Saint Seiya não me pertence e sim a Kurumada além dos respectivos meios... Como já sabem é uma fic sem fins lucrativos e toda aquela história que estamos cansados de ler.

Aviso: Não vou colocar aquele monte de aviso. Caso necessite estarei informando cenas mais forte antes de começar a fic. Vou responder aos que não tem conta no final do capítulo. Ao que tem conta demoro mais respondo. Boa leitura e Boa noite, ou seja, lá que horas for!

Beta: Sem

Novo mundo

Voltas

Território dos ceifadores

O governante local não estava gostando da situação dos seus guerreiros que além de estarem sendo mortos por seres inferiores havia aqueles que falham na missão e vinha pedir clemência a si ou pior fugiam feito covarde envergonhado o clã. A morte era pouco para os que falhavam, sorriu ao ver um pergaminho onde havia uma esperança para sua inquietação. Arrumou a sua roupa para receber a visita que ira ajudá-lo com tal problema em questão.

Alto, corpo esbelto, olhos negros em vida, cabelo branco no comprimento dos ombros. A pele azulada, rosto sério e uma aparência angelical, pois dizem que os ceifadores foram um dia anjos belíssimos que um Deus teve inveja e os amaldiçoou, mas o sorriso intimador era o que dava medo não só aos seus seguidores como aos inimigos.

Ajeitou a capa preta com capuz que lhe cobre o corpo todo e seguir para o salão principal, quase perdeu o fôlego ao ver o ser que o esperava. Claro que a habilidade do ser a sua frente corria ao vento, mas a beleza presente aos seus olhos o fez temer que seu coração saísse pela boca. Talvez seus servos houvesse se enganado e lhe trazido o ser errado.

- Maeja? – Falou Devon, o Senhor daquela terra, a mestiça na sua frente.

- Senhor. – Falou respeitosamente a mestiça já que é uma renegada mercenária.

Os renegados são os seres sem clãs quando os membros dos conselhos expulsão os que não se parecem com os seus semelhantes, os ditos normais, ou que são mestiços. E o motivo? Preconceito. Ou seja, quem não é igual é impuro e numa sociedade pura nenhum ser impuro poderia macular os seres puros.

Já os mercenários são seres que vivem fazendo serviços para sobreviver em troca de moedas de ouro ou qualquer bem que possam trocar por alimento ou algo para subsistência. Simplificando vivem de serviços que os clãs não desejam realizar.

- Qual o serviço que devo executar, meu senhor? – Falou a mestiça.

Devon fez um sinal com a mão e um dos seus servos deu um pergaminho a mestiça contendo inúmeros dados que estava sendo analisado pela fêmea. Mas as qualidades da mestiça não passaram despercebidas nem pelo governante do local e nem pelos machos e fêmeas no recinto, mas Maeja não ligava para os olhares e sim para a missão.

Devon a observou bem para quem sabe depois a recompensá-la com glorias ou quem sabe com algo a mais... Alta, mais ou menos, 1,77, magra, os cabelos são prateados quase brancos, compridos até os joelhos que estavam presos em uma trança frouxa, os olhos púrpuras muitos claros e quase sem brilho, muito palita apesar de seus lábios seres azuis escuros como se usasse um batom e a luz do sol, os lábios, parece meio azulada, a pele muito suave e o corpo sensual com: seios fartos, cintura fina, quadris proporcionais e coxas grossas.

- Todos eles? – Falou Maeja que é mestiça de ceifador com elfo.

- Tente o que puder...

- Acha que por eu ser uma fêmea não sou apta ao trabalho? – Cortou o governante na hora e demonstrou em suas palavras que não estava para brincadeiras. – Não me chamou para perder o seu tempo, mas para levar ao outro mundo seres que lhe importuna, porém creio que duvida que eu faça o serviço ou o Senhor vai tentar mudar a minha visão...

