CAPITULO 7

Carlisle teve seu consultório invadido por Edward assim que atendeu seu ultimo paciente daquela manhã.

- Doutor, eu pedi que ele aguardasse até que o senhor voltasse a atender, mas ele não me ouviu – A atendente disse entrando na sala junto com Edward.

- Tudo bem Irina, da tempo de atender mais esse. - Carlisle disse dispensando a garota e se virando para Edward – Sua mãe sabe que você tem o terrível habito de invadir?

- Tenho vinte dois anos, não acho que devo satisfações a minha mãe – Edward respondeu puxando uma cadeira para se sentar.

- Pedi alguns exames hoje de manhã, acho que o raio-X já foi feito, vou ligar para a central e ver se já podem me mandar o resultado.

Edward observou o medico falar ao telefone com um tédio mais do que visível, quando ele desligou Edward não o esperou dizer.

- Saiu ou não saiu?

- Os resultados são iguais aos anteriores, não houve aumento do tumor em nenhum local do corpo, mas também não houve redução. - Carlisle respondeu, não era uma boa noticia, mas levando em consideração que só tiveram dois dias, esse era o esperado – Não saímos do lugar.

- Eu a vi antes de passar aqui, ela não está se alimentando direito.

- Passei uma receita de suplementos alimentares para fortalecer sua alimentação, se ela não conseguir ingerir, vou pedir que passem a alimentá-la com sonda – Carlisle sabia que ela não ia conseguir, a quimioterapia era forte demais para o organismo fraco de Esme, se ela não desse um jeito de se alimentar, iria enfraquecer cada vez mais.

- Se isso mantê-la viva, faça. - Edward disse e saiu do consultório.

Ele nunca ficava tempo demais, na verdade ele não ficava de maneira nenhuma. Carlisle pensou pegando sua maleta e saindo do consultório, já era horário de almoço, tinha de pegar a filha no colégio.

Parou o carro em frente a escola de Bree no momento exato em que o sinal bateu, a garota de quinze anos saiu pendurada no pescoço do rapaz com quem ele a viu mais cedo, aquilo o fez ferver de raiva.

- Quem é aquele rapaz? Quantos anos ele tem? E o que você esta fazendo agarrada com ele? - Carlisle perguntou assim que ela entrou no carro, Bree olhou para o pai com a expressão mais cínica que ela conseguiu para o momento.

- Riley Biers, dezessete anos, e a gente esta namorando – Ela respondeu lhe mandando um olhar odioso, Carlisle já havia meio que se acostumado a isso, era difícil encontrá-la em um dia em que não estivesse lhe odiando, tinha até se surpreendido com o comportamento dela de manhã.

- Por que não me avisou que estava saindo com alguém? - Carlisle perguntou esperando uma resposta cortante e como sempre ela veio.

- Talvez por ser algo que eu devesse dizer a minha mãe! - Bree disse limpando as lagrimas, que começaram a cair.

- Eu não posso trazer sua mãe de volta, filha, mas posso ajudar, você pode falar comigo quando...

- Falar com você? Como se você só passa em casa pra comer e dormir, isso quando você passa. - Ela a olhou com um ódio enorme – você nunca teve tempo pra mim.

Bree desceu do carro e correu para dentro de casa, ele queria abraçá-la e dizer que ficaria o resto do dia com ela, que não faria mais plantões, mas seria mentira, ele não conseguia ficar longe daquele hospital.

Desta vez ele não entrou, não ia passar pelo pesadelo de brigar com a filha novamente, deu a volta e seguiu para um restaurante qualquer, atenderia mais cedo no hospital, assim poderia chegar em casa mais cedo, só para confirmar que Bree não estaria lá.

Deixá-la sozinha foi sua ultima opção quando Cármen morreu, todas as babás que ele contratou foram expulsas, umas a gritos, outras por não a aturarem, Bree expulsou uma até na base de pedradas uma vez.

….

Reneé estava sentada num banco do parque esperando a chegada de Phill, não demorou muito para que ela o avistasse a alguns metros de distancia, fazia algum tempo que ela não o via, ele parecia bem, com certeza não sentia falta dela.

- Espero que seja algo serio, tem um carregamento saindo hoje, o comprador é Europeu, paga muito bem, então qualquer coisa que me impeça de estar lá para pegar o meu dinheiro tem de ser serio.

