Carência & Frustração
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Disclaimer: Naruto não me pertence eu só peguei os persongens emprestado um pouquinho para fazer essa estória ^_^
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Beta: Dayane Manfrere (Nee-chan)
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Amores da minha vida!
Acho que não demorei muito né?!
Espero que vocês gostem desse capítulo! Não prometerei que o próximo virá rápido. Tenho muitos outros projetos e pessoas me pressionando sem contar que Cálculo é muito mais importante que isso!
Boa leitura amores
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Capítulo VII: Cumplicidade – parte II
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Os dias passavam, viraram semanas e a intimidade de Sakura e Itachi não aumentava apenas devido ao sexo. Sakura não o temia mais, quase não se irritava com suas provocações, pelo contrário, revidava-as.
Sempre que sentiam tesão, transavam. Ela parara pra pensar muito na "relação" deles e resumiu em poucas palavras, eles viraram amigos que faziam sexo. Quase todos os locais daquela clareira e chalé já tinham sido usados pelos dois em suas fantasias sórdidas, porém um único lugar, um simples e singelo local, não havia sido profanado pelos dois.
Eles nunca haviam dividido a cama, nunca haviam dormido juntos como um verdadeiro casal fazia. Sakura já havia percebido isso, não o questionou dele não querer dormir com ela, ou não a procurá-la, talvez pensasse da mesma forma. Seria como se fossem um casal enamorado e isso ela nunca se permitiu.
Quando ele precisava se ausentar ela aproveitava e voltava para konoha, afinal ainda era uma kunoichi de lá, e só porque estava com passasse livre por uns tempos, não podia dar ao luxo de se ausentar por tanto tempo, alguém poderia desconfiar de seus sumiços.
Quando estava em konoha ficava o máximo de tempo possível no hospital, acompanhava os progressos para o remédio e fazia novas anotações e descobertas, faltava muito pouco para alcançarem os seus objetivos. Seria um grande passo para a medicina.
O hospital sempre foi sua segunda casa e ela sentia-se em paz lá, gostava do cheiro, da agitação, dos plantões do tumulto, de ajudar, de curar, de salvar vidas. Desde quando eram adolescentes, quando Ino resolveu ser uma médica-nin também, que o hospital ficara mais prazeroso, sua melhor amiga e irmã companheira de trabalho era algo insubstituível. Esses poucos prazeres da vida eram o que a fazia esquecer as desgraças.
Decidiu que precisava compartilhar com alguém sua aventura. Porque aquilo tudo estava sendo uma aventura, uma aventura muito prazerosa por sinal, mas mesmo assim algo doido e inimaginável.
Procurou a loira no hospital a encontrando facilmente. Ela logo gritou com ela ralhando com a mesma por estar tão sumida e displicente com os assuntos do hospital.
- Gomem Ino-chan... – Desculpei-me sem graça, realmente fazia um tempo que não vinha ao hospital, ou melhor, a konoha! – Vamos almoçar juntas Porquinha! Eu pago! – Ela aceitou fazendo bico, fingindo que estava aborrecida por eu ter sumido, dizendo que só aceitava porque eu pagaria, mas tenho certeza que ela mudaria essa cara rapidinho quando soubesse o que acontecia em minha vida.
Ela sugeriu irmos para o Ichiraku, mas lá poderíamos encontrar Naruto, então como eu ia pagar mesmo, a levei para um restaurante, mais formal, onde naquele horário, haveria em sua maioria civis, que as conheciam apenas como as médicas do hospital.
Chegamos ao restaurante, pedimos umas porções de sushis, camarão, kani, sashimis, e pedimos temakis de entrada. A porquinha i me esfaquear só porque eu tava pagando, mas tudo bem, tudo para que ela não desse um escândalo quando eu contasse.
- Ino-chan, eu tenho que contar o porquê de eu estar sumida... – Comecei cautelosa, aproveitei que ela estava entretida com a comida para continuar. -... Eu estou treinando com Itachi! – Pronto falei logo, preferi omitir por enquanto que éramos amantes e foi melhor, pois a reação dela foi à esperada, ela engasgou com a comida e agora tossia freneticamente.
- Você esta o que?!? Itachi?! Uchiha Itachi?!? Irmão dos seu ex-marido, nukenin número um de konoha, membro da Akatsuki que está louco atrás do Naruto?!? É esse Itachi?!? – Como ela podia me jogar essa bomba assim de uma vez com a maior naturalidade do mundo?
- Fale baixo Ino! – Ela fazia perguntas demais e nem percebia o tom de sua voz, algumas cabeças já estavam viradas em nossa direção. – Sim é esse mesmo... Mas calma... Deixe-me explicar antes de qualquer coisa! – Eu me expliquei logo quando vi a cara dela, ela estava a ponto de explodir.
Expliquei tudo que acontecera, desde o encontro na floresta até onde nosso relacionamento deixou de ser apenas de sensei e pupila. Preferia omitir alguns fatos ocorridos com Kakashi, não precisava de represálias sobre sua infantilidade, já a tinha feito demais por si só, e omitara também o último encontro desastroso com Sasuke.
Ao terminar vi o queixo de Ino cair, no meio da minha história ela quis falar várias vezes, mas eu não deixei, ao final acho que nem ela mais tinha tanto medo do mito "Uchiha Itachi", e já me olhava com aquele olhar malicioso de "me conte todos os detalhes sórdido".
Afinal, eu só tivera Sasuke em minha vida, e contar que eu era amante de um homem lindo como Itachi, era algo que ela estava curiosíssima. Fiquei meio encabulada de início, mas logo pedimos sakê e já ríamos, trocando informações confidenciais sexuais de nossos parceiros.
- Você está apaixonada Testuda?! – Não me contive, não via aquele brilho no olhar falando de um homem desde que me disse o quão Sasuke havia sido perfeito em sua noite de núpcias.