- Fala como um verdadeiro chefe. – O ceifador puro a cortou e completou achando sublime as palavras dela. – Não duvido dos seus talentos e vou lhe falar quanto vale o seu serviço por me fazer o favor de me livrar de vermes como esses que estão em suas mãos.

Fez uma pausa analisando cada gesto da fêmea mestiça.

- Dou o seu peso em ouro se eliminar os meus problemas Senhora Maeja.

Assim que proferiu tais palavras os seus servos ficaram agitados comentam tal loucura do seu senhor. Mas ambos, ceifador e mestiça, estavam em silêncio até Maeja se virar e seguir para a saída.

- Prepare o ouro.

Foi as últimas palavras que ouviu da fêmea antes de vê-la sumindo entre os corredores, o coração de gelo do governante dos ceifadores bateu forte. Ele encontrou o ser que atenderia as suas expectativas e sentiu algo a mais que relevou por hora. Por hora...

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Anjo ou ceifador?

Estar mais uma vez ali não era bom, significava que tinha duvidas e que só um ser poderia lhe dar respostas. E esse ser é o oráculo. Os dois, o oráculo e o mestiço, estavam sentados no chão um de frente para o outro. A paisagem era fruto dos poderes do oráculo assim como a forma que usava de anjo, mas a paz sempre invadia o seu peito naquele ambiente.

- Então, meu pequeno, o que lhe aflige? – Perguntou o oráculo.

- Bem... – Abaixo o olhar. – Não gosto de ser chamado de anjo da morte mesmo sabendo que esse é o meu destino de levar a morte aos seres e...

- O nosso destino somos nós que fazemos – Interrompeu o mestiço e continuou. – Pequeno Kasyade, o seu problema é não se entender entre aqui – Aponto a cabeça do mestiço. - e aqui. – Apontou o coração dele.

- Mas eu sou impuro...

- Não meu pequeno. – O oráculo o interrompeu. – Você é um bom ser mesmo que leve a morte como diz. – Viu o mestiço o fitar. – Um dia os seres morrem e isso independe de você.

- Um dia vou encontrar um ser? – Questionou o ser a sua frente.

O oráculo sorriu e segurou a face do mestiço entre as mãos fazendo um leve carinho nas bochechas dele. Kasyade é um mestiço de anjo com ceifador, tem a pele clara, os cabelos longos e ondulados, na cor dourada indo até abaixo da cintura. Os seus olhos são negros o que o caracterizava como um mestiço, os lábios são avermelhados e convidativos, as asas são num tom acinzentado como a nuvem de chuva.

O oráculo sentia a dor e a confusão de sentimentos do mestiço, contudo não estava ali para mudar o destino dele, mas para confortá-lo ou tentar já que nem mesmo o oráculo sabia como ajudá-lo. Por outro lado Kasyade tinha além do oráculo um anjo a qual conversa de nome Miguel, mas parou de visitá-lo por conta do perigo que representava ao anjo, amigo e conselheiro por causa do seu "dom".

O mestiço precisava se encontrar e sabia que seria por conta própria já que é um renegado e nem mesmo sabia onde o clã dos ceifadores morava, por assim dizer. Conversou mais um pouco com o oráculo e partiu ciente que nem todas suas perguntas o oráculo poderia responder, mas saiu do "santuário" feliz por ter falado com algum ser.

Caminhou de volta ao seu lar, em cima de uma colina, quando avistou um clarão no céu e foi verificar. Ao chegar ao local viu um ser divino que parecia um anjo ou um Deus, talvez o Deus do amor, caído no chão, ficou receoso e seguiu em frente. Só que algo o fez parar e olhar o "anjo caído", como não entendia dos sentimentos que lhe atormentava, sentiu seu peito apertar e chegou junto do "ser".

