Oi gente! Ultimo do dia! Amanhã tem mais! Enjoy!


EDWARD PDV

– O-o-o que?

Ela não disse mais nada, apenas colocou seu capacete e arrancou com a moto em direção à La Push antes que eu pudesse ter alguma reação.

Isabella não apareceu nos próximos dias, eu tentei ter o número dela com Emmett, mas ele apenas disse que eu era um imbecil e que não ia me dar nada.

Quem tinha me beijado era ela! E foi ela quem confessou estar apaixonada por mim! Eu nem sei o que sentia por ela! Eu não tinha culpa!

Eu tive vontade de gritar essas coisas, mas ia ser muito estranho, como tudo estava quando ela entrava na equação. Me olhei no espelho, eu tinha dado um nó esquisito na minha gravata vermelha e meu cabelo não queria se segurar com gel, ficando metade para cima e metade para baixo. A verdade é que eu não queria me arrumar, muito menos ir ao baile, mas não podia ser deselegante com Jessica e desmarcar em cima da hora, essas coisas eram importantes para garotas.

– Posso entrar? – mamãe perguntou, vindo em minha direção.

Dei de ombros, ela já tinha entrado mesmo. Ela ficou a minha frente, desfez o nó esquisito e o refez, dessa vez, certo. Passou as mãos nos meus cabelos, bagunçando o resto. E alisou o terno em meus ombros.

– Meu garotinho cresceu tão rápido... – murmurou, com os olhos cheios de lágrimas e me abraçou.

– Ah, mãe! – retribui seu abraço. Isso acontecia todo ano desde a primeira festa de aniversário que fui sozinho.

– Tudo bem, tudo bem. – enxugou as lágrimas, arrumando mais uma vez minha gravata. – Achei que convidaria Bella para o baile.

– O que?

– Eu tenho notado a amizade entre vocês, ela é uma ótima garota, Edward. Não deixe os comentários maldosos da cidade te levarem para o mesmo caminho de hipocrisia.

Senti minhas orelhas esquentarem, eu tinha feito isso por um tempo, quer dizer, se não fosse por isso talvez Isabella não tivesse me ameaçado tantas vezes e me feito de idiota muitas também.

– Ela... Ela me beijou.

– Emmett me falou.

– Ela disse... Que, que está apaixonada por mim.

– Eu já tinha percebido, o jeito que ela te olhava era adorável.

– Mas... mas...

– Qual o problema, filho? Não sente o mesmo que ela?

– Não sei. – até alguns dias atrás eu achava que ela usava drogas, e ela não usa. Eu não sabia de mais nada.

– Descubra. Converse com ela. Emmett me disse que ela vai ao baile, essa é uma ótima oportunidade.

– Seria grosseiro com Jessica se eu a deixasse para conversar com outra pessoa.

– Bella é sua amiga, Jessica não vai se importar.

Soltei o ar pelo nariz com força, assentindo. Era hora de ir ao baile de inverno.

Emmett e Alice já tinham saído, iam buscar Rose e Jazz com o jipe, então papai me emprestou a Mercedes pra que eu fosse buscar Jessica.

– Boa sorte, filho. – papai acenou abraçado a mamãe enquanto eu dava a ré e ia em direção à Forks.

Depois de quase quarenta minutos, um pouco mais do que o esperado porque a pista estava totalmente molhada, cheguei à casa de Jessica. Acenei para os Stanley e a ajudei a entrar no carro quando meu celular tocou, era Emmett.

– Hey Eddie, vamos atrasar um pouquinho, espera a gente no estacionamento.

– Só isso?

– Aguarde meu caro, apenas aguarde. – gargalhou antes de desligar na minha cara.

Rolei os olhos, entrando no carro e dirigindo para a escola.

– Por que temos que ficar congelando aqui mesmo? – Jessica perguntou pela décima vez, enquanto esperávamos no estacionamento de Forks High School.

– Estamos esperando meus irmãos, mas se quiser pode entrar no carro e ligar o aquecedor ou então entrar no baile.

– Tudo bem. – ela se encostou no carro, se agarrando mais ao sobretudo bege que vestia.

