ACHADOS E PERDIDOS
By Ligya Ford
Co-writing by Poli Rottie, Jordana Xuxu e Nicole Mascote
"Mudamos de paixões, mas não vivemos sem elas."
CAPITULO 6 – TORTURA
Ela abriu a porta do dormitório, e Chase a seguiu. Ela fechou a porta, sentindo as mãos dele grudadas no seu corpo e os lábios dele no seu pescoço. Se virou para olhá-lo e Chase a encarou.
Ele a beijou carinhosamente. Logo ela percebeu, seria uma tortura. Sem aviso, ele a virou pressionando-a contra a parede. Uma das pernas de Chase estava entre as pernas de Amanda, a provocando. Ela logo inverteu o jogo pressionando-o contra a parede.
Beijou-o enquanto suas mãos exploravam seu corpo, arrancando-lhe a camisa. Amanda deslizou a mão para o jeans e sentiu a urgência do desejo de Chase, pedindo que a calça fosse retirada. Ela o beijou mais uma vez e foi descendo. Quando estava quase chegando à calça, voltou a subir acariciando todo seu abdômen com os lábios. Ele soltou um gemido quando ela depositou um beijo em seu pescoço.
- Eles ensinam tortura em Princeton? – ele disse arfando.
- Desde o primeiro ano. – ela respondeu antes de começar a descer novamente.
Beijou, lambeu, mordeu tudo o que conseguiu. Sabia como deixar um homem louco. Logo ela havia chegado a calça novamente. Ela olhou para cima e o viu olhando-a em expectativa. Aproximou-se da calça e a desabotoou, arremessando-a no chão, revelando toda a masculinidade de Chase. Sorriu antes de envolvê-lo com sua boca. Ouviu ele soltar um gemido mais alto e sorriu internamente. O seu prazer era o fazer sentir prazer. Ela adorou ouvi-lo gemer com um simples toque.
Continuou com aquela dança erótica de lábios e língua na região mais sensível do corpo dele, sentindo-o cada vez mais masculino dentro de sua boca. Chase adorava isso, quase gritava de prazer. Ela continuava com a tortura de um vai-e-vem lento, fazendo Chase querer mais. Ele levou suas mãos aos cabelos pretos de Amanda e começou a guiar um ritmo que ela logo acompanhou. Quando ele estava quase lá, ela voltou ao ritmo lento, fazendo-o soltar gemidos mais longos. Quando ela percebeu que ele não ia mais agüentar, parou e voltou a subir com beijos molhados pelo corpo dele. Ele sorriu malicioso e a prensou contra a parede novamente.
Chase a beijou carinhosamente e foi tornando o beijo mais necessitado. Ele percorria suas mãos pelo corpo de Amanda sem nenhuma cerimônia. Precisava dela naquele momento, mas iria se vingar. E ele sabia exatamente como. Acariciou os seios fartos da garota por cima do vestido preto que ela usava sentindo-os se enrijecerem. Ela arfava e soltava gemidos constantes. Ainda acariciando seus seios, sua boca se ocupou em beijar seu pescoço. Ele a levantou e ela passou suas pernas em volta da sua cintura.
Chase caminhou até a cama e a deitou, sem parar de beijar o pescoço dela. Quando as costas dela tocaram a colcha vermelha, ele parou o que estava fazendo para admirá-la. Sua pele pálida com pequenas sardas espalhadas, seu cabelo negro espalhado pela cama. Amanda o olhou em dúvida e ele sorriu. Voltou a beijá-la, mas dessa vez mais carinhosamente.
Beijava os ombros, pescoço, boca, sem descer. Suas mãos estavam apoiadas ao lado da cabeça de Amanda que já tinha a respiração irregular. Em meio aos beijos, deixou que suas mãos passeassem por ela, fazendo-a gemer baixinho. Subiu o vestido preto que ela usava bem devagar revelando a parte de baixo do lingerie da mesma cor. Enquanto subia , pressionava sua mão contra o corpo dela. Seu olhar foi atraído até os seios fartos da garota, escondidos pelo sutiã que pelo jeito, fazia parte do conjunto de lingerie. Ela o olhava com brilho nos olhos e ele sorriu voltando a beijá-la.
