Capítulo 07
- Haruka! Ha-ru-ka! – Jibrille chamava por entre várias e várias pessoas.
A noite já havia caído, havia música e muita conversa. Para quem gostasse de dançar era um ótimo dia, dia de festividades. Naquele dia várias pessoas importantes da região se reuniam num local para conhecer ou rever os sacerdotes. Uma mão tocou o ombro de Haruka que olhava apreensiva para os casais que dançavam. Ela se virou e se deparou com um jovem de cabelos castanho-escuros e olhos cor de mel, seu hakama formal era azul-escuro e preto, parecia um jovem senhor muito importante.
- Algum problema, senhor? – A menina sorriu. Ela vestia um kimono azul-claro que dividia sua tonalidade com branco e lilás.
- Venha dançar comigo, senhorita. – Ele sorriu largo, um sorriso decidido muito bonito e a puxou pela mão até junto dos casais que dançavam.
- Ah, mas... – A menina tentou argumentar corada, mas ele só sorriu de modo contagiante.
- Tenho certeza de que irá se divertir! – Ele entrelaçou os dedos com os dela e eles se puseram a dançar, lentamente e graciosamente. A menina não pôde evitar sorrir, realmente ela queria se divertir um pouco.
Três sacerdotes que olhavam o local onde dançavam viram os dois jovens se aproximar até o centro da pista e começarem a dançar. Formavam um casal realmente bonito e isso provocou um sorriso em dois deles.
- Ora, ora... A Haru-chan encontrou alguém para se divertir. – Raphael comentou observando os dois.
- Fico feliz. Ela andava meio tristonha. – Uriel suspirou sorrindo e se concentrando no chá que tomava.
-... Não vai dizer nada, Mika-chan? – O jovem loiro olhou o amigo ao lado.
- Do que cê tá falando? – Michael tinha seu olhar preso aos dois dançarinos.
- O Mika-chan criança era muito ciumento com relação a sua melhor amiga de infância. – Raphael sorriu desdenhoso e acompanhou Uriel no chá, que também se demonstrou atento às palavras do Sacerdote do Vento.
- Acontece que eu não sou mais criança... – Michael desviou o olhar nervoso dos dois e se concentrou em qualquer outro ponto. – E já falei que não lembro dessas coisas.
Início do Flashback
Duas crianças andavam pelo centro. Uma delas era uma menina que tinha os cabelos curtos e roxos, um sorriso distraído e carregava uma cesta, o outro apenas caminhava com as mãos de apoio para a cabeça, ele era ruivo e tinha uma pequena trança feita pela primeira vez balançando nas costas. A menina pegou a trança na mão, o que o fez ser puxado suavemente e parar de andar.
- O que foi? – Ele perguntou, sem se virar, porque sabia que ela segurava sua trança.
- Você gostou do que eu fiz? – Ela sorriu observando.
-... Pra mim, tanto faz. – Ele voltou a caminhar e a trança escorregou por entre os dedos da menina que voltou a acompanhá-lo.
- Ah, espera um pouco. Eu vou ali comprar umas coisas para a nee-sama. – Ela apontou uma quitanda simples.
Michael parou de andar e começou a observar o centro, sempre agitado. Por que ele vinha até aqui? Porque aquela menina que estava acompanhando era incrivelmente distraída e acabava sempre entrando em lugares que não devia e se perdendo, o que a fazia demorar voltar para casa e o que fazia Jibrille ir até sua casa perguntar dela para ele. Como ele preferia andar a ficar ganhando sermão... Ali ele estava.
O pequeno de 11 anos olhou para a barraca, ela estava demorando e ele odiava esperar, foi quando percebeu um jovem... Deveria ser uns 5 anos mais velho que ele... Estava conversando com Haruka. Ela sorriu e corou... O jovem a pegou pela mão e começou a puxá-la para fora da barraca, mas ela não quis. Eles vieram em direção do pequeno de cabelos de fogo e este esticou o pé para que o jovem tropeçasse.
