Mais um Capítulo, depois da merda que o morcego fez... Ele tinha que ir pedir desculpa, né?
Camila lino: nem te digo mais nada, né? rsrs
B. Andrade: Snape e boxer's tem tudo haver sahushaush Brigada pelos parabéns... Finalmente terminei a facul... rs E a fanfic tem somente mais cinco capítulos =/
Daniela Snape: Sim, a briga entre eles vai passar 6' e bem, a Mione é tão cabeça dura quanto o Sevy baludo, então o jeito e esperar e ver o que esses dois vão aprontar.
Muito Obrigada aos querido que comentaram, e por todos que leram. =)
~Terça, 03 de Janeiro~
Snape estava em sua casa, tentou ler a mesma página do livro ao que parecia pela centésima vez. Ele estava inquieto, mais mal humorado que o normal, ele imagino que pudesse ser pelo trabalho que ficou em Hogwarts esperando o recesso findar, ou talvez fosse apenas uma preocupação com Dumbledore e Minerva que não davam notícias a alguns dias, ou melhor, poderia ser que toda essa inquietação se devesse ao fato de que as poções da ala hospitalar estavam acabando e ele teria que fazer outras para repor. Mas se ele fosse realmente sincero consigo mesmo, essa espécie de aperto no peito, ou será que seria em sua cabeça? Parecia ter tido início com a partida de Hermione. Não que ele tenha imaginado que isso o pudesse afetar tanto assim, afinal, ela foi por que quis. Certo, o comentário dele não foi muito feliz, mas o que ela esperava? Ele afinal de contas era Severus Snape, não?!
Na noite anterior quando entrou em seu quarto, viu que aquele lugar já estava cheio da presença dela, o cheiro entranhado entre os lençóis que ele não ousou trocar, no banheiro havia uma escova de cabelo com dentes largos que só poderia ter sido ideia dela, a espuma que estava na banheira, cheirava à morangos, um dos lados do salto alto foi parar junto as botas negras dele, em um contraste gritante. E sobre a cadeira próxima estava o vestido que ela usara, o tecido macio deslizou facilmente pelos dedos dele. Snape imaginou, que logo ela iria voltar nem que fosse para buscar a roupa, mas no dia anterior quando ela não havia aparecido, ele começou a ficar seriamente preocupado, talvez ele à tenha ofendido além da conta, claro que ele estava se sentindo culpado, afinal Hermione era uma excelente companhia, ao menos conseguia manter uma conversa inteligente com ela, na realidade a conversa fluía tão bem que o surpreendia. Mas ela também teve sua parcela de culpa, o que ele faria? Iria atrás dela depois de ser chamado de idiota?!
Snape pegou a capa que estava sobre a poltrono, e saiu com passos decididos em direção a porta.
- Sr Snape, Mestre. O almoço... – disse o elfo ao vê-lo passar.
- Tenho que resolver um assunto urgente, não espere por mim.
Quando Snape aparatou em frente a porta do apartamento de Hermione, depois de parar rapidamente no Beco diagonal, estava se sentindo um verdadeiro idiota carregando o buquê de rosas brancas (já que rosas vermelhas estavam definitivamente fora de cogitação). Mas se ele voltasse atrás e enviasse as rosas junto com um pedido de desculpas, via coruja, seria covardia, certo?!
Snape respirou fundo e bateu na porta, uma parte dele pedindo a Merlin para que Hermione estivesse fora de casa.
- Ainda bem que você chegou, estava morrendo de fome – disse ela sem olhá-lo – Quanto lhe devo?