Ele a beijava por hora carinhosamente, por hora agressivamente. Sem Amanda ao menos perceber, ele abriu o fecho do sutiã e dirigiu seus beijos aos ombros dela. Com a boca, ele fez a alça cair pelos ombros dela. Ele fez a mesma coisa com o outro lado, tirando o sutiã. Beijava pescoço, ombros colo, sempre ignorando os seios, mesmo eles implorando sua atenção. Passou com beijos por entre os eles, a fazendo gemer.
Passou a língua pelos lábios dela e a beijou novamente, mordendo o lábio inferior. Ouviu-a soltar um gemido. Desceu até os seios, sugando-os com voracidade, denunciando toda a intensidade de seu desejo. Amanda achou que ia parar de respirar.
Voltou a descer com os beijos pelo corpo dela novamente. Desceu até o umbigo dela e começou a fazer movimentos circulares com a língua. Ela arqueava o corpo e suspirava. Chase lhe tirou as botas e começou a beijar os pés dela. Foi subindo com os beijos pela perna, coxas até chegar a intimidade de Amanda. Viu-a prender a respiração. Começou dando pequenos beijos fazendo-a suspirar. Logo começou a intensificar suas carícias calmamente enquanto ela gemia sem mais se conter. Ele brincava com a região mais íntima dela de uma maneira que poucos sabiam fazer. Chase introduziu um pouco de sua língua em Amanda e a viu soltar um gemido bem mais alto.
Voltou a subir com os beijos e a beijou novamente. Ela arranhava suas costas o fazendo ficar cada vez mais excitado. Se olharam e se beijaram mais uma vez. Chase ajoelhou numa perna e colocou uma camisinha. Em seguida, se posicionou entre as pernas de Amanda e começou a penetrá-la com calma. Começou com um ritmo lento, por mais que seu corpo implorasse para ir mais rápido. Continuava com essa tortura, sempre num ritmo lento e sem pressa. Amanda já não agüentava mais, então começou a se mover mais rápido em baixo dele. Ele riu um pouco e segurou a cintura dela.
- Sem pressa – ele disse a torturando.
Logo ele começou a acelerar o ritmo fazendo-a gemer cada vez mais alto e mais alto. Ela sorriu satisfeita e com uma incrível jogada de pernas, invertendo as posições e ficando com uma perna de cada lado do corpo dele
- Sem pressa? - Ela se movimentava lentamente igual ele tinha feito, enquanto ele se sentava para poder beijá-la. Encostaram uma testa na outra e gemiam juntos, as respirações se misturando. Chase queria mais, aquele ritmo o torturava. Levou suas mãos a cintura dela com a intenção de acelerar os movimentos, mas Amanda pegou suas mãos e beijou a palma de cada uma. Ele olhou para ela quase desesperado para que ela aumentasse o ritmo, mas ela não o fez. Eles se beijavam e gemiam entre os beijos. Logo ela não agüentava mais e soltou as mãos do loiro que foram direto para a sua cintura.
O ritmo foi se tornando cada vez mais rápido. Ambos gemiam descontroladamente. Nem um dos dois conseguiria se segurar por mais tempo, e juntos, chegaram ao limite. Chase se deixou cair na cama exausto e Amanda, ainda em cima de Chase afundou sua cabeça na curvatura do pescoço dele. Ela deu um beijo na testa dele e se deitou ao seu lado. Ele olhou para ela e sorriu.
- Grande habilidade para um celibatário. – ela soltou, e ele gargalhou.
- Eu nunca disse que era ruim.
- Não mesmo. – ela sorriu, e ele a puxou para perto do seu corpo.