Depois do que pareceu a eternidade, o jipe de Emmett estacionou do outro lado do estacionamento, o único lugar vago no lugar lotado de carros. Alice desceu logo depois do namorado, Rose desceu sozinha, deu um selinho em Emmett e caminhou em minha direção junto a Jasper e Alice. Emmett estendeu a mão para dentro do carro, no banco traseiro, e então uma mulher saiu de lá. Só era quase impossível dizer que essa mulher era Isabella Swan.

Diferente da Isabella que sempre vestia calças meio largadas, que descobri serem saruel, coturnos pesados e camisas com estampas ofensivas, essa Isabella tinha sapatos de saltos muito altos nos pés, o vestido preto tomara que caia era justo, eu podia ver o quão bem moldado era seu quadril, a tatuagem do antebraço ficou à mostra quando ela levou a mão ao cabelo, que estava solto, jogado para apenas um lado, podia se ver o outro lado raspado. Os olhos castanhos estavam contornados por maquiagem preta e boca trazia um batom extremamente vermelho. Emmett disse alguma coisa a ela, que riu e deu um soco no braço dele, fazendo-o esfregar o lugar e então resolver caminhar em nossa direção.

– Todos prontos? – Rosalie perguntou, animada.

I'm ready to paaaaaaarty! – Emmett abriu os braços e afinou a voz, citando a personagem de Kristen Wiig bêbada e dopada numa cena de Bridesmaids*.

Estendi meu braço para Jessica enquanto seguíamos para o ginásio, onde o baile estava montado. Deixamos as garotas sentadas e fomos buscar as bebidas.

– Diz aí Eddie, ela tá um arraso!

– Jessica está bonita. – me concentrei em colocar o ponche no copo sem me sujar.

– Você é tão idiota... – Emmett gargalhou, sendo seguido por Jasper.

Bufei, pegando dois copos e então seguimos de volta à mesa. A pista de dança ainda não havia sido "aberta" então todos estavam espalhados pelo ginásio decorado ou sentados em mesas por ali conversando. As garotas partiram para uma conversa sobre tendências da moda ao qual até Isabella participava, embora ela e Alice estivessem ignorando-o uma à outra. Emmett logo citou o novo lançamento da Mercedes Benz e engatamos uma conversa sobre os modelos do ano.

Golei meu ponche, ouvindo Emmett soltar um assobio, olhando em direção à entrada do ginásio. Segui seus olhos, vendo uma morena digna de capa da Playboy caminhando ao que parecia em nossa direção. Eu não diria que ela parecia com Megan Fox, porque então ela iria parecer muito artificial, mas ela lembrava minha Scarlett Johanson, totalmente sensual, só que de cabelos negros. Ela era linda. Vestia uma calça jeans preta justa, botas que vinham até os joelhos, uma camiseta de couro e uma jaqueta preta também de couro.

Não demorou até ela se aproximar, em direção à nossa mesa e então abraçar Isabella por trás - pegando-a de surpresa - e beijar seu pescoço, fazendo Isabella gargalhar e se levantar, abraçando a morena.

Engasguei com o ponche quando depois de se abraçarem por um tempo elas trocaram um selinho. Isabella beijou outra mulher, assim, como quem não quer nada. Duas mulheres, se beijando, em meio a muita gente. A cena se repetia na minha cabeça antes mesmo de terminar. Elas voltaram a se abraçar, rindo, e a morena fez Isabella dar uma volta em seu próprio eixo, aprovando o visual. Jasper passou a mão pelos cabelos enquanto Emmett batia com desespero em minhas costas enquanto eu tentava me recuperar daquilo.

– Gente, essa é Mia Brooke. Mi, esses são os Cullen, Jessica Stanley, Rose Hale e Jasper Withlock.

– Olá, prazer. – a tal Mia nos cumprimentou, abraçando Isabella pela cintura para beijar sua bochecha.

Elas pareciam íntimas, pareciam... namoradas?

– Então Mia, Bella me falou que você é de Nova York. – Rosalie começou uma conversa, quando Isabella e a tal Mia se sentaram.

– Sim, apenas viajei para cá para ver Bee. – sorriu, olhando para Isabella.

– Edward, vamos dançar? – Jessica me cutucou.

Oh, eu tinha esquecido dela...

Assenti, me deixando ser arrastado. A música que tocava era lenta, eu não sabia dançar muito bem, mas Jessica não parecia se importar com isso me puxava para que eu ficasse à altura do seu pescoço, eu teria dor nas costas depois. Olhando para os lados enquanto a música não acabava vi Isabella e sua... sua seja lá o que for Mia andando em direção à mesa de bebidas.

