6. Quadribol, Corujas e algo além do esperado
Escutei um barulho de uma porta sendo fechada rapidamente. Olhei no relógio eram cinco e meia da manhã, exatamente. Sentei-me atordoado na cama então ouvi um barulho repulsivo vindo do banheiro, sim, almofadinhas estava vomitando.
Mas também, depois de tomar meia garrafa de firewhisky, o que ele esperava?
Olhei para a cama de rabicho, as cortinas haviam sido fechadas, sinal de que ele já havia chego. Ótimo.
Enfiei a cabeça em baixo do travesseiro para abafar os gemidos de Black e voltei a dormir.
Ou tentei voltar né.
Fiquei pensando no treino que haveria hoje e na visita á Hogsmead, como eu queria que tudo desse certo. O time da Grifinória estava perfeito esse ano, e com certeza a taça seria nossa.
Almofadinhas não saiu do banheiro, o que quer dizer que ele provavelmente está completamente nojento, deitado ao lado da privada.
Decidi que não adiantava mais tentar, eu não conseguiria dormir, então me sentei na cama e observei o relógio. Era seis horas da manhã, isso quer dizer que eu fiquei pensando em nada durante meia hora. Peguei meu uniforme de quadribol e minha toalha e me dirigi ao banheiro.
Sirius estava desacordado, e eu não estava com vontade de cutuca-lo, principalmente por seu estado gosmento. Despi-me e fui para debaixo do chuveiro.
Com o cabelo ainda um pouco rosa – por sorte a tinta estava saindo! Mais uma lavada e ela sumiria - , terminei meu banho e nada de Sirius acordar. Terminei de me secar e comecei a me vestir, quando havia colocado minha cueca – felizmente – Sirius acordou.
- AH! – ele berrou.
Comecei a rir.
Ele ficou me olhando horrorizado, até falar:
- Você abusou de mim Potter? – então ele levantou-se, com seu pijama completamente melado e ficou me encarando.
Não me dei o trabalho de virar, apenas disse:
- Pense como quiser almofadinhas. – então saí do banheiro rindo.
Sirius estava perplexo, mas entrou rapidamente no banho.
Pude ouvir seus gemidos do lado de fora do banheiro, sorri pois sabia que ele estava tentando não imaginar a cena de James Potter abusando-o.
Paul, Peter e Remus ainda dormiam serenamente, pelo que eu via. E rabicho roncava como um dragão.
Peguei minha vassoura e desci lentamente para o Salão Principal tomar café.
Passei por todo e qualquer corredor de Hogwarts antes de fazê-lo, ou seja, andei bons trinta minutos.
Não havia ninguém na mesa da Grifinória e apenas algumas pessoas na mesa da Lufa-Lufa.
Sentei-me e comecei a comer, e provei um pouco de cada coisa. O treino começaria as nove, ainda eram sete horas, decidi ir para o campo sozinho.
Não vi ninguém enquanto caminhava. Cheguei ao vestiário e peguei a caixa com as bolas, levei-as até o campo mas soltei apenas o pomo, então comecei a voar.
Fiquei ali durante um bom tempo, e não percebi o horário passar.
Quando me dei conta, já havia pego o pomo umas quinze vezes e o time estava chegando.
Fui até o chão encontrar meus companheiros e perguntei:
- Que horas são?
- Oito e meia, capitão. – disse Grace, a menina do sorriso metálico.
- Mas o treino estava marcado para as nove. – eu disse, confuso.
- Sim, mas eu chamei todos, para terminarmos logo esse treino e podermos ir para o povoado. – disse Sirius.
Dei de ombros e não liguei.
- Dez horas todos estão dispensados. – eu disse e todos sorriram – Agora, no ar! – todos subiram.
Não soltei nenhuma das bolas, hoje era apenas reconhecimento.
Todos me esperavam em forma de círculo, e para o meio eu fui.
- Hoje iremos treinar manobras defensivas e ofensivas. Todos aqui já viram os times das casas jogarem, certo? – perguntei.
- Sim. – todos disseram, em uníssono.
- Muito bem. Então devem ter reparado que cada time tem sua manha, sua estratégia e seu jeito de jogar. Ao longo dos treinos, quero todos sabendo defender e atacar corretamente cada time. Estão proibidos de faltar qualquer partida de quadribol, mesmo que não estejamos envolvidos. Entendido?
Todos balançaram a cabeça, dizendo que sim.