Ficaram por um tempo recuperando o fôlego.
- Por que ela deixou você?
- Hã?
- Sua garota. Ela te deixou, certo? – Amanda tirou um cigarro da seu criado mudo e o acendeu, o encarando.
- Você não pode ser menos... objetiva? Não podemos falar sobre coisas bobas depois do sexo?
- Não. Eu não consigo bater papo. – ela tragou longamente, e Chase assistiu aquilo, com um sorriso. – Ela arranjou um outro cara, não é? O que me espanta porque... você é mais lindo que muitos caras. E eu acho que Brad Pitt não está disponível.
Ele gargalhou. Ela parecia o oposto de Cameron. Solta, divertida, sem provar nada a ninguém.
- Não. Ela me deixou porque... eu me apaixonei por ela.
- Quê?
- É isso o que você ouviu. – Amanda levantou os sobrancelhas, o que fez Chase rir. Ele balançou a cabeça e continuou: - É... ela nunca me quis de verdade. Sempre...
- Sempre...?
- Deixa pra lá. Não importa. – ele tentou apoiar as costas no espaldar da cama dela, e ela se sentou virando-se pra ele, ainda fumando.
Ficaram em silêncio, recuperando a emoção. Ele a fitava profundamente, e Amanda adoraria saber o que passava na cabeça dele. Ela ficou observando-o. Ele estava lindo ali, apoiado na cama, ainda sem fôlego. Tinha o corpo suado, e o cabelo loiro molhado grudando no rosto. Os olhos azuis brilhavam. E por um momento sentiu pena de um homem lindo e dedicado como aquele, sofrer por alguém que não o amava.
- Diz pra mim.
- O quê? – ele pergunta, sem entender.
- Eu... adoro psicologia. – e tragou o cigarro. Chase estreitou a testa, ainda confuso. – Me diz o que faz um cara tentar esquecer a mulher que ama.
Chase abre um meio sorriso, e balança a cabeça, como se procurasse as palavras.
- Bem... Amanda. – ele se endireita na cama, sem vergonha nenhuma por estar nu, sorrindo. – Assim como todo mundo, eu não quero... sofrer.
- Me fale dela.
Chase riu, saudoso.
- Ela... ela tem um jeito especial. Não sei explicar. Um jeito único de tratar as pessoas. De encarar as coisas.
- De encarar você?
- Também. – ele chacoalha a cabeça. – Eu fui ingênuo. Esqueci que não se podem mudar as pessoas. Achei que ela pudesse...
Amanda continuou o ouvindo, e esperou a resposta que não veio.
-... gostar de você de volta.
- É. – ele suspirou. – E é por isso... é por isso que eu quero... que eu quis ficar com você. Eu preciso seguir em frente.
Amanda o olhou, encantada.
- Você já sentiu isso? – ele a encarou novamente.
- Sofrer por amor e seguir em frente? – perguntou ela. – Não, nunca me apaixonei a ponto de sofrer. Eu confesso que... tenho medo de chegar nesse ponto.
- Medo todo mundo tem.
- Mas eu evito isso. Me distancio... antes. Uma maneira de...
-... fugir. – ele terminou por ela.
- Você acha que... a emoção de um amor não chega aos pés da emoção do seu trabalho?
- São diferentes.
- Mesmo? Você me parece alguém que não tem muita vida pessoal.
Chase ficou mudo. Realmente não tinha. Amanda continua:
- Então você se dedica ao trabalho. Por que ele é mais importante? Afinal, você sacrifica tudo por ele.
- Não é sacrifício.
- É claro que é. Por que você está sozinho por tanto tempo? Não encontrou a mulher certa? Ou por que você dedica todo o seu tempo ao trabalho?
- Eu não... sei. Nunca encarei desse ponto de vista.
