Autora: quothme (she owns all the merit)
Tradutora: Larissa (L.2303)
Todos os personagens pertencem à Stephanie Meyer, só estou treinando meu inglês :D
Capítulo 7
Em três horas, Mike acordaria para trabalhar.
Ele também ficou surpreso de me ver vestida e já pronta para o trabalho.
Mesmo embora devêssemos reduzir nossa emissão carbônica por uso de um carro, nós não o fazemos. Mike gostava de trabalhar até tarde. Eu gostava de ficar em casa. Recentemente, foi porque eu queria falar com Edward.
Quarta-feira no trabalho, clandestinamente comecei a limpar meu escritório. Estive trabalhando lá por quatro anos; havia um monte de bugigangas para limpar. Salvei os arquivos eletrônicos que eu precisava.
Quinta-feira à noite, rompi com Mike. Tinha cozinhado sua refeição preferida – carne com batatas – e o entreguei um copo de vinho quando ele entrou pela porta, tarde como sempre.
Quando ele percebeu somente o único prato arrumado, eu disse, "Não estou com fome. Ainda com fuso-horário."
Sentei do outro lado da nossa enorme mesa e o assisti comer sua última refeição. Ou pelo menos, a última refeição que eu iria vê-lo comer. Enquanto sentava, percebi que ele não me perguntou sobre meu dia. Ele não me disse que eu estava mais bonita que o normal. Ele não elogiou a comida que eu havia preparado para ele.
Ao invés disso, reclamou sobre como foi o seu dia. Como seu chefe não o estava levando a sério além do fato de que seu pai era o dono da companhia. Como todos os seus colegas riam por trás de suas costas.
O usual.
Eu não o disse que o chefe dele não o estava levando a sério porque seu pai possuía a companhia.
Quando ele terminou de reclamar sobre seu trabalho, o cortei antes que ele pudesse começar a reclamar sobre mim. Eu sabia que ele iria provavelmente reclamar que eu não o apoiei hoje em nosso almoço quando seu chefe o estava culpando por algo que não era exatamente sua culpa.
Mike trabalhava para a companhia de seu pai, também. Nós estávamos em departamentos diferentes, mas nós interagíamos algumas vezes. Quando fazíamos, Mike reclamava.
Como dizem, aqueles que trabalham juntos não ficam juntos.
Antes que ele pudesse começar a reclamar sobre hoje, eu disse, "Mike, isso não está funcionando para mim."
"O que não está? Se você estiver falando sobre aquele projeto que nós estamos trabalhando, então eu concordo completamente. Talvez eu deva pedir ao meu pai para ter certeza que fiquemos designados a diferentes projetos a partir de agora."
Eu não estava falando sobre o projeto.
"Mike, nós não estamos funcionando."
"Baby, você vai ter que ser um pouquinho mais clara do que isso. Eu tive um longo dia."
Quão claro é isso? "Eu não gosto quando você me chama de baby."
Ele franziu. "O que? Eu pensei que você gostasse que eu te chame de baby."
"Não."
Ele ficou distraído, então precisei ser ainda mais clara. "Mike, eu estou rompendo com você."
Isso era claro o suficiente. Os olhos azuis dele encontraram os meus em choque. Costumava pensar que aqueles olhos eram lindos.
"O que?" ele ofegou.
"Você não pode." Disse.
"Onde você vai viver?" Disse.
"E quanto aos meus pais?" disse. Os pais dele me amavam. Eles absolutamente nos adoravam como um casal. Sempre adoraram. É um dos motivos por nós termos durados tanto quanto fizemos.
"Eu não sei onde vou viver," respondi quieta, honestamente. "E seus pais vão se conformar."
"Mas..." ele começou de novo.
O cortei.
"Mike, acabou. Isso não é justo com você. Isso não é justo com nenhum de nós. Nós estivemos juntos por tanto tempo, nós só pulamos o requerido. Começamos a namorar antes mesmo que fossemos velhos o suficiente para saber o que era amor."
Aquele uma-vez-lindos olhos me encararam.
