OBS: Os personagens pertencem a Stephenie Meyer.
Obrigada pela leitura e comentários! :D
Desculpem pelos erros, eu tento o meu melhor, mas sempre acaba passando algum errinho.
Espero que gostem do capítulo de hoje.
Capítulo 7
Atordoada, eu não correspondo ao beijo por alguns segundos, mas logo estou movendo meus lábios nos dele. Eu coloco minhas mãos em sua nuca e ele abraça minha cintura. Ele aprofunda o beijo, nossas línguas se encontram e continuamos assim até que estamos sem ar. Sua mão sobe para meu pescoço e ele encosta sua testa na minha, respirando pesadamente.
Fico com medo de que ele irá me afastar mais uma vez e dizer que foi um erro. Decido não deixar tempo pra ele pensar. Levanto o meu rosto e o inicio outro beijo. Este começa mais suave do que o outro, mas logo estamos ofegando de novo. Sua boca deixa a minha e ele começa a chupar meu pescoço levemente.
"Oh". Eu gemo enquanto ele sobre uma mão da minha cintura para a lateral do meu seio.
"Minha Bella", ele resmunga enquanto beija toda a minha garganta. Nossos corpos estão colados agora e eu me sinto em chamas.
Procuro seus lábios e ele vem de bom grado, sugando meu lábio inferior, o que me faz arquear ainda mais contra seu corpo. Nossas línguas se encontram novamente e eu começo a tocá-lo em todos os lugares que consigo. Seus braços, seu cabelo, suas costas. Tento me policiar para não mover as mãos em muito pra baixo, com medo de despertá-lo deste momento, como aconteceu daquela vez.
A mão de Edward se move para cobrir meu seio esquerdo e eu gemo em sua boca. Ele me acaricia por cima do vestido, deixando meu mamilo duro como pedra. E a conexão é feita com a minha boceta, que já está encharcada.
Nossas bocas se desgrudam e Edward coloca a cabeça em meu pescoço, sem ar.
"Oh Bella, eu te quero tanto", eu sou capaz de escutar mesmo que ele dizendo baixinho contra minha pele. Eu o abraço mais apertado, deixando-o saber que eu escutei, mas não digo nada. Tenho medo de dizer qualquer coisa que irá colocar tudo a perder.
Continuamos assim por alguns minutos, até nossas respirações se acalmarem. Ele levanta a cabeça e percebe meu olhar temeroso. Eu falo antes que ele tenha chance.
"Por favor, Edward, não negue isso de novo", eu faço um gesto entre nós dois. "Eu não vou suportar se você disser que é errado. Que você não me quer", eu digo já começando a chorar.
"Oh, Bella", ele diz e acaricia meu rosto, mas sua voz e seu olhar têm um toque de angústia que não faze nada para diminuir minha apreensão. "Eu tentei. Eu tentei tanto resistir a você. Eu perdi o controle hoje. Eu não vou dizer que eu não quero você, depois do que acabei de fazer. Mas isso não torna certo o que aconteceu". Eu me agarro a ele.
"Não, Edward. Por favor. Não é errado. Por que você diz que é errado?", eu imploro.
"Bella", ele tenta se afastar, mas eu não deixo. Então, ele me puxa com ele para a sala de estar e nós sentamos no sofá. "Bella, independente do que você diga, eu sou se tio. Nós não temos o mesmo sangue, mas eu vi você nascer e se tornar essa garota linda. E eu não posso negar o meu lugar na nossa família. Eu fui adotado, mas eu sempre me senti como um filho de verdade para os meus pais. Eles eram seus avós, Bella. E Renée. Eu amava demais sua mãe, a minha irmã querida. Ela sempre foi a melhor irmã que eu poderia desejar. Ela nunca me tratou de modo diferente por ser adotado e eu sei que ela me amava".
"Eu sei Edward. Eu nunca duvidei disso. Você sempre foi amado por nossa família. Mas é diferente entre a gente. Desde os meus 13 ou 14 anos eu não olho pra você como um tio. A gente sempre teve uma conexão que vai além da família. Você sente isso, certo?", eu pergunto na esperança de que ele reconheça.
"Bella, por favor", eu implora e eu não sei pelo quê. Pra esquecer? Pra desistir dele? Eu espero para ele continuar. "Eu sinto isso também, mas eu não posso fingir que não tem nada nos impedindo, que seus pais não desaprovariam ou que eu estaria desonrando nossa família".
"Não é desonra, Edward. Os meus pais sempre desejaram a minha felicidade. E a sua também. Eu preciso de você pra ser feliz. Se minha mãe estivesse aqui eu acho que ela entenderia nossos sentimentos. Ela entenderia que eu amo você. Um sentimento assim não pode ser errado", eu confesso meu amor mais uma vez.
"Você sabe que ela sempre foi cabeça aberta. Eu acho que ela iria nos aceitar", eu sorrio, lembrando-me da personalidade dela.
Eu já estou ficando sem argumentos. Se ele persistir em negação, teimoso como ele é, eu não sei o que será de nós.
"Bella, eu não sei. Eu preciso de um tempo pra colocar as coisas em ordem na minha cabeça, por favor". Ele percebe que meu rosto se entristece e completa. "Eu não estou dizendo não. Mas eu preciso estar com a consciência limpa para entrar em qualquer outro tipo de relacionamento com você. Vamos com calma, ok? Você entende o que eu digo?", ele me pergunta.
