Chapter 7:

…-Por suposto… pelo momento, já tenho elegido a meus prisioneiros sacrificáveis.- o sorriso desumano do homem de pele acinzentada aumento ainda mas em seu rosto serpentino, enquanto começava a andar, procurando a supracitados pessoas pelos corredores estreitos e úmidos das masmorras, sem nem sequer lhes dirigir uma mirada, sabendo a ciência verdadeira que eles lhe seguiriam. Afinal de contas, Severus não era tonto…

Os passos dos dois jovens ressoaram pelos corredores, acima dos lamentos dos encerrados, os quais, ao se acercar o Lord calavam repentinamente. Realmente, Harry se surpreendeu ao ver o respeito e temor que infundia esse homem só com sua presença, como ao acurtar a distância com uma pessoa era capaz da deixar sem respiração sequer. Ainda que a exceção era Snape: parecia imutável e frio, e o menino perguntou-se se sua atitude séria uma exceção ou se os demais comensais também seriam assim. A marcha continuava pelos corredores estreitos e úmidos, sem que parecesse que tivesse final possível, e Harry cedo perdeu a conta dos passos que havia dado, o único que lhe salvava de começar a tremer. Nunca antes em sua vida se havia sentido assim de mau, nem sequer no cemitério de Pequeno Hangleton, onde havia estado a ponto de perder a vida, e havia perdido a de um amigo. Estranhamente, toda essa casa exalava um aura escura muito parecida à do Lord e o comensal que caminhava diante seu, poderosa e forte.

Harry olho ao solo, um líquido espesso que não queria saber que era mais intuía que sangue se estendia entre o relevo das frias pedras, provocando um reflexo distorcido das pessoas: sua cabeça e corpo pareciam sumamente longos e estreitos, cortados em algumas partes, o que lhe para se ver deformado e avermelhado. Repentinamente, choco contra as costas de Snape, que voltou a cabeça furioso: ao que parece a marcha havia terminado, e o Lord encontrava-se parado em frente a uma porta metálica, que não deixava ver o interior da habitação que guardava. Sua mão parecida a uma aranha posou-se com macieza na superfície fria, e depois de uns segundos, a porta cedeu, revelando a profunda escuridão que reinava em seu interior, com um agônico gorjeio. Snape fez-se a um lado, e os jovens passaram, olhando a negrura na que se iam sumir com os olhos bem abertos e a pele tão pálida que pareciam mortos. Por trás deles, puderam sentir ao homem fechar a porta por dentro, e Harry se sentiu mais acalmado subitamente: talvez não era a melhor pessoa, mas a seu lado se sentia protegido.

Por uns instantes, a habitação permaneceu em escuridão, e, de repente, com um fogo luminoso, as lamparinas da sala acenderam-se inesperadamente, revelando uma estadia circular, com solo e paredes de pedra fria e úmida. Não obstante, não havia sinais de sangue em seu interior, o que tranquilizo parcialmente a Harry. O Lord e seu pai estavam situados no centro da sala, falando baixinho, olhando em direção contrária aos jovens. Seus corpos tampavam umas pequenas jaulas nas que perfeitamente podia caber uma pessoa humana, e Harry deduziu rapidamente onde estavam os sacrificados.

Respiro profundo tentando relaxar-se enquanto em seu fretar interno suplicava por alguém a quem o não quisesse estivesse dentro de seu jaula. Verdadeiramente, não sabia se, chegado o momento da verdade, séria capaz de lançar a maldição assassina, manchando sua alma para sempre. Os homens, diante de si, voltaram seus rostos para eles, e com mirada analítica, percorreram seus corpos com os olhos, tentando decidir quem seria o primeiro dos dois em passar, e, finalmente, depois de vários segundos se giraram para eles, com uma decisão já tomada.

- Malfoy, você primeiro. - disse com a voz fria como uma cascata de água gelada o Lord. Respirando, tento manter-se relaxado, enquanto olhava como uma mulher que a Harry lhe recordo a algum momento confuso de sua estadia na prisão caminhava para o centro da habitação. Parecia ser família da mulher demente com a que se havia topado em Azkaban, ainda que era menos ossuda e seus cabelos eram de cor castanho, ao invés que os da comensal, que eram negros. Sua mirada se desvio da mulher ao slytherin: seus olhos cinzas olhavam-na, entre surpreendidos e desesperados, como se não a esperasse encontrar ali.

