POV Elijah

- Agora, Ruby, você pode me dar um motivo para eu não rasgar a sua garganta, e te fazer sofrer até eu ouvi-la implorar por misericórdia – digo admirando a sua coragem de me encarar novamente.

Eu ouço o coração dela acelerar, mas quando ela fala sua voz está calma e controlada:

- Eu tenho algo que você quer, e eu pensei que seria vantajoso para nós dois fazermos um acordo – ela diz se aproximando.

- O que você quer? – pergunto.

- Bom, primeiro eu gostaria de continuar viva, ou melhor, morta-viva, e eu quero que você liberte a Katherine e não a mate.

Eu me no braço do sofá e respondo sarcástico:

- Bom você espera que eu poupe sua miserável vida, não executando minha tão aguardada vingança, que me traria imenso prazer, e ainda liberte Katerina, a mulher culpada de me desmoralizar e por me fazer ser banido do círculo pessoal de Klaus. O que você me oferece em troca de tanto sacrifício?

- O camafeu original de Klaus, que ele perdeu misteriosamente na Inglaterra em 1942, e minha total colaboração e obediência em seu plano contra ele – ela diz, despertando meu interesse.

- Supondo que você está dizendo a verdade, que é muito improvável, como conseguiu esse valiosíssimo objeto? – Pergunto não dando crédito a sua oferta.

- Fácil – disse com um sorriso malicioso – fui eu quem o roubou.

- Por quê? Naquele tempo você e Katerina não sabiam a verdade sobre Klaus?

- Porque eu sou uma bruxa, e conheço muito bem o poder dos talismãs, e Klaus pode ter enganado Katherine, mais eu sempre desconfiei que houvesse algo de muito errado com esse camafeu.

- Como vou saber se você está falando a verdade? - Pergunto desconfiado.

- Eu posso ser mentirosa e desleal, mas eu gosto de viver, e qualquer um sabe que mentir pra você e assinar a própria sentença de morte, e eu não faria isso nem por Katherine, nem por ninguém.

A observo admirando sua beleza selvagem, seus cabelos loiros, sua calça jeans apertadas delineando o seu corpo perfeitamente, ela sempre foi linda mesmo antes, quando humana, ela sempre foi corajosa, e poderosa, ela enfrentou a mim e Klaus e ainda está aqui viva. Eu sempre me atraí por sua audácia. Estava tentado em aceitar sua proposta, e se ela tem mesmo o que diz possuir, as exigências valem a recompensa.

- Correto, você sempre foi esperta, e soube medir seus inimigos. Vamos imaginar que eu aceite sua proposta, você também estaria totalmente favorável com a sua parte? - Claro – ela responde

- Mesmo sabendo que eu vou realizar o sacrífico e matar a doppleganger, depois quando Klaus estiver vulnerável e distraído.

- Eu já desconfiava, eu preciso de Klaus morto, eu estou cansada de fugir.

- Mesmo? Eu ouvi boatos de que você tinha mudado e estava redimindo os seus pecados.

- A garota não significa nada pra mim, desde que eu e Katherine saiamos ilesas, você pode sacrificar a cidade inteira se quiser. E quanto aos boatos? É mais difícil ser morta quando você finge ser boazinha.

- Sua lealdade a Katerina é admirável, mas completamente estúpida, já botou sua vida em risco uma vez, e vai te prejudicar novamente.

- Eu cuido de mim mesma, então temos um acordo?

- Sim, temos um acordo – eu digo esperando.

- Onde está o Camafeu?

- Eu vou buscá-lo, mas antes preciso que você de sua palavra de honra que vai fazer tudo o que eu pedi.

- Você tem minha palavra – eu termino de dizer e ela desparece em um piscar de olhos.

Eu espero ¼ de segundo e ela aparece novamente e me entrega o objeto enrolado em um pano. O desenrolo e o viro delicadamente observando a imagem, e então do um sorriso amargo ao finalmente entender porque esse Camafeu era tão estimável para Klaus. Ruby estava certa isso vale todas as suas solicitações e muito mais.

- Agora a sua parte – ela diz.

- Perfeitamente. Vamos.

POV Stefan

Bonnie e eu andávamos em silêncio pela floresta a caminho da tumba.

Quando nos aproximamos mais um pouco avistamos dois vultos nos esperando, apressamos o passo e fomos até eles.