- Ei!! Que brincadeira de mau gosto, moleque! – O jovem gritou com o pequeno que tinha seus braços cruzados e um olhar desafiador, a menina havia se escondido atrás do amigo.
- Brincadeira de mau gosto é puxar alguém que não quer vir com você. Odeio isso. – O ambiente começou a esquentar aos poucos e o jovem se deu conta de com quem estava falando.
-... Você...?! A-Ah! Mil perdões, senhor. Mas... Achava que era muito novo para ter uma menininha tão fofa como essa de acompanhante. – Ele sorriu malicioso para a menina que se escondia atrás de Michael.
- Você... É muito corajoso, cara. – Michael tornou o ambiente beirando o insuportável.
Todos se afastaram deles e o jovem adolescente permaneceu paralisado pela aura da criança diante dele. Michael estava prestes a explodir, até que dois braços o envolveram com força pela cintura.
- P-Pare com isso, Mika-chan... – A menina pediu encostando a cabeça nas costas dele e se esforçando para respirar.
Michael diminuiu a aura rapidamente e o jovem à frente deles caiu ao chão pelo peso que a aura causou a alma. Haruka escorregou devagar também e sentou-se sobre as próprias pernas.
- Haruka? Cê tá bem? – Michael se ajoelhou diante dela.
-... Hehe... Não se preocupe... – Ela sorriu e se jogou aos braços dele, abraçando-o. – Obrigada por ter parado...
O menino sentiu-se mais quente do que todo seu poder emanando descontroladamente. Era um calor confortável, não destrutivo. Ele havia se esquecido que ela não era uma sacerdotisa para suportar a energia... Michael sentiu os braços dela escorregarem e ele observou a menina.
- Haruka...? – Ela havia dormido? Não... Estava enfraquecida, não suportava nem manter os olhos abertos. Ele havia feito com que ela se esforçasse até o limite e ela sempre fora fraca de saúde... O menino de cabelos de fogo se virou de costas. – Sobe. Vamos pra casa.
Fim do Flashback
- Vocês viram a Haruka? – Uma mulher de cabelos azuis sentou-se diante deles e aceitou um copo de chá para se acalmar.
- Olhe para a pista de dança. – Raphael sorriu enquanto cumprimentava uma família de nobres e suas palavras fizeram Michael despertar de suas lembranças.
- Não sabia que cê deixava sua irmãzinha dançar com qualquer um. – Michael suspirou entediado.
- Ah... Não é qualquer um. – Jibrille sorriu singelamente quando viu os dois. – É o príncipe do reinado próximo, aquele pelo qual você e Haruka andaram. O pai dele construiu esse castelo especialmente para nós.
Michael voltou um olhar sem-graça ao ver os dois rindo enquanto dançavam, então ele se levantou e começou a caminhar.
- Onde vai? – Raphael perguntou ao ruivinho.
- Qualquer lugar. – Ele respondeu e balançou a mão.
"... O Mika-chan... Não sofre por Amor ainda... Ele sofre por não saber o que é Amor." Raphael suspirou enquanto pensava.
- Amanhã já estaremos de partida, Jibrille? – Raphael perguntou para a jovem sentada a sua frente.
- Sim. Amanhã cedo ainda espero que estejamos prontos.
- Hime... Quem é esse cara? – Um pequeno de cabelos castanhos escuros puxou a jovem Haruka pelo kimono.
- Ah! Mamo-kun! Cadê a Yuu-chan? – A jovem se agachou para conversar com o pequeno.
- Perdoe-me, princesa. Devo me retirar, meu pai me chama. – O jovem sorriu e afagou os cabelo da criança, deixando os dois ali.
- A Yuu foi dormir. Eu também já vou dormir... Mas não gostei desse cara. – O menino fez uma cara emburrada de criança com sono, o que fez a jovem rir.
- Tudo bem... Nossa, eu até me esqueci de perguntar o nome dele... Mas ele é uma pessoa muito nobre... E não digo isso por riqueza. – Ela se levantou e segurou a mão o menino, levando-o de volta para o castelo.
