Gênero: U.A/ Yaoi/ MPREG/ OOC
Disclaimers: GW me pertencia até um tempo atrás, mas aí eu escrevi uma fic em que o Duo humilhava publicamente a Relena beijando o Heero na frente de todo mundo, enquanto ela dava em cima dele, então ela acionou os advogados dela e eu perdi os direitos autorais por danos morais. Mas não se preocupem, eu ainda escrevendo uma fic em que os G-Boys quebram o pescoço dela, mas por enquanto, GW não me pertence... por enquanto.
Aviso: esse capítulo possui palavreado pesado (assim como os outros...).
"Por trás do ódio infinito, há sempre o mais puro amor."
Capítulo 7 – Mind Education
(Quatre POV)
Há certas coisas nessa vida das quais nós não podemos reclamar. Uma dessas coisas é sofrer por amor e acabar com um final feliz. Mas há outras que nós devemos reclamar. Tipo um romance que começou tão bem e que agora está tão mal.
Pobre Duo! Seu romance com Yuri está indo cada vez pior. Que deus me perdoe pelo meu sarcasmo, mas eu nunca realmente gostei de Yuri, embora eu ache que ele seria um bom namorado para Duo. Embora pareça que Y8uri não está tão interessado em Duo quanto antes. Até mesmo as pessoas que não os conhecem bem podem notar isso, já que Yuri nem de longe fica tão perto de Duo quanto ele ficava antes. Ele anda sempre ocupado com outras coisas, agindo estranho, e tenho motivos para acreditar que talvez ele esteja traindo Duo, já que outro dia eu vi ele saindo de um dos quartos. E eu tenho certeza de que aquele quarto não era dele.
Eu realmente não queria isso para Duo. Ele mesmo já percebeu que há algo estranho. Ele anda cabisbaixo pelos cantos do internato, suspirando aqui e ali, triste. Quando eu penso que Duo pode, algum dia, me deixar para viver com outra pessoa que eu não aprove, me dói o coração. Eu sei, eu sei, bancar a mão babona agora não é uma boa. Principalmente quando eu não entendo o que Duo está passando, já que meu namoro com Trowa está indo de vento em polpa. Nunca me senti tão bem em minha vida.
Trowa é sempre tão carinhoso e romântico comigo. O jeito como ele me trata ou como ele é super gentil, os olhares carinhosos que ele me lança durante as aulas. Tudo isso me deixa tão feliz. Eu acho que nunca me senti assim antes.
E o fato de que estamos vivendo um amor proibido trás a excitação do qual nosso relacionamento necessita. É simplesmente incrível o modo como nós dois nos completamos.
Sou tirado de meus pensamentos ao sentir os lábios que eu tanto amo acariciarem a minha barriga desnuda, distribuindo beijos em toda a sua extensão.
- Hn... Trowa! – ronrono ao sentir a língua úmida brincar com meu umbigo e o par de mãos atrevidas subirem pelas minhas coxas.
- Bom dia, meu amor. – ele diz, parando com as carícias e deixando seu rosto de frente ao meu, procurando meus lábios para um beijo necessitado.
- Bom dia para você também, Trowa! Como você dormiu?
- Muito bem, sabendo que tinha um anjo ao meu lado. – era dessas demonstrações de carinho do qual eu falava.
- Já está na hora de nos arrumarmos?
- Não. Ainda é cedo, mas eu queria aproveitar o tempo que nós temos antes de irmos, já que nós não temos nenhuma aula juntos hoje.
- Hn... que idéia maravilhosa... isso vai compensar a bronca que eu vou levar de Duo quando eu voltar para o dormitório. Já posso até ouvir a voz dele gritando em meus ouvidos: "Droga, Quatre! Onde diabos você se meteu de novo? Já é a terceira noite essa semana! O que você anda fazendo? Eu ando preocupado, sabia! Mas que droga!" – a gargalhada de Trowa chegou aos meus ouvidos, juntos com as suas mãos em meu rosto. Lentamente a risada dele foi parando, para depois ele se dirigir a mim, quase totalmente sério.