Elas não pararam de conversar, a tal Mia tocou o ombro de Isabella, que estava de costas para mim, me dando o vislumbre das pontas de uma tatuagem - que não consegui supor o que era - - em suas costas onde o vestido não tapava. Ela tinha pernas muito bonitas. Jessica me puxou, nos fazendo rodopiar mais uma vez e quando me virei de volta Isabella virava um copo de ponche em sua boca, oferecendo um para a garota que me encarava tanto que se ela fosse Scott Summers* já teria me desintegrado.

Depois de eu pisar em seu pé umas três vezes, minha parceira de baile se convenceu sobre eu não ter habilidade para dançar e voltamos à mesa, onde os alvos dos meus olhos aquela noite conversavam ao pé do ouvido. Franzi o cenho. O que aquelas duas eram uma da outra?

– Edward, disfarça! – Emmett me acotovelou.

– Disfarçar o que? – perguntei, esfregando minhas costelas atingidas.

– Você não tira os olhos delas duas. Eu sei que elas parecem ter saído de hentais* legais, mas para com isso.

Engasguei, tossindo como um gato tuberculoso. Alice já tinha ido embora com Jasper, e eu não queria pensar no que aquele pervertido ia fazer com minha irmã; Rosalie praticamente cochilava com a cabeça apoiada no ombro de Emmett e Jessica conversava em outra mesa com Lauren e Tania Denali. O baile estava um tédio, música ruim, pessoas desanimadas, caras do basquete sem tirar os olhos de Isabella e da tal Mia que não parava de tocar a... amiga? E hora ou outra me encarar, parecendo querer mandar mensagens telepáticas.

– Bom, estou indo, foi um prazer conhece-los. – acenou para nós. – Bee, quer uma carona?

– Acho que vou aceitar...

– Eu te levo! – me levantei, em um impulso. Logo senti minhas orelhas queimarem.

– Huh, então? – Mia pareceu surpresa pela minha atitude, até eu estava... Mas era uma chance de conversar com ela, então...

– Eu vou voltar com ele. – Isabella a abraçou. – É mais fácil para você não ter que desviar da sua rota.

– Tem certeza?

– Absoluta. – piscou, sorrindo.

– Te ligo amanhã, quem sabe nos encontramos em Seattle? Jude sente sua falta.

– Eu também sinto a dela, e a sua. A gente se vê depois, então.

– Sempre que quiser, Wasp. – deixou um selinho na boca de Isabella e acenando mais uma vez para nós, saiu.

Oh meu Deus, ela a chamou de Wasp*, a tal Mia parecia ser uma Miriam Wu* na minha vida, e eu, quem eu era, Mikael Blomkvist*, só que mal sucedido com as mulheres? O que? Que merda você está falando, Edward? Pare de pensar!

– Então, coisas lindas, vamos? Esse baile tá mais frustrado que qualquer outra coisa. – Emmett resmungou, despertando Rosalie.

– Vamos.

– Hm, er, eu só tenho que deixar Jessica em casa e então te levo.

– Tudo bem. – era a primeira vez que ela se dirigia a mim naquela noite e não durou muito tempo, já que ela acompanhou Emmett, carregando a bolsa de Rosalie para ajuda-lo.

– Jessica, estamos indo. Acho melhor te deixar em casa. – a chamei.

Ela apenas assentiu e me seguiu. Jessica era uma garota legal, mas definitivamente não tínhamos interesse um no outro, portanto ela não me cobrou nada além do aceitável. Abri a porta de trás para ela, que franziu o cenho e arregalou os olhos quando viu Isabella, no banco de passageiros.

– Vou dar uma carona a Isabella. – murmurei antes de arrancar em direção aos Stanley.

Depois de deixar Jessica sã e salva em sua casa, segui para La Push, Isabella não disse uma palavra desde que saímos da escola e isso era estranho, uma vez que ela conversava muito. Entrei pela estrada com cascalhos, e vendo que eu não sabia onde morava, ela me guiou até chegarmos à simples casa em meio a algumas outras distribuídas pela rua.

– Obrigada pela carona, Edward. – ela não esperou que eu abrisse a porta para ela, apenas saiu.

– Espera, Isabella! – chamei-a um pouco alto demais.

