Capitulo 7: Sou todo seu!

O rosto do sr. Malfoy encontrava-se próximo ao dela e havia um lindo sorriso nos lábios. Gina prendeu a respiração. Ele estava realmente muito perto.

— Não foi tão ruim — Draco comentou.

— Não foi tão ruim? — Gemendo, ela atirou-se no sofá. — Prossegui com a mentira e agora temos de almoçar com elas. E em um lugar público! Para mim, sr. Malfoy, o que aconteceu aqui foi ruim, muito ruim.

Gina mergulhou o rosto em uma das almofadas.

— Primeiro de tudo, Gina, precisa parar de me chamar de sr. Malfoy e também precisa relaxar um pouco. Você enrijece o corpo cada vez que me aproximo.

Resoluta, meneou a cabeça. Então sentiu um movimento no sofá. Talvez ficasse um pouco tensa quando Draco Malfoy estava por perto.

— Por favor, vá embora — murmurou.

— Não vou embora. — Draco acariciou os cabelos de Gina. — Pretendo permanecer aqui até você conversar comigo.

— Não posso. — Ela tentou ignorar o arrepio que a carícia lhe causava. — Depois do que fiz ontem à noite, nunca mais conversarei com você.

— E o que acha que fez ontem à noite?

Ainda recusando-se a fitá-lo, Gina ergueu o dedo indicador.

— Primeiro, disse às minhas tias que era meu noivo. Segundo… — levantou outro dedo — fiquei bêbada. Terceiro, eu…

Ela gemeu. Nem sequer conseguia dizer que quase se despira para seu patrão.

— Virginia. — Draco segurou-a pelos ombros e a levantou. Como a almofada continuasse escondendo seu rosto, ele a retirou. — Não há problema em exceder-se no álcool de vez em quando. Você não fez nada de que pudesse se envergonhar.

— É fácil falar. Não foi você que bancou a idiota.

A pulsação dela aumentou quando Draco tocou-lhe a face, forçando-a a encará-lo.

— Não bancou a idiota. Na realidade, estava muito bonita.

— Bonita? — Gina surpreendeu-se. — Oh! Sr. Malfoy, por favor, não minta para mim.

— Não estou mentindo. Agora diga meu nome.

— Sr. Malfoy?

Ele balançou a cabeça, mas com um sorriso torto.

— Por quê?

— Você quer que suas tias viajem mundo afora e não venham morar aqui, certo?

— Certo, mas…

— Então diga meu nome.

— O quê?

— Suas tias querem que você tenha um companheiro, correto? — Ela devia estar da cor de seus cabelos.

— Eu lhe disse isso, mas…

— Durante as duas semanas em que suas tias permanecerem aqui, serei seu noivo.

— Meu noivo?

— Por duas semanas inteiras, serei todo seu.

De repente, Gina teve dificuldade de respirar. A cabeça ficou pesada, e a sensação sufocante não tinha nada a ver com a terrível ressaca.

Era causada pelo toque dele em seu rosto.

— Sou todo seu — ele repetiu.

— Não entendi.

— Eu a quero na empresa. E se para isso eu tiver de ser seu noivo por alguns dias, assim será. Suas tias ficarão felizes e, depois que partirem, tudo voltará ao normal.

Normal? Podiam fingir que estavam noivos e, após a partida das tias, tudo voltaria ao normal? O Sr. Malfoy devia estar louco.

Tratava-se de uma proposta muito perigosa. Seria tola, caso a aceitasse. Uma tola insensata.

Não podia aceitar. Ou podia?

— Minhas tias nunca acreditarão — murmurou, apavorada.

— Pelo que pude observar, elas acreditaram no noivado. Agora diga meu nome.

— Draco.

— Você fala como Minnie Mouse. Tente outra vez. —Gina fitou os lábios do patrão.

— Draco — sussurrou.

Ele se fixou nos lábios de Gina e, antes de se afastar, roçou a face rosada. Ainda atento à boca rubra, Draco falou:

— Ótimo. Não foi tão difícil.

Não, ela respondeu em pensamento. De fato, havia sido fácil demais.

Ele levantou-se.

— Não precisa ir ao escritório agora de manhã. Eu a encontrarei no Bar à uma hora da tarde.