- Você ainda não contou a ele sobre nós?
- Não! É que Duo está tão triste, já que o namoro dele com Yuri está indo para o buraco. E eu me sinto tão mal mostrando para ele o quanto eu estou feliz. Parece até que eu roubei a felicidade dele e fiquei para mim.
- Você sabe que isso não é verdade, meu amor. Você não roubou a felicidade de ninguém. Você só está construindo a sua. E tenho certeza de que Duo entenderá. É melhor você contar logo para ele. Vai ser muito melhor do que ficar inventando desculpas baratas toda vez que ele perguntar onde você passou a noite.
- Eu sei, eu sei. Mas é que eu me sinto tão mal quando eu olho para ele e vejo que ele está sofrendo. Yuri está acabando lentamente com a felicidade dele, mesmo que Duo não perceba. Yuri até pode amar realmente Duo, mas amar não é o suficiente...
- Yuri Midarasa? – Trowa perguntou, se apoiando na cama com o cotovelo para poder encarar meu rosto. Fiz um aceno positivo com a cabeça, apenas para olhar os olhos de Trowa que demonstravam uma certa surpresa. Trowa abriu a boca para falar algo, mas as palavras se perderam em sua boca e ele se limitou a uma única frase: - Esse garoto é um idiota.
- Eu... acho que concordo... – disse, relutante em falar mau de alguém, embora eu concordasse com Trowa, eu preferiria ver Duo com outra pessoa. Uma que o amasse, cuidasse dele, desse tudo o que ele sempre quis e que ninguém mais poderia dar. – às vezes eu acho que a pessoa que Duo realmente merece está bem atrás dele e ele não percebe.
- Está falando de Heero Yuy?
(Duo POV)
Senti um calafrio subir em minha espinha, mais uma vez. Eu passei a noite toda acordado, esperando Quatre. Já é a terceira vez só essa semana que isso acontece. E toda vez que eu pergunto ele inventa uma desculpa esfarrapada e sai correndo. Claro sinal de que ele não quer me encarar.
Mas uma coisa que eu notei em meu amigo loirinho é que ele anda muito feliz ultimamente. Incrivelmente feliz. Me pergunto se isso tem a ver com Trowa.
Me encolho mais no sofá, agarrando a almofada que está ao meu lado. Eu queria desde o início que Quatre fosse a pessoa mais feliz desse mundo. É sério, eu queria, mas a felicidade dele só me mostra o quanto eu estou infeliz.
Não que eu estivesse passando por uma tragédia ou coisa do tipo. Mas é que eu e Yuri não estamos indo muito bem. Parece que jogaram um balde de água fria em todo aquele fogo que nós tínhamos no início do nosso namoro, mas agora está tudo decaindo, pouco a pouco, pedra por pedra, ruindo, desmoronando, se desgastando com o tempo. É triste, porque eu acho que eu realmente amava Yuri, mas de um tempo para cá ele tem estado estranho, sempre ocupado, desmarcando nossos encontros, dizendo que eu é que estou inventando coisas e que ele dá a mesma atenção para mim quanto antes.
Mentira.
Uma grande mentira, é isso o que há entre nós. Embora eu realmente queira tentar de novo e de novo. Não importa quantas vezes. Se eu tiver a chance mais remota de concertar nosso relacionamento, eu vou me agarrar a ela do jeito mais desesperado de todos.
Ouço o barulho da chave sendo colocada na fechadura e a porta se abrindo.
Quatre!
Me levanto em um pulo, pronto para receber meu querido amiguinho. Ele vai levar uma bronca como nunca levou na vida, nem mesmo de seu pai.
A figura do "anjo" loiro aparece na porta, surpreso por me ver esperando-o. Ele abre um sorrisinho culpado. Se ele pensa que eu vou cair nessa ele está muito enganado.