- Você sacrifica a chance de viver de verdade por causa do trabalho. – ela joga o resto do cigarro em um cinzeiro no criado mudo - Você pode pedir demissão e ter um emprego não tão remunerado, mas que te permita ter amigos, conhecer alguém, ter uma família, ser feliz de verdade... Mas você não o faz. Isso não é um sacrifício?
Chase riu, rendido.
- Amanda... – ele começou, e ela levantou as sobrancelhas. -... você é tão racional assim depois que faz sexo?
Ela gargalhou e fez uma careta como se pensasse na resposta.
- Talvez um segundo tempo, me deixe mais... blasé.
Chase gargalhou e a puxou, a colocando debaixo do seu corpo.
A beijou ardorosamente. Amanda sentiu Chase excitado novamente, e ela se preparava para andar naquela montanha russa de novo quando um celular tocou.
- Não... – ela sussurrou. – Não atende...
- Merda! – Chase exclamou, saiu da cama e correu até a porta. Encontrou sua calça jogada no chão e pegou o celular.
- Chase! – ele gritou no fone furioso. Mas se arrependeu, afinal, ainda não havia diagnostico. Jennifer ainda estava muito doente.
Amanda adorou a cena. Ele estava em pé, nú, e excitado. Era a coisa mais erótica que ela já tinha visto.
– Estou indo! – ele gritou.
Ele desligou, e a olhou.
- Não há tempo para um segundo tempo. – ele disse, triste.
Amanda leu seus olhos e congelou:
- O que houve com Jenny?
- Ela piorou, Amanda. – disse devagar, como se tentasse consolá-la. Chase a viu fazer uma careta, como se ela fosse chorar.
Ela se levantou da cama, e começou a pegar as suas roupas do chão. Chase também fez o mesmo.
Em segundos estavam na rua. Chase decidiu aceitar o convite dela pra irem de moto. Era quase uma da manhã, e era uma longa caminhada atravessando o campus.
Chase e Amanda chegaram ao hospital em minutos. Amanda correu para o quarto da amiga, e Chase entrou na sala de diagnósticos.
Ele tinha a roupa amassada e os cabelos revoltos. Entrou apressado na sala, fazendo muito barulho. Esse anúncio fez todos virarem as cabeças pra ele.
- Meu Deus! Onde você estava? – House praticamente gritou.
- Eu... passei em casa pra... trocar de roupa. – se recriminou. Que mentira ridícula! Ele era péssimo nisso.
- Você está usando a mesma roupa, Chase. – afirmou Cameron, estreitando a testa.
Chase abriu a boca, e de lá não saiu som nenhum. House abriu um sorriso gigante, e malicioso. Cameron, no ato, percebeu que Chase mentia. E que House ia pronunciar isso em alto e bom som.
- Você está cheirando a cerveja, está com chupadas no pescoço e tem os cabelos revoltos como se tivesse corrido no vento.
Chase arregalou os olhos, com uma das mãos no pescoço.
- Você estava com uma mulher e veio pra cá correndo... eu diria, numa moto?
Desgraçado!
Cameron não acreditou no que ela ouvia.E olhou Chase procurando por respostas. Era mentira, não era?
- Eu to aqui, não estou? – Chase se sentou, ao lado de Foreman que assistia tudo com um meio sorriso. – O que houve com Jenny?
- A paralisia subiu para os braços. – informou Foreman. – Você tá fedendo.
- O que é esse cheiro? Rum? – perguntou House, se aproximando.
- Tequila. – ele suspirou.
- Você está bêbado.
- Não estou bêbado.
- Você parece bêbado. – disse Foreman.
Chase parecia cada vez mais desconfortável. Cameron o olhava, enojada.
- Pois é, Cameron... – House precisava falar. - ... ele seguiu em frente.
Chase a olhou embaraçado. Ambos fecharam os olhos por um momento, tentando controlar seus sentimentos. Chase sentia como se a tivesse traindo. Como se tivesse a perdendo por isso. Cameron sentia que o perdia de uma vez.