— Mas…

— A uma hora. — Ele repetiu ao se dirigir à porta da rua. A idéia era péssima, a ruiva concluiu. Embaraçosa, na verdade. Mais uma vez fechou os olhos. Então se lembrou de que não o prevenira acerca do comportamento inconveniente das tias.

A menos que Ariel e Muriel houvessem mudado, um milagre fora de cogitação, Draco Malfoy com certeza iria ter um almoço inesquecível.

Chocada, abriu os olhos novamente.

Havia um pequeno pormenor que ela também deixara de mencionar. E não se tratava de um detalhe tão pequeno assim.

Gemendo, afundou-se no sofá, certa de que tinha mergulhado de cabeça na fogueira.


— Não vai nos apresentar seu noivo, Pan? — Harry praticamente cuspiu as palavras.

O nervosismo da morena era evidente. Em sua cabeça, se passavam alguns flashs da noite anterior.

Harry deve estar pensando o pior de mim... Mas o que isso me importa. — Balançou a cabeça e empinou mais o nariz.

— Apesar de isso não ser da sua conta, Potter, esse é meu noivo Ronald Winchester.

— Noivo? — Harry dizia com um tom de deboche. Que só quem podia entender eram ele, Pansy e Dan, que o olhou de um modo estranho.

Mais uma movimentação. Era Sirius que chutara uma cadeira.

— Como você pode se casar? Ainda é uma criança, minha criança... —Sirius resmungava.

Pansy se aproximou do pai, passando muito próxima de Harry, que a puxou pelo braço, até que sussurrasse em seu ouvido:

—Precisamos conversar.

— Não penso dessa forma. —Ela lhe sorriu como um "anjo".

— Oras papai. — A Malfoy beijou a bochecha dele, e passou um braço por seu ombro. — Alguém nessa família tinha que começar. E já que os Malfoy machos não se habilitam... — Ela encarou Dan, Jake e Blaise que resolveram ignorar.

— Mas aonde você o conheceu? — O pai perguntou.

—Através de Jake. — Ela sorriu sacana para o irmão. Que engoliu em seco ao receber os olhares reprovadores de todos os homens ali.

Rony riu.

Pansy conseguiu sorrir desajeitada, quando seus olhos encontraram os de Harry. Rony se aproximou dela, esbarrando "acidentalmente" no moreno.

Ela passou a mão pelo peito do ruivo, que se pronunciou.

— Sim, bem... Nós também fomos surpreendidos por nossos próprios sentimentos. — Jake quase engasgou tentando conter a risada.

Blaise, Dan e Sirius bufaram.

Narcisa suspirou, pensando na sorte que a filha tinha.

E Harry, com certeza teria uma conversa muito séria com Jake, mesmo calmo ele não teria esse tipo de atitude.

— Há quanto tempo isso está acontecendo? — perguntou Blaise, o olhar severo e inquisidor. Era evidente que ainda estava tentando aceitar as últimas notícias.

— Há tempo suficiente. — Pansy respondeu.

— Algum tempo.

Falando ao mesmo tempo, Rony e Pan se entreolharam como se estivessem duelando.

Ela engoliu em seco ao ver Harry apertar os olhos. Ele observava-os, e a morena forçou-se a sorrir ao voltar à atenção para o pai.

Por um momento, não teve certeza se Potter ainda estava desconfiado. Entretanto, Rony abraçou-a com mais força, puxando-a para si, como se quisesse mostrar a todos seus sentimentos.

O calor do corpo dele a envolveu, e ela acomodou-se ali, sentindo-se um pouco segura.

— Por que não tomamos café? — Narcisa sugeriu.

Pansy e Rony assentiram aliviados e seguiram a matriarca Malfoy.

Quando todos estavam entrando em casa, Jake sentiu seu braço ser puxado. Era Harry.

— Quando você vai me contar a verdade?

— Que verdade? — O louro especulou.

— Essa... Essa palhaçada da Pan. — Harry estava visivelmente nervoso.

— Potter. — Jake, usou um tom mais sério. — A não ser que esteja realmente interessado no bem-estar de minha irmã, e esteja se comportando como um irmão conservador, esse papo faria sentido. Porque a sua atitude é de alguém que está com ciúmes, e não em termos fraternais. Tem algo que eu não saiba?