- Apaixonada?! Claro que não Porquinha!!! – Fui realmente pega de surpresa pela pergunta, afinal nunca havia pensado em sentimentos com ele, nunca cogitara aquela possibilidade. – Itachi para mim é apenas um "fuck friend"!
- Sei... – Ela podia falar o que fosse se não estava apaixonada, corria sérios riscos de se apaixonar, ela nunca foi uma mulher fria a ponto de diferenciar completamente sexo de amor, esperava apenas que aquele romance não acaba-se ruim. – E Sasuke, Sakura? – Estávamos evitando tocar nesse assunto, mas uma hora seria necessário questioná-la.
- O que tem ele, Porquinha?! – Tentei me fazer de desentendida, mas não deu certo, ela me deu aquele olhar enfadonho para que eu não desconversasse, pois bem, uma hora teria que me confrontar com isso. – E ele está por aí... Não o vejo desde que comecei a treinar com Itachi, não sei como ele está, nem o que anda fazendo e sinceramente não quero me incomodar com isso no momento! – Era a pura verdade.
Ultimamente pensava cada vez menos em Sasuke, as comparações que fazia no início, nem se lembrava de tentar fazê-las agora e Itachi se mostrava uma pessoa completamente diferente ao que ela achava e que todos achavam. Era um homem de poucas palavras, porém observador, falava o necessário, mas elogiava quando achava que devia não que ele a chama-se de linda normalmente, mas poucas onomatopéias com relação a sua comida, ou a evolução de seu treinamento já a deixavam feliz.
- Já pensou no que fará quando Sasuke curar o "Sasukinho"?! – Se ela não pensou nisso, vai ter que começar a pensar, afinal ela mesma estava procurando uma cura pro problema de seu ex-marido. – Vai continuar levando uma vida dupla, mesmo que ele a procure para tentar reatar?!
Não havia pensado nisso, ultimamente sua vida estava fluindo tão bem, a companhia de Itachi estava sendo surpreendentemente tão boa, que ela havia se esquecido dos seus problemas, ela até havia parado de chamá-la de "cunhadinha", fazendo ela por vezes até esquecer que ainda era casada.
- Eu... Eu não havia... Pensado nisso... Oh por Kami! O que farei?! – Realmente estava assustada, não era desleal ao ponto de levar uma vida dupla daquele jeito, caso Sasuke tentasse uma reaproximação, teria que assinar a separação, ou se afastar de vez de Itachi. – Eu realmente não quero pensar nisso agora Ino! Eu vou aproveitar o momento! Quando chegar o momento eu me preocupo!
Tagarelaram mais um pouco antes de terem que voltar para o hospital. Ino ficara ao seu lado e prometera guardar segredo, era sempre reconfortante poder contar com ela quando precisava.
Ficou o resto do dia no hospital apenas cuidando de pequenos casos, deu mais uma olha nas pesquisas com Shizune e resolveu voltar para casa, ainda não havia passado lá. A entrada de sua casa estava insuportável! Uma montanha de flores tampava sua entrada, Sakuras, Rosas vermelhas, Camélias... Eram lindas, mas Sakura não tinha interesse em nenhuma delas, nem se dignava a abrir os cartões, jogava-as todas no lixo.
Chegou à conclusão que eles deviam ser mais insistentes com a recusa dela, por ela não responder as flores é que eles ficavam mais interessados, deu uma suspiro debochado com esse pensamento, "Homens! Quem vai entendê-los! Gostam de ser pisados, cruzes!", debochou em pensamento.
Cuidou da limpeza de sua casa, e foi tomar um banho, apenas alguns dias em konoha para ficar a par dos acontecimentos no hospital e não dar nenhuma suspeita sua sobre sua ausência demorada. E eram assim todas as vezes que ela ia à konoha.
Alguns dias depois resolveu que deveria voltar Itachi já devia ter retornado, ou se não, o esperaria, ele nunca se demorava tanto tempo, sabia que ele não sumiria sem dar uma satisfação, conhecia-o para saber disso.
Antes de sair passou no hospital, deu uma ultima checagem com Shizune, despediu-se de Ino, que sempre levando na esportiva e no jeito maroto dela me desejou que aproveitasse muito do cunhado gostosão. Só ela pra me compreender e me fazer rir.
Saí da vila novamente na maior naturalidade. Já sabia de cor o caminho de konoha até nosso refúgio e era pra lá que eu ia sem pestanejar. Estava quase lá, quando meus sentidos treinados de kunoichi ficaram atentos. Sentia um chakra se aproximando e não era de Itachi, logo apareceram mais.
Estavam muito perto dela, não daria para ela se esconder deles, não sabia se eram hostis ou companheiros, se fossem de konoha seria mais fácil lidar, mas e se fossem ninjas estranhos seria um grande problema.
Mudou um pouco seu percurso para tentar despistá-los de seu refúgio e também para ter certeza se eles haviam percebido sua presença ou não. Precisava pensar em como resolver tudo isso e rápido!
Os chakras continuavam atrás dela, eles haviam percebido seu chakra solitário e agora a estava perseguindo. Atraiu-os até uma clareira onde poderia ter espaço e visão para enfrentá-los melhor.
Esperou-os na clareira, tentando se concentrar, era ela sozinha contra seis. Seis nukenins de Iwagakure. Não ia ser nada fácil, mas havia treinado duro com Itachi e sentia-se confiante para entrar numa batalha e vencer!
Eles a olhavam com desdém, subestimavam uma única kunoichi de konohagakure. Enquanto eles eram seis homens, nukenins, assassinos, pessoas que não tinham nada a perder.
- O que uma kunoichizinha de konoha faz sozinha por aqui?! – Um ninja moreno, parecia ser o líder deles, falou. Desdenhava dela. – Anda fedelha! Passa a mochila pra cá e TALVEZ nós sejamos bonzinhos com você!