- Então vamos lá: Artilheiros, quero que treinem a finta de Wronski, a manobra de Ploy, a Pancada de Fingbourg e a formação de ataque Hawkshead. Não é necessário realiza-las com precisão, a final de contas, é o primeiro treino, mas quero que tentem!
Os artilheiros foram para uma extremidade do campo e então começaram a praticar.
- Batedores e goleira: soltarei os balaços e quero que tentem realizar a Slip Groth Roll. Boa sorte com isso.
(OOC: PARA QUEM NÃO CONHECE, AQUI ESTÃO AS MANOBRAS: A manobra de Ploy é uma manobra realizada por dois artilheiros para diminuir as defesas adversárias, colocando um ou mais artilheiros fora da jogada por alguns instantes. Um artilheiro, de posse da goles, penetra na defesa adversária e sobe, com o intento de atrair um ou mais adversários a segui-lo; então, ele larga ou atira a goles para um companheiro voando mais abaixo, que vai ter um adversário a menos com que se preocupar por um tempo. Foi mencionada pela primeira vez em Harry Potter e o Cálice de Fogo, durante a Copa Mundial de Quadribol. A "vítima" foi a artilheira búlgara Ivanova. A finta de Wronski é o movimento mais perigoso e, consequentemente, um dos mais famosos do quadribol. Consiste em um dos apanhadores voar mais alto e mergulhar, de forma a atrair a atenção do outro apanhador, que acha que o adversário viu o pomo de ouro. O objetivo é fazer o apanhador-alvo seguir o realizador da finta, até que o realizador se desvia do chão, surpreendendo o alvo, que colide com o solo. A Pancada de Fingbourg é um dos movimentos mais perigosos e eficientes que um artilheiro de quadribol pode realizar. Primeiro ele se aproxima da área e para por pouquíssimo com a vassoura a 90º, então arremessa a goles para o alto e deixa ela atingir o ponto mais alto na sua trajetória de subida neste nano segundo em que a goles para no ar ele desmonta de vassoura e a segura como um bastão de beisebol e então acerta com força a goles (agora caindo), realizando um tiro quase indefensável para o goleiro adversário. A formação de ataque Hawkshead (cabeça de falcão) é a mais usada. Permite aos artilheiros realizarem uma manobra frontal e poderosa, com o portador da goles um pouco mais à frente da formação, que movimenta-se em V. É muito usada pelos ingleses e irlandeses. A "Slip Groth Roll" consiste no jogador que se coloca à semelhança de uma preguiça, para evitar um balaço.)
Fiquei observando atento os treinos, ao lado de Sirius. Felizmente nosso time estava preparado para tudo o que nos afrontasse.
- Dez para as dez pessoal! – gritei.
Todos desceram e ficaram observando o que eu faria a seguir.
Fui para o vestiário e ali fiquei esperando todos ao lado de Black.
Foram entrando um por um: primeira Grace, depois Zhang, Harris, Chase e Backendorf.
- Ótimo treino pessoal! Sinto que fiz a escolha certa este ano! A taça com certeza será nossa, e vocês serão honrados até seus últimos dias em Hogwarts! Obrigado por tudo o que estão prestes a fazer! E bom passeio a Hogsmead! Agora, estão dispensados.
Saí do vestiário com almofadinhas e corremos ao dormitório para encontrarmos aluado e rabicho, nos arrumarmos e irmos ao povoado.
Estávamos esperando a carruagem que nos levaria até o povoado, quando eu avistei McKinnon e Evans caminhando em nossa direção.
Como sempre, a beleza de ambas se destacava, mas eu não podia mais pensar assim.
Cruzei os braços e fingi que não conhecia, a final de contas, elas fariam isso com a gente também.
Eu olhava de canto enquanto elas se aproximavam, tentando não demonstrar interesse, mas Sirius Black não tem cérebro, ele tem um tronquilho na cabeça.
- Oi delícias. – ele disse, com o sorriso que ele chama de sedutor, mas eu chamo de: meus músculos faciais congelaram devido a falta de oxigênio no meu cérebro.
- Falei pra você Marlene! Não vai dar certa essa coisa de desculpas! Vamos embora. – Lily disse, pegando no braço de Marlene.
- Não Lils, jurei que eu ia perdoar meu melhor amigo e você ia perdoar o seu, Vamos Lils, por mim. – Lene defendeu-se com a carinha cachorrinho que é irresistível para qualquer um.
- Não faça essa cara! – Lily disse, tapando seus olhos com as mãos.
Enquanto as duas discutiam ali ao meu lado, eu e os Marotos só observávamos..