Porque Jake tinha que ser assim? Saber de tudo.

— E se eu estiver com ciúmes?

— Em respeito a nossa amizade... — Espero que faça algo a respeito. — Jake sorriu misterioso.

—Mas você não vai me contar o que está acontecendo?

—Em respeito a minha amizade com Rony, não!

E entrou para tomar café. Deixando um Potter para trás. Com inúmeros questionamentos. Mas o mais importante: Por que se importar tanto com Pansy?

Tinha sido apenas uma noite.

Ego ferido seria o suficiente para que ele sentisse aquele sentimento de perda?


— Quer que eu finja? — Atrás do balcão, Blaise Malfoy encarava o irmão enquanto enchia uma caneca de cerveja. — Você está noivo? De quem?

— Fale baixo — Draco pediu e olhou Gina e as tias sentadas a uma mesa no centro do Bar. O estabelecimento estava lotado para o almoço, nem Gina ou as irmãs Weasley o viram chegar. — Exatamente. Quero que você finja que sabe que estou noivo de Ginny. Entendeu?

A cerveja começou a transbordar da caneca, molhando a mão de Blaise. Ele blasfemou e pegou uma toalha.

— Está brincando, certo? Você e… A secretária? Desde quando a chama de Ginny?

Uma vez que decidira agir como noivo, Draco achou melhor chamá-la de Ginny a fim de dar maior veracidade ao papel.

— Desde hoje de manhã.

— Hoje de manhã? — Blaise repetiu, abismado. — Quer dizer que acordou ao lado dela?

— Mais ou menos.

Na realidade, acordara sob ela. A sensação de ter aquele corpo esguio sobre si ainda o perseguia. Podia sentir o calor da pele e o perfume dos cabelos ruivos.

Blaise jogou a toalha sobre o ombro.

— Ela estava um tanto zonza quando saiu daqui ontem à noite… — o irmão mais novo lembrou-o. — Se está tentando amenizar sua culpa, Draco, não me envolva nisso.

— Blás, pelo amor de Deus…

— Virginia é uma boa pessoa — ele continuou. — Comedida e meiga. Não gosto de pensar que meu próprio irmão se aproveitou de uma garota inocente. Nós não somos assim, Draquinho. — Ele chamou "carinhosamente" o irmão. — Só as que não têm coração, lembra?

Garota? Virginia não era uma garota. A abundância de curvas que ela exibira na noite anterior mostrava uma bela mulher.

Em circunstâncias diferentes, Draco teria tentado conhecer melhor aquele corpo. Porém, tratava-se de Gina, sua secretária, e não podia pensar nela de outra forma. Além do mais, existia esse código de ética entre os Malfoys. Apesar de muitas vezes, nem ele nem Jack o seguirem a risca.

— Ela tem vinte e cinco, para sua informação — Draco irritou-se. — E não, não me aproveitei dela, seu idiota. Nós dormimos no sofá e vestidos! Praticamente...

Blaise sorriu cínico.

— Agora sim, a verdade!

Draco ia retrucar, mas Blaise continuou.

— Ginny é um apelido muito meloso e infantil, para você usar. Além do mais, você mesmo disse que ela não era mais uma garota... — Blaise encarou Gina com olhos de cobiça. O que não passou despercebido por Draco, que pegou a toalha do ombro do irmão e acertou-lhe. — Eu gosto de ruivas, sabe? — Blaise ignorou.

Draco bufou. Mas resolveu calar-se, antes que eles começassem uma briga na frente das tias de Gina.

Draco voltou o olhar à mesa. Como se o pressentisse, Gina virou o rosto e o fitou.

A garganta de Draco ressecou. Gina usava um suéter cinzento de gola alta. Era a primeira vez que a via sem as roupas sóbrias de trabalho… com exceção da noite anterior, quando ela expusera os seios diante dele.

Além do suéter, estava escondida atrás dos óculos e prendera os cabelos na altura da nuca. Por que ela se ocultava sob uma fachada comedida? Ora, a mulher que se apresentara a Draco não tinha nada a ver com aquele excesso de puritanismo. A bem da verdade era muito bonita.