Os outros riram maliciosamente do comentário do homem moreno e corpulento, concordando com ele, mas ela não tinha medo, era uma kunoichi de elite, treinada para nunca expressar seus sentimentos, inclusive o medo.
- Vem pegar! – Ela o desafiou já com shurikens entre os dedos, preparando-se pra um contra-ataque.
Que não tardou de vir. Imediatamente após suas palavras de ousadia, três dos ninjas partiram para cima dele. Ela riu sarcasticamente, eram lentos em comparação a ela.
Apenas saltou, no ar girou e mirou as shurikens em seus alvos os acertando, perfeitamente em suas gargantas, os matando na hora. Podiam estar em maior número, mais com certeza eram mais fracos que ela. Lembrou-se do treinamento com Itachi, pelo menos três ela já conseguia com perfeição.
O líder soltou um rugido de fúria, por ela ter vencido to facilmente seus subordinados e ele e os outros dois partiram de uma vez para cima dela. Esses pareciam ser mais fortes, pois ela tentou o mesmo truque e não funcionou. Eles desviaram com facilidade de suas kunais.
Eles vieram para cima dela teve que fazer dois bushins para lutar de igual agora. Os outros três eram infinitamente mais fortes que os vermes que ela matara. Eles eram rápidos, se não fosse pelo treinamento com Itachi talvez não estivesse conseguindo lutar em igualdade agora.
Estava sendo difícil se concentrar na luta, estava lutando com o líder, o moreno corpulento, e ainda tinha que se concentrar para não perder os bushins caso eles sumissem já era! Teria que acabar logo com aquilo! Um soco, um mísero soquinho e conseguiria acabar com tudo de uma vez.
Merda! Um dos ninjas, um loiro que lutava contra um dos bushin, conseguira acertar seu clone, desfazendo-o, nesse segundo de desconcentração foi acertada por um golpe de seu adversário sendo arremessada longe de encontro a uma árvore.
Os três se aproximavam dela agora, devido ao golpe que sofrera o outro bushin se desfez, estava com um ar triunfante no rosto.
- Você foi durona garota, vai ser divertido... – Eles partiram para cima dela, tinham intenções que para Sakura ainda eram indecifráveis. Um deles se aproximou, perto o suficiente para ela conseguir desferir um soco certeiro no estômago fazendo-o voar por quilômetros adentro da floresta.
Nesse meio tempo necessário para se reposicionar, um dos ninjas apareceu em suas costas a imobilizando, prendendo fortemente seus braços em suas costas. Contorcia-se, dobrava-se mais não conseguia se desvencilhar.
- FICA QUIETA VADIA! – O líder esbravejou a esbofeteando, fazendo ela gritar em resposta e parar de se debater por um momento. – Você vai morrer cachorra! Mais antes vamos fazer você pagar... Você vai sofrer... E depois vamos te matar dolorosamente! – Agora ele tinha um olhar lunático para cima dela.
Ele rasgou sua blusa expondo seu sutien a fazendo voltar a gritar e a se debater novamente ela tentava chutá-lo, já que seus braços estavam presos pelo outro ninja. O moreno se postou entre suas pernas impedindo que ela o acertasse. Esbofeteou-a novamente para que ela parasse de resistir, mais era inútil, ela nunca desistiria!
- Yameroooo... – Ela gritou quando ele rasgou sua bermuda e saia deixando-a apenas de lingerie. – Tasuketeee... Tasuketeee...
- CALA A BOCA VADIA!!! – Socou-a no estômago! – Cale-se ninguém virá ajudá-la!
- Tasukete! – Ela chorava agora, mas não desistia de lutar. – Tasuketeee... Itachiiii... Tasuketeee – Ela gritou por ajuda pelo primeiro nome que veio em sua cabeça.
Recebeu mais tapas novamente, enquanto sentia as mãos do maldito passeando seu corpo, aquela saliva impregnando seu colo lhe dava enjôo, estava com nojo de tudo aquilo. Clamava por ajuda em pensamento, clamava que ELE a ajudasse!
Já não sentia mais nada, clamava para que tudo terminasse, perdera as esperanças, nem sentia mais os braços a prendendo, ouvia apenas gritos em sua volta, olhou para o lado e viu um vulto de costas. Nuvens vermelhas.
Fora tudo tão rápido, num segundo ela havia desistido, no outro o nunkenin que a segurava estava no chão imóvel com uma kunai cravada na testa e o sangue jorrando perto de si. Ela olhava para a imagem do Akatsuki e a frente dele o líder dos nukenins, o olhar petrificado e amedrontado, então ela ouviu aquelas palavras:
- Mangekyou Sharingan. – Ela ouviu o grito do oponente de seu salvador. Ela também gelara com o tom assassino da voz. – Shine... Tsukuyome!
O homem gritou. Foi um grito horripilante. Sakura tampou seus ouvidos de pavor encolhendo-se em posição fetal. Aquilo era muito macabro, não conseguia agüentar, chorava copiosamente ouvindo os gritos angustiantes do homem, que gritava por socorro e clemência.
Do mesmo jeito que começou, acabou tão rápido e inesperado como antes. Ela ficou tremendo chorando, não sabia o que viria a seguir. Sentiu ser coberta por alguma coisa, abriu os olhos e viu a capa preta com nuvens vermelhas a enrolando. Ele a olhava sério, ela observou de relance, as faces ainda duras e reflexos do olhar assassino daquele homem, mas não teve medo daqueles olhos, pois eram conhecidos, olhos do seu protetor e salvador.
Ele a pegou no colo e ela não fez objeção de tal. Braços amigos, confiáveis, carinhosos. Agarrou em sua roupa como se necessitasse disso para sobreviver e chorou, chorou feito uma garotinha ali. Ele não disse nada, apenas a deixou ali firme em seus braços chorando o quanto quisesse, enquanto se deslocava para um local seguro, o chalé, o refúgio deles.