Dando um passo para a mulher, o garoto se situou em frente, mirando-a finalmente, desafiante e com frialdade. Mal percebeu o gesto vadio do comensal, antes de que a senhora caísse ao chão gritando de dor, presa de convulsões horríveis, e seu estomago se revolveu enquanto sua mirada alarmante se dirigia ao homem: sua varinha em alto, mirada de ódio e leve careta de desprezo, que lhe fizeram ver que a tortura duraria muito tempo, ou ao menos, para ele.

Não pôde evitar o sentimento de ansiedade e claustrofobia que lhe invadiu ao notar o fedor a sangue tão vivamente, nem como seu estomago parecia ameaçar com expulsar todo seu conteúdo ao observar à mulher retorcer-se no chão. E nesse momento compreendeu os avisos e conselhos de seu pai: a forte magia do comensal minava as forças da vitima lentamente, proporcionando-lhe uma lenta agonia, tudo isto ante os olhos de um rapaz que estava tão branco que parecia que se ia desmaiar em qualquer momento.

Relativamente cedo ao que duraria a tortura, a mulher começou a suplicar por sua vida, enquanto tentava encontrar um resquício de piedade naquele garoto loiro que a olhava com os olhos anegados em lagrimas. Não soube o porque, mas Harry pensou nesse momento que o garoto não o suportaria mais: não sábia que relação tinha com essa senhora, ainda que por como se olhavam, seguramente fossem familiares ou conhecidos. Inspirou fundo enchendo seus pulmões desse fedor, tratando em vão de tranquilizar-se, e finalmente, depois de uns minutos mais de tortura, o homem baixo a varinha lentamente, deixando que a mulher descansasse.

-Draco…seu turno.- sussurro o Lord, mirando-lhe malicioso. Harry viu a varinha levantar-se trémula contra a castanha, e seus olhos claros olharam as cinzas do aristocrata, implorando-lhe em silêncio desde sua posição no solo. Outra vez, os olhos do loiro fizeram que Harry pensasse que não poderia, mas, não obstante, depois de vários segundos vacilando e meditando sua decisão, o menino deixou de ser menino:

- Avada kedrava.- a voz afogada do rapaz ressonou em toda a habitação com lúgubre clareza, enquanto o lateral da cabeça da mulher golpeava inerte contra o chão: somente era uma boneca sem vida, outra vitima mais da guerra. O moreno olhou-lhe com os olhos desorbitados, talvez havia subestimado a Draco Malfoy. Estranhamente, o nodo do estomago doía a cada vez mais, supôs que porque daqui a pouco a pessoa eleita para a sacrificar ante o chegaria. No entanto, pelo momento olho com interesse como o Lord se acercava ao loiro e colocava sua mão no antebraço esquerdo do garoto.

Como uma longínqua litania, Harry percebeu a suave e fria voz de seu antigo nêmeses nos ouvidos, sussurrando algo em um idioma completamente desconhecido para o, ainda que a ultima palavra, a entendeu à perfeição: morsmordre. Ainda se lembrava do mundial de quidditch e de Barty Crouch Júnior gritando essa palavra quando os comensais haviam arrasado já o acampamento, e reprimiu um calafrio; daqui a pouco seria ele o que a conjuraria, apontando ao céu com sua varinha.

Sentiu as mãos frias e suadas, enquanto o garoto loiro se retorcia de dor no solo, seus lábios selados em uma fina linha, tentando não gritar: inclusive o rapaz desvalido e assustado tinha seu orgulho de serpente. Depois de uns segundos mais de dor e agonia, o jovem de cabelos loiros suspirou aliviado, a dor desaparecendo paulatinamente de seu corpo e a felicidade de ter passado a prova de fogo fizeram que sorrisse com dificuldade, agarrando-se o antebraço esquerdo e levantando-se com lentidão.

Uma vez a habitação voltou a ficar em silêncio, e com uma senha de seu futuro Amo, um homem começou a caminhar desde o final da sala, saindo de sua jaula. Ao princípio só viu uma mole de gordura, e, segundos depois, seu rosto ausente revelou-se ante a luz projetada pelas lamparinas de gás: seu tio Vernon Dursley observava-lhe com os olhos translúcidos, obrigado a caminhar pela maldição imperdoável. O cabelo loiro colava-se a sua cara de morsa, fazendo ver-se mais ovalada do que a tinha, e suas bochechas, roliças, se encontravam vermelhas, não sabia se de ira ou de medo. Seguramente de medo - pensou o garoto, que não pôde evitar se sentir ligeiramente temeroso. Sabia que nesses momentos, ter medo de um muggle era algo similar a um tabu; por como os sangue-puro desvalorizado aos não magos, equivalia a ter medo de uma formiga.