Hermione olhou para quem estava parada à sua porta, e se surpreendeu por encontrar diante de si, Severus Snape. Ela estava esperando o entregador de pizza, por isso não se importou de trocar o pijama, ou mesmo disfarça a condição de seus olhos, que ainda permaneciam inchados. Ela não esperava que Snape viesse atrás dela, não depois do que ele disse, e da despedida calorosa dela. Ela passara o dia anterior chorando em intervalos regulares, não que ela fosse do tipo sentimental, mas ser chamada subentendidamente de vadia pelo seus falso-namorado não é algo muito legal, ainda mais depois de uma noite maravilhosa, e de um quase flerte antes de dormir, na verdade as coisas pareciam está se desenrolando ridiculamente bem entre eles, até ele perguntar sobre a vida intima dela, talvez ela tenha sido um pouco seca demais em sua resposta. Mas o que está feito, está feito.
- O que você faz aqui? – ela perguntou, a porta se fechou alguns centímetros, demonstrando que ele não era bem vindo.
- Vim falar com você – disse ele dando as flores para ela – Posso entrar?
Hermione ficou tão chocada pela visão de Severus Snape com um buquê de flores, que acabou dando passagem para ele entrar. Snape olhou ao redor, viu uma caixa média de pizza aberta sobre a mesinha de sala, e outra do mesmo tamanho na cozinha, havia um par de roupas jogados na cadeira da mesa, e algo que cheirava como chocolate, parecia está esfriando sobre o sofá.
- Você não cozinha? – perguntou ele, a fim de começar uma conversa.
- Nem todos tem elfos a disposição 24 horas por dia, pobres mortais apenas encomendam – disse, seus braços cruzados a sua frente.
- Hermione, eu preciso... – murmurou, suspeitando que tivesse iniciado sua aproximação com o pé esquerdo.
- Com licença – disse se dirigindo à cozinha – Vou colocar essas flores em um vaso.
Snape ficou em pé esperando por ela, não era bem vindo o suficiente para sentar. Quando ela voltou carregando um vaso simples e colocando-o na mesinha próximo a janela, Snape ficou momentaneamente indeciso sobre o que dizer.
- O que o trás aqui, Severus? – perguntou Hermione, sem olhá-lo.
- Vim conversar com você...
- Da última vez que conversamos as coisas não saíram tão bem.
- Sei disso, Hermione - disse ele tentando controlar a irritação – Vim pedir desculpas, pelo meu comportamento, percebi que passei dos limites.
- Que bom que você percebeu – ironizou – E demorou todo esse tempo para chegar à essa conclusão brilhante?
- Olha, Hermione. Não vou ficar aqui me desculpando infinitamente pela minha deficiência em relacionamentos, mesmo que sejam falsos. Estou sinceramente te pedindo perdão, não deveria ter te ofendido daquela maneira, mesmo que você tenha me ofendido tanto quanto pela sua falta de confiança em mim e sua resposta atravessada.
- Não era minha intenção te ofender – disse ela, o lábio inferior tremendo em um anúncio de lágrimas – E o problema dificilmente seria falta de confiança, só que esse assunto ainda me machuca muito, mesmo após todo esse tempo. Só não me sinto confortável para falar dele, nem com você nem com ninguém.
- Desculpe por ter dito aquilo, você tem todo o direito de ter quem você quiser em sua vida, em sua cama, na hora que você quiser, pelo tempo que você quiser – Eu não tenho nada haver com isso.
- Tudo bem, Severus – disse ela – Eu não deveria ter levado aquilo, tanto à sério. Deveria ter percebido que você estava magoado, e essa é sua resposta padrão, machucar quando é machucado. Foi besteira minha, ia conversar com você na noite do baile, quando fui ao bar, mas as coisas pareciam está indo tão bem, que deixei o assunto morrer.
- Você não precisa explicar nada, Hermione...
- Mas eu quero – disse respirando fundo – Eu estava namorando o Victor, quando ele me disse que eu era certinha demais, estudava de mais e não conseguia manter uma conversa decente com ninguém, e nem parecia muito entusiasmada com sexo – Snape bufou – Terminamos, e eu acabei viajando para Paris, encontrei Jacques e passamos três dias juntos, maior parte do tempo conversando, ele é uma boa pessoa na realidade, me fez rir muito quando eu mais precisava, e me fez sentir maravilhosa, enfim... acho que estou tagarelando.
