Oi gente, aqui é a Lia Collins. O Dark deixou esse capítulo comigo antes de ficar sem internet e me pediu para postá-lo depois da betagem. Ele tbm me disse que irá em uma Lan House me mandar os próximos capítulos, mas só fará isso quando tiver uma boa quantidade de capítulos prontos para n ter q ir nessa Lan House direto. Então teremos que aguardar.

Nesse capítulo, uma personagem muito especial faz sua primeira aparição. Ela ainda dará muito o que falar. Rsss!

Sem mais delongas, o capítulo!


Capítulo 7

As Sombras do Passado Voltam

Já havia se passado 5 meses desde que conhecera Sam, a vida não podia estar mais perfeita, as férias dos dois havia acabado e estavam cada um com sua rotina, porém, mesmo assim, se viam todos os dias. Aquela era uma bela sexta que tinha começado ensolarada, mas que parecia que se tornaria chuvosa, dava para notar que aquele clima perfeito era uma isca fácil para a tempestade que viria tentar estragar seu esplendor.

O moreninho estava na biblioteca onde Castiel trabalhava, fora pegar alguns livros para os estudos do último ano da faculdade e aproveitara para conversar:

-Então você se forma esse ano? - perguntou o Novak procurando os livros pedidos pelo Vantouch.

-Sim.

-Está ansioso? - Castiel pegou um livro e mostrou a capa para Patrick, que olhou para uma lista e logo o tomou em suas mãos.

-Sim, estou ansioso, muito, na verdade. - respondeu o mais novo rindo.

-Você está em qual faculdade mesmo? - o moreno mais velho achou mais um livro e entregou ao outro.

-Na Indiana University South Bend. - retrucou o namorado de Sam enquanto pegava o livro e colocava próximo aos outros 3 que tinha ali.

-É uma boa universidade! Agora falta só mais um? - o dono dos olhos azuis olhou para o Vantouch, que concordou.

-Eu acho que o último livro é aquele ali em cima. - falou meio incerto, mas o nome na capa era igual ao da lista que o professor tinha lhe dado.

-Bem, vamos ver. - o anjo de Dean subiu em uma escadinha e pegou o livro, o qual estava muito alto, entregou para o mais baixo, que deu um sorriso ao ver que estava certo. - Está na hora de fechar, pelo jeito você é meu último cliente. - ele falou rindo.

-Bom, eu acho que não sou mais. - replicou o Vantouch vendo um rapaz entrando pela porta.

-Tomara que não demore, tenho que buscar Lia e depois ir no mercado. - falou Castiel virando os olhos e sorrindo enquanto marcava os livros que Patrick levaria.

-Bem, obrigado e até mais. Manda um beijo para a Lia por mim. - o moreninho foi saindo da biblioteca sorrindo, olhou para o céu e viu as nuvens escuras, teve um mal pressentimento.

Ele entrou no carro e foi direto para casa, não viu que uma pessoa o olhava distante. A primeira coisa que fez ao chegar em seu lar foi organizar suas coisas, Sam era igual a um furacão, em todos os sentidos, onde passava deixava um rastro, adorava isso no moreno mais alto. Pelo que Castiel disse, isso era de família. Logo o Winchester chegou e a casa voltou a ficar desorganizada, mas, dessa vez, com a ajuda do moreno mais baixo, que não se arrependia nada de ter bagunçado tudo de novo.

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O cliente não demorou muito para achar o livro que queria, o que deixou Castiel contente. O moreno de olhos azuis buscou a filha e os dois seguiram ao mercado. Quando chegaram, a garotinha já foi correndo pegar um carrinho de compras, o Novak sorriu da empolgação da filha em tentar ajudar e eles seguiram entre as prateleiras pegando o necessário.

-Pai, não podemos esquecer da torta! - exclamou a menina.

-Bem, a senhorita sabe onde fica, não sabe? Então você poderia ir buscar para o papai? - perguntou olhando para a filha, que sorriu.

No momento em que a garotinha acenou com a cabeça e começou a andar em direção ao corredor onde ficavam as tortas, uma pessoa saiu das sombras, seus passos eram decididos.

-Ora... ora... você é o namoradinho do Dean? - falou em tom seco. Castiel estava de costas, mas se virou ao ouvir a voz de uma mulher de vestido vermelho com o cabelo solto.

