Harry puxou a capa da invisibilidade envolta de seu corpo, cuidadosamente navegando pela estreita escada circular que levava à Torre Leste. Ele desejou que tivesse o Mapa do Maroto com ele para que pudesse verificar se Malfoy ainda estava esperando por ele ou não. Era meia-noite e meia e Harry estava atrasado, não que ele tivesse planejado.
Depois de muita polêmica, vívidas descrições de vários cenários perigosos, e palestras sobre ex-Comensais da Morte e suas habilidades duvidosas de mudar, ele finalmente conseguiu convencer seus amigos que ele só queria descobrir como e por que Malfoy tinha desenvolvido uma súbita vontade de beijá-lo . Ele lhes havia prometido fielmente que não se deixaria ser atacado novamente.
No entanto, Hermione insistiu para Harry levar sua capa da invisibilidade e examinar cuidadosamente a torre antes de revelar-se a Malfoy, e Ron tinha arrebatado o Mapa do Maroto das mãos de Harry, para que ele e Hermione pudessem manter um olho neles, e aparecer a qualquer sinal de problema.
A mandíbula de Harry doeu quando ele resistiu a agitação de seus amigos, não tendo tempo para discutir com eles. Quem sabia quando Malfoy iria simplesmente desistir dele e ir embora?
No momento que Ron e Hermione viraram a esquina, Harry correu o mais rápido que seus pés podiam levá-lo. Quando chegou no topo das escadas, sua respiração era superficial e seu coração batia loucamente. As escadas levavam a uma pequena sala redonda, com um chão sujo e janelas altas, pequenas sombras de neve escassa dançanvam a luz da lua, e iluminavam a pedra cinza e áspera.
Esquecendo por um momento que estava invisível, Harry espiou com cuidado. O nó em seu estômago se desfez no momento que viu Malfoy, mas depois se apertou novamente quando a visão dele o fez lembrar de seus beijos.
Harry deu dois passos para frente, tomando cuidado para não fazer nenhum som. Ele prometeu Hermione que iria checar por armadilhas, então ele resolveu checar Malfoy e esperou que isso contasse como vigilância.
Malfoy estava sentado no chão, com as costas pressionadas contra a parede de pedra, a cabeça baixa e os joelhos levemente separados. Um relógio de bolso de aparência cara, estava em sua mão esquerda e, enquanto Harry observava, Malfoy brincou com ele, virando-o aberto a cada cinco segundos e depois fechando-o com um estalo irritado. Harry mal podia acreditar que Malfoy tinha acabado de passar quase duas horas e meia esperando por ele, sem mencionar que ele não mostrava sinais de que planejava sair em breve.
Malfoy olhou para o relógio de novo, suspirou audivelmente, e então jogou a cabeça para trás e inclinou-se contra a parede, expondo sua garganta muito pálida e o pomo de Adão proeminente no processo. Harry não podia resistir, ele se sentiu obrigado a ficar lá em silêncio encarando-o.
Estava frio na torre, mas Malfoy não parecia estar congelando. Ele não estava tremendo, mas estava muito quieto, como se entregando a Harry em seu exame curioso. O olhar de Harry desceu pelas características de Malfoy enquanto ele tentava descobrir se Malfoy parou de parecer um menino petulante pouco antes de seu beijo ou depois dele. Com toda a honestidade, Harry não estava prestando muita atenção em Malfoy durante os últimos meses. Principalmente porque sempre que Harry olhava para ele, Malfoy parecia sentir seu olhar e virava-se, carrancudo e desafiador. Essa era e expressão que Harry estava acostumado, ele não estava acostumado a ver Malfoy sorrindo como ele tinha quando Harry devolveu o beijo e ele não estava acostumado a vê-lo assim, perfeitamente parado com os olhos fechados como se estivesse dormindo.
Não havia nada gentil sobre a expressão de Malfoy. As linhas de seu rosto eram duras, suas maçãs eram altas e os lábios firmemente pressionado apenas somavam ao efeito. Mesmo seu cabelo loiro-branco só aguçava seu rosto. Harry não conseguia entender como alguém que parecia tão frio e parecia tão duro poderia ter beijado tão gentil e tão apaixonadamente. Ele estava começando a se perguntar se ele tinha apenas imaginado aquele beijo que o consumiu e fez seus dedões se curvarem.
A tampa do relógio de Malfoy estalou fechada e Harry respirou bruscamente, assustado. Os olhos de Malfoy se abriram e se estreitaram quando ele se endireitou e olhou em volta.
"Potter?" ele perguntou, olhando na direção errada.
Após deliberar por um momento, Harry tirou a capa da invisibilidade, deixando-a escorregar para o chão. Os olhos arregalados de Malfoy focaram nele e ele rapidamente se pôs de pé.
"Hey", disse Harry, desejando que sua voz não soasse tão áspera. "Desculpe, estou atrasado."
O olhar de Malfoy era tão intenso,que Harry se contorceu um pouco. Levou algum tempo para Malfoy relaxar e sorrir. "Está tudo bem. Eu acabei de chegar."
Algo sobre a mentira causou um aperto no coração de Harry e seus pés o levaram mais perto de Malfoy.
