Capítulo 7- Saudade
–Carla conseguiu a gravação?
–Sim, as meninas começaram a falar de um novo carregamento e bom... eu já estava
gravando. Ficou bom o som dessa vez.
– Ótimo, não agüento mais dois dias nesse lugar.- disse colocando a bandeja em cima do bar.
– James pediu que ficasse alerta, eles estão de olho em você.
– Desconfiam de algo?
– Não, mas eles querem te vender Bella e isso não vai ser bom!
Estremeci e fui para trás da boate. James estava lá conversando com uma menina no seu colo.
Assim que me viu ela se levantou e ele deu um tapa na bunda dela.
– Precisamos conversar. – disse tirando os óculos horríveis.
– Coloca essa porra! Alguém pode entrar!
Recoloquei.
– O que Carla quer dizer com vão me vender.
– Cem mil por sua virgindade Bells, eu mesmo negociei.
– Que merda é essa?
– Ganhamos uma semana com isso. – ele disse calmo.
– Eu não sou virgem!
– Eles não sabem e isso acalmou os ânimos aqui. Antes que eles te pegassem a força eu fiz um
acordo e antes do final do acordo sumimos no mapa ouviu?
– Sim...- sumir no mapa quer dizer viajar. James sempre sumia depois dessas reportagens. E os
nomes não eram divulgados. Mordi os lábios pensando que era meu nome que iria ficar em
jogo e suspirei pensando nos rapazes. Eu evitava, mas era impossível numa hora dessas. Eles
iriam se preocupar, eles iriam contestar minhas decisões e eu já estava de saco cheio de lutar
contra tudo.
Minha mente e meus pensamentos era deles a um tempo e por mais que eu não fosse voltar
atrás na minha decisão eu não poderia evitar mais de lutar contra mim mesma. Me dei ao luxo
a três dias de aceitar que estava gostando deles.
– Vá servir meses Bella, supostamente é paga para isso!
– E você vai se resolver com... qual o nome dela?
– Tiffany... gostosa pra cacete.
Me levantei e fui para o bar. Félix me agarrou pelos braços e eu no susto quase soltei um grito.
– Pagaram muito caro para falar com você.
– Eu.. olha...
– É só para falar, expliquei a ele que sua virgindade é algo caro.
E ele saiu me puxando pelo lugar e literalmente me jogou numa sala em que as meninas
faziam danças particulares. Nunca senti medo em um disfarce como nesse.Não tive coragem
de me virar e fiquei olhando para a porta. Ele trancou ela por fora. Minha respiração começou
a falhar fui tomada pelo desespero.
– Se vira Bella.
Emmett. A voz de Emmett. Me virei e me joguei em cima dele num abraço de alivio e saudade.
– Pequena...- ele disse acariciando meus cabelos. – Não queria te assustar desse jeito, mas era
o único modo de falar com você sem que... disfarce... – ele me puxou para ver minha roupa –
está muito virgem Bella. – ele soltou um riso maravilhoso.
– Estava com saudades. – revelei porque não tinha mais nada a esconder depois do abraço.
Ele se sentou na cadeira e me colocou em seu colo. Tirou meus óculos e eu me ajeitei em seu
colo. Suas passaram pelo meu cabelo e senti que estava desejando ele... na verdade os três.
– Onde estão...
– Lá fora. Eles não gostaram dessa sua história. Bella o que faz aqui?
– Trafico de mulheres, prostituição... essas coisas...
– Isso é arriscado. – disse num tom sério.
– Eles estão chateados? – mordi os lábios nervosa com a reação deles.
– Por sua irresponsabilidade sim, mas vai passar.
Nessa hora a porta foi destravada e Edward e Jasper entraram.E soltei um sorriso quando os vi.
Jasper sorriu para mim e Edward apesar da cara feia estava feliz também.
– Quanto pagaram para entrar aqui? – disse e Jasper olhou para Edward.
– Cinco mil. – disse Edward. – Pagaria mais para tirar você daqui.
– Hum... –disse me soltando de Emmett e indo na direção deles. – Bom, também senti a falta
de vocês. – E dei um beijo travesso na bochecha de cada um. Edward não me deixou terminar
o beijo e me impressou na parede atrás dele e soltei um gemido com aquilo. Ele passou a mão
no meu corpo e eu fechei os olhos. Meu corpo sentiu falta deles.
– Nunca mais faça isso. – disse mandão. Sorri porque estava nas nuvens e vi o olhar quase
devorador de Jasper. Emmett se levantou da cadeira e Jasper sentou. As mãos de Edward
percorrendo meu corpo e me pressionando ainda mais contra a
Emmett se aproximou ele me virou numa habilidade e me colocou atrás dele.