Olhei bem para ele. Eu estava lá, parado na frente dele, com meus cabelos bagunçados e as minhas enormes olheiras pelos três dias sem dormir.
Meu sorriso shinigami possuiu meu rosto, tirando a expressão angelical do rosto de Quatre, o preparando para a bronca que ele ia levar.
- Ora, ora, ora! Olhe só o que eu achei. Se não é um anjinho fujão. – andei em volta dele, o analisando bem, e ainda atrás dele eu voltei a falar. – Onde o nosso anjinho se meteu! – perguntei, ríspido, mostrando que eu queria uma resposta.
- Em lugar nenhum, Duo. Eu só... fiquei dando uma volta por aí...
- Sério? Uma volta? Uma volta que foi desde às cinco da tarde de ontem até às sete da manhã de hoje? – fiz uma pausa, podendo sentir o medo sair dele. Era por isso que eu adorava ser Shinigami. Eu podia ver o medo, a apreensão, o terror saindo dos poros daqueles que eu aterrorizava. Voltei a falar, mas desta vez eu tinha raiva junto com a minha voz. – Eu espero sinceramente que você tenha uma desculpa melhor para me dar, caso contrário eu vou ser obrigado a arrancá-la de você do pior jeito possível. E você não vai querer isso, vai, Quatre?
- Eu já... disse, Duo! Eu estava dando uma volta!
- NINGUÉM DÁ UMA VOLTA DE 14 HORAS! – gritei com raiva. Ele pensava que eu era idiota? Então ele não me conhece tão bem quanto nós pensávamos.
- Duo! Se acalme! Por favor... – Eu sentia a veia do meu pescoço latejando. Por quê ele não queria dizer onde estava? QUE MERDA! Ele nunca mentiu para mim antes, por quê começar agora?
- EU NÃO VOU ME ACALMAR ATÉ ME DIZER ONDE VOCÊ ESTAVA! ISSO É RIDÍCULO! POR QUÊ NÃO EM DIZ? ME DIGA! – gritei. A raiva me invadindo, juntamente com Shinigami. Uma longa pausa se fez presente, e depois de algum tempo ele não respondeu. Abaixou a cabeça e pôs-se a olhar o chão. Ao ver isso minha raiva aumentou. Minha voz saiu em um rompante raivosos e colérico. – O QUE VOCÊ TEM DE TÃO IMPORTANTE QUE NÃO PODE ME DIZER! – agarrei seu queixo entre minhas mãos, vendo as lágrimas caírem por seu rosto. O que ele tinha de tão importante que não podia me dizer? – ME DIGA OU EU NÃO RESPONDO POR MEUS ATOS!
- EU ESTAVA COM TROWA! – ele gritou fortemente, a voz embargada pelas lágrimas. Eu senti toda a energia do meu corpo se esvair. Larguei seu rosto, e antes que eu caísse no chão, me joguei no sofá. Meus olhos arregalados diziam tudo o que ele precisava.
Eu estava com raiva dele. E queria matar Trowa.
Já fazia algum tempo desde o episódio de Quatre. Eu havia me largado no sofá e ficado em estado de estupor. Meus reflexos estavam sendo mecânicos, inclusive o que afastou Quatre rudemente quando ele tentou se aproximar de mim.
Me levantei furioso, pegando bruscamente a minha mochila e saindo do quarto rapidamente, não me importando o fato de estar sem uniforme. A última coisa do qual eu preciso é a Noin me enchendo o saco porque eu estava sem uniforme.
Como Quatre pode fazer aquilo comigo? COM ELE MESMO! Barton não o merece, ele estava apenas usando-o. Ele não percebia aquilo? Que tipo de idiota Quatre estava se tornando?
- Ei, Maxwell? O que aconteceu com seu uniforme? Usou para limpar o chão? – Mudando de idéia: não era a Noin a última pessoa que eu queria ver nesse momento, e sim Yuy! Por quê diabos ele tinha que aparecer ali?