"Se você pudesse voltar ao colegial, se você pudesse falar consigo mesmo aos 17 anos, você iria dizê-lo para me escolher? Iria dizê-lo para devotar quase uma década de sua vida para alguém que ele só iria amar como sua irmã?"
"Sim," disse.
O encarei de volta.
"Não," disse.
"Não sei," disse.
Mas ele sabia. Sabia que eu estava certa. Pela primeira vez, eu podia vê-lo pensar sobre o que poderia ter sido amar alguém mais do que como uma irmã. Mais do que como uma garota com quem você cresceu junto, mais do que como uma garota que seus pais tinham escolhido para ele quando ele estava nas fraldas.
Essa é a razão pela qual nós nunca nos casamos.
Pela primeira vez, eu o vi vivo.
"Eu estou fazendo a nós dois um favor," eu disse gentilmente.
"Mas e quanto ao seu trabalho?" ele cuspiu. "Vai ser muito estranho nós trabalharmos juntos..."
Sorte minha, eu odiava meu trabalho.
Eu sabia que rompendo com Mike, eu estava rompendo com sua família inteira. Eu não mais queria meu emprego na empresa de sua família. Sentiria falta de minha equipe, mas não iria sentir falta de meu emprego.
Então na sexta, não fui trabalhar. Mandei para meu supervisor um e-mail oficial de demissão, imediatamente eficaz. Eu sabia que estava sendo anti-profissional sobre não dar minhas duas semanas de aviso prévio, particularmente porque eu estava no nível de gerente, mas eu não me importava.
Mandei e-mails individuais de despedida para todos os membros de minha equipe e alguns para outros colegas de trabalho que eu era mais chegada. Para alguns, mandei um e-mail cuidadosamente neutro sobre o fato que eu tinha alguns problemas pessoais para atender. Desejei-os a melhor sorte. Para outros, dei um pouco mais de detalhes sobre o que, exatamente, a situação pessoal implicava. Disse-os que eu tive que fazer uma escolha difícil, e que , no fim, tive que fazer o que era melhor para mim. Quando eles ouvirem sobre as noticias sobre meu rompimento com Mike, o qual tinha certeza que já estava circulando pela empresa como fofoca número um, eles iriam entender.
Sabia que alguns deles iriam estar pesarosos por me verem ir embora. Outros, nem tanto.
O resto do dia de sexta-feira, empacotei as poucas coisas que eram minha naquela enorme casa que Mike eu dividíamos, e eu me mudei. Deixei aqueles pijamas de seda rosa pendurados no closet, presente de Mike para mim no Natal passado.
Enquanto andava para a porta da frente, me senti cinco quilos mais leve.
Me fixei em um quarto no hotel mais próximo e contei os minutos até sábado. Assisti a reprise da maratona de [i]Cougar Town[/i].
Na série, Courteney Cox liga para algum cara aleatório e pergunta se ele quer fazer sexo com ela.
Eu ri.
Ele disse sim.
Se Edward perguntasse, eu diria sim.
Sábado de manhã, me aprontei para a tarde, tarde essa que eu iria ver Edward.
Estava tão ansiosa que fiquei pronta às nove da manhã. Estava de pé desde o raiar do dia e já havia lavado, secado e enrolado meu cabelo. Havia até mesmo aplicado um pouco de maquiagem.
Não tinha mais nada para fazer.
Não precisava ter levantado até depois do meio-dia, no mínimo. Edward e eu não nos deviam nos encontrar até as quatro horas da tarde. Planejava chegar lá meia hora mais cedo, para que pudesse clandestinamente esperar no carro e assistir seu carro chegando.
Por alguma razão, queria vê-lo antes que ele me visse.
Eu não precisava sair por mais quatro horas. No mínimo.
Então sentei na ponta da minha cama pequena, dura de hotel e pensei em ligar para Edward.
Pensei em começar a dirigir mais cedo.
Pensei em ligar para Edward.
Pensei sobre o fato de que nove horas da manhã era muito cedo para começar minha viagem.
Pensei em ligar para Edward.
Pensei em usar meu laptop para ver se havia livrarias ao redor da pequena cafeteria.