Felizmente ela parou, esperando que eu me aproximasse. Coloquei as mãos nos bolsos, encarando meus sapatos engraxados um pouco antes de voltar a fita-la.

– Você... naquele dia...

– Sobre aquilo, olha, Edward, esqueça. Talvez apenas isso seja impossível e...

– É por causa da sua namorada? – a interrompi.

Ela franziu o cenho, torcendo os lábios.

– Namorada? – indagou, parecendo confusa.

– Sim, a garota que te beijou, no baile. – citei, pausadamente.

Isabella gargalhou, claro, ela sempre tinha um tempo pra gozar de mim.

– Deus, por que logo ele? – perguntou, olhando para cima por um instante. Ela era mesmo esquisita. – Mia é uma amiga de longa data, não temos nada, o "beijo" – guinchou os dedos no ar, fazendo aspas imaginárias. – É um cumprimento nosso de muito tempo, e além do mais ela é quem tem uma namorada.

– Oh, hm, er... – olhei para os lados, senti minhas orelhas fervendo. – Me desculpe, eu só achei...

– Achou que eu era lésbica, ou bissexual. E se fosse ainda assim não seria da sua conta, ou está com ciúmes?

A encarei, vendo-a com a sobrancelha arqueada, um sorriso de canto nos lábios vermelhos.

– Eu?

– Admita, Edward.

– Você foi a mais bonita do baile, hoje. – murmurei sem sentido, numa coragem saída da Caverna do Dragão talvez. Pensando bem eu poderia ser Eric*, minha coragem não foi suficiente para olhá-la e minha vontade era sair correndo dali.

Meu plano de fuga não deu certo, senti minha gravata sendo puxada e meu corpo tropeçar em direção ao seu, no segundo seguinte sua boca estava na minha.

Fechei os olhos, sentindo o gosto de menta e cigarro misturado, não sabia muito bem onde colocar minhas mãos, a primeira coisa que achei foram seus ombros, mas suas mãos largaram minha gravata e casaco e guiaram as minhas para sua cintura, enquanto sem desgrudar nossos lábios ela passava os braços em volta do meu pescoço. O beijo não foi nada como o meu primeiro, extremamente babado. Era molhado na medida certa, sua língua tocou a minha de um jeito diferente, ela sabia beijar mais que eu, talvez. E, Deus, o piercing, eu podia senti-lo, e era diferente o suficiente.

– Arrãm... – ouvi um pigarro forçado e grotesco.

Desgrudei minha boca da sua, assustado e ofegante. Ela tirou meu fôlego. Olhei para frente, vendo Charlie Swan na pequena varanda, de braços cruzados mexendo em seu bigode. Tossi um pouco, Isabella tirou os braços do meu pescoço, virando na direção do pai.

– Hey, pai.

– Olá Edward, como vai, filho? – perguntou, ignorando-a.

– Bem, Sr. Swan, e o senhor?

– Muito bem também. Espero que não demorem, a noite está fria, podem se resfriar. – era impressão minha ou aquilo era mais que um aviso? – E, Edward, estou de olho em você, filho. – apontou com dois dedos juntos em minha direção, antes de caminhar para dentro da casa novamente.

– Não liga pra ele. – ela murmurou.

– Hm, tudo bem.

Ela voltou a me beijar até que eu não conseguisse respirar, meu coração parecia querer sair pela boca quando ela desgrudou nossos lábios e deixou um beijo no meu pescoço, antes de me encarar de novo, passando o polegar por meus lábios, onde o batom tinha borrado.

– Boa noite, Edward.

Foi tudo o que ela disse antes de entrar em casa e me deixar plantado como um babão.

Quando cheguei em casa, arrancando minha gravata, encontrei meu pai assistindo um jogo da NBA e bebendo uma lata de soda, jogou uma para mim, que agarrei no ar e me sentei ao seu lado no sofá.

– Como foi o baile?

– Bom, eu acho.

– Sei que quer conversar, então me pergunte o que quiser e responderei se souber.

– Pai, como se sabe se você está apaixonado?

– Você está apaixonado, Edward. – não era uma pergunta.

– E-eu?

– Olhe só para você, me perguntando o que sente quando se está apaixonado apenas para confirmar a si mesmo o que já sabe.

– Ela é totalmente diferente de mim, e de todos, como isso é possível?

– Coração não escolhe essas coisas, filho. Apenas escolhe um compatível a si mesmo. – ele se levantou, bagunçando meu cabelo e subiu as escadas.