Não viu quando chegaram, não pensava mais nada, nem chorar conseguia mais. Apenas aproveitava aquele colo quente e protetor. Sentiu-se sendo deixada numa superfície macia, abriu os olhos e viu o quarto, estava deitada na cama e Itachi estava saindo.
- Chooto Maate! Itachii... Onegaii... Não me deixe sozinha!! – Ela se desesperou o vendo dar-lhe as costas.
- Estou aqui Sakura... Vou apenas fazer um chá... Não vou embora. – Ele virou para ela a acalmando.
Ela relaxou. Não ficaria sozinha, ele não a deixaria sozinha, acreditava nele, confiava nele. Sentia-se suja, não pelo suor ou a terra grudados em seu corpo, mas suja devido aos toques lascivos daquele homem asqueroso precisava limpar-se, purificar-se.
Foi até o banheiro precisava de um banho. Olhou-se no espelho, a visão que teve era lastimável. Seu rosto estava com hematomas e cortes, marcas roxas cobriam seus braços e coxas, tinha sangue por seu rosto, e sue lábio estava cortado e levemente inchado, sem contar na dor que sentia no abdômen devido ao soco que levara, não se lembrava de ter ficado em estado tão lastimável assim, talvez, só quando tinha sido salva por Sasuke dos ninjas do som, na prova chunnin que eles tinham feito como time 7.
Curou a maioria dos ferimentos, fechando os cortes e desaparecendo os roxos, porém a dor ainda estava ali, não só a dor física, mas também a dor da alma. Se não fosse por ele, por Itachi, agora ela teria sido torturada de todas as formas e talvez estivesse morta. Devia sua vida a ele.
Entrou debaixo do chuveiro e sentiu a água quente percorrer por seu corpo, ela a fazia relaxar, sentia seus músculos doloridos, o corpo latejando por onde a água tocava, voltou a chorar, dor e angústia a consumiam, ainda sentia a mão daquele porco em si os lábios dele que beijavam seu colo, o lambendo, o chupando.
Esfregava sua pele com força na esperança de tirar aquela sensação nojenta de si, esfregou até se ferir, até cansar, cansar seus músculos e suas lágrimas esgotarem, não tinha forças nem para sair dali, ficou parada apenas, olhando o nada.
Não sabia quanto tempo havia se passado, quando a porta foi aberta cautelosamente. Ele caminhou em passos firmes quando a viu encolhida no canto do box, segurando os joelhos, vermelha de tanto que esfregara sua pele.
Ele a segurou firmemente, sem a machucar, levantando-a. Enrolou-a numa toalha e posse a enxugá-la, calma e pacientemente ele o fez, já a vira tantas vezes nua, mas numa situação como aquela não tinha nenhuma malícia seu toque.
Levou-a para o quarto deitando-a novamente na cama, tirou da mochila dela, uma calcinha e um pijama. Deu para que ela se vestisse, ela o fez calmamente.
- Itachi? – Ela o chamou chorosa. Ele se virou para ela. – Arigatou! – Ela pulou no pescoço dele o abraçando forte, voltando a chorar novamente, mais dessa vez de alívio. – Kowai... Foi tão assustador... Eu estava tão assustada... Estava com tanto medo... Arigatou Itachi... Arigatou...
- Shiii... Calma... Já passou... Está tudo bem agora... Não tem com o que se preocupar... – Ele afagava seus cabelos, a acalmando. Quando ela parou de chorar ele a deitou delicadamente na cama, entregando uma xícara com chá quente para ela.
- Fica aqui essa noite Itachi! Onegai! Não quero ficar sozinha! – Ela suplicou para ele. Ele não lhe respondeu nada, apenas sentou numa poltrona ao lado da cama e ficou lá a observando terminar seu chá e logo depois adormecer.
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Acordou sobressaltada na manhã seguinte, o sol forte que entrava pela janela, mostrava que já era tarde. Procurou por Itachi ao seu lado, mas ele não estava lá. Angustiou-se estava com medo dele tê-la deixado lá sozinha, nunca tinha ficado tão frágil antes.
- Itachi? – Ela chamou receosa. – Itachi?!? – Gritou um pouco mais alto
Não teve resposta. Apenas alguns segundos depois ele entrou calmamente pela porta, com mais uma xícara de chá nas mãos. E entregou para ela, ignorando a aflição dela por ele não estar ali.
- Está se sentindo melhor? – Ele perguntou sério. Porém ela pode ver algo novo em seu olhar, não era pena, era algo humano, compaixão.
- Hai... Arigatou... – Ela se acalmou, corando levemente por seu nervoso desnecessário.
- Descanse hoje... Estarei por aqui... Não se preocupe. – Falou baixo e brando. Sentou-se na poltrona novamente, a observando tomar o chá.
- Iie Itachi... Daijobu... Já estou me sentindo melhor... Arigatou... – Ela estava se sentindo revigorada, só de vê-lo ali, com ela, cuidando de si e da forma dele, estando preocupado já a fazia se sentir mais forte.
Esforçou-se levantando da cama, não queria parecer nem fraca, nem inválida, forçou um sorriso, como se nada houvesse acontecido. Arrumou-se e foi fazer suas obrigações como se no dia anterior não houvesse acontecido nada demais.
Ele não protestou por ela estar se esforçando, apenas a comunicou que eles não treinariam naquele dia e saiu, sem lhe dar mais nenhuma explicação. Ela sabia que não tinha vínculo com ele pra que ele lhe desse qualquer satisfação da sua vida, por isso nem tentava perguntar qualquer coisa sobre esses sumiços dele, talvez no fundo tivesse receio da resposta.
Ele voltou um pouco antes da hora do almoço trouxera peixe novamente para eles comerem. Ela preparou enquanto ele se ocupava com outras coisas, quando foram comer, ele apenas perguntou se estava tudo bem e a menina respondeu que sim com um sorriso simpático no rosto, realmente feliz por ele se preocupar.
