não combinou muito com ele, mas de qualquer forma eu duvido muito que ele cumprisse a ameaça. E Sakura até tentou se manter equilibrada e sensata na última situação tentando demonstrar quem é que mandava ali... Mas enfim, foi uma boa tentativa Sakura haha.
E espero que tenham gostado do Naruto, ele não é, como vocês perceberam, um idiota e eu realmente adoro isso, o Uzumaki sempre foi um dos meus personagens preferidos – pelo menos no mundo das fics – e estou super empolgada em adicioná-lo na história. Rock Lee como chinês também haha
Obrigada pelos comentários, Conny (O distanciamento é meio que inevitável, mas por enquanto... agora que eles descobriram que são colegas de escola, com certeza muita coisa vai mudar) B. Lilac (Você está indo pelo caminho certo, raramente as pessoas valorizam o titulo da fic, mas é super importante. E eu ri com seu comentário, Sakura realmente foi irritante na última cena, mas nesse capítulo deu para ter uma noção melhor de como ela é... e convenhamos que Gaara também não foi exatamente tão gentleman agora haha) Rica M. (Eu entendo essa vida de vestibulanda, mas não se preocupa, o pior mesmo é quando vc entrar na universidade haha, to brincando – apesar de ser verdade. Fico feliz que vc tenha achado envolvente o trama, apesar dela ser um bocadinho lenta, e ainda mais do casal) e D. F. Braine (pois bem continuarei sim, ;D ) . Obrigada novamente.
PS: esse capítulo eu revisei apenas uma vez, qualquer errinho de português me desculpem.
Até a próxima
Oul K.Z