Mais que bonita, aliás. Possuía a pele suave, os olhos castanhos de uma tonalidade incomum e o corpo… aquele corpo era…

— Draco, olá! Está me ouvindo? — Blaise acenou, interrompendo-lhe os devaneios. — O que há com você?

Ele não sabia. Esfregou o rosto e ateve-se ao irmão.

— Vê aquelas duas senhoras em companhia de Virginia?

— São as irmãs Weasley. Eu as instalei no hotel hoje de manhã. (Blaise é o dono do Bar e do Hotel do Nobre)

— São as tias dela. Se fizerem algum comentário a respeito do noivado, confirme a história. Explicarei mais tarde.

— Quando você acabar com as farsas, precisa dar uma passada lá em casa. Pansy tem novidades. — O Malfoy mais novo estava enigmático, e Draco não gostou daquilo.

— Certo. Só espero que sejam noticias boas...

Ariel avistou Draco e, sorridente, chamou-o à mesa. Muriel imitou a irmã, e ambas reforçaram o convite elevando o tom de voz. O restaurante estava bem barulhento, no entanto, os clientes pararam de falar e olharam em direção a Draco.

Ensaiando um sorriso, ele caminhou até a mesa, certo de que escutava a risada debochada do irmão.

Ficou irado.

Como Blaise se atrevia a rir dele? Não entendia que a situação era séria, que exigia discrição e reserva? Sendo o mais novo dos irmãos Malfoy, Blaise precisava aprender a ter mais respeito.

Draco decidiu cuidar do irmão mais tarde. Dan, Jack e Pan, a caçula do clã Malfoy seriam mais compreensivos e solidários.

Afinal, o que lhe restava fazer? Não podia deixar Gina abandoná-lo. Como conseguiria contratar outra secretária depois dela?Ela era fundamental para a empresa.

Após cinco minutos com Francine… Oh, ele preferia desfilar nu pela cidade a ter aquela mulher no escritório.

Durante duas semanas, ele e Gina fingiriam estar noivos. Mãos entrelaçadas, um beijo aqui outro ali, alguns olhares apaixonados. Não seria complicado.

Ambos sabiam representar; seria uma encenação e nada mais. Uma farsa sem maiores repercussões. Porém, tinha de admitir que, naquela manhã, quando tocara as faces macias, e os olhos castanhos brilharam, sentira-se… atraído. Talvez até… empolgado.

Por esse motivo saíra às pressas daquela casa tão acolhedora. Havia sofrido um repentino lapso de autocontrole.

Assim que Ariel e Muriel se convencessem de que ele e Gina estavam apaixonados, embarcariam no tal cruzeiro e, mais tarde, a sobrinha lhes comunicaria o rompimento do noivado por incompatibilidade de gênio. Nesse ínterim, ela poderia encontrar outro homem, e todos ficariam felizes.

Satisfeito com as próprias deliberações, Draco ignorou os olhares curiosos dos presentes no restaurante e sentou-se ao lado de Ginny.

Ela estava ruborizada e, quando Draco beijou-lhe o rosto quente, sentiu-a ofegar.

Cumprimentou as tias e sussurrou no ouvido de Gina:

— Olá, ruiva.

Hesitante, ela arregalou os olhos.

— Olá?

Draco suspirou. Precisava descobrir uma maneira de fazê-la relaxar. Caso contrário as tias jamais acreditariam no noivado.

Tomou a mão delicada e beijou a ponta dos dedos, estavam tão frios quanto gelo.

— Senti saudade.

— Eu também. — Ela sorriu nervosa.

— Sabe, querida — ele disse, esfregando a mão macia. — Pensei muito sobre nossa conversa de hoje pela manhã a respeito da aliança, e concluí que não devemos esperar mais.

Os olhos castanhos se pronunciaram quando Draco tirou um anel de diamante do bolso e colocou-o no dedo de Gina.

— Oh, Muriel, queria tanta que nossa querida irmã estivesse presente — Ariel murmurou comovida com a cena romântica e carinhosa. — Nossa pequena Virginia cresceu e está apaixonada.

— É um sonho que se tornou realidade. — Muriel pegou um lenço na bolsa e enxugou as lágrimas.

— Sim, um sonho — Uma loura de altura mediana, olhos azuis e sonhadores repetiu. Ambas as tias se entreolharam e sorriram.

— Luna!