O resto do dia fora meio monótono já que eles não treinaram e ela ficou lá naquele lugar sozinha, enquanto Itachi sumia. A noite chegou e com ela o frio de início de inverno veio junto, alguns flocos de neve caíram do céu fazendo com que ela se recolhesse mais cedo.
Fora se deitar, mas Itachi ainda não havia voltado, o que a estava deixando agoniada tentando imaginar o que ele poderia estar fazendo no frio da noite que fazia ali fora. Não conseguia dormir, estava frio e solitário naquele chalé sem ele.
Ela então sentiu uma presença se aproximando, ficou alerta, mas logo viu que ela era conhecida e se acalmou. A percebeu se aproximando perto de si e depois saindo do quarto. Devia achar que ela estava dormindo, na verdade ela tentava, mas era difícil já que desde a noite anterior Itachi não saía de seus pensamentos, o modo como ele cuidou dela tinha surpreendido e percebeu então que ele não era apenas um amigo para si.
Não era amor, mais também não era só amizade não sabia o que era, mas naquele momento ela preferiu não pensar. Ela só tinha certeza de uma coisa que tinha que fazer. E fez. Levantou-se e foi até a sala cautelosamente.
- Itachi? – Ela chamou-o receosa. Recebeu apenas um som vindo dele, sinalizando de que ele estava ouvindo. – A cama é tão grande... Ela está tão fria... – Ela disse manhosa num convite mudo, que não precisou de mais palavras para ele entender.
Ele sem dizer qualquer outra palavra já estava na frente dela num piscar que ela mal conseguiu acompanhar. Ele a segurou possessivamente pela cintura e a trouxe mais para perto de seu corpo a beijando voluptuosamente em seguida.
- Tem certeza? – Ele perguntou. Não sabia se ela estava preparada para aquilo depois do que acontecera.
- Absoluta. – Ela não sabia se ele perguntava se devido ao que acontecera, se ela estaria preparada pra fazer sexo, ou, se pelo fato deles dividirem uma cama, algo que eles não faziam, ela não sabia se aquilo tinha a mesma representação grande pra ele como tinha para ela.
Ele a levantou fazendo com que ela enroscasse, voltaram a se beijar fervorosamente enquanto ele os guiava de volta ao quarto. O moreno a deitou na cama desgrudado seus corpos apenas para ele tirar sua capa e sua blusa para depois ajudá-la a tirar seu baby doll.
Eles pararam de se beijar por um momento e ficaram se encarando. Logo voltando a se beijar e deitando naquela cama. Naquele momento eles usavam aquela cama não como amigos que faziam sexo e sim como amantes que compartilhavam seu ninho de amor, o refúgio deles, porque aquele quarto não era mais o quarto dela, era o quarto deles agora...
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Os dias passavam, as semanas se estendiam e a rotina deles voltara como antes, só que agora eles acordavam juntos, na mesma cama, às vezes fazendo sexo ao despertar, um bom modo de se dizer "bom dia".
A última vez que ela visitara konoha descobriu com Shizune que o que elas já tinham da pesquisa já ajudava algumas "cobaias" a ficarem eretos por alguns minutos, eles estavam muito perto, e sua missão agora era procurar o resto do que precisavam.
A mais rara de todas as ervas ela estava evitando procurá-la, pois não sabia que ela só era encontrada perto da vila da nuvem, e provavelmente não teria uma boa recepção por lá, não que a nuvem e a folha fossem inimigas, mas eles nunca foram muito gentis com ninjas forasteiros.
Mas uma hora ela teria que ir, e parecia que só aquilo para ajudar e terminar definitivamente com aquilo. Acordara cedo naquele dia preparou um chá para os dois, normalmente quem saía em avisar era Itachi depois do café, porém naquele dia ela teve a atenção dele, quando avisou que teria que sair sem prazo para voltar.
Arrumou suas coisas e partiu deixando-o, pela primeira vez, sozinho naquele chalé. A viagem até a vila da nuvem era longa e ela pretendia não se demorar, já estava no final do inverno, porém, por mais que não nevasse mais ainda fazia frio e dormir ao relento era realmente incômodo.
Tentava dormir o mínimo possível, chegaria exausta lá, mas compensaria recuperando suas forças na vila da nuvem. Ouvira que lá possuía ótimas fontes termais, e relaxar, sem ter preocupações depois de uma viagem desgastante era restaurador.
Depois de alguns dias de viagem ela chegou a uma vila, já estava perto, supôs que aquela, pela movimentação, maior que as outras, fosse antecessora à da nuvem. A vila era agradável, não tinha um comércio muito grande a agitado, mas se comparado as outras era realmente melhor.
Olhar as bancas e lojas era realmente uma diversão para a kunoichi rosada. Tudo lhe fascinava, pois sempre tivera genialidade na área de venenos e antídotos. Sempre quisera aprender e descobrir novas ervas e utilidades para as mesmas, então num lugar como aquele ela se sentia como uma criança na loja de brinquedos com a mãe. Estava no paraíso.
Tantas ervas, antídotos, roupas, coisas típicas do país do raio, nossa tudo muito lindo. Ela chegou numa loja e não resistiu quando viu. Nunca fora muito de parar, entrar em lojas e experimentar roupas, normalmente sempre fazia isso com Ino que a arrastava sempre.
Não resistiu à yukata singela, porém elegante que adornava a vitrine. Foi automático, quando vira já estava na loja, perguntando sobre a peça ornamentada. Feito de seda branca, com tsubakis vermelhas, sakuras e jasmins bordadas na bainha, enquanto no resto da peça tinham pétalas das mesmas como se estivessem voando com o vento. Um pequeno obi vermelho com pétalas brancas dava o toque final na peça.
