- Capítulo Seis
Kagome atordoada com seus pensamentos não conseguia dormir, rolou várias vezes sobre a cama tentando pegar no sono, e frustrada por não conseguir, decidiu fazer algo para dispensar seus pensamentos e trazer-lhe o sono, faria o que sabia fazer de melhor, investigar. Indo até a sala serviu-se de uma bebida antes de se sentar no sofá com o notebook em mãos, com ele teria acesso a tudo que quisesse.
Sesshoumaru em seu quarto também tinha dificuldades em dormir, quando pensou que estava prestes a conseguir, sentiu o cheiro de Kagome e depois o cheiro de uísque. Perguntou-se o que ela estaria fazendo ao invés de ir dormir, teve vontade de ir à até lá e mandá-la ir dormir, se deteve por um momento, mas a raiva e a curiosidade dominaram-lhe a ponto de ir ver o que acontecia.
Ela começou buscando informações que saiam na internet sobre Naraku e Kagura, mesmo sabendo que provavelmente não ajudaria muito, após confirmar que não seria de ajuda nenhuma, decidiu ver as informações sobre os assassinatos.
- As vitimas são todas garotas de 15 a 22 anos. – repetiu a informação que leu. – No intervalo de cinco e cinco dias, em cidades e países diferentes, total de vitimas até o momento dez. – suspirou. – Tenho que procurar mais informações para achar uma ligação significativa. – sentiu a presença de Sesshoumaru atrás de si e o ignorou.
- O que esta fazendo, porque não esta dormindo? – questionou.
- Bem, pelo que vejo você também na está. – rebateu em tom irônico.
- Graças a você! – acusou.
- Dessa vez não fiz nada. – defendeu-se. – Agora me deixe em paz, tenho que me concentrar. – falou voltando a olhar a tela do notebook.
- O que esta procurando? – perguntou.
- Alguma ligação entre as vitimas. – responde. – Se procuram algo ou alguém entre essas garotas, temos que descobrir porque e pra que. – explicou sem desviar a atenção do que fazia. – Qual a sua opinião? – pergunta hesitante, ele sentou-se no outro sofá.
- Dos culpados não posso dizer nada a respeito, mas as vitimas acho que sim – faz uma pausa. – Pra mim a idade seria de fato um padrão a seguir, além de só serem mulheres. – fez-se pensativo por um momento. – Diria que os intervalos não tem nada haver, não acho que tenha sido premeditado.
- Sim, concordo com suas opiniões. – admite a ele. – Já houveram dez mortes, então creio que a procura de seja lá o que for esta sendo difícil pra eles.
- Então, isso nos dar tempo, antes que façam outra vitima.
- Sim, pegue o outro notebook e me ajude. – mandou e ele o fez. – Quero que verifique os perfis das vitimas e procure algo que possam ligar elas uma a outra. – os dois se puseram então a considerar qualquer semelhança entre elas, por mais insignificante que seja.
- Não acho que isso seja importante... Mas todas têm a mesma aparência. - Kagome fala questionando a si mesma.
- E são todas de origem japonesa. – Sesshoumaru acrescenta, voltam a ficar em silêncio, concentrados no que faziam.
- Kami-sama! – Kagome fala surpresa.
- O que foi? – pergunta curioso pela reação dela.
- Sesshoumaru... Elas são todas descendentes de mikos. – revela incrédula, ele verifica. - Na verdade pode-se dizer que são mikos, pois possuem poder de uma. – Sesshoumaru reflete sobre a descoberta.
- O que alguém iria querer com mikos? – ele pergunta mais pra si do que pra Kagome.
- Não faço ideia – fala confusa. – Mas Sesshoumaru, você não vê. – ela o encara.
- Do que fala? – Pergunta sem entender o que ela queria dizer.
- Que eu, Kikyou e Rin, entramos nesse padrão. – fala atordoada, em momento algum ele tinha se dado conta disso.
- Todas as características coincidem com vocês de alguma forma.