- Não vão falar nada? – Marlene perguntou, virando-se ainda com a cara a de cachorrinho e olhando direto nos meus olhos.
Isso devia ser proibido!
- Sinceramente, Lene? – eu disse, suspirando – Não vou me meter na história, Evans deixou bem claro quando disse que eu importuno sua vida.
Lily me olhou neste instante, e não com o habitual olhar que quer me explodir ou fulminar, ela estava com um olhar calma, apreensivo, quase como se estivesse arrependida do que disse, mas rapidamente desviou os olhos.
A carruagem chegou então eu, Sirius, Aluado, Peter, Evans e Lene entramos.
As duas discutiram até chegarmos ao povoado, enquanto os Marotos e eu ficávamos completamente quietos.
Praticamente saímos correndo de dentro da carruagem, e as meninas ficaram observando enquanto nos afastávamos rapidamente.
- Merlin, meninas são criaturas incapazes de serem compreendidas. – disse Peter e todos riram.
- Para onde vamos agora? – perguntei.
- Preciso de uma bebida. – disse Sirius, rumando ao Três Vassouras.
Fomos caminhando lentamente até o pub, e quando chegamos, entramos sem hesitar.
Madame Rosmerta estava no balcão, então Sirius disse:
- Achem uma mesa, vou pegar as bebidas. – então ele piscou e se foi.
Fiquei observando ele se aproximar do balcão, então Rosmerta o viu. Ele deu seu melhor sorriso, beijou sua mão e a mulher ficou vermelha. Merlin! Sirius Black era um cara-de-pau! Ele estava arrastando a asa para uma mulher que tinha idade para ser sua mãe!
Ele sentou em um dos bancos que havia no balcão, e continuou ali, conversando, como se tivesse esquecido de que nós três o esperávamos.
Fui atrás de Peter e Remus, que já haviam encontrado uma mesa, e ali ficamos.
Almofadinhas demorou bons dez minutos até chegar na mesa com os quatro canecos de cerveja.
- Da próxima vez, deixe para flertar na saída, almofadinhas. – eu disse, pegando meu caneco e dando um bom gole.
Sirius me olhou boquiaberto, como se eu tivesse dito algo errado.
- Ok, o que faremos depois? – perguntou aluado, tentando mudar de assunto.
- Dedosdemel. – disse Peter, lambendo os beiços cheios de espuma.
- Todos de acordo? – perguntei.
- Sim. – aluado e almofadinhas responderam.
Começamos a conversar sobre quadribol, de repente entraram três lindas garotas no pub e nossa atenção foi completamente tomada. Começamos a olhar, então elas sentaram-se em uma mesa ao lado da nossa. Sirius Black como o perfeito conquistador que diz ser, puxou papo com as meninas e de repente estávamos nós sete rindo juntos. Não pude deixar de reparar em suas feições, e elas eram completamente estranhas pra mim, quero dizer, não eram alunas de Hogwarts. Uma era Morena de olhos claros, quase parecida com Marlene, só que mais magricela, a outra era loira e tinha um belo corpo, olhos castanhos e um sorriso de tirar o folego, acho que rabicho estava apaixonado, e a terceira era, nada mais nada menos, que ruiva. Então, como esperado, meu cérebro se autoprogramou e começou a comparar a garota com Lily, e Merlin, apesar de a menina ser realmente linda, não dava para compará-la com Lily, pois minha ruivinha vencia descabelada e de olhos fechados.
Então, continuamos a conversar, e quando nos demos conta, já estava quase na hora do almoço.
Pedimos nossa comida junto com as garotas, comemos enquanto tínhamos uma alegre conversa sobre nada, nos despedimos e então nos retiramos.
- Sabe, - começou Remus enquanto estávamos na porta - não perguntamos os nomes delas.
Sirius olhou e riu.
- Bom, - eu disse - se alguém estiver disposto a voltar lá e fazê-lo, não me importo, mas eu não vou. - então sorri.
- Prefiro ir para a Dedosdemel. - disse Sirius, já caminhando.
Então, sem hesitar nem pensar nas garotas, fomos atrás dele.
Caminhamos observando o povoado, jogando pedras uns nos outros. Sem neve, não se dava apara fazer muito.
A Dedosdemel estava lotada, como sempre. Entramos e rapidamente nos misturamos as outras pessoas.
Era um trabalho árduo entrar naquela loja e domar sua vontade compulsiva de sair comprando tudo o que você vê, felizmente eu tinha dinheiro o suficiente pra sair contente de lá, não com tudo o que eu queria, mas com mais da metade.