Quando acordei na segunda feira, ainda com as roupas do baile, olhando para o teto, o pôster sem censura de The Girl With The Dragon Tatto batia direto aos meus olhos, Rooney Mara me encarava na pele de Lisbeth, intimidante. Então me sentei bruscamente, arregalando os olhos. Era isso. Eu estava apaixonado. E nada disso fazia sentido, ou talvez fizesse e eu não entendesse. Mas eu apenas... apenas sentia.

Olhei para o relógio, sete da manhã, hoje era dia de escola, ela estaria na escola.

Depois de tomar banho e comer, esperando Emmett e Alice, que chegaram pela madrugada em casa e estavam atrasados, seguimos para a escola. Assim que desci do jipe olhei para o outro canto do estacionamento, a única moto pelas redondezas não estava ali.

No terceiro tempo eu batia meus pés inconscientemente contra o piso, nervoso, ela não viria para a escola hoje. Eu precisava vê-la, não iria aguentar até o final do dia. Quando o sinal para a hora do almoço bateu, apenas joguei tudo o que tinha espalhado pela mochila e corri para fora do prédio C o mais rápido que pude.

Pela primeira vez na minha vida eu estava cabulando aulas, e por uma garota, uma esquisita garota. Não seria legal alguém me ver por ali, então coloquei o capuz do meu casaco sobre a cabeça e segui, à pés, o caminho da rodovia que me levava para La Push. Pouco tempo depois um carro parou ao meu lado.

– Edward?

Reconheci a voz, olhando para o motorista.

– Não teve aula em FHS hoje?

– Eu cabulei.

Seth riu. – Cara, se eu não estivesse te vendo aqui poderia falar que você era um clone. Quer uma carona?

– Sim. – abri a porta do Habbit 66 preto e entrei.

– Então, indo para casa jogar videogame? – perguntou, com atenção voltada para a estrada.

– Não. Estou indo a La Push.

– La Push? O que quer na reserva?

– Bom. – limpei a garganta. – Tenho uns assuntos a tratar com Isabella.

– Bella? Hm. – ele pareceu pensativo, mas não me perguntou nada até me deixar em frente à casa rústica pintada de vermelho.

– Obrigado pela carona, Seth.

– Quando precisar estou na área. E, cara, boa sorte!– buzinou, seguindo em frente.

Respirei fundo, olhando para um pequeno totem no canto da varanda, ao lado de uma poltrona de madeira estofada. Respirei fundo algumas vezes, ajeitei a mochila nos ombros e subi os três degraus largos que me levavam à porta. Bati três vezes e me afastei, esperando. Pare de contar tudo até três, idiota!

– Edward? O que faz aqui, filho? – Charlie Swan parecia confuso em me ver por ali.

Limpei a garganta, tentando não gaguejar.

– I-Isabella está, hm, está aqui?

– Oh. – ele mexeu no bigode, me encarando.

Engoli seco, podia sentir minhas pernas tremer.

– Bells não está. Não deveria estar na escola a essa hora, rapaz?

– E-eu fui liberado. – gaguejei, talvez ele se convencesse. – Hm, ela, falou para onde ia, Sr. Swan?

– Não, apenas disse que ia esfriar a cabeça. Quer deixar algum recado? – ele cruzou os braços, o que o fez parecer mais alto e mais forte.

Puxei a gola do meu casaco, sentindo o suor descer por minhas costas.

– N-não. Tudo bem, eu, eu ligo para ela.

– Certo. – falou pausadamente, sem desviar os olhos. Ele mexeu no bigode mais uma vez. – Quando vai encomendar a próxima leva de carros, rapaz? – esbarrou a mão no meu braço, me fazendo tropeçar um pouco para o lado.

Soltei o ar pela boca, aliviado. Eu estava apenas esperando pelo machado sendo apontado para mim.

– Breve, Sr. Swan, breve. Agora, tenho que ir. – apontei por sobre o ombro.

– Estarei esperando. Diga a Carlisle que mandei lembranças.

– Darei o recado. Obrigado, Sr. Swan.

Me distanciei, andando pela viela que me levaria de volta à rodovia. Onde ela iria esfriar a cabeça?

Você... mora aqui?

Não, só venho para cá quando quero pensar, esfriar a cabeça, coisas do tipo.