Kasyade percebeu que era um humano com um colar de um peixe no pescoço e o pegou nos braços, sentiu o humano se acomodar e ficou vermelho, sem perceber. Kasyade resolveu cuidar do humano, pois algo no seu interior lhe avisava que se salvasse uma vida poderia "sentir" algum sentimento. Ou mudar a sua condição de levar a morte a tudo e a todos. Contudo o que o mestiço não sabia era que o cavaleiro que carregava ira mudar e muito a sua vida de negro para rosas...

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Ela é uma mestiça, não é uma humana...

Em uma vila onde os humanos se sentiam isolados e seguros de tudo e de todos; uma "menina" estava isolada das outras crianças, pois elas não gostavam de conversar consigo. A menina olhou a floresta atrás de si e levantou-se do chão onde estava sentada, adentrando na mata. Sabia que seus pais e os próprios moradores tinham medo de sair do circulo de proteção que eles viviam, mas estava cansada de ninguém falar consigo.

A cada passo que dava dentro da floresta sentia que o mundo se abria e o medo se apoderava mais e mais como se uma fera fosse surgir na sua frente e devorá-la ou até a sua fera interior saísse. Em pouco tempo de caminhada avistou a luz do sol já que a floresta é bastante densa. Ao por os pés fora do mundo que conhecia ficou admirada com o local e não ia contar aos irmãos as maravilhas que era daquele lado.

Passou boa parte do dia desvendado o paraíso que descobriu sem perceber que um animal a observava a distancia louco para saborear aquela carne humana. Assim que a viu distraída e longe do local que havia saído a atacou. Porém não foi bem sucedido na sua investida já que um jovem a puxou na sua direção longe do perigo.

Ela ficou sem palavras ao ver que com uma mão o jovem que deveria ter a sua idade matou aquele animal, com um brilho nas mãos. Após o ocorrido os dois continuavam juntos, ele a segurando pela cintura olhando nos olhos da...

- Chamou-me Orion e você é...? – Falou o jovem com uma voz estranha como se rosnasse.

- Helena. – Ela notou que também estava com uma voz estranha mais sensual. – Você mora onde? – Fez aquela pergunta por achar que ele era novo no local ou visitante de outra vila já que eles recebiam forasteiros humanos. - Nunca o vi na vila.

Foi naquele momento que Orion percebeu algo na jovem a sua frente, ou melhor, nos seus braços, não sabia que é uma mestiça e que teoricamente ele estava a cortejando. Mas como ela não sabia quem é...?

Observou bem a "tal" humana, a pele clara e suave, alta para uma humana, os olhos castanhos, os cabelos curtos acima dos ombros e magra. Mas Orion percebeu algo mais naquela humana, o sorriso ficava magnífico nela, principalmente, ao ver as covinhas, o olhar enigmático de quem ainda não se achou e o cheiro...

Orion também se passava, muito bem, por um humano se um fato não chamasse a atenção. A cauda de lobo. A única cosia que o denunciava com mestiço era a cauda que escondia de tudo e todos... Helena suspirou sem querer ao ver melhor o seu salvador.

Orion tinha aparecia de uma jovem talvez da sua idade, os olhos avermelhados, a pele morena, os cabelos castanhos escuros, curtos e desalinhados e o corpo...

- Solte a seu monstro!

Falou um humano, mas o que escutou do jovem foi um rosnado potente de quem protegeria a sua fêmea mesmo Helena não sabendo disso. Helena voltou-se para a voz e viu os pais e os irmãos assustados além dos aldeões enfurecidos os observando.

- Filha! – Falou uma mãe zelosa ao perceber que talvez a sua história se repetisse com sua pequena Helena.

O clima ficou tenso, Helena não estava entendendo o motivo dos moradores estarem agressivos com o rapaz já que ele tinha a salvado. Mas Orion sabia que os humanos mais velhos tinham conhecimento de que ele é um mestiço mesmo não vendo a sua cauda. E a prova estava ali, no chão, um animal feroz congelado das patas a cabeça.

