Acidentalmente Entrelaçados

By Dessa-I-Rê

Capítulo 7

Mergulhado em pensamentos, InuTaisho examinava os papéis em sua mãos, recostado na cadeira, à medida que o dia amanhecia do lado de fora. Passara a noite toda estudando as diversas movimentações e inquietações recentes. Suspirou largando as folhas em cima da elegante mesa, e levantou-se, dirigindo-se a janela recoberta de pesadas cortinas. Seus devaneios foram direcionados ao seu filho mais novo, fazendo com que mais uma preocupação soma-se às outras. Sabia que não seria fácil conte-lo por muito tempo. Entretanto não queria envolvê-lo no momento, arriscando a deixar tudo a perder. Uma batida fez-se ouvir na porta, ordenou que entrasse e virou-se para encontrar um de seus auxiliares. Este fez uma mesura antes de comunicar:

- Vossa Majestade, trago-lhe as respostas das duas mensagens previamente enviadas. – InuTaisho recebeu as duas cartas e depois dispensou o criado. A primeira das duas provinha de Mirok, informando-o da reação de InuYasha quanto a notícia das movimentações, e observando que não poderia conte-lo por muito tempo. A segunda continha o selo do Reino do Leste. Abriu o envelope e leu atentamente. Arregalou os olhos, engasgando-se. Como eles haviam chegado tão perto em tão pouco tempo?

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Kagome suspirou por cima da xícara enquanto observava a paisagem da janela, entediada, o rosto apoiada numa das mãos. Encontrava-se no Salão de Refeições do Castelo, sozinha. Novamente. Já fazia algumas semanas que ouvira por trás da porta a notícia alarmante das movimentações de tropas, o que deixava a todos apreensivos. InuYasha, desde que tentara saber o motivo real do casamento, não permanecera mais de alguns instantes em sua presença, e as vezes que dirigiu-se a ela fora por motivos mundanos. Kaede já havia conseguido um quarto pra ela, diminuindo ainda mais as possibilidades de encontrarem-se. Não apenas isso, InuYasha andava realmente irritado, fato o qual notava ao vê-lo discutir com Mirok constantemente pelos corredores, em razão de ficar preso no castelo e não poder ir lutar.

Suspirou mais uma vez, pousando a xícara, com o líquido já frio, na mesa. Sango também andara sumida. Provavelmente Kaede estivesse precisando de sua ajuda para alguns afazeres. Bateu os dedos na mesa, aborrecida. Tinha que admitir: até sentia falta daquela praga enchendo-lhe a paciência.

Levantou-se, saindo para o corredor e para os jardins em seguida. O sol brilhava forte no céu e havia uma leve brisa. O que deveria fazer? InuYasha havia proibido-a de praticar arco e flecha. Não que ela fosse obedecer, entretanto achava melhor não importuna-lo com mais problemas. Por enquanto.

Caminhou por alguns instantes, divagando em pensamentos, quando se deparou com o estábulo. Um sorriso abriu-se em seu rosto. Ele não havia falada nada sobre cavalgar! Aproximou-se, observando os animais. Um criado que cuidava de um belo animal preto, reverenciou ao vê-la.

- Em que posso ajudá-la, Alteza. – perguntou, ele, chamando a atenção de Kagome que observava o animal, fascinada.

- Hã... Ah! Sim... Eu gostaria de cavalgar... NELE!- respondeu ela aproximando-se do cavalo. O criado olhou exasperado para a princesa.

- Mas... mas... Alteza... eu não acha uma boa idéia... É que... – balbuciou, ele, e Kagome virou-se confusa.

- Por que não?

- Bem... Esse é o animal do Príncipe InuYasha...

- Oh! Não faz mal! Ele não se importaria... – e depois de uma pausa – Bem... ele se importaria, mas o que os olhos não vêem, o coração não sente. Sele ele pra mim, por favor!

- Mas... Alteza! E se...

- Não se preocupe! Se InuYasha descobrir, você não será punido. Garantirei que não! – respondeu ela sorrindo, e o criado meneou a cabeça, indo preparar o animal.