As três mulheres da mesa gritaram. Sim, a tão pacata Virginia Weasley também compartilhava da empolgação.

Era certo que a loura a frente chamava a atenção. Seja pelo figurino arrebatador, que consistia apenas em um collant de ballet preto. Seja pelo belo par de pernas, e o rosto carismático.

— Então esse é o sortudo... — Luna inspecionou Draco de cima a baixo, ele não negou que estava animado com a atenção da loura. — Levante-se homem, agora somos da mesma família. —Ele tinha a impressão de já a ter visto antes... Mas onde?

Oh não! O abraço em conjunto dos Weasley! Coitado do Sr. Malfoy.

Tia Muriel e Ariel acompanharam o abraço de Luna, fazendo Draco sentir-se uma sardinha enlatada.

— Se eu soubesse que existiam homens tão lindos em Londres, juro que teria vindo mais cedo. — Luna suspirou cansada, como se tivesse lembrado algo. Gina entendeu o "sofrimento" da prima. Todos os Malfoy eram lindos de doer.

— Com licença. — A loura puxou uma cadeira, para sentar-se.

— Concordo, filha. Se soubéssemos que Londres era assim tão bonita, poderíamos ter tentado um casamento por aqui. — Ariel apoiou os cotovelos na mesa, admirando Draco.

Ser o único homem entre as mulheres seria, geralmente, uma situação que Draco adoraria. Entretanto sentia-se desconfortável? Talvez... As Weasley não fossem nada discretas.

— Oh! Perdão. Sou Luna... Luna Lovegood!

O nome era tão familiar. De onde a conhecia?

— Não vai me dizer que não reconheceu? — Muriel perguntou, como quem pergunta quanto é 2+2.

Draco negou.

— Tia. — Gina olhou suplicante.

— O que? —Muriel perguntou. — Você não contou ao seu noivo sobre o seu passado?

Gina afundou na cadeira.

—Que passado? —Draco estava curioso.

—Não há passado. Presente seria o termo mais apropriado — Luna interveio. — Gina prometeu que faria a temporada de Londres comigo. Como nos velhos tempos, na Broadway

Agora o nome lhe lembrava algo. A companhia de dança, a dançarina principal.

Pansy era apaixonada pelo espetáculo. Isso explicaria o porquê de Gina dançar tão bem...

— Luna, já conversamos sobre isso...

— Ora, Gi não me faça essa desfeita. O palco não é o mesmo sem você. Collin também pensa assim.

— Quem é Collin? — Draco perguntou.

— É o ex da Gina.

— Atual namorado de Luna.

As duas tias disseram ao mesmo tempo.

Luna e Gina se encararam mortalmente.

Draco sentiu-se ainda mais perdido do que nunca.


Rony's POV

Nunca pensei que esse dia de minha vida fosse chegar. Eu sempre fui uma pessoa que teve tudo de bandeja. Meus pais sempre sustentaram o meu estilo de vida esbanjador nos EUA.

Mas pelo visto, papai Arthur está preocupado com os negócios da família, os quais eu nunca me interessei de verdade. A única parte realmente interessante era o fato de que eles me rendiam uma bela quantia mensal.

Meu pai é o dono de uma rede de empresas de materiais esportivos. Um verdadeiro império, que eu sei que mais cedo ou mais tarde terei que assumir.

Apesar de essa nunca ter sido a minha vontade.

Formei-me em administração, mais para agradar meu pai do que qualquer coisa. Sempre pensei que o agradando adiaria esse momento.

Papai já estava querendo se aposentar. E eu devia me tornar o "cara" responsável da família. Eu deveria formar a minha própria. Era um destino certo.

E agora pra completar Arthur me tirou tudo! Casa, dinheiro, luxo... Só porque eu não queria seguir os mesmos passos que ele.

Vir para Londres antes do prazo estipulado pela Pan estava fora de cogitação se não fosse pelo fato de que eu não tinha mais dinheiro para pagar o hotel.

— Rony! — Pansy me puxou com tudo para dentro de um dos inúmeros cômodos de sua casa, quebrando minha linha de raciocínio. Mesmo sendo muito mais baixa do que eu, ela tinha uma força descomunal. — Quanto tempo essa farsa vai ter que durar?