Ou talvez porque nenhum humano fosse capaz de tal ato. Orion percebeu que Helena fitava uma mulher no meio da multidão e resolveu solta-la, se distanciou um pouco e fugiu. Helena foi acudida pelos morados que a levaram de volta para casa, um pouco atordoada pelo ocorrido. Os moradores reforçaram a vigília. Já o mestiço vigiava de longe a mestiça que vivia entre os humanos...

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Sou um ser sem nação

Andava pelos arredores do mercado sem fronteira, a poucos metros de onde morava, comprava o básico para alimentar a sua família que estava aumentando. Não que ter uma cria vindo seria mal, mas uma humana como hospede... Era uma boca a mais para alimentar.

Recordou se do susto que receberam quando a Deusa terrena de nome Saori acordou e viu o seu amado Helio grávido a observando. Humanos da terra nunca viram um macho grávido? O fato o fez ri por horas, mas o mais cômico foi escutar Helio querendo cuidar da humana como se fosse um bichinho. Da última vez que Helio cuidou de um bicho o dito cujo morreu sufocado.

Claro que a sua beleza é notada por todos no local, não por ser casado com o Deus da Guerra, mas pelas características físicas: cabelos grisalhos, curtos, com uma franja curta, olhos azuis, corpo proporcional, asas magníficas no tom acinzentadas e belo.

Talvez ele não fosse tão belo quando seu amado Helio que é a personificação da beleza, os cabelos loiros, aqueles olhos azuis claríssimos e inocentes, a pele que nunca ficava queimado do sol e... Parou de pensar porque estava num local público.

Continuou a sua compra até ver um ser sair de uma ruela, ele se sentou perto de uma fonte e o ser, uma ninfa, sentou perto de si.

- Desculpa meu senhor, mas tenho más...

- Acho que tenho uma vaga ideia, Diana. – Falou o anjo. – Como esta...?

- Eva vai se unir daqui a duas semanas. – Falou Diana. – O líder vai obrigá-la a se unir... – Interrompeu o seu comentário ao ver o anjo levanta-se. - Emanuel!

A ninfa pensou em dar a notícia aos poucos, mas achou por bem jogar a informação de uma vez, contudo a reação do anjo não foi uma das melhores. Sim. Emanuel não ia deixar que o líder fizesse o mesmo com Eva. Pegou os mantimentos e rumou para casa pensando em um plano para impedir o pai de fazer a mesma coisa que fez consigo.

Guerra ia ajudá-lo a não deixar a sua irmã se unir por interesse, se o seu pai, o líder, teve a coragem de dá-lo ao Deus querendo uma aliança sem consultá-lo. E ainda por cima o baniu o fazendo um renegado. O que o líder ia fazer com a sua irmã? E como ficaria seu irmão mais novo Estevão? E assim que pouso no solo recordou se de Arien, não sabia como estava a elfa desde o dia que o desejo aflorou em ambos...

Parou de pensar em besteiras já que soube por fontes seguras que a elfa havia tido uma cria, talvez já estivesse com um ser ao seu lado. Assim que entrou na casa viu Guerra vestido imponentemente e isso significava que já havia chegado aos ouvidos do Deus que o líder havia quebrado uma regra. O líder dos anjos havia ido longe demais...

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Desejo

O mestre do território do norte estava maravilhado não só pelo local, mas pela beleza fatal a sua frente ou como diria no seu colo. A fêmea sabia despertar em todos os seres o desejo mais oculto e por isso ela fazia muitas alianças com vários seres. E ele estava ali para isso e não para ela come-lo com os olhos e de outros modos.

- Acho que a Senhorita está confundido as minhas palavras...

- Kahlaya Caous. – Interrompeu o demônio e continuou. – Pode me chamar... Ai!

A Senhora daquelas terras não gostou de cair no chão duro quando o demônio se levantou. O mestre a fitou e deu a mão ajudando a se levantar, sabia que havia sido grosseiro, mas talvez Kahlaya não viu a enorme marca no seu braço direito que denunciava que se uniu a um ser. Ou talvez... Deixou para lá as suas hipóteses.

