Demorei, né? Bem... coisas aconteceram. Trabalho ruim que arrumei e já saí, vestibular, bla bla bla... passei numa faculdade que prestei pra Letras, bla bla bla \o/ Enfim... aos reviews:
Miaka Uramechi: Engraçado, estava pensando hoje nessas fics e em outras que preciso urgentemente terminar... há anos. E você me deixou TÃO feliz com esse seu review, obrigada de verdade. Por você e também por outros fãs/leitores, continuarei essa fic e as outras... com toda certeza. Muito obrigada :D Vou me dedicar mais, irmãzinha! :D
CIA: Hahahaha Yusuke é o palhaço, eterno palhaço! :D Em minha cabeça, não consigo imaginá-lo sério por mais de 10 minutos... não tem como hahahaha. Obrigada pela atenção! (:
botan-youko: Ah, bem... estou me esforçando. Procurando fazer com que tudo vá fluindo aos poucos e naturalmente mesmo, e acredite, é difícil! Sou uma pessoa ansiosa, controlar assim a ansiedade de tudo rolar logo é bem difícil. Espero que eu consiga! :x Obrigada :D
Vanessia: Eita, lembra mesmo? Hahahaha! D: Pior que nem me toquei sobre isso, mas ficou interessante ter observado esse detalhe. Vou me esforçar pra fazer essa fic com o máximo de qualidade possível, obrigada por ler (:
Vamos ao capítulo novo :D Espero que gostem... e agora que acabaram os capítulos prontos, REZEM para que eu não empaque, por favooooor! Obrigada gente s2 Obrigada a todos que estão lendo, deixando review ou não. Obrigada mesmo :D
Cena 7: Timidez.
Botan olhava para as pessoas presentes fazendo fila no salão médio onde estavam todos. Durante o resto da tarde, ajudou a organizar o local como queria e conheceu alguns amigos e conhecidos do senhor Laurent, e pareciam ter simpatizado com o jeito tranqüilo dela. Aqueles fãs ou o que fossem que estavam ali agora para conseguir uma assinatura dela provavelmente conheceram seu trabalho pela internet, de maneira ilegal ou legal, tanto faz. O que importava era que estavam ali. No máximo, seu trabalho conseguia um espaço em locadoras e talvez agora isso mude. Botan deu um suspiro e a primeira pessoa se aproximou. Era um rapaz de talvez trinta anos, olhando-a de um jeito feliz.
-Oi, Botan, pode assinar aqui, por favor? Eu baixei esse seu filme na internet e gostei muito. Até peguei uma imagem que combine e coloquei na capa. –O rapaz estendeu uma capa de DVD com uma imagem que dava para ver que era impressa, mas foi editada provavelmente pelo rapaz, pois havia ali o nome de seu filme. Ela sorriu com carinho e, como pedido por ele, assinou o DVD dentro da capa.
-Obrigado. Você é muito mais jovem e bonita do que eu imaginava!
-Obrigada. –Botan riu baixinho e apertou a mão do rapaz. –Digo, acho que é um elogio válido.
O rapaz saiu da fila sorrindo para a diretora que, pela primeira vez, se sentiu querida por fazer o que faz por alguém que não fosse amigo há alguns anos ou por sua família. Botan se sentia esquisita fazendo tudo aquilo, era difícil acreditar que ia conseguindo sua fama aos poucos por esforço de seu trabalho, afinal não teve que sequer perguntar aos seus pais se eles conheciam James Laurent para lhe quebrar um galho. Agora, assinando DVDs de licenciatura duvidosa ou caderninhos, sorrindo verdadeiramente por tempo suficiente para seu rosto doer e olhando as pessoas que se mostravam fãs alegres e perto de algum tipo de deusa, se sentia um tanto tímida. Estava sendo simpática como sempre, mas seu íntimo queria que ela surtasse e tremesse.
Parecia somente um sonho louco. Não parecia que estava ali sentada atrás daquela mesa, tirando umas poucas fotos com pessoas que provavelmente nunca mais veria na vida. Yukina, atrás de Botan e em pé, sorria ao ver que tudo estava dando certo para a amiga depois de tanto trabalho. Então viu Kurama no meio da fila juntamente com Kuwabara, Shizuru e Yusuke. Pela cara de Kuwabara e Yusuke, provavelmente iriam fazer alguma surpresa boba para Botan por aparecer no meio do "povão". E Botan ainda não percebera.
-Pode assinar minha cueca, Botan-chan? –Yusuke perguntara a amiga com um sorriso enorme, que o via em sua frente, porém só o enxergou quando ele lhe disse aquilo, a acordando dos pensamentos mecânicos que tinha.
-Ai se eu pudesse tirar esse sorriso travado da minha cara e lhe mostrar o dedo, Yusuke. Ai se eu pudesse... –Botan, que realmente ainda continuava a sorrir, mecanicamente pegou uma foto sua do monte ao seu lado que parecia um pôster de tamanho médio e o assinou. –Eu quero que você fique com isso só pra se lembrar de mim quando eu te despedir por fazer gracinhas.