Quando chegaram ao quarto, Haruka colocou-o na cama para que dormisse. Realmente já estava ficando tarde...
-... Hime... – O menino chamou.
- Sim? – Ela deu um beijo suave na testa dele.
-... Eu também sou uma pessoa nobre...? – Ele fechou os olhos sonolentos.
-... É sim, Mamo-kun. Uma pessoa muito nobre. – Ela acariciou os cabelos do menino e ele sorriu.
A jovem deixou o quarto e foi até a passarela para ouvir a música que ao longe tocava. O silêncio das vozes tornava a música muito mais bela e proveitosa. Ela começou a dançar sozinha, suavemente, dava voltas e voltas sem se preocupar que alguém a visse.
Um jovem de cabelos ruivos ouviu passos suaves na passarela e deixou seu quarto indo ver quem andava ali num dia de festa. Ele se deparou com a menina a dançar, graciosa... Suave... Sensual... Ele se aproximou mais e ela percebeu sua presença, perdendo o fluxo da música ao se desconcentrar e perdendo o equilíbrio também, mas ao cair, percebeu que havia alguém embaixo dela. A mesma pessoa que vira se aproximar.
- Mika-chan! Me perdoe... – Ela se levantou rapidamente, corando por ter se assustado com um amigo.
-... Tudo bem. Só pára com esse apelido ridículo... – Ele se ajeitou e se sentou direito. – Por que voltou para cá? A festa ainda não acabou.
- Quer que eu volte? – Ela sorriu irônica.
- Tanto faz. – Ele respondeu, desviando o olhar. – Escuta... Aquele cara... Com quem você tava dançando... Quem era?
- Ahn?... Ah, sim! É... Nem eu sei o nome. – Ela sorriu constrangida.
-... Baka. – Gotas apareceram na cabeça do jovem.
- Eu até esqueci de perguntar... Me diverti tanto. – Ela sorriu contagiante de um jeito especial.
Aquele sorriso fez com que o jovem ruivo sentisse pontadas no corpo. Nunca a vira sorrir mais singela e contagiante... A pessoa... Que era capaz de tirar um sorriso tão belo de sua face... Por que aquela sensação? Se eles nunca tivessem nascido como sacerdotes... Ele, provavelmente, seria o único a ver aquele sorriso? O único a ter aquele sorriso...?
- Ah, sei... Escuta Haruka... Sobre... Aquele dia... – O jovem ruivo começou, sem pensar direito sobre o que falava.
- Tudo bem... Não foi nada. – Ela disse rapidamente.
- Ahn? Nada, o quê? – Michael se encontrava perdido por não lembrar nem do que dissera antes.
- Ah... N-Não era... Sobre... Antes de ontem? – A menina sentiu a face corar.
- Antes de ontem...?
-... Baka. Você é um baita esquecido. – Ela se levantou e deu as costas.
- Com que direito você me chama de baka? Sua baka! – O garoto se levanta começa a segui-la, mas ela não responde, então ele a puxa pelo pulso, fazendo ela se virar e ficar bem próximo dele.
- Me solta! – Ela grita, tentando soltar o pulso e sentindo sua face corar.
- Por quê? Por acaso você acha que eu vou te fazer mal? – Ele sorriu sarcástico.
- Não! É porque você é um grande baka! – Ela grita e ele a encara seriamente.
-... Pff... – Ele soltou a menina.
Haruka deu alguns passos para trás, mas viu ele começar a cair... Ela pulou e conseguiu amortecer a queda dele.
- Mika-chan! Mika-chan...? O que aconteceu? Você está bem? – A menina perguntou preocupada.
- Pare de gritar... Nesse tom... Meus ouvidos "doem". – O jovem tentou se apoiar para se levantar, mas a menina colocou a mão sobre a testa dele e comparou com a sua.
- Eu sabia! Você fica aí tomando chuva e depois tomando sereno!!! Você tá ardendo em febre!! Não sei nem como agüentou ficar na festa todo esse tempo! – Ele voltou a cair e a menina o segurou novamente.