- Exatamente, Yuy! Eu limpei o chão com ele. Assim como você fez com seu senso de humor. – finalmente me virei para encará-lo. Pude ver a costumeira cara de deboche dele. Mas estranhamente eu vi algo mais em seu rosto. Parecia uma cara triunfante, como se ele estivesse feito alguma coisa ou descoberto alguma coisa!
- Ora, Maxwell! E eu me pergunto onde foi parar o seu! Provavelmente deve ter tido o mesmo fim que a sua virgindade. Ido para o buraco! – ele falou, e eu me encontrei congelado no mesmo lugar. Deus! Será que ele tinha descoberto alguma coisa! Agradeci o fato de estarmos sozinhos no corredor, já que eu simplesmente comecei a chorar. Tanto por mim, quanto por Quatre! deus! Será que Yuy sabia a gravidade daquelas palavras? E finalmente, meus joelhos fizeram o que estavam querendo fazer desde que Quatre me contou onde estava: cederam.
- Maxwell? – levantei meus olhos para encontrar Yuy, parado na minha frente, ajoelhado, me olhando de jeito meigo, querendo saber o que havia acontecido comigo. Eu acho melhor o Yuy parar de fumar maconha, ou caso contrário ele vai ficar assim o resto da vida...
- Vá embora, Yuy! – disse, afastando de forma brusca a mão dele, que veio de encontro ao meu rosto. Será que ele realmente está sendo sincero? Deus! Não! Que diabos eu estou pensando?
- O que aconteceu? – pronto! Esse era o cúmulo. Yuy preocupado comigo. Sinto muito. Estou triste, mas não idiota. Me levantei, limpando minhas lágrimas e minha roupa, me virando e começando a andar, mas meu pulso foi seguro e fui forçado a me virar, perdendo o equilíbrio. Caí em cima de Yuy, levando nos dois para o chão. Não previ isso, eu juro. Até porque... por quê eu iria fazer isso?
- Está perto demais, Yuy! – falei, enfático, querendo sair dali logo, mas algo não deixava.
- E eu posso ficar mais perto ainda. – e em um movimento brusco ele me puxou em direção ao seu rosto, juntando nossos lábios. Meus olhos se arregalaram e a minha boca se abriu em surpresa. Ledo engano. Isso só o facilitou o beijo de Yuy, que enfiou a língua em minha boca, acariciando minha própria língua. Comecei a me desesperar e a bater no peito de Yuy para que ele me largasse, mas as minhas mãos foram agarradas e presas, debaixo de seu corpo, enquanto ele empurrava a minha nuca em direção a ele.
Céus! Yuy estava me forçando a beijá-lo! Pior! Estava ME beijando. Por livre e espontânea vontade. Eu não podia acreditar em tudo isso... mas algo dentro de mim estava se contorcendo, como se quisesse sair.
E lá estávamos nós, jogados no chão. Foi quando aquele sentimento que estava querendo se libertar finalmente saiu. Involuntariamente as minhas mãos, antes presas debaixo do corpo de Yuy, se libertaram e agarraram sua nuca. Meus olhos se arregalaram mais e o terror começou a me invadir.
O que estava acontecendo comigo?
Em alguma parte daquele ato de insanidade eu passei a corresponder ao beijo. Será que aquela parte de mim que se libertou foi a burrice? Deus! Espero sinceramente que não, ou eu vou acabar fazendo coisa pior.
Como se ouvisse os meus pensamentos, Yuy partiu o beijo, me afastando em um empurrão. Recuperando a minha consciência eu perguntei, furioso.
- Por quê diabos você fez aquilo? Você está louco! Seu imbecil bastardo. – ele se levantou, pegando a mochila dele e indo em direção ao corredor. Corri até ele e o segurei pelos ombros, o fixando raivosamente, exigindo uma explicação. Em seu rosto eu encontrei uma expressão de vitória.
- Eu fiz isso, Maxwell, para você ter uma última lembrança de mim, antes que eu finalmente não precise mais ver a sua cara. – ele falou, firme. Até me convenceu durante um tempo de que ele estava falando a verdade sobre nunca mais me ver.