- Você é maravilhosa, Hermione - disse ele levando uma mão para acariciar o rosto dela – Por isso estou aqui, não quero perder o que construímos, não quero perder você de algum modo. Entende?
- Sim – disse ela ruborizando - Talvez devêssemos apenas esquecer o incidente.
- Você tem razão – disse ela, e como medida de paz, sorriu para ele, acrescentando em seguida – Senti sua falta.
Snape colocou a mão na cintura de Hermione, sua cabeça se inclinando em direção à ela, seus lábios roçaram por sobre o dela, fazendo-a suspirar e fechar os olhos em antecipação, a mão dela espalmou o peito de Snape. O hálito quente dele parecia preencher todo o ar ao redor deles, Hermione ansiava por aquele beijo, porém escutaram a batida na porta.
- Acho que é o entregador – disse ela sem se mover nenhum centímetro.
- Ele pode esperar um pouco – disse sorrindo – Não tenho problema em comer pizza fria.
Hermione sorriu, quando se separou de Snape, e foi em direção a porta, seu corpo muito mais quente e consciente da presença dele em seu apartamento.
A caixa da pizza estava aberta sobre a mesa da sala, Hermione e Snape estavam sentados no chão, a costa escoradas no sofá. Ele pegou um pedaço de pizza na mão desajeitadamente.
- Tem certeza que não precisa de talheres?
- Assim é muito mais gostoso – disse abrindo a lata de refrigerante. – Confie em mim.
Snape deu de ombros, enquanto levava a massa fina aos lábios. O silêncio foi quebrado alguns minutos depois por Hermione.
- Foram meus pais. – disse ela, olhando para eles.
- O quê? – pergunto usem entender, parando pelo tom sério que ela impôs naquela frase.
- Eu não consegui encontrá-los depois da guerra – disse ela, seus olhos brilhando pelas lágrimas que teimavam em cair – Eu havia alterado a memória deles e os mandei para a Austrália, só que eles acabaram por sumir. Não sei se se mudaram, ou morreram. A incerteza é o pior de tudo, não posso enterra-los, mas não posso tê-los.
- Eu sinto muito, Hermione – disse ele sinceramente, suas mãos buscando as dela – Se houvesse algo que eu puder fazer.
- Obrigada – disse ela fungando – Mas ninguém conseguiu achá-los, Harry tentou durante meses.
- Não é muito lisonjeiro você me comparar com o Potter enquanto estou te oferecendo ajuda – brincou seus dedos acariciando o rosto dela, limpando a lágrima que escapou e correu através da pele macia. Seus olhos tão próximos, que Hermione parecia mergulhar em um lago negro – Me diga, como posso ajudar? Não quero você sofrendo.
- Apenas me beije – disse ela, seus dedos correndo pelo rosto dele e se escondendo entre os finos fios de cabelo.
- Hermione...
- Shiii – disse ela, seu dedo sobre o lábio fino de Snape – Depois.
Snape aceitou o que ela lhe oferecia, seus lábios foram em direção aos olhos dela, o gosto salgado das lágrimas ainda estavam presentes, a maça do rosto foi beijada, até que os lábios dele encontraram os dela, macios, delicados, implorando para serem beijados.
Os dedos de Snape afastaram o cabelo dela do rosto, sua mão indo em direção a nuca, puxando-a para si. Os lábios dele exigiram dos dela, e Hermione respondeu a altura, seu corpo se inclinando em direção ao dele, quando sua mão buscou o colarinho de Snape, seus lábios a acompanhando, como ele sugou a pele pálida, fazendo-o geme fracamente. O que começara apenas como um breve beijo de consolo e confiança, logo se transformara em uma maré de sentimentos, com medo de onde isso poderia chegar, Snape instalou seus dedos na cintura de Hermione, se contendo para não leva-los em direção aos seios redondos. Hermione, porém, não parecia fazer nada para ajudá-lo, movendo-se sobre ele até que sentou sobre as pernas de Snape, suas nádegas perigosamente perto do ponto mais sensível dele. Ele mordiscou a orelha de Hermione, arfando demoradamente, a fim de recuperar algum controle, porém quase mandou tudo a merda quando Hermione rebolou, fazendo o membro de Snape reagir instantaneamente.