Estava enfeitiçada pela yukata, quase ninguém mais usava no dia a dia uma roupa como aquela, apenas em dias de festival ou alguma ocasião especial, por isso não necessitava da mesma, mas se apaixonara e a queria como a muito não queria algo supérfluo como aquele.
Experimentou-o empolgada, numa perfeição, a peça parecia que fora feita sob medida pra ela. Sakura e as vendedoras ficaram animadas, ela então se decidiu por ver quanto custava. Quase despencou quando viu o valor, seu sorriso e empolgação murcharam, não havia levado dinheiro suficiente para isso, principalmente para gastar com roupas.
Cabisbaixa, deixou a loja e por um bom tempo ficou se recriminando por não ter levado mais dinheiro para a missão. Oras como ela poderia imaginar que iria fazer compras, pensou. Voltou a seu passeio e logo se dirigiu a saída da pequena cidade, para se dirigir finalmente ao seu destino final.
Já estava praticamente na saída da pequena cidade quando foi abordada por uma pequena menina. Olhou-a fixamente por um segundo, e logo a reconheceu da loja do yukata.
- Senhorita... Mandaram te entregar isso! – a pequena criança, que não pareci ter mais do que uns doze anos de idade a olhava com admiração.
Ela lhe estendeu o embrulho que havia trazido e assim que Sakura o pegou das mãos da garotinha ela saiu correndo. Não dando tempo pra rosada lhe agradecer.
Analisou o embrulho com um misto de desconfiança e curiosidade. Concluindo que não deveria ser nada demais, abriu-o.
Seus olhos se arregalaram com o que viu. Era o yukata! A vestimenta pela qual se apaixonara e ficara tentada a comprar, estava ali em suas mãos! Não poderia aceitá-la assim, daquele jeito tão estranho.
Nenhum comerciante daria algum produto seu a um viajante, assim, de graça. Principalmente algo tão belo e caro como aquilo! O melhor era ir tirar a satisfação daquele assunto, então se encaminhou de volta a loja.
- Me desculpe senhora. – ela se encaminhou a vendedora atrás do balcão. – Mas não posso ficar com isso... É uma peça muito cara... – não queria ser indelicada e nem sugerir que eles eram filantropos com viajantes antes de ouvir a explicação delas.
- Não se preocupe com isso senhorita... – a senhora se explicou, entendo o que se passava na mente da mulher a sua frente. – Um moço o comprou e pediu que lhe entregássemos! – ela lhe explicou com simplicidade.
- Um moço? – Sakura assustou-se. Nenhum homem passava por sua cabeça que pudesse estar por aquelas localidades e lhe presentear com tal presença.
- Sim... Um moço alto, moreno, jovem, bonito... – o descrevia com deslumbramento, enquanto as outras jovens ali davam risadinhas ao se lembrar da figura masculina. – Se você não sabe quem é senhorita... Talvez tenha um admirador secreto... – ela lhe piscou marota, tinha idade para ser sua mãe e parecia ser bem liberal e amável, provavelmente essa não teria sido a primeira vez que aquilo acontecia em sua loja.
- Desculpe-me senhora... mas não posso aceitar... – enrusbecida, devolveu o embrulho para a dona da loja.
- Me desculpe senhorita, mas não podemos aceitar... Ele disse para não aceitarmos de volta caso a senhorita não aceitasse o presente. Pagou-nos a mais por isso. – a empolgada senhora empurrou de volta o embrulho com a roupa de volta pra Sakura.
Sakura a encarou firme, porém a outra não cedeu também. Soltou uma exclamação birrenta e deu as costas a todas saindo correndo da loja, deixando la o embrulho. "Que jogassem no lixo se quisessem, pensou."
Estava tão furiosa que quando saiu pisando fundo rua a fora nem percebeu o jovem poucos metros de distância dela observando-a com um meio sorriso zombeteiro nos lábios.
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Pouco tempo depois, finalmente, chegara ao seu destino final. A vila da nuvem. Antes de entrar, tirou seu hitaiate e suas kunais. Trocou de roupa, colocando algo que um civil usaria e entrou na vila oculta.
O comércio já estava quase fechando, mas ela conseguiu pegar muitas lojas e vendas ainda a sua disposição abertas. Andou por muitas, mais deslumbrada como nunca esteve em outro lugar. Realmente os boatos sobre aquela vila ter a maior variedade de ervas e medicamentos do mundo ninja não eram apenas boatos.
Poderia ficar ali horas e horas e não se cansaria. Seria uma péssima ninja se não percebesse que estava sendo observada e seguida ao longe. Não era nenhuma novata em deixar aquele detalhe passar despercebido.
Como a civil que estava naquele momento, não provocou nenhum alarde, ficando penas em alerta a todos os seus passos. Aquela pessoa lhe parecia familiar, não se lembrava da onde vira, mas não lhe era estranha. Homem, alto, moreno, cabelos curtos, olhos claros, pele cor de oliva, idade entre 25 e 30 anos, aparentemente, civil. Sua mente trabalhava rápido para formar o perfil do alvo em questão.
Seus pensamentos foram interrompidos quando finalmente chegara numa barraca, um pouco afastada das outras.
- Achei!!!– a rosada praticamente gritou. – Até que enfim achei! Só faltava isso pra completar! – Ela pegou uma das ervas na mão. Analisou-a minuciosamente como se aquilo fosse algo raro e frágil, estava deslumbrada com aquilo.
- É uma erva muito rara e forte essa minha jovem... – a vendedora a informou. – Um chá de uma folha dessas e fará seu parceiro ter uma ereção que você nunca viu... ou experimentou... – ela piscou maliciosa pra compradora.
- Ótimo! Levarei todas que a senhora tiver! – Sakura pegou as que estavam a mostra e deu para ela.
- Todas? Mas são muitas... Nem um inválido precisa de tantas pra se recuperar... – ela assustou-se com o pedido. – Elas não são baratas senhorita...