Mas Chase amaldiçoou si mesmo por ser tão patético. Ela não o queria, não se importava. Então por que estava com o coração acelerado e envergonhado por todos saberem que ele esteve acompanhado?
Cameron se recriminou por se sentir traída. Chase tinha o direito de ficar com quem ele bem entendesse. Que direito ela tinha de se sentir magoada? Ela havia o recusado, não havia? Então por que sentia seu coração acelerado ecoando no seus ouvidos?
- Pode ser Esclerose Múltipla. – ele soltou, tentando fazer com que os pensamentos fugissem.
Cameron ouviu a voz dele e tentou se fixar no diferencial. Mas sua mente divagava, imaginando Chase com outra mulher. Imaginando Chase com aquela garota de faculdade cheia de tatuagens e o sarcasmo saindo pela boca.
- É, esclerose pode causar paralisia. – entrou Foreman.
- A maior incidência é em mulheres jovens. – Chase continuou firme e forte.
Cameron ainda olhou Chase com desconfiança, sem ouvir o que ele, Foreman e House discutiam. Ela ainda não acreditava que Chase tinha dormido com alguém, depois de dizer em alto e bom som que gostava dela. Ele havia chegado a cobrar sentimentos!
- Cameron! – House gritou.
Ela levantou as sobrancelhas, assustada.
- Será que a minha imunologista pode dar um palpite aqui na sua área por um segundo, e depois ficar pensando no que você perdeu?
Ela abriu a boca para protestar.
- Uma punção lombar descarta isso. – Foreman interrompeu.
- Uma ressonância com contraste primeiro. Nós veremos se há lesões positivas. – disse Chase.
- É impossível ela não ter lesões. – disse Cameron, com uma cara de desprezo, tentando fugir dos olhos dele.
Ela sentia que se mirasse os olhos azuis, ele poderia notar a decepção e a tristeza que ela sentia.
Cuddy entrou na sala, tendo os braços dobrados em cima do peito. House suspirou alto.
- Façam a ressonância. Se houver lesões... bem... vocês sabem... o que fazer.
House a seguiu e viu Grace atrás dela.
- Por que eu? Por que sempre eu? – o trio ouviu.
Grace mirou House furiosamente.
Foreman se virou para Chase, enquanto saiam da sala. Parecia interessado.
- Quem é ela?
Chase o encarou, e viu os olhos confusos de Cameron, que caminhava ao seu lado. Ela parecia chateada.
- Não é da sua conta.
- Eu sei de alguém que tem uma moto. Ela esta há alguns metros daqui.
Cameron arregalou os olhos. Lembrou de quem Foreman falava.
- Você tá transando com uma garota de 20 anos? – Foreman tinha o queixo no chão.
- 19. – Chase, irritado, soltou. Foreman riu.
- Carpe diem, Chase! – ele exclamou.
Chase riu, balançando a cabeça.
XxLFxX
Amanda chegou a pequena sala de espera e encontrou as amigas num estado de profunda consternação.
Leah levantou os olhos ao vê-la e parecia furiosa.
- Onde é que você tava? To te ligando a meia hora.
- Meia hora nada. Deixei o celular em casa. O que houve? – Amanda perguntou se sentando.
- A paralisia subiu para os braços. E ela tá com dificuldades de falar. – respondeu Polly, com os olhos vermelhos.
- Ah, não! – soltou Amanda, se apoiando nos joelhos. – Eu devia estar aqui, ao invés de... oh, meu Deus, Jenny!
As lágrimas começaram a cair. Leah, ao seu lado, a aconchegou nos braços.
- Não acredito nisso. – falou com a voz embargada.
As três amigas ficaram mudas, sentadas umas do lado das outras, de mãos unidas.
- Que cheiro é esse? – perguntou Leah, de repente.
- Cheiro de que? – Amanda secou as lagrimas.
- Parece... perfume. – Leah se aproxima da amiga, cheirando seu cabelo e sua roupa. – Com quem você tava?
