Disclaimer : Quem me conhece sabe que nem Jensen, nem Jared me pertencem, mas eu ainda espero ganhar um dos dois de presente de natal.


A mão do destino

Título : A mão do destino

Autora : Ivys

Beta : Kuchiki Rukia.13

Gênero : Drama/Romance

Categoria: J2/Padackles

Shipper : Jensen/Jared

...

Sinopse : Enquanto o avião passava por entre as nuvens, Jared se pegou pensando em como sua vida podia ter mudado tanto, em tão pouco tempo. Era como se a terra tivesse dado um giro de 360 graus e nessa reviravolta, nada, absolutamente nada, permanecera no mesmo lugar.


Capítulo dedicado à todos os meus leitores e amigos, todos os que deixam sua passagem registrada e à todos que apenas lêem; porque hoje é um dia especial...


Capítulo sete – Primeiras Dúvidas

— Vamos lá Jen, deixa-me olhar essa mão. – pediu Jared pela terceira vez.

— Não precisa, eu estou bem. – respondeu Jensen com teimosia, ao mesmo tempo em que fazia uma careta de dor.

Jared sorriu ao ver a expressão do amigo.

— Você está parecendo uma criança mimada. Sua mão está inchada, talvez a gente precise enfaixá-la.

— Jay, ninguém enfaixa a mão, só porque deu um soco em alguém!

— Talvez não as pessoas que estão acostumadas a saírem por aí dando socos em outras pessoas, mas pelo o que eu sei esse não é o seu caso.

— Me desculpe. - Jensen parecia envergonhado.

— Pelo quê?

— Não devia ter batido nele, nunca fui agressivo, acho que acabei perdendo a cabeça...

— Você realmente não devia ter batido nele, mas ele provocou... – então, lembrando-se do que Chase havia dito, perguntou - Jen, o que Chase quis dizer ao falar de seu irmão? Ele disse que ele estava morto, que você queria substituí-lo, do quê ele estava falando? Você... Você tinha outro irmão além de Josh?

Talvez agora fosse o momento de contar toda a verdade para Jared.

Estava se sentindo um traidor, omitindo tudo o que sabia; mas na última conversa que tivera com o Dr. Mason e com o psicólogo que atendia ao amigo, ambos disseram que deveriam esperar mais um pouco, até que Jared estivesse emocionalmente estável para assimilar todas as perdas.

Com as informações que o detetive obtivera quando esteve no Canadá, a direção do Santa Monica, conseguiu o prontuário de Jared, de quando esteve internado logo após a explosão do hotel.

Tanto os médicos que o acompanhavam, quanto seu pai e o próprio Jensen, sabiam que o moreno havia ficado catatônico por dias e depois entrara em profunda depressão. Por isso, tinham medo de como ele poderia reagir ao se lembrar de tudo.

— Jen? - Jared aguardava a resposta do loiro.

— Ele estava bêbado, não sabia o que dizia. – desconversou Jensen. – É melhor irmos dormir, Jay. Acho que ambos precisamos de uma boa noite de sono.

Jared percebeu que Jensen estava fugindo do assunto, mas decidiu não pressionar. Jensen parecia preocupado e algo lhe dizia que o motivo era Chase e o que ele havia dito. Mas confiava em Jensen, sabia que no momento certo ele lhe contaria o que realmente estava acontecendo.

— Tem certeza que essa mão está bem?- Jensen sorriu, Jared estava parecendo ele próprio, preocupado com tudo o que se relacionava ao moreno.

— Sim mamãe, eu tenho. – Jared conteve a vontade de gargalhar. Estava mesmo parecendo uma mãe preocupada com o primeiro machucado do filho. Mas se Jensen já estava fazendo piadinhas, é porque realmente estava melhor.

— Neste caso é melhor mesmo irmos dormir. – E não se contendo acrescentou – Mas se precisar, é só me chamar...

... J.A & J.P...