- Não tem problema! Eu tenho o suficiente... – já estava preparada pro preço alto, afinal sabia que quanto mais raro era um produto mais valioso ele era. Porém, não estava preparada para aquela discrepância! Por acaso aquelas plantinhas eram feitas de ouro?! Não se admirava que as pesquisas para aquela cura não tivessem ido pra frente. – Tudo isso? É muito dinheiro... – murchou, pensando que se gastasse todo seu dinheiro com aquilo não teria uma moeda pra lhe pagar um copo d'água! Devolveu uma porção das ervas com grande relutância e pagou o máximo que conseguiu.
Agradeceu a vendedora e virou-se guardando as ervas. Ficou estagnada por um segundo. O homem estava a poucos metros dela, a encarando profundamente, estático, não tentava nem disfarçar.
Sakura não o reconheceu, mesmo o achando novamente familiar. Devolveu o olhar não deixando que ele a intimidasse. Seu olhar percorreu por todo seu corpo e parou nas mãos do estranho, havia um pacote, um pacote muito familiar.
Era a maldita yukata! Um clique em sua mente e lembrou-se da onde o vira. Ele estava perto da loja na outra vila! Estava a observando e agora, a seguindo! Antes que ele pudesse se dirigir a ela, a mulher virou as costas e saiu correndo dali.
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A vila da nuvem era realmente um lugar deslumbrante. Quando a rosada conseguiu se afastar o suficiente do estranho perseguidor parou de correr. Começou a admirar o local. Era lindo. A vista montanhosa, e as cerejeiras florescendo, as termas que ela sabia ter por ali. "Gostaria de ter chegado mais cedo, pensou."
Instalou-se numa pequena, porém confortável pensão no subúrbio da cidade era o máximo que o resto do seu dinheiro podia lhe proporcionar. Entrou, pediu seu quarto, já estava o meio do corredor quando ouviu passos correndo atrás de si.
Virou-se e viu novamente uma criança em sua direção. O homem da recepção atrás dela tentando impedi-la de chegar até ela. Sakura fez um sinal com as mãos de que estava tudo bem. Então ele se afastou e se retirou.
- Pra senhorita... – ele estendeu o pacote.
- O que é isso? – dessa vez ela estava preparada.
- Não sei moça... O moço só pediu pra entregar pra moça bonita do cabelo rosa! – empurrou o pacote pequeno para ela obrigando-a a ficar com ele e saiu correndo dali.
Sakura fez menção de mandá-lo esperar, mas ele foi mais rápido que ela. Decidiu então abrir o embrulho. Achava que não se surpreenderia mais, porém estava enganada, estava realmente surpresa e sem falas.
Dentro daquele embrulho estavam as ervas que ela não conseguiu comprar! Sabia quem tinha lhe dado dessa vez. O perseguidor! Não podia aceitar aqueles presentes mesmo que aquele ela estivesse realmente tentada a deixa seu orgulho de lado e aceitar.
Mesmo porque a venda já deveria estar fechada àquela hora e não sabia onde encontrar o seu admirador secreto para lhe devolver o presente que com toda a certeza ela sabia que ele tinha lhe dado.
Pôs em sua bolsa então, caminhou até o fim do corredor e entrou em seu quarto. Fechou a porta, ligou a luz, virou-se e gritou. Sentado numa poltrona do quarto estava Itachi, com toda sua postura impetrável e altiva como sempre.
- O que você está fazendo aqui?! – ela esganiçou – Quer me matar do coração? – pôs a mão no peito ainda respirando forte e rápido sentindo as batidas pesadas e rápidas diminuindo.
- Fiquei preocupado... – ele caminhou até ela encurralando-a a parede. Ele lhe lançou um olhar curioso e desconfiado – e um pouco curioso... – confessou.
Beijou-a com sofreguidão. Ela não aceitara um presente de um estranho, nem quis conhecê-lo. Estava satisfeito, não que tivesse feito aquilo como um teste, mas não podia se revelar para ela.
- Agora, você aceita? – ele entregou o embrulho para a sua amante. Ela o olhou espantada e rasgou com rapidez o papel, desembrulhando o presente.
- Então era você! – ficara tudo claro em sua mente. Aquela pessoa era um henge. Era Itachi, a seguindo, a observando, a vigiando!
Quase esbravejou com ele, mas se lembrara que aquele homem na sua frente era Uchiha Itachi! O maior assassino da vila da folha, o nukenin mais procurado e perigoso de sua vil estava a sua frente lhe dando um presente. Ele vira que ela havia se apaixonado por aquilo e quis lhe proporcionar aquele prazer.
- Arigato! – não conseguiu brigar com ele. Estava emocionada. Atirou-se nos braços dele e o beijou com paixão deixando lágrimas escorrerem de seus olhos.
Beijaram-se com uma paixão e carinho. Despiram-se com urgência a vontade de sentir a pele um do outro era vital. Sakura não sabia o que estava acontecendo, não entedia muito bem, mas aquele homem estava ali, olhando por ela, cuidando dela, acarinhando-a.
Parou de beijá-lo e foi descendo seus beijos por seu corpo. Há algum tempo percebera que Itachi não era um qualquer ele merecia aquilo. Abaixou a boxer dele, olhou-o nos olhos e sorriu. O sorriso malicioso que ela só mostrava naqueles momentos.
Deu um beijo cálido, um leve roçar de lábios na glande, fazendo-o segurar a respiração e então o fez. Engoliu-o por inteiro. Aquele gesto pra ela era algo mais íntimo que o próprio sexo. A submissão naquele ato que ela tinha mostrado apenas a seu ex-marido. Agora o fazia com seu ex-cunhado, que já não era um qualquer, não sabia o que ele era, mas definitivamente não era apenas um amigo de transa...
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Sakura adorava acordar com os raios de sol batendo em seu corpo, e nos últimos meses em volta pelos braços de seu amante, Itachi. Aconchegou-se mais. Porém foi desperta por seus pensamentos.