(Heero POV)
Finalmente Maxwell teria o que ele merecia. Eu ia ter minha vingança por tudo o que ele fez comigo durante esses treze anos. Eu iria me vingar, e de quebra ainda me livraria dele.
Seria perfeito.
Eu só preciso esperar a noite cair. O que não deve demorar muito, já que já são 5:38 e o jantar vai ser servido daqui a pouco.
Está tudo preparado. Passei mais cedo na sala em que Barton estava dando aula e peguei uma coisinha. Ainda não sei como aquele imbecil ainda não percebeu. Since3ramente, às vezes eu acho que aquela franja dele afeta o raciocínio dele.
Mais um motivo para eu odiá-lo.
Depois de Maxwell será a vez de Barton. Eu vou ensinar àquele palhaço que ele não deve brincar com Quatre. Eu vou arrancar fio por fio daquele cabelo engomado dele, vou trançá-los e enforcá-lo depois.
5:46! Acho melhor chamar WuFei e Zechs!.
Movi meus pés em direção ao refeitório, onde eles disseram que estariam me esperando.
- Heero! – me virei, para encontrar, nada mais, nada menos, que Quatre. – Heero!
- O que foi, Quatre!
- Quer jantar comigo? – ele perguntou de um jeito inocente. Tão inocente que nem parecia que aquele garotinho tinha perdido a sagrada virgindade dele para um imbecil pedófilo como o Barton. Sim, eu sei que ele perdeu a droga da virgindade dele. Eu não sou idiota. Mas eu juro, se eu ver ele e Barton juntos eu mato os dois, assim Quatre vai para o céu e Barton vai para o inferno. Só assim eu fico satisfeito.
- Sinto, Quatre. Mas eu tenho que...
- Vamos! Não seja chato. Faz tanto tempo que nós não jantamos juntos, e eu quero te perguntar algo. – o que seria? Ótimo, ironia agora também não é bom. O imbecil do Maxwell deve ter chegado em casa todo abalado porque finalmente levou um beijo de verdade e o santo Quatre deve ter tentado ajudar. Maxwell realmente é um viado. Aquele imbecil do Midarasa não deve estar satisfazendo ele direito, caso contrário ele não teria correspondido o meu beijo. – Está pesando em alguma coisa? – Maxwell! É no imbecil que eu estou pensando! E por mais que eu tente ele não me sai da cabeça. MERDA! Eu tenho que parar de comer as experiências culinárias de Chang, ou elas vão acabar me matando.
- Não! Vamos! Mas tem que ser logo, eu tenho algo para fazer. – e sem mais perguntas ou comentários nós entramos no refeitório. Pegamos nosso jantar e sentamos em uma das mesas. Não fiz a mínima questão de comer, apenas fiquei observando Quatre comer. E quando chegou a um ponto em que ele terminou de comer e ia partir para a sobremesa ele me olhou. Um olhar curioso e apreensivo tomou conta de seu rostinho angelical. – O que foi?
- Heero... você... você... fez alguma coisa com o Duo? – eu disse, não disse? O fofoqueiro do Maxwell já foi contar para a mamãe.
- Nada de mais. O que aconteceu? Maxwell chegou em casa chorando?
- Não foi nada disso, mas ele chegou no dormitório estranho.
- Provavelmente ele tropeçou e bateu com a cara na parede, grande coisa. – ele fez uma cara estranha e depois continuou.
- Eu perguntei o que tinha acontecido e ele só disse "Yuy". – ele me olhou com aqueles olhinhos de cachorro pidão, tentando arrancar tudo o que podia de mim.
- Ele sempre foi assim. Se Maxwell está estressado é melhor você ir falar com o Midarasa. – ele me olhou estranhamente e perguntou espantado.
- Como você sabe sobre Yuri?
- Eu não sou idiota! Qualquer um com olhos pode ver. – olhei para trás e encontrei WuFei e Zechs vindo em minha direção. Me levantei, esperando os dois chegarem até mim para que eu pudesse finalmente seguir com meu plano.