E eu fiquei no meio entre ele e Emmett, era tudo de bom. Eu sentia os de Jasper em nós e
queria dar um show para ele.
Começamos a nos esfregar e eu estava molhada e desejando por mais... mais de tudo que eles
tinha a me oferecer. Emmett abaixou as calças e vi seu membro duro debaixo da cueca e
sentia o de Edward que só faltava saltar para fora. Soltei uns gemidos baixou e Edward tapou
minha boca.
– Aqui não podemos fazer barulhos, mesmo os mais baixos querida. – disse no meu ouvido. –
guarde seus gritos e gemidos para nossa cama.
Eu ia guardar era muita coisa e mordi os lábios assim que ele me liberou.
– Dê uma boa chupada em Emmett, ele ficou tão chateado com tudo. Deixe-o relaxada amor.
E eu abaixei e chupei tudo com muita determinação e eu sentia que ele estava gostando
apesar de ser algo silencioso. Edward apertava seu membro e Jasper olhava tudo com muito
prazer, seus olhos queimavam de desejo.
– Não vou gozar Bella... – ele disse me afastando. – Adoro sua boca, mas queremos isso a três
amor e aqui não vamos poder fudê-la.
Eu estava respirando com dificuldade quando me levantei e me recostei em Edward.
– O que vamos fazer agora? Meu Deus... isso... é intenso... – disse tentando raciocinar.
– Podemos ir agora? – disse Jasper se levantando.
– Hum.. minha reportagem... não posso largar tudo agora.
Os três me olharam sérios.
– O que foi? É meu trabalho!
– Bella está se colando em risco. Por cinco mil ele te trancou num quarto com três! Três
homens!
– Só vocês pagariam isso por uma conversa.
– Como sabe que negociamos uma conversa?
– Minha virgindade vale cem mil por que eles arriscariam isso por cinco mil... não faz sentido.
– IAM TE VENDER NESSA PORRA? – Gritou Emmett.
– Fala baixo Em! – eu adverte- Olha vou ver se consigo terminar isso hoje... não sei.. ainda
faltam provas...
– De que precisa? – disse Edward sacando seu celular.
– Deixe Alice fora disso!
– Do que precisa? – ele falou sério.
– Mais coisas... gravações... imagens...
Ele discou um numero.
– Jenks, Bella precisa saber sobre a tal da organização... fotos... gravações... olha providencie e
mande lá para casa até amanhã o que der. Quero algo que dê uma boa reportagem e que não
envolva mais gente do que o necessário ouviu?
Alguém respondeu e ele desligou.
– Vamos para casa agora Bella. Precisa de um banho e roupas. – disse Jasper e saímos pelos
fundos. Eu mandei uma mensagem para Carla e James. Código azul.
– O que significa código azul? – Perguntou Em curioso olhando eu digitar a mensagem.
– Reportagem concluída.- disse dentro do táxi que dividíamos. – Para onde vamos? Minhas
coisas estão no meu apartamento. Que aliás está fechado... deixei na casa de Ang... que
confusão cancelar tudo assim...
– Vamos para casa dela e pagamos as suas coisas. Acho que se vamos conversar, seu
apartamento é o melhor não? Iria me desconcentrar você naquele quarto. – Disse Edward e eu
precisava conversar. Dei o endereço de Ang e acordei.
– Bella são.. uma hora da manhã! – ela falou abrindo a porta.
– Preciso das minas coisas... as que deixei aqui.
– Seu disfarce é uma merda. Tem cara de virgem Maria.
Ela disse quando entrei e peguei minhas coisas no quarto de hospede.
– Eles estão lá embaixo não estão? – ela falou sorrindo.
– Sim.
– Vai para de fugir?
Pensei um pouco sobre tudo.
– Vou conversar com eles. Não imagino o que eles querem.
– Sexo. Putaria. – ela jogou isso como se fosse a maior naturalidade.
– Não sei se quero isso Ang. – disse triste. E a merda dos meus sentimentos? Aquilo estava
ficando muito complicado. Começou uma pequena dor de cabeça.
– O que você quer deles então Bells? Casamentos e filhos?
Aquilo me assustou e arregalei os olhos.
– Hum... bom... se não quiser sexo, me coloca na fita deles porque eu quero e eu aceito a
proposta indecente deles.
– Eu realmente não quero falar disso.
E desci pensando no que ela falou?O que eu era para eles? Eu estava levando eles para meu
apartamento, deixando eles entrarem na minha vida... no meu coração. De repente a
respiração falhou. E eu os vi na frente do prédio com o taxi. Me aproximei contando os passos.
– O que sou para vocês?
Eu sabia que já estava quase no limite do controle e iria chorar a qualquer momento.