- Eu e Kikyou, somos prováveis alvos agora – sorriu de forma irônica. – A Rin, temos que colocá-la em proteção.
- Sim, também acredito que isso vá mudar totalmente o rumo da missão. – fala pensativo. - Temos que entrar em contato com nossos pais. – falou enquanto iniciava a chamada.
- Sesshoumaru, Kagome, porque nos chamaram há essa hora?
- pergunta Inutaisho parecendo sonolento.
- Desculpe Chichi-ue, mas é algo importante. – Sesshoumaru fala.
- O que aconteceu? – pergunta.
- Descobrimos algo sobre os assassinatos – fez uma pausa. – relacionamos as vitimas umas as outras e descobrimos que tipo de pessoas eles procuram.
- Estão atrás das mikos ou descendentes delas. – Kagome deu continuidade.
- Essa informação muda tudo. – Aki Higurashi fala.
- Sim! – Inutaisho concorda. – Kagome, você e Kikyou não podem mais fazer parte dessa missão.
- O que? Não! – discordou.
- Não vê que correm mais perigo do que antes. – Aki fala tentando convencê-la.
- Então, façamos o seguinte: você retira Kikyou da missão e eu permaneço aqui e continuo a missão. – sugeriu.
- Não Kagome, você não pode ficar. – seu pai fala frustrado com a insistência dela.
- Isso mesmo, volte imediatamente, não podemos arriscar. – Inutaisho mandou. Sesshoumaru apenas observava a discussão sem dizer nada.
- Vocês dois me obrigam a fazer essa missão e agora querem que a deixe sem mais nem menos. – disse irritada.
- É pra o seu bem. – Aki fala.
- Chichi-ue, Inutaisho, sei que ficando me arriscarei, mas tem muitas outras vidas em jogo. – tentou explicar-se.
- Mesmo assim...
- Por favor, não discutam mais, essa é minha escolha. – interrompeu Inutaisho, os dois suspiraram vencidos.
- Esta bem Kagome, mas tenha cuidado em dobro. – fala Aki preocupado.
- Confiem em mim de novo, não irei decepcioná-los dessa vez. – pediu-lhes.
- Sesshoumaru, proteja a Kagome. – Inutaisho mandou.
- Sim Chichi-ue. – Sesshoumaru fala e a conversa então é encerrada, Kagome suspira profundamente.
- Vou dormir agora. – falou levantando-se e largando o notebook sobre a mesinha.
- Porque quis continuar com a missão? – Sesshoumaru pergunta fazendo-a parar de andar e voltar-se para encará-lo. – Ela é um tormento pra você.
- Não me juntei a corporação por obrigação ou por ser uma Higurashi... Mas porque queria manter a paz entre as duas raças. – explica. – Quero que dê certo apesar de tudo, sei que odeia os humanos, mas é melhor tentarmos viver juntos do que vivemos em constante guerra.
- Quer dizer que não tem medo de perder a vida tentando? – pergunta.
- Há perdas dos dois lados. – fala séria. – Se puder evitar que muitas outras vidas sejam tiradas, evitarei, mesmo que me custe à vida.
- A vida para um humano não devia ser algo muito valioso?
- Sim ela é.
- Mas pra você não parece ser. – Sesshoumaru fala, ela da um leve sorriso e entra no quarto. Embora não tivesse colocado em palavras ela lhe deu a resposta.
Kagome deitou na cama, estava exausta e tudo que queria era fechar os olhos e dormir. Sesshoumaru voltou para seu quarto com a finalidade de dormir também.
No dia seguinte os dois acordaram cedo e pediram o café da manhã, comiam em total silêncio, se ignorando, até que Kagome quebra o silêncio.
- Irei para a piscina – anunciou. – Se não quiser ir tudo bem.
- Não tenho escolha a não ser ir. – Sesshoumaru fala. – Que marido deixaria sua esposa sozinha, no segundo dia de lua de mel.
- Acredite muitos. – falou rindo. Terminou o café e foi se trocar.