- Não seja idiota... Eu sou o Sacerdote do Fogo. – Para Michael era ridícula a idéia de estar resfriado.
- Sim, e o Sacerdote do Fogo vai pra cama agora mesmo! – Ela o ajudou a se levantar, mas ele se soltou dela assim que ficou em pé.
- Eu sei andar com os meus próprios pés.
Já era dia seguinte. Haruka passara a noite cuidando da febre de Michael. Ele só desmaiou quando chegou à cama com seus próprios pés. Era incrivelmente orgulhoso... Haruka sorriu e pegou o pano molhado da testa de Michael. Ela passara a noite em claro. Os outros sacerdotes já estavam avisados do caso. Alguém bateu a porta e entrou.
- Como ele está, Haruka? – Jibrille perguntou ao ver a irmãzinha tão dedicada como sempre foi.
-... A febre continua alta... – Ela molhou o pano novamente e colocou na testa dele, afastando as mechas que teimavam em cair sobre os olhos.
-... Nós já estamos de saída. – Ela se aproximou da irmã e afagou-lhe a face.
- Tudo bem... Mas o Mika-chan não vai? – Haruka esfregou os olhos cansados.
- Nessas condições é realmente melhor ele ficar aqui. Você também deveria dormir... Você sabe que a tarde estará de saída para a cachoeira da floresta, certo? – Ela deu um suave beijo na testa de irmãzinha e esta segurou sua mão.
- Hai. Eu descansarei. Façam uma boa viagem e se cuidem, tá? – Ela olhou preocupada para a irmã.
- Tudo bem. Ficaremos todos bem. Cuide do Michael também.
- Hai.
Michael abriu os olhos devagar. Sua cabeça doía, a luz da manhã ofuscava sua visão. Ele se sentou com dificuldade e sentiu algo cair sobre seu colo. Um pano molhado. Ele afastou a franja dos olhos. Olhou para o lado e viu uma menina dormindo. Parecia realmente cansada, será que passara a noite cuidando dele? Que ridículo... Ele se moveu para se levantar da cama, mas uma mão pousou sobre a sua e ele olhou.
- Não deveria se levantar. Ainda não está bem. – Haruka falou em tom baixo.
- Você não manda em mim. Eu preciso de um banho. – Ele retrucou e tirou a parte de cima das vestes do hakama, fazendo aparecer uma vestimenta negra chinesa.
- Não pode tomar banho ainda. Espera, vou pegar um pano para enxugar. – Ela se levantou e cambaleou suavemente, estava realmente exausta pela festa e por ter passado a noite em claro.
- Pára com isso. Daqui a pouco você que vai passar mal e eu não vou cuidar de você não, tá? – Michael a observou se esforçando para pegar uma toalha seca numa cômoda.
Haruka hesitou ao pegar a toalha. Todas aquelas palavras, ditas como se fossem as coisas mais comuns do mundo, a feriam. Como facas a perfurar seu corpo o tempo todo. Aquelas palavras que ele dizia de modo tão rude, tão simples e que facilmente saiam de seus lábios... Jamais se transformariam? Jamais se tornariam gentis...? Tinha vontade de fugir, ao mesmo tempo em que tinha vontade de abraçá-lo com força, como uma criança.
- Acho bom você melhorar até a tarde, porque eu vou embora depois. – Ela sorriu gentil.
- Hah... Ei... Espera aí. Você vai embora? – Ele arregalou os olhos e se empalideceu mais ainda o que fez a menina se surpreender.
- Ué. Eu vou para a casa que tem próximo a cachoeira... Você é um baka em ficar doente num tempo como esse. Acabou não indo pra missão. – Ela se aproximou e sinalizou para que deitasse.
- Ah, sei... O que você vai fazer com essa toalha? – Ele questionou sem entender.
- Te enxugar, oras. – A menina começou abrir a camisa dele.
- Hein?!?! - Michael sentiu sua face corar rapidamente e tentou se levantar da cama.