-Esposo! - falou ao ver quem era.

-Não acredito que ele me largou para ficar com você. - falou a morena olhando com desdem para o Novak.

-Pensei que vocês não estivessem juntos há um bom tempo quando ele começou a namorar comigo! - falou o outro com cara de poucos amigos.

-Bem, nós não estávamos mais juntos, mas poderíamos ter voltado se você não tivesse feito isso com ele. - retrucou Lisa azeda e com raiva do outro.

-Isso o que? - o moreno indagou porque não entendeu nada do que aquela mulher falou.

-Feito ele virar um gay! - respondeu com asco.

-Eu não fiz ele virar nada, você está muito desinformada. Se ele está comigo é porque ele quis. - Castiel estava se controlando para não ofender aquela mulher.

-Não acredito nem um pouco nisso! Ele nunca gostou de homens, me lembro que ele tinha até nojo de gays. - alfinetou a Braeden tentando afetar o moreno de olhos azuis.

-Então por que ele casou e teve uma filha comigo?

-Grandes coisas, eu tenho um filho biológico com ele e não uma garota adotada. - falou com escárnio.

-Um o que? - questionou o bibliotecário perplexo querendo acreditar que tinha escutado mal.

-Eu tenho um filho biológico com Dean. - Lisa percebeu que isso afetou o outro e acrescentou. - Coisa que você nunca poderá dar a ele, um filho biológico. Você nunca poderá fazer ele realmente feliz.

-Isso é mentira. - Castiel estava pronto para deixar uma lágrima cair.

-O que foi? A realidade caiu na sua cabeça? Você está tirando o pai de um garoto sabia? Isso é algo horrível. - rebateu a mulher se fazendo de vítima no final.

-Ora... eu não estou tirando nada de ninguém. - o Novak não se mostraria fraco diante daquela víbora.

-Ah, está sim, sua bic... - Lisa foi interrompida pela voz de uma menina.

-Papai, achei torta de limão e de maçã, qual a gente leva? Não consigo decidir qual levar. - falou a garotinha Collins inocentemente, não percebendo o clima tenso entre os dois.

-Então vamos levar as duas, minha filha, vamos. - o moreno pegou as tortas da mão da filha, as botou no carrinho e saiu de perto daquela mulher.

Em seguida, ele foi até o caixa, pagou e deixou o supermercado o mais rápido possível. O bibliotecário não aguentaria olhar mais para a cara daquela mulher, não podia deixar transparecer o nervosismo para a filha, tinha que cuidar o trânsito. Ainda no mercado, uma morena de vestido vermelho estava com um sorriso que não sumiria tão fácil.

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Já era noite, parecia que choveria a qualquer momento, era uma noite sem estrelas, as nuvens pareciam não querer dividir espaço com nada que não fossem elas, a única luz permitida parecia ser a dos relâmpagos e raios que elas criavam.

Sam ligou para uma pizzaria e pediu uma pizza para ele e seu moreninho, nenhum dos dois estava com vontade de cozinhar nada, só queriam ficar juntos, agarradinhos. Enquanto esperavam a comida, os dois namoravam no banho, não viram o tempo passar, logo ouviram o som do interfone. Sam se secou, pôs a toalha na cintura e foi até o interfone. Era o entregador, então ele apertou um botão para que o portão abrisse e esperou que o rapaz chegasse logo até a porta. Assim que ouviu as batidas, ele a abriu.

-Quem é você? - perguntou o entregador olhando o Winchester de cima abaixo.

-Meu nome é Sam. - o irmão de Dean não entendeu por que tinha que se apresentar para o entregador, mas era educado e o fez.

-É o dono da casa? - o entregador perguntou.

-Não, essa casa é do meu namorado. - Sam não estava entendendo nada, que tipo de entregador era ele que fazia um interrogatório para os clientes? Além de não ter nadinha que indicasse que trabalhava em uma pizzaria, normalmente entregadores tinham o símbolo da pizzaria em uma parte da roupa mas esse não.

-Qual é o nome do seu namorado? - o suposto entregador parecia muito curioso.

-Patrick. - ainda não estava entendendo nada, por que ele precisava saber tudo aquilo?