Kagome montou no cavalo com um sorriso estampado no rosto. Fazia tempo que não cavalgava. Sentiu brisa em seus cabelos à proporção que o cavalo corria pelos imensos jardins. Soltou uma gargalhada alta, acelerando mais e parando para o animal descansar alguns minutos depois. Desmontou, caminhando enquanto puxava-o pelas rédeas, em volta do lago que havia na propriedade e que, se bem lembrasse fora a última vez que falara a sós com InuYasha. Balançou a cabeça. Por que ela dava tanto ênfase a esses fatos?

Contornou o lago, aproximando-se de um conjunto de árvores, quando parou ao escutar vozes.

- InuYasha, não complique as coisas. O melhor é que você não fique sabendo de nenhuma notícia! Tomar conhecimento delas só o deixará com vontade de ir ao encontro, sendo que você não pode e NÃO IRÁ! – a voz de Mirok soava pelo ar, no que, obviamente, parecia uma discussão. Kagome deixou o animal pastando e aproximou-se do local, silenciosamente.

- Keh... é que você pensa! Vamos Mirok! Eu sei que meu pai mandou uma carta pra você! Conte-me! – e vendo a cara que o monge fazia, continuou - É uma ordem!

Kagome ouviu Mirok suspirar e andou para mais perto, puxando devagar umas folhagens para ver a cena. Um graveto quebrou-se nos seus pés, fazendo-a congelar. Mirok virou-se, intrigado:

- Você ouviu isso, InuYasha? – perguntou ele e hanyou apenas grunhiu, fazendo-o virar para si.

- Não me enrole, Mirok. Deve ter sido somente um esquilo. – disse InuYasha, rispidamente e Mirok fitou-o por alguns instantes, analisando a situação, dizendo por final:

- As tropas do Sul já dizimaram quase metade do Reino do Leste e... – hesitou Mirok e InuYasha adiantou-se. Kagome de mais um passo a frente, ansiosa.

- Fale logo!

- E estão a menos de um dia do castelo. Não há mais como retirar a família real a tempo. – terminou ele. Um estrondo ecoou pelo ar, fazendo os dois virarem-se, assustados. Kagome encontrava-se caída de joelhos, o vestido, pérola, sujo de terra.

- O... o que você disse?! – perguntou ela, com a voz esganiçada.

- O que você está fazendo aqui? – questionou InuYasha, mas Kagome ignorou, levantando-se as tropeços e agarrando Mirok pelos ombros.

- O que você disse? Não há... como tirar minha família de lá? – perguntou, ela, sacudindo-o. Mirok confirmou, olhando para baixo.

- Não pode ser! Tem que ter um jeito. – disse ela, e InuYasha respondeu:

- Fique quieta! – Kagome virou-se para ele, descrente.

- Quieta? InuYasha, meus pais podem estar mortos! Meu irmão... – balbuciou ela, cobrindo a boca com a mão. Fechou os olhos, apavorada. Sentiu alguém abraça-la e abriu os olhos, levantando a cabeça, surpresa.

- InuYasha? – indagou, ela, e InuYasha suspirou, cansado.

- Não se desespere que não vai acontecer nada. O castelo é muito bem guardado. Nossos pais não vão deixar que nada aconteça. EU não vou deixar!- disse ele por fim, separando-se dela, e Mirok impediu-o de seguir em frente.

- Você não vai, InuYasha. – disse ele, sério. InuYasha rosnou, ficando centímetros um do outro.

- Você não vai me impedir, Mirok. – respondeu ele.

- Ah vou sim! São ordens, InuYasha, eu não posso desobedecê-las!- informou Mirok, retirando um Ofuda.

- ORDENS! Até quando vocês vão me impedir? Até que mais pessoas morram? – questionou, InuYasha, e Mirok encarou-o sério.

- Você não faria tanta diferença estando lá ou não, InuYasha. Seu pai e Sesshoumaru já estão a caminho!