— Eu não sei. — Fui sincero com ela, era o mínimo que eu poderia fazer. — Acho que estou me afogando ainda mais em mentiras. — Desabei mesmo. Procurei em Pansy o conforto que eu precisava e sabia que ela não me negaria. Eu a abracei, como uma criança indefesa. E me permiti chorar pela primeira vez. Não pela falta de dinheiro, nem por estar com medo do futuro. Mas por perceber, pela primeira vez em minha vida, que eu estava sozinho. Eu era um playboy mimado que não tinha amigos, a não ser Jake e Pansy. E pior, estava expondo-os a uma situação perigosa para com a família que eles sempre prezaram.

— Calma! — A morena vez ou outra enxugava minhas lágrimas com os dedos finos e delicados. — Estamos juntos nessa, lembra? Somos Rony e Pansy contra o mundo.

Eu ri. Um riso totalmente sem graça. Nós éramos amigos de todas as horas. Sempre que ela precisasse de mim, eu estaria lá. E vice-versa.

— Talvez o mundo não esteja contra nós. — Senti os ombros dela se enrijecerem com as minhas palavras.

— E o que você quer dizer com isso?

— Simples Pan. Podemos fazer com que tudo seja verdade. — Aproximei-me pronto para beijá-la. Mas ela desviou das minhas investidas. Eu ri do fora que tinha levado — Ou podemos continuar com a farsa e machucar terceiros que nos amam de verdade.

— Por você eu sou capaz de correr o risco, Ronald. — Ela me disse enquanto uma lágrima solitária caia sobre sua face. — Você foi à única pessoa que conseguiu ver mais do que a menina fútil e mimada que eu sempre fui.

— Já somos adultos, Pan. As besteiras que fizemos foram superadas. O passado não volta mais.

— Eu sei que não.

— Por que você nunca contou para a sua família?

— Eu contei pra você. — Ela respondeu.

— Não. Eu forcei você a me contar. É diferente. Nós superamos juntos o que aconteceu. — Lembrar do dia em que encontrara Pansy desmaiada em seu apartamento, depois de uma overdose sempre seria a cena mais traumática da minha vida. Porque no fundo, ela é como uma irmã pra mim. E eu tinha o dever de cuidar dela, como o Jack faria.

— Eu devo isso a você Ronald. Se você não tivesse chegado eu estaria morta...

— Não fale assim. — Eu a repreendi, porque a vida não teria sentido sem ela. A única pessoa que me fez sentir algo. E eu não digo no sentido romântico, eu digo no sentido humano. Ela foi a primeira pessoa que eu amei mais do que a mim mesmo.

— Sou todo seu, Pan. — Sorri doce. — Porque amo você

— Também amo você, Ronald.

— Desculpem-me se atrapalho, mas creio que eu e a Senhorita Malfoy temos assunto a resolver. — Harry que acabara de entrar no recinto, disse sem emoções.


N/as: meninas desculpem pela demora, mas eu aproveitei o feriado pra viajar, e passar um tempo no colo de mamãe.

Prometo explicar a "treta" da Gina com a Luna, no capitulo que o Collin aparecer.

E a conversa do Harry e da Pansy pode render. O próximo capitulo já está quase pronto. Então comentem, pra nos fazer feliz *.*

Thaty: não precisa se acostumar a ficar sem eles não! Tb sou apaixonada por Rony e Hermione... Portanto... Fica a dica. Beijos querida e muito obrigada pelo review.

Lah Malfoy: nossa, faz um tempão mesmo que eu não atualizo "Para uns ódio para nós amor", desculpe por isso, mas é que eu acabei deixando ela de lado, depois que eu comecei a faculdade, mas prometo relê-la e postar novos capítulos assim que possível. Valeu pelo review e por gostar das minhas fics.

Lidiia:Também queremos um Deus grego como o Draco na nossa vida. Essa Gina é uma sortuda mesmo... E posso te dizer que as coisas vão melhorar ainda mais pro lado dela sposkspoksposkspok! Valeu por comentar. O que achou desse capitulo?

Senhorita Ka: fico muito feliz por você estar gostando da nossa fic. É gratificante saber disso. Quando vocês comentam dá até mais vontade de escrever.

Bjos a todos que lêem e

Até o próximo capitulo.