- Soube de suas histórias...

- Baco foi mais gentil que você. – Ela viu a sobrancelha dele levantar e prosseguiu. – Seu filhote sabe usar a boca e muito bem...

- Baco é Baco. Eu sou eu. – Falou o mestre. – E você que, por favor, me ouvir...

- Ora meu querido. – Passou a mão pelo tórax coberto do demônio pela roupa e imaginou as loucuras que poderiam fazer. – Unir-me a você seria um prazer, mas porque não começamos agora...

- Eu falei em aliança e não em união. – O mestre tinha algo que nenhum ser ou demônio tinha a paciência e o controle juntos. – Caso não tenha entendido bem as minhas palavras Caous devo ir, pois tenho alianças mais vantajosas com um demônio que é...

- Ok! – Levantou as mãos e fez um sinal para que todos saíssem da sala de jantar. Quando se viram a sós olhou diretamente nos olhos do demônio e falou. – Estou ciente dos assuntos sobre que veio tratar comigo, mestre. – O demônio ficou admirado com a mudança de comportamento. – Mas a realidade é outra. Eu estou no meio de duas fronteiras importantes e não posso por em risco o meu povo.

- Sei disso, mas não vim aqui para dominar nada e nem impor, mestre. – Falou o titulo dela que é o mesmo seu; ambos governavam territórios com demônios. - Vim dar lhe privilégios e preciso de ajuda... Ou melhor, da sua ajuda já que você é bem fala pelos seres.

Apesar da roupa chamativa, em todos os sentidos, o mestre tinha que dar o braço a torcer com relação a fêmea a sua frente. Não era qualquer fêmea que dominava um território como o dela com sensualidade e firmeza por anos. Apesar de que o antigo mestre naquele território não chegou a fazer conquistas gloriosas como a beça fêmea a sua frente, ou melhor, se esfregando a si.

- Antes que me esqueça. – O mestre saiu do transe e a escutou. – Isso é para sua cria e sua esposa. – O mestre sorriu de lado ao ver o embrulho. – Baco me falou que ia ter uma irmã e busquei o melhor para aquele pedaço de mau caminho. Opa! Quero dizer para sua família.

Viu a sorrir e sabia que uma união dela com Baco iria render bons frutos senão fosse o lado manipulador dela e o lado dominador dele. Kahlaya usava a forma humana, a pele clara, o corpo cheios de curvas dava uma leve aparência de cheinha nos seus 1,59, os cabelos compridos chegando a cintura, lisos e totalmente loiros platinados com uma franja lateral que cai em cima dos olhos azuis piscina. O rosto fino de feições angelicais que na visão do mestre passava longe de um anjo.

O mestre também não era um demônio padrão, mas a beleza de Baco tinha vindo de um ser magnífico segundo os olhos de Caous. Mas havia algo no demônio a sua frente que a deixava sem palavras talvez os olhos de uma cor não definida ou a energia pacífica de um anjo. E se caso os boatos fosse verdadeiros de que o mestre era um mestiço então ele precisava de sua aliança.

- Meu querido. – O mestre a fitou quando praticamente a viu em cima dele de novo. – Que tal me contar o que eu ganharei ao visitar a sua terra. Adoraria provar os machos e fêmeas que povoam o seu território.

Sorriu a Senhora daquelas terras e os dois foram dar uma volta pelo palácio. O mestre sabia que a fama de Caous não estava só na sua beleza, mas em algo oculto da governante daquele lugar. Não ira descobrir, contudo tê-la ao seu lado num futuro próximo será mais satisfatório para si do que tê-la como inimiga. Kahlaya possuía um desejo incontrolável pelos seres...