- Não importa Mirok! Melhor do que ficar AQUI! Acuado como um covarde. – respondeu ele, rispidamente.

- Você sabe que isso não é verdade, InuYasha!- rebateu Mirok, o rosto franzido. InuYasha fez menção de dizer alguma coisa, mas foi impedido quando sentiu Kagome apertar forte o seu braço. Virou-se, irritado para ela, mas ela balançou a cabeça negativamente.

- Chega... Infelizmente, Mirok está certo, InuYasha. Não há por que você se arriscar. Se seu pai não quer que você se envolva agora é porque tem alguma razão. – disse ela e InuYasha fitou-a por alguns instantes para depois desvencilhar-se, cruzando os braços, sério.

- Bem... então acho melhor que todos voltemos ao castelo. Aliás, como você chegou aqui Alteza kagome? – perguntou Mirok, interessado, enquanto caminhavam. Antes que Kagome pudesse responder, ouviu-se um relincho e cavalo negro veio ao seu encontro. Kagome sorriu acariciando-o. Tornou a olhar para os outros dois e congelou ao ver a cara de InuYasha.

- É... bem... InuYasha não fique bravo! Éque eu gostei tanto dele! – declarou, ela, abraçando o pescoço do cavalo. InuYasha suspirou e disse por fim, virando o rosto:

- Feh... tudo bem. Pode ficar com ele. – disse ele e Kagome olhou-o, atônita.

- Sério?!

- Keh... Não faça eu me arrepen...- InuYasha foi interrompido pela garota que havia atirando-se nele, abraçando-o. Mirok tossiu chamando a atenção.

- Desculpe interromper, mas acho que deveríamos mesmo voltar. Eu estou esperando a chegada de dois criados. – declarou Mirok com um sorriso malicioso, fazendo com que Kagome separasse-se de InuYasha, vermelha.

- É vamos... – disfarçou, ela, montando no cavalo.

InuYasha notou que, à medida que aproximavam-se do castelo, o semblante de kagome, aos poucos, tornava-se mais preocupado. Queria dizer alguma coisa, mas não sabia o que. Antes que pudesse tomar coragem, notou que já estavam diante da ampla construção. InuYasha acompanhou Kagome até o estábulo, enquanto Mirok dirigia-se ao castelo, pensativo.

Pararam em frente à construção de madeira e Kagome apertou as redás com força.

- InuYasha? – chamou Kagome, e o outro se virou para encontrá-la cabisbaixa. As mãos ainda firmes nas rédeas, as costas tensa. – Você acha mesmo que... que vai ficar tudo bem?

InuYasha estudou-a, em silêncio. Depois confirmou com a cabeça.

- Certo... – disse ela, desanimada, virando-se para desmontar. Surpreendeu-se ap sentir duas mãos em volta da sua cintura. InuYasha encarava enquanto ajudava-a a descer. Corou levemente, sustentando olhar ao encostar os pés no chão. Ficaram assim por alguns instantes. InuYasha com suas mãos na sua cintura e ela em seus braços, até que ouviram passos e separaram-se rapidamente.

- InuYasha, a Kaede mandou chamar-lhe. Os criados chegaram e um deles irá incorporar o batalhão... hã... o que foi que houve? – questionou Mirok, ao vê-los corados. InuYasha ignorou-o, dirigindo-se ao castelo. O monge virou-se para Kagome que apenas olhou-o rapidamente, antes de seguir o hanyou.

- Que foi que eu fiz agora?

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- Vossa Alteza. – reverenciaram os dois criados ao ver InuYasha adentrar o recinto, repetindo a cortesia ao ver Kagome entrar logo em seguida. Uma faísca passou nos olhos de um dos dois ao vê-la, fazendo com que Kaede olhasse-o, intrigada. Sango, que encontrava-se junto de Kaede, sorriu ao ver a amiga.

