Capítulo Sete
Half Measures
(Meias Medidas)
Charlie se sentou à mesa da cozinha da A Toca, em frente ao lugar que Harry e Ginny normalmente se sentavam. Exceto que nesse domingo, Harry estava estranhamente ausente. Lembrando-se da confusão que tinha gerado há uns dois anos ao perguntar onde Harry estava, Charlie chamou a atenção de Ginny e indicou a cadeira vazia ao seu lado com um movimento de seus olhos azuis, inclinando a cabeça em forma de pergunta. Ginny mordeu o lábio e suspirou, pegando uma colherada de ervilhas de uma tigela próxima e as colocando no pequeno prato em frente ao cadeirão de Albus.
- James está com dragonite. – disse em voz baixa. Olhou para Albus, cuidadosamente usando o dedão e o indicador para colocar ervilhas em sua colher. – Vamos passar a semana aqui.
- Ah. – Charlie pegou um pedaço de carne da tigela que passou por si. – Uh, então, aquela foto no jornal de ontem?
- Foi completamente inocente. – Ginny bufou, cansada de sentir que tinha que se defender dessa maneira.
- Eu sei disso. – Charlie disse. – Só estava querendo saber quando o Profeta virou um fofoqueiro? Eles não publicam algo remotamente desse tipo há quase dez anos.
Ginny riu amargamente.
- É de se pensar que eu saberia que é melhor não dizer para uma escritora de fofocas cair fora. Roger e eu só estávamos conversando antes de o jogo começar, e Romilda Vane fez um comentário que não me agradou. Eu a deixei saber, sem sombras de dúvidas, para guardar seus comentários para si mesma.
- Então, ela inventou esse lixo como vingança, é? – Charlie cortou um pão na metade e o cobriu de manteiga.
O garfo de Ron bateu contra seu prato.
- Espere... Essa não é a mesma Romilda Vane da escola, que encheu uma caixa de bolos de caldeirão com poção de amor...?
- Papai, o que é uma poção de amor? – Victoire perguntou.
Bill fechou os olhos brevemente, pensando no que o esperava, se perguntando se não tinha sido mais fácil para Molly e Arthur por ter tantos garotos.
- Algo que você e sua irmã nunca irão precisar. – respondeu. Que Godric me ajude.
- Por quê? – Maddie perguntou confusamente.
- Por que vocês são filhas de sua mãe. – Bill suspirou.
Fleur limpou a boca de Alexander com uma toalha, antes de responder indignadamente:
- Você prefere que nossos bébés fossem feios?
Bill empurrou uma cenoura para perto de Nicholas, estudando os rostos de seus filhos.
- Não. – respondeu. – Mas acho que vou deixar você esperar que os meninos fiquem velhos o bastante para se interessar em garotas, antes de explicar para você...
- Sim, Ron. – Ginny disse, voltando ao assunto original. – A mesma.
- Achei que ela trabalhasse para o Semanário das Bruxas... – George disse confusamente. – Não para o Profeta.
- Mas é. – Katie murmurou. – Ela é horrível. – o rosto de Katie se contorceu em desgosto. – Se ela não está correndo até o editor com alguma reclamação contra ela, ela está falando para todo mundo quão melhor ela é nisso ou naquilo, ou procura nos corredores por informações sobre pessoas para colocar em sua "coluna". – os dedos de Katie fizeram um movimento exagerados no ar, desenhando aspar ao lado da palavra. – Você devia ver a sala dos funcionários quando ela entra. Fica silenciosa mais rápido que uma sala de alunos do primeiro ano quando a McGonagall entra.
- Isso é impressionante. – Hermione comentou.
- Sim, bem, ninguém quer ver o que dizem em uma revista. – Katie pegou a colher que Jacob e Fred estavam enchendo de purê de batata, preparados para jogá-la em Isabella, do outro lado da mesa. – Nem sequer pensem nisso, vocês dois. – avisou severamente. O lábio inferior de Jacob formou um bico impressionante e os olhos de Fred se encheram de lágrimas. – Não aprenderam que isso não funciona em mim? – perguntou distraidamente para seus filhos. – Mas tentem com seu pai. – Katie adicionou alegremente.