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Eu quero ser normal

Cansado e ferido. O jovem anjo só pensava se fez a escolha certa a alguns anos atrás, mas agora Aragon tentava caminhar, sabia que voar não ia adiantar, pois as suas asas estavam deformadas pelo ataque. Se não fosse rápido tinha perdido a sua vida naquele ataque. Anjos não podem viver sem as asas, mas pior seria... Deixou de lado tal pensamento e a tontura veio de novo com mais força, o sangue escorria pelas suas costas e não tinha muito tempo.

Andou mais um pouco até desmaiar por conta dos ferimentos e quando acordou viu um demônio o fitando curioso. Sim. Sabia o motivo de tal curiosidade e estava na sua marca de nascença ou talvez por ser um anjo puro diferente.

Quem iria imaginar que ser um anjo ruivo ia ser um problema, já não havia problemas demais em ser quem não queria ser. Fitou o espelho e amaldiçoava o dia que nasceu e principalmente quando descobriu quem é realmente, a pele clara, os olhos vermelhos cor de sangue assim como os cabelos curtos, lisos e desarrumados, as asas... Bem havia curativos nelas, ou melhor, foi totalmente enfaixada e já achava que era perda total quando a voz do seu salvador o chamou a realidade.

- Sou o mestre do território do norte e você deve ser...

- Aragon. – Interrompeu o demônio e continuou antes que revelasse o que não deveria sobre a sua vida ou o seu nome. – Porque me salvou?

- Você é...

- Eu sei quem eu sou. – Falou quase agressivamente o anjo. – Só quero saber o motivo que fez você me salvar. – Baixou o tom de voz ameaçador.

- Seu irmão não ia gostar de saber que eu o vi e não o ajudei. – Viu o outro fechar a cara. – E alias o oráculo pediu que você fosse ao meu lar me ajudar, porém vejo que o seu sumiço é por causa de Gue...

- Não mencione o nome daquele...

- Anjo? Deus? Demônio? Ou seria...

- Eu não vou com você e nem...

- Vai sim meu caro ou quer enfrentar um exército de demônios.

Sim. Ele enfrentou quando seres foram necessários até desmaiar de pura teimosia ou ignorância pensava o mestre. Após a visita a Kahlaya, ele encontrou a quem estava a procura, porém não achava que ia usar a força bruta. Sua missão segundo o oráculo era cuidar de um Deus, porém não imaginaria que seria o irmão mais novo de Guerra.

Claro que o Deus Caos tentou de tudo até ameaçou revelar o segredo que sabia do mestre se caso o levasse para o irmão mais velho. O mestre a quem nunca foi pronunciado o nome por conta de um juramento que fez, "colocou" o anjo para dormir e o levou ao seu reino. Assim que entrou com ele no seu território, em seus braços e viu sua filha mais velha fez o inimaginável.

- Dreida. – A mestiça fitou o seu pai e depois o anjo. – E sua responsabilidade. – Jogo o anjo no chão que acordou com a forma gentil que foi tratado. – Tente fugir e Dreida cortara mais que suas asas.

- Meu Senhor... - Falou a mestiça tentando entender o que ia fazer com o anjo.

- Aragon. Dreida. – O mestre os apresentou. - E a partir de hoje você tomara conta desse anjo e ensinar a ele a ser um ser bom. – Dirigiu-se a fêmea. - Caso não entrem em acordo acho que Guerra seria a melhor maneira para "ajudá-lo". – Agora falou para o macho.

O mestre seguiu para outra sala onde tinha mais um problema para resolver. Já mestiça e anjo se fitaram entendendo perfeitamente o que o mestre quis dizer. Ou Aragon desistia da ideia louca que tinha ou deixava a mestiça matá-lo ou pior o mestre ia enviá-lo ao irmão. Porém haveria a quarta opção que nenhum dos dois poderiam imaginar...

Continua...