Relutantemente, eu aceno. "Acho que sim".
"Bom. Eu vou, então. Eu...eu vou terminar de revisar uns documentos no escritório". Ele beija minha testa e sai da sala.
Ok. Ele fugiu de novo. Mas eu sorrio um pouco, pois desta vez foi diferente. Ele assumiu que também me quer. Meu sorriso aumenta. Farei de tudo para acabar com a relutância que ele ainda tem e esse sentimento de culpa que o persegue.
-E-E-
Pouco mais de uma hora depois eu bato na porta do escritório de Edward.
"Entre", escuto sua resposta.
Sorrindo, eu falo. "Eu estava pensando sobre o jantar. Talvez a gente pudesse ir comer em algum lugar". Quando ele não responde logo, eu acrescento. "Ou eu preparo algo aqui em casa mesmo. O que você prefere?"
Ele suspira e responde. "Eu ainda tenho uns relatórios para finalizar. Então, eu prefiro comer em casa. Mas não se prenda por mim, se você quiser sair".
"Não. Tudo bem. Foi só uma sugestão. Eu vou preparar algo e te chamo quando estiver pronto", eu digo em tom leve.
"Obrigada, Bella". Logo me retiro em direção à cozinha e o deixo trabalhar sossegado.
Pego os ingredientes para preparar o prato que escolhi: salmão assado com arroz de brócolis, mais uma saladinha básica. Edward adora esse prato. Sorrio porque Edward gosta de praticamente tudo o que eu cozinho.
Eu sempre gostei muito de cozinhar e foi algo que aprendi com minha mãe. Ela amava cozinhar. Fazia um prato mais delicioso do que o outro. Edward adorava a culinária dela também. Acho que é por isso que ele gosta da minha. E mais cedo, quando falei que acredito que ela entenderia nosso amor, eu não estava apenas tentando convencer Edward. É a verdade. Minha mãe era muito sensível e uma romântica. Ela poderia ficar com receio no início, mas quando percebesse que não era bobeira de adolescente, ela aceitaria.
Começo a ficar triste ao lembrar-me dela, pois tenho tanta saudade dos meus pais. Só quem já sofreu a perda de alguém muito querido sabe como é difícil continuar vivendo sem eles aqui. Ainda mais pela forma repentina como eu os perdi. Foi acidente de carro. Meu pai estava dirigindo, voltando do teatro pra casa com a minha mãe. Uma caminhonete que vinha na direção oposta invadiu a pista, se chocando com o carro do meu pai, que capotou.
Enxugo as lágrimas do meu rosto e volto minha atenção para os alimentos, tentando me distrair da lembrança triste.
Cerca de uma hora depois eu estou retirando o salmão do forno quando Edward entra na cozinha.
"Ei, linda. O cheiro está divino e meu estômago já está reclamando", ele diz, se aproximando.
"Já está tudo pronto. É só colocar preparar a mesa", eu informo.
"Deixa comigo, então! Afinal, você já fez a parte principal", ele sorri e começa a levar os utensílios para a sala de jantar.
Ufa! Mais cedo ele se afastou, mas o clima entre nós está bom.
Eu estava receosa que ele começasse a me evitar. Sorrio aliviada.
Edward retorna e nós levamos os alimentos e bebida para a mesa. Nos sentamos e ele serve nossos pratos.
"Obrigada", eu agradeço quando ele em serve.
"Eu é quem devo agradecer, Bella. Pelo jantar de hoje e por sempre, afinal você me alimenta praticamente todos os dias".
Comemos em relativo silencio, não falando sobre tudo o que aconteceu mais cedo. Edward elegia a comida, me fala sobre o trabalho e comenta que pretende convidar seu amigo e colega de trabalho, Jasper, para vir jantar durante a semana, junto com a noiva dele, Alice. Eles já vieram jantar outras vezes e nós quatro fomos ao teatro uma vez, também. Gosto do casal, pois além de serem bons amigos de Edward, eles nunca me tratarem como alguém inferior por nenhum motivo. Por isso eu digo a Edward que ficarei muito feliz em revê-los.
-E-E-
Depois do jantar eu subo para meu quarto. Estou louca por um banho! É tão quente nessa época.
Saio do chuveiro e coloco um pijama. Desço para o andar de baixo e vejo Edward na sala, assistindo a um seriado. Eu travo antes de chegar ao sofá. Não sei se me sento perto dele ou se no outro sofá, pois é a primeira vez juntos na sala desde aquele dia.
Edward me olha estranhamente e não fala nada. Decido me sentar no sofá junto com ele, mas não muito perto. Cada um está em uma ponta. Voltamos nosso foco para a TV e, de vez em quando, comentamos algo sobre o episódio que passa na TV.
Quando termina, Edward diz que está cansado e vai para o quarto. Eu também me levanto, esperando pra ver se ele irá se aproximar. Eu não me decepciono. Ele se aproxima e beija minha testa, dando boa noite. Antes que ele se afaste eu puxo seu rosto e beijo levemente seus lábios, antes de recuar. Não quero pressioná-lo hoje.
"Boa noite, Edward", eu sussurro.
"Boa noite, Bella", ele diz, saído da sala.