- Oi.

- Oi – respondem os irmãos.

- Esta é Bonnie Bennet, amiga da Elena.

- Vocês não mantem segredos? Há um jornal nessa cidade com a coluna Vampire Diareis, onde vocês contam para pessoas tudo o que acontece em suas vidas? – Pergunta Dean indignado.

- Eu sou uma bruxa – explica Bonnie.

- Deus, isso é a Disneylândia para aberrações, sem ofensa – fala Dean.

- Sem problema – diz Bonnie rindo.

- Onde está Ruby? – pergunta Sam.

- Ela está resolvendo uns contratempos, mas já está a caminho. Ela me pediu para lhe entregar isso – respondo pegando a jóias e entregando a eles.

- Este colar, e essa pulseira tem verbena, um erva muito poderosa, ela serve como proteção contra qualquer controle mental que você sejam impostos, nunca os tirem – explico.

- Ok, obrigado – agradece Sam e os dois colocam os acessórios.

- Quais contratempos? – pergunta.

- Ruby, foi falar com Elijah, um dos vampiros originais assim como Klaus, foi ele que prendeu Katherine, e é o único que pode libertá-la, então ele foi tentar convencê-lo a mudar de ideia.

- Bom, vamos então – diz Bonnie apontando em direção a entrada da tumba.

E todos desceram.

POV Sam

A tumba era um buraco escuro e úmido, haviam umas poucas tochas que iluminavam o caminho, nós descemos até chegar há uma entrada. Então Stefan que liderava o grupo parou.

Nós todos encaramos a entrada, e então uma figura foi surgindo aos poucos. Ela apareceu, devia ser uma garota bonita, mas agora ela horrível, estava suja e tão fraca que mal conseguia se manter em pé, usava um vestido preto que estava literalmente grudado em seu corpo, sua pele tinha um coloração amarelado, e quando ela ergueu os olhos para nos olhar, estavam famintos.

- Oi, Stefan, sentia saudades mim? – pergunta ela com uma voz rouca.

- Nem por um segundo – responde ele.

- Então, porque está aqui, e quem são eles? Ela se vira, finalmente notando a mim e Dean.

E quando nossos olhos se encontram, sinto meu corpo se arrepiar, como se uma energia me puxasse pra ela. Ela me encara com interesse, e então seu rosto se transforma, seus olhos ficam pretos e ela mostra suas presas, mas Stefan fala chamando sua atenção e ela volta ao normal.

- Amigos de amigos, nesse caso vocês tem uma amiga em comum, Ruby, e é por isso que estou aqui. Ela a quer livre por algum motivo totalmente incompreensível pra mim, que preferia manter você apodrecendo aí dentro pela eternidade. – diz Stefan.

O rosto dela demonstra surpresa e reconhecimento quando ele acaba de falar, logo depois vem a esperança, seguida da decepção.

- Ela não pode me libertar, nem ela é tão forte assim – Katherine diz.

- Por isso, ela foi negociar com Elijah – fala Stefan.

- Então, ela foi estúpida por pensar, que Elijah hesitaria um segundo para ouvi-la, ele vai matá-la assim que a vir – Katherine diz com confiança.

POV Katherine

- Amigos de amigos, nesse caso vocês tem uma amiga em comum, Ruby, e é por isso que estou aqui, ela a quer livre por algum motivo totalmente incompreensível pra mim que preferia manter você apodrecendo aí dentro pela eternidade. – diz Stefan.

Ruby, há tempos que eu não ouvia notícias dela. Me viro para olhar os dois rapazes parados ao lado de Stefan, um é loiro de olhos verdes, e bonito, e tinha uma pose de bad boy muito parecida com a de Damon, o outro era moreno, e tinha uma beleza que me atraia, ergui meus olhos para olhá-lo e ele me encarou de volta, e por um momento aconteceu algo estranho como se algo me puxasse na direção dele, então veio uma corrente de ar em minha direção trazendo o cheiro dele pra mim, e eu finalmente entendi o que estava sentindo, o aroma de seu sangue era maravilhoso, senti minha cede triplicar, e a vontade de mordê-lo era insuportável, meus olhos ficaram negros e minhas presas apareceram contra a minha vontade algo que não acontecia há séculos. Se eu não tivesse presa pela compulsão de Elijah, eu teria pulado nele. E então uma rajada de ar frio me acertou, clareando a minha mente e me fazendo voltar ao normal.