Tentando relaxar-se em vão por enésima vez, observou como, desta vez, a mandíbula de seu pai se apertava fortemente, marcando-se em sua cara um tanto alongada, enquanto os olhos refulgiam esse ódio que habitualmente veia a cada vez que lhe olhavam. Não soube sequer os motivos, mas em seu interior se instalo um sentimento cálido para o homem: o também odiava-lhe, e seguramente, seria devido ao que esse despojo humano lhe havia feito a Harry. Vernon avançou uns quantos passos mais, até situar no centro da sala, onde anteriormente havia estado a mulher, e um silêncio se estabeleceu na habitação circular, até que Severus levanto a varinha, pouco a pouco, lentamente, e voltou a repetir o vadio gesto de mão.

Nesse preciso momento, a aparente acalma do muggle se volatizo, transformando-se em terror e dor, simultaneamente que caia ao duro e frio solo de joelhos, gritando. Desta vez, Harry não sentiu um princípio de desmaio, nem sequer um vislumbre de lastima pelo pobre homem que estava a sofrer diante seu, a seus pés, só foi capaz de identificar um vazio emocional, devido à contradição de seus sentimentos: por um lado, sentia uma cálida gratidão para o homem, que estava a pôr muito empenho em lhe fazer sofrer, por outro lado, não deixava de sentir certo asco e temor a esse monstro, e por ultimo, a surpresa lhe embriagava, não havia esperado que se tomassem tantas moléstias para sua iniciação, nem muito menos, que sua tio estivesse ali.

Seus olhos verdes não se descolaram em nenhum momento do rosto da morsa que tinha a seus pés, sentindo-se estranhamente superior, seguramente pela posição do homem com respeito a ele. Desta vez, a tortura durou muito tempo mais do esperado, e, quando lhe deixaram descansar, Dursley se encontrava em um estado tão deplorável que chorava sangue, seguramente em consequência do rompimento das delgadas veias ao redor de seus olhos, por culpa da pressão que recebia seu crâneo ao suportar semelhante dor. E este fenômeno, tão estranho ao que parece, devia de impressionar ao Amo, já que limitou-se a olhar ao comensal com certa surpresa em seu rosto e um pequeno sorriso nascendo nas comissuras de seus lábios.

Dando a tortura por finalizada, a varinha de seu pai voltou a baixar com lentidão, enquanto olhava a Harry penetrantemente, infundindo-lhe segurança. Seus olhos negros pareceram-lhe então ao rapaz pura morfina, uma essência tranquilizadora na que podia cair facilmente. Não obstante, esforçou-se por seguir na realidade, e sua mirada apartou-se com dificuldade da de seu pai, olhando a seu futuro Amo ansioso.

-Mate, Harry. - disse sussurrante o Lord, esperando uma negativa por resposta. O ar de pureza do rapaz parecia indicar que era demasiado inocente como para se manchar as mãos, apesar do que havia sofrido a costa do prazer que lhe outorgava a seu parente. Sacando lentamente a varinha, Harry engoliu em seco ruidosamente, tentando concentrar na maldição a realizar. As mãos começaram a tremer-lhe enquanto alçava a varinha, inseguro de si mesmo, ante as miradas céticas do loiro e o Lord, e a indecifrável de seu Amo. Nesse momento, o moreno pensou nas consequências: James lhe havia dito que o comensal havia tido que deixar de lado seu orgulho para conseguir uma oportunidade, e se a malgastava, seguramente o de cabelo gorduroso se enfadaria com o pelo esforço vão que havia fato.

- Avada… - começou a dizer, a voz saiu avariada enquanto seus olhos se anegavam em lagrimas às que Harry proibia a saída. A ponta da varinha temblo quando aponto a seu antigo parente, e, inspirando profundo, gritou com todas suas forças. - Avada kedavra!

A maldição, de uma cor verdoso, choco a câmara lenta contra o peito do muggle, enviando-o para trás, enquanto suas costas descrevia uma perfeita parábola. O corpo gordo e grande colidiu contra o chão, inerte, vazio, sem vida, simultaneamente que Harry soltava a varinha, demasiado impressionado ainda com o que havia sucedido, ou melhor dito, com o que o havia feito. A sala circular baixo em silêncio, com o único som agudo da madeira ao repicar contra a pedra dura.