Claro, a cabana! Sem pensar, saí correndo, os carros passavam, buzinavam, mas eu só parei quando cheguei em frente à pequena cabana que parecia abandonada. Tossi pelo esforço feito pelo meu diafragma e pulmões.

Pisei forte no assoalho antigo, fazendo barulho. Logo me arrependi e retornei correndo, tentado fugir e dar um tempo para me recuperar. Mas não rolou. Ela abriu a porta, coberta por um grosso cobertor de linho dos pés a cabeça. O dia estava frio, mas eu conseguia suar como um retardado fora de forma.

–Não dá mais tempo de correr, Forrest Gump*.

Voltei, envergonhado, tentando disfarçar qualquer coisa que evidenciasse isso.

– Ér... Bella. É bom te ver por aqui. – sorri estranhamente, passando a mão pela nuca. Estava parado em sua frente, e ainda não sabia o que dizer. Havia agido por impulso e aquela sensação não era legal.

– Na verdade foi você que veio até aqui. – ela agarrava a junção entre as duas partes do cobertor perto do colo, com sua expressão mais tranquila.

– Você tem razão. É que... queria dizer uma coisa.

– Queria ou quer?

– Na verdade eu quero, mas... – ri, nervoso.

– Então diga. A Anne Hathaway estava para ter um orgasmo bem ali, no meu DVD.

– Ah, ótimo. Então... – pausei, tomando ar mais uma vez. – Você sabe quando uma pessoa, uma pessoa comum sabe... ela sente algo estranho ao ver outra? Algo estranho do tipo, eu sequer sei explicar?

Ela franziu o cenho, balançando a cabeça negativamente. Achei que poderia ver um sorriso sarcástico no canto dos seus lábios, mas ignorei.

– Ok, eu vou tentar de novo. Uma vez escutei uma história em que a lua... a lua cheia, ela se apaixonava pelo sol mas eles não podiam se encontrar porque sempre que um deles surgia, o outro ia embora entende... – ri da história idiota e sem sentido, percebendo que ela ainda me encarava, calada.

–Mas a lua realmente gostava do sol. – retomei, agora sério, refazendo minha postura, como homem. – Você sabe, elas são tão diferentes que em todos os 4,5 bilhões de anos do universo não se atraíram de modo algum, e agora que descobriram essa compatibilidade... o mundo pode ser mais belo de alguma forma... ou explodir de uma vez só, eu não faço a mínima ideia.

Ela assentiu lentamente com a cabeça, depois tentou entender.

– Está dizendo que está apaixonado por mim.

– Assim... Se for isso que quer ouvir, sim. Se não quiser nada de mim, não.

A escutei gargalhar alto.

– Você é tão idiota!

Esperei por um longo instante, até que ela parasse de rir.

– E... então, o que vai ser? – sorri amarelo.

– Se eu disser que sim você vai me beijar ou sair correndo para rodopiar com as fadas da lua e do sol pela floresta?

– Posso mesmo te beijar? – indaguei confuso.

Ela me puxou para dentro e alcançou minha boca, sugando meus lábios com força, indecente. Não demorou muito para que sua língua tocasse a minha e eu recebesse o choque do piercing contra a minha. Poucas vezes eu havia sentido uma língua tão dentro da minha boca. Ou nenhuma vez mesmo. E aquele acessório causava uma sensação quase instantânea lá em baixo. E foi aí que tive medo de, er, paudurecer no momento errado.

Senti suas mãos agarrarem o meu pescoço e o cobertor ir ao chão. Não havia problema nenhum nisso, até que ela segurasse uma das minhas mãos, pondo-a em sua cintura nua.

Em sua cintura nua.

Antes de qualquer coisa, tateei suas costas e não senti nada além de sua pele quente. Arregalei os olhos, mas só me contive quando quase toquei sua bunda. Ela estava nua sob o cobertor. Senti o espaço abaixo do meu umbigo contrair com força. Merda. Eu não estava sendo muito respeitoso, mas era impossível não ficar duro, e quando sua mão desceu, me apertando foi impossível controlar meu gemido.

Tirei meu casaco, desgrudando minha boca da sua para tirar minhas botas e as outras duas camisas que eu vestia. Ela beijava meu pescoço, ajudando a me livrar das roupas enquanto me puxava para o colchão no outro canto da sala. Puxei minha calça para fora das minhas pernas, tropeçando em sua direção, antes de ter meu pescoço puxado e sua língua lamber meus lábios, mordiscando-os.