- Ei! Volte aqui!! – A menina o puxou e sentou-se sobre o corpo dele.
- Haruka! Saia daí, senão vou te tirar a força! – Ele gritou, nunca havia sentido tanta vergonha e ele odiava sentir isso.
- Fica quieto, poxa! Vai passar mais mal!! – Ela segurou os dois braços dele e seus rostos ficaram bem próximos.
-... Tá, eu paro. Sai de cima de mim. – Ele evitou o olhar dela.
- Ótimo!– Ela sorriu meigamente e saiu de cima dele.
Michael se sentou na cama de costas para ela e tirou o hakama pesado e a camisa preta chinesa. Depois se jogou na cama novamente, de pura exaustão. Sua cabeça dava voltas. A menina havia visto o corte nas costas dele antes que ele deitasse e quando ele a encarou viu um olhar preocupado em sua face.
- Pronto. O que foi? – Ele perguntou, fechando os olhos, não conseguia se concentrar.
- Não, nada. – Ela sorriu e começou a enxugar o corpo dele.
Michael fez uma careta de quem não estava gostando da situação. O modo suave de passar a toalha sobre seu corpo. Pensar que uma mulher tocava o seu corpo de modo tão delicado, tão cuidadoso... Era estranho, não conseguia se acostumar à situação. Depois ela pediu para que ele se virasse. Quando Haruka observou o corte seu olhar se estreitou, como se estivesse agoniada. Ela terminou de enxugar as costas e depois passou o dedo indicador vagarosamente sobre o corte.
- Já terminou? – Michael perguntou.
-... Espera um pouquinho. – Haruka aproximou seu rosto devagar às costas dele.
Quando Michael reparou a respiração amena sobre suas costas, ele se virou bruscamente e a menina que estava muito próxima, em cima da cama, acabou ficando por cima dele novamente. Os rostos de ambos estavam corados. Haruka não saberia dizer se ele estava corado por causa da febre ou se era pela ousadia que teve ao pensar em dar um beijo suave no machucado. Mas é que aquele corte a fez lembrar coisas antigas.
Michael fechou os olhos, ainda não conseguia se concentrar e tudo aquilo o deixava irritado, não tinha nem forças para gritar com ela. O jovem ruivo sentiu uma mão afagar-lhe suavemente a face e quando abriu os olhos havia um rosto muito próximo ao seu. Depois sua mente se tornou uma bagunça, não fazia idéia do que estava acontecendo até colocar as mãos na face à sua frente. Ela havia o beijado e, por algum motivo, não passara por sua mente afastá-la pelo contrário, a confusão que o tornava zonzo fez abraçá-la e trazer para mais perto, deitando-a sobre seu corpo. Algo passou por sua boca e ele engoliu, foi então que ele se deu conta do que estava realmente acontecendo e apartou o beijo.
- O que... O que cê pensa que tá fazendo? – Ele colocou uma mão sobre os lábios, limpando-os.
-... Você sempre foi um grande baka. Nunca se deu conta... Mas eu sempre gostei de você, tá bom? Me desculpe se não gostou... Mas essa é minha despedida... Descansa bastante e trata de não levantar daí até melhorar, tá? – Haruka sorriu e se afastou.
Michael tentou puxá-la, mas seu corpo não se movia, sua visão estava embaçando... Mas ele tinha quase certeza que via lágrimas escorrerem por sua face... Droga, o que ela estava dizendo? Não podia ouvi-la. O que ele tinha engolido? E por que demorara tanto para se dar conta de seus lábios? Achava que tinha ouvido algo sobre "despedida"... Como assim "despedida"? O que estava acontecendo...?
- Ha... Haruka... – Ele sussurrou antes de perder a consciência.
Continua...
Eu não sei dizer se o Mika não tinha consciência de que estava sendo beijado ou se ele queria ser beijado o.õ... O que vocês acham?
Bom, estou sem tempo xD Perdoem-me se não está tão bom...
Até a próxima e mandem reviews