- Isso não é justo, Katherine Patricia Weasley! – George reclamou.
- É perfeitamente justo, George. – Katie não parecia perturbada por George ter usado seu nome todo. – Você sabe que não resiste quando eles fazem bico.
- Uh-oh. Alguém está com problemas. – Percy cantarolou suavemente.
- Cale a boca, Percy. – George rosnou irritadamente.
- Enfim, - Katie disse. – a questão é que Romilda Vane é uma pu... Bruxa vingativa. – terminou suavemente.
- Boa. – Bronwyn murmurou.
- Obrigada. – Katie disse, sorrindo para Bronwyn.
Ginny assentiu, mas manteve os olhos no prato, empurrando a comida sem vontade. Ron olhou ao redor da mesa. Se ele conhecesse Harry tão bem quanto achava conhecer, a fotografia junto com a insinuação tinha acordado a desconfiança profunda de Harry em relação à imprensa. Ron tinha visto a foto no dia anterior. Ginny e Roger estavam sentados lado a lado, um pouco tensamente, sorrindo inquietamente, tentando não olhar diretamente para a câmera. Ron conhecia Ginny bem o bastante para saber que isso tudo tinha a chateado muito mais do que ela demonstrava. Ron sempre considerou Harry muito mais tolerante do que poderia ser com a profissão de Ginny. Quando ela jogava, mesmo que as Harpies fossem um time só de mulheres, Quadribol profissional ainda era um esporte predominantemente masculino. Assim como as pessoas que escreviam sobre o esporte. Harry não era do tipo tão ciumento quanto Ron era, mas Ron sabia que as alegações deviam ter acertado baixo, apesar da segunda manchete que as acompanhava.
Terminou seu almoço sem sentir o gosto e começou a ajudar Molly a limpar a mesa, intencionando escapar um pouco e ir visitar seu cunhado. Viu a oportunidade perfeita surgir quando Molly começou a encher um prato de comida e o cobriu com papel alumínio trouxa.
- Isso é para Harry? – Ron perguntou, indicando o prato.
- Sim. Eu ia pedir ao seu pai para levar mais tarde.
Ron pegou o prato e o equilibrou em uma mão.
- É bastante comida. – comentou. – Acha que ele vai morrer de fome?
- Ele precisa de uma boa refeição. – Molly disse, colocando os pratos na pia.
- Harry sabe cozinhar, mãe. – Ron colocou o prato na parte da mesa que acabara de limpar.
- Dificilmente ele está em posição de se preocupar com isso. – Molly bufou. – Cuidando de uma criança doente.
Ron estudou o prato por um momento.
- Quando você ia pedir para o papai levar?
Molly estudou a comida pensativamente.
- Daqui a pouco.
- Eu levo. – Ron se voluntariou, vendo a abertura que precisava. – Vou agora mesmo. – pegou o prato e foi até o jardim gelado para aparatar para a casa de Harry.
-x-
Harry ergueu os olhos do livro quando ouviu a porta dos fundos abrir. Deixou o livro de lado, olhando para James, que estava dormindo na cama. Ergueu-se e tirou a varinha do bolso em um gesto fluido. Desceu os primeiros degraus, suas costas contra a parede, a varinha segura frouxamente em sua mão. Harry desceu levemente as escadas e murmurou:
- Homenum revelio. – a porta da cozinha brilhou vermelho brevemente, antes de sumir.
- Harry? – a voz de Ron chamou do outro lado da porta. – Eu trouxe comida.
Harry suspirou e abriu a porta.
- Obrigado. – disse cansadamente. – Duvido que eu me daria ao trabalho de abrir uma sopa de latinha.
Ron riu para si mesmo.
- Foi o que a mamãe pensou.
Harry se sentou e tirou o papel de cima do prato, convocando um garfo da gaveta.