"Você não está com frio?" Harry perguntou. Ele estava com frio, todo o seu corpo tremia. A mão de Harry voou em direção ao rosto de Malfoy, ele havia tocado seu rosto mais cedo, sem aviso, era justo Harry fazer o mesmo. Os lábios de Malfoy se separaram um pouco de surpresa enquanto os dedos de Harry acariciavam a bochecha pálida- estava perigosamente aquecida, quente.
"Feitiço de aquecimento", sussurrou Malfoy.
Harry não estava escutando. Os lábios de Malfoy capturaram sua atenção e a seguraram. Ele encontrou-se determinado a descobrir se o beijo tinha sido tão encantador como ele pensou que havia. Tinha que verificar. Imediatamente. Ele havia prometido Hermione que não deixaria Malfoy atacá-lo com beijos novamente, mas ele não tinha prometido que ele não seria o único a fazer o ataque.
Os cílios de Harry se fecharam quando ele se inclinou para frente e encontrou os lábios de Malfoy com os seus. Malfoy congelou e o coração de Harry deu um salto, ele ficou parado, com medo de ter feito algo estúpido. Talvez Malfoy não quisesse beijá-lo novamente. Mas antes que Harry pudesse se afastar e pedir desculpas, os braços de Malfoy prenderam o seu corpo e sua língua deslizou em seus lábios.
Todas as sensações maravilhosas voltaram em um flash. Elas pareciam ainda mais intensas agora que Harry não estava paralisado com o choque. Seu sangue correndo sul, Harry pressionou seus quadris para frente e seus dedos se enrolaram no cabelo de Malfoy, ansioso para despentear os fios retos, dispostsos ordenadamente. Foi uma sorte que sua boca e língua lembravam o que fazer, porque Harry não tinha espaço para pensar em técnicas de beijo. A pele de Malfoy era tão quente; Harry temia que os dois iam se queimar se não parassem de beijar em breve, mas o pensamento pouco importou já que a ideia era claramente impossível.
O conceito de tempo foi perdido em Harry e ele tinha certeza de que - embora não fizesse sentido – horas haviam se passado antes de Malfoy se afastar, deixando Harry com falta de ar. Inexplicavelmente, as costas de Harry foram pressionadas na parede de pedra e as mãos de Malfoy seguraram seus quadris dolorosamente. Harry não conseguia sequer se lembrar dos dois terem se movido, embora em um ponto ele se sentiu extremamente tonto; Malfoy deve ter girado ele.
Flocos de neve em forma de sombras dançavam sobre o rosto do loiro, mas era claro o suficiente para Harry ver Malfoy sorrindo. Seu sorriso não era tão amplo como tinha sido antes, mas suavizava características de Malfoy e até mesmo o olhar em seus olhos era mais suave. A pequena transformação fez o sonserino parecer bonito, quase hipnotizante.
"Você me deve uma resposta", disse Harry, odiando-se um pouco por seus pensamentos traiçoeiros que tentaram convencê-lo de que ele já sabia por que Malfoy o havia beijado. A expressão do outro estava estranhamente reveladora.
Os lábios dele esticaram em um sorriso familiar, mas pela primeira vez desde que o conheceu, Harry não achou detestável, pelo contrário, o corpo de Harry se aqueceu e seu pênis se contraiu em antecipação, como se seu corpo soubesse de algo o seu cerébro não sabia.
"Hmm". Malfoy franziu os lábios. "Eu não penso assim."
Aborrecimento com a recusa de Malfoy para manter sua promessa clareou a mente de Harry. "Você disse que se eu viesse, você ia me dizer por que você me beijou", disse ele, em seguida, franziu a testa já que sua acusação só fez Malfoy sorrir. Na verdade, Harry nunca tinha visto Malfoy parece tão satisfeito consigo mesmo, o que era dizer algo.
"Eu disse", Malfoy concordou, para confusão do moreno, pressionou a ponta de seu dedo nos lábios de Harry.
Harry se manteve quieto enquanto o dedo de Malfoy escorregou pelo seu queixo, roçou seu pescoço, e então Malfoy achatou a palma da mão contra o peito de Harry, movendo para baixo, ao longo da gravata e os botões de sua camisa. A pressão do toque de Malfoy foi lentamente se intensificando, inflamando ainda mais a pele de Harry. O moreno parou de respirar, empurrando para trás contra a parede, enquanto a mão de Malfoy atingiu seu estômago, mas não parou de se mover mais para baixo.
Malfoy segurou o olhar de Harry, enquanto seus dedos escorregaram entre as coxas de Harry, acariciando, provocando, antes de segurarar firmemente o pênis dele.
A visão de Harry escureceu, ele não conseguia respirar, não com mão de Malfoy espalmada em seu pênis e os olhos de Malfoy encarando descaradamente, quase avidamente.
"Veja, Potter ..." Malfoy sorriu ainda mais. "Você ainda não concluiu a sua parte do acordo."
N/T: Olas! Me desculpem mesmo pela demora! Esse castigo estúpido só acaba quando as minhas aulas acabarem também.. Isso contanto que eu não vou tomar nenhuma outra recuperação né... Obrigada pelas reviews e eu espero que vocês deixem mais, heim!