- InuYasha, estes são Houjo e Bankotsu. – informou ela. O primeiro de cabelos castanhos, olhos da mesma cor e o rosto bondoso. O segundo de cabelos negros e compridos, olhos azuis e uma expressão maliciosa no rosto. – Bankotsu irá incorporar o batalhão.

- Keh... Espero que lute bem. – disse InuYasha, simplesmente.

- Com toda certeza, Alteza! – respondeu ele, saindo logo em seguida a pedido de Kaede.

- Houjo cuidará da limpeza do seu quarto, Kagome. Portanto, ele já pode dirigir-se para lá. – Kagome adiantou-se, sorrindo.

- Eu mostro o caminho. Tenho que ir para lá mesmo.

Kagome subiu as escadas com o criado, em silêncio, atrás de si. Aquilo a deixava incomodada. Mesmo sendo da realeza. Não gostava de tratar mal os serventes. Tossiu levemente antes de dizer:

- Então, Houjo não é? Você tem família? – perguntou ela, tentando puxar assunto enquanto abria a porta do quarto. O criado remexeu-se, incomodado.

- Não, Alteza. Eles foram mortos... – respondeu ele num sussurro, como se temesse que alguém estivesse ouvindo-o. Kagome estacou, virando-se para ele, triste.

- Oh... sinto muito. – disse ela, depois se lembrando que, talvez, ela mesma não tivesse mais família.

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Já era noite e todos estavam reunidos numa das numerosas salas do palácio, em cadeiras macias, circundados de móveis e artefatos requintados. InuYasha andava, nervoso, pela sala. Seu pai não mandara nenhuma notícia até o momento e aquilo o estava deixando cada vez mais apreensivo. Kagome sentava reta na cadeira em que se encontrava, perdida em seus pensamentos, o rosto contorcido numa máscara de preocupação. Sango e Mirok apenas olhavam-se, sem saber o que dizer. Bankotsu, que havia tornado-se capitão do batalhão, observava o céu pela janela. Houjo, pelo que haviam notado, haviam sumido e não conseguiam encontra-lo. Kaede havia ficado uma fera.

Kagome suspirou, cobrindo seu rosto com suas mãos. Sango aproximou-se da amiga, abraçando-a pelo ombro. InuYasha lançou-lhe um rápido olhar para, depois, torna-lo a Mirok que fitava o chão.

O som de passos pode ser ouvido, fazendo com que todos tornassem sua atenção à porta que foi aberta revelando uma ofegante Kaede.

- Chegou o mensageiro... – anunciou, simplesmente, deixando o ofegante rapaz adentrar o quarto. O rapaz sua frio, a expressão assustada em seu rosto era evidente.

- Vossas Altezas, venho por ordens do Senhor do Norte para informar que...o Castelo do Leste foi atacado. – Kagome levantou-se da cadeira, apreensiva, nesse momento. – Destruíram grande parte da construção. O Senhor do Leste e seu filho mais novo conseguiram fugir para o reino do Norte a tempo, mas...

O mensageiro hesitou por um instante. Kagome encarava-o, com lágrimas nos olhos, as mãos torcendo o lenço que segurava.

- Fale logo! – latiu InuYasha, fazendo com que o mensageiro saltasse, amedrontado.

- ... mas infelizmente a Rainha do Leste não resistiu.

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Kagura aproximou-se da grande porta, adentrando o recinto escuro. Narak encontrava-se recostado em seu trono carcomido e encarou-a ao vê-la entrar. Havia seguido o criado até o castelo em que Kagome estava escondida. Narak sorriu maliciosamente ao receber a notícia.

- Só mais um pouco...

Continua...

Olá! Finalmente consegui terminar esse cap. Eu sei que não ficou muito grande. Eu sei que eu fui má de acabar aqui ok. Mas, por favor, não DESISTAM. Eu realmente não tenho postado tão freqüente por falta de tempo mesmo.

Espero que tenham gostado, desculpa meeeeeeeeeeeeeesmo pela demora, e esperem por mais. Agora essa fic ANDA! XD

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Dessa-chan

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Muitos beijinhos,

Dessa-i-Rê