Polly e Leah a encararam. Amanda ainda tinha o rosto vermelho, e por um momento pensou bem, se deveria comentar sobre a noite que tinha tido com Chase.
- Você tá cheirando a sexo! – exclamou Leah.
- Shhhhhh! – ela pediu.
Polly abriu a boca de surpresa, e perguntou:
- Você tava com... o Dr. Chase?
Ela, por um segundo, quis mentir. Mas confirmou com a cabeça.
Polly e Leah gritaram. Amanda rolou os olhos
- Vocês...? – Polly levantou as sobrancelhas. – Não acredito que você dormiu com ele!
- Ele é bom pelo menos? – Leah perguntou, sorrindo.
- Ele é... perfeito. – ela suspirou em seguida. – Fazia que tempo que eu não... sabe?
- Não! – respondeu as amigas, juntas.
- Digo... aquela coisa! Aquela sensação de... cheiro... e gosto! – ela tenta explicar. – Com Lewis, o sexo era tão... rotineiro. E o Robert foi...
- Robert... – Polly repetiu, achando graça.
- Ele foi... – e riu. - ... um fenômeno.
- Quer dizer que o doutor gostoso fez você pirar. – Leah gargalhou.
- Pirar é pouco. – e riu também. – Morrendo de fome. Que tal a gente comer alguma coisa, hein?
- Eu já jantei. – disse Leah. – Com Dr. House.
- Com quem? – Polly perguntou.
- Com Dr. House. – ela repetiu. – Nós fomos ao Zucolotto.
- Você jantou com aquele... – Amanda parecia surpresa.
- Hey! Não ofende.
- Você tá falando sério? – perguntou Polly, olhando para Amanda que continuava em choque.
- Você tá interessada mesmo nesse cara? – Amanda perguntou. – Ele tem idade pra ser seu pai.
Leah revirou os olhos.
- Não começa.
- Não é uma questão de começar, Leah. Tem certeza do que você tá fazendo?
Leah devolveu um olhar com deboche.
- O que você espera dele? Sexo? É isso? – Amanda perguntou.
- Muita hipocrisia vindo da boca de alguém que tava transando até agora pouco.
- Certo. Pode até ser. – confirmou Amanda. – Mas eu sei muito bem, aonde estou pisando. Você sabe?
- Você conhece o doutor gostoso a quanto tempo pra ter tanta certeza?
- Não é o tempo que se conhecesse alguém, Leah. Me diz o que você quer dele. Um trepada ou um futuro? Diz pra mim qual dessas opções parece mais viável no momento.
- Eu tenho 19 anos, não quero decidir meu futuro. – Leah levantou as sobrancelhas, orgulhosa.
- Isso quer dizer o quê? Que o Dr. House ou Jake são felizes joguetes nas suas mãos?
- Joguetes? Isso vindo de quem nunca teve um relacionamento serio é bem estranho, não é? Ou você pensa que o Dr. Chase vai correr atrás de você?
- Não tão rápido quanto seu Dr. Viagra vai te chutar.
- Dá pra parar com esse competição de vaidades aqui? – gritou Polly. – Jenny está a vinte metros sem conseguir falar, sem conseguir se mexer. Em quanto tempo você acha que os pulmões dela vão parar também?
Leah e Amanda se entreolharam, mudas.
- Desculpe, Polly. Eu só tenho um... – e parou.
- Um...? – perguntou Leah.
- ... um pressentimento. Desculpe, Leah, mas ele não é pra você.
Leah faz uma careta, e sai que nem furacão, esbarrando em duas enfermeiras que empurravam carrinhos de suprimentos.
- Você não deveria ter contrariado ela. – disse Polly.
- Eu não tenho que mimar a Leah, Polly.
- Ainda assim. – ela suspirou alto. – Este nem o lugar nem a hora pra isso.
- Leah não vê o que eu vejo.