-Você me ama, eu sei disso. Prometo que vou pendurar isso no banheiro. –Ele fez biquinho de beijo para ela e pegou o pôster. Botan apenas percebera Kuwabara, Shizuru e Shuuichi atrás de Yusuke quando ele deu um pequeno passo para o lado e corou um pouco por ter dito aquilo para Yusuke com Kurama tão perto dali.
-Se deu um pôster pra ele, vai ter que dar um pra mim e pros outros também. –Kuwabara disse como uma criança sentindo inveja do brinquedo do amiguinho. Botan suspirou e pegou mais três fotos e as assinou.
-Ah, Shuuichi, vai querer também? Eu assinei aqui, mas senão quiser, eu dou para a próxima pessoa da fila. –Botan disse um tanto rápido, sem jeito por ter feito aquilo sem perguntar a ele antes. Kurama deu de ombros e sorriu.
-Eu vou querer sim. –Respondeu ele, e um pensamento de felicidade por poder ter uma foto dela o cutucou.
-Aqui está. –Após dar a ele o pôster, virou-se para Yukina. –Leve-os para a sala lá atrás, por favor?
-Claro que sim. Venham por aqui. –Yukina prontamente foi até eles, sorridente, e os acompanhou até uma porta a alguns metros atrás de Botan, onde dois seguranças estavam. Um pouco menos tensa por ter visto os amigos, Botan continuara com os autógrafos e fotos até que tudo finalmente acabou, quase duas horas depois, pois cada pessoa poderia falar com ela por até dois minutos. A diretora ainda achava um tanto estranho ter uma noite de autógrafos tão cedo e, ainda por cima, antes da noite da estréia de seu filme, mas não poderia reclamar: havia ali muito mais pessoas do que poderia imaginar que viriam.
Levantara-se e cumprimentou o casal que estava ali por último, e tirou uma foto com eles. Keiko, servindo basicamente como uma porta-voz de James Laurent, fez o pequeno discurso de encerramento enquanto Botan ia até a sala onde seus amigos estavam, onde havia uma mesa com canapés, refrigerante, vinho e champanhe. Ao entrar na sala sorriu e Yukina, rindo de leve, a abraçou.
-Viu só como ocorreu tudo bem? –Disse a assistente, após se afastar um pouco e a deixar livre do abraço. Botan sorriu para ela e, quando viu seus amigos, lembrou-se que Shuuichi estava ali. Respirou profundamente e achou melhor agir normalmente; acreditava que o provável contrato com Shuuichi não teria nada a ver com seu comportamento que deveria ser de festa no momento. Seria estranho se não comemorasse.
-Pois é. –Botan disse alegremente, começando a sentir a euforia que sempre sentiu. –Eu achei que ia desmaiar no começo, mas depois parecia uma coisa que faço todos os dias.
-Vem, Botan, vamos abrir uma garrafa de champanhe! –Yusuke praticamente gritou, segurando duas garrafas de champanhe nas mãos e as erguendo.
-Deixa de ser cachaceiro. –Botan brincou, aproximando-se do grupo. Kurama se aproximou da moça, que rapidamente o percebeu ao seu lado.
-Parabéns. Deve ser uma sensação ótima. –Shuuichi dissera com um tom suave de voz e Botan, mesmo com aquela suavidade, jurou que pôde sentir os tímpanos tremerem. Ela se imaginou dando um tapa em seu próprio rosto por, de repente, ficar se sentindo uma adolescente ingênua.
-Obrigada. –Sorriu. –Eu sei que logo será sua vez de sentir isso. Tudo irá depender da nossa reunião, mas... não pensemos nisso. Hoje eu preciso muito relaxar. –Ao ver Kurama aumentar um pouco o sorriso que tinha nos lábios, deu de ombros também sorrindo e pegou a taça que Yusuke oferecia. –Gente, sem exageros hoje porque amanhã tenho que acordar cedo pra acertar qualquer detalhe.
-Então ligue o despertador e use uma boa maquiagem embaixo dos olhos. Hoje você não dorme antes das três da manhã. –Shizuru se aproximou de Botan e lhe puxou uma das bochechas com dois dedos, rindo.
-Eu ainda vou me afundar por causa de vocês. –O grupo riu do que Botan dissera e Yusuke tratou de fazer um brinde para a amiga. Quase duas horas depois, resolveram ir a algum bar ou boate e estender a comemoração. Keiko acabou indo com eles por insistência de Botan e Yukina, que sugeriram que elas precisavam de um guia turístico de última hora que fosse bem confiável caso algum supervisor de Keiko pegasse em seu pé mais tarde ou no dia seguinte.
Durante quase a noite toda, enquanto durara a comemoração, Botan e Shuuichi se conheceram um pouco mais. Parecia não haver pressão alguma entre eles sobre a situação de "prováveis futuros patroa e empregado", o que aliviou a ambos. Keiko e Yusuke pareciam ter se dado muito bem; Shizuru acabou pegando o telefone de um rapaz chamado Sakyo que, segundo ele mesmo, é o dono da boate; Kuwabara e Yukina estavam se comportando como o casal feliz e ingênuo de sempre. Quando todos voltaram ao hotel, às 3h30 da madrugada, Botan deitou-se em sua cama e adormeceu rapidamente com um sorriso no rosto.
Continua.