Santo Odin, ela era uma deusa do sexo!

Caímos no colchão, embolados, suas pernas se abriram me abrigando entre elas, e então toquei seus seios, gemendo.

Sim, eles cabiam na minha mão perfeitamente...

Arrastei meus lábios por seus ombros, sem demorar a chegar onde queria, aqueles seios perfeitos como os de Scalett Johanson, passeei minha língua pelo mamilo rosado, ouvindo seu gemido baixo, sim, eu estava fazendo isso com ela. Eu queria ficar ali até morrer, então eu poderia dizer que morri nos montes celestes, e feliz. Sua mão puxou meu cabelo, trazendo minha boca para a sua, gemi, sentindo o piercing tocar minha língua outra vez, sua mão livre guiou a minha para entre suas coxas, me fazendo ter um dedo dentro dela. Abri os olhos, me afastando o suficiente para fitar seu rosto enquanto, hesitante, movimentei minha mão contra seu sexo. Ela estava ofegante, corada, os lábios extremamente vermelhos, e não era efeito do batom.

– Mais um... – sussurrou, gemendo quando obedeci.

Beijei seu queixo, a linha de seu maxilar e o espaço atrás de sua orelha sem parar meus movimentos contra ela, aquilo estava fantástico, mas mudou drasticamente quando seus pés empurraram minha cueca para fora de mim e sua mão me envolveu. Fechei os olhos gemendo, talvez de desespero misturado com prazer.

Eu não sabia muito bem o que fazer agora, quer dizer, eu sabia o que fazer agora, eu sabia que o próximo passo era estar dentro dela, mas o medo de fazer aquilo errado era mil vezes maior que a vontade.

– Bella, eu... – gaguejei, nervoso.

– Camisinha. – murmurou, estendendo o braço para sua mochila, acima da sua cabeça, e vasculhou o bolso pequeno até achar a embalagem verde. Rasgou com os dentes, me estendendo. – Você coloca ou eu coloco?

– B-b-bella, espera, eu, eu... – desviei os olhos para um ponto em seu ombro. – Eu sou virgem.

Com certeza com essa eu seria colocado para fora, e com uma ereção para todo mundo ver.

– Eu sei, fique calmo.

– Sabe? Como...

– Shh, deixa eu colocar isso, okay? – me beijou rapidamente.

Assenti, me erguendo o suficiente para que ela colocasse o preservativo. Ela voltou a jogar a cabeça no colchão, esperando que eu desse o próximo passo. Me apoiei sobre a mão, me guiando para dentro dela com a outra antes de voltar a me apoiar firmemente, para não machuca-la com meu peso. Minha única reação foi apertar os olhos, tentando me concentrar depois de ouvir seu gemido arrastado. Era muito apertado, uma dor leve passou por mim, me fazendo relaxar quando senti suas mãos em meu peito, correndo de um lado a outro até meus ombros.

– Tome seu tempo. – ela sussurrou, se inclinando para beijar meu queixo.

O movimento a fez me pressionar ainda mais, soltei a respiração e o gemido engasgado na garganta, experimentando movimentar meu quadril contra o seu, lentamente. Era... delicioso. Ousei mais uma, duas, três vezes. Bella gemeu sob mim, me dando o sinal de que eu estava indo bem, estava, certo?

– Está, está bom? – perguntei, ofegante.

– Sim, não para.

Desci meus lábios até seu pescoço, apoiando os cotovelos a cada lado de sua cabeça para ganhar mais velocidade. Eu não iria durar muito tempo. Era um frenesi, não conseguia controlar. Suas unhas arranharam minhas costas e foi o suficiente para que meu quadril batesse com mais força e velocidade contra o seu. Ela arrastou mais as unhas, com mais força.

– Eu acho, acho que vou... – não consegui terminar a frase, meu estômago se contraiu com de forma violenta, e eu vim, forte, como nunca antes.

Minha mão nunca faria jus a isso. Nunca.

Deitei minha cabeça na curva do seu pescoço, beijando a pele levemente suada, sua respiração ofegante e quente contra o meu ouvido me fez arrepiar. Meus braços tremiam pelo esforço, tombei para seu lado, um instante depois senti sua mão em mim, me livrando do preservativo e ela logo voltou, se deitando ao meu lado.