Meia hora depois, saímos os quatro da loja felizes da vida carregando enormes sacolas de doces.
- Esse é o meu lugar preferido em todo o mundo. – disse Peter, com um brilho nos olhos.
Sirius revirou os olhos e eu e Remus rimos apenas, então eu disse:
- Zonko's meus amigos. – e lá fomos nós.
Uma nova linha de objetos mágicos para pregar peças havia chego, para nossa alegria.
Nos separamos dentro da loja e começamos a olhar.
Fui pelos corredores de trás para a frente, começando pelo número 5, onde já fiquei louco.
Sapatos para andar nas paredes, chicletes que mudam a cor do seu cabelo, bisbilhoscópios, bombas de bosta, xadrez de bruxo, sabão de ovas de sapo, soluços doce, xícara que morde o nariz, snap explosivo, e várias outras coisas mais. Não aguentei, coloquei dois de cada em minha cesta e continuei.
Quando cheguei ao balcão para pagar o que eu havia comprado, meus amigos já me esperavam ao lado de fora da loja com suas sacolas.
Paguei e lá fui eu.
- Por Merlin James! - disse Sirius - O que você pretende fazer com tudo isso?
- Ei! - eu disse - Só me excedi um pouco. - então sorri marotamente.
- Espero que você não use tudo isso sem mim, quatro olhos. - disse almofadinhas sorrindo.
- E eu sou de me divertir sem meus caros amigos?
- Bem.. - disse Remus.
Olhei-o nos olhos, e ele parou de falar, sorri.
- E agora, fazemos o que? – perguntei.
- Você não disse que precisava de uma coruja? – perguntou aluado.
- Ow! Eu havia esquecido, vamos para a loja de animais.
Começamos a caminhar, então vi Lily e Marlene, com dois garotos que eu não conhecia, bufei e continuei a andar. Olhei disfarçadamente e vi que Sirius estava bufando, sinal que, assim como eu, ele havia visto as duas.
Bem, parei de pensar nisso e me foquei nas corujas.
Entrei na frente e comecei a olhá-las com Remus, já que Sirius e Peter estavam muito ocupados provocando os caranguejo-de-fogo que ali haviam.
Quando eu olhava mais ou menos a oitava coruja, me apaixonei.
Ela era completamente branca, albina eu ousaria dizer, possuía olhos de um lilás impressionante. Eu não sabia de que raça ela era, eu só sabia que seria minha.
Peguei-a do poleiro e a levei até o balcão.
- Vou leva-la. – eu disse.
- Vai precisar de mais alguma coisa, Sr. Potter? – perguntou-me o velho Liam, dono da loja.
- Sim, uma gaiola espaçosa e algo com que Ice possa se distrair. – eu disse.
- Ice? – ele perguntou, arqueando uma das sobrancelhas.
- Sim, - eu sorri – perfeito nome para essa menina, não? – eu disse, coçando-lhe a cabeça.
- Perfeito. – o senhor sorriu e saiu do balcão para pegar o que eu havia pedido.
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Era noite no castelo, eu já havia tomado meu banho e agora estava acariciando minha nova coruja, quando Paul entrou no quarto.
- Hey. – ele disse.
- Olá cara. – eu respondi.
- James, se eu lhe pedisse um favor, você faria? – Collins perguntou, aflito.
- Se estivesse ao meu alcance sim. Sobre o que é?
- Héstia Jones. – esse disse, virando o rosto rapidamente para que eu não o visse vermelho.
Eu sorri.
- E o que tem Héstia?
- É que.. bem. Vou direto ao ponto: eu gosto dela. E eu queria saber se você podia, sabe.. falar sobre mim, contar algumas das minhas qualidades, coisas assim.
- Sem problemas. – eu disse sorrindo.
- Sério? Fácil assim? – ele perguntou em dúvida.
- Sim! Por quê não? Já que eu não posso ficar com a garota que amo, nada mais justo do que ajudar quem pode.
Paul sorriu e se retirou.
Fiquei observando Ice no beiral de minha cama então decidi escrever uma carta.
Peguei pena e pergaminho e comecei:
" Desejo-lhe bons sonhos minha pequena.
Sempre estarei aqui e nunca deixarei nada lhe fazer mal.
Boa noite. "
Quando terminei, enrolei a carta e prendi-a ao pé de Ice. Sua primeira entrega.
Expliquei-lhe como Lily Evans era, e então deixei-a ir pela janela para que a escuridão logo fizesse suas penas invisíveis.