Jared não conseguia dormir. As palavras de Chase não lhe saiam da cabeça. Primeiro porque ele insinuara o tempo inteiro que a relação entre ele e Jensen não era apenas de amizade. Depois falara algo sobre o irmão de Jensen estar morto e ele querer tomar o lugar que era dele...

Por mais que tentasse entender, nada daquilo fazia sentido. Jared desconfiava que Jensen soubesse mais do que lhe contara sobre sua própria vida, mas não insistira com o loiro. No fundo, tinha medo do que poderia descobrir quando recuperasse a memória. Tinha a sensação de que seria melhor permanecer no escuro.

Lembrou-se novamente de Chase insinuando sobre ele e Jensen. Não era verdade o que Chase pensava, mas Jared sentia-se confuso em relação ao que sentia pelo o loiro. A única coisa que sabia com absoluta certeza era que com ele sentia-se seguro. Tinha a impressão de que poderia confiar a ele sua própria vida e sabia que Jensen cuidaria dela com carinho.

Não sabia explicar de onde vinha toda esta confiança. Se fosse pensar bem, eles mal se conheciam. Mas não era essa a sensação que tinha. A sensação que tinha era que o conhecera a vida toda. Tentava entender porque gostava tanto de ficar ao seu lado e ouvir sua voz. A voz de Jensen o acalmava. Seu tom de voz lhe trazia paz. E o estranho é que Jared tinha a impressão de que conhecia aquele tom há muito, muito tempo.

... J.A & J.P...

Jensen se virava na cama de um lado para o outro sem conseguir adormecer. Sua mão ainda doía, mas não era isso que impedia seu sono. Pensava em Chase, ou melhor, pensava em tudo o que ele havia falado, para ele e para Jared. Sentiu-se apavorado quando pensou que Chase contaria para Jared toda a verdade sobre seu irmão gêmeo. É claro que Jared precisaria saber algum dia, mas ainda não era o momento. Ele ainda estava fragilizado, vulnerável demais para ter que lidar com todas as emoções que essas lembranças lhe trariam.

Mas não era apenas isso que lhe tirara o sono. Havia também Josh. Josh e o que ele dissera sobre o irmão estar gostando de Jared. Chase dissera a mesma coisa em outras palavras, mas era diferente; Chase sempre tivera ciúmes dele, fosse com algum amigo, amiga ou mesmo algum desconhecido que o olhasse de forma diferente. Mas Josh, Josh o conhecia quase melhor que ele mesmo.

Desta vez Josh com certeza estava enganado. É claro que Jensen não gostava de Jared, quer dizer, gostava, mas não da forma que Josh e Chase imaginavam. Ele simplesmente não podia gostar dele de outra forma. Ele era noivo de seu irmão!

Mas então, porque se preocupava tanto com ele? Porque era tão importante pra ele que Jared estivesse feliz? Porque se sentia tão bem na companhia dele, ouvindo-o falar, vendo-o sorrir, assistindo-o brigar com os utensílios da cozinha, tentando fazer algo para eles comerem, ou mesmo quando ele ficava em silêncio e parecia perdido em seus pensamentos? Porque o simples fato de pensar em Jared recuperando a memória e voltando para o Canadá, fazia com que ele sentisse um enorme aperto no peito e uma angústia sem tamanho o invadia?

... J.A & J.P...

O domingo amanhecera chuvoso e o ar frio da manhã, era um convite explicito para se permanecer na cama embaixo dos ededrons.

Jensen relutou a se levantar; se pudesse ficaria na cama o dia inteiro, talvez comendo pipoca e assistindo a um bom filme. Melhor ainda se tivesse companhia. Pensou em Jared e rapidamente afastou os pensamentos da cabeça.

Lembrou-se de Josh e imediatamente arrependeu-se de ter aceitado o convite do pai para que ele e Jared almoçassem em sua casa. Logicamente Josh estaria lá e conhecendo seu irmão como conhecia, sabia que ele o perturbaria até que ele admitisse estar apaixonado por Jared. Não que isso fosse verdade.

