Cap7.:Ajeitando o jantar.
Gina olhava ansiosa para o relógio, Malfoy estava demorando demais, ao ver que a maçaneta da porta estava se mexendo e que uma pessoa com cabelos loiro-platinados entrara na sala, Gina apenas disse:
"Está atrasado, Malfoy."
"Apenas perdi a hora, Weasley."-falou Draco com um sorriso sarcástico.
"Tudo bem hoje passa"-disse a ruiva encolhendo os ombros-"Vamos, sente-se aí porque nós precisamos resolver o mais rápido possível como será o jantar."
"Weasley, calma!"-disse Draco.
"Como calma, Malfoy? O jantar é daqui... ai, Merlin, é daqui a dois dias!Sabe o que significa, Malfoy? Que nós estamos ferrados!".
"Na verdade, só você que está ferrada."
"Argh, cala a boca!"-berrou Gina descontrolada.-"Você também vai se ferrar, Malfoy. Afinal, se Rony for..."
"Não sei por que você se preocupa tanto se o seu irmão for."-retrucou Draco rispidamente.
Mas foi aí que ele entendera, ela não estava se preocupando com ele e sim com ela mesma.
"Por que você não fala a verdade? Fala que você tem medo do que o seu irmão pode fazer, Weasley."
"Quem disse que ele pode fazer algo, Malfoy?"-disse Gina brava.-"Você só está fazendo isso para me torturar mais ainda. A gente tem que fazer essa porcaria de jantar e..."
"Do que você tem medo, Weasley?"-falou Draco como se Gina não tivesse falado nada-"De umas boas palmadas na bunda? Ah, pode deixar que eu te defendo"-disse Draco divertido, mas estava na cara (era o que pensava Gina) que ele nunca a defenderia.-"Ou você está preocupada em receber um berrador dos seus pais?É,a sua mão berra que nem uma louca mesmo..."
"Malfoy... faça o favor de calar essa boca."-disse Gina deitando a cabeça na mesa enquanto o seu cérebro só conseguia pensar que ela estava ferrada.
"Pelo amor de Merlin, para de ficar desse jeito."-disse o loiro impaciente.-"Você quer que eu te ajude? Então para de ter esse ataque.".
"Como você vai me ajudar? Ninguém pode me ajudar"-disse uma Gina sem nenhuma esperança.
"Escuta Weasley, a gente pode fazer desse jeito..."-e Draco começou a explicar, em alguns detalhes, Gina arqueava a sobrancelha como se aquele não fosse o Draco Malfoy de sempre.
Mesmo saindo da Sala Precisa à meia-noite, Gina Weasley sorria.
Não seria dessa vez que Rony daria umas boas palmadas na sua bunda.
XxXxX
"Como vamos fazer isso?", perguntou Gina, encarando a caneta que escrevia sozinha de Draco e o pedaço de papel.
Estavam sentados na biblioteca – que Draco havia conseguido a chave quando, em uma reunião, tirou-a da mala de Hermione, discretamente -, uma vela estava acesa, entre os dois, criando uma atmosfera quase...
"Romântica", pensou Gina, mas logo balançou a cabeça e desviou os olhos do rosto pálido do loiro.
"Poderíamos começar com...", disse ele, hesitante, então, seu rosto se iluminou e disse "Comece", a pena flutuou para perto do papel "Hermione, Gostaria de chamá-la para uma...", Draco ficou alguns segundos em silêncio "surpresa. Apareça amanhã, as nove e meia na Sala Precisa, e...", Draco ficou mais um tempo em silêncio "Não comente a ninguém sobre isso. Na verdade, gostaria que não pensasse nisso, para que...", Draco ficou quieto novamente, medindo as palavras "não crie muitas expectativas e acabe se desapontando! Rony."
Gina ficou um pouco pensativa, quando viu Draco ordenar que a pena parasse de escrever. A ruiva olhou cuidadosamente a carta.
"Malfoy, não leva à mal... mas meu irmão nunca falaria isso", disse ela, sorrindo "Mas a Hermione, talvez, então nós podemos...", e com um aceno da varinha, ela fez que o nome de Rony fosse para o lugar do destinatário e o de Hermione para o do remetente.
"Certo... Você conhece melhor aquela família de coelho do que eu, né? Não vou discutir!", disse ele, dando de ombros.
Gina lançou-lhe um olhar duro e fitou-o, séria, por alguns segundos. Enquanto isso, sua cabeça maquinava exatamente como Rony escreveria uma carta para Hermione, convidando-a para um jantar romântico.
Repentinamente, essa idéia pareceu meio absurda.
"Nem a Hermione vai comprar uma barbaridade dessas, por mais apaixonada pelo Ron que ela esteja, ninguém acreditaria no fato dele escrever uma carta", pensou, desanimada.
"Comece", murmurou Gina e a pena eriçou-se, aproximando-se do outro pedaço de papel em branco "Mione, Bom, o lance é o seguinte... Eu realmente acho que nós temos algumas coisas sobre o que conversar. Então, como você deve claramente imaginar, não quero que o Harry ou a Gina estejam por perto, então, eu pensei em um jantar... não romântico, mas você sabe... entre amigos. Bom, apareça lá pelas nove e meia na Sala Precisa. Ron"
Draco disse que a pena parasse de escrever e ela caiu, inerte. Gina molhou-a no tinteiro e sublinhou a palavra "Sala Precisa" e "nove e meia".
"Pronto, eu acho que..."
"Shh!", fez Draco, tapando a boca dela com a mão, enquanto com a outra pegava as duas cartas e guardava-as no bolso.