Por um tempo apenas olhamos para o teto de madeira, tentando acalmar a respiração. Minha mente apenas não parava de repetir o que aconteceu a minutos atrás. O melhor orgasmo da minha vida. Me sentia sonolento e feliz, relaxado. Me virei de lado e ela me seguiu, ficando frente a frente comigo.

– Se sente bem? – ela sorriu de canto, sabendo a resposta.

– Mais do que bem. Você... – desviei os olhos por um momento, embaraçado. – Você... chegou ?

– Quase.

Ela não tinha...

– Oh. Hm. – senti minhas orelhas queimarem, eu era um idiota, talvez agora ela pudesse falar que além disso eu era ruim de cama. – Sinto muito.

Ela riu. Alto.

– O que? – questionei, confuso.

– Você é o único cara na face da Terra que sente muito por não ter esperado uma garota gozar.

– O que eu devo fazer?

– Você fica me devendo um orgasmo. Eu não me esquecerei de cobrar.

Ia ter próxima vez? Ia ter próxima vez! Agora eu poderia rodopiar com as fadas da lua e do sol na floresta...

– Foi bom pra você? Quer dizer, você não chegou e talvez, eu tenha sido um pouco... rude.

– Foi mais que bom se quer saber. Não se precisa gozar pra sentir prazer, Edward. Uma hora ou outra isso acontece. Agora vem cá e me beija porque você está para dormir.

Beijei seus lábios, puxando-a para mais perto até que o sono me vencesse, ela riu de alguma coisa que murmurei e então apaguei.

Acordei sentindo as paredes da cabana tremularem atrás de mim, meus olhos lutaram pra se abrir e ver Bella se virando ao meu lado, também lutando contra o sono. As batidas soaram de novo, era a porta, alguém estava batendo na porta. Ela grunhiu.

– É Charlie. Merda! – se levantou, tranquila, procurando algo para vestir e acabou colocando meu casaco moletom azul.

– Charlie? – eu estava sonolento demais, não conseguia pensar direito.

– Meu pai, Edward. – me jogou a calça jeans. – Se vista se não quer que ele te veja assim.

Bella! – mais batidas.

– Já estou indo, pai. – Isabella mais resmungou do que respondeu. – Pronto? – sussurrou.

Vesti a calça o mais rápido que pude, e antes que pudesse me desfazer da cara de sono e do espanto, Charlie entrou na cabana. Pigarreou. Seus olhos inspecionaram sua filha, vestida em um moletom masculino, o colchão no chão com os lençóis revirados, eu, apenas de calça jeans e cabelo para todos os lados, as roupas espalhadas pelo chão, e então Bella novamente também com os cabelos em desordem. Pigarreou mais uma vez. Não era preciso ser um autobot* para descobrir o que tinha acontecido ali.

– Estava preocupado, Bella. Você não deu sinal de vida desde as cinco da manhã. E o rapazinho ali apareceu te procurando. São seis da tarde agora, Jacob disse que estava aqui.

Franzi o cenho, Jacob sabia da existência dessa cabana? Ele já tinha vindo aqui? Já tinha... dormido com ela aqui? Eles foram namorados, certo?

– Pai, vou levar Edward em casa e então chego para o jantar.

– Edward, filho, quando pediria permissão para namorar minha garotinha? – perguntou, me encarando, podia jurar que seu bigode tremulava.

Senti o sangue fugir da minha cabeça. Então eu me dera conta do que tinha acontecido. Eu não tinha em momento algum pedido Bella em namoro, só tinha... Me... Declarado. E o pior, eu roubei sua virtude, quer dizer, isso pode ser uma ordem meio inversa, mas, mas nós dormimos juntos. Dormimos juntos sem nenhum tipo de compromisso.

Oh não! E se Charlie me obrigasse a casar com a filha dele? Ou pior, e se ele resolvesse me castrar?

Odin, por favor, me salve dessa e prometo nunca mais pensar com a cabeça de baixo!


O que acharam? Quanto ao desenrolar do relacionamento deles: pode parecer rápido demais, mas todos sabemos que cada relacionamento tem um ritmo diferente, certo? Esse foi o ritmo que encontrei para eles.

Me digam o que acharam, me xinguem, me elogiem, tudo isso na review de vocês que é uma delícia de se ler!

Au revoir!