Antes de conseguir pegar no sono depois de fazerem sexo perfeitamente prazeroso. Conseguiu pra pensar no agora. "E agora?". Ela conseguira o que lhe faltava pra terminar o remédio. Tinha certeza disso. Terminaria o remédio e Sasuke se curaria. Ela não teria mais permissão pra sair quando bem entendesse da vila, muito menos continuar com a vida dupla que estava vivendo.
Precisava pensar. Ficar sozinha.
Afastou cuidadosamente os braços que envolviam sua cintura e lentamente, levantou, procurou suas roupas e começou a se vestir.
- Aonde você pensa que vai? – Itachi pronunciou sem nem ao menos abrir os olhos.
- Quer parar de me assustar assim! – ela realmente se assustara. Estava de costas para ele, vestindo-se, quando aquela voz grave penetrou seus ouvidos a fazendo dar um pulo. – Preciso voltar pra konoha... – tentou soar indiferente e evitando encará-lo. Não queria pensar naquele momento. Precisava ficar só o mais rápido possível pra pensar racionalmente.
- Estarei esperando você aqui... Não demore muito... – sussurrou roucamente em seu ouvido mordendo o lóbulo de sua orelha em seguida. Ele havia levantado tão rápido que ela nem teve tempo de perceber que ele já estava atrás de si a abraçando.
- Farei o máximo possível. – virara-se e beijara-o rapidamente se afastando dele. Se ficasse mais um pouco ali não resistiria à tentação daquele homem.
Virou-se, recolheu o resto de suas coisas e saiu. Não ousou olhar para trás e ver aquele deus grego enrolado pela cintura num lençol a olhando. Era torturante demais.
Apressou-se para sair o mais rápido possível da vila da nuvem. Em poucos dias chegara a konoha.
Não havia tempo a perder. Estava excitada demais com a idéia de descobrir, finalmente, a cura para aquilo e logo foi procurar Shizune, então.
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Demorou poucos dias para que tudo estivesse terminado. Abraçaram-se e se emocionaram com o fim. Tinham certeza do resultado final positivo, precisam apenas testar em seus pacientes-cobaias.
Sasuke seria um deles.
Porém, ela não queria estar ali quando Shizune lhe entregasse o remédio.
Naqueles meses em que esteve pesquisando e treinando sua vida tinha mudado drasticamente. Era uma pessoa mais forte e confiante. E graças a ele. Uchiha Itachi.
A vida não é justa. Ela ainda era casada no papel com Sasuke e Itachi era um traidor, criminoso procurado de sua nação. Se descobrissem de seu caso ela seria considerada uma traidora também.
Tinha que por um fim em tudo antes que as coisas piorassem. Saíssem do controle. Do controle que ela impôs para si mesma e a relação amigável e prazerosa deles.
Sem falar com ninguém, novamente, juntou algumas roupas e partiu antes de reportar para a Hokage o grande avanço que ela e sua outra pupila haviam feito para a medicina.
Saiu da vila da folha com rumo ao som, com um único propósito.
Terminar sua relação com Uchiha Itachi.
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Espero que tenham gostado do capítulo amores!
Ele foi escrito com todo carinho e dedicação! Com muito amor! Bom seis viram que a parte flashback da Sakura acabou...
Apartir do próximo capítulo tudo o que vier se passa no presente... É om sempre avisar... tem sempre as pessoas perdidas ^^
Façam uma autora feliz que passa horas em frente ao pc pra dar um trabalho de qualidade e o mínimo que merecemos é uma review de vocês! Uma review linda e em escrita ^^
Bjokas e até a próxima amores
Bebel ^_^V
RESPONDENDO AS REVIEWS
- .br: Ola ^^
Pode deixar não irei abandonar a fic não! ^^
Também acho que o Sasuke ja fez a rosada sofrer demais... Pode deixar o final da fic jaestá planejdo em minha mente ... =x
Bjokitass
Bebel ^_^V
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- Susan: Que bom que gostou! Fico muito feliz ^_^
Sim sim estava inspirada pra fazer esse momento dos dois! Foi maravilhosos escrever eles um tentando dominar o outro. Eu também amo ItaxSAku....e pode deixar o final ja está todo traçado em minha mente =X
Bjokitass
Bebel ^_^V
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- SakuraAngelSex: Que bom que gostou ^_^
Fico muito feliz ^^
Bejokitas
Bebel ^_^V
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- Mara: Olaaaa
Aaaaaa que bom que ta gostando! Sasuke é um esgoísta que não se importa com nada que não seja ele... Só consegue dr valor depois que perde... Mas no mínimo ele se importa com a Sakura seão não se casaria com ela e sim com qualquer outra... Axo que ele simplismente não sabe definir o que sente... ops...parei por aqui =X
Ele realmente tem que parar de ser o babaca e tentar reconquistá-la senaum ja era!
E mis um momento quente entre meu casal favorito! Você tem razão muito coisa ainda vai acontecer... mais não falarei nada... vc vi ter que ler pra descobrir ^^
No minha! para sempre! Era o dia especial para a Sakura e a primeira vez dela...ele tinah que ser um gentleman não?
Bjokitass querida! Espero qeu continue aocmpanahndo!
Bebel ^_^V
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- bia: Olaaaaaa
Que bom que gostou! Eu adorei escrever o Kakashi e a Sakura... Adoro os dois também...só que ja basta um triâgulo amoroso nessa fic... Outro romance pra Sakura seria confuso demais pra mim... Adoro quando o Sasuke morre de ciúmes! Adoro fazê-lo sofrer!!! kukukukuku
Itachi e Sakura são os melhores....são insuperáveis! mas naum falarei mais nada... =x terá que lr a fic pra descobrir mais coisas ^^
Bjokiasss
Obrigada pelo review
Bebel ^_^V