- Sequestraram a Bella. - Reneé disse sem rodeios, ela sabia que ele ficaria pasmo com a noticia, sabia também que ele faria tudo para encontrá-la.

- Quanto eles estão pedindo por ela? - Ele perguntou se sentando no banco ao lado dela.

- Duzentos mil .

- E por que Charlie não pagou essa merda ainda? Esse dinheiro não faz nem cocegas no bolso dele. - Phill sabia muito bem que duzentos mil não eram nada para Charlie, embora para ele esse dinheiro fosse muito.

- Não sei, eles estão ameaçando mandar pedacinhos dela se não pagarmos o resgate logo, Charlie parecesse não se importar. - Ela olhou assustada para as próprias mãos – Na verdade eu nem falei com ele ainda.

- Vamos fazer assim, você fala com Charlie sobre o resgate, não diga que falou comigo, apenas diga o que aconteceu, se ele não for pagar eu pago.

- Obrigado Phill, sabia que você não iria...

- Faço isso por Bella, não por você.

….

- Vai fazer um buraco no chão se não parar de andar de um lado para o outro – Bella disse, observando Jasper andar em círculos, ele estava fazendo isso há duas horas.

- Cala a boca. - Ele disse e continuou em seu entretenimento.

- Deveria ser mais educado, como é que Alice te atura heim? - Bella continuou, queria arrancar algo dele, talvez irritá-lo ao máximo até que prestasse atenção nela e no que ela dizia.

- E você deveria calar a boca.

- Só sabe dizer isto? Cale a boca, cale a boca... - Ela disse e percebeu que estava conseguindo o que queria.

- O que você quer heim? Quer que eu encha sua boca de algodão e te faça ficar calada? - Ele disse parando de andar e olhando para ela.

- Quero saber por que é tão estressado? Devia sorrir mais sabia?

- Tente sorrir, quando deve meio mundo, seu salario não dá pra comprar um brinquedo pro seu filho e sua mãe está num hospital morrendo – Ele disse se sentando em uma cadeira no canto do comodo.

- E o que acha que seu filho prefere? Um brinquedo legal ou um pai legal? O que acha que sua mãe quer ver? Um filho depressivo ou um filho feliz? Dividas um dia hão de acabar, as lembranças que sua família vão ter de você são para sempre.

- E o que você sabe sobre isso? Sempre teve tudo, nunca precisou de nada, não tem ideia do que é passar dificuldade. - Jasper estava certo, a não ser por um fator importante, Bella nunca teve pais presentes, eles nunca tiveram tempo pra ela.

- Eu sei que quando criança queria ter tido um pai do meu lado do que um brinquedo novo por semana.

Jasper olhou pra ela sem ter algo para contrariar, sabia que não era presente na vida do filho, se contentava em olhar o pequeno de longe para não ter a angustia de se lembrar da sua própria infância, mas Bella estava certa, ele sentia vontade de brincar o filho, sentia vontade de levá-lo ao parque e ficar mostrando as coisas para que ele dissesse o nome, como ele via Alice fazer.

- Talvez devesse tirar o dia de folga e levar o JJ para passear – Bella disse ao vê-lo pensativo.

- É, talvez eu devesse fazer isto, talvez eu devesse sair com Alice também, faz muito tempo que não faço isso.

Edward bateu na porta três vezes, e Jasper abriu para que ele entrasse, Edward jurava que iria encontrar o irmão estressado e infeliz de sempre, mas não, Jasper pegou a chave do carro da suas mãos e lançou um olhar para dentro antes de sair.

- Obrigado Bella.

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Carlisle tem sérios problemas com a Educação de Bree, mas com tempo melhora eu acho.

Se eu soubesse que o Phill ia aparecer na fic, tinha invertido o papel dele e do Charlie, mas tudo bem eu acho que assim vai funcionar, é que eu não consigo escrever sobre um Charlie ruim.

A Bella vai mudar a maneira de pensar de muita gente ainda, acho que o Jasper é uma copia exata do meu pai, se apega demais aos problemas da vida, queria poder mudar a maneira de pensar do meu pai como a Bella fez com o Jazz.

Acho que amanhã as coisas vão ficar mais serias na fic, tá na hora de por um pouco de ação nos caps.

mandem reviews.

bjs

any

v