-Patrick Vantouch? - o entregador indagou e o Winchester achou estranho que ele soubesse o nome de seu namorado.

-Sim, esse mesmo. Como você sabe disso e porque está fazendo tantas perguntas? - Sam finalmente chegou ao limite da sua paciência e resolveu descobrir o que tinha de errado com aquele entregador.

-Ele não pode ser seu namorado, ele é meu namorado! - exclamou o rapaz furioso.

-Que? Como assim, seu namorado? - que brincadeira era aquela?

-Ele é meu namorado, não sei por que está assim tão espantado. - retrucou o entregador, deixando o Winchester confuso, quem era aquele imbecil?

Sam estava demorando muito com a pizza, o moreninho vestiu um roupão e foi até a porta, estava distraído tentando arrumar o roupão que pegara; era de Sam, então ficava muito grande em si; quando ouviu seu namorado discutindo com alguém, que tinha uma voz muito conhecida.

- ERIK! - o berro do outro foi seguido de um raio que cortou o céu e um trovão poderoso que incrivelmente parecia sincronizado com o moreno mais baixo.

-Espera, esse aqui é o Erik? - Sam estava espantado com tudo, o ex-namorado do moreninho estava ali na sua frente, o rosto do mais baixo mostrava ódio puro.

-Amorzinho, quem é esse grandão seminu aqui? - o loiro de olhos azuis que ainda segurava a caixa de pizza olhava para o Vantouch como se não entendesse nada.

-Amorzinho? Amorzinho? Como assim "amorzinho"? Erik, como você ousou me procurar? E como raios me encontrou? - o moreninho foi até uma mesinha e se escorou, aquele cretino não podia estar ali.

-Eu sou seu namorado, eu posso vir aqui ver você, isso é normal. E eu tive a sorte de te ver saindo de uma biblioteca e te segui até aqui. Depois paguei o verdadeiro entregador para dar a pizza a você no lugar dele. – explicou o loiro como se tivesse alguma razão e com um sorriso travesso nos lábios.

-Meu namorado? Você é só alguém do meu passado que podia muito bem nunca ter voltado! E nunca mais ouse me seguir! - falou o mais baixo com ódio saindo pelos poros, Sam pensou que, se ousasse se mexer, seria esmagado pela fúria do namorado, pois o ódio do outro era palpável, nunca vira o namorado com raiva, nunca, e agora via uma explosão de ódio do mais baixo, isso era esperado, ver aquele sujeito que o magoou ali agindo como se nada tivesse acontecido estava o enfurecendo também.

-Alguém do seu passado e do seu presente, amor. - Sam não viu como, mas Patrick não estava para brincadeira, foi só o outro falar "amor" e logo caiu no chão e vários cacos de vidro estavam ao seu redor, o moreninho tinha tacado um vaso no loiro.

Sam se aproximou do namorado para acalmá-lo, o moreninho aceitou seus braços, mas logo uma voz soou chamando a atenção dos dois.

-Que coisa feia, hein, Pat? Você sempre disse que odiava traição e está aí, me traindo com esse alce, que coisa feia! - Erik continuava se fazendo de sonso quanto ao passado.

-Olha aqui, seu filho da puta, sai dessa casa agora ou eu vou te tirar daqui a força! - O Winchester estava furioso com o outro e o chamar de alce, jura? Só seu irmão e seus amigos podiam incomodar ele com esse apelidinho e mais ninguém.

-Você é quem deveria sair daqui, você não precisa estar aqui. - Erik não estava medindo esforços para deixar os dois com raiva.

-Ora seu... - Sam não terminou de falar, nem de se mexer e viu uma mesa pequena de madeira e vidro voando em direção a porta.

-Vai para o quinto dos infernos, que é o teu lugar, Erik! - vociferou o moreninho quando viu o outro desviar da mesinha que jogara.

-Nossa, nervosinho, isso é jeito de receber seu namorado? - Sam ficou com mais raiva, foi na direção do loiro e desferiu socos na cara do outro que tentou se defender, mas fracassou retumbantemente.

-Agora sai daqui e não volta mais! - esbravejou Sam.

-Ok, ok! Sei quando desistir. - falou o outro. Ele não desistira coisa nenhuma, perdera a batalha, mas não a guerra. Sem falar mais nada, ele saiu da casa com arranhões e hematomas.