- Eu tenho medo. – Polly soltou, pegando a mão da amiga. Amanda a encarou, confusa. – Vocês duas estão se envolvendo com esses médicos...
Amanda balançou a cabeça.
- Não é o que você pensa.
- Você não está vendo o que eu vejo. – a amiga riu, e levantou as sobrancelhas.
- E o que você vê?
- Seus olhos estavam brilhando, Amy. O que o doutor gostoso fez?
Amanda mordeu o lábio, e em seguida sorriu, vencida.
- Não sei. Só sei que me sinto um tanto... feliz. E me assusta porque não é adrenalina.
Polly gargalhou. Amanda notou que ela parecia diferente. Mais luminosa, também mais feliz.
- Algo me diz que você também se deu bem.
- Pode-se dizer que sim.
- E você vai demorar quanto tempo pra me dizer?
- Na verdade, nem ia. Com a Jenny nesse estado...
- Relaxa. Acho que não faria diferença nesse momento. Mas e ai? Você não carregou ele pro dormitório...
- Não! Foi... só um beijo.
Amanda abriu a boca com a ousadia da amiga.
- O que tá havendo com a gente? – ela perguntou para a amiga, mas também perguntando a si mesma. - Estes médicos são tão bons assim que tão fazendo uma revolução na nossa cabeça?
- Parece que sim.
- Meu medo é a Leah, Polly. Eu e você saberíamos lidar com a... rejeição. A Leah acostumou a ter tudo. Ela vai fazer da nossa vida um inferno. - ela se levantou.
- Você acha que esse... affair com Dr. House é furada?
- Eu acho, sim. – Amanda afirmou, e Polly suspirou. – Eu vou fumar lá fora. A Jenny tá sozinha?
- Com Jake.
- Jake? – e riu levemente.
- É, eu sei. – Polly balançou a cabeça, confiante. - Algo me diz que Leah vai sair perdendo de qualquer jeito.
XxLFxX
Chase e Cameron faziam a ressonância com contraste em Jennifer. Ela o olhou de soslaio e viu que ele realmente parecia cansado.
Devia estar mesmo. Mal dormiu noite passada, trabalhou o dia todo e farreou metade da noite. Cameron sentiu um arrepio novamente ao imaginar a cena.
Ela era uma adolescente. Como Chase podia se envolver com uma universitária, que tinha acabado de chegar na maioridade?
- Você sabe o que está fazendo, Chase?
Ele a encarou, confuso.
- Cameron, nós fazemos isso todos os dias...
- Você está saindo com uma garota de 19 anos. – comentou Cameron.
- Ah... isso!
- Você é quase dez anos mais velho que ela.
- E? – ele levantou as sobrancelhas, numa falsa desinteresse.
- E eu pergunto: o que está fazendo, Chase?
- Chama-se viver. – ele se virou pra ela.
- Viver?
- É. Viver. – ele repetiu. - Está no dicionário.
Cameron abriu a boca para protestar, mas a porta se abriu e Cuddy e House entraram.
- Algo pra mim? – ele perguntou.
Cameron suspira e balança a cabeça.
- Negativo, House. Não há lesões gadolínio-positivas.
- Então não é Esclerose. – soltou Cuddy.
- Parece que não. E então, você conta pra irmã bravinha ou conto eu?
- Você bebeu álcool? – Cuddy se aproximou, sentindo o cheiro.
- Não sou eu que estou fedendo a álcool, é o Chase.
- Hey! – Chase se levantou.
- Vamos, querida! Vamos conversar com a família da minha paciente. E depois preciso falar com a bailarina pobrezinha.
- Querida? – Chase riu.
- Você tá cheirando a vinho. Você misturou vinho e Vicodin?
- Só um pouquinho.
- Oh, Deus!
Chase começou a rir.
- Não ria, não, seu pedófilo. Comedor de adolescentes!
- Meu Deus, o que está acontecendo com vocês? – perguntou Cameron.