- Hermione... – ele ofegou, entre os beijos que ela lhe dava.
- Uhm... – ela murmurou sem realmente atentar para o que ele estava falando, seus dedos buscando os inúmeros botões, para desfazê-los.
- Hermione, temos que parar – disse ele, segurando o rosto dela entre as mãos.
- Por quê? – ela perguntou, seus olhos transbordado de luxúria. Sua mão espalmada sobre o tórax dele.
- Temos que conversar – disse ele, ofegando ruidosamente quando ela gemeu ao sentir a dureza dele contra ela – Oh, merda. – xingou – Não dificulte as coisas, Hermione – ele pediu dando um selinho conciliatório nos lábios vermelhos – Vamos apenas respirar durante alguns segundos, não podemos deixar as coisas irem além disso.
Hermione assentiu, mas não saiu de cima dele. Snape não estava tendo sucesso em se acalmar, o fino tecido do pijama deixava a mostra a excitação dos seios de Hermione, os mamilos duros apontando em direção a ele. Snape jogou a cabeça para trás, buscando alguma lucidez. Hermione aproveitou para tracejar com a ponta dos dedos a veia pulsante do pescoço de Snape.
- Hermione – ele ofegou – Você não está ajudando.
- Eu sei – disse ela sorrindo – Vou tomar uma ducha enquanto você se recompõe – não esperando a resposta dele, ela se inclinou, seus lábios apenas roçando sobre os dele, quando ela se levantou.
- Quem precisa de um banho sou eu, Hermione – disse ele sorrindo.
- É só se juntar a mim – falou piscando, sumindo em direção ao quarto.
~ SS/HG ~
Quinze minutos depois Hermione reapareceu usando apenas um roupão, mais curto que o necessário, seus cabelos presos em um coque frouxo. Snape estava na cozinha bebendo o que parecia o décimo copo de água, tentando diminuir o nível de excitação que se encontrava. Hermione conseguiu acender algo nele diferente de tudo o que ele já experimentara.
- Estou pronta para conversar – disse ela sentando na poltrona – Tenho vinho na geladeira, você gostaria?
- Está tentando me embebedar? – perguntou aliviando um pouco da própria tensão que sentia.
- Depende – respondeu enigmática – O que eu ganharia se eu conseguisse?
Snape suspirou, seria muito mais complicado lidar com Hermione, do que ele julgou possível.
- Vamos conversar – disse ele, sentando no sofá – Depois entramos em acordos sobre prêmios.
- Você percebe que não precisamos fazer disso um grande acontecimento, não? – disse ela – Não quero juras de amor eterno, não se preocupe.
- Agora estou mais tranquilo – ironizou – Mas falando sério, Hermione. Por mais descompromissado que seja, se é que este é o caso, as coisas sempre mudam. Temos que ter cuidado como estamos nos envolvendo.
- Não estou apaixonada por você.
- Sei que não, sua insuportável sabe-tudo – disse delicadamente – Mas mesmo assim, beijos e sexo, sempre complicam as coisas.
- Não precisa ser complicado – disse ela – Podemos ter uma amizade colorida, vamos aproveitar enquanto somos desimpedidos, já que a Sra Snape por enquanto ainda é Srta Seios.
- Você propõe amizade colorida a todos os seus amigos? – perguntou ele, sem intenção de feri-la.
- Não – respondeu sorrindo – Apenas aqueles que beijam bem.
Comentários me fazem feliz, felicidade me faz querer escrever, isso quer dizer mais fanfics.