-Como ele pode ter voltado? Por que ele voltou? - o moreninho se sentou no chão, estava chorando, estava nervoso.

-Se acalma, amor. Ele deve ter voltado apenas para te infernizar, para te deixar assim. - o Winchester passava as mãos no cabelo do namorado tentando acalmá-lo.

Os dois ficaram sentados no piso por alguns minutos, o Vantouch estava nervoso, Sam estava nervoso e perplexo com a ousadia do outro, se levantou, ia até a cozinha pegar água para o namorado, quando ouviu alguém bater na porta, o loiro devia ter voltado, já ia abria porta pronto para dar mais uns socos no maldito e chamá-lo de tudo que podia quando viu uma garota.

Ela devia ter 1,73 de altura, tinha uma cintura fina, coxas grossas, seios fartos marcados pela camisa com o desenho do Superman e usava um short jeans escuro e uma bota preta de salto alto, tinha cabelos loiros compridos que iam até o meio das costas e estavam soltos com um enfeite de morcego do Batman pequeno, os olhos azuis esverdeados marcados pelo lápis negros. A garota deu um sorriso que logo sumiu ao ver o moreninho no chão.

-Pat, você está bem? - perguntou a loira vendo o velho amigo ainda chorando.

-Você por aqui? Pensei que estivesse viajando. - falou o moreno mais baixo dando um pequeno sorriso.

-Eu decidi vir e parece que em uma péssima hora, não é? - a loira parecia preocupada.

-Você nem imagina o quanto, mas logo passa. - falou um pouco mais calmo, a amiga sempre o fazia se sentir melhor.

Sam ficou vendo a cena, não sabia quem era a loira, sinceramente, não sabia mais nada.

-Sam, eu acho que te falei de uma amiga minha, aquela que eu conheço desde criança? - falou olhando para o namorado que ainda estava só de toalha.

-Oh, sim, Gabriele Castro? - não lembrava direito do sobrenome da amiga do namorado.

-Gabriele Bastos, amor. - falou Patrick rindo do erro do namorado.

-Oh, então ela é a grande Gabriele Bastos, eu estava louco para te conhecer! - Sam apenas apertou a mão da garota que riu do jeito do outro, que notou que estava pouco vestido.

-Sim, sou eu. - a loira olhou pela sala vendo a sujeira.

-Eu vou no quarto já volto. - falou Sam sumindo rápido atrás de roupas.

-O que aconteceu aqui? - perguntou a jovem.

-O Erik voltou, Gabi. E veio aqui fingindo que nada aconteceu, disse que eu tava traindo ele e fez cenas idiotas. - explicou o Vantouch com os olhos fechados.

-Você está brincando, não é? Só pode! Como ele pode voltar, depois daquilo? - a garota odiava o loiro.

-Não sei, mas voltou. - falou enquanto se levantava.

-Bem, pelo jeito, ele não saiu daqui da mesma forma que apareceu. - falou a garota apontando para os pedaços da mesa e do vaso que foram atirados no loiro.

-Não aguentei, o cinismo dele me deixou pirado, nem pensei, apenas atirei nele. - falou rindo da imagem da mesa voando.

-Jura que tinha que ser o vaso e a mesa que eu tinha te dado? - perguntou a grota se fazendo de triste.

-Oh, desculpe! - tinha esquecido o fato de que a amiga tinha dado para ele aqueles objetos.

-Sem problemas! Só me diz que machucou ele para eu achar que aquele dinheiro não foi desperdiçado. - falou rindo.

-O vaso fez ele cair no chão, mas o desgraçado desviou da mesa. No entanto, por pouco ela não bateu na cabeça dele. - explicou Patrick meio triste por não ter acertado.

-Eu queria ter visto isso. - retrucou a garota rindo.

-Bem vou pôr uma roupa, não posso ficar de roupão a vida toda, depois vou querer saber tudo que você fez enquanto estava fora.

-Ok. - falou a loira enquanto se sentava no sofá.

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Dean chegou em casa, mas não encontrou o esposo, coisa rara de acontecer. A filha estava vendo TV com Johnny, como sempre. Então, perguntou para a menina:

-Oi, filhota, onde está seu papai?