- A agradeça por mim?
- Claro. – Ron gesticulou para o teto. – Como está, então?
Harry furou uma garfada de ervilhas.
- Tudo bem, suponho. Não tenho muita experiência com dragonite. Quando Teddy teve, eu estava trabalhando em caso e não estive presente. – lentamente, mastigou as ervilhas e as engoliu, antes de continuar. – A única coisa boa que eu posso dizer é que James dorme bastante, então ele não coça muito.
- Você parece com alguma coisa que Bichento traria do jardim. – Ron disse simplesmente.
A esquina da boca de Harry se ergueu.
- Obrigado, cara. – deu de ombros. – Não dormi muito. Fico acordando para ver a temperatura dele e incentivá-lo em tomar uma poção. – Harry olhou para Ron. – Como está Ginny? – perguntou com casualidade estudada.
- Como sempre. Tentando fingir que isso não a esta incomodando.
Harry comeu mais um pouco, assentindo.
- Sim, ela estava bastante chateada por ter que sair no outro dia.
Ron esfregou o nariz.
- Isso também. – concordou. – Ela está bastante chateada sobre o jornal.
- É... – Harry soltou o garfo. – Eu meio que exagerei. – soltou o ar lentamente. – Tenho muitas memórias de ter que lidar com pessoas assim... – pegou o garfo mais uma vez e voltou a comer. – Foi mais o que Romilda Vane escreveu do que a foto. – balançou a cabeça. – Eu trabalhei tanto para dar aos meus filhos algo parecido a uma vida normal e não quero que a minha vida particular com Ginny esteja na primeira página, droga. – jogou o garfo na mesa. – E quando alguém descobrir que Ginny não está aqui, as pessoas vão formar todos os tipos de conclusões sobre nós, baseado nessa maldita foto! E só vai ficar pior, e esses idiotas vão passar os próximos meses atrás de nós, nos seguindo sempre que formos ao Beco Diagonal. – Harry empurrou o prato para o centro da mesa. – Eu tentei dizer isso noite passada, só que não saiu desse jeito...
- Obviamente. – Ron bufou. – Deixe-me adivinhar... Você viu a foto logo cedo, pensou nisso o dia todo, então conversou com Ginny noite passada, quando os dois estavam muito cansados para lidar com isso propriamente.
Harry se recostou em sua cadeira, apoiando-a nas pernas traseiras, cruzando os braços sobre o peito.
- Talvez.
- Não há "talvez" nisso. – Ron riu. – Eu te conheço. Você ficou pau da vida com essa fofoca o dia todo, aí conversou com Gin, e tenho certeza de que ela se preocupou com isso o dia todo. – Ron abriu as mãos em gesto de quem pesa as coisas. – Combinação perfeita.
- Sim, foi algo assim. – Harry admitiu.
Ron indicou a porta com a cabeça.
- Vá conversar com ela. Eu fico aqui, cuidando de James.
Harry franziu o cenho duvidosamente.
- Eu não sei...
- Vamos ficar bem. – Ron insistiu. – Vá fazer isso agora, enquanto vocês dois não estão completamente exaustos.
- Por que está insistindo tanto para que eu converse com Gin?
- E as pessoas dizem que eu sou desligado. – Ron suspirou. – Se você esperar até hoje à noite para falar com ela, vocês dois vão estar cansados e vão acabar falando algo que não queriam. – explicou pacientemente.
Harry olhou para Ron por vários momentos.
- Quando você ficou tão esperto sobre esse tipo de coisa? – finalmente perguntou.
- Muita prática. – Ron riu. – Suponho que todos esses anos de trocar os pés pelas mãos me ensinaram uma coisa ou duas.
Harry pegou seu agasalho do gancho perto da porta.
- Obrigado, Ron. – começou a abrir a porta, mas parou. – Tem certeza de que vai ficar bem com James?
- Sim. – Ron o incentivou a ir com um gesto das mãos. – Vá.
Harry passou pela porta.
- Te devo uma, cara. – passou pelo portão do jardim e aparatou para A Toca.