Pensei em ligar par Edward.
Meu celular tocou.
Era Edward.
Eu estava quase sem voz de tanta alegria.
"Alô?" disse.
"Olá," uma voz falou.
Uma voz que não era a de Edward.
Porque era uma mulher.
"Uh, oi," repeti.
"Então você é a Bella." A voz da mulher era monótona, mas não brava. Ao invés disso, ela quase parecia resignada. Parecia triste.
Arrisquei um palpate. "E você deve ser Tanya."
"Sim."
"Onde está Edward?"
"Ele está no banho."
Eu estava entorpecida. Por que ela estava lá enquanto Edward estava no banho?
Tanya continuou, "Espero que você não se importe que eu te liguei. Esperava falar com você sobre algo." Ela disse levemente, quase como se fossemos velhas amigas. Não podia acreditar que Edward a havia dito sobre mim. Não podia acreditar que Tanya havia me ligado do celular de Edward.
Ele havia insinuado que ela era um pouquinho autoritária.
Eu podia ver o porquê.
Mas então ela disse algo que destruiu completamente minha alegre imagem mental dela como uma dominante, super-protetora namorada.
"Eu queria te agradecer," Tanya disse quietamente.
Agradecer-me? "Pelo que?"
"Por dar a Edward alguém para conversar nesses últimos meses. Por fazê-lo feliz."
Eu estava absolutamente derrubada. A voz de Tanya era sincera, sem nenhuma sugestão de ironia. Ela parecia genuinamente querer dizer o que disse. Não sabia como responder, então fiquei quieta.
Não sabia que Tanya sabia que Edward estava falando comigo.
Mike não sabia que eu estava falando com Edward.
Embora que nesse ponto, achava que Mike soubesse.
Talvez foi ai quando Edward disse a Tanya.
Eu estava começando a me sentir doente.
Ela continuou falando. "Estive passando por algumas coisas nos últimos meses; fez Edward questionar se ele queria ou não ficar comigo."
Fiquei confusa. Três dias atrás Edward havia me dito que ele terminado com Tanya há vários meses atrás. Não que ele estava meramente questionando a relação deles.
"Me descupe," disse falhamente, enquanto ela pausava para me deixar dizer algo.
"Não é sua culpa." Ela respirou profundamente. "Você vê, Bella, eu estou grávida."
Eu estava doente.
Estava muito, muito, doente.
Essa conversa estava rapidamente girando para fora de controle. Tanya parecia racional. Ela parecia legal. Sua voz era linda, assim como tenho certeza que ela era.
Tinha certeza que ela seria uma grávida radiante.
Essa foi a primeira vez que havia me deixado pensar sobre o fato de que talvez Edward não fosse o que ele parecia, também.
Eu disse a primeira coisa que me veio à cabeça. Lutei para não deixar minha voz tremer. Eu desesperadamente não queria deixá-la saber o quanto estava me afetando.
"Você está grávida?" disse isso como se o sol estivesse brilhando hoje. "Edward sabe?"
"Sim. Ele descobriu alguns meses atrás, no dia que ele decidiu ligar para um número aleatório. Eu acho que talvez ele estivesse tentando escapar da realidade de sua vida. Nós sempre falávamos sobre crianças, mas não tão cedo."
Tanya continuou falando comigo, mas tudo o que eu podia pensar era que Edward iria ser pai.
"Ele esteve bem distante desde que descobriu. Acho que ele esteve em negação."
Esqueça minha imagem mental original de Tanya como a sedutora bebedora de vinho caro e correndo seu lindo pé pela linda perna de Edward. Agora eu imaginava Tanya vestida toda de branco, cabelos loiros e olhos azuis, com uma delicada mão descansando em sua barriga inchada.
Edward era um deus depois de tudo – um deus que engravidou a Virgem Maria.
"Pensei que você devesse saber."
Edward não havia dito uma palavra para mim sobre Tanya estar grávida. Nem mesmo uma insinuação. Nem mesmo uma pausa no momento certo. Eu podia dizer que ele sempre estava deixando algo de fora, mas eu nunca iria imaginar o quão grande aquilo era.