-Oi, pai. Papai disse que queria ficar sozinho no quarto um pouco, ele ficou estranho depois que a gente saiu do mercado. - falou a menininha.

-Mesmo? Mas o que aconteceu? - Dean ficou preocupado.

-Não sei, ele me pediu para buscar suas tortas e, quando eu voltei, ele estava conversando com uma mulher morena. Depois disso, ele ficou diferente. - falou ingenuamente.

-Bem, vou lá em cima ver o que aconteceu então. - o loiro deu um beijo na cabeça da filha e subiu as escadas rapidamente.

Quando chegou no quarto, o que viu o deixou preocupado. Castiel estava chorando. Angustiado, ele sentou ao lado do esposo na cama e indagou:

-O que aconteceu, anjinho? - Dean não entendia por que aquilo.

-Dean, você teve um filho com a Lisa? - perguntou ele chorando.

-Que? - espera aí, que história era aquela?

-Eu encontrei a Lisa no supermercado hoje e ela disse que vocês tiveram um filho, que eu te fiz virar gay, que eu estou privando o filho dela da presença do pai e que eu nunca poderei te fazer realmente feliz por não poder te dar um filho biológico como ela pode. - esclareceu o moreno chorando.

-Como assim, ela teve um filho comigo? Eu e ela nunca transamos sem camisinha e, pelo que eu lembro, ela engravidou depois que eu já estava com você, anjinho. Ele não pode ser meu. E, como assim, você não pode me fazer realmente feliz? Você já me faz feliz, Cass. E a Lia é nossa filha. Não é por que você não pode parir que me faz uma pessoa triste, Lisa enloqueceu! - Dean rosnou a última parte.

- Jura que ele não é mesmo seu? - Cass não suportaria perder o marido, muito menos para alguém como Lisa.

-Juro, Cass! Se for necessário, eu faço teste de DNA para mostrar para ela que não sou o pai dele! - retrucou o loiro com raiva da morena.

-Eu acredito em você, Dean. - falou Castiel parando de chorar.

-Aquela mulher não vai sair impune por causa disso. - Dean falou e se levantou.

-Que? Onde você vai? - perguntou o moreno de olhos azuis preocupado.

-Atrás dela! Ela vai ouvir umas poucas e boas para aprender a não mexer com quem eu amo! - falando isso, o Winchester saiu do quarto, desceu as escadas depressa e logo o estrondo da porta foi ouvido, seguido pelo ronco do Impala.

Dean não dirigiu muito, logo encontrou a morena sentada na praça despreocupada, então saiu do carro e foi na direção dela, que estava distraída. Quando parou atrás da Braeden, ela se virou com os olhos arregalados vendo que a expressão do loiro não era muito contente.

-Dean... - ia falar algo, mas foi interrompida.

-Quem você pensa que é para incomodar meu esposo? Como você pode saber se sou feliz? E que loucura é essa de eu ser pai do seu filho? Pelo que eu lembro, você engravidou depois de termos terminado! - falou com raiva.

-Pelo visto, alguém soltou a língua. Bem, eu sei que você não é feliz com aquele homem porque você não pode ser feliz com ele. E sobre o Ben, ele é a sua cara. - falou calmamente.

-Se for preciso, eu faço um teste de DNA para provar que não sou o pai do seu filho! E por que não posso ser feliz com o Cass? - Dean estava perdendo a paciência.

-Não precisa, eu sei que ele é seu filho. E você não pode ser feliz com um homem! Por que você me trocou por ele? - retrucou a morena assustada, o teste de DNA não estava nos seus planos.

-Eu não te troquei por ninguém, quando a gente terminou, eu nem gostava dele ainda. - exclamou exaltado, apenas olhando para a morena já sentia nojo.

-Mas eu ia tentar te reconquistar, nós poderíamos ser uma família, no entanto, ele te tirou de mim! - replicou Lisa começando a chorar.

-Ele não me tirou de você! Eu não queria mais você! - falou frio, não se importando com o choro da mulher.

-Por que não poderíamos ser felizes? - perguntou se ajoelhando aos pés de Dean e segurando a camisa do loiro.

-Por que eu não consigo amar você e eu não poderia amar alguém que faz joguinhos com os outros. - falou tirando as mãos da outra de si.

-Eu posso mudar. - falou como se isso fosse algo fácil.