- Ela não pode me libertar, nem ela é tão forte assim – eu digo, depois de analisar a situação e ver toda a minha esperança repentina ir embora.

- Por isso, ela foi negociar com Elijah – fala Stefan.

- Então, ela foi estúpida por pensar, que Elijah hesitaria um segundo para ouvi-la, ela vai matá-la assim que a vir – eu digo com confiança, não demonstrando o medo da verdade dessas palavras.

- Bom, então vamos torcer para que você esteja errada.

O garoto moreno joga a sua mochila em minha direção, eu a abro e acho quatro garrafas cheias de sangue.

Eu atiço minhas presas e bebe tudo em menos de um minuto, e sinto a força voltar ao meu corpo.

- Obrigado, não é tão bom quanto o 35 graus ao ponto, mas serve por agora – falo sarcástica e finalmente saciada.

Eu sinto a presença de Elijah e me encolho de medo.

Um segundo depois, ele e Ruby aparecem na entrada.

Escondo meu medo e meus sentimentos com minha atitude provocante.

- Ruby, faz algum tempo, não? Então, o inferno sobreviveu ao apocalipse?

Ela desparece e aparece na minha frente, então nós nos abraçamos.

- È sobreviveu, bom te ver de novo – responde ela.

- Olá para todos, desculpe-me por interromper o tocante momento do reencontro, mas tenho coisas melhores pra fazer, então vamos terminar logo com isso – diz Elijah.

Ruby se afasta ficando do meu lado, e Elijah corre, e para na minha frente, ele olha nos meus olhos e me compele.

- Katerina, você está livre para, vamos tente – diz ele se afastando.

Eu dou um passo a frente hesitante, e consigo finalmente sair dessa maldita tumba.

- Obrigado – falo.

- De nada – diz ele educado e amistoso.

E um segundo depois sua cara se transforma para uma máscara de horror, ele corre novamente na velocidade vampírica e com as mão aperta fortemente meu pescoço e o de Ruby.

- Acordo é acordo, eu dei minha palavra de que não ia matar as duas, mas ouçam-me atentamente, um deslize e eu as mato, algo que tive séculos para planejar, então confiem em mim quando digo que não vai ser rápido e limpo, Ruby – diz ele a encarando – Você me enganou uma vez, não cometa o mesmo erro de novo – dizendo isso ele a larga e ela cai no chão tossindo. – E, você, Katerina, não vai sair dessa cidade, eu quero manter meus olhos em você, e não vai matar ou fazer qualquer coisa que chame atenção, senão eu a prendo nessa tumba de novo, ou a mando com um cartão como presente para Klaus, tenho certeza que ele vai ficar extremamente satisfeito ao vê-la. Você entendeu? Pergunta ele.

- Sim, senhor – digo e ele me solta, me fazendo cair no chão buscando ar, e quando finalmente me recomponho e olho para cima ele já tinha desaparecido.

- Bem isso vai entrar na lista dos melhores momentos da nossa vida, não é Stefan? – diz uma voz na entrada.

POV Elena

Damon andava rápido pela floresta em direção à tumba, enquanto eu tentava acompanha-lo.

- Você pode esperar por mim, por favor – grito com ele, irritada.

- Você me convenceu a vir, agora eu não quero perder o show – retruca ele, mas diminui o passo.

- Obrigado.

Nós finalmente descemos, e ao chegar à entrada Damon me segurou.

- Estamos bem aqui – eu queria ir à frente, mas achei melhor não discutir com ele, porque ele era o único que apoiava a minha presença aqui.

Eu olho a cena a minha frente, e vejo Elijah parado, em frente a Ruby e Katherine, e mais atrás, Stefan, Bonnie, Sam e Dean assistindo em silêncio assim como nós.

- Katerina, você está livre para, vamos tente – ouço Elijah falar.

Katherine dá um passo à frente e sai da tumba.

- Obrigado – ela diz.

- De nada – diz ele educado e amistoso.

E um, ele corre e aperta firmemente o pescoço de Katherine e Ruby.

Eu me assusto e instintivamente me aproximo de Damon, procurando proteção.