- Dr. Chase, pode me explicar...
Chase arregalou os olhos, e se virou para Cameron, implorando uma ajuda silenciosa. Cameron se levantou e foi ajudar uma das enfermeiras a tirar Jennifer da máquina de ressonância.
- Vai, Chase, diga a ela o que fez nessa noite. – empurrou House, com um enorme sorriso no rosto.
Chase, de cara fechada, se sentia como uma criança que foi pega roubando um pirulito.
- Eu não fiz nada de errado, House. – disse com os dentes cerrados. - Eu sai pra jantar com alguém, e bebi um pouco demais. Só isso.
- Comeu demais também, certo?
- Chega, House! – exclamou Cuddy. – Se não está em condições físicas de tratar a paciente, Dr. Chase, sugiro que vá para casa.
- Mas estou bem. – se defendeu.
- Disse que bebeu demais... – Cuddy continuou.
- Mas não estou bêbado.
- Claro que não. – se intrometeu House novamente. - O álcool evaporou com o suor do exercício físico.
- Cala a boca, House!
Chase suspirou alto, e encontrou o olhar de desprezo.
Isso é tortura. Por que sempre eu?
XxLFxX
N/A: Satisfeitos? Demorei, certo? É que tive um pequeno bloqueio que vai e volta como um bumerangue. Infelizmente, ao contrário de um bumerangue, não acerta ninguém e não volta mais. Entendem?
Bem, agradeço mais uma vez a Poli e a Jô, por me ajudarem a beça – e pela insistência constante.
NOTAS:
- A frase do inicio do capitulo é do Marques de Marica.
- A expressão "Carpe Diem" significa aproveite o dia.
-Zucolotto é invenção minha. Créditos meus. Ou de algum lugar que tenha tirado esse nome. Nem lembro onde.
AGRADECIMENTOS:
Jô – Porrada não! Maldade! O que achou da briga da Leah e da Amanda? Achei que era normal. Achei que caberia aqui. A Leah é um tanto mimada, e Amanda gosta de dizer umas verdades. A questão é que ninguém sabe onde parar. Nem de dizer, nem de ver se é serio.
Poli – Nem diga. O fim de Segunda Chance me doeu. E fechar AeP também vai ser doloroso. Mas acho que, como sugeri antes, poderíamos fazer uma continuação de AeP. Algo Pollyson, com aparições das amigas. Combinado, hein?
Ni – Minha doce mascote. Pois é, quando fiz a cena Jake/Jenny tentou imaginar você nela. Doce e romântica. Curtiu? Bem, nesse episodio, ela não apareceu, mas houve um comentário. Amanda e Polly enxergaram o romance aí. Será que Leah não viu nada?
Lari – Pois é, anjo, não vou dizer que você acertou ou não. Senão, estraga a surpresa. E outra, eu defendo a Cameron. Você tem que pensar que é a Cameron do fim da terceira temporada. Ela não dá o braço a torcer em nenhum momento, quando o assunto é o Chase. Ela olha, desconfia, se morde inteira de ciúmes, mas não abre a boca.
Nayla – Eu disse que não ia rolar nada? Rolou e muito. Confesso que eu adoraria estar na pele de Amanda naquela cena NC-17. (Acho que eu e todo mundo.) Ah, Cham e Huddy não contam. Ah, e quanto a Huddy... eu não sou Huddy. Não consigo escrever Huddy. Disse logo no inicio que haveria, mas não consigo. O House vai chutar a Leah mas por outros motivos.
E agradeço a todos que leram e não deixaram rewiews.
Sei que existem pessoas que fazem isso, meus hits do ultimo capitulo foram de 44. Razoavelmente ótimo. O capitulo final de Segunda Chance foi de 50 – de um total de 4577. Quase 270 clicadas por capitulo.
Nada mal. Gostaria que as pessoas que me ofenderam e que disseram que eu "babava ovo" vissem isso. Nada mal mesmo, hein?