-Não adiantaria nada! Entenda uma coisa de uma vez, Lisa, eu amo o Cass e não o trocaria por ninguém, muito menos por você! Nós dois é passado! Cass é o meu presente e será o meu futuro! - exclamou o mecânico virando as costas e ouvindo a outra berrar.

-Você vai ser meu, ESTÁ ME OUVINDO? VOCE VAI SER MEU!

-Então dorme, Lisa, pois apenas nos seus sonhos eu serei seu! E fica longe do meu esposo ou eu não me responsabilizarei pelos meus atos! - rebateu Dean antes de entrar no Impala e dar partida.

A mulher ficou furiosa e parada no lugar onde estava, lágrimas ainda caíam de seus olhos, eram lágrimas de raiva de um moreno de olhos azuis. Ela resolveu sair dali, tinha que se recompor.

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-Tá, agora me conta: Por onde você andou e o que fez esse tempo fora? - o moreninho estava limpando a sujeira que ele mesmo fizera no chão enquanto conversava com a amiga.

-Eu fui para New York, mas voltei, não tinha muita graça naquela cidade. - respondeu a loira como se fosse só isso.

-O que você aprontou por lá? - perguntou Patrick sabendo que tinha algo mais na história.

-Me envolvi com uma garota e a safada me traiu. - confessou Gabriele olhando para o lado e rindo, o amigo a conhecia bem.

-Nossa, mas como você me achou? - ele pôs os últimos caquinhos em um balde de lixo que Sam trouxera .

-Sua mãe e 2 taxistas: um péssimo e um ótimo. - falou rindo.

-Como assim? - perguntou o Winchester aparecendo atrás do mais baixo.

-Depois que a mãe do Pat aqui me deu o endereço, eu peguei um táxi, o cara me levou para tudo que é lugar, mas não conseguiu me trazer aqui. Quando cansei do passeio turístico forçado, eu o paguei e peguei outro, que, em minutinhos, me trouxe aqui. - esclareceu a loira apontando para o chão no final.

-Essa é uma boa história. - falou Sam rindo.

-Você ri, mas não sabe como eu fiquei entendiada por quase uma hora naquele táxi. - falou Gabi se fazendo de brava.

-Nossa! 1 hora? Eu não acredito que você ficou 1 hora em um táxi! - falou o moreninho rindo.

-Fiquei, ao menos o papo do cara era bom, pois me distraiu enquanto estávamos a sua procura. - retrucou a loira rindo.

-O que importa é que você chegou. Está hospedada em algum hotel? - perguntou o Vantouch.

-Oh, sim, eu deixei até minhas malas nele. - respondeu dando um sorriso.

-Se não tivesse hospedada ainda, poderia dormir aqui. - replicou Patrick fazendo uma carinha triste.

-Agora me senti mal por ter deixado minhas coisas lá, mas não tem problema, eu vou voltar amanhã, a gente vai se ver muito agora, pois vou passar uns tempos em Lawrence. - a loira recebeu um sorriso enorme do amigo ao falar isso.

A garota olhou o relógio e viu que já estava tarde, tinham ficado um bom tempo conversando.

-Bem, tenho que ir, Pat. Nos vemos amanhã? - perguntou esperançosa.

-Pela manhã, não, mas a tarde pode ser. - retrucou sorrindo.

-Bom, tchau então.- concluiu Gabi rindo e abraçando o amigo.

-Tchau, você não sabe como foi bom te ver. - falou o moreninho se soltando do abraço.

-Tchau, Sam. - a garota falou rindo do mais alto, que estava distraído.

-Oh, tchau, foi um prazer te conhecer. - respondeu o Winchester constrangido.

-Também foi um prazer te conhecer. - ela acenou e foi em direção a porta sendo seguida pelo mais baixo até o portão, pois ele queria se certificar de que agora seria fechado.

Pouquíssimos minutos depois, o Vantouch estava de volta e feliz, Sam ficou animado em ver que ele não pensava mais na visita anterior e não desejada.

-Sabe, eu posso ficar com ciúmes dela com você. - ele comentou.

-Não precisa, bobo. Ela gosta de garotas e eu gosto de um homem alto, moreno, forte, de olhos azuis esverdeados que, aliás, está na minha frente. - retrucou Patrick, indo até o namorado e dando um beijo nele.