- Acordo é acordo, eu dei minha palavra de que não ia matar as duas, mas ouçam-me atentamente, um deslize eu as mato, algo que tive séculos para planejar, então confiem em mim quando digo que não vai ser rápido e limpo, Ruby – diz ele a encarando – Você me enganou uma vez, não cometa o mesmo erro de novo – dizendo isso ele a larga e ela cai no chão tossindo. – E, você, Katerina, não vai sair dessa cidade, eu quero manter meus olhos em você, e não vai matar ou fazer qualquer coisa que chame atenção, senão eu a prendo nessa tumba de novo, ou a mando com um cartão como presente para Klaus, tenho certeza que ele vai ficar extremamente satisfeito ao vê-la, você entendeu?

- Sim, senhor – Katherine diz e ele a solta, fazendo cair no chão buscando, e então ele se vira, e Damon se coloca na minha frente, e eu só sinto o vento bater sobre nós e quando olho novamente ele já tinha ido.

- Bem, esse vai entrar para a lista dos melhores momentos da nossa vida não é Stefan – Damon diz se colocando ao meu lado.

- Grande mudança de pensamento, pra alguém que passo os últimos 145 anos obcecado por mim – diz Katherine que agora já tinha se recomposto.

- Damon o que Elena está fazendo aqui? Pergunta Stefan surpreso e bravo.

- Estou aqui porque eu quero Stefan – respondo irritada, ultimamente, ele e sua superproteção comigo estavam me cansando.

- Ela queria vir, eu queria vir, é ganhar ou ganhar – responde Damon.

- Então Elena, como vai seu irmãozinho Jeremy depois do nosso tempo juntos – pergunta Katherine fingindo interesse casual.

- Ele está ótimo Katherine, obrigado por perguntar – respondo entrando no jogo dela e me chegando junto com os outros, com Damon ao meu lado.

- E continuará assim – diz Bonnie com raiva.

Katherine sorri provocativa.

- Eu não sei, eu o achei tão delicioso, mas talvez a irmã seja um bom aperitivo pra mim.

Depois disso tudo aconteceu muito rápido, e a primeira coisa que ouvi foi o estrondo, Damon um segundo antes estava parado ao meu lado e no seguinte, com uma velocidade sobrenatural, ele e estava com a mão apertando o pescoço de Katherine e a pressionando contra a parede em que ele acabara de bater junto com ela.

- Damon, não – ouvi Stefan dizer.

E de novo tudo aconteceu com uma velocidade incrível, e a próxima cena que vi era Katherine que tinha trocado de lugar com Damon, e agora ela estava apertando o seu pescoço e o erguendo no ar enquanto ele se debatia. E então um sentimento de raiva suprimiu todo o meu medo, ela estava machucando ele, era tudo o que eu conseguia pensar, e seu tivesse forças eu teria matado eu mesma naquele momento.

Mas ao em vez disse me aproximei deles não correndo, mas em um passo rápido e parei a alguns passos de distância e falei o mais segura possível.

- Solta ele.

Katherine virou a cabeça e me encara sua expressão demonstrando surpresa e divertimento.

Ela larga Damon que cai no chão e começa a tossir, e em um piscar de olhos fica parada na minha frente.

- Parece que a nossa semelhança vai muito além da aparência – diz ela pra mim.

E logo depois de ela terminar a frase, Damon se materializa na minha frente, empurrando Katherine pra longe de mim, e um segundo depois Stefan aparece me puxando para trás.

E então em um piscar de olhos Ruby aparece no meio dos dois e diz:

- Chega vocês dois – e para minha surpresa eles obedecem.

- Não se preocupe, agora que vocês foram estúpidos o bastante para trazer Elijah a essa cidade, eu não posso tocá-la, ele quer sacrificá-la sozinho – Katherine diz.

- Ok, estamos todos exaustos, foi um dia longo para todo mundo, que tal cada um descansar, e amanhã de tarde todos nós na mansão Salvatore nos reunimos para discutir o quão divertido vai ser trabalharmos juntos – sugere Ruby.

- È uma boa ideia, vamos Elena, eu te levo pra casa – Stefan diz vindo em minha direção.

Mas eu ainda estava brava com ele, apesar de não lembrar o motivo.

- Não, Damon me leva – eu digo, e o vejo me olhar surpresa e magoado, e me arrependo e digo para consertar – Você leva a Bonnie.

- Claro – ele responde.

E todos nós fomos arrumar um lugar para descansar.