-x-
Ginny escapou da sala de estar lotada com um suspiro de alívio. Estava insanamente quente e abafado lá. Não tinha certeza de como Hermione estava aguentando, já que ela estava com oito meses de gravidez. Ginny acenou a varinha para uma das janelas da cozinham fazendo-a abrir, suspirando alegremente quando o vento gelado de março entrava. Foi até a lavanderia deserta e subiu na mesa resistente que havia logo na entrada, deslizando sobre ela até que suas costas estivessem apoiadas na parede. Os olhos de Ginny se fecharam e ela ficou sentada em silêncio, apenas aproveitando o momento para respirar sem sentir pequenas mãos puxarem a barra de seu suéter, ou apertando sua perna. Entre James e Albus, ela frequentemente tinha companhia, não importava o que estivesse fazendo, desde usar o banheiro até tomar banho ou enquanto tentava terminar um artigo para o jornal e um de seus artigos independentes.
Não que trocaria algo de sua vida, mas ocasionalmente Ginny só queria fazer algo tão básico quanto ir ao banheiro sozinha. Sem uma plateia.
Eu devia voltar, pensou com culpa. Suspirando sem se sentir arrependida, os olhos de Ginny se abriram e ela se deparou com a visão de Harry parado em frente a janela da lavanderia. Sentou-se, ofegando, enquanto abafava um grito.
Ginny saiu da mesa e abriu a porta dos fundos.
- O que está fazendo aqui? É James? – perguntou temerosamente.
- Não, James está bem. Ron está com ele. – quando as sobrancelhas de Ginny se ergueram, Harry adicionou. – Ele me levou comida. – Harry gesticulou para o jardim enlameado. – Pode sair um pouco? Para conversar?
Ginny olhou para a sala de estar por sobre o ombro, e saiu pela porta dos fundos sem pensar no assunto. Caminharam até a parede de pedras que separava os estábulos do jardim, nenhum dos dois querendo falar algo enquanto não estivessem longe dos olhos da família.
- Eu não achei que ela fosse insinuar que você e eu estávamos tendo problemas. – Ginny disse, enquanto se apoiava na beirada da parede.
Harry esfregou a nuca timidamente.
- Quero dizer, as pessoas que realmente importam sabem que ela só está falando besteira, certo?
- Sim... – Ginny correu as mãos pelos cabelos. – Não achei pudesse existir alguém que pudesse se aproximar do nível de podridão que Skeeter alcançou. Parece que eu estava errada. – fechou os olhos. – Sinto muito... Eu não deveria ter mordido a isca dela.
- Somos dois. – Harry disse quietamente. – Entretanto, ela demonstrou antes que não está além de ser furtiva e dissimulada...
- Como ela foi selecionada para Grifinória? – Ginny perguntou exasperadamente. – Ela devia ter sido uma maldita Sonserina.
- Ela tem coragem, definitivamente. – Harry sorriu raivosamente. – Vou conversar com Peter Manderly, entretanto; sobre transformar o Profeta em algo que eu não tenho certeza de que deixaria minha coruja usar como banheiro.
- É uma coluna social. – Ginny apontou. – E gostemos ou não, nós somos notícias sociais.
- Olha, Gin, eu acredito que jornais devem ser sobre reportar e comentar o que está acontecendo no mundo. Eu realmente não quero que o Profeta volte a ser aquele lixo controlado pelo Ministério, mas isso atravessou a linha. Manderly publicou isso sem qualquer prova, além da maldita fotografia da Vane. Se alguém sequer se der ao trabalho de olhar para a maldita coisa, está bastante óbvio que nenhum dos dois queria ser fotografado.
- Alguns podem dizer que isso significa que fomos pegos.
- Suponho que sim. – Harry se ergueu. – E as pessoas vão acreditar no que quiserem, também, independe dos fatos a sua frente.
- É a natureza humana. – Ginny se espreguiçou cansadamente e se juntou a Harry ao se levantar. – Veja dessa maneira, semana que vem será outra pessoa.