Para ser extremamente sincero, Jensen teria que admitir que nunca se apaixonara de verdade. Tivera alguns namorados, gostara de todos eles, mas... Amor? Não. Jensen sabia que ainda não aparecera a pessoa que o faria dizer as palavras "Eu te amo". E quanto a Jared... Jared era apenas seu amigo.

O fato de pensar nele a todo instante, de ficar feliz com seu sorriso, de preocupar-se a cada olhar triste e de sentir-se tão ligado a ele que era capaz de saber qual o seu estado de espírito mesmo o moreno estando a quilômetros de distância, não significava que ele estivesse apaixonado.

Ele era apenas seu amigo. Nada mais...

...J.A & J.P...

Jared acordou e sentiu o ar frio da manhã entrando por entre as frestas da janela. Relutou a se levantar. Gostaria de poder ficar na cama o dia inteiro, talvez assistindo a um bom filme e comendo pipoca. Melhor ainda se tivesse companhia. Pensou em Jensen e rapidamente afastou os pensamentos da cabeça.

Lembrou-se de Chase e do que o moreno insinuara, mas logo em seguida recriminou-se. Chase não era uma pessoa confiável. Era visível o ciúmes que ele ainda sentia do ex-namorado e faria de tudo para tumultuar qualquer relacionamento amoroso que ele viesse a ter. Não que Jensen e ele fossem ter algum típico de relacionamento amoroso. Como poderia pensar nisso, se sequer tinha certeza sobre suas preferências sexuais? Não, não estava apaixonado por ele. Jensen era apenas seu amigo.

O fato de pensar nele a todo instante, de ficar feliz ao ouvir sua voz, de sentir sua falta quando ele está distante e sentir-se tão ligado a ele, como se ele fosse a única pessoa que desse sentido à sua presença no mundo, não significava que ele estivesse apaixonado. Ele era apenas seu amigo. Nada mais.

Quando finalmente criou coragem e saiu da cama, Jensen encontrou Jared já na cozinha, terminando de arrumar a mesa para o café.

— Bom dia Jen, pensei que fosse precisar te arrancar da cama. – Jared brincou assim que viu o loiro entrar na cozinha.

— Bom dia! – Jensen respondeu disfarçando um bocejo – Pra falar a verdade, não estava mesmo com vontade de levantar. Este tempo frio e esta chuva, dá vontade de ficar em casa comendo pipoca...

— E assistindo filmes embaixo das cobertas. – completou Jared.

Se entreolharam e sorriram, estava claro que ambos tiveram a mesma idéia. Parecia que a sintonia entre eles era ainda maior do que imaginavam.

...J.A & J.P...

O almoço com Dr. Ackles foi bastante tranqüilo e agradável. Para alívio de Jensen, seu irmão saiu assim que ele e Jared chegaram. Tinha um encontro com uma garota que conhecera na noite anterior, logo após a saída de Jensen e Jared.

Em poucos minutos, Jared percebeu que o Dr. Ackles era tão simpático quanto os filhos, e assim como Jensen gostava de contar histórias sobre seu trabalho e sobre a infância dos garotos. Jared ficou sabendo por ele, que Jensen havia sido uma criança meiga e sensível, sempre disposto a ajudar os amiguinhos, sempre preocupado em fazer o melhor para todos. E adorava animais, o que explicava a escolha de sua profissão.

— Ele não mudou muito desde então. Eu não poderia ter desejado um filho melhor – dizia o Dr. Ackles, olhando orgulhoso para o filho que corara envergonhado.

— Pai...

— Não estou mentindo Jen, você é o melhor filho que um pai poderia ter. Só não deixe seu irmão me ouvir falando isso – brincou.

— Aposto que você diz o mesmo para ele – disse Jensen entrando na brincadeira.

— Ah! Jen, você descobriu o meu segredo!