-Acredito em você. - falou Sam rindo e indo com seu moreninho para o quarto.

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-Amor, onde você estava? - perguntou Castiel aflito ao ver seu marido finalmente chegar em casa.

-Eu fui atrás da Lisa. - respondeu Dean ainda um pouco nervoso.

-E o que você falou para ela? - o moreno estava preocupado.

-Umas verdades e a mandei ficar longe de você também. Ah, pelo jeito dela, eu não sou mesmo o pai do Ben. Ela só falou aquilo para te afetar, anjo. Você não devia levá-la a sério. - respondeu o loiro sentando na cama.

-Ok. Prometo não deixar mais isso acontecer, amor. Você é meu e ela nunca mudará isso. - o moreno concordou, foi até as costas do marido e começou a fazer uma massagem.

-Exatamente! Mas, e a nossa filha? - perguntou o Winchester.

-Dormindo. - exclamou o Novak.

-Huumm. - gemeu o mecânico com a massagem que o esposo fazia em si.

O moreno tirou a camisa do loiro e passou a massagear as costas inteiras com a mãos e o pescoço com boca. Dean gemia pelo toque do seu anjo em si.

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-Garçom, me serve mais um. - falou o loiro sem paciência nenhuma.

O garçom nada falou, apenas serviu mais uma dose de tequila para o cliente. Depois de ser quase acertado por uma mesa e ter levado uns bons socos do namorado brutamontes de seu ex, Erik foi para um bar encher a cara, não esperava uma festa de boas vindas depois do que fizera, mas também não imaginava aquilo tudo, e muito menos que Patrick tivesse seguido em frente.

Ele já ia pedir mais uma dose quando viu uma morena de vestido vermelho entrar no bar, os olhos meios inchados mostrava que tinha chorado, a cara fechada mostrava raiva e tudo isso indicava que ela tinha brigado com alguém. Ironia do destino, era o único nome que ele poderia dar para o fato de duas pessoas que acabaram de sair de uma briga irem parar mesmo bar. A morena se dirigiu para o balcão e, quando ia pedir, foi interrompida.

-Garçom, mais uma dose para mim e uma para a moça. - falou o Marsten.

-Obrigada. - agradeceu a Braeden.

-Dá para ver que você também está com problemas e nada melhor do que bebida para ajudar. - falou o loiro rindo.

-Verdade, nada melhor do que tequila para ajudar a esquecer os problemas. - concordou a mulher dando um sorriso.

-Meu nome é Erik Marsten e você? - indagou o loiro .

-Lisa Braeden. - respondeu a morena pedindo mais uma dose.

-Qual problema você precisa esquecer, senhorita Braeden? - perguntou Marsten.

-Meu ex-namorado. Eu gosto muito dele, mas ele me trocou por um cara. E você? - ela explicou com ódio na voz.

-Bem, vamos dizer que eu pensei que poderia ter uma pessoa de volta, mas essa pessoa já está com alguém. - ele retrucou com indiferença.

-Esses machucados foi ela quem fez? - questionou Lisa olhando para alguns cortes.

-Na verdade, é ele. E ele apenas atirou coisas em mim. Foi o atual namorado dele que me machucou. - replicou Erik rindo.

-Mais um gay, fala sério! - exclamou a morena olhando para cima, como se falasse com alguém.

-Nossa, que tocante! Eu sou bissexual, na verdade. - falou olhando a mulher como se ela também não fosse grandes coisas.

-Bem, isso não muda nada.

-Engraçado, você queria o seu namorado de volta, mas ele está com um cara, então ele é bi. - devolveu o loiro com um sorriso vitorioso.

-Bem, ele é outro caso. - retrucou enquanto chamava o garçom para pedir mais uma dose.

-Você vai ficar bêbada assim. - falou observando que a outra não parava de beber.

-Essa é a intenção! E você, depois de apanhar assim, não está bebendo tanto quanto eu por quê? - replicou Lisa e o outro chamou o garçom também.

-Bem, isso é o inicio de uma bela amizade! - falou o loiro rindo.


Nota final padrão de Darkside Collins:

Gostaram? Se gostaram, deixem review e, se não gostaram, também. Não dói, não passa doença e ainda faz do meu dia melhor, então deixe review pra mim.