Capitulo 6

Quando chegou ao bungalow, Usagi entrou directamente para a casa de banho, pois estava exausta e carecida de um banho de água doce e fria que retonificasse o corpo.

Colocou os sais na banheira e deixou a torneira correr até se formar uma espuma branca e macia. Depois entrou e deixou-se ficar um pouco, fechando os olhos, descansando um pouco.

Quando estava satisfeita, levantou-se, enxugou-se rapidamente com uma toalha e dirigiu-se ao seu quarto para se vestir. Quando se preparava para abrir a porta do quarto, ouviu um leve grito vindo do quarto do lado. Depois desse grito, ouviu outro e, logo a seguir outro mais grave e ainda uma voz masculina a falar inglês.

Sobressaltada e ligeiramente amedrontada, Usagi acercou-se da porta do quarto de Rei para perceber o que se passava lá dentro.

A porta estava ligeiramente aberta, e num ápice, Usagi percebeu o que se passava. Rei estava a fazer amor com um nativo e os gritos que ouvira não eram mais que gemidos de prazer.

O nativo era um homem fortíssimo e alto, com o corpo carregado de tatuagens na pele escura que lhe davam um aspecto misterioso e tribal. Rei, por sua vez, estava por cima do homem e parecia estar em completo êxtase, pois o seu corpo branquíssimo mexia-se freneticamente em todas as direcções, procurando obter o máximo prazer de cada movimento. Os dois corpos, um muito escuro e tatuado, o outro, muito branco, faziam uma união mágica e uma simbiose perfeita, como se a humanidade estivesse toda ali concentrada.

Usagi não sabia muito bem o que fazer. Podia fica a observar ou virar as costas, deixar os dois amantes e fingir que não vira nada. A primeira opção era a que lhe agradava mais, mas por outro lado, corria o risco de ser apanhada. Sem reflectir muito bem, acabou por decidir ficar mais um pouco.

A determinada altura, Rei torna o seu compasso um pouco mais suave e lento, até por completo deixar de se mover, deixando-se ficar em cima do homem, sentindo-o por inteiro dentro de si. Depois, saiu de cima dele e deteve os olhos no seu sexo erecto e escuro. A verdade e que nunca tinha visto o pénis de um homem tão moreno e estava deliciada com a visão. Usagi sentia exactamente o mesmo e começava a sentir pena de não ser ela a feliz contemplada com tamanha excitação.

Rei acariciou o sexo do homem e começou a beija-lo, percebeu que o homem estava prestes a explodir de prazer, parou tudo novamente.

- Ainda não acabou. – disse em inglês

Por esta altura, o homem virou a cara e entreviu Usagi pela fresta da porta. No entanto, nada disse e continuou como se nada fosse. A certa altura, porém, segredou algo o ouvido de Rei que, de imediato, virou a cara e fixou os olhos de Usagi. Quando a modelo percebeu que fora apanhada a observar Rei, a expressão ficou congelada e imóvel. Ainda tentou balbuciar umas palavras mas Rei interrompeu-a.

- Queres vir?

Usagi não sabia o que responder toda aquela situação deixara-a tão alterada quanto excitada. Ela estava ali nua e húmida, sedenta de receber o mesmo prazer que Rei já recebera, mas, por maior que fosse a tentação, Usagi sabia que podia entrar num turbilhão de que dificilmente sairia.

Recusou o convite, pediu desculpa e seguiu para o seu quarto. Passado algum tempo, Rei bateu à porta, chamando-a para o jantar, mas Usagi recusou e pediu-lhe para inventar uma desculpa para Mamoru e Seya.

Quando Rei regressou do jantar, encontrou Usagi sentada no sofá da sala que lhe pediu para conversar. Abriram uma garrafa de vinho branco bem fresco e encostaram-se a umas poltronas no terraço defronte do mar.

- Tenho de te pedir desculpa, Rei… Não sei onde estava com a cabeça!

- Deixa-te disso… Eu também devia ter mais cuidado e fechar as portas.

- Mas eu…

- Tu não fizeste nada que eu não fizesse… um homenzão daqueles!

- Pois…

- E desculpa ter-te convidado para a festa… fiz mal.

- Não sei… se calhar devia ter entrado e pronto!

Desataram as duas a rir, já afundadas na poltrona e no vinho, imaginando como seria estarem juntas, na cama, com um perfeito desconhecido.