Ambos caíram na risada e Jared apenas os observava. Não podia deixar de imaginar em como seria seu relacionamento com a família. Seriam assim unidos como a família de Jensen? Será que tivera irmãos? Teriam também morrido no tal acidente que lhe falaram? Não teria amigos? Por que ninguém viera a sua procura durante os quatro meses em que ficara em coma?

Estava perdido nestes questionamentos quando Jensen lhe chamou, seu pai havia acabado de sair da sala à procura de seu celular que tocava insistentemente.

— Jay está tudo bem? – perguntou preocupado

— Claro, tudo... – respondeu com um meio sorriso.

— Você parecia tão distante...

— Jen, você acha que eu não tinha mais ninguém além dos meus pais? Quero dizer, irmãos, amigos? Será que não há ninguém no Canadá que sinta a minha falta? – Jensen notou os olhos do moreno marejados - Fico imaginando que tipo de pessoa eu era, pra que ninguém se preocupe em saber se eu continuo vivo...

— Talvez seus amigos apenas não saibam onde procurá-lo.

— Mas é tudo tão estranho. Como é que eu posso ter vindo para a Califórnia, sem bagagem, sem dinheiro, apenas com um passaporte na mão?

— Jay, o Dr. Mason disse que você irá se lembrar aos poucos. Não adianta forçar; pelo contrário, as memórias podem ficar ainda mais bloqueadas por causa de tanta ansiedade.

— Eu sei, mas... É tão estranho, não saber nada sobre mim mesmo. É como se a minha vida tivesse começado no momento em que eu despertei naquele hospital. Fico pensando... Se você não tivesse me socorrido, se você não fosse a pessoa que é... Onde eu estaria agora?

— Não pense no que poderia ter acontecido. – Colocou uma mão em seu ombro e olhou-o diretamente nos olhos - O importante é que você está aqui e está bem. E o mais importante, não está sozinho.

Como sempre, Jensen conseguiu fazê-lo sentir-se melhor, mas ainda havia algo que queria saber.

— Posso lhe fazer uma pergunta?

— Claro, Jay. O que quer saber? – perguntou Jensen curioso.

— Nunca teve vontade de saber quem são seus pais biológicos? Conhecer sua família, saber se tem irmãos? – Jensen pensou um pouco antes de responder.

— Estaria mentindo se dissesse que nunca tive curiosidade sobre eles. Mas há muito tempo, eu tenho plena consciência de que minha família, minha verdadeira família é meu pai e meu irmão Josh. – Falava com sinceridade, era exatamente assim que se sentia – Foram eles que me acolheram, cuidaram de mim, me deram amor e me ensinaram a ser o que eu sou hoje.

Jared sorriu, como era possível alguém ser tão perfeito?

— Seu pai tem todos os motivos pra se orgulhar de você.

Continua...


Respondendo ao rewiews :

Carol81Brazil - Obrigada Carol, e lembre-se que estou aguardando sua nova fic

Tsuka - Respondi por e-mail, mas não tenho certeza se você recebeu, então deixo aqui o meu e-mail : iviss 30 hotmail . com . De qualquer forma, muito, muito obrigada. E a frase, realmente ajuda.

Amanda : Fico muito feliz em saber disso. Obrigada!

CassGirl 4ever e Lyra Kajin - Todo o meu carinho para vocês.

N/B: Cara essa fic, ta cada vez mais perfeita. Caramba. Está de parabéns. Beeeijos.

N/A : A Kuchiki é suspeita em falar, mas espero que você também continuem gostando. E como hoje é o dia internacional da amizade, gostaria de compartilhar com vocês, um recadinho que recebi de um amigo :

" Me perguntaram...

Como posso amar meus amigos

Que eu nunca vi, nem conheço.

Eu respondi...

Nunca vi Deus,

Mas sinto ele dentro do meu coração... "

Feliz Dia do Amigo!

Amo vocês,

Ivys