- Espero que esteja certa. – Harry murmurou. – Eu te acompanho até a macieira. – segurou a mão de Ginny e a guiou de volta para a casa.
- Como James está? – Ginny perguntou.
- Oh, ele está dormindo bastante. Aquela poção para febre o faz dormir na hora.
- Ainda está misturando no suco?
- Não. No leite. Ele estava começando a perceber que o suco estava mais grosso que o normal. Se você coloca no leite, a textura não muda tanto. Bebe de uma vez.
Os dedos de Ginny roçaram o rosto de Harry.
- Você não parece ter dormido muito.
- Estou bem. – Harry afirmou. – Mais alguns dias, e acabará.
- Eu devia estar lá. – Ginny suspirou.
- Gin...
- Eu sei... Não posso.
Harry parou atrás da macieira e ergueu o rosto de Ginny.
- A gente se fala amanhã, está bem? – perante o assentir de Ginny, Harry passou os braços ao seu redor. – Sinto muito se te chateei noite passada...
- Eu também. – Ginny escondeu o rosto na frente do agasalho de Harry.
Harry deixou seu rosto descansar sobre a cabeça de Ginny por um momento.
- É melhor voltar antes que percebam que você saiu.
Relutante, Ginny soltou Harry, se virou e caminhou de volta para a casa.
-x-
Ginny ergueu o pequeno abajur sobre o berço, estudando as bochechas coradas de Albus. Correu a ponta de um dedo pelo rosto dele, procurando pelas bolinhas que poderiam significar dragonite. Se Albus ainda estivesse saudável no dia seguinte, então não teria de se preocupar com isso. Se ele fosse ter dragonite, seria alguns dias depois de James. Até então, a pele dele ainda estava suave e fria ao toque. Ginny soltou o ar lentamente e se sentou na pequena cadeira de balanço ao lado do berço.
- Ele está bem? – Molly perguntou.
Ginny assentiu. Começou a se balançar, observando Albus dormir.
- Eu me lembro que na noite em que James nasceu, o colocaram em meus braços, e naquele instante tudo em que eu acreditava mudou. – Ginny olhou para Molly e lhe deu um sorriso torto. – Eu nunca entendi completamente o que você queria dizer quando falava que faria qualquer coisa para nos proteger, até mesmo matar. – disse quietamente. – E quando eu segurei James pela primeira vez, eu sabia que faria a mesma coisa, se isso fosse o manter seguro.
- Você não pode protegê-los de tudo. – Molly repreendeu gentilmente. Conjurou uma cadeira para si mesma e se sentou. – É frustrante vê-los ficar doente, não é?
- Inacreditavelmente. – Ginny respondeu.
- Era o único momento em que eu me sentia impotente como mãe. – Molly disse. – Lutar contra bruxos das trevas me permitia fazer alguma coisa.
Ginny afundou na cadeira.
- Sim. E com isso, tudo o que posso fazer é observar. Isso não é exatamente protegê-lo, é?
Molly indicou a barriga inchada de Ginny.
- Você está protegendo o bebê. E Albus.
A mão de Ginny se espalmou em sua barriga.
- Eu fico pensando se havia algo que eu poderia ter feito para evitar...
Molly balançou a cabeça.
- Às vezes, você pode fazer tudo no que conseguir pensar. Mas não é o bastante. – disse pensativamente.
Ginny abriu a boca para perguntar a sua mãe sobre o que ela estava falando, mas então a fechou, voltando sua atenção para Albus para esconder sua expressão. Sabia que Molly estava falando de Fred.
Molly se balançou brevemente.
- Certo, então. Eu vou me deitar. Avise-me se precisar de algo.
- Claro. – Ginny aceitou o beijo de sua mãe e a observou sair do quarto. Virou-se para o berço e passou uma mão entre as barras, acariciando o cabelo de Albus.
- Espero que você nunca tenha que fazer algo assim. – murmurou. – Nenhum de vocês.
Continua...