O sorriso do homem alargou-se em seus inexistentes lábios, enquanto seus olhos vermelhos como o sangue que repousava a seus pés, lhe olhavam divertidos, algo que fez que Harry sentisse um calafrio lhe percorrer a medula óssea e tivesse que desviar a mirada, para posar sobre os olhos cinzas do slytherin, que lhe observavam estupefatos. Ao igual que Harry havia pensado que Draco não poderia o fazer, o loiro havia opinado o mesmo sobre ele, e nesses momentos, seu rosto era um poema. À desconfiança inicial em seu rosto se lhe havia unido a surpresa, e, quando o de óculos olhou, pôde ver o alívio do garoto, seguramente havia estado igual de tenso que ele. Por ultimo, sua mirada se dirigiu a seu pai, que cabeceou como único sinal de aprovação, enquanto sua mirada lhe traspassava inescrutável.

Lord Voldemort avanço dois passos para o, situando-se a seu lado, enfrente seu, e fazendo sentir como um verme. Apesar de que sua estatura estava um pouco acima da média, o homem lhe olhava desde acima, fazendo que o rapaz tivesse que levantar a cabeça para lhe dirigir a mirada, provocando no um sentimento de vulnerabilidade. Com rudeza, a fria e pálida garra do Lord se aferro com força a seu antebraço esquerdo e começou a entoar a mesma litania que havia usado com Draco. Paulatinamente, sua pele empezo a arder, enquanto a tinta negra começava a expandir-se a traves de sua dermes, tomando a forma da caveira com a serpente entrelaçada com lentidão. Seu corpo dobrou-se por causa da dor, enquanto as unhas fincavam-se na palma de sua mão pela força que exercia seu punho. Em algum momento, confuso depois para o rapaz, seu mandíbula, apesar do irracional desejo de gritar ficou-se estática e tensa, apertando fortemente os dentes, e por uns instantes, penso que se lhe romperiam os ossos da pressão.

Os pálpebras de Harry fecharam-se fortemente, tentando não derramar as lagrimas que quase não podia reprimir pela dor: era muitíssimo mas intenso que a cruciatus que havia recebido no cemitério, um sentimento desumano. Mal foi consciente do momento no qual o homem deixo de sujeitar sua boneca, já que a pele, ao gerar tal quantidade de dor, havia ficado parcialmente insensível. Seus joelhos dobraram-se, enquanto sua coluna vertebral curvava-se, deixando ao menino encolhido no chão, preso de terríveis dores e tremores. Seu estomago se revolveu, ameaçando com regurgitar todo o conteúdo que ténia, enquanto sentia como sua roupa se manchava com o liquido vermelho e espesso que se estancava no solo de pedra fria.

O riso frio e humilhante do Lord, agora seu Amo oficialmente, se fincou em seu cérebro, traspassando os tímpanos dolorosamente, e, o repentino golpe de uma porta metálica ao ser fechada com brusquidão sobressaltou ao rapaz, que se encolhia ainda mais em seu lugar. O comensal suspiro, e sacando de sua túnica duas garrafas pequenas de cristal, as repartiu entre os rapazes, sem dizer palavra. Harry viu desde sua posição no chão como Draco bebia o liquido de cor âmbar de seu interior de um gole, tentando não saborear muito, e olhou o seu, ainda cheio.

Sem saber muito bem que impulsiono seguir, se o que lhe pensava que o bebesse ou o que pensava que fizesse o contrário, pôs em seus lábios o frio vidro, e com um ultimo olhar ao homem, cerrou os olhos e engoliu fortemente o liquido espesso. Depois de uns instantes, se começou a sentir mareado, com um asqueroso gosto posterior na boca, mas a dor de seu braço diminuiu consideravelmente, ainda que sua cabeça se emboto. De repente, as fortes mãos de seu pai passaram embaixo de suas axilas, e em poucos segundos viu-se em seus braços, enquanto o homem começava a caminhar para a saída com passo firme. O garoto loiro seguiu lhe, ainda um pouco pálido, e suas miradas se cruzaram de novo, desta vez Draco curvo suavemente os lábios em um sorriso, tentando infundir-lhe forças para continuar, enquanto o moreno recargava sua cabeça contra o ombro de seu progenitor, demasiado cansado como para realizar esse esforço.

-\-\-\-\-\-\-\-\

Nota tradutor:

Espero que goste do capitulo

Vejo vocês nos próximos capítulos!

Ate breve