Quando não conseguia mais vê-la, fechei as janelas e me deitei, só nesse momento me toquei que esqueci de colocar remetente na carta, mas, um suspense sempre é bom.
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Acordei com o barulho da chuva ecoando sobre o telhado da torre.
Levantei-me sem entusiasmo e fui para o banheiro, não me preocupando em parar e olhar as horas.
Tomei meu banho relaxadamente, e quando olhei no espelho reparei que o rosa havia sumido completamente de meus cabelos.
Terminei de me secar e me toquei de que havia esquecido as roupas, ótimo.
Saí do banheiro embrulhado na toalha, e quando abri a porta vi que já eram sete e meia.
Vesti-me rapidamente, peguei minha mochila e fui para o salão principal comer.
Não era um dia normal, eu acho, pois eu estava um tanto desligado, nem reparara que meus amigos já haviam saído do dormitório.
Sentei-me quieto ao lado de Aluado, que me olhou com indiferença e continuou comendo suas salsichas.
- Bom dia Jay. – disse Marlene, com um sorriso.
- Dia. – eu respondi tentando ser o mais simpático possível.
Muito tempo passou até que eu percebesse que Lily não estava na mesa.
- Onde está Evans? – perguntei para ninguém em especial.
- Está chegando. – disse Sirius que apontava em direção ao corredor.
Olhei e ali estava ela.
Parece que eu havia ganhado meu dia. Logo um sorriso tomou conta de meu rosto.
- Bom dia Lírio. – eu disse com meu melhor sorriso torto, enquanto ela se aproximava.
Eu esperava algum tipo de xingamento, um olhar feio ou coisa do tipo, o que era bem normal quando eu resolvia chamar Lily de qualquer coisa que não Evans, mas dessa vez foi diferente.
- Bom dia Potter. – ela respondeu com um sorriso.
Sim! Sem xingamentos, sem olhar de canto, sem me ignorar, e ainda por cima com um sorriso!
Meu dia estava feito.
Todos a olharam incrédulos, inclusive eu, até que Sirius perguntou:
- Qual o motivo de tanta felicidade? Porque para cumprimentar pontas educadamente deve ter acontecido algo!
- Nada! – ela disse rapidamente.
Marlene ergueu a sobrancelha e cruzou os braços.
- Nada? – ela disse.
- Nada. – Lily respondeu erguendo os braços.
- Não acredito em você, ruiva. – Marlene disse.
Lily parou, mordeu os lábios e arrumou o cabelo atrás da orelha.
- Está bem. – ela disse, todos sorriram. – Eu tenho um admirador secreto. - Caímos na gargalhada. – O que foi? É verdade! Ele me mandou uma carta de boa noite ontem.
- E como pode ser secreto? – perguntou Sirius.
- Eu não conheço a coruja que levou a carta. Ela não estava no corujal hoje cedo e ontem não havia remetente no pergaminho.
- E como ela era? – Aluado perguntou, enquanto se endireitava no banco.
- Branca como a neve, - quando Lily começou a descrevê-la eu percebi certa admiração em sua voz – linda, com olhos coloridos.
Ai Merlin.
- Olhos coloridos, certo? – disse Sirius com um pequeno sorriso no rosto.
- Sim. – Lily disse com um sorriso.
- Espera! – começou Peter – Essa não é a coruja do.. AH! – Graças a Merlin!
Sirius havia derrubado seu suco de abóbora em rabicho antes que ele falasse mais do que devia.
- Desculpe Peter! – Sirius disse, levantando-se e puxando Pettigrew pelo braço – Vamos limpar isso.
- Mas é só secar com a varinha Sirius.. – Peter disse.
- NÃO! Venha Peter. – então Sirius o arrastou para fora do salão principal antes que qualquer um pudesse perguntar o que Sirius estava fazendo.
Eu precisava agradecer mais tarde!
- É..acho que está na hora de irmos para a sala. – disse Aluado.
- Mas.. – disse Lily confusa.
Olhei suplicamente para Marlene, que como minha única e melhor amiga, entendeu o desespero em meus olhos.
- Lily! Esqueci, professora Sprout quer te ver antes da aula começar, vamos.
Então, ela pegou Lily pelo braço, e a retirou dali em menos de trinta segundos.
- Por pouco. - eu disse, finalmente respirando.
- Merlin James, como você consegue ser tão clichê? - perguntou aluado, pegando seus livros e se retirando da mesa comigo.
- Sinceramente? - eu disse, com um meio sorriso - Não sei, culpe minha mãe que me fez assim. - então eu ri, o que me rendeu um belo tapa na cabeça.