Vestiu um biquíni com bojo azul escuro, um vestido florido por cima, sandália de dedo e uma bolsa com alguns acessórios e produtos. Sesshoumaru vestiu um short vermelho e uma regata branca, deixando os músculos dos braços expostos. Desceram para a piscina. Ela era gigantesca, ao seu redor havia muitas cadeiras de praia com mesas e guarda-sol entre elas e um bar, havia poucas pessoas lá.
Escolheram um lugar e sentaram-se, Kagome tirou o vestido ficando só de biquíni e deixando suas curvas a mostra, Sesshoumaru também tirou suas roupas revelando uma sunga preta e expondo todos os músculos bem definidos dele. Ela pegou o protetor solar que estava na bolsa e começou a passar no corpo.
- Querido, se importa? – Perguntou entregando o protetor a ele, deitou-se de costas na cadeira, como queria rir por estar fazendo Sesshoumaru passar protetor nas costas dela, mas se conteve. Ele se irritou por pedi-lhe algo assim, mas sentou de lado dela e espalhou o protetor nas costas dela, não podia negar que ela tinha um corpo perfeito, que era capaz de seduzir qualquer homem que ela quisesse exceto ele.
- Obrigado! – Agradeceu trocando de posição, olhou para ele sorrindo. – Posso? – perguntou pedindo-lhe permissão para fazer o mesmo.
Ele lhe entregou o protetor e ficou de costas pra ela, que começou a passas o produtor começando pelos ombros e depois descendo pelas costas dele, Sesshoumaru era tão musculoso que a impressionou e pensou que se o mesmo não fosse tão arrogante e frio, tudo aquilo valeria a pena. Quando terminou ele levantou-se e foi pra cadeira que estava antes terminando de passar o produto no resto do corpo.
- Vou pegar algo para bebemos. – falou Kagome pegando os óculos e o chapéu na bolsa, saiu em direção ao bar, logo voltando e trazendo com ela dois coquetéis, entregou um a Sesshoumaru e sentou tomando o seu, passou os olhos ao redor da piscina e parou o olhar a sua frente.
- Só percebeu agora? – indagou Sesshoumaru ao perceber pra onde ela olhava.
- Sim! – respondeu. – O que faremos? – perguntou.
- Nós nada, mas eles sim. – respondeu, Kagome notou a chegada de Inuyasha e Kikyou, que sentaram ao lado do casal do outro lado da piscina.
- Mas...
- Mas nada, é pra isso que eles estão aqui, para nos ajudar. – interrompeu-a.
- Esta bem – falou contrariada, virou todo o conteúdo do copo, colocando-o de lado. – Vou dar um mergulho, você vem? – perguntou.
- Não! – responde. – Nem pense em fazer alguma coisa em relação a eles, pois te impedirei. – avisou.
- Já entendi – Falou girando os olhos. Deixou os óculos e o chapéu sobre a cadeira e caminhou a até a borda da piscina, mergulhando nela, nadou um pouco e saiu de lá. Caminhou de volta até onde estava Sesshoumaru, pegou uma toalha dentro da bolsa e secou um pouco os cabelos, voltou a se sentar e não pôde evitar olhar pra onde estavam Inuyasha e Kikyou.
Só que não esperava vê-los se beijando tão apaixonadamente, a cena lhe apertou o coração, Sesshoumaru escutou o coração dela acelerar e sabia que a idiota estava prestes a chorar, levantou e sentou ao lado dela, ela o encarou com angustia, parecia tão frágil, então num impulso a beijou, algo que ela não esperava que fizesse, nem mesmo ele.
Será que a atração falara mais forte do que o ódio?
...
Kagmarcia
Respostas aos reviews
Neherenia: Que bom que gostou, tentei ao máximo fazê-los parecer assim, muito obrigado fico lisonjeada por isso. Espero que tenha gostado deste e vou adiantando que o próximo estará cheios de emoções, obrigado pelo review.
Zanelato: Demorou um pouco mais saiu, tomara que goste desse também e obrigado pelo review.
Por favor, reviews!