Draco empurrou Gina para debaixo da mesa. Gina estava segurando a vela, ele se apressou em arrumar as cadeiras onde antes estavam sentados e tateou o bolso, procurando pela chave da porta, ela tinha ficado em cima da mesa.
Os dois ouviram quando a maçaneta girou, mas Draco havia sido cuidadoso e trancado a porta, Draco começou a tatear o tampo da mesa, então, a chave caiu no chão, fazendo um barulho alto no silêncio da biblioteca.
Draco soltou um "Ops, foi mal", e pegou a chave, guardando-a no bolso. Foi quando ouviram o barulho da chave sendo encaixada e girada, e, bem quando a porta ia ser aberta, Draco soprou a vela.
Tudo ficou escuro e em silêncio.
Os dois estavam quase sem respirar.
Era Slughorn. Os dois se encolheram ainda mais, sem respirar. Se estivessem em são consciência, teriam percebido que estavam perigosamente perto um do outro, Draco tinha envolvido a cintura de Gina com a mão, para ter certeza de que ela não se mexeria e Gina estava completamente encostada em Draco, procurando por um pouco de proteção no corpo forte e quente do garoto.
O professor gordinho ficou em silêncio, olhando em volta.
"Estranho...", murmurou ele "Juro que eu ouvi alguma coisa aqui... Bom, deve ter sido impressão"
O professor girou nos calcanhares e parou, de frente à porta.
Lançou um último olhar à biblioteca escura e silenciosa e, dando de ombros, saiu, deixando no ar:
"Slug, você anda patrulhando demais..."
Quando ouviram a porta se fechar e o barulho da chave girando, novamente, trancando-a, os dois voltaram a respirar. Foi nesse instante que perceberam o quanto estavam próximos.
A respiração de Gina batia contra o pescoço de Malfoy e ela sentiu quando ele segurou mais firmemente a sua cintura. Os seus narizes roçaram de leve e, de repente, os dois respiravam pesadamente, no mesmo ritmo.
Gina começou a ficar trêmula, sentiu quando os lábios começavam a se aproximar e então...
PLAFT
O artefato de porcelana que lembrava um pires, onde a vela estava concentrada, caiu no chão, conseqüência das mãos trêmulas de Gina. Os dois saíram do transe quase que, imediatamente, Gina recuou muito e Draco tentou erguer-se, batendo com a cabeça na mesa.
"Droga, Weasley!", resmungou ele, passando a mão pelos cabelos e saindo de debaixo da mesa.
Gina saiu junto com ele, não lhe dirigindo a palavra pelo resto do caminho até a torre da Grifinória.
XxXxX
Gina não conseguia sair da cama. Tudo bem que hoje era sábado e tudo o mais, mas mesmo assim, aquilo era realmente estranho.
"Hoje... é sábado, ai Merlin, o que tem hoje que é realmente importante?"-pensava a ruiva, ainda com sono.
Agora os momentos que tivera com Malfoy invadiam cada vez mais a sua mente. Pulando da cama, Gina se sentiu levemente tonta, como se seu cérebro pedisse que ela se controlasse mais e parasse com esse ataque.
Então, antes que pudesse pensar em algo que realmente a ajudaria, Gina escutou um pio, olhou ao seu redor e, em cima da sua cama desfeita, estava a coruja de Malfoy.
"Oh, Merlin. O que será que ele quer?"-pensava enquanto pegava a carta na perna da coruja.
A mesma letra de antes, Gina podia ler não tão claramente:
"Weasley,
Estarei enviando as cartas hoje, às 9 d manhã. Faça o favor de manter a sangue-ruim... Quer dizer a senhorita Granger sabe-tudo bem longe do seu irmão, o senhor Weasley sabe-nada.
Faça algo útil, Weasley.
D.L.M"
Gina leu a carta vinte vezes, ela podia ver claramente o Sangue-Ruim, o senhorita e o senhor, mesmo que essas quatro palavras estivesse riscadas de maneira realmente precária.
Pensava que ficaria irritada com as palavras que Malfoy dissera sobre seu irmão e sobre Hermione, mas por que diabos estava com um leve sorriso no rosto em vez de uma raiva não muito contida?
Ela tinha que ficar com raiva dele! Ela o odiava não era? Então, pegando a carta de uma maneira rude, abriu o baú com um ataque meio histérico e jogou a carta dentro do mesmo.
Mas todo esse ataque acabou quando olhou para o relógio.
Eram oito e cinqüenta e cinco.
Ignorando a sua vontade de tentar odiar Draco Malfoy, Gina começou a trocar de roupa rapidamente, saiu do dormitório correndo e pôs se a procurar uma garota com cabelos castanhos realmente cheios ou um garoto que tivesse cabelos ruivos realmente vivos.
CONTINUA...
N/A: Caracas, com certeza esse foi um dos capítulos mais fofos de escrever!
Gente, que coisa mais perfeitosa!
Ah, aqui é a Gii!
hauihaiuahiauhiauhaiuhaiuha
Nhaiai, e o quase beijo deles? Lindo, hum?
E eles organizando o jantar? Que coisa mais fofa!
Bom... Acho que eu vou parando por aqui...
SE vocês querem mais um capítulo, é bom serem bem bonzinhos e porem um monte de reviews!
Ah, povo, qual é? Não custa nada!
Só apertar o botãozinho roxo aqui do lado!
Um beijo!
Anaa e Gii
Ps.:Nos desculpem pela demora! Não era a intenção XD