- Mas então você tem certeza de que não fez nada que ele não gostou? Eu estou preocupado! – os dois finalmente chegaram até mim e eu me pus a andar, mas não sem antes responder.
- Eu odeio o Maxwell. É claro que eu fiz algo que ele não gostou. – não deixei ele responder, apenas fui embora. Mas uma coisa eu não entendi. O porquê das minhas próprias palavras me afetarem tanto. Mas eu queria que o que eu dissesse fosse ao contrário.
Fomos, cuidadosamente, seguindo o corredor. Já era tarde da noite. 10:59, para ser exato. Acabamos nos atrasando, mas assim fica mais fácil.
Dessa vez Maxwell vai se ferrar.
Paramos na frente da porta que estávamos procurando. Tirei a pequena chave do Barton do bolso e abri a porta, tomando cuidado, caso tivesse alguém lá dentro a essa hora. Quando me certifiquei que não havia ninguém, entrei. Zechs e WuFei ficaram lá fora, de tocaia, prontos para me avisar caso alguém se aproximasse.
Olhei ao meu redor, procurando alguma coisa que me indicasse onde estava o que eu estava procurando. Em cima da mesa de mogno haviam algumas pastas, documentos e caixas. Eu devia saber que Barton era um desleixado completo.
Documentos foram ao chão quando as minhas mãos vasculharam tudo com rapidez, indo atrás da pequena folha de papel que colocaria Maxwell para fora daqui.
Irritado, fui atrás de outra pilha de papel ou coisa parecida. Não me importava onde aquela porcaria estava. EU IA PEGÁ-LA!
Momentos depois, armários e gavetas estavam abertos, e meus pés pisavam em pilhas de papéis – que eu não me importa se eram importantes ou não – dei mais uma volta na sala, não encontrando nada.
Foi quando algo que eu não notei me chamou atenção. Debaixo da mesa de Barton, fora do campo de visão de qualquer um que não estava debaixo da mesa, estava uma pequena gaveta, grande o suficiente apenas para papéis.
Praticamente me joguei debaixo da mesa, agarrando a fechadura da gaveta. Estava trancada!
Merda!
- WUFEI! – gritei, logo WuFei apareceu na minha frente, me perguntando o que eu queria. – Arrombe! – ele me obedeceu, dando apenas um golpe na fechadura e ela caiu no chão, desfeita em pedaços.
Zechs parou do meu lado, abandonando a sua posição inicial.
Na pequena gaveta havia uma única pasta, de plástico. Abri o elástico, encontrando lá dentro o que eu procurava.
Um sorriso se formou em meu rosto, antes que um olhar maligno fosse dirigido ao papel.
- Agora você se fudeu, Maxwell. Você vai ser expulso!
CONTINUA...
Er.. bem.. ui... por favor, não me batam. Eu sei, eu estou atrasando demais. Mas a culpa não é minha. É que esses dias eu ando muito ocupada. E ainda tem o fato de que eu tenho um mês e meio de aula, já vou fazer prova e já sei que eu vou me ferrar. Então eu tenho que estudar muito para me dar bem, principalmente em física. Alguém aí tá afim de me ensinar? Acho melhor pedir da Javou...
Também tem o fato de que eu me coloquei em um auto castigo, já que eu tirei uma nota deplorável em uma de minhas avaliações. Por isso, eu e a Blood vamos ter que atrasar por um tempo (a nota dela ainda foi maior que a minha... tem gente que reclama de barriga cheia...). E como a semana de provas está aí, eu não sei se eu vou poder publicar. Mas uma coisa eu juro, até Maio eu me acerto. Eu sei que parece muito, mas passa rápido, eu juro.
Nesse capítulo também te uma (duas...) dicas dizendo quem foi que destruiu o kart do Heero. E será que alguém aí sabe me dizer o que o Heero roubou ?
Mata ne!
