Capítulo VII
Seguiu-se um momento de silêncio.
- Pedir a mão... da minha filha? – repetiu o homem, de sobrancelha arqueada.
- Bom, sim. – confirmou-lhe James.
- James já me pediu em casamento, é claro, mas ele queria muito a vossa aprovação. – disse Lily, rapidamente.
O Sr. e a Sra. Evans se entreolharam, como sempre faziam. Era como se conseguissem ler o pensamento um do outro através de uma simples troca de olhar.
Foi a mãe de Lily quem falou.
- Devo dizer que... – ela sorriu. – nada me faria mais feliz. Vocês têm nosso apoio.
O rosto de Lily se iluminou.
- Sério? – os pais confirmaram com a cabeça – Mas isso é ótimo!
Lançou-se sobre os pais, abraçando-os, e logo depois foi dar um beijo em James.
- Nada dessas trocas de carinho na minha frente, ok? – disse o Sr. Evans, embora sua expressão fosse divertida.
Os pais da garota deixaram o casal a sós, para conversar.
- Bom, agora nada mais nos impede de ser feliz. – comentou James.
- Acredite, mesmo se eles não aprovassem você, eu fugiria, e nós casaríamos escondido.
Ele espantou-se
- Você fazia isso por mim? – perguntou-lhe, surpreso.
- Isso e muito mais, James. – ela riu. – Esqueceu que eu amo você?
- Hum, eu acho que me relembrar isso de vez em quando não me faria mal.
Os dois riram.
James olhou as horas.
- Caramba, tenho que ir, Lily, já é tarde. Eu vou indo.
- Mas amanhã é domingo, nós não trabalhamos.
- Eu sei, mas não quero abusar da boa vontade dos seus pais. – sorriu-lhe.
Foram até à cozinha, onde James se despediu dos pais de Lily.
- Ainda é cedo, fica mais um pouco. – disse a Sra. Evans.
- Em outra ocasião, talvez. Mas obrigado, de qualquer forma.
Lily acompanhou-o até à saída.
Despediram-se com um beijo rápido e um breve sorriso, por parte de ambos.
- Fez uma ótima escolha, minha filha. – comentou a mãe dela, quando voltou à cozinha. – Ele é um excelente rapaz.
Lily sorriu. Concordava com a mãe.
...
Nos dias que se seguiram, James e Lily dedicaram-se aos preparativos para o casamento. Jogaram-se de cabeça na hora de escolher ramos de flores, modelos de convite e decorações para a festa.
O que mais deixava Lily feliz era o fato de James não se preocupar com a opinião comum, de que tudo aquilo era coisa de mulher, e ajudá-la a preparar o casamento. Mais do nunca, sentia que estavam os dois no mesmo barco.
O único momento em que não fizeram suas escolhas juntos foi na hora de escolher o que vestiriam.
Lily levou Alice com ela até uma loja de vestidos, no intuito de comprar um para si.
- Em que tipo de vestido você está pensando? – perguntou a amiga.
- Sabe que eu não sei? Estava querendo apenas experimentar alguns, entende? E ver qual ficaria melhor.
Alice deu de ombros e sorriu.
- Bom, mãos à obra, então!
Por fim, ficaram horas dentro da loja. Lily não conseguia decidir que vestido queria. A maioria deles parecia assentar-lhe perfeitamente, mas ela nunca se dava por satisfeita.
A dona da loja pôs-se à disposição de ambas. Era uma mulher já de idade, com os cabelos grisalhos e doces olhos de uma tonalidade castanho-chocolate. Seu sorriso emanava bondade.
- Posso ajudá-las, queridas? – perguntou-lhes.
- Acho que sim. Estávamos querendo um vestido, mas ainda não encontramos nenhum que agradasse.
- E para qual das jovens é? – perguntou, olhando de Alice para Lily.
- Para mim. – respondeu Lily, sorrindo.
- E você, mocinha? – perguntou a senhora para Alice.
Esta corou.
- Ah, não. Eu... não vou casar. Não agora.
- Entendo. – levou-as até outra 'arara', com vestidos que elas ainda não tinham visto. – Dêem uma olhada. Se gostar de algum, sinta-se à vontade para o experimentar, certo?
Lily confirmou com a cabeça. Tinha separado alguns que lhe agradaram e estava disposta a testar todos.
A ida aos provadores foi um fracasso. Lily encontrava motivos para reclamar de todo e qualquer vestido. Eram todos justos demais, demasiado largos, pouco caprichosos ou exageradamente enfeitados.
Alice suspirou, cansada.
- Vamos lá, Lily, tem que ter algum que seja do seu gosto!
Ela fez uma careta.
- Não sei, não. Eu não me sinto bem dentro de nenhum deles...
Sua amiga olhou as horas e suspirou novamente. Passaram a tarde inteira dentro da loja para nada! Lá fora, já anoitecia, e logo teriam que ir embora.
Já estavam sem esperanças quando a dona da loja voltou, vinda dos fundos do estabelecimento.
- Minha querida, talvez este vá-lhe agradar. – colocou o vestido sobre o balcão. – Não estava na loja por ser meio antigo, mas, quem sabe, não faça o seu gosto?
N/A: A fic pode estar parecendo meio 'embromeixom' - por outras palavras, enrolação - mas eu achei que seria legal contar estes detalhes idiotas, sabe? Porque, cara, eles vão morrer, então que pelo menos sejam um casal normal antes disso, certo?
De qualquer forma, comentem. Me mandem um ":)" se estiverem gostando. ;P