"Edward já havia te contado sobre isso?"
"Não." Não pude confiar em minha voz.
"Eu achei que não. Ele esteve tendo uma péssima dificuldade para se ajustar à ideia. Meio que não se encaixou em seus planos de vida." Ela riu, um lindo som de sinos tilintando. Mesmo a risada de Tanya era linda. "Tenho certeza que você sabe o quanto anal ele pode ser quanto seus planos de vida."
Eu não sabia, não de verdade. Nós não discutimos exatamente nossos planos de vida porque isso iria envolver quebrar algumas de nossas regras fixas. Mas ao menos eu sabia que ele era anal sobre manter nossas regras firmemente. E sobre seu sanduíche de manteiga de amendoim, banana e mel que ele me descreveu longamente.
"Bem, agora que você sabe, queria te perguntar algo."
Era isso. Esse era o ponto em que Tanya iria me dizer para desistir.
"Eu queria conversar com você de mulher para mulher e descobrir suas intenções em relação ao meu noivo."
E o outro sapato tinha acabado de cair.
Edward estava noivo?
Edward estava noivo de uma mulher grávida?
"Não tenho nenhuma intenção," joguei a mentira para fora. "Edward e eu só somos colegas de telefone."
"Um jeito de desabafar," disse.
"Eu nem ao menos sei seu último nome. Não sei onde ele vive," disse. Era quase verdade. Portland era um lugar enorme.
Tanya soltou a respiração que ela esteve segurando. Claramente, ela não havia ouvido sobre nossas regras fixas. Talvez Edward não a houvesse contado tudo, afinal.
Assim como ele não havia me contado tudo.
"Isso é bom de se ouvir," Tanya disse. "Eu estava com medo..." sua voz tremeu. Eu podia vê-la como um precioso cordeirinho estremecendo.
Então ela disse a última coisa que eu esperava ouvir. "Estou contente que ele te tem como amiga, então. Você parece ser legal."
Tanya era uma santa.
Não havia nenhum jeito no céu que eu iria deixar Edward abandonar sua santa, grávida noiva por mim. Edward não era o tipo de homem que eu iria queria se ele ao menos considerasse fazer isso.
O Edward que eu conhecia não existia.
Eu havia acabado de deixar meus amigos, meu emprego, minha vida por um homem que nem ao menos existia.
"Você ainda está ai, Bella?"
"Sim, desculpe. Só estava pensando."
Morrendo, na verdade. Mas ela não tinha que saber disso.
"Eu sei que é um monte de coisa para processar. Me desculpe que Edward não havia te contado."
Tanya estava se desculpando por ele agora. Acho que vou desmaiar. Acho vou que vomitar.
"Oh, ele terminou o banho."
Por alguma razão, entrei em pânico. Tanya era quem havia ligado do celular de Edward e estava atualmente derramando todos os segredos dele para uma estranha aleatória que Edward esteve mentindo por meses. Mas ela parecia ser a pintura de calma e composta.
E por que não estaria? Ela tinha uma carta na manga. Literalmente.
Eu disse, "Por favor não diga a ele que nós conversamos."
"O que?" Tanya parecia chocada.
"Não ainda, pelo menos. Há algo que preciso dizer a ele primeiro."
"Ok," Tanya disse lentamente. "Posso respeitar isso. Foi bom te conhecer, Bella."
"Sim." Ela parecia legal, mas não havia sido bom conhecê-la. Então não menti e disse que foi.
"Tchau."
Nós desligamos.
Fui para o banheiro e vomitei.
Em seis horas, tinha que encontrar Edward para tomar café. Supostamente tínhamos que ter nossa enorme discussão sobre nós.
Ri sombriamente.
Nunca existiria um nós.
Peço perdão pela demora, mas tive vários problemas pessoais que me forçaram a largar tudo por um tempo. Vou postar um capítulo por dia aqui, até acabar (só faltam mais dois de qualquer jeito).
Postei o última capítulo de The Beauty and The Geek pra quiser conferir e em breve teremos uma nova one-shot :)
Feliz véspera da véspera de Natal *-*