NOTA: Vamos as explicações... Puros são os que os seres chamam de nascidos sem mistura (os mestiços) como a própria palavra dize que são puros e também aqueles que são "virgem" independente de ser beijo, sexo e qualquer coisa. Os impuros são os mestiços e o que nascem puros, mas a segunda hipótese é relativo a característica diferente do clã é algo complicado, mas que vai ser tipo com uma ofensa ou como um palavrão. Vocês entenderam mais a frente.

Com relação a Devon lembre se que os ceifadores não entendem bem o que sente, mas sentem. Para Devon o que ele sentiu pode se comparar a satisfação por um ser fazer algo por ele, da maneira que ele quer, mas só que ele não percebeu que houve uma atração. E o algo a mais que o ceifador pode fazer, não é isso que vocês estão pensando, mas outra coisa como privilégios. Ok!

Com relação a Helena peço perdão a dona da ficha por fazer umas modificações e a Kahlaya. Mudei Kahlaya um pouco a fiz um pouco sensual, mas um pouco seria com algumas coisas, espero que tenha me saído bem com as duas.

O desejo de Emanuel é mesmo sexo. Emanuel pegou Arien. Ui! E Emanuel foi a saída que encontrei para resolver uma falha na matriz e vou revelar em breve que é a violentada ou a amazona salva pelo demônio comedor... Quero dizer bonzinho moribundo. Eita!

Beijos e peço mais uma vez paciência porque estou estudando nas férias e não tenho previsão de mais nada. Nem da fic "O Soro" e nem dessa aqui. Bem para quem desejar saber dia 28 é meu aniversário infelizmente não posso ter a presença de vocês aqui em casa, mas sei que vocês estarão pensando no bolo que vou comer. (sorrindo) Agradeço pelos comentários e vou tentar diminuir as minhas notas, mas elas são importantes para o entendimento da fic.

Xero!

Reviews

Mabel: AE! Menina foi difícil tanto escrever sobre Uriel como Eva. Porque tem vários personagens e cada um com uma história de vida, tentei colocar uns mais próximos do outro. E no próximo capítulo com eles, você vai entender o que os pais dos dois estão aprontando. Coisa boa é que não é... Sou mal com o loiro, mas estou pensando em colocar outro personagem em uma situação parecida. Sou má. Eu não pensei que Shion seria mesmo um elfo. Risos. Luan Lua é macho e alfa. Risos. Que noticia boa! Parabéns! Temos uma doutora meus amigos entre nós. AE! FESTA! Obrigada, mas não se preocupe em ser uma leitora fantasma. Pelo menos sei que estará comigo. Beijos!

Observação: Sobre o seu pedido quando a fic estiver no meio nos temos que trocar correspondência. Gostei da ideia e vamos amadurecê-la com os capítulos. Ok! Mas está anotado.

Ana: Eva ainda não vai querer casar, mas pensa comigo ela e Miro junto. Isso não vai dar certo. Arien quer casar para ter mais tempo com a filha. Mas o que ficou legal foi o loiro que virou escravo coitado deu pena. Beijos!

Victor: Querido não elogia demais senão eu vou achar que sou gata mesmo. Risos. Brincadeira. Mas eu entendi. Temos Deuses espalhados pelo mundo e sim alguns Deuses serão revelados. Sinto pena de Eva por pegar logo Miro. Coitada! Eu acho que o loiro não ia ficar legal como um Deus, mas ele vai sofrer. Sou má. Deba é fofo, estou passando a amá-lo a cada dia. É Shion vai ter uma bela surpresa.

Beijos!

PARES

Os que faltava ter nomes mencionados dos seus pares, aqui estão e acho que com isso é só a parte de apresentação que demora mais. Pois é muita gente (sorrindo) e eu estou com pouco tempo. Mas vamos aos nomes...

Deidra – Aragon

Laureen – Luan Luan

Gerda – Leo

Helena – Orion

Observação: Se faltou qualquer coisa me falem. Sou esquecida por natureza. Beijos!